UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA FACULDADE DE VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA FACULDADE DE VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS"

Transcrição

1 0 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA FACULDADE DE VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS LARISSA TEIXEIRA NUNES AVALIAÇÃO DE SOLUÇÕES DILUIDORAS E TAXAS DE DESCONGELAÇÃO NO SÊMEN CRIOPRESERVADO DE Prochilodus brevis FORTALEZA-CE 2015

2 1 LARISSA TEIXEIRA NUNES AVALIAÇÃO DE SOLUÇÕES DILUIDORAS E TAXAS DE DESCONGELAÇÃO NO SÊMEN CRIOPRESERVADO DE Prochilodus brevis Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Ciências Veterinárias da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Ciências Veterinárias. Área de concentração: Reprodução e sanidade animal. Linha de Pesquisa: Reprodução e sanidade de carnívoros, onívoros, herbívoros e aves. Orientadora: Dra. Carminda Sandra Brito Salmito Vanderley FORTALEZA 2015

3 2

4 3

5 4 AGRADECIMENTOS A Deus, por ter fortalecido meus ombros ao invés de diminuir a carga, assim pude progredir cada dia com fé, esforço e determinação. Dele tirei força, coragem e entusiasmo para realizar e concluir mais esta etapa em minha vida. Aos meus pais, Fernando Antônio Teixeira Nunes e Joana Célia Teixeira, pelo incentivo, amor, apoio, ensinamentos e cuidado prestados a mim. Por terem me educado, mostrando os valores da honestidade e do respeito, a eles dedico minha admiração e amor. Aos meus irmãos Anderson e Caio Levi Teixeira Nunes, pelos ótimos momentos de diversão e aprendizado, com eles comecei a perceber o quanto é importante respeitar as diferenças do próximo, tornando a convivência mais agradável. Ao meu marido, Paulo Roberto Braga de Castro, pelo carinho, companheirismo, compreensão e apoio, ajudando em todos os momentos, principalmente nos mais difíceis, inclusive na decisão de continuar a carreira acadêmica. À minha orientadora, Profa. Dra. Sandra Salmito-Vanderley, exemplo de determinação e perseverança, agradeço por me aceitar como orientanda desde a graduação, exercendo seu papel com dedicação e paciência, agradeço pelos conselhos, atenção e cuidado. Aos colegas de pós-graduação mestrandos, doutorandos e egressos, Francisco Renan Aragão Linhares, João Paulo Silva Pinheiro, Jordana Sampaio Leite, Júlia Trugilio Lopes, Liliane Veras Leite Castro, Mayara Setúbal Oliveira, Mônica Aline Parente Melo Maciel e Priscila Silva de Almeida Monteiro, pela parceria, ajuda e alegria da convivência diária, tornando os dias no laboratório mais leves e produtivos. Aos atuais e ex-alunos de iniciação científica do LBRP, Cibele Castro Monteiro, Eric Silva Antério, Filipe Oliveira Ferreira, Jéssica de Sousa Castelo Branco, Karen Emanuelly Pinheiro Gomes, Maria Eduarda Magalhães de Souza, Renata Vieira do Nascimento, Romulo Roberto Ribeiro Pinheiro, Thais Maia Torres, Thaís Nery de Castro, Vanessa Alves Pereira, Yasmim Maia Ferreira, e mais recentemente, Deborah Queiroz, Edna Raquel Paiva Teodozia e Vanessa Sayonara de Farias Monteiro, pela presteza, disponibilidade, aprendizado mútuo e momentos de descontração, todos contribuíram de alguma forma para a realização deste trabalho. Aos integrantes do Núcleo Integrado de Biotecnologia, em especial dona Iraci e Henna Roberta Quinto, pelos bons momentos compartilhados. Aos colegas da turma de mestrado, pela troca de experiências e conhecimento. Em sua companhia, foi mais fácil lidar com os momentos de tensão e ansiedade nas disciplinas.

6 5 Ao Prof. Dr. Cláudio Cabral Campello, apesar de seu tão limitado e valioso tempo, aceitou realizar a estatística dos dados experimentais. Aos funcionários e professores do Programa de Pós-graduação em Ciências Veterinárias (PPGCV), pelo apoio, conhecimentos e experiências fornecidos ao longo destes dois anos, que muito acrescentaram. À Universidade Estadual do Ceará, onde iniciei a vida acadêmica, explorei um novo mundo, vivi experiências incríveis e conheci pessoas maravilhosas. À Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP), por ter concedido a bolsa de mestrado. À Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), pelo suporte financeiro fornecido ao LBRP, possibilitando a realização dos experimentos. A todos, minha imensa gratidão!

7 6 RESUMO A curimatã comum é um peixe reofílico, importante componente do ecossistema fluvial e apreciado na culinária nordestina. No entanto, ações antrópicas têm ameaçado sua sobrevivência. Desta forma, surge nos pesquisadores, o interesse no desenvolvimento de protocolos de conservação do material genético, como a criopreservação seminal. Logo, a determinação do meio de congelação e da taxa de descongelação adequados, são passos fundamentais que possibilitarão a utilização dessa biotecnologia na produção de curimatã comum, reduzindo os riscos à sua sobrevivência. Portanto, o objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito de diferentes soluções diluidoras e taxas de descongelação sobre a qualidade do sêmen criopreservado de P. brevis. Para isso, 18 horas antes da coleta de sêmen, os machos receberam dose única de extrato hipofisário de carpa. Cada animal foi sedado com solução à base de eugenol e o sêmen foi coletado. As amostras foram diluídas em quatro meios de congelação (5% Glicose + Metilglicol 10%; 5% Glicose + Dimetilsulfóxido 10%; 0,9% NaCl + Metilglicol 10%; 0,9% NaCl + Dimetilsulfóxido 10%) envasadas em palhetas de 0,25 ml e congeladas em vapor de nitrogênio líquido. O sêmen foi descongelado após sete dias em três taxas de descongelação: 25 C 30 s -1 ; 30 C 16 s -1 ; 40 C 12 s -1. Foram feitas as análises de motilidade, vitalidade e morfologia com auxílio de sistema automatizado de análise seminal (CASA). As características do sêmen in natura assemelharam-se, em sua maioria, às encontradas na literatura. Para o sêmen criopreservado, os maiores resultados de motilidade total e velocidade curvilinear (VCL) foram obtidos utilizando Glicose e DMSO, independente da taxa de descongelação empregada. Para a velocidade em linha reta (VSL) e velocidade média do percurso (VAP), o DMSO proporcionou os melhores resultados, independente do diluente e da taxa de descongelação. No que se refere à vitalidade, os maiores índices foram alcançados quando se utilizou DMSO e as taxas de descongelação de 30 C 16 s -1 ou 40 C 12 s - 1. Quanto à análise morfológica, a maior porcentagem de espermatozoides normais foi obtida utilizando as taxas de 25 C 30 s -1 e 40 C 12 s -1, independente do meio de congelação. A qualidade seminal sofre interferência do meio de congelação, bem como da interação entre seus componentes (diluente e crioprotetor) e da taxa de descongelação empregada. Sob as condições metodológicas empregadas, recomenda-se a criopreservação do sêmen de P. brevis em 5% Glicose + DMSO 10% e descongelação a 30 C durante 16 segundos ou 40 C durante 12 segundos. Palavras-chave: Curimatã comum, congelação seminal, teleósteo, qualidade espermática.

8 7 ABSTRACT Curimatã comum is a migratory fish, an important component of river ecosystem and appreciated in the northeastern cuisine. However, human activities have threatened their survival. Thus arises in the researchers the interest in the development of genetic material storage protocols, such as seminal cryopreservation. Therefore, determining the appropriate freezing media and thawing rate are fundamental steps that will enable the use of this biotechnology in the production of common curimatã, reducing the risk to their survival. Therefore, the aim of this study was to evaluate the effect of different freezing media and thawing rates on the quality of P. brevis cryopreserved semen. For that, 18 hours before semen collection, males received a single dose of pituitary extract of carp. Each animal was sedated with eugenol solution-based and the semen was collected. Samples were diluted in four freezing media (5% Glucose + methyl glycol 10%; 5% Glucose + Dimethylsulfoxide 10%; 0.9% NaCl + methyl glycol 10%, 0.9% NaCl + Dimethylsulfoxide 10%) loaded in straws 0, 25 ml and frozen in liquid nitrogen vapor. The semen was thawed after seven days in three thawing rates: 25 C 30 sec -1 ; 30 C 16 sec -1 ; 40 C 12 sec -1. The motility, vitality and morphology analyzes were performed by computer assisted sperm analysis (CASA). The in natura semen characteristics resembled, mostly, those found in the literature. For cryopreserved semen, the greatest results of total motility and curvilinear velocity (VCL) were obtained using Glucose and DMSO, regardless of thawing rate employed. For the straight-line velocity (VSL) and average path velocity (VAP), DMSO showed the best results, regardless of the diluent and thawing rate. As regards the vitality, the highest values were achieved when DMSO and thawing rates 30 C/16 sec or 40 C/12 sec were used. As to morphological analysis, the greatest percentage of normal sperm cells was obtained using the rates 25 C/30 sec and 40 C/12 sec, regardless of freezing media. The sperm quality suffers interference from the freezing media, as well as the interaction between its components (diluent and cryoprotectant) and the thawing rate used. Under the methodological conditions employed, it is recommended to P. brevis semen cryopreservation the use 5% Glucose + cryoprotectant DMSO 10% and thawing rate at 30 C for 16 seconds or 40 C for 12 seconds. Key words: Curimatã comum, sperm freezing, teleost, sperm quality.

9 8 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 Exemplar de curimatã comum (Prochilodus brevis)...13 Capítulo 1 Figura 1 Média ± erro padrão da taxa de motilidade total dos espermatozoides de curimatã comum, criopreservados em diferentes meios de congelação. A) Letras minúsculas representam diferença entre os crioprotetores. B) Letras minúsculas representam diferença entre os diluentes (p<0,05)...36 Figura 2 Média ± erro padrão da VCL, VSL e VAP dos espermatozoides de curimatã comum criopreservados em diferentes meios de congelação. A, C e D) Letras minúsculas representam diferença entre os crioprotetores, dentro do mesmo parâmetro. B) Letras minúsculas representam diferença entre os diluentes, dentro do mesmo parâmetro (p<0,05).37 Figura 3 Média ± erro padrão da taxa de vitalidade no sêmen descongelado de curimatã comum. Letras maiúsculas representam diferença do crioprotetor entre as taxas de descongelação. Letras minúsculas representam diferença entre os crioprotetores na mesma taxa de descongelação (p<0,05). D1: descongelação a 25 C 30 s -1 ; D2: descongelação a 30 C 16 s -1 ; D3: descongelação a 40 C 12 s Figura 4 Média ± erro padrão da taxa de espermatozoides normais no sêmen de curimatã comum descongelado em três diferentes taxas. Letras minúsculas representam diferença entre as taxas de descongelação (p<0,05). D1: descongelação a 25 C 30 s-1; D2: descongelação a 30 C 16 s-1; D3: descongelação a 40 C 12 s Figura 5 Média ± erro padrão da taxa de espermatozoides normais no sêmen de curimatã comum criopreservado em diferentes meios de congelação. Letras maiúsculas representam diferença entre os diluentes. Letras minúsculas representam diferença entre os crioprotetores com o mesmo diluente (p<0,05)...39

10 9 LISTA DE TABELAS Capítulo 1 Tabela 1 Peso e comprimento corporal e características do sêmen in natura de curimatã comum, média ± desvio padrão...36

11 10 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ANOVA Análise de Variância CASA Análise do Sêmen Assistida por Computador (Computer Assisted Sperm Analyzis) DMSO Dimetilsufóxido DNOCS Departamento Nacional de Obras Contra as Secas EHC Extrato Hipofisário de Carpa FINEP Financiadora de Estudos e Projetos FUNCAP Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico LBRP - Laboratório de Biotecnologia da Reprodução de Peixes MG Metilglicol NaCl Cloreto de Sódio ph Potencial Hidrogeniônico PPGCV Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias PROC GLM - General Linear Models Procedure SAS - Statistical Analysis System SCA - Sperm Class Analyser UECE Universidade Estadual do Ceará VAP Velocidade Média do Percurso (Average Path Velocity) VCL Velocidade Curvilinear (Curvilinear Velocity) VSL Velocidade Progressiva Linear (Straight Line Velocity)

12 11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO REVISÃO DE LITERATURA ESPÉCIE EM ESTUDO E SUA REPRODUÇÃO TAXONOMIA (FISHBASE, 2015) CARACTERÍSTICAS GERAIS DO SÊMEN DE PEIXES CHARACIFORMES Volume seminal Osmolaridade e ph do sêmen Concentração espermática AVALIAÇÃO ESPERMÁTICA: CINÉTICA, MORFOLOGIA E VITALIDADE CRIOPRESERVAÇÃO SEMINAL Meios de congelação: diluentes e crioprotetores Taxas de descongelação JUSTIFICATIVA HIPÓTESE CIENTÍFICA OBJETIVOS OBJETIVO GERAL OBJETIVOS ESPECÍFICOS CAPÍTULO CONCLUSÕES PERSPECTIVAS REFERÊNCIAS... 42

