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1 COMPUTERWORLD Julho 2013 Virtualização Afinação de sistema e capacidade de reacção são fulcrais O director de TI da unidade do Hospital Beatriz Ângelo, David Vieira, revela como foram superados vários desafios na implantação de 600 postos de trabalho virtualizados na unidade. A latência é ainda o calcanhar de Aquiles destes projectos, e acertar no cálculo da capacidade de processamento não é o mais importante, defende. Pág. 10 Disponibilidade de sistemas destaca-se na agenda...2 Empresas nacionais com sensibilidade para a disponibilidade...3 Boas práticas, segundo a Microsoft...4 Boas práticas pela Unisys...4 Após os servidores, cenário menos claro...6 Foco nos benefícios realmente possíveis...6 Virtualização de serviços cresce...7 Licenciamento de software sob revisão detalhada...7 Custos e trabalho mas com benefícios...9

2 2 Comunicações Virtualização Unificadas Disponibilidade de sistemas destaca-se na agenda Consoante a virtualização coloca mais aplicações em menos servidores, os princípios da sua concepção como os referentes à alta disponibilidade requerem uma maior atenção. Consultores e gestores de TI que trabalham no campo da virtualização dizem que as organizações estão a adoptar uma variedade de abordagens para manterem as suas aplicações a funcionar. Muitos usam software de alta disponibilidade mas outras formas estão a ser adoptadas para mitigar os tempos de inactividade. Os esforços para aumentar a fiabilidade do hardware físico também estão em andamento. A revitalização do tema da alta disponibilidade e da tolerância a falhas decorre de um conjunto de factores, entre eles a maior concentração de aplicações em servidores consolidados. "Se adicionarmos várias aplicações de missão não crítica no mesmo servidor, este torna-se de missão crítica", diz Nigel Dessau, director de marketing da fabricante de servidores Stratus. Em geral, a disponibilidade contínua tornouse muito mais importante na era da cloud computing, comparativamente com a prática anterior nos ambientes de cliente/servidor, defende Dessau. Nesses, os dispositivos cliente partilhavam uma maior parte do volume de trabalho, e assim os utilizadores podiam continuar a trabalhar nos seus computadores, em caso de falha do servidor. As aplicações que não podiam ter tempo de inactividade eram suportadas por servidores tolerantes a falhas, que Dessau diz terem representado talvez apenas 5% do mercado. A abrangência da tecnologia centrada na disponibilidade pode crescer num ambiente dominado pela virtualização e cloud computing, apesar disso. "No mundo da computação em nuvem, as empresas usam thin clients ou mesmo dispositivos móveis", diz Dessau. "Neste caso, quando o servidor não está disponível, [os utilizadores] podem ficar severamente limitados nas soluções a adoptar. A disponibilidade do servidor é muito mais essencial, acrescenta. Kris Lamberth, director de tecnologia da Paranet Solutions, fornecedor de serviços de CRM e de TI, nota que os clientes estão a tornar-se cada vez mais conscientes do custo do tempo de inactividade. "Acho que todos estão à procura de alta disponibilidade hoje, só por toda a gente estar tão dependente das TI", diz. O investimento real de uma empresa em disponibilidade depende em última análise da importância de uma determinada aplicação, e da possibilidade da empresa pagar pela alta disponibilidade dos sistemas. As opções de disponibilidade para os dispositivos cliente virtualizados começam muitas vezes no campo do hipervisor. O recurso do vsphere (da VMware) para alta disponibilidade, por exemplo, verifica a integridade das máquinas virtuais e detecta problemas. Se é detectada uma falha do sistema operativo, a funcionalidade reinicia automaticamente a máquina virtual. No caso de o servidor físico de uma máquina virtual falhar, a tecnologia reinicia a aplicação noutro servidor havendo um conjunto de máquinas vsphere ESXi. Milton Lin, especialista em cloud computing do integrador Force 3, diz que o hipervisor da VMware tende a ser a escolha entre os clientes da empresa devido à sua abordagem simples à alta disponibilidade. "Para qualquer administrador de sistemas VMware, o High Availability (HA) é fácil", explica. Lin diz que a funcionalidade HA pede uma arquitectura de redundância paralela para garantir recursos suficientes à passagem para sistema em espera ( failover ), ou para a manutenção do servidor. Um agrupamento ( cluster ) de duas máquinas anfitriãs ( host ), por exemplo, não deve ultrapassar o desempenho da CPU e da memória de um host. Nesse caso, 50% dos recursos de "cluster" deveriam ser reservados para o failover. Um grupo com mais hosts oferece uma maior utilização e diminui o impacto de uma falha do host, assinala Lin. Um grupo de COMPUTERWORLD - Julho 2013

3 Virtualização 3 Empresas nacionais com sensibilidade para a disponibilidade O grau de consciencialização para o tema da disponibilidade dos sistemas de TI parece ser satisfatório entre as empresas portuguesas. O que não invalida a necessidade de ter algumas cautelas. O grau de consciencialização para a disponibilidade dos sistemas de TI é grande, assegura o director de sistemas de informação da Anacom, Augusto Fragoso, enquanto José Calado, da Unisys, considera que a evolução neste aspecto tem a ver com dois factores. A generalidade das empresas portuguesas foi desenvolvendo, nos últimos anos, processos de consolidação de servidores, usando a virtualização. A experiência destes projectos permitiu aumentar a percepção de que todos os seus servidores partilham um sistema de virtualização comum, onde qualquer falha pode comprometer a generalidade dos serviços de TI suportados, explica José Calado. As falhas ocorridas vão levando as organizações a ganharem sensibilidade para a importância da disponibilidade. E para suportar o grau de disponibilidade necessário, os componentes tecnológicos que sustentam os sistemas virtualizados têm evoluído, oferecendo maiores facilidades. Esta evolução acaba também por alimentar a consciencialização, levando as empresas a agirem, de forma mais preventiva, na percepção de uma eventual falha. O responsável da Anacom diz ser determinante no âmbito das relações entre o departamento de TI e as unidades de negócio manter as boas práticas: instituir mecanismos de negociação e contratação que assegurem de facto a disponibilidade necessária aos processos de trabalho das organizações é uma delas. Os contratos de níveis de serviço não são suficientes, alerta. São meros mecanismos contratuais activados quando o risco de indisponibilidade se concretiza. Determinante