OLIGOMERIZAÇÃO DO GLICEROL CATALISADA POR ÓXIDOS DE FERRO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "OLIGOMERIZAÇÃO DO GLICEROL CATALISADA POR ÓXIDOS DE FERRO"

Transcrição

1 OLIGOMERIZAÇÃO DO GLICEROL CATALISADA POR ÓXIDOS DE FERRO Wallyson Ribeiro Parente 1 ; Miguel de Araujo Medeiros 2. 1 Aluno do Curso de Ciências Biológicas; Campus de Porto Nacional; PIBIC/CNPq 2 Orientador do Curso de Ciências Biológicas; Campus de Porto Nacional; RESUMO Neste trabalho, foi estudada a reação de oligomerização do glicerol, catalisada por H 2 SO 4 e óxidos de ferro (magnetita e hematita). Para o sistema promovido por ácido, foi variada a concentração do catalisador, entre 1 e 5 %. Para acompanhar estas reações, foram realizadas medidas da variação da massa do sistema (devido à perda de moléculas de H 2 O) e viscosidade da solução. Já em relação à variação da viscosidade, pode-se perceber um acentuado aumento, alcançando mais de 150 vezes a viscosidade do glicerol. Em relação às reações promovidas por óxidos de ferro, foi verificado que a magnetita apresenta um potencial para a reação, ao contrário do que foi observado para a hematita, em concentrações de 5 mol% e 150 C. Os resultados indicaram o favorecimento da reação de oligomerização do glicerol, assim como a desidratação dos oligômeros, no entanto, ainda há um mecanismo de reação não compreendido, no sistema. As reações promovidas por óxidos de ferro foram caracterizadas por Espectrometria de Massas com Ionização por Electrospray. Palavras chave: glicerol; subproduto do biodiesel; polímeros. INTRODUÇÃO Atualmente, o glicerol derivado da indústria petroquímica (que apresenta alta pureza) é empregado na produção de cosméticos, fármacos, bronzeadores, aditivos alimentares e estabilizantes para PVC, aplicações que não são facilmente acessíveis para o glicerol derivado do biodiesel (que apresenta grau de pureza variável) [1]. Uma alternativa de transformação química, entre diversas descritas na literatura [2], para consumir parte desse glicerol derivado do biodiesel é a reação de polimerização (Esquema 2), pois os polímeros produzidos podem ter diferentes aplicações, tais como

2 substitutos de polióis, e.g. álcool polivinílico, aditivos para tintas, lubrificantes, aditivos para cimentos e matéria-prima para produção de poliuretanas e resinas de aplicações pouco nobres. Esquema 1. Polimerização do glicerol. Na reação de polimerização, as unidades de glicerol se condensam através dos grupos hidroxilas, formando éteres, que podem ter cadeias carbônicas de comprimento e complexidade variada. Vários trabalhos [2,3] descrevem a polimerização do glicerol para obter oligômeros (Esquema 1, 1 n 18), utilizando catalisadores homogêneos e heterogêneos. Nesses trabalhos, são apresentadas moléculas de cadeia curta e simples (di, tri, tetra, penta e hexaglicerol) como produto. No entanto, a polimerização para a formação de resinas termofixas derivadas da polimerização extensiva do glicerol (Esquema 1, n 19) foi pouco estudada até o momento. MATERIAL E MÉTODOS Glicerol P.A. (11 mmol), H 2 SO 4,Fe 3 O 4 e Fe 2 O 3 em concentrações variando entre 0,5 e 5 mol%, foram misturados em um reator de vidro de 200mL. O sistema foi aquecido a 150 C, por até 5 horas, mantido sob agitação constante. As reações foram acompanhadas através de medidas de viscosidade e perda de massa, devido à liberação de moléculas de H 2 O. Os produtos foram caracterizados por ESI(+)-MS Espectrometria de Massas com Ionização por Electrospray. RESULTADOS E DISCUSSÃO Neste trabalho foi investigada a natureza do catalisador (H 2 SO 4, Fe 3 O 4 e Fe 2 O 3 ), na oligomerização do glicerol. (i) H 2 SO 4

3 A oligomerização do glicerol foi realizada na presença de H 2 SO 4, em concentrações variando entre 0,5 e 5%, em até 3 horas. A polimerização do glicerol ocorre com liberação de grande quantidade de água, dessa forma, pode-se verificar o efeito da concentração do catalisador no andamento e no rendimento da reação. A partir da análise do gráfico apresentado na Figura 1, pode-se perceber que quantidades crescentes de catalisador influenciam positivamente na maior formação de H 2 O, pois os dados mostram que há um aumento significativo na formação de água, até 45 min, pois a curva apresenta comportamento linear. A partir desses resultados, podese calcular a constante de velocidade (k) da formação de água (Tabela 1), que é diretamente proporcional ao número de condensações de grupos OH. Ainda analisando a Figura 1, pode-se perceber que as concentrações (0,5; 1 e 3 mol%) de H 2 SO 4, no final de 240 min, levam a materiais semelhantes, pois a perda de água do sistema é de 47%. Entretanto, é importante perceber que os sistemas promovidos por 1 e 3% são mais ativos, desde o início da reação, pois promovem maior formação de H 2 O, em relação ao sistema com 0,5 mol% de catalisador (maior rapidez de formação de H 2 O, o que pode ser observado pelo valor da constante de velocidade k, que tem seu valor praticamente duplicado, Tabela 1). Ao comparar os dois sistemas (1 e 3% de H 2 SO 4 ), percebe-se maior atividade do sistema com 3 mol% de catalisador (maior valor de constante k), nos primeiros minutos de reação. Ao elevar a concentração de catalisador para 5%, nota-se um aumento da rapidez de polimerização do glicerol (condensações entre grupos OH), desde o início do processo (aumento da constante k para 0,8850 gh 2 O.min -1 ). Entretanto, é importante destacar que o aumento da polimerização não é tão representativo quanto o aumento da concentração do catalisador. Isso pode ser uma evidência do limite máximo da concentração do catalisador no meio reacional, que estaria próximo a 3%. A polimerização catalítica do glicerol provoca um aumento considerável na viscosidade relativa da solução (viscosidade dos produtos/viscosidade do glicerol), nos primeiros 60 min de reação, para todos os sistemas, exceto o com 0,5% de H 2 SO 4 (Figura 2). A análise das curvas apresentadas na Figura 2 indica um aumento expressivo da viscosidade relativa do sistema, ao variar a concentração de H 2 SO 4, de 0,5 a 5%.