13 12 1 INTRODUÇÃO Muitos peixes neotropicais apresentam apenas deslocamentos relativamente curtos dentro de seus habitats. No entanto, um número significativo deles migra ao longo do rio (PETRERE Jr, 1985). Essa migração é chamada de piracema, ela ocorre durante o período de chuvas e é caracterizado pelo deslocamento desses animais em direção à cabeceira dos rios para se reproduzir (GODINHO; GODINHO, 1994). O Prochilodus brevis Steindachner, 1875 é um peixe migratório, pertencente à ordem Characiformes. Conhecido regionalmente como curimatã comum, esta espécie é endêmica dos estados do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, mas atualmente está distribuída pelas regiões Nordeste e parte do Sudeste (DOURADO, 1981). A curimatã comum, como uma espécie do gênero Prochilodus, é um componente ecológico importante no ecossistema fluvial, logo sua perda poderá alterar a dinâmica dos rios em que está inserida (TAYLOR et al., 2006). Apresenta grande valor comercial no sertão norteriograndense (ARAÚJO; GURGEL, 2002), no entanto encontra-se ameaçada pela construção de reservatórios de água e pela pesca predatória, principalmente no período que antecede a desova. Apesar da importância da espécie, há uma escassez de trabalhos sobre sua reprodução e características dos gametas, despertando nos pesquisadores o interesse pela busca de informações para subsidiar o desenvolvimento de programas de conservação dos estoques naturais a evitar a extinção da espécie. Nesse contexto, a criopreservação de sêmen surge como uma área em ascensão para a produção em aquicultura e preservação do material genético (RESENDE; MARQUES, 2009). As etapas do processo de criopreservação devem evitar injúrias às células espermáticas, ao passo que boas taxas de fertilização são resultado da preservação das funções normais desses gametas. Essas etapas devem adequar-se às particularidades de cada espécie. É preciso conhecer o meio de congelação que melhor interage com os espermatozoides de curimatã comum, evitando crioinjúrias e fornecendo os nutrientes essenciais às necessidades desses gametas. A taxa de descongelação apropriada também é um passo importante nesse processo, uma vez que este, é um dos momentos críticos de estresse celular. Encontrar a temperatura e o tempo de descongelação que promovam menos estresse poderá manter o maior número de espermatozoides aptos à fecundação. Portanto, existe a necessidade de definir um protocolo padrão para a criopreservação do sêmen de Prochilodus brevis.

14 13 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 ESPÉCIE EM ESTUDO E SUA REPRODUÇÃO A espécie Prochilodus brevis (Steindachner, 1875) tem como nome popular curimatã comum, é originária das bacias nordestinas, principalmente as cearenses, mas atualmente é encontrada em todo o Nordeste e parte do Sudeste do Brasil (DOURADO, 1981). Essa espécie não defende território e costuma habitar áreas não marginais de açudes e rios. Na fase juvenil alimenta-se de plâncton e quando adulto, passa a ingerir matéria orgânica e microrganismos associados à lama do fundo de lagos e margens de rios, caracterizando regime alimentar iliófago, também alimenta-se de restos de animais e vegetais (DOURADO, 1981). FIGURA 1 Exemplar de curimatã comum (Prochilodus brevis). Fonte: LBRP Nos primeiros 17 meses de idade, a curimatã comum cresce rapidamente e atinge, em média, 34 cm, crescendo lentamente daí em diante. Estudos recentes registraram seu comprimento médio entre 23 e 30 cm. Quanto ao peso, este varia entre 215 a 513 g (NASCIMENTO et al., 2012). As fêmeas são ligeiramente maiores que os machos, principalmente durante o período reprodutivo, entretanto, P. brevis não apresenta dimorfismo sexual (NASCIMENTO et al., 2012; GURGEL et al., 2012). O comportamento reprodutivo da curimatã comum possui como aspectos principais, a migração para a desova, ou seja, é uma espécie reofílica. Este fenômeno é conhecido como piracema, quando no período chuvoso esses peixes percorrem trajetos de vários quilômetros até as áreas de reprodução, onde liberam seus gametas em águas abertas (GESTEIRA, 1978). Apresenta desova anual total, isto é, na época de enchente dos rios, que no Nordeste ocorre de dezembro a maio, fêmeas e machos liberam todo o conteúdo gamético

15 14 e a fecundação ocorre no meio externo. Após a eclosão, os adultos retornam para as partes mais profundas dos rios e açudes, portanto não apresentam cuidados parentais (PORTO, 1897; NASCIMENTO et al., 2012). Em águas paradas, como o cativeiro, os peixes reofílicos não se reproduzem naturalmente, devido à ausência de estímulos ambientais e hormonais, desencadeados pela piracema, sendo necessária a indução hormonal da reprodução. Atualmente, um dos principais agentes indutores da maturação final e liberação dos gametas, aplicados em reprodução artificial de espécies nativas brasileiras, é o extrato bruto de hipófise de carpa (EHC) (ZANIBONI FILHO; WEINGARTNER, 2007). 2.2 TAXONOMIA (FISHBASE, 2015) Reino: Animalia Filo: Chordata Classe: Actinopterygii Ordem: Characiformes Família: Prochilodontidae Gênero: Prochilodus Espécie: Prochilodus brevis 2.3 CARACTERÍSTICAS GERAIS DO SÊMEN DE PEIXES CHARACIFORMES Volume seminal O volume de sêmen é a quantidade produzida e varia conforme a espécie e até dentro da mesma espécie. Os aspectos que influenciam essa característica são variados e vão desde estação do ano, clima, período de repouso sexual, método de coleta, tratamento hormonal (MURGAS et al., 2011) até as condições do confinamento (ALMEIDA, 2013). Para a espécie em estudo, já foram registrados os valores de 1,31 ml (LOPES et al., 2014) e 0,15 ml (SILVA et al., 2014), para volume seminal, em ambos os trabalhos foi realizada indução hormonal para a coleta do sêmen.

16 Osmolaridade e ph do sêmen Em condições naturais ou mesmo na fertilização artificial, o ph e a osmolaridade do sêmen de peixes são fatores cruciais, pois estão relacionados com a despolarização da membrana do espermatozoide e podem afetar a capacidade da motilidade flagelar. A osmolaridade varia de acordo com características individuais e espécie-específicas (ALAVI; COSSON, 2006). No plasma seminal, os espermatozoides mantêm-se quiescentes, com osmolaridade em torno de 300mOsm/kg. No entanto, este é um fator crítico aos espermatozoides, que possuem pouco tempo de motilidade após a ativação (ALAVI; COSSON, 2006), que na maioria dos peixes de água doce é de 30 a 40 segundos, em média (HINES; YASHOUV, 1971; BILLARD; MARCEL; MATEI, 1981). O ph extracelular atua, possivelmente, como um segundo mensageiro no processo de ativação da motilidade espermática, pois sozinho não é capaz de desencadear tal processo. Porém, seus valores ótimos são necessários e alterações do ph seminal de peixes, que pode variar de 6,5 a 8,5 em peixes de água doce, interferem na motilidade em diferentes espécies (TABARES; TARAZONA; OLIVEIRA, 2005) Concentração espermática A concentração espermática é a densidade de espermatozoides por ml de sêmen, podendo ser determinada pela contagem em câmaras volumétricas, mediante diluição do sêmen em formol-citrato (FELIZARDO et al., 2010). Para P. brevis, já foram documentados os valores de 22,26 x 10 9 sptz.ml -1 (LOPES et al., 2014) e 1,5 x 10 7 sptz.ml -1 (SILVA et al., 2014), em ambos a indução hormonal foi realizada. Como os outros parâmetros supracitados, sua variação ocorre conforme a espécie, peso, idade do peixe, época do ano (SILVA et al., 2009), frequência de coleta e volume do ejaculado (MURGAS et al., 2011). O tratamento hormonal também modifica os valores de concentração espermática, uma vez que o plasma seminal aumenta, com consequente diminuição do número de espermatozoides a cada ml de sêmen (VIEIRA et al., 2011). 2.4 AVALIAÇÃO ESPERMÁTICA: CINÉTICA, MORFOLOGIA E VITALIDADE

17 16 Um dos parâmetros mais utilizados na avaliação da qualidade espermática é a motilidade, pois esta característica é um importante pré-requisito para a fertilização dos ovócitos (RURANGWA et al., 2004). Viveiros et al. (2009) relataram que a taxa de motilidade do sêmen descongelado de dourado (Salminus brasiliensis) revelava o número de espermatozoides com membranas intactas, demonstrado a íntima relação da motilidade com a viabilidade espermática e com a capacidade fertilizante do sêmen de peixes. A técnica convencional, baseada na observação através de microscópio ótico, é utilizada pela maioria dos laboratórios para realizar análise seminal. Essa avaliação é feita de forma subjetiva, por um avaliador bem treinado, que estima a taxa de espermatozoides móveis numa escala de 0 a 100% (TAITSON et al., 2008). Atualmente o Computer Assisted Sperm Analysis (CASA) vem sendo utilizado na análise objetiva da motilidade. Um sistema automático (hardware e software Sperm Class Analyser - SCA) utilizado para visualizar, digitalizar e analisar imagens sucessivas, gerando informações precisas e significativas do movimento individual de cada célula e de subpopulações de células espermáticas (AMANN; KATZ, 2004). Com o auxílio do programa é possível avaliar a porcentagem de espermatozoides móveis (ou taxa de motilidade), além da porcentagem de espermatozoides com velocidade rápida, média ou lenta; assim como analisar as propriedades de trajetória e velocidade dos espermatozoides, sendo algumas delas: velocidade curvilínea (VCL - μm/s), velocidade em linha reta (VSL - μm/s), velocidade média da trajetória (VAP - μm/s) (AMANN; KATZ, 2004). O CASA já foi utilizado para analisar a motilidade espermática de algumas espécies do gênero Prochilodus, como P. brevis (LOPES et al., 2014), P. magdalenae (ATENCIO et al., 2013; MARTÍNEZ; PARDO, 2013) e P. lineatus (VIVEIROS et al., 2013). Outro parâmetro relevante na análise da qualidade espermática é a morfologia. Para atingir boas taxas de motilidade é importante que a morfologia das células espermáticas esteja dentro da normalidade (COSSON et al., 1999). Os espermatozoides de peixes podem ser morfologicamente divididos em cabeça, peça intermediária e cauda (NAGAHAMA, 1983). Na maioria dos grupos de peixes, falta o acrossoma, que ocorre em todos os outros grupos de vertebrados. Todavia, a carência desta estrutura é compensada pela presença da micrópila no ovócito, que facilita a entrada do espermatozoide (COSSON et al., 1999). Juntamente com a análise da motilidade, a avaliação morfológica dos espermatozoides torna a atribuição de boa qualidade seminal mais precisa e auxilia na seleção

18 17 de amostras com potencial fertilizante, além de explicar insucessos de reprodutores tidos como aptos após análises convencionais de motilidade espermática (MILIORINI, 2006). As morfopatologias espermáticas podem ser causadas por múltiplos fatores, e são classificadas em primárias, quando são provenientes da espermatogênese e secundárias, quando são causadas pelo manejo durante a coleta e processamento do sêmen (HERMAN; MITCHELL; DOAK, 1994). Em estudos de criopreservação de sêmen de Characiformes, poucos trabalhos avaliam a morfologia espermática como critério de definição da qualidade seminal pósdescongelação (MELO-MACIEL et al., 2012), apesar dos processos de criopreservação do sêmen atuarem como agentes potenciais de alterações da morfologia espermática. A análise da vitalidade espermática também constitui um aspecto importante na avaliação do sêmen, principalmente após a descongelação. Durante o processo de criopreservação alguns eventos podem danificar a célula espermática, levando à lise celular e, consequentemente, sua morte. Esta análise consiste em estimar a porcentagem de células vivas e mortas (PÉREZ-CEREZALES et al., 2010). Embora imprescindíveis para a sobrevivência dos espermatozoides no processo de congelação, os crioprotetores possuem efeitos tóxicos para o espermatozoide, tornando algumas substâncias utilizadas na criopreservação de outros tipos celulares, impróprias para a célula espermática (WATSON, 2000). A redução da temperatura durante o processo de criopreservação leva a formação de cristais de gelo no espaço extracelular, criando um gradiente osmótico entre a solução intracelular inicialmente isotônica e a solução congelada extracelular que se encontra concentrada. Dependendo da velocidade de refrigeração, a água se move através da membrana e se une à fase congelada do meio extracelular ou irá congelar, formando gelo no interior da célula. Na maioria dos casos, as células submetidas à formação de cristais de gelo intracelular se tornam osmoticamente inativas ou lisadas devido à perda da integridade da membrana (DENVIREDDY et al., 2002). 2.5 CRIOPRESERVAÇÃO SEMINAL O primeiro estudo sobre congelação de sêmen de peixe foi realizado por Blaxter (1953) com o objetivo de viabilizar o cruzamento de dois tipos de arenque (Clupea harengus) que desovam em épocas diferentes do ano. Além deste primeiro objetivo, o uso de

