30 Período. PARTE I Introdução a Redes. Prof. Cleuso Gomes

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1 TECNOLOGIA EM SISTEMAS PARA INTERNET DISCIPLINA Redes de Computadores 30 Período PARTE I Introdução a Redes Prof. Cleuso Gomes Página: 1

2 SE Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina, Sê um arbusto no vale, mas Sê o melhor arbusto à margem do regato. Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore. Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva E dá alegria a algum caminho. Se não puderes ser uma estrada, Sê apenas uma senda, Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela. Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso... Mas sê o melhor no que quer que sejas. Pablo Neruda (12/ /09/1973) Poeta chileno, um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX. Em outubro de 1971 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura. Morreu em Santiago em 23 de setembro de 1973, de câncer na próstata. Página: 2

3 1 - Conceitos Básicos Redes surgiram da necessidade de compartilhar informação e periféricos em tempo real e com isso aumentar a produtividade dos usuários que pertenciam a um grupo de trabalho e reduzir os custos inerentes a hardware. Antes do seu surgimento, funcionários de uma empresa trabalhavam de forma isolada em seus computadores. Quando João precisasse utilizar um arquivo que estava no computador de Maria por exemplo, João deslocava-se até o computador de Maria interrompendo momentaneamente o seu trabalho, copiava o arquivo em questão, voltava ao seu computador e utilizava o arquivo que ele copiou para o disquete. Se João quisesse imprimir o arquivo em que estivesse trabalhando, mas se a impressora estivesse ligada no computado r de Pedro, ele deveria salvar o arquivo em um disquete no seu computador, ir até o computador de Pedro(novamente interromper momentaneamente o trabalho de Pedro), abrir o referido arquivo e imprimi-lo. Se Maria quisesse imprimir, deveria esperar João acab ar de usar a impressora de Pedro. Não é difícil observar quanto tempo se perde e como a produtividade é impactada com operações tão simples. Uma rede de computadores pode ser definido, como um grupo de computadores que são conectados entre si, de forma a proporcionar o compartilhamento de arquivos e periféricos de forma simultânea e que utilizam um meio de transmissão comum. Na sua forma mais elementar a rede pode ser composta de no mínimo 2 computadores, conforme ilustrado na figura 1.1. O uso de redes traz uma economia na aquisição de hardware. No caso descrito acima, se João, Maria e Pedro precisassem imprimir seus documentos sem estarem ligados em rede, seria necessário a aquisição de 3 impressoras. Mas somente 1 impressora será necessária se eles estiverem em uma rede. Figura 1.1 Uma rede de dois computadores. Redes tem como objetivos principais:» Compartilhamento de informação (ou dados)» Compartilhamento de hardware e software» Administração centralizada e suporte Mais especificamente computadores podem compartilhar:» Documentos» Impressoras» Fax-modems» Drives de CD-ROM Página: 3

4 » Discos Rígidos» Fotografias, arquivos de áudio e vídeo» Mensagens de » Softwares A comunicação entre computadores ocorre segundo regras pré-definidas que permitem que a máquina receptora possa receber de forma inteligível os dados enviados pela máquina transmissora. A esse conjunto de regras damos o nome de protocolos. Vamos fazer uma analogia para facilitar o entendimento. João e Maria desejam se comunicar e utilizam o ar como meio compartilhado para isso. O simples fato de João falar não garante que Maria irá entender e conseqüentemente que haverá comunicação entre eles. Para que Maria entenda o que João diz, eles devem falar a mesma língua (protocolo) e aí sim haverá comunicação Modelos de computação O processamento de informações nas redes podem se dar de duas formas: centralizada e distribuída Centralizada No passado antes do surgimento dos PCs, existiam computadores centrais com alto poder de processamento que eram responsáveis pelo processamento de informações. Esses computadores também conhecidos por mainframes, liam as informações contidas em um cartão e as processava de forma seqüencial. A única forma de entr ar com dados em um mainframe era com cartões que eram inseridos nas leitoras. Não havia qualquer interação com o usuário. Esses computadores também eram grandes (chegavam por vezes a ocupar uma sala inteira) e muito caros, o que restringia o seu uso a grandes corporações e órgãos do governo que podiam justificar o alto investimento. Com o surgimento das redes, outras opções foram criadas para colocar e retirar informações no sistema. Através de terminais que eram nada mais do que dispositivos de entrada e saída, e impressoras, o usuário poderia ter uma interação maior com o mainframe. Esses terminais eram conhecidos como terminais burros devido ao fato de não haver qualquer poder de processamento neles. Fig 1.2 Modelo de computação centralizada Distribuída Como o mainframe era restrito a grandes corporações e órgãos do governo devido a seu alto custo e tamanho, pequenas e médias empresas não tinham como usufruir dos benefícios da computação centralizada. Página: 4

