Computação em Nuvem: pesquisa de aceitação e implantação no. mercado corporativo brasileiro

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Computação em Nuvem: pesquisa de aceitação e implantação no. mercado corporativo brasileiro"

Transcrição

1 Computação em Nuvem: pesquisa de aceitação e implantação no Resumo: mercado corporativo brasileiro Alexandre Jacquet 1 Henrique Cavassana 2 O trabalho aqui apresentado discute algumas das tendências relevantes do mercado de Computação em Nuvem. Para tal finalidade, apresenta um breve histórico do desenvolvimento de tecnologias e realiza uma pesquisa de campo com empresas que já implantaram esta nova ferramenta. A pesquisa é composta de perguntas sobre pontos específicos que refletem as experiências das empresas. Essas foram divididas em pequenas, médias e grandes. Como conclusão mais relevante destaca-se as diferenças entre empresas brasileiras que ainda sofrem com a falta de conhecimento sobre o tema, enquanto a principal preocupação na Europa, Estados Unidos é a segurança. O trabalho conclui que o Brasil ainda está na etapa inicial de implantação da Computação em Nuvem. Palavras Chave: Computação em nuvem, tecnologias de informação, casos de uso, Estratégias de implantação. Summary: The work presented here discusses some of the trends in the market for cloud computing. For this purpose, presents a brief history of the development of technologies and conducts field research with companies that have already deployed this new tool. The survey consists of questions about specific points that reflect the experiences of companies. These were divided into small, medium and large. Like most relevant conclusion highlights the differences between Brazilian companies still suffer from a lack of knowledge on the subject, while the main concern in Europe, the United States is safety. The paper concludes that Brazil is still in the initial stage of deployment of Comoputação Cloud Computing. Keywords: Cloud computing, information technology, use cases, deployment strategies 1 Alexandre Jacquet: Engenheiro da Computação com extenso conhecimento em analise, integração e implementação de soluções em Nuvem, fortalecendo os conhecimentos através de diversos cursos de formação nos principais provedores de Cloud Computing, como Google e Amazon Web Services, atuou como líder de implementação na Setesys e na Dedalus Prime, arquiteto de soluções na Nubis Partners, em clientes de diferentes portes. 2 Henrique Cavassana: Engenheiro da Computação com sólidos conhecimentos em ambientes computacionais com foco técnico e nos negócios. Nos últimos anos, fortaleceu seus conhecimentos a partir cursos avançados nas principais tecnologias e arquiteturas, entre elas Java e banco de dados. Atuou como analista desenvolvedor no Grupo Mult Technology Services e analista de pré-vendas para soluções de Cloud Computing na Dedalus Prime onde também ministrava treinamentos sobre os ambientes relacionados a computação nas nuvens. Atualmente trabalha como consultor técnico na IBM Brasil desenvolvendo soluções em ambiente de banco de dados para os clientes. 72

2 INTRODUÇÃO Computação em Nuvem - Cloud Computing (CC) propõe uma abordagem inovadora dos recursos para maior agilidade, colaboração, escalabilidade e disponibilidade de informação por meio da integração de diferentes tecnologias computacionais. O processamento deixa de ser feito na empresa para ser realizado em rede, daí o nome Computação em Nuvem. Essa possui potencial para a redução dos custos de operação das empresas utilizando recursos computacionais otimizados. Segundo Ried e Holger (2011) o mercado de CC totalizou em 2011 US$ 40.7 bilhões e deverá atingir US$ 241 bilhões em 2020, um crescimento de 600% até Para o setor de nuvem pública em 2011, o mercado registrou US$ 25 bilhões e a tendência é que em 2020 gere mais de US$ 160 bilhões, conforme figura 1. Figura 1. (Fonte: RIED, et al, 2011, p. 3) Taxa de crescimento de mercado de Cloud Computing Gantz e Toncheva (2012) destacam que este crescimento no mercado nas nuvens gerará uma demanda global, criará mais de 14 milhões de novos empregos e receitas de US$ 1.1 trilhões por ano até

3 Figura 2. (Fonte: Microsoft Research) Taxa de crescimento de oportunidades de trabalho relacionados a Cloud Computing 1. Metodologia Esta é uma pesquisa exploratória para entender como se dá a adoção de CC, em particular as ferramentas de Software as a Service. Adotou-se o questionário baseado em metodologias de pesquisas de mercado realizadas pelos orgãos IDC 3, Forrester 4, Gartner 5, ENISA 6, 451 Group 7 e Cloud Security Alliance 8 adaptadas ao mercado nacional. 3 C.f BRODERICK, Katherine. Worldwide Enterprise Server Cloud Computing Forecast, IDC, Junho de C.f SCHADLER, Ted Should Your Live In The Cloud?A Comparative Cost Analysis, Cambridge, USA: Forrester Research, 5 janeiro de 2009; HERBERT, Liz; ERICKSON, Jon. The ROI of Cloud Apps, Cambridge, USA: Forrester Research, 23 junho de 2011; RIED, Stefan; KISKER, Holger; MATZKE, Pascal The Evolution of Cloud Computing Markets, Cambridge, USA: Forrester Research, 6 de julho de C.f CAIN, Matthew W. Google Gmail Emerges as Signifcant Threat to Microsoft in the Enterprise, USA: Gartner, 18 de agosto de C.f CATTEDDU, Daniele, HOGBEN, Giles. SME Perspective on Cloud Computing. ENISA, 2009; CATTEDDU, Daniele; HOGBEN, Giles; Cloud Computing: Benefits, risks and recommendations for information security: European Network and Information Security Agency (ENISA),

4 O questionário contém 25 questões de múltipla escolha e questões abertas, em 5 etapas: Dados da empresa Motivos da escolha Impactos/Custos pós implementação Vantagens/Desvantagens aos usuários finais Considerações A pesquisa envolveu 300 empresas que adotaram CC no período de 2010 / Através de contato telefônico, reduziu-se para 60 o número final de empresas interessadas em responderem o questionário. O questionário foi encaminhado via ao grupo de empresas com o prazo de 7 dias de resposta. Adotou-se o Google Forms, um aplicativo disponível no pacote de Software as a Service, que permite a criação de questionários e a tabulação dos resultados. Empregaram-se duas ferramentas da Google para análise dos dados, Google Spreadsheets e o Google Fusion Tables. Através destas ferramentas as empresas foram divididas por quantidade de usuários. 1.1 OBJETIVOS DO TRABALHO O trabalho sintetisa como empresas de diferentes segmentos e tamanhos implantam e reagem às principais barreiras ao CC. Compara os resultados da pesquisa com os referenciais utilizados no mercado corporativo norte-americano e europeu. Permite conhecer as variáveis de escolha da tecnologia e o seus impactos no negócio do cliente. Destacam-se quatro pontos, a saber: Fundamentação teórica sobre a evolução computacional até Cloud Computing; Definição das características e camadas de Cloud Computing; 7 C.f Cloud Computing: "As a Service"Market Sizing, Report III, The 451 Group, New York, USA, Setembro de C.f Cloud Security Alliance, Top Threats to Cloud Computing V1.0, Cloud Security Alliance, 2010; Defined Categories Services 2011, Cloud Securty Alliance, 2011; Security Guidance For Critical Areas of Focus in Cloud Computing V3.0, Cloud Security Alliance,

5 Compreender as principais variáveis prós e contras desta tecnologia; Comparar os dados obtidos com referencial teórico analisado; 2. A Lei de Moore Em 1965, Gordon Moore (co-fundador da Intel) realizou um estudo, conhecido como, a Lei de Moore, relacionando a constante evolução tecnológica com a crescente queda no custo de produção computacional. Ele foi capaz de traçar uma curva exponencial, presente na figura 2, na qual a cada 18 meses a capacidade dos transístores contidos em um circuito integrado iria duplicar. Figura 3. (Fonte: MOORE, 19659) Curva Exponencial de custos relacionados com o número de componentes por circuito integrado Nos anos 70 e 80, grandes investimentos foram realizados em telecomunicações e tecnologia, o que gerou o avanço dos meios de comunicação. Um destes investimentos foi a ARPANET, Advanced Research Projects Agency Network C.f. MOORE, Gordon E. Cramming More Components onto Integrated Circuits, IEEE, ARPANET Advanced Research Projects Agency Network Rede de agencias avançadas de pesquisa 76

