O OLHAR SEMIÓTICO PARA ENTENDER O MUNDO. Nara Maria Fiel de Quevedo Sgarbi

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1 O OLHAR SEMIÓTICO PARA ENTENDER O MUNDO Nara Maria Fiel de Quevedo Sgarbi Resumo: Focaliza-se neste texto a teoria semiótica como instrumento facilitador do entendimento das linguagens que cercam os seres humanos, mais especificamente como contributiva para o processo ensino/aprendizagem da Língua Portuguesa, uma vez que permite o estudo das relações significativas que permeiam os textos. Palavras-chave: Semiótica, linguagem, ensino, aprendizagem Abstract: Semiotics theory is focused as an easy instrument for the understanding of the languages which surround the human beings, more specifically as a contributor for the Portuguese language teaching and learning process, since it allows the study of the significant relationship that occur in the texts. Keywords: Semiotics, language, teaching, learning As três matrizes básicas do signo - o ícone, o índice e o símbolo estão presentes em todos os níveis da classificação das linguagens, dessa maneira nos permitem olhar para o imenso e aparentemente caótico labirinto das linguagens como uma rede absolutamente lógica de diferenças, similitudes e interconexões. (Arlindo Machado) O homem, imerso no contexto social, dotado da capacidade de raciocínio, faz cultura, escreve a história e cria linguagens. Essas linguagens podem ser pensadas como estruturas organizadas por figuras que servem de instrumento comunicativo, sejam elas estruturas verbais ou não-verbais. As linguagens pertencentes ao homem possibilitam-lhe intervir no mundo, organizando as experiências vividas, reorganizando-as sob perspectivas variadas, lhe dando novos sentidos. Nessa visão, Lúcia Santaella (1985, p.10) afirma que

2 (...) somos uma espécie animal tão complexa quanto são complexas e plurais as linguagens que nos constituem como seres simbólicos, isto é, seres de linguagem. A teórica pontua que é pelo verbal e pelo não-verbal que realizamos comunicação nos localizando no tempo, ampliando as dimensões humanas para além do agora, e que, dessa forma, os símbolos adquirem poder para abstrair a representar as idéias. Assim sendo, esse vasto universo comunicacional, constituído por uma pluralidade de linguagens, concede ao homem a possibilidade de lançar múltiplos olhares advindos de diversos contextos: a linguagem estabelece um sistema simbólico que abstrai o concreto para nominá-lo e a ele aludir-se. Sabemos que o contato com a linguagem é tão anoso quanto o tempo de uma vida. E, desde a nossa mais tenra idade, a linguagem nos é apresentada sob tantas formas que, freqüentemente, passamos a acreditar que tomamos efetivamente contato com as coisas, quando, na verdade, tomamos contato não com as coisas em si, mas com os símbolos que nos cercam. Esses símbolos, por sua vez, para poderem realizar suas funções, têm que cumprir, então, três etapas, sendo elas: a do sinal, a do significado e a da convenção.

3 O sinal poderá ser de natureza fonética, gestual, grafada, cromática e luminosa, entre outras; a convenção acerca do sinal (o significado) é, pois, social e dentro desse significado há técnicas comunicacionais ou recursos que são usados e que se alteram de acordo com a cultura a que pertencem (há que se lembrar que cada linguagem é, assim, uma convenção social). No afã de se comunicar, o ser humano dispõe da expressão verbal, que é necessária, mas que não é exclusiva, pois tanto a fala e a escrita, quanto as linguagens corporal e arquitetônica, por exemplo, são processos de comunicação porque são gerais; portanto vivemos imersos em uma babel de linguagens. Como afirmava L. Hjelmslev (1975, p.5) é necessário que a linguagem seja observada/estudada por ela mesma, seja tomada como objeto de reflexão, desta maneira as reflexões possíveis de serem pensadas por meio da Semiótica atendem a esta necessidade de que fala Hjelemslev porque busca, a referida ciência, com seu objeto de significação expressar o sentido, mas o sentido simulacrado do parecer verdadeiro da totalidade depreendida do texto, seja ele verbal ou não-verbal. Deste modo, para entender o mundo, interagir, ousar e transformá-lo, os conceitos da Semiótica nos auxiliam, uma vez que redirecionam a capacidade de

4 compreensão dos signos e significações resultantes da nossa interação com o mundo interior e exterior. Esse pensamento é reforçado, quando se defende a idéia de que a Semiótica contribui para uma análise mais ampla do material concreto (sistemas de códigos) e abstrato (discurso, ideologia) desvelando o que subjaz nas mensagens transmitidas. (Cf.Darcilia Simões,2001, p.86) E por que a Semiótica teria/tem esse poder? Pensamos que a Semiótica se reveste desse poder à medida que estuda a significação por meio de planos de expressão de ordens diferenciadas, porque é uma ciência capaz de nos ensinar a ver por intermédio da exploração dos sentidos, usando-os como captadores de mensagens, em diferentes linguagens, com as quais convivemos diuturnamente. Mais especificamente, cremos que a Semiótica de Peirce é a vertente mais adequada para desvendar o que são e como agem os signos e, por meio deles, descobrir o próprio pensamento e os modos pelos quais podemos compreender as coisas, pois como Saussure (1972, p. 15) afirmava (...) é o ponto de vista que cria o objeto. Como educadores que somos e trabalhamos com o ensino da língua, ao desejarmos fugir das respostas padronizadas, vislumbramos, na teoria peirceana, um caminho que se abre para que esse ensino se firme como