5 Com o passar dos anos e o surgimento dos PCs, o processamento das informações deixou de estar centralizado a passou a ser distribuído entre os terminais, que agora não eram mais burros, eram PCs. É importante lembrar que o poder de processamento de um PC é muito inferior a de um mainframe, mas é inegável que isso se tornou em uma ótima opção de baixo custo para pequenas e médias empresas. Os PCs passaram então a dividir uma parcela do processamento de informações com o computador central, conforme ilustrado na figura 1.3. Figura 1.3 Modelo de computação distribuída 1.2 Configuração da rede No que tange as formas de configuração as redes podem ser classificadas em ponto a ponto e baseada em servidor. Nenhuma configuração é melhor que a outra. Elas são adequadas para determinadas necessidades e possuem vantagens e desvantagens. O tipo de configuração escolhido vai depender de determinados fatores tais como:» Tamanho da organização» Nível de segurança necessário» Tipo do negócio» Nível de suporte administrativo disponível» Tráfego da rede» Necessidades dos usuários» Orçamento Figura 1.4 Redes ponto a ponto e baseada em servidor Página: 5

6 1.2.1 Redes Ponto a Ponto Redes ponto a ponto são mais adequadas para redes com no máximo 10 computadores. Não há servidores dedicados nem hierarquia entre os computadores. Todos podem compartilhar e utilizar recursos, operam de forma igual, atuando como cliente e servidor ao mesmo tempo e são chamados de pontos ou nós da rede. A figura de um administrador não é necessária ficando essa tarefa a cargo de cada usuário. Eles determinam quais dados do seu computador serão compartilhados na rede. Treinamento dos usuários é necessário antes que eles sejam capazes de ser ambos usuários e administradores dos seus próprios computadores. Poderíamos destacar os seguintes pontos em redes ponto a ponto.» Não há servidor dedicado» Os nós da rede são ao mesmo tempo cliente e servidor» Não há a figura de um administrador responsável pela rede» Fácil implantação» Treinamento dos usuários é necessário» O controle de acesso a rede não é centralizado» A segurança não é uma preocupação.» Pouca possibilidade de crescimento.» A medida que a rede cresce, a performance diminui Redes baseadas em servidor Redes baseadas em servidor são voltadas para redes acima de 10 computadores. Possui um ou mais servidores dedicados. Por dedicado entende-se que eles não são clientes e são otimizados para atender os pedidos da rede rapidamente e além disso garantem a segurança de arquivos e diretórios. Os recursos compartilhados estão centralizados e há um maior controle do nível de acesso sobre os mesmos. Há um controle de acesso do usuário e o que ele pode fazer na rede. A figura de um administrador de rede é necessária. Treinamento dos usuários não é necessário. Existem vários tipos de servidores:» Servidores de aplicação» Servidores de arquivo e impressão» Servidores de comunicação» Servidores de correio» Servidores de serviços de diretório Servidores de arquivo e impressão Os dados ficam armazenados no servidor e quando precisam ser utilizados por uma estação, esses dados são transferidos para a memória da estação e usados localmente. Servidores de aplicação Possuem uma porção servidora responsável por processar os pedidos enviados pela porção cliente que fica na estação. Diferentemente do servidor de arquivos, somente o que é requisitado é passado para a estação e não a massa de dados inteira. Um bom exemplo seria a pesquisa em um banco de dados. Página: 6