4 Tabela 1. Constantes de velocidade para as reações de polimerização feitas na presença de 0,5; 1; 3 e 5 mol% de H 2 SO 4. Amostras (%mol) 0,5 0, , , ,8850 Valor da constante k (gh 2 O.min -1 ) Figura 1. Efeito da concentração de H 2 SO 4 na polimerização do glicerol, a 150 C. Detalhe: inclinação das curvas de formação de H 2 O, em diferentes concentrações de catalisador. Os sistemas com 0,5; 1 e 3% de H 2 SO 4 mostram aumento de viscosidade relativa semelhantes. Nos primeiros 15 min de reação, está ocorrendo uma pequena diminuição da viscosidade do meio (não é mostrado), o que é evidência da diminuição de interações intermoleculares (ligações de hidrogênio), pois há decomposição de álcoois e formação de éteres. Esse aumento de viscosidade é devido à maior dificuldade de movimentação das cadeias dos oligômeros e polímeros, umas sobre as outras. Figura 2. Variação da viscosidade relativa da solução, para a reação de polimerização do glicerol, com 0,5; 1; 3 e 5 mol% de H 2 SO 4. (Os valores de viscosidade são relativos ao do glicerol). Ao analisar os dados do sistema com 5% de catalisador (Figura 2), percebe-se que este sistema é bastante ativo para a polimerização do glicerol, produzindo um material sólido e elástico em apenas 45 min de reação, enquanto os outros sistemas necessitaram de pelo menos 120 min para obter material semelhante.

5 (ii) Óxidos de ferro (Fe 3 O 4 e Fe 2 O 3) A oligomerização do glicerol, promovida por óxidos de ferro teve seu estudo iniciado. O espectro de massas, exibido na Figura 3, mostra diversos picos associados à oligomerização do glicerol, tais como os sinais m/z 167 (diglicerol), m/z 241 (triglicerol), m/z 315 (tetraglicerol). Os outros sinais m/z representam derivados de desidratação dos oligômeros do glicerol e também produtos de reações secundárias. Os resultados obtidos até o momento revelam que a hematita, nas condições de reação estudadas (150 C e 5 h de reação), não é um bom catalisador para a oligomerização, pois este catalisador, mesmo em concentrações variando de 1 a 5% não foi capaz de promover a oligomerização do glicerol. Já a magnetita mostrou resultados satisfatórios para a oligomerização e desidratação do glicerol, no entanto, reações paralelas ainda ocorrem, formando produtos até então desconhecidos (Figura 3). Os poucos resultados obtidos utilizando o Fe 3 O 4 como catalisador da reação, até o momento, sugerem que o estudo com este óxido deve ser aprofundado. Figura 3. Espectro de massas para a oligomerização do glicerol promovida por Fe 3 O 4 a 5% e 5 h de reação. LITERATURA CITADA 1. Medeiros, M.A.; Sansiviero, M.T.C.; Araujo, M.H. & Lago, R.M. Appl. Clay Sci. 45, p.213 (2009). 2. da Silva, C.X.A.; Gonçalves, V.L.C. & Mota, C.J.A. Green Chem, 11, p.38 (2009). 3. Klepácová, K.; Miravec, E. & Bajus, M. - Chem. Pap., 60, p.224 (2006). 4. Barrault, J.; Clacens, Y. & Pouilloux, Y. Topics Catal., 27, p.137 (2004). AGRADECIMENTOS "O presente trabalho foi realizado com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPq Brasil"

OLIGOMERIZAÇÃO DO GLICEROL UTILIZANDO CATALISADORES BÁSICOS HOMOGÊNEOS: NaOH E CaO

OLIGOMERIZAÇÃO DO GLICEROL UTILIZANDO CATALISADORES BÁSICOS HOMOGÊNEOS: NaOH E CaO OLIGOMERIZAÇÃO DO GLICEROL UTILIZANDO CATALISADORES BÁSICOS HOMOGÊNEOS: NaOH E CaO F. J. S. BARROS 1, F. L. MARQUES 1, R. S. VIEIRA 1, e F. M. T. de LUNA 1 1 Universidade Federal do Ceará, Departamento

Leia mais

REVISIONAL DE QUÍMICA 1º ANO PROF. RICARDO

REVISIONAL DE QUÍMICA 1º ANO PROF. RICARDO REVISIONAL DE QUÍMICA 1º ANO PROF. RICARDO 1- Um aluno de química, ao investigar as propriedades de gases, colocou uma garrafa plástica (PET), contendo ar e devidamente fechada, em um freezer e observou

Leia mais

FUVEST 2015 (Questões 1 a 6)

FUVEST 2015 (Questões 1 a 6) (Questões 1 a 6) Provas de Vestibular 1. O metabissulfito de potássio (K 2 S2O 5 ) e o dióxido de enxofre (SO 2 ) são amplamente utilizados na conservação de alimentos como sucos de frutas, retardando

Leia mais

UFSC. Química (Amarela) , temos 10 mol de Mg, ou seja, 243 g de Mg. Resposta: = 98. Comentário

UFSC. Química (Amarela) , temos 10 mol de Mg, ou seja, 243 g de Mg. Resposta: = 98. Comentário Resposta: 02 + 32 + 64 = 98 01. Incorreta. carbonato de magnésio é um sal insolúvel em H 2, logo não dissocia-se em Mg 2+ e (aq) C2. 3(aq) 02. Correta. 12 Mg 2+ = 1s 2 2s 2 2p 6 K L 04. Incorreta. É um

Leia mais

ESTEQUIOMETRIA DE REAÇÕES QUÍMICAS CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS

ESTEQUIOMETRIA DE REAÇÕES QUÍMICAS CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS ESTEQUIOMETRIA DE REAÇÕES QUÍMICAS CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS Aula 10 META Mostrar como se realizam cálculos estequiométricos de reações em que um dos reagentes encontra-se em excesso, além de calcular

Leia mais

Concentração dos reagentes Quanto maior a concentração dos reagentes, maior a velocidade da reação.

Concentração dos reagentes Quanto maior a concentração dos reagentes, maior a velocidade da reação. Setor 3306 Aula 20 Lei da velocidade das reações Complemento. As reações químicas podem ocorrer nas mais diferentes velocidades. Existem reações tão lentas que levam milhares de anos para ocorrer, como

Leia mais

H 2 C OCH 3 H 2 C OH EXERCÍCIOS DE CLASSE

H 2 C OCH 3 H 2 C OH EXERCÍCIOS DE CLASSE EXERCÍCIOS DE CLASSE 1- De um modo geral, o ponto de ebulição dos compostos orgânicos cresce com o aumento do peso molecular, o que não acontece com os compostos do quadro abaixo: COMPOSTO PESO MOLECULAR

Leia mais

Aluno(a): COMENTADA. Série: 2 a Ensino Médio Turma: A / B / C / D / E Data: 17/08/2016

Aluno(a): COMENTADA. Série: 2 a Ensino Médio Turma: A / B / C / D / E Data: 17/08/2016 QUÍMICA AVALIAÇÃO CLAUDI / SARA III UNIDADE Aluno(a): COMENTADA Série: 2 a Ensino Médio Turma: A / B / C / D / E Data: 17/08/2016 1. A prova é composta de 07 questões abertas e 03 questões objetivas. 2.

