Universidade Estadual de Londrina

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1 Universidade Estadual de Londrina CENTRO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE CURSO DE BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ANÁLISE DA POTÊNCIA ANAERÓBIA EM ATLETAS DE FUTEBOL DE DIFERENTES CATEGORIAS Henrique Tomokazu Nakamura LONDRINA PARANÁ 2008

2 HENRIQUE TOMOKAZU NAKAMURA ANÁLISE DA POTÊNCIA ANAERÓBIA EM ATLETAS DE FUTEBOL DE DIFERENTES CATEGORIAS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Bacharelado em Educação Física do Centro de Educação Física e Desportos da Universidade Estadual de Londrina, como requisito parcial para sua conclusão COMISSÃO EXAMINADORA Prof. Dr. Antonio Carlos Dourado Universidade Estadual de Londrina Prof. Dr. Luiz Cláudio Reeberg Stanganeli Universidade Estadual de Londrina Prof. Esp. Ariobaldo Frisseli Universidade Estadual de Londrina Londrina, de de 2008

3 A Deus, aos meus pais e aos meus amigos que sempre que precisei estiveram ao meu lado dando apoio e segurança nas minhas decisões.

4 AGRADECIMENTOS Ao Prof. Dr. Orientador Antonio Carlos Dourado, braço amigo e companheiro de todas as etapas deste trabalho dando o apoio necessário para a conclusão deste estudo. A minha família, pela confiança e motivação que me deram em todas as horas. Aos amigos e colegas, pela força e pela vibração em relação a esta grande jornada. Aos estagiários companheiros do CENESP que participaram de todas as coletas, e aos professores do CENESP, pelo apoio dado a este estudo. Aos professores e colegas de Curso, pois juntos trilhamos uma etapa nova e importante de nossas vidas. A todos que, com boa intenção, colaboraram para a realização e finalização deste trabalho.

5 HENRIQUE, Tomokazu Nakamura. Análise da potência anaeróbia em atletas de futebol de diferentes categorias. Trabalho de Conclusão de Curso. Curso de Bacharelado em Educação Física. Centro de Educação Física e Esporte. Universidade Estadual de Londrina, RESUMO Durante uma partida de futebol são realizados inúmeros movimentos que envolvem a força muscular. O treinamento de força constitui-se em um dos elementos fundamentais e imprescindíveis no futebol, pois a capacidade de força muscular influencia consideravelmente a velocidade dos movimentos, resistência e agilidade do futebolista. O presente estudo teve como objetivo caracterizar a resistência anaeróbia de sprint em atletas de futebol das categorias juvenil, juniores e profissional, e a comparação da resistência anaeróbia de sprint de atletas de futebol conforma e categoria e a posição que atuam em campo. A amostra constituiu-se de 199 atletas de futebol do sexo masculino das categorias juvenil, juniores e profissional do Município de Londrina. Sendo distribuídos em 3 categorias juvenil (n=36), juniores (n=125) e profissional (n=38) e de acordo com sua posição tática dentro do jogo goleiro (n=14), zagueiro(n=42), lateral(n=30), meia (n=41), atacante (n=29) e volante(n=44). Para a avaliação da potencia anaeróbia foi utilizado o RAST Test e para análise dos dados. foi utilizado o programa de estatística SPSS 3.0 para Windows com p<0,05. Os principais resultados apontam um diferença estatisticamente significante com F=9.282 e p=0,00 para estatura, F=5,961 e p=0,00 para o peso e F=1,756 e p=0,044, sendo que as demais variáveis são diferentes porém não são consideradas estatisticamente significante. Conclui-se que cada atleta dentro de sua posição de jogo e sua categoria apresenta suas particularidades, sendo necessário considerá-las nas planificação dos treinamento. Palavras-chave:Rast Test, atleta de futebol, Potência anaerobia

6 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Médias e desvio padrão das variáveis antropométricas, potências e índice de fadiga segundo cada categoria...12 Tabela 2: Médias e desvio padrão das variáveis por posição de atuação no jogo...13 Tabela 3: Médias e desvio padrão das variáveis por posição de atuação no jogo e por categoria...14