7 Servidores de correio Um tipo de servidor de aplicação. O principio é o mesmo o que muda é o tipo da aplicação Servidor de comunicação Controla o acesso de usuários externos aos recursos da rede. Esses usuários normalmente discam para esses servidores que por sua vez possuem um pool de modems. Servidores de serviço de diretório Responsáveis pela validação do usuário na rede. Normalmente redes são agrupadas em grupos lógicos chamados domínios. O usuário é confrontado com uma base de usuários e baseado nisso é permitido o seu ingress o no domínio e a utilização dos recursos do mesmo. Como todos os dados importantes da rede agora estão centralizados, um backup é fundamental, já que uma vez que os dados são importantes, eles não podem ser perdidos devido a falhas de hadware. Há meios de agendar backups periódicos e que são executados automaticamente. Nunca é demais lembrar que esses backups devem ser agendados para serem realizados em horários em que a rede estiver praticamente sem utilização. Redundância também é um item importante. Se o servidor principal falhar, todos os recursos e dados importantes não poderão ser acessados. Existe uma forma de duplicar os dados do servidor e mantê-los online. Se o esquema de armazenamento primário falhar, o secundário será utilizado no lugar deste, sem causar qualquer interrupção na rede. Poderíamos destacar os seguintes pontos em redes baseadas em servidor:» Há um ou mais servidores dedicados» Segurança é fundamental» A figura de um administrador é muitas vezes imprescindível» Possui controle maior do usuário e do que é permitido a ele fazer na rede.» Meios de restringir o acesso do usuário a rede a determinados períodos» Crescimento da rede só depende do hardware do servidor» Recursos compartilhados estão centralizados» Instalação não é tão simples 1.3 Tipos de Rede: LANs e WANs Redes de computadores podem ser classificados em dois grandes grupos de acordo com seu tamanho e função, LANs e WANs LAN (Local Area Network) Uma LAN é a unidade fundamental de qualquer rede de computadores. Pode abranger desde um ambiente com apenas dois computadores conectados até centenas de computadores e periféricos que se espalham por vários andares de um prédio. Uma LAN está confinada a uma área geográfica limitada. Página: 7

8 Figura 1.5 Uma LAN WAN (Wide Area Network) Uma WAN é feita da interconexão de duas ou mais LANs, podendo essas LANs estarem localizadas em prédios diferentes separados por uma rua, ou estarem localizadas em vários países ao redor do mundo. Diferentemente da LAN ela não está limitada a uma área geográfica. Figura 1.6 Uma WAN 1.4 Topologias O termo topologia ou mais especificamente topologia da rede, diz respeito ao layout físico da rede, ou seja, como computadores, cabos e outros componentes estão ligados na rede. Topologia é o termo padrão que muitos profissionais usam quando se referem ao design básico da rede. A escolha de uma determinada topologia terá impacto nos seguintes fatores:» Tipo de equipamento de rede necessário» Capacidades do equipamento» Crescimento da rede» Forma como a rede será gerenciada Antes que computadores possam compartilhar recursos e executar qualquer tarefa de comunicação, eles devem estar conectados, e cabos são utilizados para fazer essa conexão entre eles. Porém conectar os computadores por meio de cabos não é tão simples assim. Existem vários tipos de cabos que combinados com diversas placas de rede e outros componentes necessitam de vários tipos de arranjos. Página: 8

9 Para trabalhar bem uma topologia deve levar em conta o planejamento. Não somente o tipo de cabo deverá ser levado em consideração, mas também, a forma como ele será passado através de pisos, tetos e paredes. A topologia pode determinar como os computadores se comunicam na rede. Diferentes topologias necessitam de diferentes métodos de comunicação e esses métodos tem grande influência na rede. As topologias padrão são as seguintes:» Barramento» Estrela» Anel» Malha Barramento Nesta topologia os computadores são ligados em série por meio de um único cabo coaxial. Esse cabo também é chamado de backbone ou segmento. Figura 1.7 Rede em topologia barramento Comunicação Dados enviados do computador A para o computador B, são recebidos por todos, mas somente o computador B processa esses dados, os demais rejeitam. Somente um computador por vez pode transmitir dados. Aumentar o número de computadores impactará na performance da rede, porque teremos mais computadores compartilhando o meio e esperando para colocar dados no barramento. Quando um computador transmite dados ele conseqüentemente estará utilizando o meio e nenhum outro computador poderá fazer o mesmo, até que o meio esteja novamente disponível. Os computadores ficam constantemente monitorando o meio para saber se ele está livre ou não. Mas existem outros fatores que poderão afetar a performance.» Capacidade do hardware dos computadores da rede» Tipos de aplicação utilizada na rede» Tipo de cabo utilizado» Distância entre os computadores na rede Página: 9

