As informações da Pesquisa de Emprego

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1 PESQUISA DE EMPREGO E DESEMPREGO NA REGIÃO DO ABC NOVEMBRO DE 2014 Mercado de trabalho e mobilidade do trabalhador As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego PED na Região do ABC, rea lizada pela Fundação Seade e pelo Dieese, em parceria com o Consórcio Intermunicipal Grande ABC, permitem a análise sobre a relação entre o local de moradia e de trabalho da população ocupada. No presente estudo, as informações dos sete municípios que compõem o Grande ABC (Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul) podem ser comparadas com as do município de e demais municípios da RMSP, além de ser possível identificar suas alterações entre 2004 e Também para esse período, são apresentados os principais indicadores de mercado de trabalho. Estudo Especial

2 Mercado de trabalho A Pesquisa de Emprego e Desemprego PED permite recortes geográficos e temporais em seu conjunto de informações, possibilitando apresentar um panorama do mercado de trabalho da Região do ABC e suas principais transformações nos últimos dez anos. Estas informações compõem a base para o entendimento da mobilidade do trabalhador, tema que será tratado na segunda parte deste estudo. Contudo, analisar as informações da Região do ABC de forma isolada das outras duas grandes áreas da Região Metropolitana de RMSP, compreendidas no município de e no conjunto de demais municípios que compõem a RMSP, seria desconsiderar a inter-relação geográfica e a dinâmica econômica dessas sub-regiões. Por ser um levantamento domiciliar, todas as informações captadas pela PED referem-se ao local de moradia do entrevistado. Portanto, dados sobre setor de atividade, tipo de ocupação, remuneração, etc. estão associados às regiões onde o trabalhador reside e não às do seu local de trabalho. A Região Metropolitana de possui mais de 20 milhões de habitantes em seus 39 municípios, 1 sendo que a cidade de concentra cerca de 57% da população da RMSP. Já a Região do ABC possui cerca de 2,5 milhões de habitantes em seus sete municípios Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. As informações aqui apresentadas, além de demonstrarem as melhorias do conjunto do mercado de trabalho na última década, também destacam situações bem distintas entre a Região do ABC, o município de e os demais municípios da RMSP, como resultado de um processo histórico marcado por desigualdades e exclusão social e espacial. Em 2013, o contingente de ocupados foi estimado em mil pessoas na RMSP, com um acréscimo de mil postos de trabalho, em relação a Houve desempenho positivo nas três sub-regiões (Gráfico 1), embora o município de e o Grande ABC tenham reduzido suas participações no total de ocupados, uma vez que o crescimento do nível de ocupação (16,8% e 17,8%, respectivamente) ocorreu em ritmo inferior ao dos demais municípios da RMSP (26,8%). Ainda assim, mais da metade do total de ocupados da RMSP, em 2013, concentrava-se no municí- Em % Gráfico 1 Variação do número de ocupados, por sub-regiões Região Metropolitana de 2013/ ,7 17,8 Dieese e MTE/FAT. Consórcio Intermunicipal Grande ABC. pio de (58,3%). A Região do ABC participava com 12,8% do total desses ocupados e os demais municípios da RMSP respondiam por 28,9% (Gráfico 2). No Grande ABC, o contingente de desempregados passou a ser estimado em 141 mil pessoas, em 2013, 97 mil a menos em relação a Este comportamento deveu-se à criação de 189 mil ocupações, número superior ao de pessoas que passaram a fazer parte da População Economicamente Ativa PEA (92 mil), nesse período. Com isso, a taxa de desemprego retraiu-se de 18,3%, em 2004, para 10,1%, em 2013 (Gráfico 3). Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto reduziu-se de 11,4% para 8,2% e a de desemprego oculto diminuiu de 6,9% para 1,8%. 16,8 RMSP Região do ABC Município de 26,8 do ABC e município de Gráfico 2 Distribuição dos ocupados, por sub-regiões Em % ,2 12,8 58,8 58,3 28,0 28,9 1. São municípios da RMSP:, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Cotia, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista, Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairiporã, Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano. Região do ABC Município de do ABC e município de Dieese e MTE/FAT. Consórcio Intermunicipal Grande ABC. 2