7 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO MÉTODOS Caracterização da Amostra Procedimentos de coleta Tabulação e análise dos dados RESULTADOS DISCUSSÃO CONCLUSÃO REFERENCIAS...18

8 8 1.INTRODUÇÃO O futebol é uma das modalidades mais praticadas no mundo, tendo por volta de 200 milhões de atletas registrados e 204 países filiados à FIFA 1. No Brasil, este esporte é muito popular podendo ser considerado uma das grandes paixões do povo, sendo reconhecido como uma das potências mundiais nesta modalidade. A seleção nacional é a que disputou todos os Campeonatos Mundiais de Futebol, participando de sete finais, sagrando-se vitorioso em cinco delas. Em razão desta popularidade, a modalidade vem sendo estudada com frequencia, com o intuito de melhorar o desempenho esportivo dos jogadores nos aspectos gerais e específicos da pátrica, mas ainda pode ser considerada como pouco estudada, merecendo mais atenção como mencionam Barros e Guerra (2004) 1. Em razão do avanço na preparação física de atletas e equipes em geral faz-se necessários novos e mais numerosos estudos e publicações desta modalidade em nosso país. Dentre todas as áreas envolvidas na prática do futebol, a preparação física tem recebido atenção especial dos profissionais e pesquisadores envolvidos com a modalidade. Onde muito recentemente, sendo uma tendência atual, verificase elaboração de programas de preparação física que atendam as especificidades dos atletas considerando principalmente, a posição que atuam em campo. Atualmente, a capacidade de resistência anaeróbia de sprint vem sendo muito valorizada nos treinamentos das equipes, pois, é de grande importância para a realização das ações ocorridas durante as partidas. Para jogadores profissionais, o tempo total de exercícios de alta intensidade durante uma partida é aproximadamente 7 minutos, onde são realizados uma média de 19 sprints com duração de 2 segundos 1. Segundo Godick 2, durante o tempo de jogo, o jogador realiza mais ou menos 100 corridas com velocidade máxima em distâncias de 5 a 20 metros, na intenção de vencer o adversário no tempo e no espaço. De acordo com Weineck 3, velocidade é a capacidade, com base na mobilidade dos processos do sistema nervo-músculo e da capacidade de desenvolvimento da força muscular, de completar ações motoras, sob determinadas condições, no menor tempo. De todas as capacidades físicas a velocidade pode ser decisiva, seja um gesto técnico uma ação motora física ou uma jogada.

9 9 Para melhorar o desempenho da velocidade o treinamento de força constitui-se em um dos elementos fundamentais e imprescindíveis, pois a força muscular influência consideravelmente os movimento, resistência e agilidade do atleta. Dintiman, Ward e Telez 4 referem-se à resistência de velocidade, como o ato de resistir o maior tempo possível em velocidade máxima, ou seja, ainda que o atleta atinja altos índices de velocidade, ele deve conseguir manter esses altos índices por um determinado tempo, sem que haja uma grande queda em sua velocidade. Weineck 5 afirma que a resistência de velocidade não pode ser vista da maneira como é vista nas corridas de velocidade do atletismo, pois dificilmente um atleta necessitaria realizar sprints de 100m em linha reta durante um jogo. O atleta de futebol além de percorrer distâncias menores, necessita na grande maioria de finaliza-las com uma ação de conclusão (cruzamento, passe, chute a gol). O mesmo autor ainda diferencia a resistência de velocidade da resistência de sprints, onde entende-se resistência de sprints como a capacidade do atleta, realizar vários sprints máximos, durante o jogo sem a ocorrência da queda no desempenho. Para se obter um melhor rendimento dos atletas de futebol, é necessário que o profissional responsável pela preparação física da equipe conheça as características e necessidades de cada atleta exigidas conforme cada posição de jogo, para assim poder direcionar o treinamento de forma correta, e para uma melhor caracterização das necessidades dos profissionais são utilizados vários testes para quantificar as capacidades físicas, inclusive a potência, um dos testes mais utilizados é o Wingate de perna que consiste em um teste onde o atleta deverá realizar 30 segundos de esforço máximo com uma carga de 7,5% do peso corporal, porém esse não é muito especifico para o futebol, apesar de ter sido muito utilizado pois necessita ser utilizado em um cicloergometro, apresentando dificuldade para transferir as informações para a realidade de um atleta de futebol. Recentemente outro teste vem sendo aplicado em atletas de futebol é o Running-based Anaerobic Sprint Test (RAST TEST), esse teste aparenta ser o mais adequado para a realidade do atleta de futebol, pois pode ser desenvolvido dentro do campo de futebol com o atleta calçando chuteiras, onde ele deverá realizar

