Perspetivas de colaboração Portugal China, Apoios à internacionalização e o papel da AICEP

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1 Perspetivas de colaboração Portugal China, Apoios à internacionalização e o papel da AICEP AIMINHO Braga, 24 de Outubro, P a g e

2 Distintas Entidades aqui presentes, Senhores Empresários, Minhas Senhoras e Meus Senhores, É com o maior gosto que a AICEP está presente neste seminário, cujo convite muito agradecemos. Nos últimos anos tem-se assistido a uma transformação da economia nacional que parece ir na direção correta. Portugal reconquistou a sua credibilidade internacional e é hoje um país de confiança. E esta nova perceção tem sido visível nos principais rankings de competitividade internacionais: 31ª posição no ranking de competitividade Doing Business 2014, entre 189 países à frente de França, Espanha e Itália, por exemplo; Noutro relevante ranking de competitividade, o do Institute for Management Development, Portugal subiu, de 2013 para 2014, da 46ª para a 43ª posição. Uma subida de assinalar, porque aconteceu pela primeira vez desde 2009; E no do World Economic Forum, um dos principais indicadores de competitividade a nível mundial, recentemente publicado, Portugal subiu 15 lugares, passando a ser considerado o 36º país mais competitivo a nível internacional, e invertendo um movimento de queda que, com exceção de 2011, se verificava já desde Ao mesmo tempo, a internacionalização da economia portuguesa também tem vindo a ser crescente. As exportações têm tido uma performance extraordinária nos últimos anos, superando já os 40% do PIB. Em 2008, o peso das Exportações no PIB situava-se em cerca de 28%. A aposta incontornável na internacionalização é sem dúvida um fator de competitividade e desenvolvimento sustentado das empresas, num contexto de globalização dos mercados e mundialização da concorrência, em particular no caso das PME. 2 P a g e

3 Contra todas as previsões, 2013 foi um ano histórico. De facto, as exportações de bens e serviços acumulam um crescimento de 5,7% de janeiro a dezembro deste ano por comparação com período homólogo. Exportamos 68,2 mil milhões de euros em bens e serviços neste ano. As exportações de bens valeram 47.3 mil milhões, contra 45.2 mil milhões de euros, ou seja mais milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 4,6% face a Já em 2014 (de Janeiro a Julho), segundo dados do Banco de Portugal, as exportações de bens e serviços ascenderam a 40,5 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 2,0% face ao período homólogo de (em termos de componentes os bens representam 70,6% do total com um crescimento homólogo de 0,8% enquanto os serviços registaram 29,4% das vendas totais ao exterior, com uma variação homóloga de 4,9%). Com base nos dados disponíveis no Eurostat, Portugal foi em 2014 (Janeiro a Junho) o 18º exportador com uma quota de 1,04%, tendo as exportações portuguesas de bens registado o 15º maior crescimento em % e valor entre os 28 estados membros da EU. Já entre Janeiro e Agosto de 2014, as exportações portuguesas de bens ascenderam a 31,6 mil milhões de euros, registando-se um crescimento de cerca de 0,6 % face ao período homólogo. Aqui, as vendas à China cresceram cerca de 99.1 milhões de Euros, tendo este país sido um dos que mais contribuíram para o crescimento global das exportações portuguesas. Sendo um dos principais motores da economia mundial, a China apresenta-se já com uma grande relevância para a economia portuguesa: as trocas comerciais bilaterais têm vindo a ganhar uma importância crescente nos últimos anos. Em 2013 a China foi já o nosso 12º cliente (exportações) e o nosso 9º fornecedor (importações). Em 2013 as exportações portuguesas para a China registaram montantes de cerca de 656 milhões de euros, tendo sido a taxa média de crescimento anual de 39% entre 2009 e As três principais categorias de produtos exportados de Portugal para a China em 2013 respeitaram a automóveis e outros veículos de transporte (39%), rochas ornamentais 3 P a g e

4 (6,1%) papel e pasta (6%). A exportação é no entanto diversificada, distribuindo-se por outros sectores como os têxteis, vinho, calçado e produtos alimentares. De acordo com os dados do INE, o número de empresas portuguesas exportadoras para a China tem vido a aumentar (704 em 2008 para 1035 em 2012, último ano disponível). A exportação de serviços também têm crescido tendo passado de 9,8 milhões em 2009 para 64,2 milhões em O relacionamento económico entre Portugal e a China é cada vez mais significativo, e uma referência também ao nível do investimento. Em 2013, a China subiu para o 12º lugar do ranking dos investidores estrangeiros em Portugal. No entanto as operações de aquisição das participações na EDP e REN pela China Tree Gorges e State Grid não estão refletidas nos dados estatísticos. De referir também a aquisição pelo Grupo BEWG da operação do grupo Veolia no sector das águas, da aquisição da Fidelidade à CGD pela Fosun e da abertura em 2013 de uma sucursal do Bank of China em Lisboa. De facto o IDE da China em Portugal tem vindo a refletir com sucesso o posicionamento de Portugal em triangulação com os países de língua portuguesa em termos de acesso aos mercados em vários sectores como a energia, seguros e financeiro, imobiliário e turístico). A nível de investimento são ainda de assinalar as possibilidades para o IDPE na zona de comércio Livre na China (Xangai) para os sectores financeiro, saúde, logística, energia e alimentar. Trata-se de um mercado onde acreditamos que existe um grande potencial de internacionalização para as empresas nacionais, nomeadamente para as empresas desta região. Como vemos a China apresenta-se já com uma grande relevância para a economia portuguesa: as trocas comerciais bilaterais e o investimento têm vindo a ganhar uma 4 P a g e