6 Criada no princípio da década de 60, durante a Guerra Fria, como um projeto militar, com objetivo da descentralização e distribuição de informações vitais para continuidade do governo. Esta tecnologia popularizou-se após sua implantação dentro das universidades americanas. A associação entre pesquisas privadas e universidades, no final dos anos 80, criou a World Wide Web, permitindo a troca de informações através de protocolos específicos e o desenvolvimento de uma nova arquitetura: a cliente-servidor. Na metade dos anos 90, as limitações físicas já reduziam a expectativa da Lei de Moore, estimulando a criação de alternativas, como por exemplo: os processadores com múltiplos núcleos e a computação quântica. Segundo pesquisadores da UNSW (University New South Wales) e da IBM (International Business Machine), a Lei de Moore, chegará ao seu limite em 2017, devido a globalização da tecnologia e crescentes investimentos em micro-engenharia. Neste cenário, a popularização da internet também revelou as limitações da arquitetura cliente-servidor, o que demandou investimentos para otimizar os recursos alocados, a redução dos custos de operação, melhoria dos processos e a redução do impacto ambiental. 3. MAINFRAME No início da década de 50, a International Business Machines (IBM 11 ), desenvolveu a arquitetura mainframe com grande capacidade de processamento da entrada e saída dos dados (Input/Output). Os mainframes adotavam uma arquitetura de lotes (batchs), que reduziam a utilização do processador durante a leitura ou a escrita dos dados. Os dados eram armazenados em disco, para execução posterior. Esse modelo foi denominado "um-para-vários" (1:N). O mainframe era responsável pelo processamento final das tarefas originadas de vários terminais. O acesso à estação era realizado através de um protocolo específico, que encaminhava as solicitações e as aplicações, geralmente desenvolvidas em C ou Cobol, utilizando um sistema operacional baseado em tempo-compartilhado, conforme figura C.f História da evolução computacional 77

7 Figura 4. (Fonte: SHROFF, 2010, p. 5) Arquitetura Computacional do Mainframe Segundo Shroff (2010, pg. 6-7), um dos principais avanços computacionais entre os mainframes e os servidores é a possibilidade de executar aplicações em tempo real, a medida que a solicitação é encaminhada é resolvida, sem depender dos processos pendentes em tempo como no modelo anterior dos batches. O Custo Total de Operação ou Total Cust of Ownership dos mainframes devido às limitações dos batchs, estimulou nos anos 80 a transição para os computadores pessoais (PC). Neles, a utilização de servidores e novas aplicações (microsoft e Apple) permitiam a troca de informação mais rapidamente. A demanda por mainframes diminuiu nos anos 1990, mas a IBM manteve o investimento em pesquisa e desenvolvimento. Este permitiu o aumento da velocidade do processamento de 300MHz para 5200MHz (aumento de 94% de performance). A empresa criou a nova série de mainframe, a série Z (zseries). Essa série é capaz de virtualizar vários sistemas operacionais, a partir de uma única estação e foi a responsável pelo início da tecnologia de virtualização (máquinas virtuais), caracterizada pelo controle automatizado sobre demanda semelhantes aos disponibilizados na gestão da infraestrutura dos provedores de CC. 78

8 Figura 4. (Fonte: IBM, 2012) Evolução de processamento do mainframe IBM zseries 4. CLIENTE-SERVIDOR As aplicações são divididas em 2 partes: uma permanece no servidor e outra nas estações dos usuários, conhecidas como clientes. Os últimos solicitam acessos, transmitidos através de uma rede de comunicação entre cliente e servidor, geralmente implementada utilizando o protocolo de controle de transmissão e o protocolo da internet (TCP/IP 12 ), entregando ao servidor a solicitação a ser executada, e após sua execução retorna com o resultado da operação. Destacam-se as seguintes vantagens relacionadas ao modelo cliente servidor: a gestão de dados armazenados nos servidores, maior controle de segurança e auditoria (centralização dos dados), clientes acessam e alteram as informações em tempo real e de acordo com suas necessidades. Contudo, esta centralização pode gerar uma sobrecarga no servidor, implicando na indisponibilidade do mesmo. 12 TCP/IP Transmission Control Protocol/Internet Protocol Tradução do autor: Protocolo de Controle de Transmissão e Protocolo de Internet 79

9 Figura 5. Modelo de arquitetura Cliente-Servidor 5. Hiper texto (HTTP) O HTTP, protocolo de transmissão hipertexto, foi criado por Tim Beerners-Lee em 1989 e está em uso na rede mundial de computadores desde Este foi criado para ser distribuído e colaborado entre diferentes pessoas através de ferramentas de navegação web, como por exemplo o Mosaic, Netscape, Internet Explorer, Mozilla Firefox, Safari e o Google Chrome. A Internet Engineering Task Force 13 (IETF) junto da World Wide Web Consortium 14 (W3C), são os órgãos responsáveis pela gestão e regulamentação da internet, lançando a versão final da especificação do protocolo HTTP/1.0 em maio de A rápida expansão da rede de computadores exigiu uma atualização protocolo, denominada HTTP/1.1, permitindo maior flexibilidade entre as partes envolvidas. 6. HTML A linguagem de marcação hipertexto, (HTML), consiste de uma linguagem de programação semântica, criada para formatação de trabalhos científicos, que se tornou fundamental para o desenvolvimento de sites no decorrer da década de Internet Engeneering Task Force Tradução do Autor: Força tarefa de engenharia da internet 14 World Wide Web Consortium Tradução do Autor: Consórcio da ampla rede mundial 80

10 Figura 6. Fluxo de renderização do navegador ao carregar uma página web Desenvolvido por Tim Berners-Lee e Dan Connolly, e homologada em 1993 pela W3C, o HTML, encontra-se em constante evolução. Em Janeiro de 2008, através do estudo realizado pela Apple e da Google (Ian Hickson e David Hyatt) foi lançado o primeiro esboço da 5ª versão da linguagem, conhecida como HTML5. O seu objetivo é a revisão de algumas funcionalidades pouco utilizadas e a adição de novos elementos, permitindo maior flexibilidade e capacidade aos navegadores. 7. WEB SERVICES Web services são aplicações identificadas através de URI (Uniform Resource Identificator), capaz de ser definida, descrita e encontrada através de artefatos. Estes serviços tem por finalidade trocar mensagens, utilizando o protocolo HTTP/1.1, afim de executar uma determinada ação, conforme definição da W3C, definida em Abril de Segundo Baun e outros (2011, p. 13, apud WOLHSTADTER e TAI 2009), web services são instrumentos distribuídos que permitem uma comunicação máquina-amáquina através de protocolos web, integrando aplicações utilizando serviços distribuídos, gerenciando sistemas legados ou outras aplicações. 81

11 Os web services podem ser segmentados em dois formatos principais, SOAP (Sample Object Access Protocol) e REST (Representional State Transfer), utilizados para trocar documentos entre o consumidor e o fornecedor. Estes devem ser modelados utilizando de arquivos XML ou JSON, permitindo o serviço, "empacotar" e "desempacotar" os objetos de maneira simples e dinâmica SOAP Definido como Simple Object Access Protocol, o SOAP é um protocolo de especificação para estruturar a troca de informações entre os web services. Este protocolo baseia-se em troca de mensagens no formato XML, utiliza geralmente HTTP ou SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) para a transmitir cada pacote. O SOAP é um protocolo baseado em WSDL (Web Service Description Language) que permite trabalhar de maneira descentralizada, possível através de pacotes de extensões, que são implementados de maneira modular. Cada modulo pode suportar diversos níveis de qualidade de serviço, sendo distribuídos através de uma estrutura simples que possibilita diversos usos REST O REST, Representional State Transfer, é descrito por Baun e outros (2011, p. 14), como um estilo de arquitetura de software desenvolvido com base no protocolo HTTP/1.1 que padroniza todos os métodos a serem invocados através de uma interface uniforme do HTTP. Os serviços que utilizam esta solução, são projetados de maneira genérica, onde se faz necessário apenas implementar os métodos que utilizem a semântica do protocolo HTTP, sendo os principais: GET, utilizado para obtenção de dados do servidor PUT, utilizado para atualização de dados do servidor POST, utilizado para inserção de dados do servidor DELETE, utilizado para remoção de dados do servidor Esta funcionalidade o define como uma comunicação stateless, modelo de comunicação sem necessidade da troca de estados entre cliente e servidor, ou seja, ele simplifica a comunicação ponto-a-ponto, permite encaminhar qualquer informação junto a mensagem. 82