3 Gráfico 3 Taxas de desemprego, por sub-regiões Em % ,7 18,3 18,1 RMSP 10,4 10,1 9,7 Região do ABC Município de 19,9 11,8 do ABC e município de Dieese e MTE/FAT. Consórcio Intermunicipal Grande ABC. RMSP e sub-regiões Tabela 1 Distribuição dos ocupados, por setor de atividade econômica, segundo sub-regiões Região Metropolitana de 2013 (1) Indústria de Transformação (2) Metalmecânica (3) Construção (4) Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (5) Em porcentagem Serviços (6) RMSP 100,0 16,9 6,3 7,4 18,3 56,3 Região do ABC 100,0 26,2 13,5 5,5 17,4 50,1 Município de 100,0 13,7 4,5 7,0 18,4 59,8 do ABC e SP 100,0 19,0 6,8 9,2 18,5 51,8 Dieese e MTE/FAT. Consórcio Intermunicipal Grande ABC. (1) Inclui agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (Seção A); indústrias extrativas (Seção B); eletricidade e gás (Seção D); água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (Seção E); organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (Seção U); atividades mal definidas (Seção V). As seções mencionadas referem-se à CNAE 2.0 domiciliar. (2) Seção C da CNAE 2.0 domiciliar. (3) Divisões 24 a 29 da CNAE 2.0 domiciliar. (4) Seção F da CNAE 2.0 domiciliar. (5) Seção G da CNAE 2.0 domiciliar. (6) Seções H a T da CNAE 2.0 domiciliar. Conhecer o tipo de ocupação dos moradores nas sub-regiões da RMSP ajuda a entender suas particularidades. A Região do ABC destaca-se pela forte concentração de mão de obra na Indústria de Transformação, que responde por 26,2% dos ocupados da região. Destes, pouco mais da metade encontra-se no ramo metal-mecânico (51,5%), composto por atividades de produção automotiva, máquinas e equipamentos, material eletro-eletrônico, dentre outros. Este segmento é, em geral, mais intensivo em capital e tecnologia e com presença de empresas de maior porte, o que vem acompanhado de maior concentração de postos de trabalho qualificados e de organização dos trabalhadores, dois fatores que contribuem para uma remuneração mais elevada, em relação a outros segmentos de atividade econômica (Tabela 1). Em setores menos intensivos em capital, com menor sofisticação tecnológica e presença de empresas de menor porte, como a Construção e o Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas embora tenham apresentado evidentes avanços nos últimos anos, a Região do ABC mostra porcentuais menos elevados (5,5% e 17,4%, respectivamente) do que as demais sub-regiões. A proporção de ocupados do ABC nos Serviços (50,1%), embora seja a menor quando comparada às demais localidades da RMSP, diferencia-se segundo os segmentos do setor (Tabela 2). Sua proporção é maior do que a dos demais municípios da RMSP e menor do que a do município de naqueles segmentos que, em geral, estão associados ao exercício de ocupações qualificadas, tais como os que agregam a administração pública, defesa e segurida- de social; educação, saúde humana e serviços sociais (13,6%), alojamento e alimentação; outras atividades de serviços; artes, cultura, esporte e recreação (9,8%) e informação e comunicação; atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; atividades profissionais científicas e técnicas (9,1%). A região registra parcela igual à do município de nos serviços de transporte, armazenagem e correio (6,2%) e menor do que a da capital e a dos demais municípios nas atividades administrativas e serviços complementares 2 (5,9%). 2. Neste segmento incluem-se aluguéis não imobiliários e gestão de ativos intangíveis não financeiros; seleção, agenciamento e locação de mão de obra; agências de viagens, operadores turísticos e serviços de reservas; atividades de vigilância, segurança e investigação; serviços para edifícios e atividades paisagísticas; serviços de escritório, de apoio administrativo e outros serviços prestados a empresas. 3