5 importância crescente nos últimos anos. O relacionamento económico é cada vez mais significativo e uma referência, distribuindo-se por vários e diversificados sectores. Minhas senhoras e meus senhores, Consideramos que a internacionalização para a China, está ainda muito longe mesmo, daquilo que poderá vir a ser. A China é um país incontornável pela sua dimensão, com um forte crescimento económico nos últimos 30 anos, detendo uma classe média que tem vindo a fortalecer-se e a adquirir hábitos de consumo cada vez mais sofisticados, o que gera oportunidades para as empresas portuguesas em geral e nos sectores acima referidos. Existem também oportunidades em sectores emergentes e a necessidade de diversificação em indústrias de maior intensidade tecnológica (biotecnologia e saúde, energias e ambiente, urbanização, novos materiais, TICE). Por isso, consideramos que a procura chinesa coincide, em grande medida, com a oferta portuguesa. Os sectores apontados constituem exemplos perfeitos de sectores onde o nosso país, ou seja, as vossas empresas, poderão fazer a diferença. É de valorizar também o relacionamento entre Portugal e a China existe desde longa data. Esta valiosa herança constitui uma inquestionável vantagem competitiva no relacionamento económico com este importante mercado oriental. Trata-se de algo que os Chineses não só não esquecem, como fazem questão de recordar e vincar com frequência. Estas características aliadas à sua posição geográfica estratégica, e ao relacionamento com Macau, onde já se regista a presença de muitas empresas portuguesas, algumas de grande dimensão, poderão impulsionar a internacionalização das vossas empresas. É de salientar, este ano, a presença portuguesa na MIF, que registou o maior número de empresas participantes de sempre (mais de 80 distribuídas por vários sectores desde o agroalimentar às tecnologias de informação e SW). Tudo isto é comprovado pelas deslocações cada vez mais frequentes à China a nível oficial, de associações empresariais e de empresas ao mercado. 5 P a g e

6 A nível institucional a visita do Presidente da Répública em Maio deste ano, foi sem dúvida um marco importante, a que se seguirão as visitas da Sra. MAM (12 e 13 de Novembro) e do Sr. MAOTE (26 a 29 Novembro). A multiplicação de participações em feiras internacionais é também um importante indicador. Em 2014 realizaram-se 34 participações no âmbito de projetos conjuntos de internacionalização promovidos por associações empresariais, para além das visitas individuais de empresas, acompanhadas pela AICEP. Verifica-se igualmente uma crescente presença própria de empresas portuguesas (nos mais variados sectores desde a moda, materiais de construção, alimentares e bebidas até à banca), seja com escritórios de representação, através de joint-ventures ou de escritórios de consultores e advogados. Estes são mais alguns dados que confirmam que as empresas têm sabido aproveitar as oportunidades existentes. Portugal está a exportar mais e tem mais empresas a exportar. Certamente, que os caminhos da internacionalização não são isentos de riscos e que há dificuldades a superar, mas é bom sublinhar que as nossas empresas estão a aproveitar bem os instrumentos de que dispõem. Nomeadamente, os fundos do QREN. Vem também aí um novo Quadro Comunitário de Apoio para o período Esse Quadro irá colocar especial enfoque na industrialização e internacionalização das empresas portuguesas. De acordo com as informações disponíveis os fluxos financeiros desse novo Quadro comunitário de Apoio deverão começar a chegar às empresas brevemente, sendo que mais de 70% dos fundos disponíveis serão canalizados para as empresas (para a sua competitividade e internacionalização, cerca de 6 mil milhões de Euros) e mais de 90% para as chamadas regiões de convergência (Norte, Centro, Alentejo e Açores). Os apoios financeiros são, naturalmente, essenciais nos processos de internacionalização, mas o conhecimento é também valor intangível que se tem revelado na maior importância para o sucesso das nossas empresas nos mercados externos. 6 P a g e

7 E neste capítulo a AICEP dentro das suas áreas de atuação (internacionalização e investimento) tem vindo a desenvolver um importante papel de transferência de conhecimento e capacitação das nossas empresas com as quais temos vindo a aprofundar uma política de proximidade. Estes são apenas alguns indicadores com que a AICEP materializa o seu compromisso de proximidade e apoio permanente às empresas. Mas numa altura em que todos os esforços são poucos para ajudar as nossas empresas nos seus processos de Internacionalização, o papel que a AIMINHO tem vindo a desempenhar é fundamental e determinante. Estamos certos que continuará a desenvolver a sua missão de uma forma consistente e sólida em prol da internacionalização das empresas nacionais. Naturalmente e como não poderia deixar de ser, poderão continuar a contar com a disponibilidade e empenho da AICEP. Uma palavra final para deixar a seguinte mensagem: Quem exporta são as empresas. A AICEP e a AIMINHO apoiam-nas neste esforço! Maria João Veiga Gomes Coordenadora, Unidade de Gestão das Associações 7 P a g e

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