Leia mais

COVEST/UFPE ª FASE

COVEST/UFPE ª FASE VEST/UFPE 2003 1ª FASE 17. Isótopos radiativos são empregados no diagnóstico e tratamento de inúmeras doenças. Qual é a principal propriedade que caracteriza um elemento químico? a) número de massa b)

Leia mais

Seu pé direito nas melhores faculdades

Seu pé direito nas melhores faculdades Seu pé direito nas melhores faculdades FUVEST 2 a Fase 11/janeiro/2011 QUÍMICA 01. s componentes principais dos óleos vegetais são os triglicerídeos, que possuem a seguinte fórmula genérica: Nessa fórmula,

Leia mais

APLICAÇÃO DE QUITOSANA MODIFICADA COMO CATALISADOR HETEROGÊNEO NA PRODUÇÃO DE BIODIESEL POR ESTERIFICAÇÃO

APLICAÇÃO DE QUITOSANA MODIFICADA COMO CATALISADOR HETEROGÊNEO NA PRODUÇÃO DE BIODIESEL POR ESTERIFICAÇÃO APLICAÇÃO DE QUITOSANA MODIFICADA COMO CATALISADOR HETEROGÊNEO NA PRODUÇÃO DE BIODIESEL POR ESTERIFICAÇÃO D. GURGEL 1, A. L. FREIRE 1, B. J. P. COSTA 1, I. L. LUCENA 1 e Z. M. dos SANTOS 1 1 Universidade

Leia mais

PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2014 Conteúdos/ atividades Habilidades Avaliação/ Atividade 1º Trimestre: (12 semanas)

PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2014 Conteúdos/ atividades Habilidades Avaliação/ Atividade 1º Trimestre: (12 semanas) Disciplina: Química Trimestre: 1º Professor(a): Rodrigo Valério e Georgia Monique. Série: 1º Turmas: 101,102,103,104. Conteúdos/ atividades Habilidades Avaliação/ Atividade 1º Trimestre: (12 semanas) 1-

Leia mais

ESTUDO DA SOLUBILIDADE DO PARACETAMOL EM ALGUNS SOLVENTES UTILIZANDO O MODELO NRTL

ESTUDO DA SOLUBILIDADE DO PARACETAMOL EM ALGUNS SOLVENTES UTILIZANDO O MODELO NRTL ESTUDO DA SOLUBILIDADE DO PARACETAMOL EM ALGUNS SOLVENTES UTILIZANDO O MODELO NRTL H. A. R. GOMES 1, A. B. N. BRITO 1 1 Universidade Federal do Espírito Santo, Centro Universitário Norte do Espírito Santo,

Leia mais

Gabarito-R Profº Jaqueline Química. a) Dados: Solubilidade do KOH em etanol a 25 C

Gabarito-R Profº Jaqueline Química. a) Dados: Solubilidade do KOH em etanol a 25 C 1: a) Dados: Solubilidade do KOH em etanol a 25 C 40 g em 100 ml. Adicionou-se 1,5 g de KOH a 35 ml de etanol, agitando-se continuamente a mistura. 100 ml (etanol) 40 g (KOH) 35 ml (etanol) mkoh mkoh 14

Leia mais

Cinética Química. Prof. Alex Fabiano C. Campos

Cinética Química. Prof. Alex Fabiano C. Campos Cinética Química Prof. Alex Fabiano C. Campos Rapidez Média das Reações A cinética é o estudo da rapidez com a qual as reações químicas ocorrem. A rapidez de uma reação pode ser determinada pela variação

Leia mais

Modelos Atômicos. Niels Bohr propôs um modelo baseado em postulados:

Modelos Atômicos. Niels Bohr propôs um modelo baseado em postulados: Modelos Atômicos Niels Bohr propôs um modelo baseado em postulados: Os elétrons giram, ao redor do núcleo, somente em determinadas órbitas permitidas e com energia quantizada. ONDAS ELETROMAGNÉTICAS Os

Leia mais

Resposta: D Resolução comentada: Ci x Vi = Cf x Vf Ci = 0,5 mol/l Cf = 0,15 mol/l Vf = 250 ml Vi = 0,5 x Vi = 0,15 x 250 Vi = 75 ml.

Resposta: D Resolução comentada: Ci x Vi = Cf x Vf Ci = 0,5 mol/l Cf = 0,15 mol/l Vf = 250 ml Vi = 0,5 x Vi = 0,15 x 250 Vi = 75 ml. Unesp 1-Em 2013 comemora-se o centenário do modelo atômico proposto pelo físico dinamarquês Niels Bohr para o átomo de hidrogênio, o qual incorporou o conceito de quantização da energia, possibilitando

Leia mais

SIMULADO EXTENSIVO QUÍMICA

SIMULADO EXTENSIVO QUÍMICA P R É - V E S T I B U L A R 04.09 QUÍMICA QUESTÃ 49 jornal Folha de São Paulo publicou, em 19/06/07, matéria sobre empresas norte-americanas que estavam falsificando suco de laranja. produto, vendido como

Leia mais

Escola Estadual Antunes de Andrade CINÉTICA QUÍMICA

Escola Estadual Antunes de Andrade CINÉTICA QUÍMICA Escola Estadual Antunes de Andrade CINÉTICA QUÍMICA Sidrolândia, MS, 2013 Escola Estadual Sidrônio Antunes de Andrade Estudantes: Thaís Silva e Giovani N : 45 e 15 1 - CINÉTICA QUÍMICA Existe um ramo na

Leia mais

RESPOSTAS DAS TAREFAS 2ª SÉRIE. Química - Setor A. Aulas 43 e 44. Aula 43. Aula 44 ENSINO MÉDIO 1. D 2. C

RESPOSTAS DAS TAREFAS 2ª SÉRIE. Química - Setor A. Aulas 43 e 44. Aula 43. Aula 44 ENSINO MÉDIO 1. D 2. C ESI MÉDI RESPSTAS DAS TAREFAS 2ª SÉRIE 16 Química - Setor A Aulas 43 e 44 Aula 43 1. D 2. 3. a) idrólise alcalina ou saponificação b) Sais de ácidos carboxílicos Aula 44 1. A interação intermolecular que

Leia mais

QUÍMICA - 2 o ANO MÓDULO 14 CINÉTICA QUÍMICA: LEI DA VELOCIDADE

QUÍMICA - 2 o ANO MÓDULO 14 CINÉTICA QUÍMICA: LEI DA VELOCIDADE QUÍMICA - 2 o ANO MÓDULO 14 CINÉTICA QUÍMICA: LEI DA VELOCIDADE V V [ A ] [ B ] Como pode cair no enem Considerem-se a reação A + B C e as informações contidas no quadro abaixo: Experimentos [A] (mol/l)