4 Tabela 2 Distribuição dos ocupados nos Serviços, por segmento, segundo sub-regiões Região Metropolitana de 2013 Em porcentagem RMSP e sub-regiões (1) (2) Transporte, armazenagem e correio (3) Informação e comunicação; atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; atividades profissionais, científicas e técnicas (4) Serviços Atividades administrativas e serviços complementares (5) Administração pública, defesa e seguridade social; educação, saúde humana e serviços sociais (6) Alojamento e alimentação; outras atividades de serviços; artes, cultura, esporte e recreação (7) Serviços domésticos (8) RMSP 100,0 56,3 6,9 9,9 8,3 13,5 10,3 6,7 Região do ABC 100,0 50,1 6,2 9,1 5,9 13,6 9,8 4,8 Município de São Paulo 100,0 59,8 6,2 11,8 9,0 14,0 10,9 7,1 do ABC e SP 100,0 51,8 8,8 6,5 7,7 12,3 9,2 6,8 Dieese e MTE/FAT. Consórcio Intermunicipal Grande ABC. (1) Inclui agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (Seção A); indústrias extrativas (Seção B); eletricidade e gás (Seção D); água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (Seção E); organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (Seção U); atividades mal definidas (Seção V). As seções mencionadas referem-se à CNAE 2.0 domiciliar. (2) Inclui atividades imobiliárias (Seção L da CNAE 2.0 domiciliar). (3) Seção H da CNAE 2.0 domiciliar. (4) Seções J, K, M da CNAE 2.0 domiciliar. (5) Seção N da CNAE 2.0 domiciliar. (6) Seções O, P, Q da CNAE 2.0 domiciliar. (7) Seções I, S, R da CNAE 2.0 domiciliar. (8) Seção T da CNAE 2.0 domiciliar. As características destas atividades econômicas se refletem no tipo de inserção ocupacional. O crescimento do emprego assalariado, entre 2004 e 2013, fez com que sua proporção no total de ocupados do ABC passasse de 64,8% para 73,5%, o maior porcentual de assalariamento entre as sub-regiões analisadas (Tabela 3). O porcentual do emprego assalariado com carteira de trabalho assinada cresceu de 45,0% do total de ocupados para 57,8%, enquanto o do emprego sem carteira diminuiu de 12,4% para 7,9%, no mesmo período. A proporção do emprego assalariado no setor público mostrou leve aumento, ao passar Tabela 3 Distribuição dos ocupados, por posição na ocupação, segundo sub-regiões Em porcentagem Assalariados Setor privado Empre- RMSP e Autônomos (1) Demais gados sub-regiões Com Sem Setor público domésticos carteira carteira assinada assinada 2004 RMSP 100,0 62,5 54,0 40,2 13,9 8,5 19,5 8,7 9,3 Região do ABC 100,0 64,8 57,4 45,0 12,4 7,4 19,1 7,6 8,5 Município de São Paulo 100,0 62,0 53,5 39,7 13,8 8,4 19,5 8,4 10,1 do ABC e SP 100,0 62,7 53,5 38,9 14,6 9,1 19,6 9,8 7, RMSP 100,0 70,5 62,9 53,9 8,9 7,7 15,6 6,7 7,2 Região do ABC 100,0 73,5 65,7 57,8 7,9 7,9 14,0 4,8 7,7 Município de São Paulo 100,0 69,2 61,8 52,5 9,4 7,4 15,8 7,1 7,9 do ABC e SP 100,0 71,9 63,7 55,2 8,5 8,1 15,9 6,8 5,5 Dieese e MTE/FAT. Consórcio Intermunicipal Grande ABC. (1) Incluem donos de negócio familiar, trabalhadores familiares sem remuneração salarial, empregadores, profissionais universitários autônomos e outras posições ocupacionais. 4

5 de 7,4% para 7,9%. Já as formas de ocupação não assalariadas tiveram redução da participação no total de ocupados: a parcela de trabalhadores autônomos diminuiu de 19,1% para 14,0%, a de trabalhadores domésticos decresceu de 7,6% para 4,8% e a das demais posições ocupacionais (dono de negócio familiar, trabalhador familiar sem remuneração, profissional universitário autônomo e empregador) reduziu-se de 8,5% para 7,7%, no período. Certamente, o dinamismo econômico e o movimento de formalização das ocupações, verificados no país e em todo o território da RMSP na última década, favoreceram os trabalhadores pela maior proteção associada à carteira assinada e pelos benefícios que podem ser oferecidos na forma de ajuda para transporte, refeição, creche/escola, assistência médica, cesta básica e, em alguns casos, participação nos lucros e resultados da empresa (PLR), além de influenciarem positivamente no aumento da remuneração média vinculada aos reajustes das diversas categorias de trabalhadores e aqueles específicos do salário mínimo e do piso regional, bastante valorizados nos últimos anos. Com isso, o rendimento médio real do total de ocupados e o dos assalariados, na Região do ABC, apresentaram a maior elevação (33,7% e 22,3%, respectivamente), entre 2004 e Seus valores monetários (R$ e R$ 2.148) também passaram a ser os mais elevados em relação aos da RMSP e das divisões territoriais aqui analisadas (Gráfico 4). Gráfico 4 Rendimento médio real (1) dos ocupados (2), por sub-regiões Em reais RMSP Região do ABC Município de do ABC e município de Dieese e MTE/FAT. Consórcio Intermunicipal Grande ABC. (1) Em reais de agosto de Inflator utilizado: ICV do