19 18 técnicas para o armazenamento de sêmen de peixes justifica-se por razões ligadas a questões ambientais e econômicas, uma vez que a utilização e a implantação de bancos genéticos, incluindo a congelação de sêmen, constituem soluções potenciais para minimizar perdas decorrentes da ação do homem sobre os peixes nativos, garantindo a diversidade genética tanto para os programas de repovoamento, como para a produção comercial (SHIMODA, 2004). O sêmen congelado pode ser mantido em bancos de sêmen por prazo indeterminado, o que possibilita o estabelecimento de programas de melhoramento genético com a utilização de machos selecionados, eliminação do problema de assincronia da atividade reprodutiva entre machos e fêmeas, redução do número de reprodutores machos mantidos na estação de piscicultura, com consequente redução dos custos (GODINHO, 2007). A técnica de congelação celular pode ser dividida em três etapas: (1) As células são submetidas a uma solução crioprotetora, que penetra na célula e substitui a maior quantidade de água intracelular; (2) Posteriormente, a célula deve regular a osmolaridade, ficando isotônica com o meio extracelular, o que pode causar efeitos tóxicos e impacto osmótico nas mesmas; (3) Finalmente, diminui-se a temperatura passando pelo ponto de congelação da água e da solução crioprotetora (LEZCANO, 2001). Existem vários utensílios e equipamentos para congelar as amostras de sêmen, sendo os mais utilizados as caixas de isopor, dry shippers, freezers reguláveis e botijões criogênicos, dentro dos quais são introduzidas palhetas francesas plásticas, cujo volume pode ser de 0,25; 0,5 e 5 ml (MAISSE et al., 1998) Meios de congelação: diluentes e crioprotetores Para a congelação é necessário que o sêmen seja diluído em um meio de congelação, composto pelo diluente e pelo crioprotetor. O meio de congelação é responsável por nutrir a célula espermática e prevenir as crioinjúrias durante a congelação e descongelação seminal. Salmito-Vanderley et al. (2012) listam inúmeros meios de congelação utilizados na criopreservação do sêmen de algumas espécies da ordem Characiformes. O diluente, geralmente uma solução rica em sais e/ou carboidratos, promove o aumento do volume de sêmen, facilitando sua distribuição em doses, e atua como fonte de energia para o espermatozoide pós-descongelado. As condições mínimas requeridas para um diluente adequado são: isotonicidade, para que não haja ativação prévia da motilidade

20 19 espermática; estabilidade, pois suas características físico-químicas não devem ser alteradas durante o contato com o sêmen; condutividade térmica elevada, permitindo a rápida transferência de temperatura do meio externo para os espermatozoides; esterilidade, ou seja, não devem vincular microrganismos potencialmente nocivos às células espermáticas; e, finalmente, servir de carreador de crioprotetores (LEGENDRE; BILLARD, 1980). O diluente Glicose destaca-se nesse contexto por tratar-se de uma solução de fácil aquisição, já testada com sucesso para o sêmen de curimba, um peixe do gênero Prochilodus (VIVEIROS et al., 2009). A solução salina 0,9% NaCl também já foi utilizada como diluente, proporcionando boas taxas de motilidade (MARIA et al., 2006a; MARIA et al., 2006b; OLIVEIRA et al., 2007; ÓRFÃO et al., 2011). O crioprotetor, por sua vez, tem como função proteger as células espermáticas dos efeitos deletérios provocados pela criopreservação. Deve possuir baixa toxicidade para as células e alta solubilidade em água (BATISTA et al., 2006). Crioprotetores podem ser classificados como intracelulares (permeáveis) ou extracelulares (impermeáveis). Os crioprotetores intracelulares são indispensáveis para o sucesso da criopreservação, pois atuam desidratando e reduzindo o ponto crioscópio do interior da célula dificultando a formação de cristais de gelo intracelulares que as danificam. Os crioprotetores extracelulares podem ser ou não adicionados ao meio de congelação, e auxiliam na proteção celular recobrindo a superfície da célula e estabilizando a membrana (WATSON, 1995). Entre os crioprotetores mais utilizados na criopreservação do sêmen de peixe podem ser citados crioprotetores internos como o dimetilsulfóxido (DMSO), glicerol, metanol e etilenoglicol usados geralmente a uma concentração de 10% (MARIA, 2005). Outra substância crioprotetora que vem sendo utilizada é o metilglicol, menos tóxico que os outros crioprotetores, já foi testado com sucesso na criopreservação de sêmen de piracanjuba, Brycon orbignyanus (MARIA et al., 2006a), curimba, Prochilodus lineatus (VIVEIROS et al., 2008), pacu, Piaractus mesopotamicus (ÓRFÃO et al., 2008) e, mais recentemente, em pirapitinga, Piaractus brachypomus (NASCIMENTO et al., 2010). Na maioria dos trabalhos, observa-se que a combinação dos dois agentes (crioprotetores e diluentes) é bastante variável, o que torna muito difícil a tarefa de distinguir qual é o fator ideal para cada espécie, já que eles atuam de forma distinta (SALMITO- VANDERLEY et al., 2012).

21 Taxas de descongelação O processo de descongelação depende de como o sêmen foi congelado. Espermatozoides congelados em curvas moderadas necessitam de curvas adequadas de descongelação. Neste caso, como o gelo extracelular descongela lentamente, diluirá lentamente o soluto das frações de água não congeladas, o que permite que a água se difunda lentamente para dentro da célula, diluindo o soluto intracelular até atingir a concentração inicial. Se o espermatozoide é descongelado rapidamente, o gelo derrete rapidamente, diluindo o soluto do meio e a água entrará muito rapidamente no espermatozoide, o qual se encontra altamente concentrado, danificando o espermatozoide (GRAHAM, 1996). Segundo Resende e Marques (2009), células que tenham sido protegidas com crioprotetores e resfriadas de forma adequada podem, mesmo assim, morrer se elas forem descongeladas muito rápida ou lentamente. A descongelação é o oposto da congelação: as células precisam de tempo para se reidratarem, mas também necessitam se descongelar rápido o suficiente para que os cristais de gelo não se formem durante o processo e se tornem grandes o suficiente para matá-las. Na descongelação do sêmen de algumas espécies de piracema, tem-se utilizado temperatura de banho-maria entre 26 e 60 ºC e tempo de imersão entre cinco e 14 segundos (SILVA, 2000; MURGAS et al., 2003; MORAES, 2004; MARIA et al., 2006a), entre os caracídeos as taxas de 30 C por 16 s e 60 C por 8 s são as mais testadas (VIVEIROS et al., 2011; VIVEIROS et al., 2012).

22 21 3 JUSTIFICATIVA O Prochilodus brevis é uma espécie nativa dos estados do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. Do ponto de vista ecológico, é de fundamental importância para a composição do ecossistema fluvial e possui potencial econômico por ser utilizado na culinária nordestina. Entretanto sua sobrevivência está ameaçada pela pesca predatória, principalmente no período que antecede sua desova e pela construção de barragens. Estes fatores despertam nos pesquisadores o interesse sobre o estudo da biologia reprodutiva dessa espécie, sendo a criopreservação do sêmen, uma das áreas em ascensão para a produção em aquicultura e preservação de material genético em programas de conservação. Diversos estudos mostram que a criopreservação seminal é uma boa alternativa para a melhoria da reprodução de peixes, tendo em vista que seus benefícios são variados, dentre eles: sincronizar a disponibilidade dos gametas; conservar a variabilidade genética; reduzir os custos de manutenção do plantel de reprodutores; possibilitar trocas de material genético entre laboratórios; dentre outros. Já existem trabalhos que relatam diversos aspectos sobre a biologia reprodutiva de Prochilodus brevis, porém, não com o desenvolvimento e aplicação de biotecnologias relacionadas à reprodução, como a criopreservação. A definição de etapas do processo de criopreservação é de suma importância para manter as características seminais adequadas a fim de garantir boas taxas de fertilização.

23 22 4 HIPÓTESE CIENTÍFICA A associação de Glicose 5% e 10% de metilglicol como diluente e crioprotetor, respectivamente, viabiliza a criopreservação do sêmen de Prochilodus brevis, proporcionando boa qualidade seminal pós descongelação. A taxa de descongelação é um fator determinante na qualidade espermática pósdescongelação, independente do diluidor utilizado.

24 23 5 OBJETIVOS 5.1 OBJETIVO GERAL Avaliar o efeito de diferentes soluções diluidoras e taxas de descongelação sobre a qualidade do sêmen criopreservado de Prochilodus brevis. 5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Avaliar a qualidade do sêmen in natura de P. brevis; Testar as soluções de Glicose e NaCl como diluentes associados aos crioprotetores Dimetilsulfóxido ou Metilglicol para a criopreservação do sêmen de P. brevis; Verificar a influência de três diferentes taxas de descongelação sobre a qualidade seminal de P. brevis.

25 24 6 CAPÍTULO 1 Criopreservação do sêmen de Prochilodus brevis: meios de congelação e taxas de descongelação Cryopreservation of Prochilodus brevis semen: freezing media and thawing rates Periódico: Revista Semina: Ciências Agrárias (Submetido em: 04 de junho de 2015)

26 25 Criopreservação do sêmen de Prochilodus brevis: meios de congelação e taxas de descongelação Cryopreservation of Prochilodus brevis semen: freezing media and thawing rates Larissa Teixeira Nunes 1, Mayara Setúbal Oliveira 1, Júlia Trugilio Lopes 1, Maria Eduarda Magalhães de Sousa 1, Rômulo Roberto Ribeiro Pinheiro 1, Cláudio Cabral Campello 1, Carminda Sandra Brito Salmito Vanderley 1,2* 1 Faculdade de Veterinária, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, Ceará, Brasil. 2 Centro de Ciências da Saúde, Universidade Estadual do Ceará, Ceará, Brasil. * Correspondência: Av. Dr. Silas Munguba, 1700, Campus do Itaperi, Fortaleza-CE Telefone: (85) RESUMO O Prochilodus brevis é um peixe reofílico, importante componente do ecossistema fluvial e apreciado na culinária nordestina. No entanto, ações antrópicas têm ameaçado sua sobrevivência. Desta forma, surge, nos pesquisadores, o interesse no desenvolvimento de protocolos de conservação do material genético, como a criopreservação seminal. Logo, a determinação do meio de congelação e da taxa de descongelação adequados, são passos fundamentais que possibilitarão a utilização dessa biotecnologia na produção de curimatã comum, reduzindo os riscos à sua sobrevivência. Portanto, o objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito de diferentes soluções diluidoras e taxas de descongelação sobre a qualidade do sêmen criopreservado de P. brevis. Para isso, 18 horas antes da coleta de sêmen, os machos receberam dose única de extrato hipofisário de carpa. Cada animal foi sedado com solução à base de eugenol e o sêmen foi coletado. As amostras foram diluídas em quatro meios de congelação (5% Glicose + Metilglicol 10%; 5% Glicose + DMSO 10%; 0,9% NaCl + Metilglicol 10%; 0,9% NaCl + DMSO 10%) envasadas em palhetas de 0,25 ml e congeladas em vapor de nitrogênio líquido. O sêmen foi descongelado após sete dias em três taxas de descongelação: 25 C 30 s -1 ; 30 C 16 s -1 ; 40 C 12 s -1. Foram feitas as análises de motilidade, vitalidade e morfologia com auxílio de sistema automatizado de análise seminal (CASA). As características do sêmen in natura assemelharam-se, em sua maioria, às encontradas na literatura. Para o sêmen criopreservado, os maiores resultados de motilidade total e VCL foram obtidos utilizando Glicose e DMSO, independente da taxa de descongelação empregada. Para as demais velocidades (VSL e VAP), o DMSO proporcionou os melhores resultados, independente do diluente e da taxa de descongelação. No que se refere à vitalidade, os maiores índices foram alcançados quando se utilizou DMSO e as taxas de descongelação de 30 C 16 s -1 ou 40 C 12 s -1. Quanto à análise morfológica, a maior porcentagem de

