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1 GNU/Linux Liberdade para Escolher Internet Alexandre M. Rangel 1 / 53

2 GNU/Linux Liberdade para Escolher Internet Apostila redigida e organizada por: Sociedade Digital (SOCID) Apoio: COEP-RJ e Furnas Centrais Elétricas Versão 1.1 Rio de Janeiro, março de 2006 Sistema Operacional Mandrake Linux 10.1 Interface Gráfica KDE 3.2 Pacote OpenOffice.org O GIMP v2 Internet Boot Remoto no Debian Esta apostila é livre, pode ser reproduzida e distribuída parcial ou integralmente desde que citada a fonte (Copyleft). Venda proibida. Coordenação e Edição: Alexandre M. Rangel e Cristiane Sanches 2 / 53

3 Sumário Liberdade para compartilhar o conhecimento PARTES DO COMPUTADOR Como Ligar e Desligar Teclado Tecla Esc (Escape) Tecla Tab Tecla Caps Lock Tecla Shift Tecla Crtl (Control) Tecla Alt Tecla Barra de Espaços Teclas de Função Tecla Backspace Enter Num Lock Delete ou Del Insert ou Ins INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL LINUX SOFTWARE LIVRE Software Livre Distribuições Linux Instalação do Mandrake Linux 10.1 Official Download Antes de Iniciar Instalando o Mandrake/Mandriva Introdução a linha de comando KDE Ambiente de Trabalho Menu Principal Kicker Área de Trabalho Armazenando as Configurações das Janelas O painel de controle Instalador KDE Gerenciador de Arquivos Estrutura de Diretórios no Linux Criando uma Pasta Customizando o Gerenciador de Arquivos Permissões de Acesso FERRAMENTAS DE ESCRITÓRIO OpenOffice.org Processador de textos As Barras de Menu e Ferramentas Área de Edição Formatando Caracteres Tabelas Copiar, Colar e Colar Especial Inserindo Imagens Planilha Eletrônica Área de Edição (linhas, colunas e células) Barra de Fórmulas Ordenação Seleção de Fórmulas Função Soma Formatando Células Gráficos / 53

4 5.4. Apresentação de Slides Modelos de Slide Inserindo Novo Slide Executando a Apresentação O GIMP v Criando Nova Imagem no GIMP Cortes e Redimensionamento de Imagens Ferramenta Curvas INTERNET Navegador Konqueror Navegando na Web WebMail O que é ? Formato de um E o Webmail? Entrando no Webmail BOOT REMOTO Terminal server Instalação LTSP no Debian Outras Distribuições Configuração BIBLIOGRAFIA / 53

5 Liberdade para compartilhar o conhecimento Acredito que a utilização das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) possibilitará à população excluída o acesso à um mundo de informações e conhecimento, estimulando a criatividade e o desenvolvimento coletivo e colaborativo. E que estes são elementos essenciais para promoção da inclusão social na atual sociedade da informação. As TICs são ferramentas com potencial para redução do hiato social entre pobres e ricos, principalmente em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, pois permitem que o acesso a informação e o conhecimento sejam distribuídos e compartilhados de maneira homogênia entre a população, sem distinção de cor, etnia, credo ou gênero. Não são ferramentas boas, nem más, tampouco neutras, mas o resultado que elas irão produzir no desenvolvimento sócio-econômico de uma região, cidade, país ou continente, será determinado pela forma de uso destas. A maneira com a qual iremos utilizarmos a tecnologia é que irá determinar se estamos construindo uma nova sociedade democrática, eqüitativa e igualitária ou despótica, injusta e desigual. Aldous Huxley, em sua obra, Admirável Mundo Novo, datada de 1931, já mostrava a sua preocupação com a necessidade de se disponibilizar o acesso qualitativo e quantitativo à informação para manutenção de um Estado verdadeiramente democrático. A sobrevivência da democracia depende da capacidade de grandes maiorias de fazer escolhas de um modo realista, à luz de uma informação suficiente. Outro componente norteador para apropriação lúdica da TICs pela população é a utilização de programas livres (free software), que libertam o Brasil do pagamento de royalties (evasão de divisas) para empresas estrangeiras, possibilitando o acesso a inteligência de como foram projetados (acesso ao código-fonte). Portanto todo programa utilizado no telecentro, pode ser copiado, distribuído, compartilhado e modificado. O conhecimento humano é a herança da humanidade e a origem da criação de todo conhecimento novo. 1 E esta apostila não fugiu a regra. Todas as informações e conhecimento, contidos nesta, foram copiados de outras e personalizados para o trabalho do telecentro. Logo, esta também pode ser copiada integralmente, modificada ou ter parte copiada, desde que a fonte seja citada. Esse curso faz parte do Projeto de Desenvolvimento Comunitário Local do COEP-RJ, do Programa de Inclusão Digital do Banco do Brasil no Programa Fome Zero e do Projeto Telecom Livre (Telecentro Comunitário de Software Livre) e tem como objetivo fomentar a criação de comunidades virtuais (grupos de interesse na rede), onde todas e todos possam interagir e se desenvolver plenamente, utilizando computadores interligados, conectados à internet e com programas livres. Esperamos que os usuários(as) deste e de outros telecentros deixem de ser apenas consumidores(as), mas passem também a fornecedores(as) de informações, em uma via de mão dupla, através de projetos interativos. Estou pessoalmente convencido, meus irmãos, de que estais cheios de bondade, cheios de um perfeito conhecimento, capazes de vos admoestar uns aos outros. - RM, 15, 14 Paz e Bem! Alexandre M. Rangel 1 Declaração da Sociedade Civil na Cúpula Mundial sobre Sociedade da Informação conferência da ONU. 5 / 53