10 Terminadores (normalmente de 50 ohms) são usados em ambas as extremidades do cabo para evitar que haja reflexão do sinal transmitido. Sem eles o sinal seria refletido e o meio estaria constantemente ocupado, ou seja, nenhuma estação conseguiria transmitir dados. Figura 1.8 Terminador em destaque Interrupção na comunicação Embora seja de fácil implementação essa topologia tem um inconveniente, se houver uma ruptura no cabo em um determinado ponto, ou houver algum conector em curto ou ainda, um terminador apresentar qualquer tipo de problema, toda a rede pára. Nenhum computador conseguirá se comunicar com qualquer outro enquanto a falha não for sanada. Figura 1.9 Uma ruptura o cabo paralisará toda a rede Expansão da rede A medida que a rede cresce, o barramento pode ser expandido através dos seguintes formas:» Um conector BNC fêmea, que serve para unir dois segmentos de cabo pode ser utilizado. Mas conectores enfraquecem o sinal e devem ser usados de forma criteriosa. Ë preferível ter um único cabo continuo do que vários segmentos ligados por conectores. Um segmento teoricamente, pode se estender até 385 metros, sem o uso de repetidores. Página: 10

11 » A medida que o sinal viaja pelo cabo, ele tem a sua amplitude reduzida, repetidor es são usados para aumentar o nível do sinal. Um repetidor é preferível em comparação ao conector BNC Figura 1.10 Conector BNC fêmea ligando dois segmentos Figura 1.11 Repetidores ligando dois segmentos Estrela Nessa topologia não há mais um único segmento ligando todos os computadores na rede. Eles estão ligados por meio de vários cabos a um único dispositivo de comunicação central, que pode ser um hub ou um switch. Este dispositivo possui várias portas onde os computadores são ligados individualmente, e é para onde converge todo o tráfego. Quando uma estação A deseja se comunicar com uma estação B, esta comunicação não é feita diretamente, mas é intermediada pelo dispositivo central, que a replica para a toda a rede, novamente somente a estação B processa os dados enviados, as demais descartam. Hubs e Switches intermedeiam esta comunicação entre as estações de formas diferentes. Por exemplo, se um hub replica todo o tráfego que recebe para todas as suas portas, o mesmo não ocorre com o switch. A grande vantagem da topologia estrela em relação a de barramento, é que agora uma falha no cabo não paralisará toda a rede. Somente aquele segmento onde está a falha será afetado. Por outro lado, a rede poderá ser paralisada se houver uma falha no dispositivo central. Os cabos utilizados se assemelham aos cabos utilizados na telefonia, porém com maior quantidade de pares. São cabos par trançados, conhecidos como UTP ou STP. Possuem conectores nas extremidades chamados de RJ-45. Página: 11

12 Figura 1.12 Topologia estrela simples Anel Nessa topologia, as estações estão conectadas por um único cabo como na de barramento, porém na forma de circulo. Portanto não há extremidades. O sinal viaja em loop por toda a rede e cada estação pode ter um repetidor para amplificar o sinal. A falha em um computador impactará a rede inteira. Diferentemente das duas topologias descritas anteriormente, uma estação que deseja transmitir não compete com as demais. Ela tem autorização para fazê-lo. Existe um token que é como se fosse um cartão de autorização que circula na rede. Quando uma estação quer transmitir ele pega o token. Enquanto ela estiver de posse do token, nenhuma outra pode realizar qualquer transmissão. Quando a estação termina a transmissão, ela cria um outro token e o libera na rede para ser utilizado por outra estação. Figura 1.13 Topologia em Anel Figura 1.14 Passagem do token Página: 12