27 26 espermatozoides normais foi obtida utilizando as taxas de 25 C 30 s -1 e 40 C 12 s -1, independente do meio de congelação. A qualidade seminal sofre interferência do meio de congelação, bem como da interação entre seus componentes (diluente e crioprotetor) e da taxa de descongelação empregada. Sob as condições metodológicas empregadas, recomenda-se a criopreservação do sêmen de P. brevis em 5% Glicose + DMSO 10% e descongelação a 30 C durante 16 segundos ou 40 C durante 12 segundos. Palavras-chave: Curimatã comum, congelação seminal, diluente seminal, agente crioprotetor, temperatura de descongelação, qualidade espermática. ABSTRACT Prochilodus brevis is a migratory fish, an important component of river ecosystem and appreciated in the northeastern cuisine. However, human activities have threatened their survival. Thus, arises in the researchers the interest in the development of genetic material storage protocols, such as seminal cryopreservation. Therefore, determining the appropriate freezing media and thawing rate are fundamental steps that will enable the use of this biotechnology in the production of common curimatã, reducing the risk to their survival. Therefore, the aim of this study was to evaluate the effect of different freezing media and thawing rates on the quality of P. brevis cryopreserved semen. For that, 18 hours before semen collection, males received a single dose of pituitary extract of carp. Each animal was sedated with eugenol solution-based and the semen was collected. Samples were diluted in four freezing media (5% Glucose + methyl glycol 10%; 5% Glucose + DMSO 10%; 0.9% NaCl + methyl glycol 10%, 0.9% NaCl + DMSO 10%) loaded in straws 0, 25 ml and frozen in liquid nitrogen vapor. The semen was thawed after seven days in three thawing rates: 25 C 30 sec -1 ; 30 C 16 sec -1 ; 40 C 12 sec -1. The motility, vitality and morphology analyzes were performed by computer assisted sperm analysis (CASA). The in natura semen characteristics resembled, mostly, those found in the literature. For cryopreserved semen, the greatest results of total motility and VCL were obtained using Glucose and DMSO, regardless of thawing rate employed. For the other velocities (VSL and VAP), DMSO showed the best results, regardless of the diluent and thawing rate. As regards the vitality, the highest values were achieved when DMSO and thawing rates 30 C/16 sec or 40 C/12 sec were used. As to morphological analysis, the greatest percentage of normal sperm cells was obtained using the rates 25 C/30 sec and 40 C/12 sec, regardless of freezing media. The sperm quality suffers interference from the freezing media, as well as the interaction between its components (diluent and cryoprotectant) and the thawing rate used. Under the methodological conditions

28 27 employed, it is recommended to P. brevis semen cryopreservation the use 5% Glucose + cryoprotectant DMSO 10% and thawing rate at 30 C for 16 seconds or 40 C for 12 seconds. Key words: Curimatã comum, sperm freezing, sperm extender, cryoprotective agent, thawing temperature, sperm quality. Introdução O Prochilodus brevis ou curimatã comum, como é conhecido regionalmente, é um peixe migratório, pertencente à ordem Characiformes. É endêmico nos estados do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, mas atualmente está distribuído pelas regiões Nordeste e parte do Sudeste. Sua importância ecológica está relacionada ao regime alimentar detritívoro, quando adulto (DOURADO, 1981). Essa característica é fundamental para o ecossistema fluvial, uma vez que os detritos são a principal via de energia e fluxo de materiais na maioria dos ecossistemas, dá suporte aos níveis tróficos superiores e é uma importante fonte de regeneração de nutrientes inorgânicos e absorção, portanto perdas de espécies detritívoras poderia interromper o funcionamento do ecossistema (MOORE et al., 2004). Outro aspecto relevante é a importância social, pois seu consumo está mais ligado à subsistência, muito embora, em algumas regiões tenha forte apelo econômico. A construção de barragens hidrelétricas, pesca predatória, escassez de chuvas e poluição são alguns fatores que têm afetado a migração e, consequentemente, a dinâmica do rio, ameaçando a sobrevivência de diversas espécies de peixes, em especial as reofílicas, fazendo-se necessário o desenvolvimento de biotecnologias para a aquicultura de P. brevis. Contudo, há poucos trabalhos que testam biotecnias de conservação seminal, despertando nos pesquisadores o interesse por informações para subsidiar o desenvolvimento de programas de conservação dos estoques naturais e evitar a extinção da espécie. Nesse contexto, a criopreservação de sêmen surge como uma área em ascensão para a produção em aquicultura e preservação do material genético de espécimes com características de interesse e ameaçados (RESENDE; MARQUES, 2009). Durante o processo de criopreservação deve-se evitar injúrias às células espermáticas, ao passo que boas taxas de fertilização são resultado da preservação das funções normais desses gametas. As etapas deste processo devem adequar-se às particularidades de cada espécie (CARNEIRO et al., 2012). Dessa forma, conhecer o meio de congelação que melhor interage com os espermatozoides de curimatã comum é imprescindível para evitar danos e fornecer os nutrientes essenciais aos gametas. Outro ponto fundamental para o sucesso da criopreservação é a definição da temperatura e do tempo apropriados durante a descongelação, uma vez que este é um dos momentos críticos de estresse celular (LEUNG, 1991). Durante esse processo, as células precisam de tempo para se reidratarem, mas também devem descongelar rápido o suficiente para que os cristais de gelo não se formem e se tornem grandes o suficiente para romper a membrana e causar morte celular (RESENDE; MARQUES, 2009). A utilização da taxa de descongelação ótima diminuirá o estresse causado ao espermatozoide, mantendo-o apto à fecundação.

29 28 Portanto, a elaboração de um protocolo eficaz para a criopreservação do sêmen de P. brevis, poderá levar a uma melhor qualidade seminal pós-descongelação, permitindo o aumento da reprodução desta espécie em cativeiro, para suprir a demanda do pescado e evitar seu esgotamento em estoques naturais. Diante disso, este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes soluções diluidoras e taxas de descongelação sobre cinética, morfologia e vitalidade dos espermatozoides criopreservados de P. brevis. Material e Métodos Manejo dos animais e coleta seminal O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética para o Uso de Animais da Universidade Estadual do Ceará ( /2014). O experimento foi realizado entre os meses de janeiro e abril de 2013, no Laboratório de Biotecnologia da Reprodução de Peixes LBRP (3 47'36.2"S; 38 33'30.1"W), localizado no campus do Itaperi da Universidade Estadual do Ceará (UECE), em Fortaleza, Ceará, Brasil. Os exemplares de P. brevis utilizados neste estudo foram mantidos em tanques de fibra de vidro de 7100 L com aeração constante. Os animais foram alimentados duas vezes ao dia com ração comercial (32% de proteína bruta) na proporção de 3% da biomassa animal. Vinte e nove machos de curimatã comum, com papila urogenital hiperêmica e liberação de sêmen detectável sob leve pressão abdominal, receberam por via intracelomática, uma dose (3 mg kg -1 peso corporal) de extrato hipofisário de carpa (EHC). Dezoito horas após a indução hormonal, cada animal foi retirado do tanque de manejo e sedado com solução a base de óleo de cravo (Eugenol; União Vegetal Suplementos Nutricionais Ltda) na proporção de 1:10:10000 (eugenol:álcool:água). Em seguida, o animal foi pesado, medido e teve a papila urogenital devidamente seca com papel toalha para evitar contaminação e os olhos envoltos em pano úmido para facilitar a contenção e minimizar o estresse. Uma leve pressão abdominal no sentido anteroposterior foi realizada para a liberação do sêmen, que foi armazenado em tubos graduados de polietileno e mantido em caixa térmica com gelo a aproximadamente 4º C. Para o experimento, foram selecionadas amostras (n=20) que não apresentaram ativação prévia (atribuída a contaminação por água, urina, fezes ou sangue) e motilidade superior a 85% após a ativação com NaCl 50 mm. Análise do sêmen in natura Inicialmente o volume seminal (ml) foi mensurado por meio de tubos graduados. Em seguida, alíquotas de sêmen de cada animal foram destinadas às análises de osmolaridade e ph seminais e concentração, cinética, vitalidade e morfologia espermáticas. A osmolaridade e o ph foram mensurados em osmômetro digital de refrigeração Peltier (Roebling, Alemanha) e fitas de ph (MERCK-Alemanha), respectivamente.

30 29 A concentração espermática foi calculada por meio de contagem das células em câmara de Neubauer com auxílio de microscópio ótico (400x), após diluição em solução de citrato formolizada a 4% a uma taxa de 1:4000 (sêmen: solução fixadora). A cinética foi avaliada em sistema de análise seminal auxiliada por computador (CASA), por meio do software Sperm Class Analyser (SCA, Microptics Barcelona Espanha, versão 3.2), após homogeneização de 1 µl de sêmen com 100 µl de solução ativadora (NaCl 50 mm 100 mosm). Os parâmetros avaliados foram motilidade total, velocidade curvilinear (VCL), velocidade em linha reta (VSL) e velocidade média do percurso (VAP). Foram avaliados, no mínimo, 2000 espermatozoides por análise. Para a vitalidade, foram confeccionados esfregaços (1 lâmina/animal) após coloração dos espermatozoides pelo método de eosina-nigrosina (Adaptado de BLOM, 1950), utilizando a proporção 1:10:10 (sêmen:eosina:nigrosina). A leitura dos esfregaços (200 espermatozoides por animal), foi realizada com auxílio do programa SCA no módulo Contador. Foram considerados vivos os espermatozoides que se apresentavam incolores (indicando membrana citoplasmática intacta), e mortos os que apresentavam coloração rosada ou vermelha (indicando ruptura na membrana citoplasmática). A análise da morfologia ocorreu após a fixação do sêmen em solução de citrato formolizada a 4% na proporção de 1:100 (sêmen: fixador) e posteriormente coloração com Rosa Bengala na proporção de 3:20 (corante: sêmen fixado). Foram confeccionadas duas lâminas por animal e avaliados 100 espermatozoides por lâmina de acordo com a classificação proposta por Miliorini et al. (2011). As leituras foram realizadas no programa SCA, utilizando o módulo Contador. Criopreservação e descongelação seminal Uma alíquota de sêmen de cada animal foi diluída em quatro meios de congelação compostos pela associação de dois diluentes (5% Glicose ou 0,9% NaCl) e dois crioprotetores (dimetilsulfóxido - DMSO 10% ou metilglicol - MG 10%). O sêmen diluído foi envasado em palhetas francesas de 0,25 ml (5 replicatas), vedadas com álcool polivinílico e mantidas sob refrigeração (~ 4 ºC) por 10 minutos, para o tempo de equilíbrio. Logo após, as palhetas foram congeladas em dry shipper por 15 minutos e transferidas para um botijão de nitrogênio líquido a -196 C. No total, foram criopreservadas 400 palhetas (5 replicatas x 4 tratamentos x 20 animais). Após 15 dias, as amostras foram descongeladas em banho-maria utilizando três taxas de descongelação: 25 C durante 30 segundos; 30 C durante 16 segundos; 40 C durante 12 segundos. O sêmen pós descongelado foi submetido às análises de motilidade, morfologia e vitalidade, seguindo a mesma metodologia empregada para o sêmen in natura. Análise estatística

31 30 Os dados foram inicialmente submetidos aos testes de Shapiro-Wilk e Bartlett para verificação da distribuição normal dos resíduos e homocedasticidade, respectivamente. Confirmados ambos os requerimentos para a análise de variância (ANOVA), esta foi realizada usando o PROC GLM do programa SAS, 2002, considerando um delineamento inteiramente casualizado, em arranjo fatorial 2 x 2 x 3, representado pelo efeito do crioprotetor (DMSO e metilglicol), efeito do diluente (Glicose e NaCl), o efeito da descongelação (25 C 30 s -1 ; 30 C 16 s -1 ; 40 C 12 s -1 ) e as interações entre os efeitos principais. Quando observada significância de algum efeito principal ou interação, as comparações entre tratamentos foram feitas por meio do teste Student-Newman-Keuls. Os resultados foram apresentados como média ± erro-padrão. Diferenças foram consideradas significativas quando p<0,05. Resultados e Discussão Análise do sêmen in natura Os resultados referentes à caracterização do sêmen in natura de P. brevis, ao peso e comprimento dos animais (n=20) encontram-se descritos na tabela 1. Criopreservação e descongelação seminal No que se refere à motilidade total, os fatores crioprotetor e diluente apresentaram efeito significativo (figura 1). O DMSO proporcionou maiores índices, com 32,87 ± 1,21%, independente do diluente e da taxa de descongelação utilizados, quando comparado ao metilglicol, com 16,06 ± 1,58% (p<0,05). A Glicose também apresentou os maiores percentuais de motilidade total, com 27,04 ± 1,84%, independente do crioprotetor e da taxa de descongelação empregados, em comparação ao NaCl, com 21,94 ± 1,27% (p<0,05). Para o parâmetro VCL, houve efeito significativo do crioprotetor e do diluente (figura 2A e 2B). O DMSO proporcionou maiores resultados, com 46,53 ± 0,5 µm s -1 quando comparado ao metilglicol, com 43,35 ± 1,03 µm s -1, independente do diluente e da taxa de descongelação utilizados (p<0,05). A Glicose também foi melhor, com 46,51 ± 0,91 µm s -1, independente do crioprotetor e da taxa de descongelação empregados, em comparação ao NaCl, com 43,44 ± 0,68 µm s -1 (p<0,05). Os resultados de VSL e VAP demonstraram que houve efeito significativo somente do crioprotetor (figura 2C e 2D). Ambos os parâmetros presentaram os maiores valores quando o sêmen de curimatã foi criopreservado com DMSO, independente do diluente e da taxa de descongelação, com 25,78 ± 0,56 µm s -1 e 36,56 ± 0,58 µm s -1, respectivamente, quando comparado ao metilglicol, com 15,64 ± 0,83 µm s -1 e 28,23 ± 1,02 µm s -1, respectivamente (p<0,05). Com relação à porcentagem de espermatozoides vivos, houve interação entre o crioprotetor e a taxa de descongelação (figura 3). Os tratamentos que continham DMSO não diferiram entre as taxas de descongelação 30 C 16 s -1 (56,15 ± 3,46%) e 40 C 12 s -1 (56,45 ± 3,26%), sendo superiores à taxa de 25 C 30 s -1 (41,61 ± 3,05%) (p<0,05). Já para os tratamentos com metilglicol, os