6 1. PARTES DO COMPUTADOR O monitor é chamado de interface de saída, pois mostra as informações que sai dele para nós. Já o teclado e o mouse são chamados de interfaces de entrada, porque com eles passamos comandos para dentro do computador. Por exemplo, quando usamos um editor de texto e pressionamos a tecla A, registra-se uma entrada. Então, o monitor entende o comando e exibe A na tela. No gabinete, que pode ser horizontal ou vertical, ficam os principais dispositivos eletrônicos do computador, como placa-mãe, placa de vídeo, processador, etc. Esses dispositivos são os responsáveis pelo funcionamento geral. Tudo isso junto forma o que tecnicamente chama-se de hardware Como Ligar e Desligar Para se ligar o computador é aconselhável seguir alguns passos. Geralmente entre ele e a tomada está conectado um dispositivo chamado estabilizador, que serve para proteger o computador de descargas elétricas ou variações de tensão na rede elétrica pública Teclado O Teclado é o instrumento do computador que nos permite escrever e executar comandos variados. As teclas podem trazer letras do alfabeto, números, acentos, caracteres especiais ou funções específicas. No trabalho com textos é necessário um bom conhecimento do teclado e do funcionamento de teclas isoladas ou conjuntamente com outras. Praticamente tudo que se faz com o uso do mouse se faz também através do teclado Tecla Esc (Escape) Você pode pressionar ESC para sair de uma tarefa que esteja executando. Em muitas situações, para cancelar uma operação, pressionamos a tecla ESC Tecla Tab A tecla provoca um salto à direita de oito caracteres. Conjuntamente com o uso do BACKSPACE, há um salto de oito caracteres à esquerda. Chamamos estes saltos de tabulação Tecla Caps Lock Esta tecla permite que você insira texto em letras maiúsculas (ASDFG) e minúsculas (asdfg) Tecla Shift Pressione a tecla SHIFT junto com outra tecla para digitar uma letra em maiúsculo ou um caractere especial que esteja na parte superior da tecla, como por exemplo um asterisco (*) ou um sinal de porcentagem (%) Tecla Crtl (Control) Funciona como atalho de comandos. E é usada em conjunto com uma letra do comando: isso vem mostrado do lado direito do menu de comandos Tecla Alt A tecla ALT é comumente usada para servir de atalho para menus de comandos Tecla Barra de Espaços Pressione esta tecla para inserir um espaço em branco Teclas de Função Estas teclas (F1 a F12) permitem que você rapidamente execute tarefas específicas. Em muitos programas, você pode pressionar F1 para exibir informações de ajuda. 6 / 53