Dieese. (2) Excluem os assalariados e os empregados domésticos que não tiveram remuneração no mês, os trabalhadores familiares sem remuneração salarial e os trabalhadores que ganharam exclusivamente em espécie ou benefício. Embora generalizados, os aumentos mais intensos dos níveis de ocupação e das melhorias, em termos porcentuais, do tipo de inserção no mercado de trabalho, bem como dos rendimentos médios reais, foram observados nas regiões fora do município de. Mobilidade do trabalhador É amplamente reconhecido o processo de urbanização que conforma metrópoles pela organização espacial centro-periferia. A Região Metropolitana de é talvez o melhor exemplo desse processo de urbanização na América Latina. A expansão da mancha urbana nesse território ocorreu em um processo radiocêntrico, a partir do município de, vinculando-se primordialmente aos sistemas viários que se configuraram ao longo do desenvolvimento histórico do Estado. A ocupação urbana difusa deu origem a bairros e municípios vizinhos à capital, que se caracterizavam em subúrbios industriais e residenciais principalmente para a população de baixa renda. A concentração econômica e populacional na região metropolitana levou aos custos de aglomeração, deteriorando as condições de vida da população, principalmente na periferia da capital e em alguns municípios do entorno. A desaceleração do crescimento populacional na RMSP, nas últimas décadas, não impediu o processo de concentração da população na capital e em municípios do entorno, com adensamento da área urbanizada. Essa expansão foi sendo realizada com diferentes intensidades, em diversos eixos territoriais, o que não apenas intensificou a complementaridade funcional entre os municípios da região, mas também gerou novas centralidades no território metropolitano. Apesar de não ser adequado afirmar que esse processo de ocupação ocorreu totalmente à revelia de planejamento, uma vez que não faltaram planos e normas para o uso e ocupação do solo, o fato é que esse crescimento se deu de forma desordenada, gerando diversos problemas que impactam na vida da população. Um deles, amplamente reconhecido, está relacionado à dificuldade de deslocamento da população metropolitana. Isso porque a dinâmica de adensamento urbano não apenas aumenta os preços dos terrenos mais próximos das áreas centrais, empurrando a população de mais baixa renda para a periferia, como também induz a oferta de condomínios de alto padrão em lugares onde existem terrenos disponíveis. Assim, como resultado desse processo, criou-se um distanciamento além do razoável entre os locais de moradia e trabalho para uma parcela expressiva da população, em especial a que se desloca de áreas mais periféricas. 5

6 Para uma primeira aproximação dessa realidade, que muitas vezes impõe longos e demorados trajetos diários, serão utilizadas informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego PED na RMSP, que, como já mencionado, é um levantamento domiciliar que permite identificar as características e a inserção no mercado de trabalho das pessoas moradoras de distintas áreas da região. Trata-se, portanto, de informações do trabalhador em seu local de moradia. A segunda fonte de informações é a Relação Anual de Informações Sociais Rais, de responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego MTE, que disponibiliza dados com base em registros administrativos fornecidos pelos estabelecimentos com empregados contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho CLT ou do Regime Jurídico Único (no caso de estatutários do serviço público), além de alguns casos de pessoas físicas e organizações legais específicas. 3 Assim, os dados da Rais referem-se ao local do estabelecimento empregador. Estabelecer a correlação entre os dados da Rais e da PED facilita a comparação entre o local de moradia dos trabalhadores e o local onde está o trabalho, neste caso, apenas o trabalho formalizado. Considerando-se a distribuição do total de ocupados, segundo a PED, e o total de empregos formais, segundo a Rais (Gráfico 5), verifica-se que apenas na capital, a proporção de ocupados é menor do que a de empregos formais, refletindo a importância e a centralidade que o município de exerce sobre a atividade econômica e a oferta de empregos da RMSP. A maior disparidade entre os locais de