12 8. SOA A arquitetura SOA, Service-Oriented Architecture 15, segmenta os componentes e os serviços computacionais, permitindo que comuniquem-se através da troca de mensagens utilizando protocolos e sintaxes padrões, permitindo ser executada independente de plataforma ou linguagem de programação. Segundo Baun e outros(2011 p ), as principais propriedades do SOA são: Componentes distribuídos Consumidores heterogêneos Fornecedores padronizados entre plataformas Os serviços são fracamente acoplados, e comunicarão-se dinamicamente em tempo de execução, permitindo ajustes dinâmicos, gerando um efeito local e não global. 9. VIRTUALIZAÇÃO O conceito de virtualização surgiu nos anos 60, os pesquisadores da IBM que tinham como objetivo a melhor utilização dos mainframes. A crescente implantação da arquitetura cliente-servidor promoveu a descontinuidade do projeto. Em 1999, a empresa VMWare Inc, utilizou o conceito criado pela IBM e desenvolveu uma aplicação capaz de criar servidores virtuais a partir do servidor host. Esta tecnologia garantia que o hardware utiliza-se todo o poder de processamento, operando a 100% da sua capacidade. Através desta aplicação, um grande potencial para redução de custos envolvidos na manutenção e operação dos negócios foi descoberto, já que não seria mais necessário a aquisição de novos equipamentos, arrefecimento, energia elétrica consumida pelos servidores, etc. Segundo Baun e Kunze (2011) a virtualização traz vantagens e desvantagens. Destaque-se a melhor utilização dos recursos, redução no consumo de energia, diminuição do espaço utilizado. A utilização desta tecnologia sem o estudo dos sistemas pode impactar em custos, por exemplo a necessidade de hardwares capazes de gerenciar sistemas de múltiplos núcleos ou a redundância de energia elétrica para caso o servidor host fique inacessível. 15 Service-Oriented Architecture Arquitetura orientada à serviços 83

13 Neste modelo de arquitetura, existe uma série de conceitos e tecnologias que podem ser utilizadas, dentre elas a virtualização de: sistemas operacionais, plataforma, armazenamento, rede e aplicações. Virtualização de Sistemas operacionais: Este tipo de virtualização permite que o servidor host sirva como plataforma para a criação de determinados ambientes de sistema ou de execução, executando sobre um único kernel, conforme figura 7. Figura 7. (Fonte: BAUN, 2011, p. 7) Conceito de virtualização de sistema operacional A)Virtualização de Plataforma: Este modelo permite a execução de qualquer sistema operacional desejado e aplicações, onde pode-se utilizar dois modelos, sendo eles: Full virtualization ou Paravirtualization. B) Full Virtualization: o sistema inteiro é simulado, inclusive o hardware (BIOS, drive, memória), possuíndo diversos objetivos, os principais descritos abaixo: Compartilhar um computador com diversos usuários Isolar usuários uns dos outros Emular o hardware em outro computador No paravirtualization é permitido a utilização de múltiplos sistemas operacionais em um único hardware, porém diferente do full virtualization, o hardware não é simulado, assim é necessário distribuir o hardware físico entre os sistemas operacionais que são emulados. Com essa configuração, a paravirtualização tende a ter melhor performance do que a full virtualization. 84

14 Tabela 1. (Fonte: VELTE, 2010, p. 11) Comparação entre full virtualization e paravirtualization Tipos de Virtualização Instâncias Overhead de Virtualização Carga de Processamento Total Full Virtualization 5 10% (50% total) 10% (50% total) 100% Paravirtualization 8 2% (16% total) 10% (50% total) 96% Fonte: autores Virtualização de armazenamento: O principal fundamento de neste modelo é segmentar os dados necessarios para manter o servidor operacional, dos dados utilizados pelas aplicações, este procedimento permite que os dados sejam migrados para diferentes servidores sem afetar o serviço. Virtualização de rede: Esta funcionalidade permite combinar diferentes recursos de rede em um único sistema, simplificando a administração e otimizando a velocidade, confiabilidade, flexibilidade, escalabilidade e segurança do ambiente. Virtualização de aplicações: É um modelo de venda de software onde sua gestão é centralizada e a aplicação é oferecida aos usuários por meio da internet, simplificando a administração, atualização e compatibilidade. 3. SISTEMAS DISTRIBUÍDOS O sistema distribuído opera aplicações específicas, embora esteja disponível em diversos computadores interligados em rede e que se auto gerenciam através da troca de mensagens. Define-se um sistema distribuído como os componentes de hardware ou software, localizados em computadores interligados em rede, que se comunicam e coordenam suas ações apenas enviando mensagens entre si.(coulouris, 2007, p. 16). Por tratar-se de uma aplicação distribuída em diferentes computadores, os sistemas distribuídos oferecem certos desafios, sendo os principais: Concorrência de processos: um sistema distribuído deve permitir que sejam executados diversos processos de uma só vez, sem que um interfira no outro. 85

15 Inexistência do relógio global: este é um item importante para o sincronismo de informações entre os diferentes nós do sistema distribuído. Deve-se estudar uma maneira de realizar o sincronismo dessas informações Falhas de componentes independentes: a falha, por exemplo, em um nó do sistema distribuído não deve interferir no funcionamento do sistema como um todo, deve ser possível identificar o local da falha e corrigi-la sem que o sistema saia do ar. Existem ainda outras características que compõe um sistema distribuído: Segurança Escalabilidade Transparência Quanto a segurança, é necessário considerar 3 níveis para um sistema distribuído: a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade. Quanto à escalabilidade, é necessário que os recursos de hardware e software acompanhem a quantidade de acessos demandados a um sistema ou dados específicos sem gerar impactos ao usuário final. Para garantir a escalabilidade do sistema distribuído deve-se mitigar os seguintes pontos de atenção no decorrer do projeto: Controlar o custo dos recursos físicos; Controlar a perda de desempenho; Impedir que os recursos de software se esgotem; Evitar gargalos de desempenho. Outra característica fundamental ao sistema distribuído é o conceito de transparência, no qual o usuário final não precisa saber por exemplo, onde está hospedada a aplicação e/ou em que plataforma a mesma está desenvolvida. O usuário precisa apenas que a mesma esteja disponível para o uso. São definidos também diversos tipos de transparência em sistemas distribuídos: Acesso: permite que recursos locais e remotos sejam acessados com o uso de operações idênticas 86

16 Localização: permite que os recursos sejam acessados sem conhecimento de sua localização física ou na rede (por exemplo, qual o prédio ou endereço IP) Concorrência: permite que vários processos concorrentes que utilizam recursos compartilhados sem interferência entre eles Replicação: permite que várias instâncias dos recursos sejam usadas para aumentar a confiabilidade e o desempenho, sem conhecimento das réplicas por parte dos usuários ou dos programadores de aplicativos Falhas: permite ocultação das falhas, possibilitando que usuários e programas aplicativos concluam suas tarefas, a despeito da falha de componentes de hardware e software. Mobilidade: permite a movimentação de recursos e clientes dentro de um sistema, sem afetar a operação de usuários ou programas Desempenho: permite que o sistema seja reconfigurado para melhorar o desempenho a medida que as cargas variam Escalabilidade: permite que o sistema e os aplicativos se expandam em escala, sem alterar a estrutura do sistema ou os algoritmos de aplicativo Um exemplo de sistema distribuído que é utilizado atualmente é a internet, onde é possível trocar mensagens, arquivos, assistir vídeos, ouvir musicas entre muitas outras funcionalidades. 12. CLUSTER COMPUTING Cluster Computing foi o primeiro termo computacional relacionado a sistemas distribuídos. Esse conceito exige a utilização de um conjunto de computadores com a mesma arquitetura e o mesmo sistema operacional, ou seja, para implementar um sistema distribuído utilizando a tecnologia de Cluster Computing é necessário uma estrutura homogênea onde as solicitações são processadas como uma única máquina e não como vários computadores interligados. Outra característica é deste sistema consiste na dependência dos nós estarem próximos uns dos outros. Dessa forma, é necessário um grande local para montar um cluster com muitos servidores, como diz Costa e outros. Os cluster são caracterizados também como sistemas distribuídos fracamente acoplados, isso significa que cada nó do cluster possui seu próprio espaço de 87

17 endereçamento e não existe um espaço compartilhado. Com essa característica, os nós utilizam da troca de mensagens para a sincronização dos processos. Uma grande vantagem da utilização do cluster computing é a alta escalabilidade, pois pode-se adicionar nós sem a necessidade de parar o sistema conforme falado por Colvero (2005): A abordagem cluster possui alta escalabilidade, pois tarefas de inclusão ou exclusão de nós escravos não exigem que sejam feitas modificações no ambiente, sendo realizadas de forma isolada. As soluções desenvolvidas em arquitetura cluster computing é uma solução para disponibilizar alta performance e alta escalabilidade dentro de uma infraestrutura própria e homogênea, sem a necessidade de interligar os nós da rede em locais geograficamente distantes. Um exemplo de sistemas em cluster é o Beowulf desenvolvido pela NASA em Este cluster utilizava 16 nós com processadores Intel 486 interligados por uma tecnologia de redes Ethernet, este modelo de cluster se tornou bem conhecido pela utilização da plataforma 486 que viabilizou financeiramente a construção deste tipo de arquitetura por cientistas do mundo inteiro. 13. GRID COMPUTING Assim como o Cluster, o Grid Computing tem o objetivo de proporcionar grande escalabilidade e alto desempenho, porém possui algumas diferenças de arquitetura. Pode-se utilizar diferentes arquiteturas de máquinas para processar a mesma aplicação, ou seja, pode-se manter uma infraestrutura heterogênea rodando um mesmo sistema, sendo uma das principais características da arquitetura segundo Colvero (2005). Garante assim o crescimento da sua utilização para pesquisas que envolvem cálculos matemáticos complexos. Outra característica que difere o Grid Computing do Cluster é que no Grid não é necessário uma infraestrutura alocada em uma mesma localidade (servidores fisicamente próximos), permitindo que a arquitetura em grid tenha maior disponíbilidade, além disso, no Grid Computing não é necessário que todas as máquinas que compõe a grid tenham a mesma configuração. Através de Grid Computing é possível também gerenciar o balanceamento de recursos. Bart Jacob e outros (2005, p.08) citam um exemplo deste gerenciamento 88