é assegurar que os mecanismos de garantia de disponibilidade oferecidos pelos fornecedores realmente estabeleçam os níveis técnica e operacionalmente necessários e não se suportam as opções de adjudicação apenas em mecanismos paliativos. Tanto um como outro apontam a existência de mecanismos tecnológicos para facilitar a manutenção da disponibilidade. O responsável da Unisys considera que essas soluções são menos dispendiosas, enquanto Fragoso diz ser importante ter em conta "se esses mecanismos não levantam questões de segurança". Este responsável refere-se àquelas associadas ao contexto da privacidade dos dados, retenção de dados e relevância eventual dos pontos e jurisdições geográficas por onde os dados transitam. Maior facilidade mas sem evitar preocupações Para Nuno Carvalho, da Knowledge Inside, a alta disponibilidade de sistemas é mais fácil implantar com a virtualização. Rui Gonçalves, da Compta, complementa que ela é muitas vezes um factor de adopção da virtualização, até para o investimento inerente. Nuno Carvalho sugere que as maiores empresas estão mais conscientes para a importância do tema do que as PME. E alerta para a necessidade de manter a disponibilidade além do hipervisor. Por vezes pensa-se que, por estar virtualizado, o nosso servidor está seguro uma vez que já não depende do hardware e isso não é verdade, explica. Daí considerar que os guest clusters estão na ordem do dia. Há actualmente uma maior preocupação com a disponibilidade dos sistemas, pois existe uma maior concentração de workloads aplicacionais a correrem sobre a mesma infra-estrutura física, nota Luís Carvalho, da Microsoft. E, em casos de forte densidade de ambientes virtuais, as organizações portuguesas estão a implantar clusters ou farms de virtualização (com dois ou mais "hosts"), para garantir disponibilidade, diz. A dinâmica das máquinas virtuais A facilidade de criação e implantação de máquinas virtuais leva a que muitas organizações tenham mais máquinas virtuais do que aquelas que podem gerir ou utilizar, na análise de José Ferraz, da CA. Isso leva a problemas de rendimento e de disponibilidade de aplicações e respectivas infra-estruturas, aumentar substancialmente os tempos de operação e gestão e criar desafios a nível de segurança e de cumprimento de objectivos. Nesse sentido, propõe as seguintes medidas: gerir a disponibilidade de sistemas físicos versus virtuais, tendo em conta a dinâmica de proliferação dos últimos que por vezes provoca um aumento de volume de informação que tem de ser tratada e gerida para se tomarem as decisões correctas; gerir a disponibilidade das aplicações e serviços de negócio que estes sistemas suportam; agilizar, controlar e automatizar o aprovisionamento e desaprovisionamento dos sistemas virtuais e respectivos conteúdos; gerir e automatizar a implantação das actualizações de software mantendo o controlo nos vários ambientes de desenvolvimento, teste e produção também virtualizados.

4 4 Virtualização Boas práticas, segundo a Microsoft Devem existir no mínimo dois hosts, dispositivos anfitriões de virtualização em cluster; garantir a capacidade adequada dos hosts de virtualização, quanto a memória e a CPU; implantar mecanismos de gestão (se possível automáticos) dinâmicos para a memória, de modo a evitar a degradação de serviço; garantir que as actualizações de segurança ocorrem em momentos distintos no tempo em cada host do cluster de virtualização; salvaguardar as máquinas virtuais periodicamente podem ser usados mecanismos de replicação de mudanças; integração com ferramentas de gestão, para permitir uma maior flexibilidade, agilidade e orientação ao serviço e ao cliente (IT as a Service). quatro dispositivos anfitriões, por exemplo, reservaria 25% dos seus recursos para um mesmo failover. Christian Teeft, vice-presidente de engenharia da Latisys, diz que as soluções como a HA da VMware são uma boa opção para os clientes que procuram a disponibilidade, mas podem tolerar uma breve interrupção, enquanto as cargas de trabalho são recarregadas e recomeçam a funcionar noutro servidor. A Latisys é um fornecedor de serviços de centro de dados e desenvolve capacidades de alta disponibilidade nas suas soluções. Segundo Teeft, alguns dos clientes da empresa com grandes aplicações de análise de dados, por exemplo usam centenas de máquinas virtuais para processamento de cálculos. A perda de um nó do cluster não tem um impacto muito severo no desempenho geral. Para as organizações com esse perfil, a Latisys monta soluções de datacenter baseados em HA e na plataforma Converged Infrastructure, da Hewlett-Packard, refere Teeft. Mas os clientes podem ir mais além do HA para obterem uma maior protecção. Lin sugere que os clientes podem optar por um cluster adicional para uma aplicação específica, como o SQL Server. Um "cluster", neste cenário, seria composto de um nó activo executando uma base de dados SQL Server e um nó passivo em espera. O nó passivo começará a funcionar quando o SQL Server falhar. Os clientes podem usar a tecnologia Microsoft para clusters Microsoft ou software de terceiros, diz Lin. Um cluster específico para SQL Server irá fornecer mais tempo de actividade, estima o responsável, do que um sistema VMware oferece à partida. Os clusters deste tipo (SQL) são mais bem integrados com a aplicação em si, acrescenta, enquanto os de HA "não têm ideia sobre que aplicação estão a executar". As desvantagens desta opção, ressalva Lin, incluem a criação de um outro agrupamento, que os clientes terão de gerir. E se um produto de terceiros for usado, há também a complexidade inerente à existência de uma peça adicional de software. Outros fabricantes têm ofertas de clustering de alta disponibilidade: Dell, Enhance Technology, Hewlett-Packard, IBM, Intel ou Proxmox.< Þ Boas práticas pela Unisys As boas práticas são transversais aos vários componentes que suportam o sistema de virtualização, designadamente armazenamento, redes, servidores e camada lógica de gestão, sublinha José Calado, da Unisys. Assim: todos esses componentes devem ser cuidadosamente dimensionados para garantir que são considerados os aspectos de disponibilidade, assim como outros, como o desempenho. De forma sucinta, os elementos físicos envolvidos devem ser totalmente redundantes, sem qualquer single point of failure - um ponto único de falha; no armazenamento, em concreto, os volumes devem ser suportados em grupos de discos, com níveis de protecção alinhados à criticidade da informação; nas redes, os "switches" virtuais devem ter ligações redundantes aos "switches" físicos de rede; relativamente aos servidores, devem constituir "clusters" (grupos de servidores com o mesmo propósito) com capacidade de "spare" mínima, que permita a sua manutenção (pelo menos um nó); a camada lógica de gestão deve assegurar aspectos de disponibilidade a considerar como a não dependência de um único servidor físico e respectivo sistema operativo.< COMPUTERWORLD - Julho 2013