13 1.4.4 Malha Nessa topologia os computadores são ligados uns aos outros por vários segmentos de cabos. Essa configuração oferece redundância e confiabilidade. Se um dos cabos falhar, o tráfego fluirá por outro cabo. Porém essas redes possuem instalação dispendiosa, devido ao uso de grande quantidade de cabeamento. Por vezes essa topologia será usada juntamente com as outras descritas, para formar uma topologia híbrida. Figura 1.15 Topologia em malha Estrela-Barramento É uma combinação das topologias barramento e estrela. Nessa topologia várias redes estrelas são conectadas entre si através de um barramento, ou seja, os hubs estão ligados de forma serial. Se um computador falhar a rede não será impactada por essa falha. Se um hub falhar, os computadores ligados a esse hub serão incapazes de se comunicar e de se comunicar com o restante da rede. Se o hub estiver ligado a outro hub, a comunicação entre os dois também será afetada. Figura 1.16 Topologia Estrela-Barramento Página: 13

14 1.4.6 Estrela-Anel Essa topologia é similar a anterior. Ambas as topologias possuem um hub central que contem o anel ou o barramento. Figura 1.17 Topologia Estrela-Anel Selecionando uma topologia Existem muitos fatores que devem ser levados em consideração quando da escolha de qual tecnologia melhor se adequa as necessidades de uma organização. A tabela mostra um resumo com as vantagens e desvantagens de cada topologia. 1.5 Transmissão de Sinal Duas técnicas podem ser usadas para transmitir sinais codificados sobre um cabo: transmissão banda base e transmissão banda larga. Página: 14

15 1.5.1 Transmissão Banda Base Usa sinalização digital sobre um simples canal. Sinais digitais fluem na forma discreta de pulsos de eletricidade ou luz. Neste método de transmissão todo a capacidade de comunicação do canal é usada para transmitir um único sinal de dados. A largura de banda de banda do canal refere-se a capacidade de transmissão de dados ou velocidade de transmissão de um sistema de comunicação digital e é expressa em bps (bits por segundo). A medida que o sinal viaja ao longo do meio ele sofre redução na sua amplitude e pode se tornar distorcido. Se o comprimento do cabo é muito longo, o sinal recebido pode estar até mesmo irreconhecível Transmissão Banda Larga Usa sinalização analógica e uma faixa de freqüências. Os sinais não são discretos e são contínuos. Sinais fluem na forma de ondas eletromagnéticas ou óticas. Seu fluxo é unidirecional. Se toda a largura de banda está disponível, vários sistemas de transmissão podem ser suportados simultaneamente no mesmo cabo, por exemplo, tv a cabo e transmissões de rede. A cada sistema de transmissão é alocada uma fatia da largura de banda total. Enquanto que sistemas banda base usam repetidores para fortalecer o sinal, sistemas banda larga usam amplificadores para a mesma finalidade. Como o fluxo do sinal é unidirecional, deve haver dois caminhos para o fluxo de dados, de modo que todos os dispositivos sejam alcançados. Há duas formas de fazer isso:» A largura de banda é dividida em dois canais, cada uma usando freqüência ou faixa de freqüências diferentes. Um canal é usado para transmissão e outro para recepção.» Cada dispositivo é ligado a dois cabos. Um é usado para transmissão e outro para recepção Formas de transmitir informação Aumentar a velocidade da transmissão de dados é uma necessidade a medida que uma rede cresce em seu tamanho e na quantidade de tráfego. Maximizando o uso do canal, podemos trocar mais dados em menos tempo. Existem três formas de transmitir informação: sim plex, half-duplex e full-duplex Simplex Forma mais básica de transmissão. Nela a transmissão pode ocorrer apenas em uma direção. O transmissor envia ao dados, mas não tem certeza se o receptor os recebeu. Não há meios de verificar a recepção dos dados. Problemas encontrados durante a transmissão não são detectados e corrigidos. Um bom exemplo de transmissão simplex é a transmissão de TV aberta. Half-Duplex A transmissão pode ocorrer em ambos as direções mas não ao mesmo tempo. Detecção de erro é possível. Um bom exemplo é a comunicação com walk-talkies. Modems usam half-duplex. Página: 15