18 uma organização que eventualmente teve um pico de aumento de atividades demandando mais recursos computacionais, caso as aplicações estejam utilizando grid, elas poderão distribuir as tarefas às máquinas com menor demanda computacional. 16 Na Tabela 3 pode ser visto um comparativo de Cluster em relação à Grid. Diferenças entre Cluster e Grid Computing Configuração Cluster Grid Domínio Único Múltiplos Nós Milhares Milhões Segurança do processamento e do recurso Desnecessária Necessária Custo Alto, pertencente a um único domínio Alta, todavia dividido entre domínios Granulariada do problema Grande Muito grante Sistema Operacional Homogêneo Heterogêneo Tabela 2. (Fonte: COLVERO, 2005, p. 2) 14. CLOUD COMPUTING Em 2006, surge o termo Cloud Computing utilizado por Eric Schmidt, ex-ceo do Google ao explicar como eram gerenciados os seus datacenters. A crescente evolução suportou um novo modelo computacional para grandes quantidades de informação, aumento no tráfego, analise de informações, computação distribuída, virtualização de hardwares e ampla expansão da internet. Segundo Velte (2010, p. 10) a virtualização é relevante para Cloud Computing pois é uma das formas de acessar serviços na nuvem, ou seja, dessa maneira um data center remoto entrega serviços no formato full virtualization. 16 C.f JACOB, Bart, et al, 2005, p.08 An organization may have occasional unexpected peaks of activity that demand more resources. If the applications are grid-enabled, they can be moved to under utilized machines during such peaks. 89

19 Há diversas definições sobre Cloud Computing. Para Nielsen (2011, p.2) "Cloud Computing é um conceito onde através da internet, diversos computadores conectados entre si compartilham memória, processamento, rede e aplicação." Já Mell e Grance (2011, p. 6) definem Cloud Computing, conforme o NIST 17 : um modelo de compartilhamento de recursos computacionais on-demand, ou seja, conforme o uso, e esses recursos podem ser rapidamente provisionados com o menor esforço de gerenciamento e/ou interação com o provedor de serviço. Todo este novo conceito é caracterizado por cinco atributos principais: Serviços on-demand Acesso a rede extremamente ampla Pool de recursos Escalabilidade ilimitada e rápida Disponibilidade Segundo Mell e Grance (2011), responsáveis pelas especificações dos modelos da arquitetura em Cloud Computing, pode-se segmentar a nuvem em três: Nuvem Pública, Nuvem Privada e Nuvem Híbrida, representados na figura NIST National Institute of Standards and Technology 90

20 Figura 5. (Fonte: MAHMOOD, 2011, p. 95) Características de Cloud Computing A Nuvem Pública compartilha os recursos computacionais entre diversas empresas e pessoas, exige níveis de segurança para garantir a privacidade das pessoas, para evitar que uma pessoa acesse os dados de outra sem autorização prévia. Nuvem Privada diz respeito à infraestrutura com capacidade similar a pública porém, não é compartilhada com outras empresas. Através dessa é possível utilizar as vantagens de uma arquitetura cloud computing, com recursos próprios. Contudo, este modelo exige investimentos para provisionar uma capacidade similar a uma nuvem pública. Na Nuvem Híbrida uma quantidade considerável de informações é processada em uma nuvem pública, e outras em uma nuvem privada, possibilitando as empresas a processarem as informações sensíveis ao negócio em sua nuvem privada. 91

Planejamento Estratégico de TI. Felipe Pontes felipe.pontes@gmail.com

Planejamento Estratégico de TI. Felipe Pontes felipe.pontes@gmail.com Planejamento Estratégico de TI Felipe Pontes felipe.pontes@gmail.com VPN Virtual Private Network Permite acesso aos recursos computacionais da empresa via Internet de forma segura Conexão criptografada

Leia mais

A computação na nuvem é um novo modelo de computação que permite ao usuário final acessar uma grande quantidade de aplicações e serviços em qualquer

A computação na nuvem é um novo modelo de computação que permite ao usuário final acessar uma grande quantidade de aplicações e serviços em qualquer A computação na nuvem é um novo modelo de computação que permite ao usuário final acessar uma grande quantidade de aplicações e serviços em qualquer lugar e independente da plataforma, bastando para isso

Leia mais

COMPUTAÇÃO EM NUVEM: UM FUTURO PRESENTE

COMPUTAÇÃO EM NUVEM: UM FUTURO PRESENTE COMPUTAÇÃO EM NUVEM: UM FUTURO PRESENTE Andressa T.R. Fenilli 1, Késsia R.C.Marchi 1 1 Universidade Paranaense (UNIPAR) Paranavaí PR Brasil andressa.trf@gmail.com, kessia@unipar.br Resumo. Computação em

Leia mais

Cloud Computing. Andrêza Leite. andreza.lba@gmail.com

Cloud Computing. Andrêza Leite. andreza.lba@gmail.com Cloud Computing Andrêza Leite andreza.lba@gmail.com Roteiro O que é cloud computing? Classificação O que está 'por traz' da cloud? Exemplos Como montar a sua? O que é cloud computing? Cloud Computing O

Leia mais

Gerenciamento e Interoperabilidade de Redes

Gerenciamento e Interoperabilidade de Redes EN-3610 Gerenciamento e Interoperabilidade de Redes Computação em Nuvem Introdução Centralização do processamento Surgimento da Teleinformática Década de 60 Execução de programas localmente Computadores

Leia mais

O que é Cloud Computing (Computação nas Nuvens)?

O que é Cloud Computing (Computação nas Nuvens)? O que é Cloud Computing (Computação nas Nuvens)? Introdução A denominação Cloud Computing chegou aos ouvidos de muita gente em 2008, mas tudo indica que ouviremos esse termo ainda por um bom tempo. Também

Leia mais

Curso Tecnológico de Redes de Computadores 5º período Disciplina: Tecnologia WEB Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-2

Curso Tecnológico de Redes de Computadores 5º período Disciplina: Tecnologia WEB Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-2 Curso Tecnológico de Redes de Computadores 5º período Disciplina: Tecnologia WEB Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-2 Aula 2 Computação em Nuvem Desafios e Oportunidades A Computação em Nuvem

Leia mais

SISTEMAS DISTRIBUÍDOS

SISTEMAS DISTRIBUÍDOS SISTEMAS DISTRIBUÍDOS Cluster, Grid e computação em nuvem Slide 8 Nielsen C. Damasceno Introdução Inicialmente, os ambientes distribuídos eram formados através de um cluster. Com o avanço das tecnologias

Leia mais

Cloud Computing: Quando a nuvem pode ser um risco para o negócio. Marco Lima aka Mago Enterprise Technology Specialist

Cloud Computing: Quando a nuvem pode ser um risco para o negócio. Marco Lima aka Mago Enterprise Technology Specialist Cloud Computing: Quando a nuvem pode ser um risco para o negócio Marco Lima aka Mago Enterprise Technology Specialist 05 De onde vem o termo nuvem? Business Servidores SAN WAN SAN LANs Roteador NAS Switch

Leia mais

CLOUD COMPUTING: COMPARANDO COMO O MUNDO ONLINE PODE SUBSTITUIR OS SERVIÇOS TRADICIONAIS

CLOUD COMPUTING: COMPARANDO COMO O MUNDO ONLINE PODE SUBSTITUIR OS SERVIÇOS TRADICIONAIS CLOUD COMPUTING: COMPARANDO COMO O MUNDO ONLINE PODE SUBSTITUIR OS SERVIÇOS TRADICIONAIS João Antônio Bezerra Rodrigues¹, Claudete Werner¹, Gabriel Costa Silva² ¹Universidade Paranaense (Unipar) Paranavaí

Leia mais

CLOUD COMPUTING. Andrêza Leite. andreza.leite@univasf.edu.br

CLOUD COMPUTING. Andrêza Leite. andreza.leite@univasf.edu.br CLOUD COMPUTING Andrêza Leite andreza.leite@univasf.edu.br Roteiro O que é cloud computing? Classificação O que está 'por traz' da cloud? Exemplos Como montar a sua? O que é cloud computing? Cloud Computing