5 Virtualização 5 PUB OTIMIZE A SUA EXPERIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO DAS TIs Cláudia Pais Gestão de Produto IT & Cloud Services PT As tecnologias de informação dão suporte às atividades de desenvolvimento do negócio. Servidores, PCs, equipamentos de armazenamento, plataformas de comunicação e partilha de informação entre os colaboradores, a empresa e o mundo, centros de backup, arquivos de documentação todos os recursos de TI têm de estar interligados entre si, numa arquitetura cujo objetivo é responder às necessidades do negócio com elevada performance, fiabilidade e segurança. Disponibilizar aos colaboradores uma experiência de utilização fácil e intuitiva, assegurar a simplificação e a eficiência dos processos de administração das TIs e otimizar o investimento, são objetivos estratégicos para as empresas. No entanto, a dinâmica complexa dos negócios faz com que esta gestão não seja de todo simples, levando ao equacionar de diversas variáveis: Como gerir diariamente a operação das arquiteturas TI para manter níveis de serviço elevados? Como planear e controlar o investimento subjacente à sua aquisição e manutenção? Como garantir a adaptação da capacidade instalada às necessidades, por vezes imprevistas, do negócio? Virtualizar = Ser mais Eficiente A tecnologia de virtualização permite às empresas gerirem e distribuírem os seus recursos de TI de forma mais eficiente. Consiste na criação de uma plataforma lógica que distribui de forma otimizada os recursos de TI disponíveis, permitindo aproveitar toda a capacidade de processamento e de armazenamento de dados e aplicações. Desta forma, é possível às empresas maximizarem a capacidade instalada e rentabilizarem o seu investimento. Por outro lado, a disponibilização de uma máquina virtual tem um ciclo de minutos ao invés dos processos morosos de aquisição, instalação e configuração de máquinas físicas que ocorrem com o procedimento tradicional de aquisição de hardware, o que permite às empresas implementarem mudanças com maior agilidade. O conceito da virtualização estende-se também aos desktops. Aqui, os benefícios da eficiência operacional estendem-se do departamento de TI para um maior número de utilizadores e áreas na empresa. Os postos de trabalho virtuais passam a estar imediatamente acessíveis a partir de qualquer terminal com acesso à internet, potenciando a mobilidade e a produtividade dos colaboradores e elevando o nível de segurança dos dados empresariais que passam a estar salvaguardados em data center e não nos equipamentos dos utilizadores. Desta forma, os colaboradores podem aceder ao seu ambiente de trabalho a qualquer momento e a partir de qualquer lugar, sem qualquer alteração na forma como utilizam as suas ferramentas de trabalho. A gestão do parque informático é também agilizada por via da simplificação e automatização das operações de gestão e manutenção, bem como pela imediata criação e disponibilização de novas posições de trabalho. Qualquer atualização de software é imediatamente aplicada em todos os terminais, sendo o perfil de acesso de cada utilizador definido de forma centralizada, melhorando desta forma a segurança. Por outro lado, os equipamentos terminais passam a ter um ciclo de vida mais longo, reduzindo custos para as empresas. Cloud Computing = Eficiência + Flexibilidade O ambiente de cloud computing soma à maior eficiência da virtualização, a possibilidade das empresas gerirem os seus recursos de TI de forma totalmente flexível, como um serviço, pagando apenas pelos recursos efetivamente utilizados (payper-use). A utilização das TIs em modelo de serviço permite às empresas reduzirem os seus custos de operação e não requer investimento inicial (ausência de CAPEX). A flexibilidade e a escalabilidade da infraestrutura alojada na cloud permitem que a capacidade de armazenamento e processamento aumente ou diminua à medida das necessidades do negócio de forma imediata, possibilitando a otimização das arquiteturas, que passam a estar dimensionadas às necessidades do negócio a cada momento. Através de um portal self-care, 24x7, com um interface muito simples, os gestores de TI podem ativar ou desativar serviços e gerir os recursos existentes de forma imediata, autónoma e segura. Aumentar capacidade de processamento, disponibilizar um posto de trabalho a um novo colaborador, armazenar ou aceder a um novo servidor ou a uma nova aplicação, ou extrair indicadores sobre a gestão dos serviços, são operações à distância de um click. Uma nova forma de trabalhar e de gerir o negócio, sem riscos associados às TIs Em resultado destes benefícios, a virtualização em ambiente de cloud computing possibilita às empresas adotarem novas formas de trabalhar e de gerir os seus negócios, potenciando a sua capacidade de inovação e de rapidez de adaptação às mudanças do contexto externo e promovendo a sua competitividade. SmartCloudPT A oferta SmartCloudPT é uma referência de pioneirismo nacional, potenciando reduções de custos TI/SI, aumento de produtividade e mobilidade. Uma oferta de serviços integrada, em ambientes privado, híbrido e público, com elevados níveis de disponibilidade, escalabilidade e segurança. O novo Data Center PT na Covilhã, projeto já considerado de referência pelo nível de eficiência energética (PUE de 1.25), sendo um dos maiores a nível europeu, dota a PT de uma proposta de valor diferenciadora e competitiva à escala internacional. Vá a smartcloud.pt