Leia mais

Expectativa de resposta

Expectativa de resposta 1) Sobre os aminoácidos e proteínas, assinale a alternativa INCORRETA: a) O ponto isoelétrico de um aminoácido corresponde ao ph em que a sua carga elétrica líquida é zero. b) A determinação do ponto isoelétrico

Leia mais

OBJETIVOS BIBLIOGRAFIA ENZIMAS E INIBIDORES ENZIMÁTICOS

OBJETIVOS BIBLIOGRAFIA ENZIMAS E INIBIDORES ENZIMÁTICOS OBJETIVOS Enzimas: Funções, Nomenclatura e Propriedades Fundamentos da Cinética Enzimática Cinética Enzimática: Michaelis-Menten Ensaios Cinéticos: Padronização e Validação Parâmetros Cinéticos: vo, KM,

Leia mais

QUÍMICA PRIMEIRA ETAPA

QUÍMICA PRIMEIRA ETAPA QUÍMICA PRIMEIRA ETAPA - 1998 QUESTÃO 01 Uma mistura de hidrogênio, H 2 (g), e oxigênio, O 2 (g), reage, num recipiente hermeticamente fechado, em alta temperatura e em presença de um catalisador, produzindo

Leia mais

CATÁLISE ENZIMÁTICA. CINÉTICA Controle da velocidade de reações. CINÉTICA Equilíbrio e Estado Estacionário

CATÁLISE ENZIMÁTICA. CINÉTICA Controle da velocidade de reações. CINÉTICA Equilíbrio e Estado Estacionário CATÁLISE ENZIMÁTICA Equilíbrio e Estado Estacionário P U T F M A Velocidade: período inicial Tempo As medidas de velocidade inicial (v 0 ) são obtidas com a variação da concentração de S btenção de várias

Leia mais

ENERGIA = ENTALPIA (H)

ENERGIA = ENTALPIA (H) Cinética Química ENERGIA = ENTALPIA (H) Reações Endotérmicas: absorvem calor do meio ambiente, onde a entalpia dos produtos é maior que a dos reagentes. Quando ocorre absorção de energia, a quantidade

Leia mais

1.1. Tipos de ligações químicas. Tipos de ligações químicas

1.1. Tipos de ligações químicas. Tipos de ligações químicas 1.1. Tipos de ligações químicas Tipos de ligações químicas LIGAÇÃO QUÍMICA Tipos de ligações químicas As ligações covalentes, iónicas e metálicas caraterizam-se por uma partilha significativa de eletrões

Leia mais

QUÍMICA. CO (g) + 2H 2 (g) CH 3 OH(g) 1M 2M 0 1M x 2M 2x 0 + x 0,5M 1M 0,5M PROVA 3 - CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS QUESTÃO 05 RESPOSTA: 29 - NÍVEL FÁCIL

QUÍMICA. CO (g) + 2H 2 (g) CH 3 OH(g) 1M 2M 0 1M x 2M 2x 0 + x 0,5M 1M 0,5M PROVA 3 - CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS QUESTÃO 05 RESPOSTA: 29 - NÍVEL FÁCIL PROVA 3 - CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS É uma forma de os professores do Colégio Platão contribuírem com seus alunos, orientando-os na resolução das questões do vestibular da UEM. Este caderno ajuda o vestibulando

Leia mais

Fotossíntese das plantas, o sol fornece energia

Fotossíntese das plantas, o sol fornece energia Unidade 6 - Conteúdo 13 - Termoquímica As transformações físicas e as reações químicas quase sempre estão envolvidas em perda ou ganho de calor. O calor é uma das formas de energia mais comum que se conhece.

Leia mais

Com base nessas informações e nos conhecimentos sobre cinética química, pode-se afirmar:

Com base nessas informações e nos conhecimentos sobre cinética química, pode-se afirmar: LISTA DE EXERCÍCIOS CINÉTICA QUÍMICA 1) O NO 2 proveniente dos escapamentos dos veículos automotores é também responsável pela destruição da camada de ozônio. As reações que podem ocorrer no ar poluído

Leia mais

Exercícios sobre ReaÇões Orgânicas: mecanismo da SubstituiÇão

Exercícios sobre ReaÇões Orgânicas: mecanismo da SubstituiÇão Exercícios sobre ReaÇões Orgânicas: mecanismo da SubstituiÇão Enunciado dos exercícios de 01 a 07: Dê as equações químicas globais das reações de substituição listadas a seguir. 01. H 3C CH 3 + Cl 2 02.

Leia mais

QUÍMICA. a) linha horizontal. b) órbita. c) família. d) série. e) camada de valência.

QUÍMICA. a) linha horizontal. b) órbita. c) família. d) série. e) camada de valência. 13 QUÍMICA A posição dos elementos na Tabela Periódica permite prever as fórmulas das substâncias que contêm esses elementos e os tipos de ligação apropriados a essas substâncias. Na Tabela Periódica atual,

Leia mais

3ª Série / Vestibular. As equações (I) e (II), acima, representam reações que podem ocorrer na formação do H 2SO 4. É correto afirmar que, na reação:

3ª Série / Vestibular. As equações (I) e (II), acima, representam reações que podem ocorrer na formação do H 2SO 4. É correto afirmar que, na reação: 3ª Série / Vestibular 01. I _ 2SO 2(g) + O 2(g) 2SO 3(g) II _ SO 3(g) + H 2O(l) H 2SO 4(ag) As equações (I) e (II), acima, representam reações que podem ocorrer na formação do H 2SO 4. É correto afirmar

Leia mais

Cinética Química. Prof. Alexandre D. Marquioreto

Cinética Química. Prof. Alexandre D. Marquioreto Prof. Alexandre D. Marquioreto Estuda as velocidades, mecanismos e os fatores que podem interferir nas reações químicas. Lentas Reações Químicas Rápidas Reação Rápida Cinética Química Faísca 2 H 2(g) +

Leia mais

Cálculos Estequiométricos

Cálculos Estequiométricos Estequiometria significa medida de um elemento Com base numa equação química, podemos calcular o número de mols, o número de moléculas, a massa, o volume de uma ou mais substâncias, em função de algum

Leia mais

FCAV/UNESP. ASSUNTO: Forças Intermoleculares e Propriedades Físicas de Compostos Orgânicos. Prof a. Dr a. Luciana Maria Saran

FCAV/UNESP. ASSUNTO: Forças Intermoleculares e Propriedades Físicas de Compostos Orgânicos. Prof a. Dr a. Luciana Maria Saran FCAV/UNESP ASSUNTO: Forças Intermoleculares e Propriedades Físicas de Compostos Orgânicos Prof a. Dr a. Luciana Maria Saran 1 FORÇAS INTERMOLECULARES Fonte: BARBOSA, 2004. 2 FORÇAS INTERMOLECULARES 1.