Leia mais

Segurança da Informação

Segurança da Informação INF 108 Segurança da Informação Computação em Nuvem Prof. João Henrique Kleinschmidt Introdução Centralização do processamento Surgimento da Teleinformática Década de 60 Execução de programas localmente

Leia mais

ANÁLISE COMPARATIVA DE PLATAFORMAS DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM

ANÁLISE COMPARATIVA DE PLATAFORMAS DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM ANÁLISE COMPARATIVA DE PLATAFORMAS DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM Igor dos Passos Granado¹, Ricardo de Melo Germano¹, Claudete Werner¹, Gabriel Costa Silva² ¹Universidade Paranaense (Unipar) Paranavai PR Brasil

Leia mais

ADAPTANDO UMA APLICAÇÃO PARA CLOUD: UMA ANÁLISE ENTRE OS ESFORÇOS UTILIZADOS

ADAPTANDO UMA APLICAÇÃO PARA CLOUD: UMA ANÁLISE ENTRE OS ESFORÇOS UTILIZADOS ADAPTANDO UMA APLICAÇÃO PARA CLOUD: UMA ANÁLISE ENTRE OS ESFORÇOS UTILIZADOS Cleverson Nascimento de Mello¹, Claudete Werner¹, Gabriel Costa Silva² ¹Universidade Paranaense (Unipar) Paranavaí PR Brasil

Leia mais

COMPUTAÇÃO EM NUVEM. Michele Marques Costa 1,2, Julio César2 ¹Universidade paranaense (Unipar)

COMPUTAÇÃO EM NUVEM. Michele Marques Costa 1,2, Julio César2 ¹Universidade paranaense (Unipar) COMPUTAÇÃO EM NUVEM Michele Marques Costa 1,2, Julio César2 ¹Universidade paranaense (Unipar) Paranavaí PR Brasil Mih_nai@hotmail.com juliocesar@unipar.br Resumo. Este artigo contém a definição e citação

Leia mais

Curso Tecnológico de Redes de Computadores 5º período Disciplina: Tecnologia WEB Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-2

Curso Tecnológico de Redes de Computadores 5º período Disciplina: Tecnologia WEB Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-2 Curso Tecnológico de Redes de Computadores 5º período Disciplina: Tecnologia WEB Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-2 Aula 1 Conceitos da Computação em Nuvem A computação em nuvem ou cloud computing

Leia mais

Cloud Computing O novo paradigma de Custeio. Anderson Baldin Figueiredo Consultor

Cloud Computing O novo paradigma de Custeio. Anderson Baldin Figueiredo Consultor Cloud Computing O novo paradigma de Custeio Anderson Baldin Figueiredo Consultor O momento da 3ª. Plataforma $$$$$ $ Conceituando Cloud Computing Mas o que significa cloud computing mesmo? Cloud = Evolução

Leia mais

2 Computação na Nuvem

2 Computação na Nuvem 18 2 Computação na Nuvem 2.1 Definição A ideia essencial da computação na nuvem é permitir um novo modelo onde o consumo de recursos computacionais, e.g., armazenamento, processamento, banda entrada e

Leia mais

ANÁLISE COMPARATIVA DE API S PARA PORTABILIDADE EM NUVEM

ANÁLISE COMPARATIVA DE API S PARA PORTABILIDADE EM NUVEM ANÁLISE COMPARATIVA DE API S PARA PORTABILIDADE EM NUVEM Ana Paula Cristina Ehlke Carrion 1, Tiago Volpato 1, Claudete Werner 1, Ricardo de Melo Germano 1, Gabriel Costa Silva 2 1 Universidade Paranaense

Leia mais

Gestão em Sistemas de Informação. Profa.: Me. Christiane Zim Zapelini E-mail: christianezapelini@nwk.edu.br

Gestão em Sistemas de Informação. Profa.: Me. Christiane Zim Zapelini E-mail: christianezapelini@nwk.edu.br Gestão em Sistemas de Informação Profa.: Me. Christiane Zim Zapelini E-mail: christianezapelini@nwk.edu.br Gestão em Sistemas de Informação Cloud Computing (Computação nas Nuvens) 2 Cloud Computing Vocês

Leia mais

CONCEITOS E APLICAÇÕES DA COMPUTAÇÃO EM NUVEM

CONCEITOS E APLICAÇÕES DA COMPUTAÇÃO EM NUVEM CONCEITOS E APLICAÇÕES DA COMPUTAÇÃO EM NUVEM Rogério Schueroff Vandresen¹, Willian Barbosa Magalhães¹ ¹Universidade Paranaense(UNIPAR) Paranavaí-PR-Brasil rogeriovandresen@gmail.com, wmagalhaes@unipar.br

Leia mais

O que é Cloud Computing?

O que é Cloud Computing? O que é Cloud Computing? Referência The Economics Of The Cloud, Microsoft, Nov. 2010 Virtualização, Brasport, Manoel Veras, Fev. 2011. 2 Arquitetura de TI A arquitetura de TI é um mapa ou plano de alto

Leia mais

INFRAESTRUTURA DE TI E TECNOLOGIAS EMERGENTES

INFRAESTRUTURA DE TI E TECNOLOGIAS EMERGENTES Sistema de Informação e Tecnologia FEQ 0411 Prof Luciel Henrique de Oliveira luciel@uol.com.br Capítulo 5 INFRAESTRUTURA DE TI E TECNOLOGIAS EMERGENTES PRADO, Edmir P.V.; SOUZA, Cesar A. de. (org). Fundamentos

Leia mais

Faculdade Integrada do Ceará FIC Graduação em Redes de Computadores

Faculdade Integrada do Ceará FIC Graduação em Redes de Computadores Faculdade Integrada do Ceará FIC Graduação em Redes de Computadores Disciplina - Sistemas Distribuídos Prof. Andrey Halysson Lima Barbosa Aula 12 Computação em Nuvem Sumário Introdução Arquitetura Provedores

Leia mais

Classificação::Modelo de implantação

Classificação::Modelo de implantação Classificação::Modelo de implantação Modelo de implantação::privado Operada unicamente por uma organização; A infra-estrutura de nuvem é utilizada exclusivamente por uma organização: Nuvem local ou remota;

Leia mais

EXIN Cloud Computing Fundamentos

EXIN Cloud Computing Fundamentos Exame Simulado EXIN Cloud Computing Fundamentos Edição Maio 2013 Copyright 2013 EXIN Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser publicado, reproduzido, copiado ou armazenada

Leia mais

Computação em Grid e em Nuvem

Computação em Grid e em Nuvem Computação em Grid e em Nuvem Computação em Nuvem Molos 1 Definição Um grid computacional é uma coleção recursos computacionais e comunicação utilizados para execução aplicações Usuário vê o grid como

Leia mais

CLOUD COMPUTING NAS EMPRESAS: NUVEM PÚBLICA OU NUVEM PRIVADA? nubeliu.com

CLOUD COMPUTING NAS EMPRESAS: NUVEM PÚBLICA OU NUVEM PRIVADA? nubeliu.com CLOUD COMPUTING NAS EMPRESAS: NUVEM PÚBLICA OU NUVEM PRIVADA? nubeliu.com SUMÁRIO Introdução... 4 Nuvem pública: quando ela é ideal... 9 Nuvem privada: quando utilizá-la... 12 Alternativas de sistemas

Leia mais

Acelere o valor da computação em nuvem com a IBM

Acelere o valor da computação em nuvem com a IBM Acelere o valor da computação em nuvem com a IBM Obtenha soluções em nuvem comprovadas para as suas prioridades mais urgentes Destaques da solução Saiba sobre os benefícios mais comuns de implementações

Leia mais

Fernando Seabra Chirigati. Universidade Federal do Rio de Janeiro EEL879 - Redes de Computadores II Professores Luís Henrique Costa e Otto Duarte

Fernando Seabra Chirigati. Universidade Federal do Rio de Janeiro EEL879 - Redes de Computadores II Professores Luís Henrique Costa e Otto Duarte Fernando Seabra Chirigati Universidade Federal do Rio de Janeiro EEL879 - Redes de Computadores II Professores Luís Henrique Costa e Otto Duarte Introdução Grid x Nuvem Componentes Arquitetura Vantagens

Leia mais

Processos (Threads,Virtualização e Migração de Código)

Processos (Threads,Virtualização e Migração de Código) Processos (Threads,Virtualização e Migração de Código) Roteiro Processos Threads Virtualização Migração de Código O que é um processo?! Processos são programas em execução. Processo Processo Processo tem

Leia mais

Características Básicas de Sistemas Distribuídos

Características Básicas de Sistemas Distribuídos Motivação Crescente dependência dos usuários aos sistemas: necessidade de partilhar dados e recursos entre utilizadores; porque os recursos estão naturalmente em máquinas diferentes. Demanda computacional