10 10 corridas no máximo de sua capacidade, aproximando-se da realidade do atleta dentro de campo. No momento, a preparação física do futebol, é aplicada de forma especializada, ou seja, o treinamento das capacidades é trabalhado de acordo com a função tática desempenhada no jogo, visto que, ao treinar estas capacidades por função, aumenta a possibilidade de um melhor desempenho dos atletas no jogo. De acordo com Bangsbo apud Barros e Guerra 1, um jogador de futebol passa menos de um minuto por jogo em sprints de alta velocidade no total de tempo, porém, muitas vezes, as partidas são decididas em lances de alta velocidade, quando um jogador consegue ser mais rápido em relação ao adversário, reforçando a importância do estudo da variável resistência anaeróbia de sprint. Concordando com Barros e Guerra 1, observa-se que para qualquer variável analisada em atletas de futebol não verifica-se publicações que tragam valores ideais para cada variável e para cada posição em campo, estabelecendo-se dificuldades para a formação de valores normativos, portanto, esse trabalho tende a contribuir com valores extraídos de atletas de diferentes categorias que se encontram em treinamento sistematizado para classificação desses atletas. Desta forma o presente estudo teve como objetivo a caracterização da resistência anaeróbia de sprint em atletas de futebol das categorias juvenil, juniores e profissional; e a comparação da resistência anaeróbia de sprint de atletas de futebol conforme a categoria e a posição que atuam em campo, verificando possíveis diferenças existentes entre ambos.. 2. MÉTODOS 2.1. Caracterização da Amostra O presente estudo caracteriza-se como export facto descritivo, pois as observações e mensurações sobre o desempenho dos atletas de futebol forma feitas sem nenhuma manipulação ou intervenção por parte do pesquisador, durante o período de avaliação.

11 11 A amostra deste estudo foi composta por 199 atletas de futebol, do sexo masculino sendo distribuídas em 3 categorias juvenil (36), juniores (125) e profissional (38) do Município de Londrina-Pr Procedimentos para coleta dos dados Antropometria: para a mensuração das medidas antropométricas foram utilizadas para a massa corporal uma balança filizola, calibrada com precisão de 0,5Kg; a estatura através de um estadiometro com escala de 0,1cm. Rast Test; para o desenvolvimento deste estudo, utilizou-se o protocolo do Running-based Anaerobic Sprint Test ( RAST TEST ), realizado em campo de futebol, específico com o atleta calçando chuteiras. Cada um dos sujeitos realizou seis corridas de 35 metros em local devidamente demarcado, no máximo de sua velocidade, com intervalo de 10 segundos de recuperação entre as corridas, cujo objetivo foi a de observar a capacidade de resistência a esforço máximo repetitivo em alta velocidade. Utiliza-se um sistema de células fotoelétricas, no intuito de obter maior precisão na coleta dos tempos durante as seis corridas do teste e cronômetros da marca Cassio para marcação dos 10 segundos de recuperação. Onde adotou-se também um notebook da marca Toshiba para registro das informações coletadas no RAST TEST e análise posterior. Os indivíduos, após serem informado sobre as finalidades do estudo e os procedimentos aos quais seriam submetidos, assinaram termo de consentimento livre e esclarecido. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Londrina sob o protocolo numero 062/ Tabulação e análise dos dados Para análise dos dados foi utilizado o programa de estatística SPSS 3.0 para Windows.