Leia mais

Colégio Avanço de Ensino Programado

Colégio Avanço de Ensino Programado α Colégio Avanço de Ensino Programado Trabalho Bimestral 1º Semestre - 1º Bim. /2016 Nota: Professor (a): Cintia Disciplina: Química Turma: 3ª Série Médio Nome: Nº: Atividade deverá ser entregue em pasta

Leia mais

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO Equilíbrio Químico EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 01 (PUC-RS) Dada a expressão da constante de equilíbrio em termos de concentração de produtos e reagentes a equação química que pode ser representada por essa

Leia mais

CIÊNCIAS PROVA 3º BIMESTRE 9º ANO PROJETO CIENTISTAS DO AMANHÃ

CIÊNCIAS PROVA 3º BIMESTRE 9º ANO PROJETO CIENTISTAS DO AMANHÃ PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO SUBSECRETARIA DE ENSINO COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO CIÊNCIAS PROVA 3º BIMESTRE 9º ANO PROJETO CIENTISTAS DO AMANHÃ 2010 01. A tabela

Leia mais

Curso Preparatório para o Ingresso no Ensino Superior (Pré-Vestibular)

Curso Preparatório para o Ingresso no Ensino Superior (Pré-Vestibular) Curso Preparatório para o Ingresso no Ensino Superior (Pré-Vestibular) Os conteúdos conceituais de Química estão distribuídos em 5 frentes. Química Extensivo A)Meio ambiente; estrutura atômica; Classificação

Leia mais

DIAGRAMA DE FASES. 4) (ITA) Considere as seguintes afirmações relativas aos sistemas descritos a seguir, sob

DIAGRAMA DE FASES. 4) (ITA) Considere as seguintes afirmações relativas aos sistemas descritos a seguir, sob DIAGRAMA DE FASES 1) O gráfico abaixo apresenta a variação das pressões de vapor do sulfeto de carbono, metanol, etanol e água em função da temperatura. De acordo com o gráfico, assinale a afirmativa INCORRETA.

Leia mais

SOS QUÍMICA - O SITE DO PROFESSOR SAUL SANTANA.

SOS QUÍMICA - O SITE DO PROFESSOR SAUL SANTANA. SOS QUÍMICA - O SITE DO PROFESSOR SAUL SANTANA. QUESTÕES LISTA DE EXERCÍCIOS Cinética Química. 1) A tabela abaixo mostra a variação da massa de peróxido de hidrogênio que ocorre na reação de decomposição

Leia mais

Reações orgânicas: mecanismo da substituição

Reações orgânicas: mecanismo da substituição Reações orgânicas: mecanismo da substituição Enunciado dos exercícios de 01 a 07: Dê as equações químicas globais das reações de substituição listadas a seguir. 01. H 3 C CH 3 + Cl 2 02. H 3 C CH 3 + 2Cl

Leia mais

Questão 10: Sobre as moléculas de CO 2 e SO 2, cujas estruturas estão representadas a seguir, é CORRETO afirmar que: S O O C O

Questão 10: Sobre as moléculas de CO 2 e SO 2, cujas estruturas estão representadas a seguir, é CORRETO afirmar que: S O O C O QUESTÕES OBJETIVAS Questão 9: Nitrogênio e fósforo são elementos essenciais para a nutrição das plantas e por isso alguns de seus compostos são utilizados na maioria dos fertilizantes. Sobre esses elementos

Leia mais

QUÍMICA. 16. Os elementos químicos A, B e C apresentam para seu átomo, no estado fundamental, a seguinte configuração eletrônica:

QUÍMICA. 16. Os elementos químicos A, B e C apresentam para seu átomo, no estado fundamental, a seguinte configuração eletrônica: QUÍMICA 16. Os elementos químicos A, B e C apresentam para seu átomo, no estado fundamental, a seguinte configuração eletrônica: A 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 5 B 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 2 3d 5 C 1s 2 2s

Leia mais

APOSTILA DE QUÍMICA ORGÂNICA 4º BIMESTRE

APOSTILA DE QUÍMICA ORGÂNICA 4º BIMESTRE Nome: nº: Bimestre: 4º Ano/série: 3ª série Ensino: Médio Componente Curricular: Química Professor: Ricardo Honda Data: / / APOSTILA DE QUÍMICA ORGÂNICA 4º BIMESTRE TEORIA 28 POLÍMEROS Alguns tipos de moléculas

Leia mais

PROVA DE QUÍMICA TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS

PROVA DE QUÍMICA TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS PROVA DE QUÍMICA TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS FONTE: Tabela Periódica da IUPAC/versão 2005(adaptada). Acesso: http://www.iupac.org/reports/periodic_table/ 25 QUESTÃO 3 Analise este quadro, em que se

Leia mais

Disciplina: Química A

Disciplina: Química A Disciplina: Química A EXTENSIVO E TERCEIRÃO PÁGINA: 6 EXERCÍCIO: 28.01 O álcool apresenta interações por ligações de hidrogênio, enquanto o hidrocarboneto interage por forças de dipolo induzido, dessa

Leia mais

t RESOLUÇÃO COMECE DO BÁSICO

t RESOLUÇÃO COMECE DO BÁSICO t RESOLUÇÃO COMECE DO BÁSICO - o processo I sugere a evaporação (transformação física) dos componentes do medicamento. - a decomposição das substâncias (transformação química) que constituem o princípio

Leia mais

Química. divulgação. Comparativos curriculares. Material de. A coleção Ser Protagonista Química e o currículo do Estado de São Paulo.

Química. divulgação. Comparativos curriculares. Material de. A coleção Ser Protagonista Química e o currículo do Estado de São Paulo. Comparativos curriculares SM Química Ensino médio Material de divulgação de Edições SM A coleção Ser Protagonista Química e o currículo do Estado de São Paulo Apresentação Professor, Devido à inexistência

Leia mais

1. (Fuvest modificado) Ao misturar acetona com bromo, na presença de ácido, ocorre a transformação representada pela equação química:

1. (Fuvest modificado) Ao misturar acetona com bromo, na presença de ácido, ocorre a transformação representada pela equação química: Química Avaliação Mensal 3 os anos Décio e Vivian mar/12 Nome: Nº: Turma: GABARITO PROVA MENSAL 1º BIMESTRE 1. (Fuvest 2012 - modificado) Ao misturar acetona com bromo, na presença de ácido, ocorre a transformação

Leia mais

Tem uma questão de Química que deve ser anulada. Vamos às resoluções e comentários.

