PONTO 1: REVISÃO. PONTO 3: b) CRIMES DE MESMA ESPÉCIE CRIME FORMAL PRÓPRIO + C. CONTINUADO REQUISITO SUBJETIVO.

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1 1 DIREITO PENAL PONTO 1: REVISÃO PONTO 2: a) CRIME CONTINUADO PONTO 3: b) CRIMES DE MESMA ESPÉCIE CRIME CONTINUADO ART. 71 CP 1 é aquele no qual o agente mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie, os quais, pelas semelhantes condições de tempo, lugar, modo de execução e outras semelhantes, podem ser tidos como continuação do primeiro. O crime continuado é o próprio concurso material, uma vez que são praticadas várias infrações penais, mas que se originam de um primeiro fato delituoso. Assim, os que se seguem acabam sendo uma mera continuação sua. Trata-se de uma ficção jurídica porque o réu acaba praticando várias infrações penais, exatamente como prevê o art. 69 do CP 2. Mas em decorrência da semelhança dos fatores já apontados e, o mais importante, a unidade de vontade, todos são considerados um ponto. CRIME FORMAL PRÓPRIO + C. CONTINUADO REQUISITO SUBJETIVO. ART. 50 CP 3 AG/AT 1 Art Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) Parágrafo único - Nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes, cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, poderá o juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias, aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, até o triplo, observadas as regras do parágrafo único do art. 70 e do art. 75 deste Código.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) 2 Art Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção, executa-se primeiro aquela. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) 1º - Na hipótese deste artigo, quando ao agente tiver sido aplicada pena privativa de liberdade, não suspensa, por um dos crimes, para os demais será incabível a substituição de que trata o art. 44 deste Código. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) 2º - Quando forem aplicadas penas restritivas de direitos, o condenado cumprirá simultaneamente as que forem compatíveis entre si e sucessivamente as demais. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) 3 Art A multa deve ser paga dentro de 10 (dez) dias depois de transitada em julgado a sentença. A requerimento do condenado e conforme as circunstâncias, o juiz pode permitir que o pagamento se realize em parcelas mensais. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) 1º - A cobrança da multa pode efetuar-se mediante desconto no vencimento ou salário do condenado quando: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) a) aplicada isoladamente; b) aplicada cumulativamente com pena restritiva de direitos; c) concedida a suspensão condicional da pena. 2º - O desconto não deve incidir sobre os recursos indispensáveis ao sustento do condenado e de sua família.(redação dada pela Lei nº 7.209, de )

2 2 NATUREZA JURÍDICA DO CRIME CONTINUADO: 1ª TEORIA UNIDADE REAL: os vários delitos, na realidade, constituem um único crime. 2ª TEORIA DA UNIDADE JURÍDICA OU MISTA: o crime continuado não é um nem são vários. Na realidade, constituem um 3º delito. 3ª TEORIA DA FICÇÃO JURÍDICA: na realidade, existem vários crimes; a lei é que resume, por uma ficção, a existência de um único delito. CONSEQUÊNCIAS DA ADOÇÃO DESTA 3ª TEORIA: 1º - Coisa julgada: Fatos a,b,c,d,e = hipótese de crime continuado, mas teoricamente só o a resultou em sentença penal condenatória com trânsito em julga. Os efeitos da sentença abrangem os outros fatos? Não. Poderão se junta no final do processo na sentença. Art. 66, inc. III, a 4, LEP. Art. 621 CPP 5. 2º - Extinção da punibilidade: se opera em relação a cada um dos crimes, de modo isolado. (não é o mesmo entendimento que se aplica a suspensão condicional do processo, em que as penas são somadas, conforme súmulas do STJ e STF). 3º - Termo inicial da Prescrição em abstrato: art. Art e 111, III 9, CP. 4 Art. 66. Compete ao Juiz da execução: III - decidir sobre: a) soma ou unificação de penas; 5 Art. 621.A revisão dos processos findos será admitida: I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena. 6 STJ Súmula nº /12/ DJ Suspensão do Processo - Concurso Material ou Formal ou Continuidade Delitiva - Somatório ou Incidência de Majorante - Limite Aplicável O benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em concurso material, concurso formal ou continuidade delitiva, quando a pena mínima cominada, seja pelo somatório, seja pela incidência da majorante, ultrapassar o limite de um (01) ano. 7SÚMULA Nº 723 NÃO SE ADMITE A SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO POR CRIME CONTINUADO, SE A SOMA DA PENA MÍNIMA DA INFRAÇÃO MAIS GRAVE COM O AUMENTO MÍNIMO DE UM SEXTO FOR SUPERIOR A UM ANO. 8 Art No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) 9 Art A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) III - nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de )