Processamento e preservação de sêmen de peixes nativos

Processamento e preservação de sêmen de peixes nativos Processamento e preservação de sêmen de peixes nativos Paulo César Falanghe Carneiro Embrapa Aracaju - SE Introdução Blaxter 1950: Arenque com reprodução em épocas diferentes Uso do gelo seco Conhecimento

Leia mais

Colheita e Avaliação Seminal

Colheita e Avaliação Seminal UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ FACULDADE DE VETERINÁRIA BIOTECNOLOGIA DA REPRODUÇÃO ANIMAL Colheita e Avaliação Seminal Vicente José de F. Freitas Laboratório de Fisiologia e Controle da Reprodução www.uece.br/lfcr

Leia mais

Criopreservação de Embriões

Criopreservação de Embriões UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ FACULDADE DE VETERINÁRIA BIOTECNOLOGIA DA REPRODUÇÃO ANIMAL Criopreservação de Embriões Vicente José de F. Freitas Laboratório de Fisiologia e Controle da Reprodução www.uece.br/lfcr

Leia mais

Protocolo para congelamento e descongelamento do sêmen de tambaqui em macropalhetas

Protocolo para congelamento e descongelamento do sêmen de tambaqui em macropalhetas V Seminário de Iniciação Científica e Pós-Graduação da Embrapa Tabuleiros Costeiros 150 Protocolo para congelamento e descongelamento do sêmen de tambaqui em macropalhetas Vinicius Augusto Dias Filho 1,

Leia mais

Fertilização de Ovócitos de Tambaqui com Sêmen in Natura

Fertilização de Ovócitos de Tambaqui com Sêmen in Natura III Seminário de Iniciação Científica e Pós-Graduação da Embrapa Tabuleiros Costeiros 209 Fertilização de Ovócitos de Tambaqui com Sêmen in Natura Allisson Fabiano Silva Ferro¹; Giselle Santana Barreto

Leia mais

LEITE, et al. Rev. Bras. Eng. Pesca 6(2): 23:29, 2011 Artigo

LEITE, et al. Rev. Bras. Eng. Pesca 6(2): 23:29, 2011 Artigo CRIOPRESERVAÇÃO DE SÊMEN DE TAMBAQUI COM ACP ADICIONADO DE GEMA DE OVO Liliane Veras LEITE * ; Fátima de Cássia Evangelista de OLIVEIRA; Larissa Teixeira NUNES; José Ferreira NUNES; Carminda Sandra Brito

Leia mais

CEMIG Companhia Energética de Minas Gerais REPRODUÇÃO DE ESPÉCIES DE PIRACEMA

CEMIG Companhia Energética de Minas Gerais REPRODUÇÃO DE ESPÉCIES DE PIRACEMA CEMIG Companhia Energética de Minas Gerais REPRODUÇÃO DE ESPÉCIES DE PIRACEMA PIRACEMA Pira=Peixe Cema=Canto Redução dos Estoques de Peixes 1. Pesca Predatória: desenvolvimento da industria pesqueira;

Leia mais

TEMPO DE ATIVAÇÃO ESPERMÁTICA DO JUNDIÁ (Rhamdia Quelen), UTILIZANDO COMO SOLUÇÃO ATIVADORA ÁGUA EM DIFERENTES TEMPERATURAS.

TEMPO DE ATIVAÇÃO ESPERMÁTICA DO JUNDIÁ (Rhamdia Quelen), UTILIZANDO COMO SOLUÇÃO ATIVADORA ÁGUA EM DIFERENTES TEMPERATURAS. HTU UTH, TEMO DE ATIVAÇÃO ESERMÁTICA DO JUNDIÁ (Rhamdia Quelen), UTILIZANDO COMO SOLUÇÃO ATIVADORA ÁGUA EM DIFERENTES TEMERATURAS. Renata Marino Sykora, Eduardo Antônio Sanches, Diego Mendes Baggio 2 3

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO DO ICTIOPLÂNCTON NO MÉDIO RIO URUGUAI: INFLUÊNCIA DE VARIÁVEIS REGIONAIS E LOCAIS

DISTRIBUIÇÃO DO ICTIOPLÂNCTON NO MÉDIO RIO URUGUAI: INFLUÊNCIA DE VARIÁVEIS REGIONAIS E LOCAIS DISTRIBUIÇÃO DO ICTIOPLÂNCTON NO MÉDIO RIO URUGUAI: INFLUÊNCIA DE VARIÁVEIS REGIONAIS E LOCAIS ÍSIS TAMARA DE VLIEGER 1,2, DAVID AUGUSTO REYNALTE TATAJE 1,2 1 Universidade Federal da Fronteira Sul, campus

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA FACULDADE DE VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA FACULDADE DE VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA FACULDADE DE VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS MÔNICA ALINE PARENTE MELO MACIEL CINÉTICA ESPERMÁTICA,

Leia mais

SÊMEN DE PACU Piaractus mesopotamicus CONGELADO COM DIFERENTES CONCENTRAÇÕES DE GELÉIA REAL

SÊMEN DE PACU Piaractus mesopotamicus CONGELADO COM DIFERENTES CONCENTRAÇÕES DE GELÉIA REAL SÊMEN DE PACU Piaractus mesopotamicus CONGELADO COM DIFERENTES CONCENTRAÇÕES DE GELÉIA REAL Juliana Minardi Galo *, Melanie Digmayer, Danilo Pedro Streit Júnior, Ricardo Pereira Ribeiro, Gentil Vanini

Leia mais

ENGORDA DE LAMBARIS, DO RABO VERMELHO E AMARELO, EM DOIS DIFERENTES SISTEMAS DE CULTIVO 1

ENGORDA DE LAMBARIS, DO RABO VERMELHO E AMARELO, EM DOIS DIFERENTES SISTEMAS DE CULTIVO 1 ENGORDA DE LAMBARIS, DO RABO VERMELHO E AMARELO, EM DOIS DIFERENTES SISTEMAS DE CULTIVO 1 Meliza Mercedes Uller Antunes 2 ; Karen da Cruz Hartman 3 ; Luis Sérgio Moreira 4 ; Adolfo Jatobá 5 INTRODUÇÃO

Leia mais

Tatiane Guedes Bueno*, Laiza Sartori de Camargo, Karym Christine de Freitas Cardoso, Anelise Ribeiro Peres, Fabiana Ferreira de Souza

Tatiane Guedes Bueno*, Laiza Sartori de Camargo, Karym Christine de Freitas Cardoso, Anelise Ribeiro Peres, Fabiana Ferreira de Souza AVALIAÇÃO DA ESTERILIZAÇÃO APÓS A OCLUSÃO DOS VASOS SANGUÍNEOS OVARIANOS DE COELHAS UTILIZANDO ELÁSTICO DE AFASTAR OS DENTES OU ABRAÇADEIRAS DE NÁILON Tatiane Guedes Bueno*, Laiza Sartori de Camargo, Karym

Leia mais

Estudo da estabilidade do sistema Paratest usado para diagnóstico das parasitoses intestinais Rev.00 10/01/2011

Estudo da estabilidade do sistema Paratest usado para diagnóstico das parasitoses intestinais Rev.00 10/01/2011 1 Estudo da estabilidade do sistema Paratest usado para diagnóstico das parasitoses intestinais Rev.00 10/01/2011 1. Introdução As parasitoses intestinais representam sério problema de saúde pública, em

Leia mais

CARACTERÍSTICAS SEMINAIS E PERÍMETRO ESCROTAL DE TOUROS NELORE E TABAPUÃ CRIADOS NA REGIÃO NORTE DO PARANÁ

CARACTERÍSTICAS SEMINAIS E PERÍMETRO ESCROTAL DE TOUROS NELORE E TABAPUÃ CRIADOS NA REGIÃO NORTE DO PARANÁ 1 CARACTERÍSTICAS SEMINAIS E PERÍMETRO ESCROTAL DE TOUROS NELORE E TABAPUÃ CRIADOS NA REGIÃO NORTE DO PARANÁ DENIS MARQUES ROSSI 1, FLÁVIO GUISELLI LOPES 2, FILIPE ALEXANDRE BOSCARO DE CASTRO 3, BRUNO

Leia mais

Resolução de Questões do ENEM (Manhã)

Resolução de Questões do ENEM (Manhã) Resolução de Questões do ENEM (Manhã) Resoluções de Questões do ENEM (Manhã) 1. As algas marinhas podem ser utilizadas para reduzir a contaminação por metais pesados em ambientes aquáticos. Elas poluentes.

Leia mais

Efeito de dois diferentes protocolos para congelação lenta de embriões bovinos produzidos in vitro na região da Amazônia Legal

Efeito de dois diferentes protocolos para congelação lenta de embriões bovinos produzidos in vitro na região da Amazônia Legal Efeito de dois diferentes protocolos para congelação lenta de embriões bovinos produzidos in vitro na região da Amazônia Legal Karina Almeida Maciel 1 ; Márcio Gianordoli Teixeira Gomes 2 ; Francisca Elda

Leia mais

Estudos sobre a morfometria do espermatozoide e características seminais do Pseudoplatystoma corruscans

Estudos sobre a morfometria do espermatozoide e características seminais do Pseudoplatystoma corruscans Estudos sobre a morfometria do espermatozoide e características seminais do Pseudoplatystoma corruscans Cristiane Bashiyo-Silva¹; Douglas de Castro Ribeiro¹; Jumma Miranda de Araújo Chagas¹; Raphael da

Leia mais

SOBREVIVÊNCIA, CRESCIMENTO E ATIVIDADE DE ENZIMAS DIGESTIVAS EM JUVENIS DE ROBALO-PEVA Centropomus paralellus EM DIFERENTES SALINIDADES

SOBREVIVÊNCIA, CRESCIMENTO E ATIVIDADE DE ENZIMAS DIGESTIVAS EM JUVENIS DE ROBALO-PEVA Centropomus paralellus EM DIFERENTES SALINIDADES SOBREVIVÊNCIA, CRESCIMENTO E ATIVIDADE DE ENZIMAS DIGESTIVAS EM JUVENIS DE ROBALO-PEVA Centropomus paralellus EM DIFERENTES SALINIDADES Laboratório de Piscicultura Marinha - LAPMAR, Departamento de Aqüicultura

Leia mais

Agrupamento Escolas José Belchior Viegas - Escola E.B. 2,3 Poeta Bernardo de Passos Ciências Naturais Planificação anual 5ºAno Ano letivo:

Agrupamento Escolas José Belchior Viegas - Escola E.B. 2,3 Poeta Bernardo de Passos Ciências Naturais Planificação anual 5ºAno Ano letivo: Agrupamento Escolas José Belchior Viegas - Escola E.B. 2,3 Poeta Bernardo de Passos Ciências Naturais Planificação anual 5ºAno Ano letivo: 2015-16 Período Conteúdos INTRODUÇÃO Onde existe vida? Primeira

Leia mais

ESCOLA BÁSICA 2, 3 LUÍS DE CAMÕES. PROJETO CURRICULAR DA DISCIPLINA DE CIÊNCIAS NATURAIS 5º Ano

ESCOLA BÁSICA 2, 3 LUÍS DE CAMÕES. PROJETO CURRICULAR DA DISCIPLINA DE CIÊNCIAS NATURAIS 5º Ano ESCOLA BÁSICA 2, 3 LUÍS DE CAMÕES ANO LETIVO 2014 / 2015 PROJETO CURRICULAR DA DISCIPLINA DE CIÊNCIAS NATURAIS 5º Ano DOMÍNIO: A TERRA UM PLANETA ESPECIAL Onde existe vida? O que é a Biosfera? 1 Compreender

Leia mais

TEMPO DE MOTILIDADE ESPERMÁTICA DO CASCUDO- PRETO, Rhinelepis Aspera, UTILIZANDO COMO SOLUÇÃO ATIVADORA ÁGUA EM DIFERENTES TEMPERATURAS.

