1. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO SISTEMA BRASILEIRO DE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE:

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "1. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO SISTEMA BRASILEIRO DE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE:"

Transcrição

1 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PONTO 1: Evolução Histórica do Sistema Brasileiro de Controle de Constitucionalidade PONTO 2: Controle Difuso de Constitucionalidade PONTO 3: Súmula Vinculante 1. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO SISTEMA BRASILEIRO DE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE: Controle Jurisdicional repressivo de constitucionalidade: Sistema híbrido ou complexo possui duas vias controle de constitucionalidade: Controle Indireto, incidental, concreto ou Difuso e o Controle Direto, abstrato ou Concentrado. Na CF de 1824 não havia nenhum instrumento de controle de constitucionalidade, preponderando o poder legislativo, não admitindo nenhuma interferência do poder judiciário no ato legislativo. Em 1891, veio a primeira via de controle de constitucionalidade (Ruy Barbosa), trazendo o controle difuso/concreto/incidental atribuído a qualquer Juiz ou Tribunal no caso concreto. Este sistema surgiu na Jurisprudência norte-americana (Juiz Marshall, teoria Supremacia da Constituição). Note-se que o controle concreto da Common Law (doutrina dos precedentes), isso significa que quando reconhecido num caso concreto a inconstitucionalidade da norma, essa de decisão produzir efeitos em outros casos concretos. Porém, no Brasil adotamos a teoria da Civil Law, que não aceita a doutrina dos precedentes, produzindo efeito a decisão para as partes. Portanto, necessitou-se de um sistema que produzisse efeitos para todos. Assim, na CF 1934, surge a possibilidade do STF suspender a execução de uma norma Inconstitucional, transformando, em conseqüência, os efeitos inter partes para a ter eficácia erga omnes. Também surge o principio da reserva de Plenário, para segurança jurídica, os Tribunais só podem declarar a inconstitucionalidade de uma norma através de seu órgão Pleno (Cortes especiais) por uma maioria absoluta.

2 2 Em 1934 surge, também, surge pela primeira vez a declaração de constitucionalidade interventiva (diferente da atual), era o próprio CN que decretava a intervenção da União quando estivesse descumprindo princípios constitucionais (os princípios sensíveis da CF), e após submetia ao STF. Em 1937, período autoritário, tais instrumentos desaparecem. Assim, houve a possibilidade do Presidente da Republica (o próprio) submetendo ao Congresso Nacional uma lei declarada inconstitucional declarada pelo STF, e caso, entende-se se esta lei fosse necessária, por 2/3 dos seus membros manter sua eficácia. Em 1946, os instrumentos anteriores de controle de constitucionalidade retornam a esta CF. A ação de inconstitucionalidade interventiva toma a posição atual (art. 34, VII 1, CF). Quando um estado da federação não estiver respeitando os princípios sensíveis da CF, o Procurador Geral da Republica poderá representar perante o STF, e se julgar procedente a representação, irá requisitar ao Presidente da República a intervenção (ato exclusivo). Em 1965, com a E.C. 16, cria a representação de inconstitucionalidade, conhecida atualmente como a ação direta de inconstitucionalidade. É a primeira via de controle concentrado da forma atual. Pela primeira vez temos uma via de controle concentrado de constitucionalidade nos moldes da doutrina de Kelsen, também chamado austríaco/europeu. Esse controle concentrado atribuído ao Tribunal Constitucional, conforme o modelo de Kelsen, afirmar a inconstitucional de uma norma em face da CF removeria essa norma do ordenamento jurídico, com efeitos ex nunc, ou seja, até ali a lei produzia efeitos jurídicos validos. 1 Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; b) direitos da pessoa humana; c) autonomia municipal; d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta; e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.

3 3 Porém, o STF passou a dar eficácia ex tunc, pois no sistema brasileiro estávamos acostumados com o controle difuso (ou a lei é constitucional ou não é nada). Além disso, somente o Procurador-Geral da República tinha legitimidade para representar nessa ação (possuía o monopólio). Não sendo obrigado a entrar com ação direta de constitucionalidade quando provocado. Em 1988 manteve-se o controle difuso, passando a ocupar o controle concentrado um espaço maior, com mais legitimados. Ou seja, democratizou a ADI. Surgem instrumentos de controle da constitucionalidade por omissão, e surge também, em sede de controle concreto, o mandado de injunção. Mantém-se a ação direta interventiva. Em 1993, a E.C. 03 cria a ação declaratória de constitucionalidade, via de controle concentrado. Nesta hipótese, surge a expressão efeito vinculante, com eficácia contra todos (art. 102, 2º, CF). Em 1999, com edição das Leis (regulamenta a ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade) e (regulamenta a argüição de descumprimento de preceito fundamental ADPF) houve uma série de novidades, alguns, inclusive, que contrariam os entendimentos do próprio STF. Houve ADIs contra as duas leis, e estão apensadas. Ainda pende de julgamento dois dispositivos (o artigo 27 2 da lei 9868, reproduzido no artigo 11 3 da lei 9882 esses dispositivos autorizam o STF a modular os efeitos da decisão de inconstitucionalidade) sobre a constitucionalidade desses dois dispositivos. 2 Art. 27. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, e tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, poderá o Supremo Tribunal Federal, por maioria de dois terços de seus membros, restringir os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado. 3 Art. 11. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, no processo de argüição de descumprimento de preceito fundamental, e tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, poderá o Supremo Tribunal Federal, por maioria de dois terços de seus membros, restringir os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado.

4 4 A Lei 9868 vem atribuir o efeito vinculante também a ação direta de inconstitucionalidade e também nas decisões proferidas no ADPF, o qual foi, posteriormente, admitido pelo STF. Em 2004, com a emenda Constitucional nº 45, altera o modelo da ADC. Finalizou o controle concreto de constitucionalidade, instituindo a Súmula Vinculante (no art. 103-A 4, CF), permitindo ao STF, no controle difuso de constitucionalidade, após reiteradas decisões, por maioria, adotar uma súmula vinculante. Surge o art. 102, 3º 5, CF que passa exigir do Recurso Extraordinário a presença da repercussão geral, o qual autoriza o STF a não julgar Recursos Extraordinários quando não há repercussão geral na questão discutida (tal qual a Suprema Corte norte-americana, que escolhe o que vai julgar, ou seja, apenas o que considerar importante, priorizando). Chama-se abstrativização ou objetivação do controle difuso de constitucionalidade, o qual era subjetivo, somente produzia efeito entre partes, distancia-se dos princípios fundamentais, para dar efeito a outras pessoas que não são objetos daquele recurso. Impondo o STF a sua decisão à todos, não havendo decisões independentemente da posição do STF. Recentemente, a lei , veio acrescenta a lei 9868 o capitulo III-A, disciplinando a Ação direta de constitucionalidade por omissão. Surge a constitucionalidade por omissão parcial, ou seja, quando existente uma lei regulamentadora não dispositiva de forma integral ou forma desejada pelo constituinte. 4 Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. 5 Art. 102, 3º. No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros.