12 12 Para analise dos dados os atletas foram agrupados conforme a categoria e com sua posição tática dentro do jogo (goleiro, zagueiro, lateral, meia, atacante e volante). Os dados obtidos foram organizados com valores de potência máxima absoluta (PMA), potencia máxima relativa (PMR) e índice de fadiga (IF). A análise estatística foi estabelecida através de estatistica descritiva com medidas de tendência centrais (médias de desvio padrão), onde também foram verificados as condições de normalidade através dos testes de Kolmogorov-Smirnof e Shapiro-Wilks. Utilizou-se de Anova One-Way para a identificação de diferenças estatisticamente significantes entre as 3 diferentes categorias e também para as 6 diferentes posições de atuação em campo, com posterior análise de Post-Hoc de Scheffe. Para a verificação de diferenças significantes entre as diferentes posições e cada categoria adotou-se a Anova One-way a dois fatores fixos, com o intuito de verificar o efeito de duas variáveis qualitativas em uma variável quantitativa RESULTADOS Os resultados encontrados no RAST TEST são apresentados na tabela 1 verifica-se a comparação entre as variáveis antropométricas, potências absolutas e relativas e o índice de fadiga entre as diferentes categorias. Na tabela 2 compara-se as mesmas variáveis em relação às diferentes posições de atuação durante o jogo e na tabela 3 compara-se cada atleta na sua posição de jogo dentro da sua categoria. Na tabela 1 podemos verificar as diferenças estatísticas entre as categorias, os resultados encontrados revelaram diferença estatisticamente significante apenas no peso para a variável antropométrica e nas outras potências não houve diferenças. A tabela 2 apresenta os resultados das variáveis antropométricas e das potencias quando comparamos cada variável nas diferentes posições de jogo.

13 13 Os resultados encontrados, apresentam diferença estatisticamente significativa, nas variáveis antropométricas, na potência máxima, na potência máxima relativa e no índice de fadiga. Na tabela 3 verifica-se as diferenças estatisticamente significante na estatura, peso e na potência máxima absoluta entre as posições em todas as categorias Tabela 1: Médias e desvio padrão das variáveis antropométricas, potências e índice de fadiga segundo cada categoria VARIAVEL JUVENIL (36) JUNIOR (125) PROFISSIONAL (38) F P Estatura (cm) 1,77 ±0,71cm 1,77 ± 0,63 cm 1,76 ± 0,80 cm 0,237 0,790 Peso (kg) 69,35 ± 6,68 70,61 ± 7,25 73,89 ± 9,22 3,792 0,024* Pot. Máx. Abs (wats) 730,04 ± 93,92 777,85 ± 131,56 795,27 ± 105,11 3,01 0,051 Pot. Máx. Relat. (w/kg) 10,53 ± 1,03 11,02 ± 1,56 10,81 ± 1,13 1,75 0,176 IF 8,57 ± 2,30 9,14 ± 3,04 8,92 ± 2,73 0,55 0,573 P<0,05 *

14 Tabela 2: Médias e desvio padrão das variáveis por posição de atuação no jogo. 14 VARIAVEL GOLEIRO (14) ZAGUEIRO (42) LATERAL (30) MEIA (41) ATACANTE (29) VOLANTE (44) F P Estatura (cm) 1,86 ± 0,03 1,83 ± 0,04 1,74 ± 0,05 1,72 ± 0,06 1,75 ± 0,06 1,76 ± 0,041 31,53 0,000* Peso (kg) 81,77 ± 8,37 76,16 ± 5,75 67,8 ± 5,30 65,79 ± 6,66 68,95 ± 6,48 71,1 ± 5,68 22,49 0,000* Pot. Máx. Abs. (Wats) 828,46 ± 102,29 834,78 ± 111,39 747,26 ± 127,44 715,17 ± 123,91 789,42 ± 108,12 755,23 ± 110,48 5,73 0,000* Pot. Máx. Relat (w/kg) 10,14 ± 0,93 10,97 ± 1,26 10,96 ± 1,39 10,83 ± 1,42 11,63 ± 1,56 10,59 ± 1,41 2,89 0,015* IF 9,64 ± 2,12 10,00 ± 2,53 8,05 ±0,11 8,18 ± 2,51 10,28 ± 3,57 8,42 ± 2,45 4, * P<0,05