5 processo dinâmico, desafiador e prazeroso. Peirce entendia a linguagem como elemento primeiro, estabelecendo relações comunicativas com um elemento segundo, capaz de produzir um elemento terceiro que, por sua vez, dialoga com todos os elementos anteriores; o processo remete às etapas designadas pelo teórico como primeiridade, secundidade e terceiridade. Contudo, antes de abordarmos mais detidamente tais etapas, abriremos um parêntese teórico para rapidamente relembrarmos a relação triádica que Peirce anunciou como sendo: o signo, o interpretante e o objeto. É, pois, nesse processo triádico de inter-relações, por meio das quais a consciência do homem dialoga com o exterior, que se faz possível a abertura de novos caminhos para a aprendizagem da língua formadora de sujeitos ativos. Ao comentar a relação triádica, Simões diz que (...) o que Peirce designa como signo é (...) tomado como um fato (...) que estimula a ação da consciência. Esta, por sua vez, reage ao lampejo da idéia- imagem e a associa a um objeto imediato de natureza sígnica que processa os dados em forma de pensamento com base no interpretante. (SIMÕES, 2001, p.91). Essa tríade, relacionada às etapas já citadas - primeiridade, secundidade e terceiridade -, pode facilitar o ensino da Língua Portuguesa, mais

6 especificamente o trabalho com leitura, interpretação e produção textuais, uma vez que as leituras e as produções devem/precisam ultrapassar os limites das frases ou dos períodos para situarem-se em um contexto global, em que, efetivamente, tenham significados, independentes da natureza do signo que utilizem e do veículo que as faça circular. Nessa vertente, a compreensão dos atos de ler, interpretar e escrever se mostram mais inteligíveis quando o signo estimula a consciência (primeiridade), pois há, logo a seguir, a materialização do som em uma imagem mental (secundidade) e, finalmente, ocorre a transcodificação da idéia em pensamento, em formulação perceptiva (terceiridade). Dessa maneira, a teoria Semiótica permite ao educando e ao educador três estágios de testagem de suas hipóteses e de projeções de suas conclusões, uma vez que esta teoria parte da noção da significação, entendendo a linguagem como uma trama de relações significativas. Como afirmávamos no início de nosso texto, o homem, para que faça cultura, escreva a história e crie linguagens, precisa perceber que a ciência é construída sobre o mundo vivido e que ela só pode ser vista enquanto expressão segunda resultante de experiência de mundo. É nesse quadro, multissemiótico, que educador e educando são sujeitos cognoscentes (porque estão direcionados para o conhecimento de um objeto) que necessitam, também, vivenciar as liberdades de experiência, comunicação e expressão. Logo, a inclusão da teoria Semiótica

7 no dia a dia escolar, é, com certeza, relevante contribuição para que a semiose (ou produção de significado) ocorra no ensino/aprendizagem da Língua Portuguesa porque, entre outras coisas, a Semiótica possibilitará a descrição, não apenas do sentido mais evidente, mais superficial, mas da organização do sentido, como já afirmamos, por meio de diferentes linguagens, diferentes textos. Deixamos então, diante do exposto, um convite àqueles que ainda não lançaram seus olhares para a ciência Semiótica que busquem fazê-lo com urgência, sob pena de ficarem alheios ao mundo, pois se a Semiótica abarca o estudo dos signos em geral, abrange também o som, a imagem, o balé, a pintura, o desenho, a arquitetura, o escrito, o falado e tantas quantas forem as linguagens existentes. Assim sendo, a ciência da significação, com sua originalidade, multi-, inter- e trans-disciplinar, pode e deve ser fonte para que educando e educador conheçam, profunda e verdadeiramente, o mundo que os cerca, e, contemplemno com vistas a lê-lo, questioná-lo e recriá-lo. Lembramos, ainda, que essa teoria da iconicidade nos recompensa com subsídios científico-filosóficos, os quais permitem a aproximação dos estudos gramaticais verbais com as demais gramáticas que perpassam as outras linguagens por meio das quais nos comunicamos.

8 BIBLIOGRAFIA GERAL AZEREDO, José Carlos (Org.) Letras & comunicação : uma parceria o ensino de língua portuguesa. Petrópolis: Vozes, ECO,U.Tratado geral de semiótica. São Paulo: Perspectiva,1980. PEIRCE, C.S. Semiótica e Filosofia-Textos escolhidos. 2. ed. São Paulo: Cultrix/EDUSP, SANTAELLA,L. Matrizes da linguagem e pensamento:sonora, visual, verbal. São Paulo: FAPESP/Iluminuras, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS HJELMSLEV, L. Prolegômenos a uma teoria da linguagem. São Paulo: Perspectiva, MACHADO, Arlindo. A televisão levada a sério. São Paulo: Senac, SANTAELLA, L. O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense,1985. SAUSSURE, F. de. Curso de Lingüística Geral. São Paulo: Cultrix,1972. SIMÕES, D. Semiótica na comunicação lingüística:um instrumental indispensável. In: AZEVEDO, José Carlos de (Org.). Letras & Comunicação. Petrópolis: Vozes, Doutora em Lingüística pela Unesp de Araraquara. Coordenadora do curso de Letras da UNIGRAN-MS (Centro Universitário da Grande Dourados).

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