5 5 2. CONTROLE DIFUSO DE CONSTITUCIONALIDADE: É atribuído a qualquer Juiz ou Tribunal. No nosso direito todo Juiz é constitucional, poderá no caso concreto entender que uma norma é incompatível com a CF e afastá-la, podendo ser de oficio. Também chamado de controle concreto porque se dá no caso concreto, em face de uma relação jurídica processual instaurada. Por isso, será também um controle incidental, via de defesa, exceção, pois o pedido principal pode ser qualquer um, sendo verificada a constitucionalidade da norma que ampara esse pedido principal. Antes de enfrentar o pedido principal irá examinar a constitucionalidade dessa norma. Pois se decidir que aquela norma é compatível a CF irá decidir de uma forma, caso contrário, irá afastá-la, sendo outra decisão. Por isso, no primeiro grau de jurisdição, independentemente da matéria, poderá decidir essa questão incidental. Os Tribunais também exercem este controle difuso de constitucionalidade nos casos concretos. Mas, com uma regra especial, somente o Pleno (corte especial) e por maioria absoluta é que pode declarar inconstitucionalidade de uma norma. Trata-se do princípio de reserva de plenário art. 97 6, CF. Ex: tributo. Pedido principal é de que não pague o tributo, o que postula é a nulidade da relação tributária. O pedido principal é não pagar o tributo. O Juiz conhecendo desta lide terá que enfrentar a questão da constitucionalidade. Caso o Juiz 1º Grau entender que a norma que aumento o tributo fere a CF, vindo a julga procedente o pedido principal em decorrência. 6 Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.

6 6 O recurso da Fazenda Pública será distribuído a um órgão fracionário. O órgão fracionário do Tribunal, se concordar com a tese da inconstitucionalidade Art. 97 da CF - princípio da reserva de plenário. Apenas pode considerar inconstitucional, se considerar constitucional, não precisa remeter, julga normalmente. Somente o pleno pode declarar a inconstitucionalidade de uma lei. A turma entende que deve ser declarada a inconstitucionalidade encaminha ao pleno ou ao órgão especial, pois não pode um órgão fracionário declarar inconstitucional. Não é apenas pela via recursal que os tribunais resolvem a questão da inconstitucionalidade. Pleno Julgará apenas a questão incidental, não julgará o caso concreto. Apenas se manifesta sobre a constitucionalidade/inconstitucionalidade da norma. Feito isso, restitui o processo ao órgão fracionário, que prosseguirá ao julgamento sem voltar ao tema da constitucionalidade. A decisão do pleno vincula todos os membros do tribunal (mas não os juízes de primeiro grau). Busca a segurança jurídica, principalmente. Não se retoma a mesma discussão, mesmo que não concordem, ficam vencidos pelo pleno. Às vezes, para evitar o incidente de inconstitucionalidade, dizem os julgadores que apenas afastam a incidência da norma. Por isso o STF editou a Súmula Vinculante 10. Súmula Vinculante 10 Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte. Viola a reserva de plenário a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare a inconstitucionalidade, afaste a incidência da norma (a decisão é nula). Nota-se que o próprio STF abrandou a incidência da reserva de plenário, pois disse que, se o tribunal e o STF divergirem, podem os órgãos fracionários decidir de acordo com o STF, discordando do tribunal local. Não fere a reserva de plenário.

7 7 Pode ocorrer que um determinado tribunal, discutindo uma matéria, decida de forma diferente do STF: geralmente, os tribunais revêem a sua decisão, p/ ficar de acordo com o STF. No momento em que o STF afirma, os órgãos podem decidir de acordo com ele, portanto. E, ainda, mesmo que o Tribunal não tenha julgado e o STF já reconheceu a inconstitucionalidade desta norma, não há necessidade de sequer suscitar o incidente de inconstitucionalidade, bastando vincular-se a decisão do STF art. 481, parágrafo único 7, CPC. A decisão, inclusive, poderá ser monocrática art , CPC. - Efeitos da Decisão de Inconstitucionalidade no Controle Incidental Primeiramente, produz efeitos para as partes no caso concreto. A norma não é valida, com eficácia ex tunc (a norma já nasceu inconstitucional), não produzindo nenhum efeito válido. Ex: o contribuinte que recolhe há 5 anos o imposto. Além de não recolher mais, pede a repetição do indébito tributário. Reconhecendo a inconstitucionalidade da norma, a Fazenda Pública deve restituir o indébito tributário. O STF confirma a decisão de inconstitucionalidade dessa decisão, em sede de recurso extraordinário, sendo sua decisão definitiva. Após, oficia o Senado informando a inconstitucionalidade daquela norma, o qual tem a possibilidade de suspensão da norma, de acordo com o Art. 52, X 9, CF. Tendo essa decisão eficácia é contra todos. Obs: A jurisprudência do STF menciona a resolução suspensiva produz eficácia ex nunc, até ali a norma produziu efeitos válidos. No caso dos contribuintes, para receberem de volta o dinheiro (ex tunc) têm de ingressar com uma ação judicial para no seu caso concreto ter uma 7 Art. 481, Parágrafo único. Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário, ou ao órgão especial, a argüição de inconstitucionalidade, quando já houver pronunciamento destes ou do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a questão. 8 Art O relator negará seguimento a recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior. 9 Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal.

8 8 decisão com eficácia ex tunc, pois não foram partes da ação. De forma, a Resolução do SF não evita a multiplicação de processos. O Senado poderá suspender a eficácia da norma independente da origem. Outra questão é a obrigatoriedade do Senado Federal editar a resolução da norma que o STF declarou inconstitucional. Há quem diga que sim e há quem diga que não. Argumentos para o sim : o STF é quem deve dizer se é constitucional ou não, pois é o intérprete final da CF. Estaria obrigado editar resolução. Argumentos para o não : estaria o P. Judiciário obrigando o P. Legislativo a legislar, ferindo a separação dos poderes. Esse é o entendimento do próprio STF, então o SF não seria obrigado a editar a Resolução. Nota-se uma questão na matéria tributária, quando foi editada uma lei alterando a Lei 8212, ao exigir uma contribuição social sobre o pagamento de autônomos com a empresa. A CF, no art. 195, CF, na sua redação original, dizia que seria só sobre a folha de salários e a lei disse que seria também sobre o pagamento dos autônomos/avulsos, quem não teria vinculo de emprego. O STF afirmou a inconstitucionalidade da lei que ampliava a interpretação de folha de salário. Quando comunicou ao Senado Federal, que levou 2 anos para suspender. Nesse meio tempo, foi impetrado um Mandado de Injunção para que o SF editasse a Resolução. O STF entendeu pela impossibilidade jurídica do pedido, pois o mandado de injunção apenas é permitido quando está obrigado a legislar e não o faz. O STF decide que, nesta situação, o SF não era obrigado a legislar, não podendo o judiciário obrigá-lo a editar essa medida. 3. SÚMULA VINCULANTE: Surge para o controle concreto, a fim de evitar essa multiplicação de processos e decisões repetitivas.

