Regional Junho 2015 Triângulo Mineiro

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1 Triângulo Mineiro O mapa mostra a divisão do estado de Minas Gerais para fins de planejamento. A região de planejamento Triângulo engloba as Regionais Fiemg Pontal do Triângulo, Vale do Paranaíba e Vale do Rio Grande.

2 GLOSSÁRIO Setores que fazem parte da Pesquisa Indicadores Industriais Extrativa Mineral: extração de minerais metálicos, como o minério de ferro, e extração de minerais não metálicos, como fosfatos, calcário e outros; Minerais Não Metálicos: fabricação de produtos cerâmicos refratários e não refratários, cimento, vidro e cal; Metalurgia: produção de ferro-gusa e de ferroligas; siderurgia e elaboração de produtos siderúrgicos perfis laminados, chapas e tubos de aço com ou sem costura; fundição de ferro e aço e de metais não ferrosos e suas ligas; metalurgia dos metais não ferrosos, como alumínio, zinco, cobre e metais preciosos; Produtos de Metal: fabricação de embalagens e estruturas metálicas; caldeiraria, forjaria e tratamento de metais; artigos de cutelaria, serralheria e ferramentas; armas, munições e equipamentos militares; Máquinas e Equipamentos: fabricação de máquinas e equipamentos, inclusive componentes mecânicos, partes e peças, para uso industrial, agrícola, extração mineral, construção e outros; Máquinas e Materiais Elétricos: fabricação de máquinas e aparelhos para geração, distribuição e controle de energia elétrica; pilhas, baterias, acumuladores elétricos; lâmpadas e outros equipamentos de iluminação; eletrodomésticos; Veículos Automotores: fabricação de veículos automotores inclusive motores, peças e acessórios e material elétrico para automóveis; Celulose e Papel: fabricação de celulose, papel, cartolina e papel-cartão e de artefatos; Químicos: fabricação de Químicos inorgânicos como adubos e fertilizantes e gases industriais, e de Químicos orgânicos; produção de resinas, fibras artificiais e sintéticas, produtos de limpeza, cosméticos e tintas; Derivados de Petróleo e Biocombustíveis: fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, inclusive álcool; Farmacêuticos: fabricação de medicamentos para uso humano e veterinário; Têxteis: fiação e tecelagem de fibras e materiais têxteis de origem diversas; Vestuário: confecção de roupas, inclusive profissionais, e de acessórios do vestuário; Couro e Calçados: preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e de calçados; Alimentos: preparação do leite e fabricação de laticínios; produção de massas e biscoitos, açúcar, balas e chocolates; fabricação de óleos e gorduras vegetais e animais; moagem, fabricação de produtos amiláceos e de alimentos para animais; torrefação e moagem de café; fabricação de especiarias e condimentos; abate e fabricação de produtos de carne; Bebidas: fabricação e engarrafamento de bebidas alcoólicas e não alcoólicas, como cervejas, vinhos, refrigerantes e água mineral. 2