6 6 Virtualização Após os servidores, cenário menos claro A aposta na virtualização de aplicações, de redes e até mesmo de desktop não tem um TCO fácil de justificar. O nível de retorno não é universal e são necessários estudos mais minuciosos. As reais necessidades dos utilizadores serão a chave. Como preparar a evolução para a virtualização de desktop, Virtual Desktop Infrastructure (VDI) e de aplicações? Depois de virtualizar servidores o que é mais importante? São questões com as quais se deparam muitas empresas, após uma primeira fase de virtualização da infra-estrutura de TI tradicionalmente a dos servidores. O cenário não está livre de dúvidas, apesar de o sector das TIC promover a virtualização dos ambientes de trabalho como o passo seguinte. E em muitas situações nem a virtualização de servidores será a prioridade. Não é claro para mim que virtualizar os servidores seja mais importante ou deva ser anterior à virtualização de aplicações ou serviços de natureza distinta do hardware, considera Augusto Fragoso, da Anacom. Cada caso terá as suas especificidades (como dimensões e natureza das operações ), o suficiente para merecer uma avaliação autónoma. O estado de maturidade da organização e de governação dos parques de dispositivos cliente assume particular relevância para os projectos de VDI, aponta aquele responsável de TIs na entidade reguladora. Nesse contexto, é importante a existência de uma política de perfis clara e sólida. Ela será determinante para a rentabilização efectiva dos investimentos realizados em VDI. O ponto no ciclo de vida em que o parque se encontra e a sua avaliação é naturalmente determinante para a eventual concretização dos benefícios inerentes à implementação de VDI, acrescenta. O responsável lança mesmo um alerta: é importante combater a tendência de subavaliar os reais custos da operação num modelo VDI pelos fornecedores que oferecem essas soluções. Por isso recomenda uma análise rigorosa de TCO ("total cost of ownership") porque muitos dos custos são transferidos entre modelos mas não desaparecem apresentam-se em zonas diferentes da infra-estrutura, alerta. O quadro de TCO não é igual e linear ao dos servidores, confirmam José Calado (Unisys) e Nuno Carvalho (Knowledge Inside). Na virtualização dos servidores, o ROI [retorno de investimento] é o mais directo e visível possível, ninguém duvida que se poupa dinheiro, daí o enorme sucesso que a tecnologia alcançou. Já na virtualização do desktop, os investimentos e desafios dentro do datacenter são significativos e o ROI, apesar de existir, por vezes é difícil de demonstrar, diz Nuno Carvalho. Na visão da Knowledge Inside, a implantação de uma plataforma de VDI nunca estará isolada de outras, será mais uma forma de disponibilização de um ambiente de trabalho. O planeamento ganha protagonismo. Antes de uma empresa enveredar por uma solução de VDI, deve efectuar um estudo claro da realidade dos factores que influenciam directamente a utilização de tal solução, afirma Rui Gonçalves, da Compta. Þ Foco nos benefícios realmente possíveis Para a virtualização das aplicações, o director de sistemas de informação da Anacom, Augusto Fragoso, recomenda um estudo aprofundado sobre os benefícios realmente possíveis de atingir. O mesmo deverá ter em conta, segundo ele: a identificação clara das aplicações virtualizáveis face à oferta de mercado ; a possibilidade de transformação das aplicações proprietárias ; a determinação sobre a real aplicação do sistema aos processos de trabalho e a provável necessidade de adequação destes últimos; a avaliação da capacidade real de integração das aplicações virtualizadas com os restantes sistemas tecnológicos da organização; testes conclusivos de adequação dos novos redutos virtualizados à realidade prática das operações da organização.< COMPUTERWORLD - Julho 2013

7 Virtualização 7 Þ Virtualização de serviços cresce Um dos segmentos com maior crescimento é o da virtualização de serviços, cujo objectivo é facilitar o desenvolvimento de software, assegura José Ferraz. Segundo o responsável da CA Technologies, um estudo realizado pela empresa diz que 61% dos directores de desenvolvimento entrevistados em Portugal e em Espanha manifestaram ter limitações no ciclo de desenvolvimento e de testes responsáveis por atrasos na disponibilização de aplicações aos clientes. Nesse contexto, defende que a tecnologia de virtualização de serviços pode encurtar os prazos de comercialização, melhorar a qualidade e reduzir os custos de desenvolvimento.< José Calado remete para cada cada organização a tarefa de identificar e definir as prioridades do que se pretende alcançar com a virtualização de desktop, VDI e aplicações. E sugere argumentos possíveis para esses projectos: a reutilização e optimização da infra-estrutura já existente; o reforço de segurança; a centralização da informação; o suporte, com um elevado grau de produtividade, à mobilidade dos utilizadores; implantação das políticas de BYOD; suporte à interoperacionalidade entre sistemas e aplicações mais datadas com as últimas novidades tecnológicas de suporte ao negócio; a prestação de um serviço mais dinâmico e flexível aos utilizadores. Caminho pode ser híbrido e centrado nos utilizadores À partida, não é possível identificar se é mais importante seguir pela virtualização de desktop, adoptar uma solução de VDI, virtualizar as aplicações ou até implementar soluções híbridas, alerta José Calado, da Unisys. Nuno Carvalho (Knowledge Inside) reforça que, no mundo real, muitos projectos de VDI são transformados em projectos de sessões ao nível do terminal ( Session Based Computing (Terminal Server)) e também de implementação de soluções de gestão de desktop. Já o responsável da Unisys sugere uma mudança no foco da questão, centrando-a nos utilizadores. Para isso, recomenda um conhecimento detalhado sobre os vários tipos de utilizadores da organização.< Licenciamento de software sob revisão detalhada Há mecanismos para facilitar a gestão dos contratos de licenciamento, mas nem sempre é fácil. E apesar de a oferta de software ter evoluído, nem tudo é linear e nem todas as propostas resultam em benefícios. A virtualização de servidores e de postos de trabalho coloca a gestão do licenciamento sob pressão. Exigem um estudo detalhado antes de se avançar com qualquer projecto de virtualização, como confirmam os vários responsáveis contactados para este dossier. Torna-se necessário considerar o impacto nos custos, mas também a conformidade com as políticas de utilização de software impostas pelos fabricantes. Para a virtualização de aplicações e de desktop, é necessário ter em consideração também as regras e os custos de licenciamento das soluções de virtualização, que variam consoante o cenário de utilização, lembra José Calado, da Unisys. Numa primeira fase, houve algum atraso por parte dos fabricantes de software. Mas Nuno Carvalho, da Knowledge Inside, considera que aqueles também já se adaptaram à nova realidade, face ao sucesso da virtualização. No caso da Microsoft, para a virtualização de servidores existe software que permite licenciar a capacidade de processamento dos nós físicos independentemente do número de instâncias virtuais a correrem em cada host, explica Paulo Mena, responsável do fabricante. Segundo ele, há também a possibilidade de se fazer o licenciamento do ambiente físico ou virtual, consoante as necessidades das organizações. Os direitos de mobilidade de licenças são algo a ter em atenção nos cenários de virtualização, alerta. Defendendo as vantagens da oferta Microsoft, Mena chama a atenção para os custos inerentes à utilização de soluções mais heterogéneas em termos de tecnologia. As organizações que optem por tecnologias de virtualização que não sejam do fabricante poderão ter custos acrescidos com a pla-

