Choque incapaz perda de sangue

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1 Choque Profª Karin

2 O bom samaritano Para ser um socorrista é necessário ser um bom samaritano, isto é, aquele que presta socorro voluntariamente, por amor ao seu semelhante. Para tanto é necessário três coisas básicas, mãos para manipular a vítima, boca para acalmá-lá, animá-lá e solicitar socorro, e finalmente coração para prestar socorro sem querer receber nada em troca. Lucas 10:25

3 Choque Uma condição onde o coração é incapaz de fornecer sangue suficiente para o corpo devido a perda de sangue, distúrbio circulatório ou volume sangüíneo inadequado.

4 A perda de aproximadamente um quinto do volume sangüíneo normal, pode causar choque hipovolêmico.

5 Causas Falha no mecanismo que bombeia o sangue (coração); Problemas nos vasos sangüíneos (alteração na resistência da parede vascular); Baixo nível de fluido no corpo (sangue ou líquidos corporais).

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7 Isto inclui sangramento interno (do intestino,estômago), sangramentos externos (por cortes ou lesões) ou perda de volume sangüíneo e líquidos do corpo (como pode ocorrer com diarréia, vômitos, obstrução intestinal, inflamações, queimaduras.)

8 FISIOPATOLOGIA GERAL DO CHOQUE DISFUNÇÃO METABÓLICA MORTE CELULAR FALÊNCIAS ORGÂNICAS MÚLTIPLAS ÓBITO DO PACIENTE

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10 CHOQUE HIPOVOLEMICO ETIOLOGIA (CAUSAS) Diarréia Vômitos Desidratação Hemorragias Queimaduras

11 Sinais: Pulso arterial acelerado; Freqüência respiratória aumentada; Pele fria e úmida; Perfusão periférica deficitária (compressão da polpa digital); Palidez da pele; Agitação ou depressão do nível de consciência; Sede.

12 Conduta de Enfermagem: Controle rigoroso da pressão arterial (PA); Reposição dos volumes dos líquidos perdidos: - Sangue total no choque hemorrágico. - SF0,9% Perda de água e eletrólitos. Administração de drogas; Preparo do paciente para cirurgia em caso de hemorragia persistente. Controle e vigilância constantes no gotejamento das drogas para manutenção da PA em níveis aceitáveis.

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15 CALÇAS MILITARES ANTI-CHOQUE Usadas em situação de extrema emergência, quando o sangramento não pode ser controlado

16 Fratura

17 Definição: É a quebra de um osso causada por uma pancada muito forte, uma queda ou esmagamento. Há dois tipos de fraturas: Fechadas: que, apesar do choque, deixam a pele intacta. Expostas:quando o osso fere e atravessa a pele. As fraturas expostas exigem cuidados especiais, portanto, cubra o local com um pano limpo ou gaze e procure socorro imediato.

18 Diagnostico: Deformações (angulações, encurtamento); Inchaço, contusões, hematomas; Espasmo da musculatura; Feridas; Palidez ou cianose da extremidade.

19 Verifique se há: Dor à manipulação delicada; Crepitação; Enchimento capilar lento; Comprometimento da sensibilidade; Redução da temperatura do membro fraturado.

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21 Fratura fechada - sinais indicadores Dor ou grande sensibilidade em um osso ou articulação. Incapacidade de movimentar a parte afetada, adormecimento ou formigamento da região. Inchaço e pele arroxeada, acompanhado de uma deformação aparente do membro machucado.

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24 O que não fazer! Não movimente a vítima até imobilizar o local atingido. Não dê qualquer alimento ao ferido, nem mesmo água

25 O que fazer??? Solicite assistência médica, enquanto isso, mantenha a pessoa calma e aquecida. Verifique se o ferimento não interrompeu a circulação sanguínea. Imobilize o osso ou articulação atingido com uma tala. Mantenha o local afetado em nível mais elevado que o resto do corpo e aplique compressas de gelo para diminuir o inchaço, a dor e a progressão do hematoma.

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30 CONDUTA DA FRATURA EXPOSTA Faça um curativo protetor sobre o ferimento, com gaze ou pano limpo; Se houver hemorragia abundante (sinal indicativo de ruptura de vasos),conter sangramento. Imobilize o membro fraturado; Providencie remoção do acidentado para o hospital.

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35 Contusão: É uma área afetada por uma pancada ou queda sem ferimento externo. Se o local estiver arroxeado, é sinal de que houve hemorragia sob a pele (hematoma).

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37 Entorses: É a torção de uma articulação, com lesão dos ligamentos (estrutura que sustenta as articulações).

38 Luxação: É o deslocamento de um ou mais ossos para fora da sua posição normal na articulação.

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41 TCE

42 Fratura de crânio-tce O cérebro é protegido por uma caixa óssea, o crânio,possui diversas artérias e veias, as quais podem se romper no trauma. Como o crânio (parte óssea) é rígido e o cérebro mais macio, uma hemorragia irá gerar um hematoma, que por sua vez irá crescer comprimindo o cérebro, o que certamente trará lesões neurológicas.

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45 O TCE é uma agressão ao cérebro, em conseqüência de um trauma externo, resulta em alterações cerebrais momentâneas ou permanentes, de natureza cognitiva ou de funcionamento físico. Causas: acidentes de trânsito, agressões físicas, quedas e lesões por arma de fogo. É a principal causa de seqüelas e de mortes nos pacientes politraumatizados.