Leia mais

Arquitetura e Sistema de Monitoramento para

Arquitetura e Sistema de Monitoramento para Arquitetura e Sistema de Monitoramento para 1 Computação em Nuvem Privada Mestranda: Shirlei A. de Chaves Orientador: Prof. Dr. Carlos Becker Westphall Colaborador: Rafael B. Uriarte Introdução Computação

Leia mais

Virtualização. O conceito de VIRTUALIZAÇÃO

Virtualização. O conceito de VIRTUALIZAÇÃO Virtualização A virtualização está presente tanto no desktop de um entusiasta pelo assunto quanto no ambiente de TI de uma infinidade de empresas das mais variadas áreas. Não se trata de "moda" ou mero

Leia mais

Administração de Sistemas de Informação Gerenciais

Administração de Sistemas de Informação Gerenciais Administração de Sistemas de Informação Gerenciais UNIDADE III: Infraestrutura de Tecnologia da Informação Atualmente, a infraestrutura de TI é composta por cinco elementos principais: hardware, software,

Leia mais

Metas de um Sistema Distribuído

Metas de um Sistema Distribuído Metas de um Sistema Distribuído Sistemas Distribuídos Mauro Lopes Carvalho Silva Professor EBTT DAI Departamento de Informática Campus Monte Castelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do

Leia mais

Transformação da Indústria

Transformação da Indústria Conceitos Transformação da Indústria Hoje Cloud Anos 2000 Web Anos 1990 Cliente / Servidor Anos 1970 e 80 Mainframe Novas possibilidades O momento atual do país é favorável para que as empresas passem

Leia mais

Computação em Nuvem & OpenStack

Computação em Nuvem & OpenStack Computação em Nuvem & OpenStack Grupo de Pesquisa em Software e Hardware Livre Ação Computação em Nuvem: Charles Christian Miers André Rover de Campos Glauber Cassiano Batista Joinville Roteiro Definições

Leia mais

Aplicações. Sistema Operacional Hardware. Os sistemas de computadores são projetados com basicamente 3 componentes: Máquinas Virtuais e Emuladores

Aplicações. Sistema Operacional Hardware. Os sistemas de computadores são projetados com basicamente 3 componentes: Máquinas Virtuais e Emuladores Máquinas Virtuais e Emuladores Marcos Aurelio Pchek Laureano Sistemas de Computadores Os sistemas de computadores são projetados com basicamente 3 componentes: hardware sistema operacional aplicações Sistemas

Leia mais

Imagem Gustavo Santos. Observe Bombinhas SC.

Imagem Gustavo Santos. Observe Bombinhas SC. Imagem Gustavo Santos. Observe Bombinhas SC. 1 2 1. Uma nova modalidade de prestação de serviços computacionais está em uso desde que a computação em nuvem começou a ser idealizada. As empresas norte-

Leia mais

23/05/12. Computação em Nuvem. Computação em nuvem: gerenciamento de dados. Computação em Nuvem - Características principais

23/05/12. Computação em Nuvem. Computação em nuvem: gerenciamento de dados. Computação em Nuvem - Características principais Computação em Nuvem Computação em nuvem: gerenciamento de dados Computação em nuvem (Cloud Computing) é uma tendência recente de tecnologia cujo objetivo é proporcionar serviços de Tecnologia da Informação

Leia mais

The Eucalyptus Open- source Cloud-computing System. Janaina Siqueira Lara Wilpert Marcelo Scheidt Renata Silva

The Eucalyptus Open- source Cloud-computing System. Janaina Siqueira Lara Wilpert Marcelo Scheidt Renata Silva The Eucalyptus Open- source Cloud-computing System Janaina Siqueira Lara Wilpert Marcelo Scheidt Renata Silva Sumário Introdução Trabalhos Correlatos Eucalyptus Design Conclusões Visão Geral Introdução:

Leia mais

O que é o Virto ERP? Onde sua empresa quer chegar? Apresentação. Modelo de funcionamento

O que é o Virto ERP? Onde sua empresa quer chegar? Apresentação. Modelo de funcionamento HOME O QUE É TOUR MÓDULOS POR QUE SOMOS DIFERENTES METODOLOGIA CLIENTES DÚVIDAS PREÇOS FALE CONOSCO Suporte Sou Cliente Onde sua empresa quer chegar? Sistemas de gestão precisam ajudar sua empresa a atingir

Leia mais

EUCALYPTUS: UMA PLATAFORMA CLOUD COMPUTING PARA

EUCALYPTUS: UMA PLATAFORMA CLOUD COMPUTING PARA EUCALYPTUS: UMA PLATAFORMA CLOUD COMPUTING PARA QUALQUER TIPO DE USUÁRIO Gustavo Henrique Rodrigues Pinto Tomas 317624 AGENDA Introdução: Cloud Computing Modelos de Implementação Modelos de Serviço Eucalyptus

Leia mais

Globalweb otimiza oferta e entrega de serviços a clientes com CA AppLogic

Globalweb otimiza oferta e entrega de serviços a clientes com CA AppLogic CUSTOMER SUCCESS STORY Globalweb otimiza oferta e entrega de serviços a clientes com CA AppLogic PERFIL DO CLIENTE Indústria: Serviços de TI Companhia: Globalweb Outsourcing Empregados: 600 EMPRESA A Globalweb

Leia mais

Virtualização de Sistemas Operacionais

Virtualização de Sistemas Operacionais Virtualização de Sistemas Operacionais Felipe Antonio de Sousa 1, Júlio César Pereira 1 1 Universidade Paranaense (Unipar) Paranavaí PR Brasil felipeantoniodesousa@gmail.com, juliocesarp@unipar.br Resumo.

Leia mais

Startups e Computação em Nuvem: A Combinação Perfeita

Startups e Computação em Nuvem: A Combinação Perfeita Universidade Federal do Ceará Startups e Computação em Nuvem: A Combinação Perfeita Flávio R. C. Sousa flaviosousa@ufc.br @flaviosousa www.es.ufc.br/~flavio 2013 Introdução 2,7 bilhões de usuários na internet

Leia mais

Estratégias para avaliação da segurança da computação em nuvens

Estratégias para avaliação da segurança da computação em nuvens Academia de Tecnologia da IBM White paper de liderança de pensamento Novembro de 2010 Estratégias para avaliação da segurança da computação em nuvens 2 Proteção da nuvem: do desenvolvimento da estratégia

Leia mais

Nuvem UFRGS: IaaS como ferramenta de apoio à pesquisa

Nuvem UFRGS: IaaS como ferramenta de apoio à pesquisa Nuvem UFRGS: IaaS como ferramenta de apoio à pesquisa Éverton Didoné Foscarini, Rui de Quadros Ribeiro Universidade Federal do Rio Grande do Sul Centro de Processamento de Dados Rua Ramiro Barcelos, 2574

Leia mais

Universidade Agostinho Neto Faculdade de Ciências Departamento de Ciências da Computação

Universidade Agostinho Neto Faculdade de Ciências Departamento de Ciências da Computação Universidade Agostinho Neto Faculdade de Ciências Departamento de Ciências da Computação Nº 96080 - Adário de Assunção Fonseca Muatelembe Nº 96118 - Castelo Pedro dos Santos Nº 96170 - Feliciano José Pascoal

Leia mais

USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS.

USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS. USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS. A computação em nuvem é uma mudança de paradigma no gerenciamento de TI e de datacenters, além de representar a capacidade da TI

Leia mais

14/IN01/DSIC/GSIPR 00 30/JAN/12 1/7

14/IN01/DSIC/GSIPR 00 30/JAN/12 1/7 14/IN01/DSIC/GSIPR 00 30/JAN/12 1/7 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Gabinete de Segurança Institucional Departamento de Segurança da Informação ORIGEM e Comunicações Departamento de Segurança da Informação e

Leia mais

Como usar a nuvem para continuidade dos negócios e recuperação de desastres

Como usar a nuvem para continuidade dos negócios e recuperação de desastres Como usar a nuvem para continuidade dos negócios e recuperação de desastres Há diversos motivos para as empresas de hoje enxergarem o valor de um serviço de nuvem, seja uma nuvem privada oferecida por

Leia mais

otimizando níveis de serviço em implantações na nuvem pública

otimizando níveis de serviço em implantações na nuvem pública DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA otimizando níveis de serviço em implantações na nuvem pública chaves para o gerenciamento de serviços efetivo agility made possible sumário resumo executivo 3 Introdução: modelos de

Leia mais

Xen Cloud Platform Xen descomplicado

Xen Cloud Platform Xen descomplicado Xen Cloud Platform Xen descomplicado CAPA A Xen Cloud Platform facilita muito a criação e o gerenciamento de máquinas virtuais sobre o hypervisor Xen. por Boris Quiroz e Stephen Spector A revolução da

Leia mais

Material 5 Administração de Recursos de HW e SW. Prof. Edson Ceroni

Material 5 Administração de Recursos de HW e SW. Prof. Edson Ceroni Material 5 Administração de Recursos de HW e SW Prof. Edson Ceroni Desafios para a Administração Centralização X Descentralização Operação interna x Outsourcing Hardware Hardware de um Computador Armazenamento

Leia mais

Bem-vindo à apresentação do SAP Business One.