8 8 Virtualização taforma de virtualização dependendo da capacidade de processamento e memória requeridos, se usarem sistemas operativos de servidores da Microsoft (Windows Server). A plataforma de virtualização Hyper-V, da Microsoft, vem de base com o sistema operativo Windows Server e por isso pode não trazer custos acrescidos para além do custo desse sistema operativo, lembra o responsável. No caso da virtualização de desktops, usando tecnologia Microsoft conforme o cenário escolhido, o tipo de licenciamento e custos pode variar. Normalmente a virtualização completa do desktop é mais onerosa que a virtualização de sessão e virtualização aplicacional, esclarece Paulo Mena. José Calado confirma: quando se trata de virtualização por sessão, o custo de licenciar o sistema operativo cliente é substituído pelo custo de acesso à solução de virtualização, bastante inferior. Este responsável da Unisys considera que, na virtualização de desktops, existe algum desconhecimento sobre as regras contratuais dos fabricantes. Um sistema operativo de desktop que requer virtualização numa estação de trabalho física continua a requerer essa mesma licença no caso de estarmos perante uma estação de trabalho virtual, nota. Assim, conforme o tipo de contrato, pode ser necessário usar uma licença adicional de acesso ao desktop virtual a partir de dispositivos ou computadores não incluídos no contrato de licenciamento da organização, esclarece. Muitas aplicações continuam a não poder ser virtualizadas Apesar do optimismo de Nuno Carvalho, da Knowledge Inside, é verdade que muitas aplicações continuam a não poderem ser virtualizadas. Por razões tecnológicas e de negócio. Muitos dos principais fabricantes de software com licenciamento por utilizador ou por Nem todos os modelos brilham Sem duvidar dos vários benefícios da virtualização envolvendo os custos de licenciamento de tecnologia, Augusto Fragoso, director de sistemas de informação da Anacom, faz um alerta: é necessário analisar bem os modelos propostos pelos fornecedores. Muitas vezes o que se tenta fazer é uma mera transposição dos modelos tradicionais para um modelo pseudo-virtual no que refere aos níveis de utilização real em cada momento, assinala. Segundo ele, as organizações continuam obrigadas nalgumas propostas a pagar pelo licenciamento de um certo número de utilizadores quando na realidade, em cada momento, a utilização total virtual continua muito abaixo do número de utilizadores licenciados. computador incluíram cláusulas contratuais que proíbem, explicitamente, a virtualização do seu software ou que, no caso em que permitem, apresentam diferentes valores para o software quando virtualizado, explica José Calado. Mas também há aplicações sem suporte para ambientes virtuais. O fabricante não se responsabiliza pelo funcionamento das mesmas e, havendo problemas, o cliente poderá ter de investir na sua resolução. Contudo, o responsável da Unisys deixa uma recomendação: a gestão do licenciamento fica significativamente mais facilitada através dos mecanismos intrínsecos das plataformas de virtualização.< Na sua opinião, falta-lhes prever o conceito de utilizadores concorrentes e de utilização parcial de zonas aplicacionais em cada momento. Apesar disso, e em geral, ele acredita que por via da virtualização dar maior importância ao pagamento de serviços de TI (por parte do negócio), e à visibilidade sobre utilização efectiva de recursos, resultará em modelos mais alinhados com as necessidades do negócio. A exigência sobre a governação de TI será maior, mas os modelos de TCO e de ROI tornam-se capazes de suportar melhor, por exemplo, a suspensão de projectos uma flexibilidade importante para reduzir a aversão ao risco e dar maior suporte à criatividade e inovação.< COMPUTERWORLD - Julho 2013

9 Virtualização 9 Custos e trabalho mas com benefícios As facilidades proporcionadas pela virtualização têm custos, nalgumas situações superiores aos da situação inicial. Isso depende de muitos factores e não se pode generalizar. Mas os benefícios na gestão são primordiais. Como acontece com os servidores virtualizados, no caso da virtualização de aplicações envolve um dispositivo recipiente, o qual abstrai a aplicação face aos sistemas operativos. As vantagens são interessantes. Por exemplo, o recipiente evita a necessidade de se ter de instalar uma aplicação para a executar. Quase como um browser permite executar aplicações Web, sem uma instalação tradicional. As aplicações virtualizadas podem ser disponibilizadas numa variedade de formas. Pode estar num único ficheiro executável, podem correr a partir de uma pen USB, de uma partilha de rede, ou em streaming sobre uma rede, em que a aplicação é segmentada e entregue ao utilizador em diversos pedaços necessários apenas quando ele os exige. Os benefícios são variados. Da perspectiva da gestão, é centralizada e permite instalar correcções e actualizações a partir de um único local. É o principal benefício. Mais secundário é o controlo facilitado sobre o licenciamento, pois a virtualização de aplicações de TI permite a gestão completa sobre o aprovisionamento de aplicações. Deixa de haver instalações não aprovadas. Outra vantagem é a flexibilidade. Podese trabalhar com as aplicações adequadas para um sistema operativo, embora se funcione com outro: como utilizar aplicações de Windows em sistemas Linux. Além disso, a execução de aplicações virtualizadas mitiga os riscos associados a problemas de incompatibilidade, que surgem ao longo do tempo, devido à existência de bugs no código. Ficam melhor resolvidos os problemas de conflitos entre aplicações ou a corrupção das mesmas, ou simplesmente aqueles associados a incompatibilidades entre aplicações devido a melhorias nos sistemas operativos ao longo do tempo por exemplo, as aplicações mais antigas que não tenham sido actualizadas para funcionar com versões mais recentes do Windows. Quanto mais aplicações se instalam, mais cresce o registo do sistema, e este fica mais lento e mais propenso a falhas ao longo do tempo. Por isso, a simplificação da implantação trazida pela virtualização de aplicações para cima da mesa merece a atenção dos administradores de sistemas interessados em