15 15 Tabela 3: Médias e desvio padrão das variáveis por posição de atuação no jogo e por categoria. Juvenil Posição Goleiro (2) Zagueiro (10) Lateral (3) Meia (7) Atacante (7) Volante (7) Estatura*(cm) 1,86 ± 0,057 1,84 ± 0,036 1,71 ± 0,033 1,69 ± 0,053 1,74 ± 0,037 1,78 ± 0,040 Peso** (kg) 75,55 ± 16,19 74,73 ± 5,89 65,23 ± 4,40 63,37 ± 5,10 68,28 ± 3,33 68,74 ± 2,88 Pot. Máx. Absol.***(wats 774,03 ± 133,80 772,99 ± 94,27 654,16 ± 35,52 645,43 ± 40,12 763,5 ± 116,14 739,78 ± 57,08 Pot. Máx. Relat (w/kg) 10,29 ± 0,43 10,32 ± 0,76 10,03 ± 0,43 10,24 ± 1,08 11,18 ± 1,62 10,76 ± 0,79 Indice de Fadiga 8,52 ± 2,72 9,11 ± 1,85 7,42 ± 0,98 7,16 ± 1,92 9,96 ± 3,6 8,33 ± 1,32 Juniores Goleiro (7) Zagueiro (25) Laterais (22) Meia (26) Atacante (16) Volante (29) Estatura*(cm) 1,85 ± 0,036 1,83 ± 0,045 1,74 ± 0,052 1,74 ± 0,055 1,74 ± 0,064 1,77 ± 0,038 Peso**(kg) 79,58 ± 6,50 76,21 ± 6,34 67,17 ± 5,99 66,73 ± 5,71 66,47 ± 6,28 71,97 ± 5,40 Pot. Máx. Absol.***(wats) 805,32 ± 108,84 852,7 ± 122,15 741,04 ± 140,34 736,71 ± 131,60 778,07 ± 121,42 771,37 ± 123,79 Pot. Máx. Relat (w/kg) 10,11 ± 1,07 11,20 ± 1,45 10,98 ± 1,47 11,01 ± 1,62 11,74 ± 1,74 10,72 ± 1,57 Indice de Fadiga 9,78 ± 2,58 10,14 ± 2,96 8,11 ± 3,48 8,43 ± 2,60 10,44 ± 3,56 8,82 ± 2,61 Profissional Goleiro (6) Zagueiro (7) Lateral (5) Meia (5) Atacante (6) Volante (9) Estatura*(cm) 1,85 ± 0,062 1,79 ± 0,052 1,73 ± 0,060 1,74 ± 0,100 1,71 ± 0,104 1,76 ± 0,047 Peso** (kg) 83,48 ± 10,72 73,91 ± 6,73 70,62 ± 3,36 70,72 ± 13,63 71,01 ± 9,40 73,00 ± 6,69 Pot. Máx. Absol.***(wats) 845,77 ± 112,63 810,23 ± 71,13 817,87 ± 100,97 754,15 ± 153,79 806,96 ± 96,83 752,47 ± 104,61 Pot. Máx. Relat (w/kg) 10,16 ± 0,91 10,99 ± 0,79 11,6 ± 1,50 10,66 ± 0,75 11,4 ± 0,86 10,34 ± 1,34 Indice de Fadiga 9,32 ± 1,89 10,16 ± 1,66 10,76 ± 3,82 7,8 ± 2,33 8,75 ± 3,46 7,41 ± 2,39 * F= e p=0.000 ** F=5,961 e p=0,000 *** F= 1,756 e p=0, DISCUSSÃO Pelo fato do atleta de futebol realizar grande número de deslocamentos com intensidade e duração variada, a potência anaeróbia se faz um aspecto importante para o atleta, para que não ocorra um estado de fadiga durante as partidas. Como pode se verificar na tabela 1, a amostra desse estudo apresentou-se com as seguintes características antropométricas: para atletas juvenis verificou-se uma estatura média de 1,77 ±0,71cm e peso de 69,35 ± 6,68; para os juniores a estatura foi de 1,77 ± 0,63 cm e peso de 70,61 ± 7,25 ; para os atletas da categoria profissional a estatura observado foi de 1,76 ± 0,80 cm e o peso de 73,89 ± 9,22.