3 RESUMO EXECUTIVO A indústria do Triângulo Mineiro encerra o primeiro semestre de 2015 em queda. Houve recuo no faturamento, consequência do enfraquecimento nas vendas para o mercado interno e externo. As horas trabalhadas e as variáveis ligadas ao mercado de trabalho emprego e massa salarial também mostraram decréscimo. Para os próximos meses ainda não há sinais de recuperação da atividade. No mês de junho o faturamento real aumentou 13,28%, em relação a maio. Na comparação com o mesmo mês de 2014 houve crescimento de 4,24% no indicador. No acumulado do primeiro semestre de 2015 houve recuo de 6,32% no valor total das vendas, diante de igual período do ano anterior. As horas trabalhadas na produção retraíram 1,06% perante maio. Em relação a junho do ano passado o indicador apresentou relativa estabilidade. De janeiro a junho deste ano as horas na produção decresceram 4,20%, diante dos mesmos meses de O emprego industrial registrou queda de 0,40% no mês de junho, ante maio. No confronto com igual mês de 2014 a variável recuou 2,63%. Nos seis primeiros meses de 2015, frente a igual período do ano anterior, o pessoal empregado total reduziu 3,29%. A massa salarial decresceu 2,25% contra maio. Em relação a junho do ano anterior houve incremento de 9,00% no indicador. Entre janeiro e junho deste ano verificou-se retração de 1,10%, diante dos mesmos meses de O nível de utilização da capacidade instalada registrou recuo de 1,29 p.p. (ponto percentual), aferindo 86,64% em junho frente aos 87,93% observados em maio. Quando o mês comparado é junho de 2014 (89,89%) houve queda de 3,25 p.p. no indicador. O NUCI médio aumentou 0,59 p.p. no primeiro semestre de 2015, registrando 86,81% diante dos 86,22% alcançados no mesmo período de VARIAÇÃO PERCENTUAL VARIÁVEIS JAN- Faturamento Real 13,28 4,24 (6,32) Horas Trabalhadas (1,06) (0,06) (4,20) Emprego (0,40) (2,63) (3,29) Massa Salarial Real (2,25) 9,00 (1,10) (%) VARIÁVEL JAN- Utilização da Capacidade Instalada 87,93 86,64 89,89 86,81 86,22 3

4 FATURAMENTO REAL Junho de 2015 contra Maio de 2015 O faturamento cresceu 13,28% em junho. No mês de junho o faturamento real da indústria do Triângulo Mineiro registrou acréscimo de 13,28% em relação a maio, consequência da elevação nas vendas para o mercado doméstico e nas exportações. Na indústria mineira o valor total das vendas recuou 2,17%, na mesma base de comparação. FATURAMENTO REAL DA INDÚSTRIA DA REGIÃO DO TRIÂNGULO MINEIRO (VAR. %) JAN- Alimentos 10,05 (3,92) (10,76) Químicos 12,43 39,52 13,89 Agregado da Indústria 13,28 4,24 (6,32) Fonte: Indicadores Industriais FIEMG. Deflator: IPA-OG / Setorial / FGV. Nota: Informações sujeitas à retificação. FATURAMENTO REAL DA INDÚSTRIA MINEIRA (VAR. %) JAN- Alimentos 1,08 0,42 (5,62) Químicos 4,22 21,91 10,07 Agregado da Indústria (2,17) (13,58) (14,93) Fonte: Indicadores Industriais FIEMG. Deflator: IPA-OG / Setorial / FGV. Nota: Informações sujeitas à retificação. A elevação nas vendas internas e exportações motivou o acréscimo de 12,43% no faturamento do setor de Químicos. O resultado foi influenciado pelos segmentos de adubos e fertilizantes, e pelas exportações nas empresas de sabões, produtos de limpeza e artigos de perfumaria. No setor de Alimentos o faturamento real mostrou crescimento de 10,05%, determinado pelo aumento nas exportações. Os segmentos de açúcar, de carne e de óleos e gorduras influenciaram o resultado. 4

5 Janeiro a Junho de 2015 contra Janeiro a Junho de 2014 No primeiro semestre o faturamento recuou 6,32%. O faturamento real apresentou queda de 6,32% na indústria do Triângulo Mineiro nos seis primeiros meses do ano, frente a igual período de 2014, resultado do decréscimo nas vendas internas e nas exportações. Na mesma base de comparação a variável reduziu 14,93% na indústria mineira. O faturamento apresentou decréscimo de 10,76% no setor de Alimentos, motivado pela retração nas vendas para o mercado interno e externo. As reestruturações internas nos segmentos de carne e de moagem, amiláceos e alimentos para animais influenciaram o resultado. O aumento de 13,89% no faturamento do setor de Químicos foi justificado pelo aumento nas vendas internas, especialmente no setor de adubos e fertilizantes. Também influenciou o resultado as mudanças nas estratégias comerciais das empresas de sabões, produtos de limpeza e perfumaria. 5