TEMPO DE MOTILIDADE ESPERMÁTICA DO CASCUDO- PRETO, Rhinelepis Aspera, UTILIZANDO COMO SOLUÇÃO ATIVADORA ÁGUA EM DIFERENTES TEMPERATURAS. , HTU UTH TEMO DE MOTILIDADE ESERMÁTICA DO CASCUDO- RETO, Rhinelepis Aspera, UTILIZANDO COMO SOLUÇÃO ATIVADORA ÁGUA EM DIFERENTES TEMERATURAS. Diego Mendes Baggio, Eduardo Antônio Sanches, Renata Marino

Leia mais

Agrupamento Escolas José Belchior Viegas - Escola E.B. 2,3 Poeta Bernardo de Passos. Ciências Naturais Planificação anual 5ºAno Ano letivo:

Agrupamento Escolas José Belchior Viegas - Escola E.B. 2,3 Poeta Bernardo de Passos. Ciências Naturais Planificação anual 5ºAno Ano letivo: Agrupamento Escolas José Belchior Viegas - Escola E.B. 2,3 Poeta Bernardo de Passos Ciências Naturais Planificação anual 5ºAno Ano letivo: 2016-17 / Nº aulas Conteúdos Metas Aulas previstas A importância

Leia mais

PRINCIPAIS AVANÇOS NA PRODUÇÃO DO PIRARUCU:

PRINCIPAIS AVANÇOS NA PRODUÇÃO DO PIRARUCU: PRINCIPAIS AVANÇOS NA PRODUÇÃO DO PIRARUCU: OPORTUNIDADES, DESAFIOS E PERSPECTIVAS MARTIN HALVERSON DIRETOR TECNOLÓGICO: PROJETO PACU AQUICULTURA TEMAS GERAIS Estado da Tecnologia Oportunidades Problemas

Leia mais

Efeito da secagem na qualidade fisiológica de sementes de pinhão-manso

Efeito da secagem na qualidade fisiológica de sementes de pinhão-manso Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, 8., 2011, Belo Horizonte Efeito da secagem na qualidade fisiológica de sementes de pinhão-manso Cézar Augusto Mafia Leal (1), Roberto Fontes Araujo (2),

Leia mais

Letícia Emiliani Fantini 1, Cristiane Meldau de Campos 2

Letícia Emiliani Fantini 1, Cristiane Meldau de Campos 2 REPRODUÇÃO INDUZIDA DE CACHARA Pseudoplatystoma reticulatum CAPTURADOS NO PANTANAL SUL, SUBMETIDOS A DIFERENTES INTERVALOS DE TEMPO ENTRE AS APLICAÇÕES HORMONAIS Letícia Emiliani Fantini 1, Cristiane Meldau

Leia mais

Metas Curriculares. Ensino Básico. Ciências Naturais

Metas Curriculares. Ensino Básico. Ciências Naturais Metas Curriculares Ensino Básico Ciências Naturais 2013 8.º ANO TERRA UM PLANETA COM VIDA Sistema Terra: da célula à biodiversidade 1. Compreender as condições próprias da Terra que a tornam o único planeta

Leia mais

Viabilidade Espermática do Sêmen de Piracanjuba (Brycon orbignyanus) Resfriado a 4ºC

Viabilidade Espermática do Sêmen de Piracanjuba (Brycon orbignyanus) Resfriado a 4ºC Viabilidade Espermática do Sêmen de Piracanjuba (Brycon orbignyanus) Resfriado a 4ºC Luis David Solis Murgas 1, Aléssio Batista Miliorini 2, Renan Toledo Franciscatto 3, Alexandre Nízio Maria 4 RESUMO

Leia mais

Planificação Curricular Anual Ano letivo 2014/2015

Planificação Curricular Anual Ano letivo 2014/2015 Terra, um planeta com vida Sistema Terra: da célula à biodiversidade 1. Compreender as condições próprias da Terra que a tornam o único planeta com vida conhecida no Sistema Solar 1.1. Identificar a posição

Leia mais

Atualização em manejos e nutrição de cachaços. Izabel Regina Muniz Médica Veterinária Gerente Nacional de Suinocultura Poli Nutri Alimentos

Atualização em manejos e nutrição de cachaços. Izabel Regina Muniz Médica Veterinária Gerente Nacional de Suinocultura Poli Nutri Alimentos Atualização em manejos e nutrição de cachaços Izabel Regina Muniz Médica Veterinária Gerente Nacional de Suinocultura Poli Nutri Alimentos Introdução Otimizar a qualidade do ejaculado e a possibilidade

Leia mais

MORFOLOGIA DO SÊMEN CRIOPRESERVADO DE CURIMATÃ EM MÁQUINA DE CONGELAÇÃO

MORFOLOGIA DO SÊMEN CRIOPRESERVADO DE CURIMATÃ EM MÁQUINA DE CONGELAÇÃO MORFOLOGIA DO SÊMEN CRIOPRESERVADO DE CURIMATÃ EM MÁQUINA DE CONGELAÇÃO Pinheiro, J. P. S. (1) ; Melo-Maciel, M. A. P. (1) ; Almeida, P.S. (1) ; Pinheiro, R.R.R. (1) ; Torres, T.M. (1) ; Leite, L.V.(1);

Leia mais

Avaliação Espermática Pós-Descongelamento em Piracanjuba (Brycon orbignyanus, Vallenciennes, 1849)

Avaliação Espermática Pós-Descongelamento em Piracanjuba (Brycon orbignyanus, Vallenciennes, 1849) Avaliação Espermática Pós-Descongelamento em Piracanjuba (Brycon orbignyanus, Vallenciennes, 1849) Luis David Solis Murgas 1, Renan Toledo Franciscatto 2, Anna Graciela Oliveira Santos 3 RESUMO - O experimento

Leia mais

CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS CALOR/FRIO

CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS CALOR/FRIO CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS CALOR/FRIO PROPRIEDADES TÉRMICAS DOS ALIMENTOS CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS Objetivos Inibir ou retardar o desenvolvimento microbiano e enzimático. Proteger e destruir os microrganismos.

Leia mais

MEIOS DE CONGELAÇÃO PARA CONSERVAÇÃO DE SÊMEN DE PEIXES DA FAMÍLIA CHARACIDAE. (Cryopreservation extenders for fishes sperm of Characidae family)

MEIOS DE CONGELAÇÃO PARA CONSERVAÇÃO DE SÊMEN DE PEIXES DA FAMÍLIA CHARACIDAE. (Cryopreservation extenders for fishes sperm of Characidae family) MEIOS DE CONGELAÇÃO PARA CONSERVAÇÃO DE SÊMEN DE PEIXES DA FAMÍLIA CHARACIDAE (Cryopreservation extenders for fishes sperm of Characidae family) Carminda Sandra Brito SALMITO-VANDERLEY 1* ; Marcelo José

Leia mais

CULTIVO MIXOTRÓFICO DA MICROALGA Dunaliella salina, UTILIZANDO O MELAÇO DA CANA-DE-AÇÚCAR COMO FONTE ALTERNATICA DE CARBONO.

CULTIVO MIXOTRÓFICO DA MICROALGA Dunaliella salina, UTILIZANDO O MELAÇO DA CANA-DE-AÇÚCAR COMO FONTE ALTERNATICA DE CARBONO. CULTIVO MIXOTRÓFICO DA MICROALGA Dunaliella salina, UTILIZANDO O MELAÇO DA CANA-DE-AÇÚCAR COMO FONTE ALTERNATICA DE CARBONO. Cíntia Jesus Almeida (1) Graduada em Ciências Biológicas pelo Instituto de Ciências

Leia mais

Criopreservação de Sêmen de Peixe

Criopreservação de Sêmen de Peixe 1 ISSN 1517-1965 84 Circular Técnica O congelamento de sêmen de peixes foi realizado pela primeira vez por Blaxter, em 1953, para realizar o cruzamento de duas populações de arenques que se reproduziam

Leia mais

QUALIDADE DAS ÁGUAS EM PARQUES AQUÍCOLAS. Dra. Rachel Magalhães Santeiro INCISA Instituto Superior de Ciências da Saúde

QUALIDADE DAS ÁGUAS EM PARQUES AQUÍCOLAS. Dra. Rachel Magalhães Santeiro INCISA Instituto Superior de Ciências da Saúde QUALIDADE DAS ÁGUAS EM PARQUES AQUÍCOLAS Dra. Rachel Magalhães Santeiro INCISA Instituto Superior de Ciências da Saúde Desenvolvimento da aqüicultura estudos limnológicos manejo para manutenção de alta

Leia mais

26 a 29 de novembro de 2013 Campus de Palmas

26 a 29 de novembro de 2013 Campus de Palmas AVALIAÇÃO DE ESTRUTURAS EMBRIONÁRIAS DE BOVINOS PÓS VITRIFICAÇÃO NA REGIÃO NORTE DO TOCANTINS Karina Almeida Maciel 1 ; Márcio Gianordoli Teixeira Gomes 2 ; Francisca Elda Ferreira Dias 3, 1 Aluno do Curso

Leia mais

16/03/2017. A difusão é um movimento de moléculas que depende de sua própria energia e que tende a deslocá-las de

16/03/2017. A difusão é um movimento de moléculas que depende de sua própria energia e que tende a deslocá-las de A difusão é um movimento de moléculas que depende de sua própria energia e que tende a deslocá-las de um local de MAIOR concentração para um de menor concentração (i.e. a favor do gradiente de concentração).

Leia mais

ASPECTOS DA BIOLOGIA POPULACIONAL DO TUCUNARÉ (Cichla piquiti) NO RESERVATÓRIO DE LAJEADO, RIO TOCANTINS

ASPECTOS DA BIOLOGIA POPULACIONAL DO TUCUNARÉ (Cichla piquiti) NO RESERVATÓRIO DE LAJEADO, RIO TOCANTINS 11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas ASPECTOS DA BIOLOGIA POPULACIONAL DO TUCUNARÉ (Cichla piquiti) NO RESERVATÓRIO DE LAJEADO, RIO TOCANTINS Leandro Amorim da Silva 1, Fernando Mayer Pelicice

Leia mais

ANOVA - parte I Conceitos Básicos

ANOVA - parte I Conceitos Básicos ANOVA - parte I Conceitos Básicos Erica Castilho Rodrigues 9 de Agosto de 2011 Referências: Noções de Probabilidade e Estatística - Pedroso e Lima (Capítulo 11). Textos avulsos. Introdução 3 Introdução

Leia mais

TECNOLOGIAS TRADICIONAIS DE INDUSTRIALIZAÇÃO DO PESCADO

TECNOLOGIAS TRADICIONAIS DE INDUSTRIALIZAÇÃO DO PESCADO INDUSTRIALIZAÇÃO DO PESCADO TECNOLOGIAS TRADICIONAIS DE INDUSTRIALIZAÇÃO DO PESCADO O valor agregado em produtos de pescado não deve necessariamente estar vinculado à elaboração de produtos sofisticados

Leia mais

TERMORREGULAÇÃO TESTICULAR EM BOVINOS

TERMORREGULAÇÃO TESTICULAR EM BOVINOS Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Medicina Veterinária TERMORREGULAÇÃO TESTICULAR EM BOVINOS Mara Regina Bueno de M. Nascimento Mara Regina Bueno de M. Nascimento Profa. Adjunto III Jul./

Leia mais

TEORES DE AMIDO EM GENÓTIPOS DE BATATA-DOCE EM FUNÇÃO DA ADUBAÇÃO POTÁSSICA

TEORES DE AMIDO EM GENÓTIPOS DE BATATA-DOCE EM FUNÇÃO DA ADUBAÇÃO POTÁSSICA TEORES DE AMIDO EM GENÓTIPOS DE BATATA-DOCE EM FUNÇÃO DA ADUBAÇÃO POTÁSSICA Flávio Coelho Mendes 1 ; Priscila Fonseca Costa 1 ; Tânia Irres Lima de Sousa 1 ; Rodrigo de Castro Tavares 2 1 Aluno (a) do

Leia mais

Projeto Estruturante de Pirarucu da Amazônia. Martin Halverson

Projeto Estruturante de Pirarucu da Amazônia. Martin Halverson Projeto Estruturante de Pirarucu da Amazônia Martin Halverson 67-9996-8739 mmhalver@terra.com.br Realidade da Industria do Paiche Hoy Industria pouca Consolidada- Precisa se Organizar Custo Elevada de

Leia mais

MANU Manual de Urologia

MANU Manual de Urologia MANU Manual de Urologia Manual de Urologia CAPÍTULO 2 Introdução O espermograma ou análise seminal é o exame complementar inicial na avaliação do homem infértil. O sêmen deve ser coletado por masturbação,

Leia mais

BIOLOGIA PRIMEIRA ETAPA

BIOLOGIA PRIMEIRA ETAPA BIOLOGIA PRIMEIRA ETAPA - 1998 QUESTÃO 01 Observa-se que as bananeiras inibem o crescimento de outras espécies de vegetais plantadas próximo a elas. Para verificar se essa inibição é provocada por uma

Leia mais

11. O uso de pérolas ou pedaços de vidro ou ainda de cerâmica porosa no aquecimento de soluções tem por objetivo:

11. O uso de pérolas ou pedaços de vidro ou ainda de cerâmica porosa no aquecimento de soluções tem por objetivo: ASSISTENTE DE LABORATÓRIO 4 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS QUESTÕES DE 11 A 25 11. O uso de pérolas ou pedaços de vidro ou ainda de cerâmica porosa no aquecimento de soluções tem por objetivo: a) Acelerar a

Leia mais

MELHORAMENTO GENÉTICO E CRUZAMENTOS DE OVINOS

MELHORAMENTO GENÉTICO E CRUZAMENTOS DE OVINOS UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS CURSO DE ZOOTECNIA OVINOCULTURA MELHORAMENTO GENÉTICO E CRUZAMENTOS DE OVINOS André Gustavo Leão Dourados - MS, 09 de outubro de 2013

Leia mais

O SOLO COMO F0RNECEDOR DE NUTRIENTES

O SOLO COMO F0RNECEDOR DE NUTRIENTES O SOLO COMO F0RNECEDOR DE NUTRIENTES LIQUIDA (SOLUÇÃO DO SOLO) ÍONS INORGÂNICOS E ORGÂNICOS/MICROPOROS SÓLIDA - RESERVATORIO DE NUTRIENTES - SUPERFÍCIE QUE REGULA A CONCENTRAÇÃO DOS ELEMENTOS NA SOLUÇÃO

Leia mais

Dinâmica de Populações. Capítulo - 48

Dinâmica de Populações. Capítulo - 48 Dinâmica de Populações Capítulo - 48 Dinâmica de populações ou demoecologia Descreve a abundância das diversas espécies e procura a causa de suas variações. População? O que mostra o sucesso de uma população?