Tem uma questão de Química que deve ser anulada. Vamos às resoluções e comentários. CORREÇÃO DA PROVA DE QUIMICA PAPILOSCOPISTA DF PROVA TIPO C A RESPOSTA EMV ERMELHO É A DO GABARITO OFICIAL PRELIMINAR. Olá meus queridos alunos. Mais uma prova e mais uma bagunça por parte da banca, que

Leia mais

Colégio João Paulo I. Questões complementares de Cinética Química. Prof. Cristiano Rupp

Colégio João Paulo I. Questões complementares de Cinética Química. Prof. Cristiano Rupp Colégio João Paulo I Questões complementares de Cinética Química Prof. Cristiano Rupp 1- A quimotripsina é uma enzima que catalisa a clivagem heterolítica das ligações peptídicas, processo que faz parte

Leia mais

Neste caso, diz-se que a reação é de primeira ordem, e a equação pode ser resolvida conforme segue abaixo:

Neste caso, diz-se que a reação é de primeira ordem, e a equação pode ser resolvida conforme segue abaixo: 1. Introdução Cinética Química A termodinâmica indica a direção e a extensão de uma transformação química, porém não indica como, nem a que velocidade, uma reação acontece. A velocidade de uma reação deve

Leia mais

Química FUVEST ETAPA. Resposta QUESTÃO 1 QUESTÃO 2

Química FUVEST ETAPA. Resposta QUESTÃO 1 QUESTÃO 2 Química FUVEST QUESTÃO 1 Em uma aula de laboratório de Química, a professora propôs a realização da eletrólise da água. Após a montagem de uma aparelhagem como a da figura a seguir, e antes de iniciar

Leia mais

Propriedades Físicas de Compostos Orgânicos

Propriedades Físicas de Compostos Orgânicos Os principais fatores que influenciam nas propriedades físicas dos compostos orgânicos são: O tamanho das moléculas; Os tipos de interação intermolecular. Temperatura de Ebulição e Fusão Quanto mais fortes

Leia mais

Química. A) Considerando-se que o pk a1 é aproximadamente 2, quais os valores de pk a2 e pk a3?

Química. A) Considerando-se que o pk a1 é aproximadamente 2, quais os valores de pk a2 e pk a3? Química 01. O gráfico a seguir representa a variação do p de 50 ml de uma solução aquosa de um ácido 3 X em função do volume de NaO 0,30 moll -1 adicionado. A) Considerando-se que o pk a1 é aproximadamente

Leia mais

CPV seu pé direito também na Medicina

CPV seu pé direito também na Medicina seu pé direito também na Medicina UNIFESP 17/dezembro/2010 QUÍMICA 06. Ligas metálicas são comuns no cotidiano e muito utilizadas nas indústrias automobilística, aeronáutica, eletrônica e na construção

Leia mais

Química. Professor Duda 27/03/2013. Aluno (a): e) Nos três experimentos após o término da reação, foi obtida a mesma quantidade de amônia.

Química. Professor Duda 27/03/2013. Aluno (a): e) Nos três experimentos após o término da reação, foi obtida a mesma quantidade de amônia. Química Professor Duda 06 Aluno (a): 27/03/2013 01 - (UEG GO) Durante a manifestação das reações químicas, ocorrem variações de energia. A quantidade de energia envolvida está associada às características

Leia mais

CATÁLISE ENZIMÁTICA FFI0772. Equilíbrio e Estado Estacionário. Controle da velocidade de reações

CATÁLISE ENZIMÁTICA FFI0772. Equilíbrio e Estado Estacionário. Controle da velocidade de reações FFI0772 AIAN. ANICPUL AFAEL V. C. GUI CATÁLISE ENZIMÁTICA Equilíbrio e Estado Estacionário Medidas de velocidade inicial (v 0 ) obtidas na variação da concentração de S btenção de várias v 0 para construção

Leia mais

Exercícios de Equilíbrio Químico

Exercícios de Equilíbrio Químico Exercícios de Equilíbrio Químico 1. Para a produção de energia, os mamíferos oxidam compostos de carbono nos tecidos, produzindo dióxido de carbono gasoso, CO (g), como principal subproduto. O principal

Leia mais

Resolução UNIFESP 2015

Resolução UNIFESP 2015 Resolução UNIFESP 2015 1-Utilizando o aparato indicado na figura, certo volume de solução aquosa de sulfato de cobre(ii) hidratado foi colocado dentro do béquer. Quando o plugue foi conectado à tomada

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DE MONSERRATE

ESCOLA SECUNDÁRIA DE MONSERRATE ESCOLA SECUNDÁRIA DE MONSERRATE F.Q. A 2º ANO EQUILÍBRIO QUÍMICO 1. Para ocorrer uma situação de equilíbrio num sistema são necessárias, pelo menos, duas das condições seguintes: A Todos os reagentes se

Leia mais

DETERMINAÇÃO DE ALGUNS PARÂMETROS CINÉTICOS DA REAÇÃO DE DECOMPOSIÇÃO DO PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO.

DETERMINAÇÃO DE ALGUNS PARÂMETROS CINÉTICOS DA REAÇÃO DE DECOMPOSIÇÃO DO PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO. DETERMINAÇÃO DE ALGUNS PARÂMETROS CINÉTICOS DA REAÇÃO DE DECOMPOSIÇÃO DO PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO. Glauber Silva Godoi Aula 13 META Desenvolver no aluno a capacidade de extrair informações quanto aos parâmetros

Leia mais

O que você deve saber sobre

O que você deve saber sobre O que você deve saber sobre Podemos conhecer as grandezas que regem a quantificação dos fenômenos químicos identificando o comportamento da massa, do número de partículas e do volume de diferentes substâncias.

Leia mais

Δt = 8. Cinética Química

Δt = 8. Cinética Química Cinética Química Velocidade das Reações A velocidade média de consumo de um reagente ou de formação de um produto é calculada em função da variação da quantidade de reagentes e produtos pela variação do

Leia mais

Materiais Poliméricos. Conceitos Gerais

Materiais Poliméricos. Conceitos Gerais Materiais Poliméricos Conceitos Gerais ESTRUTURA DOS POLIMEROS DEFINIÇÃO São moléculas muito grandes (macromoléculas) formadas pela repetição de pequenas e simples unidades químicas (monômeros), ligadas

Leia mais

DISCIPLINA DE QUÍMICA

DISCIPLINA DE QUÍMICA DISCIPLINA DE QUÍMICA OBJETIVOS: 1ª série Traduzir linguagens químicas em linguagens discursivas e linguagem discursiva em outras linguagens usadas em Química tais como gráficos, tabelas e relações matemáticas,

Leia mais

sp presentes na estrutura da prednisona?

sp presentes na estrutura da prednisona? QUÍMICA ORGÂNICA - PROF. SÍLVIO LISTA TAREFA - 3 BIMESTRE TERCEIROS ANOS (0,25) 1. Os alcenos, também conhecidos como alquenos ou olefinas, são hidrocarbonetos insaturados por apresentarem pelo menos uma

Leia mais

Com relação a estas substâncias citadas, são feitas as afirmativas abaixo.