facilitara gestão da área de trabalho do utilizador final. Normalmente, é necessário experimentar as aplicações em sistemas diferentes para garantir que elas funcionam bem. Mas quando uma aplicação é virtualizada, normalmente não importa o sistema no qual a aplicação é executada, desde que a aplicação funcione nesse ambiente virtualizado. Atenção redobrada sobre a rede A virtualização das aplicações não resolve todos os problemas da implantação de uma única. Existem alguns aspectos negativos a considerar. A maioria das aplicações (especialmente as mais antigas) não foram projectadas tendo a virtualização em mente. Por isso, é possível haver problemas com algumas, ou simplesmente o fornecedor poderá não lhes dar suporte. No caso de se adoptar uma solução de streaming para as aplicações, é preciso considerar a largura de banda que é necessário garantir e a robustez da infra-estrutura de rede. Afinal, a rede é um ponto de falha total para as aplicações se nela houver um problema. A virtualização também implica ter mais trabalho no curto prazo. Pode envolver menos trabalho mais tarde, mas inicialmente os administradores estarão a aprender novas tecnologias e terão de tomar decisões de projecto e de implantação: por exemplo, escolher que aplicações podem e devem ser virtualizadas, entre outras decisões. Uma questão a não menosprezar são os custos. Algumas pessoas afirmam haver na virtualização de aplicações um custo agregado por utilizador final. Mas essas estimativas de custo dependem de demasiados factores para sustentarem uma afirmação genérica. Cada ambiente é diferente e o dinheiro gasto para implantar e utilizar uma aplicação virtualizada pode neutralizar outros custos.<

10 10 Virtualização Afinação de sistema e capacidade de reacção são fulcrais O director de TI da unidade do Hospital Beatriz Ângelo, David Vieira, revela como foram superados vários desafios na implantação de 600 postos de trabalho virtualizados na unidade. A latência é ainda o calcanhar de Aquiles destes projectos, e acertar no cálculo da capacidade de processamento não é o mais importante, defende. A preparação foi um factor fundamental para implantar os sistemas de informação do Hospital Beatriz Ângelo em cerca de um mês, revela o director de TI, David Vieira. O projecto envolveu a implantação de uma rede de 600 postos de trabalho assentes em tecnologia de virtualização, com a consultoria da Ozona e da Citrix. Ao longo do processo, o tempo foi sempre um elemento crucial, tanto na implantação como na afinação dos sistemas. Muitas lições foram postas em prática, mas também aprendidas. Assegurar a capacidade de reacção face aos estrangulamentos de desempenho dos sistemas afigura-se mais pertinente do que alguns conceitos teóricos, explica o responsável. Computerworld Em que contexto de necessidades foi desenvolvido este projecto? david Vieira O projecto conjugou-se com a implantação de um hospital novo. Foi desenvolvido com base na experiência adquirida com outros hospitais em Lisboa, da Espírito Santo Saúde. Mas, pela primeira vez, aplicámos os processos internos de raiz, com esta dimensão. Tínhamos provas internas de que o projecto não ia falhar. CW O que aprenderam? dv Aprendemos que apesar de constituírem redes de desktops virtualizados, estas são formas de lidar com os problemas quotidianos. Deixámos de ter problemas isolados nos postos de trabalho, e passámos a ter questões que afectam todos os utilizadores. Passou a ser mais uma gestão de centro de dados, do que de suporte no terreno. Û David Vieira CW Isso é uma vantagem, mas com um lado perverso. dv É preciso uma certa maturidade de processos. Fazer uma alteração para um PC afecta muitos. Mas há a vantagem de deixar de haver PCs com comportamentos distintos. Isso é um ganho inquantificável. O projecto do Hospital da Luz mostrou-nos isto: um parque de desktops tradicionais é fácil de gerir nos primeiros dois anos de existência. Nessa altura, são todos iguais, as aplicações estão instaladas da mesma forma, as máquinas têm todas o mesmo nível de correcções ( patches ) e de actualizações. Mas, quatro ou cinco anos depois, é difícil encontrar duas máquinas iguais, e isso é complicado de gerir. Com a virtualização, conseguimos prever melhor as intervenções que precisamos de executar, porque quando implantamos para um, fazemo-lo para todos. AFINAçãO da IMAgEM MESTRA RESOlVE METAdE dos PROblEMAS CW Quais foram os principais desafios do projecto? dv Tiveram a ver sobretudo com os prazos de execução. A Ozona começou por dizer que eram impraticáveis. Mas não foram. O hospital foi-nos entregue no dia 2 de Janeiro de 2012 e nós abrimos no início de Fevereiro, praticamente um mês depois. Equipámo-lo com redes, terminais e centro de dados. Foi complicado por estarmos habituados a ter seis a 12 meses. Mas claro que tinha sido tudo pensado e preparado. CW Que problemas precisaram de ser resolvidos? DV Um dos principais foi o da criação de uma imagem mestra ( golden image ), aquela que vai ser replicada por todos os postos de trabalho. Se COMPUTERWORLD - Julho 2013

11 Virtualização 11 conseguirmos tirar três segundos aos processos de arranques do sistema operativo nessa imagem, quer dizer tirar três segundos em todos os utilizadores. Numa grande organização, é muito tempo. Tirar um segundo é uma coisa boa. Tirar 30 é um megadesafio. São muitos dias de afinação da imagem ao pormenor, desde a segurança às aplicações. Quando esta estabiliza, metade dos problemas acabam por desaparecer. CW E a segunda área tem a ver com que aspecto? dv Com o desempenho da infra-estrutura de armazenamento, um ponto sempre crucial. Estes projectos nascem em laboratório, e lá funciona tudo bem, porque estão duas, quatro, 10 pessoas a fazerem os testes. Não há impactos na velocidade. Mas quando 600 pessoas arrancam em simultâneo com os terminais, o sistema não fica lento: pára mesmo! E muitas vezes tem a ver com o desempenho dos componentes de centros de dados. CW Como suplantaram isso? dv Com experiência, métricas reunidas de projectos anteriores, e uma peça muito importante, sugerida pela Ozona: o envolvimento da consultoria da Citrix. Trabalhámos com um consultor habituado a fazer projectos com dimensão superior à deste. Isso acaba por trazer um guia de melhores práticas. CW Mas o que veio acrescentar ou dizer o consultor mais em concreto? dv Deu conselhos sobre os perfis de utilizador, se devem ser redireccionados, se devem ser carregados de cada vez que o utilizador entra, o tipo de ficheiros merecedores de bloqueio. Os ficheiros PST do Outlook são um exemplo. O consultor avançou também com boas práticas