16 Full-Duplex A melhor forma de transmissão. Os dados podem transmitidos e recebidos simultaneamente. Um bom exemplo é uma conexão de TV a cabo, em que você pode ver TV e navegar na internet ao mesmo tempo. 1.6 Meios de Transmissão Embora possa não parecer a principio, um cabeamento correto é que vai determinar o sucesso da implementação de uma rede. O tipo de cabo usado e a forma como é instalado é fundamental para a perfeita operação de uma rede. Logo estar atento as características de cada tipo de cabo, a forma como operam e as vantagens e desvantagens de cada um é muito importante. A maior parte das redes são conectadas por algum tipo de cabo que atua como meio de transmissão, responsável por carregar os sinais elétricos entre os computadores. Existem muitos tipos de cabos que satisfazem as diversas necessidades e o tamanho das redes. Mas desses muitos, podemos destacar três grupos, que é utilizado pela grande parte das redes.» Cabo coaxial» Cabo par trançado (blindado ou não blindado)» Fibra ótica Entender a diferença entre esses 3 grupos, ajudará a determinar qual tipo de cabeamento é o mais adequado para um determinado cenário Cabo Coaxial O cabo coaxial foi o tipo de cabeamento mais usado em redes. Embora, hoje em dia seu uso é muitíssimo reduzido. Algumas das razões que levaram no passado, ao uso deste tipo de cabeamento foram: flexibilidade, baixo custo, leveza e facilidade de manuseio. Na sua forma mais simples, um cabo coaxial consiste de um núcleo com um fio de cobre envolvido por um material isolante, que por sua vez é envolvido por uma malha e essa malha é envolvida pela parte externa do cabo, conhecida como capa, ou seja, um cabo coaxial é composto por várias camadas, conforme ilustrado na figura 2.1. Figura 1.18 Cabo Coaxial e suas várias camadas Página: 16

17 Devido a presença de ruídos no meio de transmissão e para evitar que os mesmos distorçam o sinal original, cabos dispõem de um mecanismo conhecido como blindagem. Essa blindagem é feita pela malha do cabo. Cabos com blindagem devem ser usados em ambientes com alta interferência. O núcleo do cabo é responsável por carregar o sinal. O fio que compõe o núcleo pode ser rígido ou flexível. Se for rígido, o fio é de cobre. Envolvendo o núcleo de cobre está uma camada de isolamento dielétrica que separa o núcleo da malha. A malha é responsável pelo aterramento e blindagem (proteção contra ruído). O núcleo e a malha devem estar sempre separados por um isolante, do contrário, o cabo experimentaria um curto e sinais indesejados (ruídos) fluiriam da malha para o núcleo, distorcendo o sinal original. Um curto nada mais é que um fluxo de corrente (ou dados) que fluem em uma maneira indesejada por meio do contato de dois fios condutores ou do contato de um fio condutor e a terra. Cabos coaxiais são altamente resistentes a interferência e atenuação. Atenuação é a perda de amplitude do sinal a medida que o mesmo viaja ao longo do cabo. Por essa razão cabos coaxiais são uma boa escolha onde se tem longas distâncias, e onde a confiabilidade é exigida, suportando altas taxas de dados com o uso de equipamento menos sofisticado. Figura 1.19 Atenuação causando deterioração do sinal Existem três tipos de cabo coaxial. Usar um ou outro, dependerá exclusivamente das necessidades da rede. Cabo coaxial fino (Thinnet) - É um cabo leve, flexível e fácil de usar. Por isso pode ser utilizado em qualquer tipo de instalação. É capaz de carregar o sinal por uma distância máxima de 185 metros sem que o sinal sofra qualquer atenuação. É conhecid o no mercado como RG-58. Na realidade isso nada mais é que uma referência a família a que o cabo pertence. Sua impedância é de 50 ohms. A principal característica que distingue os membros da família RG-58 é o núcleo de cobre. O RG-58 A/U possui vários fios de cobre enquanto que o RG-58 /U possui um único fio de cobre rígido. Figura 1.20 Comparação entre o RG-58 A/U e o RG-58 /U Página: 17