Com relação a estas substâncias citadas, são feitas as afirmativas abaixo. Aula 1 Prova de Química - omentada 1. [EsPEx-2014] A Aspirina foi um dos primeiros medicamentos sintéticos desenvolvido e ainda é um dos fármacos mais consumidos no mundo. ontém como princípio ativo o

Leia mais

FCAV/UNESP. ASSUNTO: Forças Intermoleculares. Prof a. Dr a. Luciana Maria Saran

FCAV/UNESP. ASSUNTO: Forças Intermoleculares. Prof a. Dr a. Luciana Maria Saran FCAV/UNESP ASSUNTO: Forças Intermoleculares Prof a. Dr a. Luciana Maria Saran 1 2 FLUXOGRAMA PARA RECONHECER OS PRINCIPAIS TIPOS DE FORÇAS INTERMOLECULARES 3 ENERGIA TÍPICA REQUERIDA PARA O ROMPIMENTO

Leia mais

FUVEST 1988 Primeira fase e Segunda fase

FUVEST 1988 Primeira fase e Segunda fase FUVEST 988 Primeira fase e Segunda fase EIMETS GERAIS Dados: Massas atômicas: =,0 = = 6 Volume molar nas TP =,4 L 5. ácido acético do vinagre é constituído pelos elementos: a),, b),, S c),, d),, S e),,

Leia mais

CONSTANTE DE EQUILÍBRIO

CONSTANTE DE EQUILÍBRIO EQUILÍBRIO QUÍMICO CONSTANTE DE EQUILÍBRIO A maneira de descrever a posição de equilíbrio de uma reação química é dar as concentrações de equilíbrio dos reagentes e produtos. A expressão da constante de

Leia mais

Componente de Química

Componente de Química Componente de Química 1.5 Controlo da produção industrial Alteração do estado de equilíbrio de um sistema O carácter dinâmico do equilíbrio (num sistema em equilíbrio, a uma dada temperatura, as velocidades

Leia mais

A) Se a massa molar do composto C é 76 g.mol 1, determine as fórmulas químicas para os compostos A, B, C, D e E.

A) Se a massa molar do composto C é 76 g.mol 1, determine as fórmulas químicas para os compostos A, B, C, D e E. VTB 2008 2ª ETAPA Solução Comentada da Prova de Química 01. Na análise de 5 (cinco) diferentes compostos (A, B, C, D e E) formados apenas por nitrogênio e oxigênio, observou-se que as relações de massas

Leia mais

UNIDADES DIDÁTICAS PROCESSOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS I REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PROCESSOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS I 05/03/2015 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA

UNIDADES DIDÁTICAS PROCESSOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS I REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PROCESSOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS I 05/03/2015 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA UNIDADES DIDÁTICAS PROCESSOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS I APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 1. Introdução ao estudo dos Processos Químicos Industriais. Relacionamento com a Indústria Química. 2. Derivados inorgânicos

Leia mais

Físico-química Farmácia 2014/02

Físico-química Farmácia 2014/02 Físico-química Farmácia 2014/02 1 Decomposição Química Cinética de decomposição Lei de velocidade Ordem de reação Tempo de meia vida e prazo de validade Fatores que influenciam a estabilidade Equação de

Leia mais

Cinética Química. Cinética Química: Velocidade média, instantânea e inicial. Lei cinética. Fatores que influenciam a velocidade.

Cinética Química. Cinética Química: Velocidade média, instantânea e inicial. Lei cinética. Fatores que influenciam a velocidade. Cinética Química IV Cinética Química: Velocidade média, instantânea e inicial. Lei cinética. Fatores que influenciam a velocidade. Mecanismos reacionais. Catálise. Cinética Química Cinética Química é a

Leia mais

Equilíbrio Químico Folha 2.1 Prof.: João Roberto Mazzei

Equilíbrio Químico Folha 2.1 Prof.: João Roberto Mazzei 01. A cisteína é um aminoácido que contém enxofre e é encontrada na feijoada, devido às proteínas da carne e derivados. A reação de conversão da cisteína em cistina ocorre de acordo com a seguinte equação

Leia mais

Gabarito das Questões

Gabarito das Questões II OLIMPÍADA BAIANA DE QUÍMICA 19 DE MAIO DE 2007 Gabarito das Questões Para cada questão de 1 a 5, marque com um X a alternativa correta e justifique porque as outras duas estão erradas. QUESTÃO 1 a)

Leia mais

Assinale a alternativa que apresenta as funções orgânicas representadas na fórmula.

Assinale a alternativa que apresenta as funções orgânicas representadas na fórmula. 1- Nas cadeias carbônicas existem algumas características que podem ser observadas nos compostos orgânicos, tais como: cadeias insaturadas, saturadas, homogêneas, heterogêneas, alifáticas, alicíclicas,

Leia mais

Fundamentos de Química

Fundamentos de Química FCiências Fundamentos de Química Apontamentos Equilíbrio químico, Ácido e Bases, Cinética Química Produzido por Filipa França Divulgado e Partilhado por FCiências Equilíbrio Químico FCiências Reações em

Leia mais

Aluno(a): nº: Turma: Data: / /2016. Matéria: Química Valor: 15,0

Aluno(a): nº: Turma: Data: / /2016. Matéria: Química Valor: 15,0 Aluno(a): nº: Turma: Nota Ano: 2º Ano EM Data: / /2016 Trabalho Recuperação Professor(a): Willian Novato Matéria: Química Valor: 15,0 PARA TODAS AS QUESTÕES, AS RESPOSTAS DEVERÃO CONSTAR DE RACIOCÍNIO

Leia mais

Solução Comentada Prova de Química

Solução Comentada Prova de Química 34. A histamina, estrutura mostrada abaixo, é uma substância orgânica que provoca inchaço e coceira, e que é liberada pelas células de defesa, quando somos picados por insetos. N NH 2 N H Se quisermos

Leia mais

PROCESSOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS I APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA

PROCESSOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS I APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA PROCESSOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS I APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA UNIDADES DIDÁTICAS 1. Introdução ao estudo dos Processos Químicos Industriais. Relacionamento com a Indústria Química. 2. Derivados inorgânicos

Leia mais

01 O chumbo participa da composição de diversas ligas metálicas. No bronze arquitetônico, por

01 O chumbo participa da composição de diversas ligas metálicas. No bronze arquitetônico, por 01 O chumbo participa da composição de diversas ligas metálicas. No bronze arquitetônico, por exemplo, o teor de chumbo corresponde a 4,14% em massa da liga. Seu isótopo radioativo 210 Pb decai pela emissão

Leia mais

CINÉTICA QUÍMICA. Profa. Loraine Jacobs DAQBI.