3 3 CONCURSO APARENTE DE NORMAS ENTRE CONCURSO FORMAL PRÓPRIO E CRIME CONTINUADO: EX: o réu pratica 3 crimes de roubo em continuidade delitiva contra 3 vítimas diversas. Ambos os aumentos são ou não cumuláveis? Uma corrente diz que sim, pois houve no caso concreto concurso formal e crime continuado (art. 70 e 71 CP). 2ª corrente entende que ambos os aumentos não se darão, pois a pena ficará muito alta e este instituto surgiu para beneficiar o réu. (consunção) ESPÉCIES DE CRIME CONTINUADO - Comum art. 71, caput, CP ocorre quando forem praticados crimes continuados contra a mesma vítima, com violência ou grave ameaça contra pessoa ou contra vítimas diversas, mas sem violência ou grave ameaça contra pessoa. - Específico art. 71, parágrafo único, CP é aquele em que se pratica com violência ou grave ameaça contra vítimas diversas. Nesse caso, a pena varia, a mais, entre 1/6 até o triplo, observado o art. 59 do CP. O art. 71, parágrafo único do CP fez com que ficassem canceladas as súmulas 05 e 605 do STF. (na última prova de juiz federal cobraram essa súmula, pois ainda consta no rol de súmulas apesar de não ser aplicada. ** cuidar** fazer provas anteriores) Requisitos do crime continuado: ELEMENTO SUBJETIVO: para parte da doutrina, o código penal adotou a teoria puramente objetiva, que exige tão somente requisitos objetivos para que se configure o crime continuado, até porque o art. 71 do CP na exige a esse respeito. Além disso, diz-se que cada fato que integra o crime continuado é uma ação integral, um crime em si mesmo, no seu aspecto objetivo e subjetivo. A unidade atribuída ao conjunto deve-se assentar também na unidade de fato, resultante das circunstâncias que vinculam entre si as ações sucessivas de uma unidade psíquica, que compreende as várias realizações como um todo, salienta em posição contrária, mas na doutrina, Anibal Brum. (a posição majoritária da doutrina, no entanto, é de que bastam tão somente os requisitos objetivos). ELEMENTO OBJETIVO SUBJETIVA: além dos requisitos objetivos, exige-se que o réu queira, no seu íntimo, a produção de somente um resultado. Do contrário, haverá concurso material de crimes. A unidade de desígnios deve ser entendida como o desejo do réu em pratica somente uma infração penal. Somente com isso é que poderá ser beneficiado com a redução da pena. Confirmando a expressão e outras semelhantes é subjetivo. CRIMES DA MESMA ESPÉCIE: 1ª posição: mais benéfica ao réu considera-se crime da mesma espécie aquele que está previsto e que atinge um gênero/bem jurídico, não necessariamente aqueles previstos no mesmo tipo penal. Para esta corrente, furto e roubo são crimes da mesma espécie, bem como, roubo e latrocínio, roubo e extorsão, etc, portanto, configurando crime continuado.

4 4 2ª posição: mais rígida por crime da mesma espécie se deve entender aqueles que estão previstos no mesmo tipo penal, seja ele básico, privilegiado, majorado ou qualificado. Para essa teoria: furto e roubo não são crimes da mesma espécie, pois o roubo além do patrimônio ofende a integridade da vítima. Roubo e latrocínio não são da mesma espécie, assim como estupro lado a e lado b (se trata de crime continuado quando faz tudo na mesma vítima, mas quando 3 sujeitos ativos, dois seguram um pratica o ato e após fazem rodízio, assim temos 3 estupros em concurso material). CONEXÃO TEMPORAL: Em regra exige-seque o espaço que integra a continuidade delitiva não seja maior do que 30 dias esse critério como qualquer outro não permite o reconhecimento ou afasta o crime continuado. É imprescindível que se avalie o conjunto da obra. Exceção: em crimes contra ordem tributária o espaço temporal pode ser maior, pois o recolhimento geralmente é anual. Desde que, o modos operandi seja o mesmo. CONEXÃO ESPACIAL: via de regra, admite-se crime continuado somente em Comarcas contíguas. CONEXÃO MODAL: o modos operandi utilizado pelo agente na prática dos delitos deve ser semelhante. Isso significa que os diversos delitos que compõem a continuidade delitiva devem guardar uma relação de idêntico modo de realização. A modificação de comparsa, segundo alguns entendimentos impede o reconhecimento do crime continuado. CONEXÃO OCASIONAL: o agente, na prática do crime posterior, deve aproveitar-se da mesma ocasião ou da mesma situação propícia nascida com o crime anterior. Os subseqüentes devem nascer como conseqüência do primeiro. Nº DE CRIMES % DE AUMENTOS 2 1/6 3 1/5 5 1/3 6 ½ 7 ou + 2/3 O crime continuado é uma majorante prevista na parte geral do CP e, como tal se aplica na terceira fase do sistema trifásico, previsto no art. 68, caput do CP, cuja não observância acarreta nulidade tópica da sentença. Ver o equivocado art. 68, parágrafo único do CP. REGRAS ESPECIAIS SOBRE CC: assim como no concurso formal a pena não pode ser maior do que seria aplicável no concurso material. MOMENTO DA UNIFICAÇÃO: se os diversos crimes que integram a continuidade delitiva tiverem sido objeto do mesmo processo, será o próprio juiz do processo de conhecimento e sentença que aplica o art. 71 CP, do contrário caberá ao juiz da VEC aplicá-lo (unificação de penas, conforme art. 66, inc. III, a, LEP).

5 5 CRIME CONTINUADO E LEI PENAL NO TEMPO: SÚMULA STF. CONCURSO DE CRIMES E PENA DE MULTA ART. 72 CP 11 legalmente falando não há sistema de exasperação em se tratando de pena de multa, devendo todas elas ser somadas distinta e integralmente. No entanto, segundo o STJ em se tratando de crime continuado, aplica-se também a pena de multa o sistema da exasperação. i i PROFESSOR 10 SÚMULA Nº 711 A LEI PENAL MAIS GRAVE APLICA-SE AO CRIME CONTINUADO OU AO CRIME PERMANENTE, SE A SUA VIGÊNCIA É ANTERIOR À CESSAÇÃO DA CONTINUIDADE OU DA PERMANÊNCIA. 11 Art No concurso de crimes, as penas de multa são aplicadas distinta e integralmente. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de )

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