9 9 O art. 103-A 10, acrescentado pela EC 45. Art. 103-A da CF: diz que o STF poderá, de ofício ou por provocação (lei /06 diz quem pode provocar) mediante decisão de 2/3 de seus membros (= 8 ministros), após reiteradas decisões sobre matéria constitucional (ou seja: posições consagradas), editar uma súmula vinculante. Não haverá efeito vinculante com relação ao P. Legislativo. Poderá repetir a lei, mesmo tendo sido declarada em SV. 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. A controvérsia judicial resulta num estado de insegurança jurídica e na multiplicação de processos idênticos. Controvérsia quando um Juiz aplica e outro não, quando a administração diz ser devido o tributo e o judiciário não entende ser devido. A mesma lei produzindo efeitos diversos. Há um conflito entre princípios constitucionais, de um lado Estado democrático de direito e a independência do judiciário e de outro lado a segurança jurídica. O STF menciona que uma Corte Constitucional irá decidir, para restabelecer uma segurança jurídica, devendo todos se vincular a essa decisão. Quem pode propor a Súmula Vinculante 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. O STF edita uma Súmula Vinculante e o Juiz não a acata. A parte prejudicada poderá interpor uma reclamação (art. 102, I 11, CF) ao STF para garantia da autoridade das suas 10 Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. 11 Art Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões.

10 10 decisões. Assim, o STF, através de uma liminar, caça a decisão do Juiz, ou no caso de administração pública, anula o ato administrativo. 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Lei veio regulamentar a Súmula Vinculante: - Reproduz diversos artigos da CF. No art. 3º os legitimados para propor a revisão, edição ou cancelamento da Súmula Vinculante, são os mesmos, praticamente, legitimados para propor ação direta e declaratória de constitucionalidade do art. 103, CF, com algumas diferenças. CF, Art Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: I - o Presidente da República; II - a Mesa do Senado Federal; III - a Mesa da Câmara dos Deputados; IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; V - o Governador de Estado ou do Distrito Federal; VI - o Procurador-Geral da República; VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; VIII - partido político com representação no Congresso Nacional; IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. Lei , Art. 3 o São legitimados a propor a edição, a revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante: I - o Presidente da República; II - a Mesa do Senado Federal; III a Mesa da Câmara dos Deputados; IV o Procurador-Geral da República; V - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; VI - o Defensor Público-Geral da União; VII partido político com representação no Congresso Nacional; VIII confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional; IX a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; X - o Governador de Estado ou do Distrito Federal;

11 11 XI - os Tribunais Superiores, os Tribunais de Justiça de Estados ou do Distrito Federal e Territórios, os Tribunais Regionais Federais, os Tribunais Regionais do Trabalho, os Tribunais Regionais Eleitorais e os Tribunais Militares. A legitimidade é objetiva quanto aos legitimados acima. Esses legitimados foram eleitos para preservar a segurança jurídica. A lei também atribui legitimidade aos Municípios. Porém, a sua legitimidade é subjetiva, pois é parte, tem interesse no feito (Art. 3º, 1º): 1º O Município poderá propor, incidentalmente ao curso de processo em que seja parte, a edição, a revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante, o que não autoriza a suspensão do processo. 2º No procedimento de edição, revisão ou cancelamento de enunciado da súmula vinculante, o relator poderá admitir, por decisão irrecorrível, a manifestação de terceiros na questão, nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Surge o ingresso do amicus curiae, terceiro que não tem legitimidade poderá ser admitido quando tem argumentos importantes sobre aquela matéria. Art. 4 o. A súmula com efeito vinculante tem eficácia imediata, mas o Supremo Tribunal Federal, por decisão de 2/3 (dois terços) dos seus membros, poderá restringir os efeitos vinculantes ou decidir que só tenha eficácia a partir de outro momento, tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse público. A Lei autorizou ao STF a utilizar a modulação dos efeitos da decisão de constitucionalidade. O STF reconhece a inconstitucionalidade da norma, mas afasta a nulidade absoluta e reconhece que a norma produziu alguns efeitos jurídicos válidos até aquele momento. Art. 5 o Revogada ou modificada a lei em que se fundou a edição de enunciado de súmula vinculante, o Supremo Tribunal Federal, de ofício ou por provocação, procederá à sua revisão ou cancelamento, conforme o caso. Deve-se fazer uma interpretação conforme a CF ou o dispositivo será inconstitucional. Não está restrita a possibilidade de alteração legislativa. Art. 7 o Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrariar enunciado de súmula vinculante, negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação.

12 12 1 o Contra omissão ou ato da administração pública, o uso da reclamação só será admitido após esgotamento das vias administrativas. Conclui-se que o controle difuso perder suas características originárias, não sendo mais o controle do caso concreto. Pois a resolução do caso concreto faz surgir uma Súmula Vinculante produz efeitos erga onmes.

ARTIGO: O controle incidental e o controle abstrato de normas

ARTIGO: O controle incidental e o controle abstrato de normas ARTIGO: O controle incidental e o controle abstrato de normas Luís Fernando de Souza Pastana 1 RESUMO: Nosso ordenamento jurídico estabelece a supremacia da Constituição Federal e, para que esta supremacia

Leia mais

CAPÍTULO 1: NOTAS INTRODUTÓRIAS...1

CAPÍTULO 1: NOTAS INTRODUTÓRIAS...1 Sumário CAPÍTULO 1: NOTAS INTRODUTÓRIAS...1 1. Introdução...1 2. Pressupostos Teóricos do Controle de Constitucionalidade...2 3. Supremacia Constitucional Fundamento do Mecanismo de Controle de Constitucionalidade...2

Leia mais

PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE N. 69

PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE N. 69 PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE N. 69 O que é: O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre

Leia mais

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE As normas elaboradas pelo Poder Constituinte Originário são colocadas acima de todas as outras manifestações de direito. A própria Constituição Federal determina um procedimento

Leia mais

HERMENÊUTICA. Elementos de interpretação tradicionais. Princípios de interpretação constitucional

HERMENÊUTICA. Elementos de interpretação tradicionais. Princípios de interpretação constitucional HERMENÊUTICA Barroso sugere três planos ou prismas: PLANO JURÍDICO OU DOGMÁTICO Regras de hermenêutica Elementos de interpretação tradicionais Princípios de interpretação constitucional PLANO TEÓRICO OU

Leia mais

PROF. RAUL DE MELLO FRANCO JR. UNIARA

PROF. RAUL DE MELLO FRANCO JR. UNIARA PROF. RAUL DE MELLO FRANCO JR. UNIARA Conceito Controlar a constitucionalidade de lei ou ato normativo significa: a) impedir a subsistência da eficácia de norma contrária à Constituição (incompatibilidade

Leia mais

Polo ativo: uma das pessoas públicas ou privadas prevista no art. 103 da CF. Presidente da República. Mesa do Senado Federal

Polo ativo: uma das pessoas públicas ou privadas prevista no art. 103 da CF. Presidente da República. Mesa do Senado Federal Turma e Ano: Turma Regular Master A Matéria / Aula: Direito Constitucional Aula 10 Professor: Marcelo Leonardo Tavares Monitora: Beatriz Moreira Souza 1. Fundamento da ADI (art. 102, I, a da CF c/c art.103

Leia mais

0 % das questões (0 de 20)

0 % das questões (0 de 20) DN DireitoNet Testes Controle de constitucionalidade I Você acertou 0 % das questões (0 de 20) Tente novamente Seu aproveitamento poderia ser melhor. Para estudar mais sobre este assunto, consulte os resumos

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

DIREITO CONSTITUCIONAL CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DIREITO CONSTITUCIONAL CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Atualizado em 22/10/2015 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE MODELOS DE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE No que diz respeito ao número de órgãos do Poder

Leia mais

Professor Otávio Piva

Professor Otávio Piva CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE 1) (Analista/TRT-6/2012) Segundo a Constituição Federal, a decisão proferida na ADC-19 produzirá (A) eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais

Leia mais

Como pensa o examinador em provas para a Magistratura do TJ-RS? MAPEAMENTO DAS PROVAS - DEMONSTRAÇÃO -

Como pensa o examinador em provas para a Magistratura do TJ-RS? MAPEAMENTO DAS PROVAS - DEMONSTRAÇÃO - Curso Resultado Um novo conceito em preparação para concursos! Como pensa o examinador em provas para a Magistratura do TJ-RS? MAPEAMENTO DAS PROVAS - DEMONSTRAÇÃO - Trabalho finalizado em julho/2015.