moradia e de trabalho manifesta-se nos demais municípios da RMSP. Esta situação é semelhante quando se considera cada um dos setores de atividade econômica na correlação entre os ocupados e os empregos formais, o que fortalece a ideia de que na RMSP e, em especial, na capital estão demarcadas as áreas onde se concentram as empresas e os respectivos empregos e aquelas onde reside a maioria dos trabalhadores que têm que se deslocar diariamente para chegar aos seus postos de trabalho. Pode-se supor que o crescimento econômico do período analisado, que permitiu o aumento da oferta de postos de trabalho e refletiu positivamente nos indicadores de mercado de trabalho, teve como resultado a possibilidade de as pessoas procurarem maior proximidade entre residência e local de trabalho. As dificuldades com locomoção, típicas de regiões metropolitanas, que envolvem trânsito intenso, estacionamentos com valores elevados ou a falta destes, 3. As informações da PED referem-se aos valores médios anuais de 2013 e as da Rais, aos vínculos empregatícios em 31 de dezembro de Adicionalmente, a Rais levanta dados sobre vínculos de trabalhador avulso, trabalhador temporário (Lei n o 6.019, de ), menor aprendiz, diretor sem vínculo que tenha optado por recolhimento do FGTS e trabalhador com contrato de trabalho por prazo determinado (Lei n o 9.601, de ) (Anuário Rais). Gráfico 5 Distribuição dos empregos formais (Rais) e dos moradores ocupados (PED), por sub-regiões Região Metropolitana de 2013 Região do Grande ABC Demais Municípios da RMSP Município de RMSP Em % Empregos formais Ocupados 10,8 12,8 20,9 28,9 68,3 58,3 100,0 100,0 Dieese e MTE/FAT. Consórcio Intermunicipal Grande ABC. Ministério do Trabalho e Emprego MTE. Relação Anual de Informações Sociais Rais. trajetos longos em transporte público, necessidade de usar mais de um transporte, unidades de transporte insuficientes para o total de usuários (lotação), etc., impactam na qualidade de vida da população, que passa a considerar estratégicos os arranjos que possibilitem a aproximação do local de moradia ao do trabalho. Entretanto, as desigualdades socioeconômicas e a heterogeneidade espacial constituem uma dimensão importante na dinâmica da mobilidade intrarregional da RMSP. Embora não tenha apresentado o maior crescimento do nível ocupacional, o município de São Paulo concentrava mil ocupados, em 2013, o que representa o dobro do estimado para os demais municípios da RMSP e 4,5 vezes mais do que a Região do ABC. A importância da capital paulista na oferta de postos de trabalho deve ser dimensionada não apenas pela quantidade, mas também pela diversidade e qualidade dos postos. Em estudo anterior, 4 as informações de mobilidade entre local de moradia e de trabalho mostram que os maiores deslocamentos dos trabalhadores se realizavam, principalmente, dentro do município de, dadas suas dimensões geográficas, alta densidade populacional e a grande e diversificada oferta de trabalho proporcionada por sua base econômica. Para a análise da mobilidade no Grande ABC, os dados sobre ocupados que residem e trabalham no mesmo município serão somados àqueles referentes aos ocupados que residem e trabalham em municípios distintos, porém, dentro do Grande ABC (os dados permanecerão desagregados na Tabela 4, para eventuais usos e comparações). Essa agregação se justifica 4. Ver: O emprego e a mobilidade do trabalhador na Região Metropolitana de, 1 a Análise, n o 4, julho de Disponível em: <www.seade. gov.br>. 6

7 por se tratar de uma região relativamente homogênea, no que respeita às características socioeconômicas de sua população e das atividades econômicas predominantes, além do fato de concentrar seus municípios em áreas contíguas e, portanto, bastante próximas umas das outras. Essas características não se aplicam ao conjunto dos demais municípios da RMSP (onde estão excluídos a capital e o Grande ABC). Em 2013, as informações disponibilizadas pela PED confirmam a alta capacidade não só da capital, mas também do Grande ABC, em manter grande parte dos ocupados trabalhando nos seus limites territoriais, uma vez que, do total dos ocupados moradores da última região, 77,3% trabalhavam no mesmo município de sua residência ou em outro dentro do Grande ABC (56,5% e 20,8%, respectivamente) (Tabela 4). Este resultado