46 Sinais e Sintomas: Perda da consciência, Sonolência, Desorientação Área de depressão no crânio Sangramento pelo nariz, ouvido ou boca Paralisia de um lado do corpo Perda da visão Convulsões Vômitos Dor de cabeça forte e persistente

47 Fratura base de crânio

48 Tomografia

49 O que fazer? Peça ajuda em caráter de emergência; Tente acalmar a vítima, se ela estiver consciente; Pense na possibilidade de fratura no pescoço antes de movimentar a vítima, Mantenha a vítima deitada e aquecida, Cuide dos demais ferimentos

50 TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO (TCE) O TCE é causa importante de morte nos traumas. O Traumatismo Raqui-Medular (TRM) ocorre em 5 a 10% dos casos de TCE. 70% das vítimas de acidentes automobilísticos apresentam TCE. Trauma com sonolência, confusão, agitação ou inconsciência de curta ou longa duração pensar em TCE. LESÕES DE COURO CABELUDO Podem causar hemorragia devido a sua intensa quantidade de vasos.

51 ABORDAGEM DA VÍTIMA 1. Exame Primário - ABC da vida. 2. Observar cuidados com a coluna cervical: Estabilizar manualmente a cabeça e o pescoço. 3. Controlar hemorragias 4. Exame Secundário: consciência Suspeitar sempre de lesão de coluna cervical em pacientes com TCE. 5. Sangramentos via nasal e pelo ouvido geralmente é sinônimo de TCE. 6. Nos casos onde ocorra vômitos, a vítima deve ser virada em bloco para o decúbito lateral de forma a preservar a imobilização da coluna cervical.

52 TRM: Trauma Raquimedular A coluna tem a função de sustentar o corpo e proteger no seu interior a medula espinhal, que liga o cérebro aos órgãos através de nervos. 10% das lesões medulares ocorrem por manipulação incorreta das vítimas de trauma, por socorristas ou pessoal não habilitado. Lembre-se que 17% dos pacientes com lesões de coluna foram encontrados andando na cena do trauma ou foram ao hospital por seus próprios meios. sempre imobilize.

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54 Trauma de Coluna O traumatismo de coluna vertebral pode ser o resultado de várias lesões, incluindo: Acidente automobilístico, motociclístico ou ciclístico, Mergulho em água rasa. Quedas, Ferimentos por arma de fogo, Ferimentos por arma branca (ex. faca), Agressão física, Acidentes na prática desportiva, etc.

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56 CUIDADOS NO TRM Exame primário - ABC da vida Imobilize a cabeça/pescoço em posição neutra com colar cervical ou com as mãos. Remova o capacete em caso de PCR ou insuficiência respiratória. Não mova o paciente a menos que seja necessário. Suspeitar sempre de lesão de coluna cervical em pacientes com TCE A proteção da coluna cervical deve ser uma das prioridades do tratamento pré-hospitalar, a não ser que outra situação esteja produzindo risco de vida iminente.

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58 DX: Radiografias, Tomografia Computadorizada (TC) Imagem de Ressonância Magnética (IRM) são opções de exames a serem usados para avaliar a coluna vertebral.

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60 Importante: Prancha longa Colar cervical Após atendimento de emergência em Pronto Socorro. Procure:Neurocirurgião.

61 Para prevenir estas lesões é importante: Usar cintos de segurança, Nunca beber antes ou enquanto dirige, Não mergulhar em águas de profundidade desconhecida, Só mergulhar pelo menos em águas com 1,5m ou mais de profundidade, com os braços sempre pra frente, Usar equipamento protetor ao praticar esporte, Proteger-se contra quedas, Prevenir o acesso de crianças a armas.

62 Fratura de costela: Os arcos costais fraturados podem produzir lesão interna no pulmão,comprometendo a respiração. Sinais: respiração difícil e dores aos movimentos respiratórios. Encaminhar ao hospital.

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65 Fratura de bacia: Sinais: Sangramento intenso. O paciente que apresenta dor na bacia, dificuldade de mobilizar-se e hematomas localizados é suspeito de fratura de bacia. Transporte em prancha longa, colar cervical.

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67 TRAUMA ABDOMINAL Podem apresentar hemorragia interna severa. Os traumas abdominais podem ser: Fechado - causam danos às vísceras sem que haja penetração da cavidade abdominal. Aberto ou penetrante - expõe vísceras ou sangramentos externos. Complicação: CHOQUE

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70 TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR Exame primário - ABC da vida. Posicionar a vítima deitada, com pernas flexionadas. Aplicar curativo impermeável e oclusivo umedecido em soro fisiológico nas feridas abertas com alças evisceradas (para fora). Nunca tentar recolocar as alças intestinais para dentro do abdome. Aqueça a vítima com cobertores. Não retire objetos empalados. Estabilize-os na situação encontrada.

71 Paciente politraumatizado evoluindo com choque, suspeitar sempre de hemorragia interna por lesão de órgãos abdominais. Não forneça líquido ou alimentos a pacientes com trauma abdominal. Transporte o paciente ao hospital para avaliação médica o mais breve possível

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73 Trauma Idoso

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