Leia mais

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Competência De acordo com o art. 102, I, a, CR(Constituição da República Federativa do Brasil), compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente,

Leia mais

1 Direito processual constitucional, 7

1 Direito processual constitucional, 7 1 Direito processual constitucional, 7 1.1 Esclarecimentos iniciais, 7 1.2 Direito processual constitucional: objeto de estudo, 8 1.3 Jurisdição, processo, ação e defesa, 10 1.4 Constituição e processo,

Leia mais

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE A idéia de controle de constitucionalidade está ligada à supremacia da Constituição sobre todo o ordenamento jurídico e, também, à idéia de rigidez constitucional e proteção

Leia mais

CASOTECA DIREITO GV PRODUÇÃO DE CASOS 2011

CASOTECA DIREITO GV PRODUÇÃO DE CASOS 2011 CASO LEI CIDADE LIMPA NOTA DE ENSINO 5 ELEMENTOS DE DIREITO CONSTITUCIONAL NOTA DE ENSINO APRESENTAÇÃO Nesta nota de ensino serão trabalhados os conceitos iniciais de controle de constitucionalidade nas

Leia mais

LEI Nº 9.868, DE 10 DE NOVEMBRO DE 1999

LEI Nº 9.868, DE 10 DE NOVEMBRO DE 1999 LEI Nº 9.868, DE 10 DE NOVEMBRO DE 1999 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Dispõe sobre o processo e julgamento da ação direta de inconstitucionalidade

Leia mais

PROCESSO CONSTITUCIONAL PROF. RENATO BERNARDI

PROCESSO CONSTITUCIONAL PROF. RENATO BERNARDI CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Conceito: assegurar a supremacia da Constituição Federal. supremacia formal da Constituição Federal rigidez constitucional. Controlar a constitucionalidade consiste em examinar

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Controle de constitucionalidade no Estado de Sergipe. A legislação municipal e o controle concentrado Carlos Henrique dos Santos * O controle de constitucionalidade é um meio indireto

Leia mais

PRECEDENTES NO CPC João Eberhardt Francisco

PRECEDENTES NO CPC João Eberhardt Francisco PRECEDENTES NO CPC 2015 João Eberhardt Francisco TEMOS UM SISTEMA DE PRECEDENTES NO CPC 2015? Os tribunais devem uniformizar sua jurisprudência e mantê-la estável, íntegra e coerente (art. 926 do CPC)

Leia mais

Quesito avaliado. 5. Fundamentos: Cabimento do recurso: art. 102, III, a e foi interposto tempestivamente (art. 508 do CPC) (0,30);

Quesito avaliado. 5. Fundamentos: Cabimento do recurso: art. 102, III, a e foi interposto tempestivamente (art. 508 do CPC) (0,30); Peça prática Foi proposta uma ação direta de inconstitucionalidade pelo prefeito de um município do Estado X. O Tribunal de Justiça do Estado X julgou tal ação improcedente, tendo o acórdão declarado constitucional

Leia mais

Controle da Constitucionalidade

Controle da Constitucionalidade Controle da Constitucionalidade Cláusula de Reserva de Plenário ou da full bench(plenário): Art. 97 e 93, XI Maioria absoluta da totalidade dos membros do tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo

Leia mais

DA INTERVENÇÃO FEDERAL (ARTS. 34 A 36) (vários autores) Disciplina: Direito Constitucional II

DA INTERVENÇÃO FEDERAL (ARTS. 34 A 36) (vários autores) Disciplina: Direito Constitucional II DA INTERVENÇÃO FEDERAL (ARTS. 34 A 36) (vários autores) Disciplina: Direito Constitucional II Prof. Dr. João Miguel da Luz Rivero jmlrivero@gmail.com www.rivero.pro.br O Estado Federal fundamenta-se no

Leia mais

Questão 1. Em relação ao controle repressivo de constitucionalidade das leis é correto afirmar:

Questão 1. Em relação ao controle repressivo de constitucionalidade das leis é correto afirmar: PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS DIREITO CONSTITUCIONAL P á g i n a 1 Questão 1. Em relação ao controle repressivo de constitucionalidade das leis é correto afirmar: I. No sistema brasileiro é abstrato

Leia mais

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica. BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE AS SÚMULAS VINCULANTES N os 7, 8, 9 E 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF)

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica. BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE AS SÚMULAS VINCULANTES N os 7, 8, 9 E 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE AS SÚMULAS VINCULANTES N os 7, 8, 9 E 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) Ary Jorge Almeida Soares Advogado O presente Trabalho Técnico tem

Leia mais

Conhecimento Específico Direito Constitucional

Conhecimento Específico Direito Constitucional Conhecimento Específico Direito Constitucional Da Intervenção (Art. 34 a 36) Professor Giuliano Tamagno www.acasadoconcurseiro.com.br Direito Constitucional DA INTERVENÇÃO (ART. 34 a 36) INTERVENÇÃO FEDERAL

Leia mais

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE AULA 6. Prof. Eduardo Casassanta

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE AULA 6. Prof. Eduardo Casassanta CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE AULA 6 Prof. Eduardo Casassanta ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL Previsão constitucional e infraconstitucional A ADPF está prevista no art. 102, 1º da

Leia mais

05/12/2016 https://www.qconcursos.com/questoes/imprimir?ano_publicacao=&esfera=&area=&assunto=&organizadora=&cargo=&disciplina=&escolaridade=&mo...

05/12/2016 https://www.qconcursos.com/questoes/imprimir?ano_publicacao=&esfera=&area=&assunto=&organizadora=&cargo=&disciplina=&escolaridade=&mo... 01 Q677820 Direito Constitucional Controle de Constitucionalidade Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TCE PAProva: Auditor de Controle BETA Externo Direito A respeito do controle de constitucionalidade, julgue

Leia mais

PONTO 1: Controle de Constitucionalidade 1. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE REPERCUSSÃO GERAL

PONTO 1: Controle de Constitucionalidade 1. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE REPERCUSSÃO GERAL 1 DIREITO CONSTITUCIONAL DIREITO CONSTITUCIONAL PONTO 1: Controle de Constitucionalidade 1. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONTINUAÇÃO DO CONTROLE DIFUSO REPERCUSSÃO GERAL Art. 102, 3º da CF Repercussão

Leia mais

INTERVENÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL II. Profª Marianne Rios Martins

INTERVENÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL II. Profª Marianne Rios Martins INTERVENÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL II Profª Marianne Rios Martins INTERVENÇÃO Situação excepcional, que suprime temporariamente, a autonomia dos entes federados. Art. 34 a 36 da Constituição Federal (

Leia mais

PONTO 1: Poder Constituinte PONTO 2: Poder Reformador PONTO 3: Poder Constituinte Decorrente 1. PODER CONSTITUINTE NATUREZA DO PODER CONSTITUINTE:...