7 Tecla Backspace Esta tecla apaga os caracteres à esquerda do cursor, um a cada toque Enter Tudo o que queremos mandar para o processamento do computador e em outras situações que veremos, teclamos o Enter. São duas no teclado: uma à extrema direita e a outra ao lado direito das teclas alfabéticas Num Lock A tecla Num Lock habilita/desabilita as teclas numéricas, localizadas na lateral direita do teclado, a funcionarem como numéricas (muito utilizado por digitadores) ou como teclas de movimentação de texto (setas) Delete ou Del Apaga o caractere à direita do cursor Insert ou Ins A tecla que habilita/desabilita a inserção de caracteres à direita do cursor. 7 / 53

8 2. INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL LINUX Começando pelo começo, Unix é o nome de um sistema operacional de grande porte, com ambições muito grandes mesmo para o ano de 1969, quando foi criado. Foi inspirado no Multics da década de 60 e construído pelo consórcio entre o Massachusets Institute of Technology (conhecido como MIT), pela General Eletric (GE) e pelos laboratórios Bell (Bell Labs) e American Telephone and Telegraph (AT&T). A intenção do Multics era ser multi-tarefa e multi-usuário, ou seja que pudesse rodar programas de vários usuários diferentes simultaneamente no mesmo computador. Por isso ele era o sistema operacional mais arrojado de sua época. A Bell Labs retirou sua participação no desenvolvimento do sistema mas Ken Thompsom não desistiu de pesquisar o sistema, e passou a perseguir o objetivo de criar algo melhor mas com os mesmos recursos do multics, o UNIX. Em 1973 outro pesquisador da Bell Labs, Dennis Ritchie, reescreveu todo o sistema UNIX em uma linguagem de programação que ele mesmo criara, o C. O sistema cresceu, e muitas multi-nacionais passaram a rodar UNIX em seus super-computadores e main-frames, se tornando assim o sistema mais confiável de sua época, e ainda hoje é muito utilizado por muitas outras empresas de grande porte mesmo sendo muito, muito caro. Anos depois, um professor de ciências da computação, Andrew S. Tanenbaum, desenvolveu um sistema Unix com o código aberto, seu nome é Minix, o sistema foi escrito para facilitar suas aulas sobre sistemas operacionais. Ainda hoje é usado por estudantes de computação de todo mundo, inclusive aqui no Brasil. Num escuro inicio de inverno de um dos países mais nórdicos do mundo, mais precisamente no mês de agosto em 1991, um pacato jovem Irlandês, iniciou o projeto Linux. Seu nome: Linus Torvalds, então estudante de ciências da computação da Universidade de Helsink, capital da Finlândia. O Linux é um sistema operacional livre, uma re-implementação das especificações POSIX2 para sistemas com extensões System V e BSD. Isso significa que o Linux, é bem parecido com Unix, mas não vem do mesmo lugar e foi escrito de outra forma. Torvalds se limitou a criar, em suas próprias palavras, "um Minix melhor que o Minix" (a better Minix than Minix). Até que numa calma manhã do dia 05 de Outubro de 1991, Linus anunciou a primeira versão "oficial" do Linux, versão Depois de finalizar o kernel, Linus deu ao seu filhote o rumo que desencadeou seu grande sucesso: Servidores de terminais burros Linus Torvalds. Padronização da IEEE, Instituto de Engenharia Elétrica e Eletrônica Passou a distribuir o código-fonte do kernel pela internet para que outros programadores e principalmente hackers, pudessem aprimorar o sistema. O anúncio oficial foi com essas palavras: Tux, mascote do Linux. Você suspira por melhores dias do Minix 1.1, quando homens serão homens e escreverão seus próprios "device drivers"? Você está sem um um bom projeto e está ansioso em colocar as mãos em um S.O. no qual você possa modificar de acordo com suas necessidades? Você está achando frustrante quando tudo trabalha em Minix? Chega de atravessar noites para obter programas que trabalhem correto? Então esta mensagem pode ser exatamente para você? Como eu mencionei a um mês atrás, estou trabalhando em uma versão independente de um S.O. similar ao Minix para computadores AT-386. Ele está, finalmente, próximo ao estágio em que poderá ser utilizado (embora possa não ser o que você esteja esperando), e eu estou disposto a colocar os fontes para ampla distribuição. Ele está na versão 0.02, contudo, eu tive sucesso rodando bash, gcc, gnu-make, gnu-sed, compressão, etc. Nele." 8 / 53