6 HORAS TRABALHADAS NA PRODUÇÃO Junho de 2015 contra Maio de 2015 Em junho as horas de produção o foram 1,06% menores. As horas trabalhadas na produção mostraram queda de 1,06% no mês de junho, na comparação com maio. Na indústria mineira o indicador mostrou queda de 1,17% no mesmo período comparativo. HORAS TRABALHADAS NA PRODUÇÃO NA INDÚSTRIA DO TRIÂNGULO MINEIRO (VAR. %) JAN- Alimentos (1,37) 1,87 (2,51) Químicos 2,83 3,10 5,30 Agregado da Indústria (1,06) (0,06) (4,20) Fonte: Indicadores Industriais. Nota: Informações sujeitas à retificação. HORAS TRABALHADAS NA PRODUÇÃO NA INDÚSTRIA MINEIRA (VAR. %) JAN- Alimentos 0,34 2,97 0,82 Químicos 0,73 2,80 3,61 Agregado da Indústria (1,17) (7,61) (9,62) Fonte: Indicadores Industriais. Nota: Informações sujeitas à retificação. A redução no emprego e nas horas extras motivou o recuo de 1,37% nas horas trabalhadas do setor de Alimentos. As empresas de carne foram as que mais influenciaram o resultado. As horas trabalhadas na produção cresceram 2,83% no setor de Químicos, resultado da elevação no emprego nas empresas de adubos e fertilizantes. 6

7 Janeiro a Junho de 2015 contra Janeiro a Junho de 2014 As horas trabalhadas recuaram 4,20% nos seis primeiros meses do ano. No primeiro semestre de 2015, frente a igual período de 2014, as horas trabalhadas na produção reduziram 4,20% na indústria do Triângulo Mineiro. Em Minas Gerais houve queda de 9,62% na variável, na mesma base de comparação. A redução de 2,51% nas horas trabalhadas do setor de Alimentos foi consequência do decréscimo no emprego. A expansão de 5,30% nas horas de produção do setor de Químicos foi motivada pelo aumento o emprego, devido à contratação de pessoal que entes era terceirizado em importantes empresas de adubos e fertilizantes. 7

8 EMPREGO O emprego industrial foi 0,40% menor em junho. Junho de 2015 contra Maio de 2015 No mês de junho o nível de emprego apresentou recuo de 0,40% na indústria do Triângulo Mineiro, em relação a maio. No mesmo período comparativo o pessoal empregado total reduziu 1,68% na indústria mineira. EMPREGO NA INDÚSTRIA DA REGIÃO DO TRIÂNGULO MINEIRO (VAR. %) JAN- Alimentos (0,78) (3,09) (3,87) Químicos 1,51 7,44 5,91 Agregado da Indústria (0,40) (2,63) (3,29) Fonte: Indicadores Industriais. Nota: Informações sujeitas à retificação. EMPREGO NA INDÚSTRIA MINEIRA (VAR. %) JAN- Alimentos 0,18 (0,22) (1,55) Químicos 0,59 0,07 0,61 Agregado da Indústria (1,68) (7,86) (4,67) Fonte: Indicadores Industriais. Nota: Informações sujeitas à retificação. O emprego registrou queda de 0,78% no setor de Alimentos, em função da rotatividade de pessoal, especialmente nas empresas de açúcar. A primarização de algumas atividades nas empresas de adubos e fertilizantes provocou a elevação de 1,51% no emprego do setor de Químicos. 8

9 Janeiro a Junho de 2015 contra Janeiro a Junho de 2014 No primeiro semestre deste ano o emprego industrial foi 3,29% menor. O nível de emprego decresceu 3,29% na indústria da região do Triângulo Mineiro entre janeiro e junho de 2015, perante o mesmo período do ano anterior. No mesmo período comparativo o indicador recuou 4,67% na indústria mineira. As reestruturações internas que vêm ocorrendo nas empresas de moagem, amiláceos e alimentos para animais provocaram a queda de 3,87% no pessoal empregado do setor de Alimentos. O segmento de carne também contribuiu para o resultado. O acréscimo de 5,91% no emprego do setor de Químicos foi motivado pela primarização da mão de obra em importantes empresas de adubos e fertilizantes. 9