PONTO 1: Poder Constituinte PONTO 2: Poder Reformador PONTO 3: Poder Constituinte Decorrente 1. PODER CONSTITUINTE NATUREZA DO PODER CONSTITUINTE:... 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PONTO 1: Poder Constituinte PONTO 2: Poder Reformador PONTO 3: Poder Constituinte Decorrente Precedentes: RExt 466.343 RExt 349.703 HC 87.585 1. PODER CONSTITUINTE Poder de elaborar

Leia mais

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE A idéia de controle de constitucionalidade está ligada à supremacia da Constituição sobre todo o ordenamento jurídico e, também, à idéia de rigidez constitucional e proteção

Leia mais

TEMA 15: CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

TEMA 15: CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE TEMA 15: CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE EMENTÁRIO DE TEMAS: A argüição de descumprimento de preceito fundamental, decorrente desta Constituição, será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, na forma

Leia mais

A vinculação dos Tribunais Administrativos à jurisprudência do STF e do STJ: perspectivas trazidas pelo novo CPC

A vinculação dos Tribunais Administrativos à jurisprudência do STF e do STJ: perspectivas trazidas pelo novo CPC A vinculação dos Tribunais Administrativos à jurisprudência do STF e do STJ: perspectivas trazidas pelo novo CPC Rodrigo Dalla Pria Doutor em Direito Processual Civil PUC/SP Mestre em Direito Tributário

Leia mais

20/11/2014. Direito Constitucional Professor Rodrigo Menezes AULÃO DA PREMONIÇÃO TJ-RJ

20/11/2014. Direito Constitucional Professor Rodrigo Menezes AULÃO DA PREMONIÇÃO TJ-RJ Direito Constitucional Professor Rodrigo Menezes AULÃO DA PREMONIÇÃO TJ-RJ 1 01. A Constituição Federal de 1988 consagra diversos princípios, os quais exercem papel extremamente importante no ordenamento

Leia mais

Sumário CAPÍTULO I TEORIA DA CONSTITUIÇÃO E DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS... 13

Sumário CAPÍTULO I TEORIA DA CONSTITUIÇÃO E DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS... 13 Sumário 7 Sumário CAPÍTULO I TEORIA DA CONSTITUIÇÃO E DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS... 13 QUESTÕES... 13 I.1. Constitucionalismo e história das Constituições... 13 I.2. Conceito e concepções de Constituição...

Leia mais

As Súmulas do CARF perderam a sustentação legal a partir da Lei nº /09.

As Súmulas do CARF perderam a sustentação legal a partir da Lei nº /09. As Súmulas do CARF perderam a sustentação legal a partir da Lei nº 11.941/09. Francisco José Soares Feitosa A Lei nº 11.196, de 21.11.2005, criou a súmula fiscal, incorporando ao PAF (Dec. 70.235/72) este

Leia mais

DIREITOS COLETIVOS E CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE II. Professor Juliano Napoleão

DIREITOS COLETIVOS E CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE II. Professor Juliano Napoleão DIREITOS COLETIVOS E CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE II Professor Juliano Napoleão UNIDADE 1 O controle de constitucionalidade no Brasil 1.1 Considerações iniciais: conceito, pressupostos e objetivos do

Leia mais

SUMÁRIO CAPÍTULO 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS... 19

SUMÁRIO CAPÍTULO 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS... 19 SUMÁRIO CAPÍTULO 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS... 19 Processo X Procedimento... 19 O Procedimento Comum no Processo de Conhecimento... 19 Procedimentos Especiais... 20 Atividade Jurisdicional Estrutura... 20

Leia mais

COISA JULGADA E PRONUNCIAMENTOS DO STF NO CPC 15. Eduardo Talamini

COISA JULGADA E PRONUNCIAMENTOS DO STF NO CPC 15. Eduardo Talamini COISA JULGADA E PRONUNCIAMENTOS DO STF NO CPC 15 Eduardo Talamini VALOR CONSTITUCIONAL DA COISA JULGADA (CF, art. 5, XXXVI) Relevância da menção na Constituição. É possível a (re)modelação legislativa

Leia mais

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2012

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2012 PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2012 Altera os arts. 102, 105, 108 e 125 da Constituição Federal para extinguir o foro especial por prerrogativa de função nos casos de crimes comuns. As Mesas

Leia mais

INCIDENTE DE ASSUNÇÃO DE COMPETÊNCIA. 1. Qual a novidade? O CPC de 2015 procurou aprimorar a regra de

INCIDENTE DE ASSUNÇÃO DE COMPETÊNCIA. 1. Qual a novidade? O CPC de 2015 procurou aprimorar a regra de INCIDENTE DE ASSUNÇÃO DE COMPETÊNCIA 1. Qual a novidade? O CPC de 2015 procurou aprimorar a regra de assunção de competência existente no art. 555, 1º do CPC/73, que permitia fosse o recurso julgado por

Leia mais

Controle de Constitucionalidade Difuso EFEITOS:

Controle de Constitucionalidade Difuso EFEITOS: EFEITOS: - Para as partes: inter partes e ex tunc, mas o STF já admitiu efeito em nunc e pro futuro (ver RE 97.97 Informativo 34/STF). - Para terceiros (art. 5, X, CF): suspensão da execução da lei declarada

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO N o 33, DE 2011 Altera a quantidade mínima de votos de membros de tribunais para declaração de inconstitucionalidade

Leia mais

NOÇÕES PRELIMINARES SOBRE O PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO DECORRENTE DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO NO ESTADO DE SÃO PAULO 7ª PARTE

NOÇÕES PRELIMINARES SOBRE O PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO DECORRENTE DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO NO ESTADO DE SÃO PAULO 7ª PARTE NOÇÕES PRELIMINARES SOBRE O PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO DECORRENTE DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO NO ESTADO DE SÃO PAULO 7ª PARTE Alencar Frederico Mestre em Direito pela Universidade Metodista de Piracicaba;

Leia mais

A ATRIBUIÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA ATUAR NOS PROCESSOS COM LIDES ENVOLVENDO SINDICATOS E SERVIDORES PÚBLICOS

A ATRIBUIÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA ATUAR NOS PROCESSOS COM LIDES ENVOLVENDO SINDICATOS E SERVIDORES PÚBLICOS A ATRIBUIÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA ATUAR NOS PROCESSOS COM LIDES ENVOLVENDO SINDICATOS E SERVIDORES PÚBLICOS Maria Clara Lucena Dutra de Almeida Procuradora Federal Especialista em Direito Constitucional

Leia mais

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO I. Constituição Federal... 002 II. Dos Direitos e Garantias Fundamentais... 009 III. Da Organização Político-Administrativa... 053 IV. Organização dos

Leia mais

O ESTADO E A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA

O ESTADO E A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA O ESTADO E A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA ESTADO Conjunto de regras, pessoas e organizações que se separam da sociedade para organizá-la. - Só passa a existir quando o comando da comunidade

Leia mais

AULA 10 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE NO BRASIL

AULA 10 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE NO BRASIL Faculdade do Vale do Ipojuca - FAVIP Bacharelado em Direito Autorizado pela Portaria nº 4.018 de 23.12.2003 publicada no D.O.U. no dia 24.12.2003 Curso reconhecido pela Portaria Normativa do MEC nº 40,

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL O Prefeito do Município Alfa, preocupado com a adequada conduta no seu mandato, procura o presidente nacional do seu partido político Beta, o qual possui representação

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal RECURSO EXTRAORDINÁRIO 702.617 RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RECTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RECTE.(S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

Leia mais

O caso clássico de inconstitucionalidade formal é a usurpação de competência exclusiva do presidente da república para apresentar projeto de lei.