9 3. SOFTWARE LIVRE 3.1. Software Livre Tudo começou na década de 80, no MIT, o departamento de computação adquiriu da Xerox uma imensa impressora, cheia de recursos, uma das melhores de sua época, mas o servidor que controlaria sua impressão não tinha um driver compatível com a impressora, então os técnicos contataram a Xerox sobre o problema e a empresa se recusou a dar suporte. Revoltados com a situação alunos e professores concentraram seus esforços para escrever um driver compatível, sem sucesso pediram o código fonte do driver para a Xerox e mais uma vez foram ignorados. Então os garotos conseguiram da própria Xerox um driver para outro tipo de servidor e conseguiram, por engenharia reversa, desenvolver um driver compatível. E anunciaram então a criação da Free Software Fundation. Mascote do projeto GNU. Richard Stallman, trabalhando. Uma instituição que promovia a abertura de código de programas fechados, e o desenvolvimento de software livre. Esse movimento, encabeçado por Richard Stallman, tomou grandes proporções dentro e fora do campus, e passou a perseguir o objetivo de desenvolver uma implementação livre do UNIX, essa iniciativa se chama GNU2, uma licença de uso foi criada para os softwares e bibliotecas componentes desse projeto, são elas a GPL3 e LGPL Distribuições Linux Um kernel por si só não faz absolutamente nada, ele apenas gerencia o que os outros fazem. Para poder usar o computador é necessário programas, muitos programas. No caso do linux os programas básicos também estão sob a GPL e são livres e gratuitos. Uma distribuição linux é uma coleção de softwares básicos que compõe o sistema, e cada usuário pode fazer a sua e distribuir desde que respeite as licenças originais do software. Assim muitos grupos de usuários criaram a sua própria distribuição linux, com vários focos diferentes, algumas para jogos, outras para escritório, algumas para cientistas e por ai vai. Atualmente existem mais de 500 distribuições linux, cada uma com foco diferente. As principais podem ser baixadas no link São elas: CollegeLinux (www.college.ch/linux/) Distribuição criada por estudantes do Colégio Robert Kennedy, na Suíça e ainda considerada uma versão experimental, mas de fácil instalação. Recomendada para usuários avançados. FreeBSD (www.freebsd.org/) É uma distribuição avançada, baseada no BSD Unix desenvolvida pela Universidade da California, Berkeley. Recomendada para usuários médios e avançados. Debian (www.debian.org/) A maior e mais estável distribuição, totalmente livre, mas não é tão fácil de instalar como outras distribuições. Porém, uma vez instalado raramente apresenta qualquer falha. Permite atualização dos pacotes instalados e é recomendada para usuários médios e avançados. Gentoo (www.gentoo.org/) É uma distribuição simples e de fácil instalação, mas sem muita flexibilidade, tanto na sua instalação quanto na manutenção dos pacotes instalados. Recomendado para avançados. Mandrake/Mandriva (www1.mandrivalinux.com/pt-br/) - É a distribuição mais amigável e popular do sistema operacional linux, fácil de usar e instalar, contempla vários pacotes de programas para escritório e compatível com vários tipos de hardware. Recomendada para todos os perfis de usuários Acrônimo recursivo de "GNU is Not UNIX" General Public License (GPL) Lesser General Public License 9 / 53