Leia mais

É a célula reprodutiva masculina de todos os animais que se reproduzem a partir de reprodução sexuada.

É a célula reprodutiva masculina de todos os animais que se reproduzem a partir de reprodução sexuada. É a célula reprodutiva masculina de todos os animais que se reproduzem a partir de reprodução sexuada. É uma célula com mobilidade ativa, capaz de nadar livremente, consistindo em uma cabeça e uma cauda

Leia mais

ESCOLA BÁSICA DE MAFRA 2016/2017 CIÊNCIAS NATURAIS (2º ciclo)

ESCOLA BÁSICA DE MAFRA 2016/2017 CIÊNCIAS NATURAIS (2º ciclo) (2º ciclo) 5º ano Compreender a como um planeta especial. Compreender que o solo é um material terrestre de suporte de vida. Compreender a importância das rochas e dos minerais. Compreender a importância

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. JOÃO V ESCOLA SECUNDÁRIA c/ 2º e 3º CICLOS D. JOÃO V

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. JOÃO V ESCOLA SECUNDÁRIA c/ 2º e 3º CICLOS D. JOÃO V Informações aos Encarregados de Educação do trabalho a realizar no: 5º Ano Ciências Naturais Ano Letivo 2015/2016 1. Aulas previstas: Aulas (*) 5º1ª 5º2ª 5º3ª 5º4ª 1º Período: 21 de Setembro - 17 de Dezembro

Leia mais

CONSERVAÇÃO DE AMENDOIM (Arachis hypogaea L.) A LONGO PRAZO. Introdução

CONSERVAÇÃO DE AMENDOIM (Arachis hypogaea L.) A LONGO PRAZO. Introdução ISSN1516-4349 CONSERVAÇÃO DE AMENDOIM (Arachis hypogaea L.) A LONGO PRAZO Introdução O amendoim (Arachis hypogaea L), originário da América do Sul, é uma fonte importante de proteína para dieta do povo

Leia mais

AGÊNCIA PAULISTA DE TECNOLOGIA DOS AGRONEGÓCIOS ESTAÇÃO EXPERIMENTAL DE SALMONICULTURA

AGÊNCIA PAULISTA DE TECNOLOGIA DOS AGRONEGÓCIOS ESTAÇÃO EXPERIMENTAL DE SALMONICULTURA AGÊNCIA PAULISTA DE TECNOLOGIA DOS AGRONEGÓCIOS ESTAÇÃO EXPERIMENTAL DE SALMONICULTURA Dr ASCÂNIO DE FARIA Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Campos do Jordão SP PARA SE CRIAR TRUTA ARCO-ÍRIS é fundamental

Leia mais

Todos tem uma grande importância para o organismo.

Todos tem uma grande importância para o organismo. A Química da Vida ÁGUA A água é um composto químico formado por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Sua fórmula química é H2O. A água pura não possui cheiro nem cor. Ela pode ser transformada em

Leia mais

BIOLOGIA - 2 o ANO MÓDULO 59 EVOLUÇÃO: TEORIAS EVOLUTIVAS

BIOLOGIA - 2 o ANO MÓDULO 59 EVOLUÇÃO: TEORIAS EVOLUTIVAS BIOLOGIA - 2 o ANO MÓDULO 59 EVOLUÇÃO: TEORIAS EVOLUTIVAS Como pode cair no enem (UFMG) De tanto comer vegetais, o intestino dos herbívoros aos poucos foi ficando longo. Essa farse está de acordo com

Leia mais

Moagem Fina à Seco e Granulação vs. Moagem à Umido e Atomização na Preparação de Massas de Base Vermelha para Monoqueima Rápida de Pisos Vidrados

Moagem Fina à Seco e Granulação vs. Moagem à Umido e Atomização na Preparação de Massas de Base Vermelha para Monoqueima Rápida de Pisos Vidrados Moagem Fina à Seco e Granulação vs. Moagem à Umido e Atomização na Preparação de Massas de Base Vermelha para Monoqueima Rápida de Pisos Vidrados G. Nassetti e C. Palmonari Centro Cerâmico Italiano, Bologna,

Leia mais

ESTUDO DA SECAGEM DE COENTRO (coriandrum sativum) NO SECADOR DE BANDEJA

ESTUDO DA SECAGEM DE COENTRO (coriandrum sativum) NO SECADOR DE BANDEJA 677 ESTUDO DA SECAGEM DE COENTRO (coriandrum sativum) NO SECADOR DE BANDEJA Gabriel Fraga Sampaio 1 ; Joaquim Vitor da Paz Neto 2 ; Renato Souza Cruz 3, José Ailton Conceição Bispo 4. 1. Bolsista PIBIT/CNPq,

Leia mais

Caracterização e refrigeração de sêmen de Prochilodus nigricans da Baixada Maranhense SARAH RAQUEL PINTO ALVES SÃO LUÍS- MA

Caracterização e refrigeração de sêmen de Prochilodus nigricans da Baixada Maranhense SARAH RAQUEL PINTO ALVES SÃO LUÍS- MA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO CENTRO DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS DEPARTAMENTO DE QUÍMICA E BIOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RECURSOS AQUÁTICOS E PESCA SARAH RAQUEL PINTO ALVES Caracterização

Leia mais

Vamos iniciar o estudo da unidade fundamental que constitui todos os organismos vivos: a célula.

Vamos iniciar o estudo da unidade fundamental que constitui todos os organismos vivos: a célula. Aula 01 Composição química de uma célula O que é uma célula? Vamos iniciar o estudo da unidade fundamental que constitui todos os organismos vivos: a célula. Toda célula possui a capacidade de crescer,

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA FACULDADE DE VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA FACULDADE DE VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA FACULDADE DE VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS JOÃO PAULO SILVA PINHEIRO UTILIZAÇÃO DE DIFERENTES DILUIDORES

Leia mais

Comunicado112 Técnico

Comunicado112 Técnico Comunicado112 Técnico ISSN 1678-1937 Julho, 2011 Aracaju, SE Protocolo para Criopreservação do Sêmen de Tambaqui (Colossoma macropomum) 1 Hymerson Costa Azevedo 2 3 O tambaqui Colossoma macropomum é um

Leia mais

Sobre a molécula da água e suas propriedades, é correto afirmar que

Sobre a molécula da água e suas propriedades, é correto afirmar que 1. A água é importante para os seres vivos, pois a. possui baixo calor de vaporização, atuando como termorregulador. b. possui como característica marcante sua apolaridade, podendo agir como principal

Leia mais

INFLUÊNCIA DO TEMPO DE ARMAZENAMENTO DA AMOSTRA SOBRE OS PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS DE CÃES

INFLUÊNCIA DO TEMPO DE ARMAZENAMENTO DA AMOSTRA SOBRE OS PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS DE CÃES INFLUÊNCIA DO TEMPO DE ARMAZENAMENTO DA AMOSTRA SOBRE OS PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS DE CÃES Liamara A. LEIDENTZ, Daiane LAZAROTTO. Orientador: Wanderson A. B. Pereira. Introdução O hemograma é um dos exames

Leia mais

CONSERVAÇÃO DO SÊMEN DA CARPA COMUM, Cyprinus carpio, VARIEDADE ORNAMENTAL, POR RESFRIAMENTO

CONSERVAÇÃO DO SÊMEN DA CARPA COMUM, Cyprinus carpio, VARIEDADE ORNAMENTAL, POR RESFRIAMENTO CONSERVAÇÃO DO SÊMEN DA CARPA COMUM, Cyprinus carpio, VARIEDADE ORNAMENTAL, POR RESFRIAMENTO Nilsa Hoffmann PADUA 1 ; Eduardo SHIMODA 2 ; Paula de Sousa BARBOSA 3 & Geraldo PEREIRA JUNIOR 4 1 Faculdade

Leia mais

UTILIZAÇÃO DE PÓ DE SERRA PARA CURA DO CONCRETO

UTILIZAÇÃO DE PÓ DE SERRA PARA CURA DO CONCRETO Resumo UTILIZAÇÃO DE PÓ DE SERRA PARA CURA DO CONCRETO Célio Sebastião Rigo Discente do C. S. de Tecnologia em Controle de Obras, IFMT Campus Cuiabá Marcos de Oliveira Valin Jr Prof. Esp. do IFMT, Campus

Leia mais

Domínio: TERRA UM PLANETA COM VIDA

Domínio: TERRA UM PLANETA COM VIDA SISTEMA TERRA: DA CÉLULA À BIODIVERSIDADE AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DR. VIEIRA DE CARVALHO Escola Básica e Secundária Dr. Vieira de Carvalho Departamento de Matemática e Ciências Experimentais Planificação

Leia mais

DIFERENTES NÍVEIS DE SUBSTITUIÇÃO DO MILHO POR TORTA DE COCO BABAÇU EM RAÇÕES DE FRANGOS LABEL ROUGE DE 1 A 28 DIAS DE IDADE

DIFERENTES NÍVEIS DE SUBSTITUIÇÃO DO MILHO POR TORTA DE COCO BABAÇU EM RAÇÕES DE FRANGOS LABEL ROUGE DE 1 A 28 DIAS DE IDADE DIFERENTES NÍVEIS DE SUBSTITUIÇÃO DO MILHO POR TORTA DE COCO BABAÇU EM RAÇÕES DE FRANGOS LABEL ROUGE DE 1 A 28 DIAS DE IDADE Rayleiane Cunha Lima¹; Rubens Fausto da Silva² ¹ Aluna do curso de zootecnia

Leia mais

ANDROVISION - MAIS QUE UM CASA

ANDROVISION - MAIS QUE UM CASA ANDROVISION - MAIS QUE UM CASA Sistema CASA AndroVision com microscópio Zeiss AxioScope e platina automática Análise computadorizada de sêmen AndroVision é um sistema CASA* altamente preciso para análise

Leia mais

MÉTODO DE DETERMINAÇÃO DE AÇÚCARES ALDElDICOS A PARTIR DO AMIDO DE BAMBU 0)

MÉTODO DE DETERMINAÇÃO DE AÇÚCARES ALDElDICOS A PARTIR DO AMIDO DE BAMBU 0) MÉTODO DE DETERMINAÇÃO DE AÇÚCARES ALDElDICOS A PARTIR DO AMIDO DE BAMBU 0) ANI'SI0 AZZINI ( 2 ' 4 ) e MARIA CARLA QUEIROZ ( 3 ' RESUMO O amido de bambu foi hidrolisado sob diferentes condições de sacarificação,

Leia mais

não podem ser aplicados em experimentos que envolvem

não podem ser aplicados em experimentos que envolvem 1 - INTRODUÇÃO A adição de produtos químicos aos alimentos, para a sua conservação, não é um processo novo. O homem préhistórico, com a descoberta do fogo, criou o processo de defumação. Depois, aprendeu

Leia mais

Sensores autônomos de temperatura de baixo custo 1

Sensores autônomos de temperatura de baixo custo 1 Sensores autônomos de temperatura de baixo custo 1 Ricardo Nunes Nery 2 Elena Charlotte Landau 3 Anderson Henrique dos Santos 4 DANIEL PEREIRA GUIMARÃES 3 Renan Vieira Mechetti Ferreira 5 1 Trabalho financiado