O caso clássico de inconstitucionalidade formal é a usurpação de competência exclusiva do presidente da república para apresentar projeto de lei. Turma e Ano: Turma Regular Master A Matéria / Aula: Direito Constitucional Aula 08 Professor: Marcelo Leonardo Tavares Monitora: Beatriz Moreira Souza 1. Tipos de inconstitucionalidade 1.1. Formal: Vício

Leia mais

CPC 2015 X PLC Nº 168/2015

CPC 2015 X PLC Nº 168/2015 CPC 2015 X PLC Nº 168/2015 QUADRO COMPARATIVO Janeiro/2016 CPC/2015- LEI Nº 13.105 16/03/2015 PLC Nº 168, DE 2015 Art. 12. Os juízes e os tribunais deverão obedecer à ordem cronológica de conclusão para

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL

DIREITO CONSTITUCIONAL DIREITO CONSTITUCIONAL PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL O tema envolve, de início, o exame da competência para julgamento da causa que envolve a União Federal e Universidade particular havendo fatos encadeados

Leia mais

Matérias previdenciárias no Supremo Tribunal Federal: como chegar e como atuar

Matérias previdenciárias no Supremo Tribunal Federal: como chegar e como atuar Matérias previdenciárias no Supremo Tribunal Federal: como chegar e como atuar SÃO PAULO PREVIDÊNCIA APEPREM X ENCONTRO TEMÁTICO Jurídico/Financeiro Agosto de 2016 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Função precípua

Leia mais

INFLUÊNCIA DA JURISPRUDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NAS DECISÕES DO TIT. José Eduardo Soares de Melo

INFLUÊNCIA DA JURISPRUDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NAS DECISÕES DO TIT. José Eduardo Soares de Melo INFLUÊNCIA DA JURISPRUDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NAS DECISÕES DO TIT José Eduardo Soares de Melo 1 I. PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO/SP. JURISPRUDÊNCIA E TIT

Leia mais

Processo Civil. - Efetiva repetição de demandas e não potencial repetição de demandas;

Processo Civil. - Efetiva repetição de demandas e não potencial repetição de demandas; Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas IRDR A admissibilidade e o mérito serão apreciados pelos Tribunais de Segundo Grau. Do acórdão que julga o IRDR poderá ocorrer Resp ou Rext. Fixado o precedente,

Leia mais

Direito Constitucional

Direito Constitucional 2 Direito Constitucional Federal CONSTITUIÇÃO Prof. Sidney Soares Filho 3 Conceito Sociológico (Ferdinand Lassalle) Reflete os fatores reais de poder de uma sociedade Folha de papel Político (Carl Schimitt)

Leia mais

3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS DISCIPLINA: Jurisdição Constitucional CH total: 72h SEMESTRE DE ESTUDO: 10º Semestre TURNO: Matutino / Noturno CÓDIGO: DIR 193 1. EMENTA: A Constituição e a Defesa da Supremacia Constitucional. Antecedentes

Leia mais

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA OFICINA DO NOVO CPC EMBARGOS DE DECLARAÇÃO

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA OFICINA DO NOVO CPC EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OFICINA DO NOVO CPC EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Artigos 1.022 a 1.026 do Código de Processo Civil 1. Conceito Os embargos declaratórios são opostos contra qualquer decisão que contenha obscuridade, omissão,

Leia mais

Capítulo I TEORIA DA CONSTITUIÇÃO Conceito de Constituição e supremacia constitucional... 27

Capítulo I TEORIA DA CONSTITUIÇÃO Conceito de Constituição e supremacia constitucional... 27 ... 23 Capítulo I TEORIA DA CONSTITUIÇÃO... 27 1. Conceito de Constituição e supremacia constitucional... 27... 27 1.2. Constituição política... 27 1.3. Constituição jurídica... 28 1.4. Constituição culturalista...

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal MANDADO DE SEGURANÇA 33.121 SÃO PAULO RELATORA IMPTE.(S) ADV.(A/S) IMPDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. ROSA WEBER :DONISETE GIMENES ANGELO :ELIANE MARTINS DE OLIVEIRA :PRESIDENTE DA 2ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS

Leia mais

SUMÁRIO SUMÁRIO. 1. A evolução do MS no sistema constitucional Direito líquido e certo a evolução conceitual... 27

SUMÁRIO SUMÁRIO. 1. A evolução do MS no sistema constitucional Direito líquido e certo a evolução conceitual... 27 SUMÁRIO SUMÁRIO..................... 1. A evolução do MS no sistema constitucional... 25 2. Direito líquido e certo a evolução conceitual... 27... 1. MS como tutela jurisdicional diferenciada com cognição

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL PROFESSOR: Fábio Ramos 2015 FGV TJ/PI Analista Judiciário Escrivão Judicial 1. A Constituição de 1988, ao enunciar os seus princípios fundamentais, fez menção, em seu art. 1º, à

Leia mais

OAB 2ª Fase Direito Constitucional Meta 8 Cristiano Lopes

OAB 2ª Fase Direito Constitucional Meta 8 Cristiano Lopes OAB 2ª Fase Direito Constitucional Meta 8 Cristiano Lopes 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. META 8 LEITURA OBRIGATÓRIA Legislação: CF, art. 5 o, LXIX e LXX;

Leia mais

NOVO CODIGO DE PROCESSO CIVIL

NOVO CODIGO DE PROCESSO CIVIL NOVO CODIGO DE PROCESSO CIVIL INSTITUTOS IMPORTANTES PARA O MERCADO DE SEGUROS MARCIO MALFATTI NOVEMBRO 2016 DO INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS IRDR DO CABIMENTO Art. 976. É cabível a instauração

Leia mais

FUNRURAL E STF. Há poucos dias o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional o artigo 1º da Lei de 1992 que obrigava

FUNRURAL E STF. Há poucos dias o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional o artigo 1º da Lei de 1992 que obrigava FUNRURAL E STF MOACYR PINTO JUNIOR * Há poucos dias o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional o artigo 1º da Lei 8.540 de 1992 que obrigava produtores rurais a pagar contribuição

Leia mais

RELATÓRIO PROCESSOS TRIBUTÁRIOS (ABRIL/2016)