10 Slackware (www.slackware.com/) É uma das mais antigas distribuições, a mais parecida com o Unix e pouco amigável. Recomendada apenas para usuários avançados. Fedora Core (fedora.redhat.com/)a A primeira distribuição a trazer facilidade de uso para o usuário final. É o braço livre da distribuição RedHat de onde derivou. Fedora Core é o comprometimento da RedHat de continuar contribuindo para o desenvolvimento do Linux em parceria com a comunidade de usuários Linux. Knoppix (www.knopper.net/knoppix/index-en.html) Uma das distribuições mais copiadas no mundo inteiro e inovadora na opção de colocar o Linux para funcionar a partir de um CD de inicialização. Recomendada para todos os perfis de usuários. Kurumin (www.guiadohardware.net/kurumin/) É uma distribuição Linux baseada no Debian e no Knoppix, uma das mais populares no Brasil e desenvolvida totalmente em português. Também feita para funcionar a partir do CD. Recomendada para todos os perfis de usuários. SuSE (www.suse.com/) Uma distro sinônimo para distribuição no informatiques popular que também oferece a opção de funcionar diretamente do CD. Recomendada para todos os perfis de usuários Instalação do Mandrake Linux 10.1 Official Download Antes de Iniciar Primeiramente, se você tiver algum sistema operacional instalado no seu computador, faça um backup (cópia de segurança) dos seus dados antes de iniciar a instalação. Depois acesse a BIOS do seu computador. Para acessar a BIOS basta segurar a tecla Del durante a inicialização. Alguns versões podem utilizar a telca F2, F10 ou Esc. A primeira coisa a fazer é desabilitar a opção Plug'n'Play OS installed, mudando o valor dela para NO. O segundo passo é configurar o seu computador para inicializar pelo CD-ROM. Para isso vá em BIOS' features setup e configure o CD-ROM para primeiro dispositivo de inicialização (boot). E por fim, se você deseja conectar uma impressora ao seu computador, configure o parallel port mode para ECP+EPP. Agora é só salvar e reinicializar o computador. Não esqueça de colocar o CD1 do Mandrake na unidade de CD. Se preferir, você pode gerar um disquete de boot para iniciar a instalação do GNU/Linux. Se você já estiver com uma distribuição do GNU/Linux instalada, simplesmente siga os passos abaixo: Monte o CD-ROM, se necessário. Vamos supor que o ponto de montagem seja /mnt/cdrom para o nosso exemplo; Log como root na janela do programa de terminal e execute o comando su; Monte o drive de disquete, se necessário; Em seguida, insira um disquete e digite a linha abaixo: dd if=/mnt/cdrom/install/images/cdrom.img of=/dev/fd0 bs=512 Caso esteja com o windows instalado, você terá de inserir o CD1 do Mandrake e executar o programa rawwrite.exe, a partir do diretório /mnt/cdrom2/dosutils. 10 / 53

11 Escolha onde a imagem será instalada (normalmente será no drive A: ) e depois selecione a imagem que está gravada no CD1 do Mandrake, no diretório /mnt/cdrom/install/images e clique no botão Write. Após a finalização da criação do disco, clique no botão Exit. Agora seu disco de boot da distribuição MandrakeLinux, está pronto para ser utilizado. O Programa Rawwrite Instalando o Mandrake/Mandriva Abordaremos apenas a instalação do Mandrake em modo gráfico. Maiores informações sobre a instalação deste sistema operacional podem ser encontradas em: ou A instalação do Mandrake Linux versão 10.1 é bem simples, basta seguir as instruções da tela. Pressione <Enter> para continuar / 53

12 Escolha a opção Português do Brasil e clique em Next... Licença: Aceitar e Próximo... Segurança: Aceite a opção padrão, não tente mudar nada aqui, apenas clique em Próximo... Particionamento: Se você quiser manter o rwindows instalado, utilize a opção Usar partição existente, senão use Apagar disco inteiro e clique em Próximo... Logo em seguida as partições serão criadas e formatadas... Como esta é uma instalação baseada nos 3 primeiros Cds, desmarque o Installation CD4 (KDE 3.3) e clique em OK... Agora, selecione os pacotes que deseja instalar e clique novamente em Próximo... Agora, aguarde e troque os discos quando for solicitado... Depois entre com uma senha forte para o usuário root5 e clique em Próximo... Entre com os dados do usuário padrão, que será inicializado automaticamente e clique em Próximo... Escolha qual o gerenciador de janelas que você gostaria de iniciar automaticamente (recomendo aceitar o padrão de toda instalação que neste caso é o KDE) e clique em Próximo... 5 Usuário "root" (ou super-usuário): é quem tem acesso irrestrito ao sistema operacional. Ele fazer qualquer operação no Linux, como alterar configurações do sistema, criar novos usuários, etc. 12 / 53

13 Em alguns casos, como no exemplo acima, você terá de configurar a sua placa de vídeo para que o ambiente gráfico funcione corretamente. Logo, tenha a mão o modelo e marca da sua placa e do chipset dela... Depois de fazer as configurações necessárias, clique em Próximo... Clique na opção Não e em Próximo... E por fim, em Reiniciar... Tire o CD quando a bandeja abrir e espere o computador iniciar... Pronto, agora é só se divertir! 13 / 53