Bem-vindo à apresentação do SAP Business One. Bem-vindo à apresentação do SAP Business One. Neste tópico, responderemos à pergunta: O que é o Business One? Definiremos o SAP Business One e discutiremos as opções e as plataformas disponíveis para executar

Leia mais

Sistemas Operacionais 1/66

Sistemas Operacionais 1/66 Sistemas Operacionais 1/66 Roteiro Máquinas virtuais Emuladores Propriedades Benefícios Futuro 2/66 Sistemas de Computadores Os sistemas de computadores são projetados com basicamente 3 componentes: hardware

Leia mais

Núvem Pública, Privada ou Híbrida, qual adotar?

Núvem Pública, Privada ou Híbrida, qual adotar? Instituto de Educação Tecnológica Pós-graduação Gestão e Tecnologia da Informação - Turma 25 03/04/2015 Núvem Pública, Privada ou Híbrida, qual adotar? Paulo Fernando Martins Kreppel Analista de Sistemas

Leia mais

Documento de Requisitos de Rede (DRP)

Documento de Requisitos de Rede (DRP) Documento de Requisitos de Rede (DRP) Versão 1.2 SysTrack - Grupo 1 1 Histórico de revisões do modelo Versão Data Autor Descrição 1.0 30/04/2011 João Ricardo Versão inicial 1.1 1/05/2011 André Ricardo

Leia mais

Introdução a Computação nas Nuvens

Introdução a Computação nas Nuvens Introdução a Computação nas Nuvens Professor: Rômulo César Dias de Andrade. E-mail: romulocesar@faculdadeguararapes.edu.br romulodandrade@gmail.com www.romulocesar.com.br PROFESSOR... Mini CV: NOME: RÔMULO

Leia mais

SISTEMAS OPERACIONAIS. Maquinas Virtuais e Emuladores

SISTEMAS OPERACIONAIS. Maquinas Virtuais e Emuladores SISTEMAS OPERACIONAIS Maquinas Virtuais e Emuladores Plano de Aula Máquinas virtuais Emuladores Propriedades Benefícios Futuro Sistemas de Computadores Os sistemas de computadores são projetados com basicamente

Leia mais

Sistemas Operacionais. Roteiro. Sistemas de Computadores. Os sistemas de computadores são projetados com basicamente 3 componentes: Marcos Laureano

Sistemas Operacionais. Roteiro. Sistemas de Computadores. Os sistemas de computadores são projetados com basicamente 3 componentes: Marcos Laureano Sistemas Operacionais Marcos Laureano 1/66 Roteiro Máquinas virtuais Emuladores Propriedades Benefícios Futuro 2/66 Sistemas de Computadores Os sistemas de computadores são projetados com basicamente 3

Leia mais

Estratégia da VMware: O modelo corporativo definido por software e o desafio de simplificar a TI. Anderson Ferreira Bruno Amaral 22 Ago 2014

Estratégia da VMware: O modelo corporativo definido por software e o desafio de simplificar a TI. Anderson Ferreira Bruno Amaral 22 Ago 2014 Estratégia da VMware: O modelo corporativo definido por software e o desafio de simplificar a TI Anderson Ferreira Bruno Amaral 22 Ago 2014 Desafios de TI Arquitetura da VMware Estratégia da VMware Sucesso

Leia mais

Hospedagem Virtualizada

Hospedagem Virtualizada Conheça também Desenvolvimento de sistemas Soluções de Segurança Soluções com o DNA da Administração Pública Há 43 anos no mercado, a Prodesp tem um profundo conhecimento da administração pública e também

Leia mais

A consolidação de servidores traz uma séria de vantagens, como por exemplo:

A consolidação de servidores traz uma séria de vantagens, como por exemplo: INFRAESTRUTURA Para que as empresas alcancem os seus objetivos de negócio, torna-se cada vez mais preponderante o papel da área de tecnologia da informação (TI). Desempenho e disponibilidade são importantes

Leia mais

RESUMO DA SOLUÇÃO Aperfeiçoando o planejamento de capacidade com o uso do gerenciamento de desempenho de aplicativos

RESUMO DA SOLUÇÃO Aperfeiçoando o planejamento de capacidade com o uso do gerenciamento de desempenho de aplicativos RESUMO DA SOLUÇÃO Aperfeiçoando o planejamento de capacidade com o uso do gerenciamento de desempenho de aplicativos como posso assegurar uma experiência excepcional para o usuário final com aplicativos

Leia mais

Curso Tecnológico de Redes de Computadores 5º período Disciplina: Tecnologia WEB Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-2

Curso Tecnológico de Redes de Computadores 5º período Disciplina: Tecnologia WEB Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-2 Curso Tecnológico de Redes de Computadores 5º período Disciplina: Tecnologia WEB Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-2 Aula 3 Virtualização de Sistemas 1. Conceito Virtualização pode ser definida

Leia mais

Tendências em TI Aula: 01 versão: 1.1 30/06/2014

Tendências em TI Aula: 01 versão: 1.1 30/06/2014 Tendências em TI Aula: 01 versão: 1.1 30/06/2014 Robson Vaamonde http://www.vaamonde.com.br http://www.procedimentosemti.com.br Professor do Curso Prof. Robson Vaamonde, consultor de Infraestrutura de

Leia mais

CLOUD. tendências CLOUD. entendendo e contratando assertivamente. Agosto/2012 INFORMATIVO TECNOLÓGICO DA PRODESP EDIÇÃO 02

CLOUD. tendências CLOUD. entendendo e contratando assertivamente. Agosto/2012 INFORMATIVO TECNOLÓGICO DA PRODESP EDIÇÃO 02 tendências CLOUD EDIÇÃO 02 Agosto/2012 CLOUD O conceito de nuvem é nebuloso Como uma organização pode contratar assertivamente Serviços em Cloud? Quais são os principais riscos de um contrato de Cloud

Leia mais

2 Conceitos relativos a Web services e sua composição

2 Conceitos relativos a Web services e sua composição 15 2 Conceitos relativos a Web services e sua composição A necessidade de flexibilidade na arquitetura das aplicações levou ao modelo orientado a objetos, onde os processos de negócios podem ser representados

Leia mais

Gerenciamento de Serviços de TI e Site Backup

Gerenciamento de Serviços de TI e Site Backup Gerenciamento de Serviços de TI e Site Backup ATIVAS encerra o ano como a empresa que mais cresceu no mercado brasileiro de serviços de TI ATIVAS é formalmente apresentada ao mercado CEMIG Telecom adquire

Leia mais

Arquitetura de Sistemas Distribuídos. Introdução a Sistemas Distribuídos

Arquitetura de Sistemas Distribuídos. Introdução a Sistemas Distribuídos Introdução a Sistemas Distribuídos Definição: "Um sistema distribuído é uma coleção de computadores autônomos conectados por uma rede e equipados com um sistema de software distribuído." "Um sistema distribuído

Leia mais

Computação em Nuvem: Riscos e Vulnerabilidades

Computação em Nuvem: Riscos e Vulnerabilidades Computação em Nuvem: Riscos e Vulnerabilidades Bruno Sanchez Lombardero Faculdade Impacta de Tecnologia São Paulo Brasil bruno.lombardero@gmail.com Resumo: Computação em nuvem é um assunto que vem surgindo

Leia mais

O que é cloud computing (computação nas nuvens)? Entendendo a cloud computing (computação nas nuvens)

O que é cloud computing (computação nas nuvens)? Entendendo a cloud computing (computação nas nuvens) O que é cloud computing (computação nas nuvens)? Introdução A expressão cloud computing começou a ganhar força em 2008, mas, conceitualmente, as ideias por trás da denominação existem há muito mais tempo.

Leia mais

USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS.

USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS. USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS. A computação em nuvem é uma mudança de paradigma no gerenciamento de TI e de datacenters, além de representar a capacidade da TI

Leia mais

gerenciando o desempenho de serviços em uma empresa conectada na nuvem CA Business Service Insight Julho de 2011

gerenciando o desempenho de serviços em uma empresa conectada na nuvem CA Business Service Insight Julho de 2011 gerenciando o desempenho de serviços em uma empresa conectada na nuvem CA Business Service Insight Julho de 2011 a computação na nuvem está presente em todos os lugares e está crescendo 72% das empresas

Leia mais

Tendências em Qualidade de Software. Robert Pereira Pinto robert@base2.com.br

Tendências em Qualidade de Software. Robert Pereira Pinto robert@base2.com.br Tendências em Qualidade de Software Robert Pereira Pinto robert@base2.com.br Tendências Tecnológicas Computação nas nuvens Análises avançadas para simulação e otimização de processos Aplicações RIA Social

Leia mais

Plataforma na nuvem do CA AppLogic para aplicativos corporativos

Plataforma na nuvem do CA AppLogic para aplicativos corporativos FOLHA DE PRODUTOS: CA AppLogic Plataforma na nuvem do CA AppLogic para aplicativos corporativos agility made possible O CA AppLogic é uma plataforma de computação na nuvem pronta para o uso que ajuda a

Leia mais

Novas tecnologias otimizando a avaliação de bens

Novas tecnologias otimizando a avaliação de bens Novas tecnologias otimizando a avaliação de bens Avaliando Imóveis Urbanos em 2 minutos Antônio Pelli Neto Eng. Civil e Mecânico INTRODUÇÃO Agenda: Conceitos básicos sobre Avaliando nas Nuvens Porque somente

Leia mais

UFG - Instituto de Informática

UFG - Instituto de Informática UFG - Instituto de Informática Especialização em Desenvolvimento de Aplicações Web com Interfaces Ricas EJB 3.0 Prof.: Fabrízzio A A M N Soares professor.fabrizzio@gmail.com Aula 13 Web Services Web Services

Leia mais

Instituto de Educação Tecnológica Pós-graduação Gestão em Tecnologia da Informação - Turma nº 25 08/04/2015. Computação em Nuvem

Instituto de Educação Tecnológica Pós-graduação Gestão em Tecnologia da Informação - Turma nº 25 08/04/2015. Computação em Nuvem Instituto de Educação Tecnológica Pós-graduação Gestão em Tecnologia da Informação - Turma nº 25 08/04/2015 Computação em Nuvem Carlos Henrique Barbosa Lemos RESUMO Este trabalho tem por objetivo tratar

Leia mais

Por Antonio Couto. Autor: Antonio Couto Enterprise Architect

Por Antonio Couto. Autor: Antonio Couto Enterprise Architect Cloud Computing e HP Converged Infrastructure Para fazer uso de uma private cloud, é necessário crescer em maturidade na direção de uma infraestrutura convergente. Por Antonio Couto O que é Cloud Computing?

Leia mais

Introdução às Redes de Computadores. Por José Luís Carneiro

Introdução às Redes de Computadores. Por José Luís Carneiro Introdução às Redes de Computadores Por José Luís Carneiro Portes de computadores Grande Porte Super Computadores e Mainframes Médio Porte Super Minicomputadores e Minicomputadores Pequeno Porte Super

Leia mais

Arquitetura dos Sistemas de Informação Distribuídos

Arquitetura dos Sistemas de Informação Distribuídos Arquitetura dos Sistemas de Informação Distribuídos Quando se projeta um sistema cuja utilização é destinada a ser feita em ambientes do mundo real, projeções devem ser feitas para que o sistema possa

Leia mais

UMA VISÃO GERAL DA COMPUTAÇÃO EM NUVEM

UMA VISÃO GERAL DA COMPUTAÇÃO EM NUVEM UMA VISÃO GERAL DA COMPUTAÇÃO EM NUVEM Ederson dos Santos Cordeiro de Oliveira 1, Tiago Piperno Bonetti 1, Ricardo Germano 1 ¹Universidade Paranaense (Unipar) Paranavaí PR Brasil edersonlikers@gmail.com,

Leia mais

Tipos de Sistemas Distribuídos (Cluster e Grid)

Tipos de Sistemas Distribuídos (Cluster e Grid) Tipos de Sistemas Distribuídos (Cluster e Grid) Sistemas Distribuídos Mauro Lopes Carvalho Silva Professor EBTT DAI Departamento de Informática Campus Monte Castelo Instituto Federal de Educação Ciência

Leia mais

Convergência TIC e Projetos TIC

Convergência TIC e Projetos TIC TLCne-051027-P1 Convergência TIC e Projetos TIC 1 Introdução Você responde essas perguntas com facilidade? Quais os Projetos TIC mais frequentes? Qual a importância de BI para a venda de soluções TIC (TI

Leia mais

NUVEM NO DNA COM A. pág. 8 NASCIDO PARA NUVEM. FUTURO Sistema operacional vai além da virtualização convencional dos recursos dos servidores

NUVEM NO DNA COM A. pág. 8 NASCIDO PARA NUVEM. FUTURO Sistema operacional vai além da virtualização convencional dos recursos dos servidores NASCIDO PARA NUVEM. INFORME PUBLICITÁRIO Windows Server 2012 março de 2013 COM A NUVEM NO DNA WINDOWS SERVER 2012 É A RESPOSTA DA MICROSOFT PARA O NOVO CENÁRIO DOS DATACENTERS pág. 4 FUTURO Sistema operacional

Leia mais

Computação nas Nuvens. Diemesleno Souza Carvalho diemesleno.carvalho@ifms.edu.br

Computação nas Nuvens. Diemesleno Souza Carvalho diemesleno.carvalho@ifms.edu.br Computação nas Nuvens Diemesleno Souza Carvalho diemesleno.carvalho@ifms.edu.br Definição Definição Conjunto de recursos de TI (servidores, banco de dados, aplicações) disponibilizadas sob demanda por

Leia mais

Relatório de Pesquisa

Relatório de Pesquisa Relatório de Pesquisa A Vantagem da Virtualização de Mainframe: Como Economizar Milhões de Dólares Utilizando um IBM System z como um Servidor em Nuvem Linux Sumário Executivo Os executivos de TI (Tecnologia

Leia mais

Entendendo as camadas do cloud computing: Iaas, Paas e SaaS

Entendendo as camadas do cloud computing: Iaas, Paas e SaaS + segurança + economia + liberdade + disponibilidade + sustentabilidade + flexibilidade Entendendo as camadas do cloud computing: Iaas, Paas e SaaS As camadas da nuvem Nossa missão com este white paper

Leia mais

Universidade Utiliza Virtualização para Criar Data Center Com Melhor Custo-Benefício e Desempenho

Universidade Utiliza Virtualização para Criar Data Center Com Melhor Custo-Benefício e Desempenho Virtualização Microsoft: Data Center a Estação de Trabalho Estudo de Caso de Solução para Cliente Universidade Utiliza Virtualização para Criar Data Center Com Melhor Custo-Benefício e Desempenho Visão

Leia mais

Desenvolvimento de Aplicações Web

Desenvolvimento de Aplicações Web Desenvolvimento de Aplicações Web André Tavares da Silva andre.silva@udesc.br Método de Avaliação Serão realizadas duas provas teóricas e dois trabalhos práticos. MF = 0,1*E + 0,2*P 1 + 0,2*T 1 + 0,2*P

Leia mais

Virtualização: VMWare e Xen

Virtualização: VMWare e Xen Virtualização: VMWare e Xen Diogo Menezes Ferrazani Mattos Professor: Otto Carlos Disciplina: Redes I Universidade Federal do Rio de Janeiro POLI/COPPE 1 Introdução Virtualização Divisão da máquina física

Leia mais

Departamento de Tecnologia da Informação

Departamento de Tecnologia da Informação Xen - O case de virtualização da Alergs XIII Enial - Brasília Novembro/2010 DTI Superintendência Administrativa e Financeira Assembleia Legislativa do RS Tópicos abordados: A infraestrutura de TI Alergs

Leia mais

Sistemas Distribuídos

Sistemas Distribuídos Sistemas Distribuídos LICENCIATURA EM COMPUTAÇÃO Prof. Adriano Avelar Site: www.adrianoavelar.com Email: eam.avelar@gmail.com O que veremos hoje... Evolução Histórica Motivação Conceitos Características

Leia mais

EMC FORUM 2015. Copyright 2015 EMC Corporation. Todos os direitos reservados. 1

EMC FORUM 2015. Copyright 2015 EMC Corporation. Todos os direitos reservados. 1 EMC FORUM 2015 1 EMC FORUM 2015 Identifying the right kind of hybrid cloud for your business Presenter name 2 O SOFTWARE ESTÁ REDEFININDO TODAS AS EMPRESAS OS NEGÓCIOS ESTÃO MUITO MAIS DINÂMICOS EQUIPE

Leia mais

ATIVIDADE 1 MÁQUINAS VIRTUAIS. 1.1 Arquiteturas não virtualizadas

ATIVIDADE 1 MÁQUINAS VIRTUAIS. 1.1 Arquiteturas não virtualizadas ATIVIDADE 1 MÁQUINAS VIRTUAIS Existem hoje diversas tecnologias e produtos para virtualização de computadores e ambientes de execução, o que pode gerar uma certa confusão de conceitos. Apesar disso, cada

Leia mais