RELATÓRIO PROCESSOS TRIBUTÁRIOS (ABRIL/2016) RELATÓRIO PROCESSOS TRIBUTÁRIOS (ABRIL/2016) SINDEPRESTEM - SINDICATO DAS EMPRESAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS A TERCEIROS, COLOCAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA E DE TRABALHO TEMPORÁRIO NO ESTADO DE SÃO

Leia mais

SUMÁRIO. Capítulo I Teoria da Constituição...1

SUMÁRIO. Capítulo I Teoria da Constituição...1 SUMÁRIO Capítulo I Teoria da Constituição...1 1. Constituição...1 1.1 Conceito...1 1.2. Classificação das Constituições...1 1.3. Interpretação das Normas Constitucionais...3 1.4. Preâmbulo Constitucional...5

Leia mais

DIREITOS HUMANOS E A CONSTITUIÇÃO

DIREITOS HUMANOS E A CONSTITUIÇÃO DIREITOS HUMANOS E A CONSTITUIÇÃO Aula 06 NOS CAPÍTULOS ANTERIORES... Identificamos a evolução histórica dos direitos humanos Direitos Humanos Direitos fundamentais Geração x Dimensões Documentos Históricos

Leia mais

Teoria do Estado e da Constituição Prof. Dr. João Miguel da Luz Rivero ENTRADA EM VIGOR DE UMA NOVA CONSTITUIÇÃO

Teoria do Estado e da Constituição Prof. Dr. João Miguel da Luz Rivero ENTRADA EM VIGOR DE UMA NOVA CONSTITUIÇÃO Teoria do Estado e da Constituição Prof. Dr. João Miguel da Luz Rivero jmlrivero@gmail.com ENTRADA EM VIGOR DE UMA NOVA CONSTITUIÇÃO Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino As normas de uma nova Constituição

Leia mais

CEM. Magistratura Federal. Direito Constitucional

CEM. Magistratura Federal. Direito Constitucional CEM CADERNO DE EXERCÍCIOS MASTER Direito Constitucional Período 2010 2016 1) CESPE - JF TRF1/TRF 1/2013 A respeito do sistema brasileiro de controle de constitucionalidade de leis e atos normativos, tal

Leia mais

Nesse contexto dispõe o artigo 40, 4, inciso III, da Constituição Federal:

Nesse contexto dispõe o artigo 40, 4, inciso III, da Constituição Federal: ABONO DE PERMANÊNCIA SERVIDOR PÚBLICO COM DEFICIÊNCIA - NECESSIDADE DE DECISÃO JUDICIAL PARA APLICAÇÃO ANALÓGICA DA LC 142/2013 REGULAMENTANDO O ART 40, 4,I DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL Diego Wellington Leonel

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ÓRGÃO ESPECIAL

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ÓRGÃO ESPECIAL PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO IMPETRADO: EXMO SR. GOVERNADOR DO ESTADO DO DECISÃO Trata-se de mandado de segurança interposto por REJANE DE ALMEIDA em face de EXMO SR. GOVERNADOR DO ESTADO DO E EXMO SR.

Leia mais

PODER NORMATIVO DA JUSTIÇA DO TRABALHO. Davi Furtado Meirelles

PODER NORMATIVO DA JUSTIÇA DO TRABALHO. Davi Furtado Meirelles PODER NORMATIVO DA JUSTIÇA DO TRABALHO Davi Furtado Meirelles Resultado Negativo da Negociação - Mediação - é mais uma tentativa de conciliação, após o insucesso da negociação direta, porém, desta feita,

Leia mais

Direito Constitucional PARA CONCURSO DE. Juiz do Trabalho

Direito Constitucional PARA CONCURSO DE. Juiz do Trabalho Direito Constitucional PARA CONCURSO DE Juiz do Trabalho Direito Constitucional PARA CONCURSO DE Juiz do Trabalho Janice Helena Ferreri Morbidelli con cursos Direito Constitucional para concurso de Juiz

Leia mais

Recurso Extraordinário Repercussão Geral prestação jurisdicional. Francisco Bernardes Lage Pós-Graduação Direito Administrativo

Recurso Extraordinário Repercussão Geral prestação jurisdicional. Francisco Bernardes Lage Pós-Graduação Direito Administrativo Recurso Extraordinário Repercussão Geral prestação jurisdicional. Francisco Bernardes Lage Pós-Graduação Direito Administrativo A repercussão geral passou a integrar o nosso ordenamento jurídico com a

Leia mais

ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA

ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA Representante: Exmo. Senhor Prefeito do Município de Barra do Piraí Representado: Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal do Município de Barra do Piraí Relator:

Leia mais

Direito Constitucional

Direito Constitucional AULA 6: PROCESSO LEGISLATIVO 01. Sobre a competência para legislar sobre Direito Tributário, assinale a opção correta. (ICMS/MG-2005) a) Somente a União pode legislar a respeito. b) O Estado pode legislar

Leia mais

REQUERIMENTO AJUIZAMENTO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE.

REQUERIMENTO AJUIZAMENTO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EXCELENTÍSSIMA SENHORA PROCURADORA-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ. REQUERIMENTO AJUIZAMENTO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. Ref.: Ofensa ao princípio da isonomia tributária (artigo 150, inciso

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO

DIREITO ADMINISTRATIVO DIREITO ADMINISTRATIVO PEÇA PROFISSIONAL Em 20/1/2009, foi instaurado procedimento administrativo disciplinar, por portaria publicada no DOU, com descrição suficiente dos fatos, para apurar a conduta de

Leia mais

16/04/2015 PLENÁRIO : MIN. TEORI ZAVASCKI

16/04/2015 PLENÁRIO : MIN. TEORI ZAVASCKI Ementa e Acórdão Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 RELATOR EMBTE.(S) ADV.(A/S) : MIN. TEORI ZAVASCKI :MULTIPLIC LTDA. : LUIZ ALFREDO TAUNAY E OUTRO(A/S) EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL.

Leia mais

O PAPEL DO SENADO FEDERAL NO CONTROLE DIFUSO DE CONSTITUCIONALIDADE

O PAPEL DO SENADO FEDERAL NO CONTROLE DIFUSO DE CONSTITUCIONALIDADE O PAPEL DO SENADO FEDERAL NO CONTROLE DIFUSO DE CONSTITUCIONALIDADE INTRODUÇÃO Geraldo Andrade da Silva * O presente artigo procura analisar o papel do Senado Federal dentro do controle difuso de constitucionalidade

Leia mais

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA RECURSOS ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA RECURSOS ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO RECURSOS ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO O Recurso Especial é interposto contra acórdão que desrespeita matéria infraconstitucional. O Recurso Extraordinário, contra acórdão que violar a Constituição Federal.

Leia mais

Receita Federal Reta Final

Receita Federal Reta Final 1) (ESAF/AFC/STN 2002) - Em torno da Constituição, é correto dizer: a) Segundo entendimento pacificado na doutrina e na jurisprudência do STF, a antiga Constituição não perde vigência quando do advento

Leia mais

O STF e o Direito à Vida: Onde começa e onde termina?