14 3.4. Introdução a linha de comando Nos primórdios da computação, os comandos eram dados aos computadores através de plugues, depois vieram os fantásticos cartões perfurados, uma revolução, e finalmente veio o console. Console é o modo texto, aquela telinha preta com letras cinzas que você vê ao iniciar o computador, nos ambientes unix em geral é a forma mais transparente de comunicação com o sistema operacional. O quero dizer é que não existem intermediários entre o sistema operacional e o console, ou seja ele é o próprio sistema operacional! O núcleo do sistema é completamente capaz de exibir mensagens no console mas não possui ferramentas para receber comandos, quem faz esse trabalho é o interpretador de comandos, popular mente conhecido como Shell. O shell usado nessa oficina é o Konsole que acompanha a interface gráfica KDE. Por ser esta uma apostila introdutória não vamos nos aprofundar nesse assunto, mas que tal darmos pelo menos uma pincelada no assunto? Veja a tabela abaixo: Comandos Descrição Exemplos cd Muda de pasta/diretório. Muda para o diretório acima. cd home/root cd.. md Cria um diretório vazio. md lab rd Apaga um diretório vazio. rd lab pwd Mostra o diretório corrente. pwd ls Lista arquivos e pastas de um diretório. ls locate Procura arquivos e textos. locate teste.txt locate whereis texto mv Move arquivos e diretórios. Mudar nome de um arquivo. mv teste.txt lab mv teste.txt novo.txt touch Cria arquivo vazio. touch teste.txt cp Copia arquivos. cp teste.txt teste2.txt rm Remove arquivos. rm teste.txt cat Mostra o conteúdo de um arquivo. cat teste.txt less Navega pelo conteúdo de um arquivo. less teste.txt df Mostra estatísticas sobre utilização do disco. df who Informa os usuários conectados ao sistema. who cal Mostra calendário. cal 2004 date Informa a hora e o dia correntes. date man Mostra manual de um programa. man prog passwd Mudar senha do usuário corrente. passwd talk Permite conversar com outros usuários conectados. talk arangel logout Desconecta o usuário corrente do sistema. logout shutdown Desliga o sistema e o computador imediatamente. Desliga o sistema e reinicia o computador. shutdown -h now shutdown -r now dd Duplica o disco. Converte e copia arquivos. Utilizado apenas por usuários experientes. if = arquivo de entrada e of = arquivo de saída. dd if=/dev/hdb1 of=/backup/ init 3 Encerra o X ativo na seção corrente. init 3 emacs vi pico jed vim Editor de texto puro, para console. emacs XF86Config 14 / 53

15 4. KDE O KDE é um ambiente gráfico e integrado de trabalho, ou seja, ele oferece a você uma gama de ferramentas amigáveis e muito simples de usar, assim aumentando a sua produtividade junto ao computador Ambiente de Trabalho O ambiente de trabalho típico do KDE consiste em três partes: (1) A área de trabalho,onde seus arquivos, pastas e links podem ser colocados; (2) O Kicker, uma barra de onde você pode iniciar seus programas, gerenciar suas áreas de trabalho, rodar miniaplicativos, criar link; (3) A Barra de tarefas para navegar entre a execução dos aplicativos. Área de trabalho do KDE no Mandrake. DICA1: Pressionando <Ctr>+<Alt>+<Backspace> você pode reiniciar o ambiente de trabalho. DICA2: Pressionando <Ctr>+<Alt>+<F3> você alterna para o modo console e <Alt>+<F7> alterna novamente para o modo gráfico (X) Menu Principal No kicker existe um botão especial, o botão K ou (, através dele é possível navegar dentre as inúmeras aplicações instaladas no computador. Os aplicativos estão organizados por categorias, como Escritório, Internet, Sistema, entre outros. Menu principal do Mandrake / 53