CINÉTICA QUÍMICA. Profa. Loraine Jacobs DAQBI. CINÉTICA QUÍMICA Profa. Loraine Jacobs DAQBI lorainejacobs@utfpr.edu.br http://paginapessoal.utfpr.edu.br/lorainejacobs Cinética Química Lei de Velocidade Integrada Mostra a variação das concentrações

Leia mais

QUESTÃO 34 Podemos considerar que Dalton foi o primeiro cientista a formalizar, do ponto de vista quantitativo, a existência dos átomos Com base na ev

QUESTÃO 34 Podemos considerar que Dalton foi o primeiro cientista a formalizar, do ponto de vista quantitativo, a existência dos átomos Com base na ev QUÍMICA QUESTÃO 31 Polímeros são macromoléculas orgânicas construídas a partir de muitas unidades pequenas que se repetem, chamadas monômeros Assinale a alternativa que apresenta somente polímeros naturais

Leia mais

"PROCESSO DE FABRICAÇÃO DE ADESIVO PARA SUPERFÍCIES DE VIDROS, CERÂMICAS, ALVENARIAS E PLÁSTICOS À BASE DE LÁTEX DE BORRACHA NATURAL MODIFICADO POR

PROCESSO DE FABRICAÇÃO DE ADESIVO PARA SUPERFÍCIES DE VIDROS, CERÂMICAS, ALVENARIAS E PLÁSTICOS À BASE DE LÁTEX DE BORRACHA NATURAL MODIFICADO POR "PROCESSO DE FABRICAÇÃO DE ADESIVO PARA SUPERFÍCIES DE VIDROS, CERÂMICAS, BORRACHA NATURAL MODIFICADO POR POLIFOSFATO" 5 A presente invenção se refere a um processo de fabricação de adesivo à base de látex

Leia mais

FUVEST 1989 Primeira fase e Segunda fase

FUVEST 1989 Primeira fase e Segunda fase FUVEST 1989 Primeira fase e Segunda fase CONHECIMENTOS GERAIS 85. Assinale a alternativa que apresenta dois produtos caseiros com propriedade alcalinas. a) detergente e vinagre b) sal e coalhada c) leite

Leia mais

Solução Comentada Prova de Química

Solução Comentada Prova de Química Solução Comentada rova de Química 34. A formulação da Tabela eriódica Moderna só foi possível devido à contribuição de vários cientistas no entendimento das propriedades dos elementos. or exemplo, os estudos

Leia mais

(aq) + H 3 O + (aq) K 1 = 1,0 x (aq) + H 3 O + (aq) K 2 = 1,0 x 10-11

(aq) + H 3 O + (aq) K 1 = 1,0 x (aq) + H 3 O + (aq) K 2 = 1,0 x 10-11 Questão 1 O ácido carbônico é formado quando se borbulha o dióxido de carbono em água. Ele está presente em águas gaseificadas e refrigerantes. Em solução aquosa, ele pode sofrer duas dissociações conforme

Leia mais

O QUE É TERMOMETRIA E TEMPERATURA??

O QUE É TERMOMETRIA E TEMPERATURA?? TERMOMETRIA O QUE É TERMOMETRIA E TEMPERATURA?? Termometria: Área específica da Termodinâmica que estuda a temperatura e suas diferentes escalas usadas pelo mundo Temperatura: Parâmetro termométrico que

Leia mais

ATENÇÃO ESTE CADERNO CONTÉM 10 (DEZ) QUESTÕES. VERIFIQUE SE ESTÁ COMPLETO. DURAÇÃO DA PROVA: 3 (TRÊS) HORAS

ATENÇÃO ESTE CADERNO CONTÉM 10 (DEZ) QUESTÕES. VERIFIQUE SE ESTÁ COMPLETO. DURAÇÃO DA PROVA: 3 (TRÊS) HORAS ATENÇÃO ESTE CADERNO CONTÉM 10 (DEZ) QUESTÕES. VERIFIQUE SE ESTÁ COMPLETO. DURAÇÃO DA PROVA: 3 (TRÊS) HORAS A correção de uma questão será restrita somente ao que estiver apresentado no espaço correspondente,

Leia mais

DETERMINAÇÃO DA EQUAÇÃO DA VELOCIDADE DA REAÇÃO. Influência da Concentração dos Reagentes na Velocidade da Reação. Sabemos que:

DETERMINAÇÃO DA EQUAÇÃO DA VELOCIDADE DA REAÇÃO. Influência da Concentração dos Reagentes na Velocidade da Reação. Sabemos que: Química 3 ano Décio fev/08 2 DETERMINAÇÃO DA EQUAÇÃO DA VELOCIDADE DA REAÇÃO Influência da Concentração dos Reagentes na Velocidade da Reação Sabemos que: Quanto maior o número de choques entre as partículas

Leia mais

POLÍMEROS. Química Professora: Raquel Malta 3ª série Ensino Médio

POLÍMEROS. Química Professora: Raquel Malta 3ª série Ensino Médio POLÍMEROS Química Professora: Raquel Malta 3ª série Ensino Médio POLI MERO MUITAS PARTES Para pensar... Nossos descendentes, no futuro, talvez se refiram à nossa época como sendo a era dos plásticos. Muitos

Leia mais

QiD 1 2ª SÉRIE PARTE 3 FÍSICA

QiD 1 2ª SÉRIE PARTE 3 FÍSICA PARA A VALIDADE DO QiD, AS RESPOSTAS DEVEM SER APRESENTADAS EM FOLHA PRÓPRIA, FORNECIDA PELO COLÉGIO, COM DESENVOLVIMENTO E SEMPRE A TINTA. TODAS AS QUESTÕES DE MÚLTIPLA ESCOLHA DEVEM SER JUSTIFICADAS.

Leia mais

02)Numa reação endotérmica, há [1] de calor, a entalpia final (produtos) é [2] que a entalpia inicial (reagentes) e a

02)Numa reação endotérmica, há [1] de calor, a entalpia final (produtos) é [2] que a entalpia inicial (reagentes) e a 01)Numa reação exotérmica, há [1] de calor, a entalpia final (produtos) é [2] que a entalpia inicial (reagentes) e a variação de entalpia é [3] que zero. Completa-se corretamente essa frase substituindo-se

Leia mais

Exercício de Revisão III Unidade. Eletroquímica

Exercício de Revisão III Unidade. Eletroquímica 1 Exercício de Revisão III Unidade Eletroquímica 1) O que difere uma célula galvânica e uma célula eletrolítica? 2) Considere a pilha: Zn(s)/Zn 2+ // Ag + /Ag(s) a) Proponha um esquema de funcionamento

Leia mais

ESTRUTURA E PROPRIEDADES DE POLIMÉROS. PMT Introdução à Ciência dos Materiais para Engenharia 8 a aula autora: Nicole R.

ESTRUTURA E PROPRIEDADES DE POLIMÉROS. PMT Introdução à Ciência dos Materiais para Engenharia 8 a aula autora: Nicole R. ESTRUTURA E PROPRIEDADES DE POLIMÉROS PMT 2100 - Introdução à Ciência dos Materiais para Engenharia 8 a aula autora: Nicole R. Demarquete 1 Roteiro da Aula Histórico Química das moléculas poliméricas Estrutura

Leia mais