O STF e o Direito à Vida: Onde começa e onde termina? O STF e o Direito à Vida: Onde começa e onde termina? Sociedade Brasileira de Direito Público - SBDP Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC/SP Interrupção de Gravidez de Feto Anencéfalo ADPF

Leia mais

CARF ESTRUTURA ATUAL E ASPECTOS JURISPRUDENCIAIS. DENISE LUCENA CAVALCANTE Gramado-RS, 25 /06/2010. Denise Lucena Cavalcante

CARF ESTRUTURA ATUAL E ASPECTOS JURISPRUDENCIAIS. DENISE LUCENA CAVALCANTE Gramado-RS, 25 /06/2010. Denise Lucena Cavalcante CARF ESTRUTURA ATUAL E ASPECTOS JURISPRUDENCIAIS DENISE LUCENA CAVALCANTE Gramado-RS, 25 /06/2010 1 Denise Lucena Cavalcante HISTÓRICO DO CONSELHO ADMINISTRATIVO 1924 Conselho de Contribuintes do Imposto

Leia mais

Professor Rogerio Licastro Torres de Mello

Professor Rogerio Licastro Torres de Mello Professor Rogerio Licastro Torres de Mello Doutor e Mestre em Direito Direito Processual Civil pela PUC / SP Facebook: Rogerio Licastro NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL Recurso de apelação, agravo e outros

Leia mais

NOVO CPC. COISA JULGADA INCONSTITUCIONAL E AÇÃO RESCISÓRIA - REVOGAÇÃO DO PRAZO DECADENCIAL DE SEU TRÂNSITO EM JULGADO.

NOVO CPC. COISA JULGADA INCONSTITUCIONAL E AÇÃO RESCISÓRIA - REVOGAÇÃO DO PRAZO DECADENCIAL DE SEU TRÂNSITO EM JULGADO. NOVO CPC. COISA JULGADA INCONSTITUCIONAL E AÇÃO RESCISÓRIA - REVOGAÇÃO DO PRAZO DECADENCIAL DE SEU TRÂNSITO EM JULGADO. José Alberto Couto Maciel. Da Academia Nacional de Direito do Trabalho. A coisa julgada,

Leia mais

Procuradoria de Justiça de Interesses Difusos de Coletivos

Procuradoria de Justiça de Interesses Difusos de Coletivos EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Ementa: Ação civil pública antecipação de despesas processuais honorários de perito reclamação 1. Decisão contrária à Súmula

Leia mais

1ª Fase PROVA OBJETIVA DIREITO CONSTITUCIONAL

1ª Fase PROVA OBJETIVA DIREITO CONSTITUCIONAL 1ª Fase PROVA OBJETIVA DIREITO CONSTITUCIONAL P á g i n a 1 QUESTÃO 1 - Em relação às emendas à constituição é verdadeiro: I. No sistema brasileiro cabe a sua propositura ao presidente da república, aos

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. Intervenção de terceiros. Prof. Luiz Dellore

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. Intervenção de terceiros. Prof. Luiz Dellore DIREITO PROCESSUAL CIVIL Intervenção de terceiros Prof. Luiz Dellore 1. Conceito: figura processual que possibilita ao terceiro participar do processo. Pode ocorrer de duas formas: a) Espontânea: terceiro

Leia mais

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF)

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) Órgão da Justiça Federal, com sede na capital da República e jurisdição em todo o território nacional, criado pelo Decreto nº 848, de 11 de outubro de 1890, em substituição

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br O Efeito Vinculante nas decisões do Supremo Tribunal Federal 1 Marcelo Novelino Camargo EMENTA: 1. Introdução; 2. Eficácia erga omnes vs efeito vinculante; 3. O efeito vinculante

Leia mais

4 PODER LEGISLATIVO 4.1 PERDA DOS MANDATOS DOS PARLAMENTARES CONDENADOS CRIMINALMENTE 14, 3º, II,

4 PODER LEGISLATIVO 4.1 PERDA DOS MANDATOS DOS PARLAMENTARES CONDENADOS CRIMINALMENTE 14, 3º, II, 4 PODER LEGISLATIVO 4.1 PERDA DOS MANDATOS DOS PARLAMENTARES CONDENADOS CRIMINALMENTE Se uma pessoa perde ou tem suspensos seus direitos políticos, a consequência disso é que ela perderá o mandato eletivo

Leia mais

: MIN. DIAS TOFFOLI CONTAS DO ESTADO DE GOIÁS JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE GOIÁS

: MIN. DIAS TOFFOLI CONTAS DO ESTADO DE GOIÁS JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE GOIÁS RECLAMAÇÃO 24.163 DISTRITO FEDERAL RELATOR RECLTE.(S) PROC.(A/S)(ES) RECLDO.(A/S) PROC.(A/S)(ES) INTDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. DIAS TOFFOLI :MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE GOIÁS

Leia mais

PEDIDO DE ANÁLISE DA EXTENSÃO DOS EFEITOS DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO AOS SERVIDORES INATIVOS DA AFFEGO.

PEDIDO DE ANÁLISE DA EXTENSÃO DOS EFEITOS DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO AOS SERVIDORES INATIVOS DA AFFEGO. Goiânia, 11 de março de 2009 Parecer Jurídico nº /2009 PEDIDO DE ANÁLISE DA EXTENSÃO DOS EFEITOS DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572.052-7 AOS SERVIDORES INATIVOS DA AFFEGO. 1. Trata-se de consulta formulada

Leia mais

Profa. Msc. Larissa Castro

Profa. Msc. Larissa Castro Profa Msc Larissa Castro Quanto à finalidade principal do controle a) Controle concreto (incidental ou por via de exceção ou por via de defesa): é aquele que surge a partir de um caso concreto e que tem

Leia mais

CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS NORMATIVOS DAS AGÊNCIAS REGULADORAS. Marcos Juruena Villela Souto

CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS NORMATIVOS DAS AGÊNCIAS REGULADORAS. Marcos Juruena Villela Souto CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS NORMATIVOS DAS AGÊNCIAS REGULADORAS Marcos Juruena Villela Souto REGULAÇÃO A regulação é uma atividade administrativa de intervenção do Estado no domínio econômico, mediante

Leia mais

LISTA DE ABREVIATURAS UTILIZADAS INTRODUÇÃO Capítulo 1 FUNDAMENTOS TEÓRICOS DO PROCESSO LEGISLATIVO... 25

LISTA DE ABREVIATURAS UTILIZADAS INTRODUÇÃO Capítulo 1 FUNDAMENTOS TEÓRICOS DO PROCESSO LEGISLATIVO... 25 SUMÁRIO LISTA DE ABREVIATURAS UTILIZADAS... 21 INTRODUÇÃO... 23 Capítulo 1 FUNDAMENTOS TEÓRICOS DO PROCESSO LEGISLATIVO... 25 1. Processo e procedimento... 25 1.1. Procedimentos legislativos... 26 2. Princípios

Leia mais

Hugo Goes Direito Previdenciário Módulo 02 Aula Direito Previdenciário para o Concurso do INSS

Hugo Goes Direito Previdenciário Módulo 02 Aula Direito Previdenciário para o Concurso do INSS Hugo Goes Direito Previdenciário Módulo 02 Aula 001-005 Direito Previdenciário para o Concurso do INSS Fontes Hierarquia (ordem de graduação) Autonomia (entre os diversos ramos) Aplicação (conflitos entre

Leia mais