18 Cabo Coaxial Grosso (thicknet) É um cabo mais rígido que o thinnet, e o seu núcleo possui um diâmetro maior, conforme ilustrado na fig.2.4. Figura 1.21 Cabo coaxial grosso e fino Quanto maior for o diâmetro do núcleo, mais longe o cabo é capaz de levar os sinais. Logo, o cabo grosso consegue levar os sinais mais longe que o fino, podendo o sinal viajar por 500 metros antes de sofrer atenuação. Por essa característica, o cabo grosso normalmente é utilizado como backbone, conectando várias redes de cabo fino. Um transceiver é responsável pela conexão de um cabo fino a um cabo grosso. Ele possui uma porta AUI e um acessório conhecido por vampiro que faz a conexão do núcleo dos dois cabos. O cabo transceiver liga o transceiver a placa de rede do computador através das suas portas AUI. A porta AUI é também conhecida como conector DIX ou DB-15. Figura 1.22 Transceiver de cabo coaxial grosso. Cabo Twiaxial Tipo especial de cabo coaxial em que o núcleo é composto por dois fios de cobre ao invés de 1. Tem a aparência de dois cabos coaxiais grudados. Pode transportar o sinal por até 25 metros no máximo. A tabela abaixo mostra um resumo das características dos dois cabos coaxiais mais comuns. Página: 18

19 Conectores Os conectores servem para conectar os cabos aos computadores. No mundo dos cabos coaxiais são simplesmente conhecidos por BNC, mas na realidade o termo BNC se refere a família desses conectores. Existem vários componentes que fazem parte dessa família. No mercado, o termo BNC é apenas usado para se referir a dois conectores da família. Conector BNC Macho O conector BNC é um conector macho e pode ser tanto crimpado ou soldado no final do cabo. Figura 1.23 Conector BNC Conector T Usado para ligar a placa de rede ao cabo da rede. Figura 1.24 Conector T Conector BNC Fêmea Usado para interligar dois segmentos de cabo coaxial fino, transformando-o em um único segmento. Figura 1.25 Conector BNC Fêmea Terminador Usado para terminar a rede (um em cada extremidade). Normalmente possui impedância de 50 Ohms. Sem ele haverá reflexão de sinal e toda a atividade na rede será paralisada. Figura 1.26 Terminador Página: 19

20 Cabo de par Trançado Os cabos de par trançado vêm substituindo os cabos coaxiais desde o início da década de 90. Hoje em dia é muito raro alguém ainda utilizar cabos coaxiais em novas instalações de rede, o mais comum é apenas reparar ou expandir redes que já existem. Mais adiante teremos um comparativo entre os dois tipos de cabos. O nome par trançado é muito conveniente, pois estes cabos são constituídos justamente por 4 pares de cabos entrelaçados. Veja que os cabos coaxiais usam uma malha de metal que protege o cabo de dados contra interferências externas; os cabos de par trançado por sua vez, usam um tipo de proteção mais sutil: o entrelaçamento dos cabos cria um campo eletromagnético que oferece uma razoável proteção contra interferências externas. UTP (Unshielded Twisted Pair sem blindagem) e STP (Shielded Twisted Pair- com blindagem) A única diferença entre eles é que os cabos blindados além de contarem com a proteção do entrelaçamento dos fios, possuem uma blindagem externa (assim como os cabos coaxiais), sendo mais adequados a ambientes com fortes fontes de interferências, como grandes motores elétricos e estações de rádio que estejam muito próximas. Outras fontes menores de interferências são as lâmpadas fluorescentes (principalmente lâmpadas cans adas que ficam piscando), cabos elétricos quando colocados lado a lado com os cabos de rede e mesmo telefones celulares muito próximos dos cabos. Cabo UTP Cabo STP Quanto maior for o nível de interferência, menor será o desempenho da rede, menor será a distância que poderá ser usada entre os micros e mais vantajosa será a instalação de cabos blindados. Em ambientes normais porém os cabos sem blindagem funcionam perfeitamente bem. Existem no total, 7 categorias de cabos de par trançado. Em todas as categorias a distância máxima permitida é de 100 metros. O que muda é a taxa máxima de transferência de dados e o nível de imunidade a interferências. Em todas as categorias, a distância máxima permitida é de 100 metros (com exceção das redes 10G com cabos categoria 6, onde a distância máxima cai para apenas 55 metros). O que muda é a freqüência e, conseqüentemente, a taxa máxima de transferência de dados suportada pelo cabo, e o nível de imunidade a interferências externas. Vamos então a uma descrição das categorias de cabos de par trançado existentes: Categorias 1 e 2: Estas duas categorias de cabos não são mais reconhecidas pela TIA (Telecommunications Industry Association), que é a responsável pela definição dos padrões de cabos. Elas foram usadas no passado em instalações telefônicas e os cabos de categoria 2 Página: 20

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