16 16 Quanto aos resultados encontrados nesta tabela, referentes à PMA, PMR e IF encontrou-se os seguintes valores: para a categoria juvenil verificou-se os valores de PMA= 730,04 ± 93,92, PMR=10,53 ± 1,03 e IF=8,57 ± 2,30; para os juniores os valores são PMA= 777,85 ± 131,56, PMR=11,02 ± 1,56 e IF=9,14 ± 3,04; para os atletas da categoria profissional pode-se observar os seguinte valores PMA=795,27 ± 105,, PMR=10,81 ± 1,13 e IF=8,92 ± 2,73. Em relação aos resultados apresentados anteriormente identificou-se apenas diferenças estatisticamente significante com F=3,792 e p=0,024 para a variável peso, sendo que para as demais variáveis, apesar de verificar-se diferenças essas não são consideradas estatisticamente significantes. Em relação às categorias juvenil e juniores os valores encontrados são diferentes e superiores ao encontrado em um estudo realizado por Spigolon (2007) 7, onde analisou 74 atletas de categorias semelhantes da equipe Esporte Clube XV de Novembro da cidade de Piracicaba/SP encontrando valores de 9,79 w/kg e 10,82 w/kg, respectivamente. Nesse mesmo estudo o autor encontrou na categoria profissionais, valores de PMR de 11,32 w/kg, superiores aos identificados no presente estudo. Na tabela 2, a amostra do estudo apresentou as seguintes características antropométricas quando os atleta foram analisados conforme a sua posição de jogo; para atletas da posição goleiro verificou-se uma estatura média de 1,86 ± 0,03 e peso de 81,77 ± 8,37; para os zagueiro os valores são de 1,83 ± 0,04 para estatura média e 76,16 ± 5,75 para o peso; os laterais apresentaram estatura média de 1,74 ± 0,05 e peso de 67,8 ± 5,30; meia apresentou estatura de 1,72 ± 0,06 e peso de 65,79 ± 6,66; os valores encontrado para os atacantes são 1,75 ± 0,06 para estatura média e 68,95 ± 6,48 para o peso; os volantes apresentam estatura média de 1,76 ± 0,041 e peso de 71,1 ± 5,68. Quanto aos resultados encontrado na tabela 2 referentes a PMA, PMR e IF encontrou-se os seguintes valores para cada posição de jogo: para os goleiros verificou-se PMA= 828,46 ± 102,29, PMR=10,14 ± 0,93 E IF=9,64 ± 2,12; para os zagueiros os valores encontrados foram PMA= 834,78 ± 111,39, PMR=10,97 ± 1,26 e IF=10,00 ± 2,53; para os laterais verificou-se PMA=747,26 ± 127,44, PMR=10,96 ± 1,39 e IF=8,05 ±0,11; para os meias os valores encontrados são PMA= 715,17 ± 123,91, PMR=10,83 ± 1,42 e IF=8,18 ± 2,51; para os atacantes a PMA=789,42 ±