parece refletir uma estrutura econômica e social diversificada e dinâmica. A região foi fortemente beneficiada por alguns dos principais eixos rodoviários, como o Sistema Imigrantes-Anchieta e, mais recentemente, o trecho sul do Rodoanel, proporcionando a acessibilidade necessária para a localização de arranjos produtivos de diversas naturezas. Os municípios que compõem a região abrigam grandes aglomerações industriais, como o Polo Petroquímico de Capuava, o Polo Industrial de Sertãozinho e a produção automobilística e de autopeças, de máquinas e equipamentos, de produtos de borracha e plástico, de produtos de metal e metalurgia básica de produtos químicos e petroquímicos, de embalagens, edição, impressão e reprodução de gravações, além de segmentos econômicos nos serviços, comércio e construção civil. Tomando-se os últimos dez anos como período para observação de alterações dessas informações, po- Mapa 1 Região Metropolitana de, segundo sub-regiões Francisco Morato Santa Isabel Franco da Rocha Mairiporã Pirapora do Cajamar Bom Jesus Caieiras Arujá Santana Guarulhos Guararema de Parnaíba Itaquaquecetuba Barueri Osasco Jandira Poá Mogi das Itapevi Carapicuíba Cruzes Salesópolis Vargem Grande Embu Taboão Paulista Suzano Biritiba das Artes da Serra Mirim Cotia Itapecerica da Serra São Lourenço Embuda Serra Guaçu Juquitiba Região do ABC do ABC e SP Município de Fonte: Fundação Seade. São Caetano do Sul Mauá Diadema São Bernardo do Campo Ribeirão Pires Rio Grande da Serra Santo André RMSP e sub-regiões de moradia Tabela 4 Distribuição dos ocupados, por sub-região onde trabalham, segundo sub-região de moradia Em porcentagem Sub-regiões da RMSP onde trabalha Trabalha e reside no mesmo município Trabalha e reside em municípios distintos Trabalha no MSP Trabalha na Região do ABC Trabalha em outros municípios da RMSP Trabalha em vários municípios ou fora da RMSP 2004 RMSP 100,0 78,5 19,9 10,7 4,0 5,2 1,6 Região do ABC 100,0 58,6 38,8 18,3 19,5 (1) 2,6 Município de 100,0 94,0 5,0-2,1 2,8 1,1 do ABC e SP 100,0 55,3 42,4 29,5 (1) 12,3 2, RMSP 100,0 78,6 20,0 10,8 3,6 5,6 1,4 Região do ABC 100,0 56,5 41,1 19,1 20,8 (1) 2,4 Município de 100,0 95,7 3,7-1,4 2,3 0,7 do ABC e SP 100,0 54,0 43,5 28,8 (1) 14,3 2,5 Dieese e MTE/FAT. Consórcio Intermunicipal Grande ABC. (1) A amostra não comporta a desagregação para esta categoria. 7

8 de-se destacar que a proporção de ocupados que trabalham e moram no mesmo município aumentou 1,7 ponto porcentual na capital, passando para 95,7%, enquanto a daqueles que moram e trabalham nos demais municípios da RMSP (exceto capital e Grande ABC) diminuiu 1,3 ponto porcentual, ao passar para 54,0%. Na Região do ABC, a expressiva proporção de ocupados que moram e trabalham nesta região (trabalham e residem no mesmo município somados aos que trabalham e residem em municípios distintos na Região do ABC) mostrou redução de 78,1% para 77,3%, no período em análise. A contraparte destes resultados, fora do município de, é a ampliação da proporção dos que residem e trabalham em áreas distintas. Na Região do ABC houve aumento da proporção de ocupados que trabalham no município de São Paulo (de 18,3%, em 2004, para 19,1%, em 2013), enquanto nos demais municípios da RMSP houve redução, embora ainda mostrem parcela expressiva daqueles que trabalham na capital (de 29,5%, para 28,8%, no mesmo período). Entretanto, nos demais municípios da RMSP, a proporção dos ocupados que trabalham em municípios diferentes ao de sua moradia ou da capital aumentou de 12,3% para 14,3%. Pode-se afirmar que, na questão da mobilidade do trabalhador, a situação do Grande ABC é comparável à do município de no que se refere à maior independência destas localidades em manter seus ocupados em seus limites territoriais (77,3% e 95,7%, respectivamente). GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional SEADE Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados Av. Cásper Líbero 464 CEP SP Fone (11) Fax (11) / / Rua Aurora, 957/ 3 o andar República CEP SP Fone (11) / Consórcio Intermunicipal Grande ABC Av. Ramiro Colleoni 5 CEP Santo André SP Fone (11) / Apoio: Ministério do Trabalho e Emprego MTE. Fundo de Amparo ao Trabalhador FAT. Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho Sert. 8

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