para o armazenamento, como se devem calcular os picos de utilização tendo em conta os I/O de armazenamento, por exemplo. Podem tornar-se num ponto de estrangulamento do sistema. Temos de dimensionar para os picos. CW E não acaba por haver desperdício de recursos? dv Não, porque a infra-estrutura está a ser partilhada por uma série de outras coisas. O caso do armazenamento é um exemplo engraçado porque, se analisarmos um gráfico de utilização, vemos em determinadas zonas uma utilização intensiva até às quatro ou cinco da manhã, período no qual temos pouco volume de utilizadores mas muito de backups. Depois das sete da manhã, estas operações já terminaram e começa a haver mais de utilizadores. Os equipamentos têm tarefas diferentes mediante os períodos do dia. Há SEMPRE COISAS PARA AFINAR CW Desde que iniciaram o projecto até ao momento em que atingiram um nível óptimo de afinação demorou quanto tempo? dv Acho que esse momento não se consegue atingir, porque há sempre coisas para afinar. CW Mas há sempre um nível mínimo de excelência? dv O hospital também exigia que as coisas fossem assim. Dois meses depois de termos iniciado o projecto, e um mês depois do hospital abrir, estávamos num nível de conforto. CW Que outros desafios foram entretanto resolvidos? dv Para o cálculo inicial da capacidade de processamento a instalar, há sempre uns teóricos que dizem que conseguem estimá-la na perfeição. Mas nós não conseguimos nem achamos que vamos conseguir. CW Nem com a experiência dos outros projectos? dv É difícil porque as aplicações são diferentes, quando cada hospital arranca fá-lo com as últimas ÛBYOD mas com controlo da informação CW A necessidade de suportar os comportamentos de Bring Your Own Device (BYOD) também acontece nos hospitais? É permitido? DV Sim, desde que fiquemos em pleno controlo do que é feito em termos de segurança da informação. Temos programas nos quais queremos permitir que os médicos usem os tablets para aceder aos sistemas do próprio hospital. Mas, quando damos acesso, acaba por haver uma substituição do terminal tradicional por um tablet. E a informação está no hospital, é vista apenas nas instalações. CW Este projecto de virtualização também suporta isso? DV Claro. Porque os utilizadores começam a fazer uma pressão enorme para ter este tipo de facilidades. CW Mas vocês compartimentam o dispositivo, com áreas estanques de trabalho e pessoal? DV O equipamento é sempre do profissional. E ele acede por uma aplicação com plug-in, neste caso da Citrix, instalado no tablet. No fundo, ao carregar no "plug-in" autentica-se e fica ver uma imagem virtual do ambiente de trabalho. CW Estão a preparar esse sistema ou já está em utilização? DV No hospital da Luz já temos alguns médicos a utilizar este sistema, e no Beatriz Ângelo também o queremos implementar durante este ano.<

12 12 Virtualização versões. Mesmo as aplicações médicas nunca são exactamente as mesmas. Não me preocupo muito em querer acertar absolutamente nesse aspecto à primeira. Temos a preocupação de garantir capacidade para reagir rapidamente e aplicar uma resolução. Havia duas opções: ou colmatávamos o problema por cima - se as estimativas dizem que devemos precisar de seis servidores, então vamos colocar 10 a funcionar. E podíamos acabar por ter excesso de recursos. Outra alternativa era assumirmos que seis são suficientes, mas estarmos preparados para no prazo de dias adicionamos maior capacidade, quando atingirmos métricas preocupantes. Esta flexibilidade de reacção é que é bastante importante. Muito mais do que garantir que nunca vamos ter problemas. CW As vossas estimativas ficaram perto da realidade? dv Só tivemos de fazer um ajuste em Dezembro de 2012 nesta capacidade de processamento, mas teve a ver com o crescimento imprevisto de mais utilizadores e mais equipamentos. Começámos a ter sinais, alturas de pico em que os utilizadores se queixavam, e passados 40 minutos já não. Normalmente é nas alturas de troca de turno, nos quais há muitos utilizadores a sair e muitos a entrar em simultâneo. Ou quando há coincidência com operações de altas, quando todos os pisos começam a dar altas. E aí agimos. Û David Vieira CW Para resolver a questão do dimensionamento mais correcto para as necessidades, nunca pensaram em adoptar uma plataforma de cloud computing? dv Na Espírito Santo Saúde já temos alguma infra-estrutura que preconiza um pouco o que é uma cloud privada. Para os ERP há partes partilhadas entre os vários hospitais, e já funcionam assim. Mas em muitas áreas não podemos adoptar cloud computing, mesmo sendo privada, devido a restrições de legislação para o sector da saúde. Se a cloud privada estiver alojada, e a ser executada fora das instalações do hospital, é assumida como estando noutra entidade. CW Mesmo sendo uma entidade do grupo? dv Sim. CW A necessidade de se usarem imagens médicas que problemas trouxe. Como lidaram como isso? dv Não trouxe problemas, pelo contrário. Num ambiente de desktop tradicional, o problema é a largura de banda necessária para carregar essas imagens no posto de trabalho. Nas plataformas virtualizadas, o servidor onde está a decorrer a sessão, para qual vão ser carregadas as imagens, está ao lado do armazenamento onde elas residem. Aí não há restrições porque a rede do centro de dados é a 10 Gbps. Na realidade não se abrem os exames no posto, mas sim no centro de dados. latência continua a ser calcanhar de Aquiles CW Os habituais problemas de latência associados aos projectos de virtualização já foram resolvidos? dv Não. Normalmente essas latências têm a ver com duas questões que exigem atenção e reacções, à medida que os problemas vão acontecendo: a partilha de recursos usados por várias instâncias ou por vários utilizadores, e o armazenamento. Se determino que cada processador deve suportar 10 utilizadores em simultâneo, se os 10 puxarem pelos componentes ao máximo, a determinada altura do dia os recursos não chegam. E com o armazenamento, se todos os utilizadores tiverem comportamentos idênticos e os mesmos requisitos, os recursos também são insuficientes. CW E como se resolvem? dv São sempre o calcanhar de Aquiles dos projectos. Resolvem-se com duas áreas de actuação: com soluções técnicas, por exemplo, com armazenamento SSD. E tendo uma visão diferente sobre o problema perceber como deve ser o posto de trabalho necessário. Nos nossos hospitais, o posto de um médico não tem o mesmo conceito de um PC doméstico, e eliminamos um conjunto de aplicações. Os ganhos são brutais porque o fazemos para todos. E não permitimos a gravação de certos ficheiros, como os PST, há outros ambientes