17 17 108,12, PMR= 11,63 ± 1,56 e IF= 10,28 ± 3,57; para os volantes foi encontrado valores de PMA=755,23 ± 110,48, PMR=10,59 ± 1,41 e IF=8,42 ± 2,45. Em relação aos resultados apresentados anteriormente identificou-se diferença estatisticamente significante para todas as variáveis apresentadas com F=31,53 e p=0,00 para a estatura; F=22,49 e p=0,00 para o peso; F=5,73 e p=0,00 para a PMA; F=2,89 e p=0,01 para a PMR; 4,29 e p=0,01. Em relação aos resultados encontrados na tabela 3 quando comparamos os atleta de acordo com sua posição de jogo, dentro de sua categoria, identificou-se apenas diferenças estatisticamente significante com F=9.282 e p=0.00 para estatura, F=5,961 e p=0,00 para peso e F= 1,756 e p=0,04 para PMA, sendo que as demais variáveis apesar de diferentes não são consideradas estatisticamente significante. O Rast Test pode ser considerado como um excelente teste para quantificar a potência anaeróbia em modalidade esportivas coletivas com características intermitentes, utilizando à como avaliação da potência anaeróbia de sprints em atletas, e isso pode ser verificado em alguns estudos publicados de outras modalidade 8,9,10 que o utilizam, onde localizam valores semelhantes aos encontrado nesse estudo. 5. CONCLUSÕES Conforme objetivos estabelecidos no presente estudo e os resultados das análises estabelecidas pode-se concluir: -quando os atleta são comparados dentro de sua categoria é observada diferença estatisticamente significante para à variável peso, sendo que nas outras variáveis não foi encontrado diferença significante; -quando os atletas são comparados nas suas posições de jogo sem levar em conta a categoria são encontradas diferenças estatisticamente significantes em todas as variáveis; -quando os atletas foram comparados dentro de sua posição de jogo e categoria foram encontrado diferença estatisticamente significante nas variáveis estatura, peso e potência máxima absoluta, sendo que nas demais variáveis não foi encontrado diferença estatisticamente significante.

18 18 A utilização da comparação de atletas em suas posições de jogo e categoria mostraram-se aparentemente mais adequada, pois nessa comparação é estabelecida maior distinção para as características da amostra, possibilitando a identificação de diferenças significante para as variáveis adotadas neste estudo.

19 19 REFERÊNCIAS 1. BARROS NETO, T. L.; GUERRA, I. Ciência do Futebol. 1ª ed. São Paulo: Manole, GODIK, M. A. Futebol: preparação física dos futebolistas de alto nível. GOMES, A. C.; MANTOVANI, M. Adaptação Técnica e Científica. 1ª ed. Londrina: Grupo Palestra Sport, WEINECK, J. Biologia do Esporte. 1ª edição. São Paulo: Editora Manole, DINTIMAN, G; WARD, B; TELLEZ, T. Velocidade nos Esportes, Programa nº 1 para Atletas. 2ª edição, Editora Manole, WEINECK, J. Velocidade é a arma do jogador de futebol. Revista Phorte, Phorte Editora, PESTANA M. H.; GAGEIRO J. N. Análise de dados para ciências sociais. 4ª Ed. Lisboa; Silabo, SPIGOLON, L.,M.,P; BORIN, J.,P.; LEITE, G, S; PADOVANI, C, R,P; PADOVANI, C,R. Potência anaeróbia em atletas de futebol de campo: diferenças entre categorias. Coleção Pesquisa em Educação Física, vol.6, junho, p, , ROSEGUINI, A. Z.; SILVA, A. S. R.; GOBATTO, C. A. Determinações e Relações dos Parâmetros Anaeróbios do RAST, do Limiar Anaeróbio e da Resposta Lactacidemica Obtida no Início, no Intervalo e ao Final de uma Partida Oficial de Handebol. Revista brasileira de Medicina do esporte, vol. 14, n 1, Jan/fev ARAUJO G.G; MANCHADO F. B.; CAMARGO B. H.; PAPOTI, M.; GOBATTO C. A. Rast test como indutor de hiperlactacidemia em protocolo de lactato mínimo específico para avaliação aeróbia e anaeróbia de atletas de alto rendimento do basquetebol. In: II Congresso Paulista da Sociedade Brasileira de Fisiologia do Exercício, Anais. São Carlos, 2006

20 JUNIOR U. B. C.; SCAPATICCI E. F.; BLANCO M. V. B.; SILVA G. B. perfil fisiológico de jogadores de beisebol da categoria pré-junior. ( Monografia ) Unisalesiano. Lins, PAVANELLI, C. Testes de avaliação no futebol In: BARROS, T. L. de, & GUERRA, I. (org.) Ciência do Futebol, Barueri, SP : Manole, 2004

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