10 MASSA SALARIAL REAL Junho de 2015 contra Maio de 2015 A massa salarial recuou 2,25% no mês de junho. Na indústria da região do Triângulo Mineiro a massa salarial apresentou decréscimo de 2,25% em junho, perante maio. O indicador reduziu 4,72% na indústria de Minas, na mesma base de comparação. MASSA SALARIAL REAL NA INDÚSTRIA DA REGIÃO DO TRIÂNGULO MINEIRO (VAR. %) JAN- Alimentos (2,08) 15,17 2,40 Químicos 1,99 3,48 (1,07) Agregado da Indústria (2,25) 9,00 (1,10) Fonte: Indicadores Industriais FIEMG. Deflator: INPC-BH / IBGE. Nota: Informações sujeitas à retificação. MASSA SALARIAL REAL NA INDÚSTRIA MINEIRA (VAR. %) JAN- Alimentos (2,08) 2,77 0,93 Químicos (2,39) 0,65 (3,69) Agregado da Indústria (4,72) (3,60) (7,83) Fonte: Indicadores Industriais FIEMG. Deflator: INPC-BH / IBGE. Nota: Informações sujeitas à retificação. A queda de 2,08% na massa salarial das empresas de Alimentos foi consequência do menor pagamento de horas extras. Em sentido oposto, a elevação de 1,99% nas remunerações pagas no setor de Químicos foi motivada pelo acréscimo no emprego. 10

11 UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INSTALADA Junho de 2015 contra Maio de 2015 Em junho o NUCI foi 1,29 p.p. menor. A utilização da capacidade instalada na indústria do Triângulo Mineiro registrou queda de 1,29 p.p., ao passar de 87,93% em maio para 86,64% em junho. Na indústria mineira o nível de utilização da capacidade instalada mostrou decréscimo de 2,47 p.p., alcançando 81,07 diante dos 83,54% verificados em maio. UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INSTALADA NA INDÚSTRIA DO TRIÂNGULO MINEIRO (VAR%) JAN- Alimentos 95,81 95,81 95,15 93,89 90,60 Químicos 89,21 90,12 89,82 89,72 89,60 Agregado da Indústria 87,93 86,64 89,89 86,81 86,22 Fonte: Indicadores Industriais. Nota: Informações sujeitas à retificação. UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INSTALADA NA INDÚSTRIA MINEIRA (%) JAN- Alimentos 83,83 84,99 83,51 83,83 82,54 Químicos 84,54 84,06 84,29 84,67 84,30 Agregado da Indústria 83,54 81,07 83,40 83,22 85,24 Fonte: Indicadores Industriais. Nota: Informações sujeitas à retificação. Nota Metodológica A Pesquisa Indicadores Industriais é elaborada pela Assessoria Econômica da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais FIEMG em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria CNI. Em função da diversidade industrial no estado, desde 2004 vem sendo feito um trabalho para gerar informações regionais, a Pesquisa Indicadores Industriais Regional. A partir de janeiro de 2013 os dados passaram a ser divulgados na CNAE 2.0, na base média 2006 = 100 e obtidos através da ponderação pelo pessoal ocupado da RAIS 2007 e Variáveis pesquisadas: Faturamento Real - faturamento líquido, exclusive IPI, referente a produtos industrializados pela empresa; Emprego - total de pessoas existentes no último dia do mês remuneradas diretamente pela empresa, com ou sem vínculo empregatício, com contrato de trabalho por tempo indeterminado ou temporário, ligadas ou não ao processo produtivo; Horas Trabalhadas na Produção - total de horas trabalhadas pelo pessoal empregado na produção; Massa Salarial Real valor das remunerações pagas ao pessoal empregado total da empresa; Utilização da Capacidade Instalada - percentual da capacidade de produção operacional utilizada no mês. 11

12 Ficha Técnica Realização: Sistema FIEMG Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais Presidente: Olavo Machado Júnior Regional Pontal do Triângulo Presidente: Adson Marinho Regional Vale do Paranaíba Presidente: Everton Magalhães Siqueira Regional Vale do Rio Grande Presidente: Nagib Galdino Facury Responsável Técnico: Assessoria Econômica: Guilherme Veloso Leão 12

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