para isso. desempenho dos zero ClIENTS é FRACO CW No hospital implantaram thin clients ou zero clients? dv Thin clients. Passar de um modelo de desktops para outro com zero clients tem um passo intermédio que é a virtualização com thin clients. Passar aos zero clients é ir mais além porque os "thin clients com Windows garantem flexibilidade, e pode-se fazer ainda alguma coisa nos thin clients, antes de se aceder à imagem virtualizada. Nos zero clients isso acaba, e com os processos que temos ainda nos complica um pouco a vida. CW A longo prazo, pensam mudar tudo para zero clients para evitar a heterogeneidade? DV Sim, a tendência é essa. Embora hoje a manutenção para os thin clients seja muito pouca. Na clínica da Amadora, um dos nossos primeiros projectos de virtualização de desktops, com cinco anos, os terminais nunca sofreram intervenção. Todas as actualizações foram feitas nos centros de dados. Mas os zero clients são claramente o futuro, embora tenham dois aspectos problemáticos. CW Quais? dv O seu desempenho é muito fraco. CW Mas tem a ver com a rede ou com outros aspectos? COMPUTERWORLD - Julho 2013

13 Virtualização 13 dv Tem a ver, por exemplo, com o desempenho gráfico do dispositivo. Mostram muitas dificuldades em renderizar um vídeo em alta definição. Outro tem a ver com a falta da maturidade nas ferramentas para gerir parques desses dispositivos. Há falta de ferramentas e matrizes aplicacionais para essa gestão, para as actualizações, e muita rigidez na forma como isso é tratado. CW Nos thin clients isso já não acontece? dv Esse aspecto é ultrapassado em termos de hardware melhor. Acabam por partilhar a indústria dos desktops, quanto a "drivers" de placas gráficas, por exemplo. E, no fim, acabam por ser terminais com Windows. Isso suporta plataformas que não foram desenhadas para ambientes de thin clients mas funcionam com eles. CW Quais foram as aplicações que exigiram a opção pelos thin client? dv Algumas delas têm a ver com a própria interface de utilização: os utilizadores estão mais habituados a encontrar ambientes Windows. São pormenores com impacto num universo de utilizadores. Os processos de autenticação são iguais e as ferramentas de gestão também foram um factor. Nós usámos para os desktops e thin clients a mesma plataforma, o que seria impossível com zero clients, por não terem capacidade de suportar software nenhum. CW O que valorizaram mais no projecto? dv O aspecto da segurança e, em particular, quanto ao roubo de equipamentos. Imagine que um médico tem exames alojados num PC. Por vezes até só roubam os discos rígidos. No hospital Beatriz Ângelo foi implantada tecnologia Xendesktop para virtualização de aplicações e posto de trabalho. E para facilitar a criação e modificação do disco virtual, foi também instalado o Provisioning Server, da Citrix. A infra-estrutura inclui 10 servidores seis servidores Xendesktop, dois servidores Provisioning Server e dois servidores XenApp que actuam como dispositivos anfitriões, de suporte aos ambientes de trabalho virtualizados. O nosso receio é nunca recuperarmos o que estaria no disco, informação como a dos processos clínicos e outra que não pode ser divulgada. A virtualização resolve isso. Toda a informação está sempre no datacenter. CW A virtualização com "thin clients" torna-se numa solução mais barata do que um parque de desktops? dv São, de facto, mais baratos do que um desktop tradicional. Quando se fazem as contas todas, e juntando todos os custos, ou têm o mesmo preço ou são ligeiramente mais caros. Mas não é no momento inicial que se ganham vantagens: é a médio e longo prazo. Muitas vezes são difíceis de justificar. Contudo, as reduções de consumo energético são significativas, na ordem dos 70% a 80% com o parque que nós temos. CW Como funciona o follow me desktop? dv Trata-se da capacidade de o ambiente de trabalho seguir o utilizador para onde este for: se um utilizador sair do escritório e for para o bloco operatório, quando se autentica lá, o ambiente de trabalho é-lhe fornecido neste último local. Nos hospitais, isso tem uma importância enorme - sobretudo para profissionais com grande mobilidade no hospital, reduzindo o tempo de acesso às fichas dos pacientes e às aplicações. COERêNCIA NA ExPERIêNCIA de UTIlIzAçãO é benéfica CW Que outros benefícios do projecto detectou? dv A centralização da gestão dos sistemas. Com a dispersão dos postos de trabalho e com a equipa de suporte de TI que temos quatro pessoas era impossível darmos o devido apoio. E aos estarmos concentrados fisicamente, podemos intervir e resolver de forma mais rápida. Um outro benefício é aquilo que eu designo como experiência coerente de utilização. As aplicações ou funcionam para todos os utilizadores ou não funcionam para nenhum. A forma como está instalada é igual para todos. CW Isso é um benefício? dv Faz muita diferença. Por exemplo, o sistema de arquivo de imagem, tem um dispositivo cliente para os médicos poderem abrir as imagens e ver os exames. Quando há actualizações para o sistema, temos de lançá-las para todos os postos de trabalho. Normalmente 85% a 90% dos postos continuam a funcionar bem. Mas há sempre 10% que não, por terem o disco cheio, por falta uma DLL, entre outras coisas. Nas arquitecturas sem virtualização, é um problema saber onde estão esses postos de trabalho. E terlhe acesso é difícil por estarem sempre ocupados. Com os ambientes virtualizados, é feita uma nova versão da imagem mestra (a golden image ), quando instalamos a actualização. Fazemos testes com um conjunto de utilizadores-chave. Estando a imagem validada, lançamos para produção.< COMPUTERWORLD AV. da REPúblICA, N.º 6, 7º ESq lisboa director EdITORIAl: PEdRO FONSECA EdITOR: JOãO PAUlO NóbREgA director COMERCIAl E de PUblICIdAdE: PAUlO FERNANdES TElEF. / FAx TOdOS OS direitos SãO RESERVAdOS. A IDG (International Data Group) é o líder mundial em media, estudos de mercado e eventos na área das tecnologias de informação (TI). Fundada em 1964, a IDG possui mais de funcionários em todo o mundo. As marcas IDG Computerworld, CIO, CFO World, CSO, ChannelWorld, InfoWorld, Macworld, PC World e TechWorld atingem uma audiência de 270 milhões de consumidores de tecnologia em mais de 90 países, os quais representam 95% dos gastos mundiais em TI. A rede global de media da IDG inclui mais de 460 websites e 200 publicações impressas, nos segmentos das tecnologias de negócio, de consumo, entretenimento digital e videojogos. Anualmente, a IDG produz mais de 700 eventos e conferências sobre as mais diversas áreas tecnológicas. 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