16 Kicker O kicker é aquela barrinha cheia de ícones na parte de baixo da tela, sua função é basicamente fornecer ao usuário acesso rápido aos programas mais usados. Suponha que você sempre se perde naquele amontoado de menus e submenus do menu principal, mas deseja acessar rapidamente alguma aplicação, basta adicionar seu programa predileto ao kicker. Kicker no Mandrake Você pode adicionar um aplicativo ou até um menu inteiro no seu kicker, bastando para isso, clicar com o botão direito sobre ele e depois selecionando com o botão direito a sua escolha. Adicionando atalhos no Kicker Área de Trabalho A área de trabalho, também conhecida como "desktop", assim como o kicker comporta uma série de ícones de atalhos, a lixeira, o seu diretório pessoal, e outros programas também estão presentes. O desktop, foi desenhado para funcionar como uma mesa de escritório, onde os "documentos" usados com mais freqüência estão dispostos de forma a facilitar sua localização e acesso. Para tornar o uso do computador mais produtivo e menos cansativo existem meios de se customizar os recursos da área de trabalho e sua aparência. Clicando com o botão direito em qualquer área livre do desktop surgirá na tela um menu, clique em "Configurar Área de Trabalho". Através dessa nova janela é possível, modificar as propriedades visuais do desktop, como papel de parede, ícones, tamanho da fonte, etc. Configurando o desktop no KDE. DICA: é possível encontrar um arquivo de imagem clicando na pastinha ao lado do nome da Figura. 16 / 53

17 Armazenando as Configurações das Janelas Para armazenar o posicionamento de uma janela aberta, basta clicar com o botão direito na barra superior, depois em Avançado e Armazenar Configurações da Janela. Configurando janelas no KDE O painel de controle O painel de controle do KDE gerencia as principais propriedades do ambiente de trabalho, como aceleração do mouse, língua do sistema, tamanho das fontes, tamanho dos ícones, etc. Para acessar todos os recursos de configuração do KDE, inclusive os recursos adicionais introduzidos pelo Mandrake, clique no menu principal, Sistema e Configuração. Para acessar estes recursos você necessitará da senha do usuário root. Configure o Seu Computador do Mandrake No KDE padrão, esta opção também pode ser acessada direto no Kicker, clicando sobre o ícone que parece uma chave-de-boca. Ícone do Painel de Controle do KDE Instalador KDE No menu principal, Sistema, Configuração, KDE, Sistema, temos o Instalador KDE, que é utilizado para adicionar novas fontes ao sistema. O Linux não tem muitas fontes, logo esta é uma importante ferramenta, pois permite, inclusive, que você importe as fontes True Types do Windows. Para isto, basta clicar com o botão direito do mouse na janela onde aparecem o nome das fontes e depois clicar em Adicionar Fontes.... O Instalador KDE. 17 / 53

18 4.3. Gerenciador de Arquivos No Linux em geral, o ícone para acessar o gerenciador é sempre semelhante a uma casa. Ícone do gerenciador de arquivos. Já para começar, se você está usando o sistema nesse momento, uma pasta com seu nome de usuário foi criada e todos seus arquivos pessoais estão nela. Seu diretório está dentro de um outro diretório, o /home, como na figura abaixo. Pasta do usuário. Obs.: Os diretórios podem conter outros diretórios e pastas, além de arquivos Estrutura de Diretórios no Linux O primeiro choque é a estrutura de diretórios. No Linux é basicamente o contrário do Windows. O diretório raiz está tomado pelas pastas do sistema e espera-se que você armazene seus arquivos pessoais dentro da sua pasta no diretório /home. Para onde vão os programas que são instalados se não existe uma pasta central como a arquivos de programas? E para onde vão os arquivos de configuração? A primeira coisa com que você precisa se habituar é que no Linux os discos e partições não aparecem necessariamente como unidades diferentes, como o C:, D:, E: do Windows. Tudo faz parte de um "único" (como já disse anteriormente) diretório, chamado diretório raiz. Dentro deste diretório temos não apenas todas as partições de disco, mas também o CD-ROM, drive de disquete e outros dispositivos. Você terá um estrutura como esta, por exemplo: / Raiz /bin /boot /dev /etc /home /initrd /lib /mnt /opt /root /sbin /tmp /usr /var / swap O diretório /bin armazena os executáveis de alguns comandos básicos do sistema, como o su, tar, cat, rm, pwd, etc. O grosso dos programas ficam instalados dentro do diretório /usr (de "user". Este é de longe o diretório com mais arquivos em qualquer distribuição Linux, pois é aqui que ficam os executáveis e bibliotecas de todos os principais programas. A pasta /usr/bin (bin de binário) por exemplo armazena vários programas e atalhos para programas numa instalação típica. 18 / 53

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