Leia mais

A importância da água e os carboidratos

A importância da água e os carboidratos A importância da água e os carboidratos Paola Stephany e Elena Mateus A água é um recurso natural de valor inestimável. Mais que um insumo indispensável à produção e um recurso estratégico para o desenvolvimento

Leia mais

AVALIAÇÃO DO DESPERDÍCIO, QUALIDADE DO CARDÁPIO E PESQUISA DE SATISFAÇÃO DE CLIENTES EM UMA UNIDADE DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO

AVALIAÇÃO DO DESPERDÍCIO, QUALIDADE DO CARDÁPIO E PESQUISA DE SATISFAÇÃO DE CLIENTES EM UMA UNIDADE DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO AVALIAÇÃO DO DESPERDÍCIO, QUALIDADE DO CARDÁPIO E PESQUISA DE SATISFAÇÃO DE CLIENTES EM UMA UNIDADE DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO NA CIDADE DE SETE LAGOAS MG Anna Luiza Fernandes de SOUZA 1 Juliana Costa LIBOREDO

Leia mais

Medidas de Dispersão 1

Medidas de Dispersão 1 Curso: Logística e Transportes Disciplina: Estatística Profa. Eliane Cabariti Medidas de Dispersão 1 Introdução Uma breve reflexão sobre as medidas de tendência central permite-nos concluir que elas não

Leia mais

Processo de Congelação De Ervilhas

Processo de Congelação De Ervilhas Instituto Politécnico de Coimbra Escola Superior Agrária de Coimbra Produção Geral de Alimentos Ano Lectivo 2007/2008 Processo de Congelação De Ervilhas Ana Catarina Gaspar 20603019 Joana Catarina Ferreira

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA REITORIA CENTRO DE AQUICULTURA DA UNESP

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA REITORIA CENTRO DE AQUICULTURA DA UNESP Nível: Histórico: Mestrado/Doutorado Código Capes: AQU00032 Docente(s) Responsável(eis): Prof. Dr. SERGIO RICARDO BATLOUNI Profa. Dra. ELIZABETH ROMAGOSA Situação Ativa Dt. Aprovação 08/10/1994 Dt. Desativação

Leia mais

Influência das variáveis ambientais sobre as características quantitativas do sêmen de caprinos das raças Canindé e Moxotó

Influência das variáveis ambientais sobre as características quantitativas do sêmen de caprinos das raças Canindé e Moxotó Influência das variáveis ambientais sobre as características quantitativas do sêmen de caprinos das raças e Meirelane Chagas da Silva 1, Ismênia França de Brito 2, José Antonio Delfino Barbosa Filho 3,

Leia mais

EFEITO DO CURTO PERÍODO DE ESTOCAGEM DOS OVÓCITOS E TEMPO DE ENXAGUE DA ÁGUA DE ATIVAÇÃO DOS GAMETAS NA REPRODUÇÃO DE DOURADO Salminus brasiliensis

EFEITO DO CURTO PERÍODO DE ESTOCAGEM DOS OVÓCITOS E TEMPO DE ENXAGUE DA ÁGUA DE ATIVAÇÃO DOS GAMETAS NA REPRODUÇÃO DE DOURADO Salminus brasiliensis EFEITO DO CURTO PERÍODO DE ESTOCAGEM DOS OVÓCITOS E TEMPO DE ENXAGUE DA ÁGUA DE ATIVAÇÃO DOS GAMETAS NA REPRODUÇÃO DE DOURADO Salminus brasiliensis Marcos Weingartner* e Evoy Zaniboni Filho *Laboratório

Leia mais

Qual o delineamento e quantas observações devo considerar em meu projeto? Ivan Barbosa Machado Sampaio Professor Emérito Escola de Veterinária - UFMG

Qual o delineamento e quantas observações devo considerar em meu projeto? Ivan Barbosa Machado Sampaio Professor Emérito Escola de Veterinária - UFMG Qual o delineamento e quantas observações devo considerar em meu projeto? Ivan Barbosa Machado Sampaio Professor Emérito Escola de Veterinária - UFMG Após 45 dias sob mesmo manejo... Foram selecionados

Leia mais

Água A superfície da Terra é constituída de três quartos de água, cerca de 70%, a maior parte está concentrada nos oceanos e mares, cerca de 97,5%, o

Água A superfície da Terra é constituída de três quartos de água, cerca de 70%, a maior parte está concentrada nos oceanos e mares, cerca de 97,5%, o A química da Vida Água A superfície da Terra é constituída de três quartos de água, cerca de 70%, a maior parte está concentrada nos oceanos e mares, cerca de 97,5%, o restante 2,5% está concentrado em

Leia mais

II ENCONTRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA. A INFLUÊNCIA DO TAMANHO DA SEMENTE E DO SUBSTRATO NA EMERGÊNCIA DO IPÊ ROXO (Tabebuia impetiginosa)

II ENCONTRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA. A INFLUÊNCIA DO TAMANHO DA SEMENTE E DO SUBSTRATO NA EMERGÊNCIA DO IPÊ ROXO (Tabebuia impetiginosa) II ENCONTRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA A INFLUÊNCIA DO TAMANHO DA SEMENTE E DO SUBSTRATO NA EMERGÊNCIA DO IPÊ ROXO (Tabebuia impetiginosa) Aline Aparecida Smychniuk da Silva 1 Denison Trindade Silva 2 Natanael

Leia mais

Impacto de barragem hidrelétrica na reprodução de peixes NILO BAZZOLI

Impacto de barragem hidrelétrica na reprodução de peixes NILO BAZZOLI Impacto de barragem hidrelétrica na reprodução de peixes NILO BAZZOLI Nos reservatórios: peixes migradores completam a vitelogênese mas a maturação final e a desova não ocorrem. Peixes muito importantes

Leia mais

Exercícios de Propriedades Coligativas e Coloides

Exercícios de Propriedades Coligativas e Coloides Exercícios de Propriedades Coligativas e Coloides Material de apoio do Extensivo 1. Considere o gráfico da pressão máxima de vapor em função da temperatura para um solvente puro e para uma solução desse

Leia mais

PROJETO E ANÁLISES DE EXPERIMENTOS (PAE) EXPERIMENTOS COM DOIS FATORES E O PLANEJAMENTO FATORIAL

PROJETO E ANÁLISES DE EXPERIMENTOS (PAE) EXPERIMENTOS COM DOIS FATORES E O PLANEJAMENTO FATORIAL PROJETO E ANÁLISES DE EXPERIMENTOS (PAE) EXPERIMENTOS COM DOIS FATORES E O PLANEJAMENTO FATORIAL Dr Sivaldo Leite Correia CONCEITOS E DEFINIÇÕES FUNDAMENTAIS Muitos experimentos são realizados visando

Leia mais

USO DE PLANEJAMENTO COMPOSTO CENTRAL NA AVALIAÇÃO DAS VARIÁVEIS TEMPERAURA E CONCENTRAÇÃO DE SOLVENTES NO ESTUDO DA SOLUBILIDADE DA UREIA

USO DE PLANEJAMENTO COMPOSTO CENTRAL NA AVALIAÇÃO DAS VARIÁVEIS TEMPERAURA E CONCENTRAÇÃO DE SOLVENTES NO ESTUDO DA SOLUBILIDADE DA UREIA USO DE PLANEJAMENTO COMPOSTO CENTRAL NA AVALIAÇÃO DAS VARIÁVEIS TEMPERAURA E CONCENTRAÇÃO DE SOLVENTES NO ESTUDO DA SOLUBILIDADE DA UREIA F. M. A. S. COSTA 1, A. P. SILVA 1, M. R. FRANCO JÚNIOR 1 e R.

Leia mais

OBTENÇÃO DE ÁCIDO FOSFÓRICO DE ALTA PUREZA A PARTIR DE CALCINADO DE OSSOS BOVINOS

OBTENÇÃO DE ÁCIDO FOSFÓRICO DE ALTA PUREZA A PARTIR DE CALCINADO DE OSSOS BOVINOS OBTENÇÃO DE ÁCIDO FOSFÓRICO DE ALTA PUREZA A PARTIR DE CALCINADO DE OSSOS BOVINOS C.M.S. dos Santos¹, P. C. Bastos², S.D.F. Rocha 3 ¹,3 Departamento de Engenharia de Minas, Universidade Federal de Minas

Leia mais

CHAMADA PÚBLICA DE SELEÇÃO Nº 42/ Nome do Curso: Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias PPGCV, Modalidade: Mestrado.

CHAMADA PÚBLICA DE SELEÇÃO Nº 42/ Nome do Curso: Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias PPGCV, Modalidade: Mestrado. Universidade Estadual do Ceará Reitoria Av. Dr. Silas Munguba, 1700 - Campus do Itaperi 60.740-903 Fortaleza Ceará - Brasil Fone: (0XX) 85 3101-9601 Fax: (0XX) 85 3101-9603 e-mail: reitsec@uece.br CHAMADA

Leia mais

(c) Muco (d) Vulva inchada (e) Olhar languido 7. Qual das alternativas abaixo não é considerada uma vantagem da inseminação artificial em relação a mo

(c) Muco (d) Vulva inchada (e) Olhar languido 7. Qual das alternativas abaixo não é considerada uma vantagem da inseminação artificial em relação a mo 1. A fertilização é o evento que decorre a partir do encontro dos gametas masculino e feminino. No trato reprodutivo da fêmea bovina em qual local ocorre a fertilização? (a) Útero (b) Tuba uterina (c)

Leia mais

FACULDADE DE VETERINÁRIA

FACULDADE DE VETERINÁRIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA FACULDADE DE VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS MARCELO JOSÉ DA ASCENSÃO FEITOSA VIEIRA CARACTERIZAÇÃO

Leia mais

Formulário para submissão de trabalho

Formulário para submissão de trabalho Dados do Trabalho e do (a) Orientador (a) Formulário para submissão de trabalho Título do Projeto: Avaliação de substratos de germinação de rosa (Rosa sp.) variedade arco-íris Nível de Ensino: Graduação

Leia mais

Cultura de Células Animais. Aula 4 - Fases do Crescimento Celular. Prof. Me. Leandro Parussolo

Cultura de Células Animais. Aula 4 - Fases do Crescimento Celular. Prof. Me. Leandro Parussolo Cultura de Células Animais Aula 4 - Fases do Crescimento Celular Prof. Me. Leandro Parussolo NOVA CÉLULA Introdução A dinâmica de uma cell é + bem compreendida examinandose o curso de sua vida; divisão

Leia mais

QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE MAMONA (Ricinus communis L.) CULTIVAR NORDESTINA, SOB DIFERENTES CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO.

QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE MAMONA (Ricinus communis L.) CULTIVAR NORDESTINA, SOB DIFERENTES CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO. QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE MAMONA (Ricinus communis L.) CULTIVAR NORDESTINA, SOB DIFERENTES CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO. Andréa dos Santos Oliveira, Renata Silva-Mann, Michelle da Fonseca Santos,

Leia mais

Análise estatística do ganho de peso de suínos alojados em ambiente de alta temperatura

Análise estatística do ganho de peso de suínos alojados em ambiente de alta temperatura Análise estatística do ganho de peso de suínos alojados em ambiente de alta temperatura Wederson Leandro Ferreira 1 3 Naje Clécio Nunes da Silva 1 3 Augusto Ramalho de Morais 2 3 1 Introdução Segundo Wolp

Leia mais

ECOLOGIA DE POPULAÇÕES

ECOLOGIA DE POPULAÇÕES 2º EM Biologia Professor João ECOLOGIA DE POPULAÇÕES INTRODUÇÃO População: qualquer grupo de organismos de mesma espécie que ocupa um determinado espaço em determinado período de tempo; Ecologia de populações:

Leia mais

MATÉRIA ORGÂNICA DO SOLO (MOS) Fertilidade do Solo Prof. Josinaldo

MATÉRIA ORGÂNICA DO SOLO (MOS) Fertilidade do Solo Prof. Josinaldo MATÉRIA ORGÂNICA DO SOLO (MOS) Fertilidade do Solo Prof. Josinaldo 1 ASPECTOS GERAIS - MOS todos os compostos orgânicos do solo - Influência os atributos do solo - Teor no solo amplamente variável (0,5

Leia mais

Diagramas de Fases. Universidade de São Paulo. Escola de Engenharia de São Carlos. Departamento de Engenharia de Materiais

Diagramas de Fases. Universidade de São Paulo. Escola de Engenharia de São Carlos. Departamento de Engenharia de Materiais Universidade de São Paulo Escola de Engenharia de São Carlos Departamento de Engenharia de Materiais Diagramas de Fases Engenharia e Ciência dos Materiais I Prof. Dr. Cassius O.F.T. Ruchert Revisão: Prof.

Leia mais

Manejo da adubação nitrogenada na cultura do milho

Manejo da adubação nitrogenada na cultura do milho Manejo da adubação nitrogenada na cultura do milho Atualmente, pode-se dizer que um dos aspectos mais importantes no manejo da adubação nitrogenada na cultura do milho refere-se à época de aplicação e

Leia mais