INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ RENAN BATISTA ALVES SIDENEI MENDES PONTES JUNIOR SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE ESTOQUE LOJA DE ARTESANATO

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1 INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ RENAN BATISTA ALVES SIDENEI MENDES PONTES JUNIOR SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE ESTOQUE LOJA DE ARTESANATO PARANAGUÁ 2011

2 RENAN BATISTA ALVES SIDENEI MENDES PONTES JUNIOR SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE ESTOQUE LOJA DE ARTESANATO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso Técnico de Informática do Instituto Federal do Paraná Campus Paranaguá, como requisito parcial de avaliação. Orientador: Prof. Dr. Roberto Teixeira Alves PARANAGUÁ 2011

3 FOLHA DE APROVAÇÃO RENAN BATISTA ALVES SIDENEI MENDES PONTES JUNIOR SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE ESTOQUE LOJA DE ARTESANATO Trabalho aprovado como requisito parcial para obtenção de aprovação, ao Curso Técnico de Informática, do Instituto Federal do Paraná, formada pela seguinte banca examinadora: Orientador: Prof. Dr. Roberto Teixeira Alves Direção Geral, IFPR. Prof. Msc. Emilio Rudolfo Fey Neto Departamento de Informática, IFPR. Prof. Msc. Gil Eduardo de Andrade Departamento de Informática, IFPR. Paranaguá, 28 de julho de 2011

4 Dedicamos este trabalho aos nossos pais, pelo incentivo desta nova conquista com a mais profunda admiração e respeito.

5 AGRADECIMENTOS À Deus, primeiramente pela vida e pela oportunidade de realizar este estudo para concretização de mais uma etapa. nessa jornada. Aos pais, que compartilham os nossos ideais, incentivando-nos a prosseguir Ao orientador, Prof. Dr. Roberto Teixeira Alves, pela excelente orientação e comprometimento fornecido durante a realização deste trabalho. Aos professores mestres e doutores do IFPR que contribuíram para o nosso crescimento intelectual. Aos (quase) técnicos em informática da nossa turma, amigos e colegas com quem compartilhamos alegria e companheirismo ao longo do curso. A todos aqueles que de alguma forma contribuíram ou torceram pela concretização deste projeto.

6 O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário. (Albert Einstein)

7 RESUMO O projeto elaborado tem como objetivo principal o desenvolvimento de software para uma pequena loja de artesanatos, que possa aumentar o uso eficiente dos meios internos e diminuir as suas necessidades, principalmente pelo fato do uso do computador ser um componente de trabalho quase indispensável num contexto de mundo globalizado e cada vez mais competitivo, permitindo um melhor controle de estoque, informações e serviços. Para o desenvolvimento foram aplicados os processos da engenharia de software junto com a pesquisa das necessidades do usuário, pois somente dessa forma tornou-se possível cumprir as etapas de desenvolvimento para a conclusão de um software de qualidade. Também foram utilizados, no processo de desenvolvimento, conhecimentos voltados na parte de modelagem de sistemas, programação orientada a objetos e banco de dados, contando também com a utilização de ferramentas para este fim. A meta esperada é desenvolver um software que atenda todos os requisitos que uma pequena empresa necessita para sua informatização, além de ser útil, confiável e de fácil entendimento. Palavras-chave: Desenvolvimento de software. Qualidade. Informatização.

8 ABSTRACT The project elaborated has like principal objective the development of software for a small handicraft shop, which can increase the efficient use of internal resource and reduce their needs, mainly because of computer use be a component of work almost indispensable in a context of globalized world and each time more competitive, allowing a better control of stock, information and services. Were applied to the development processes of software engineering along with the needs of the user research, because only this form it become possible accomplish the development stages for the conclusion of the quality software. Were also used in the development process, knowledge directed in part of systems modeling, object-oriented programming and database, and it also includes the use of tools for this purpose. The expected goal is to develop software that meets all the requirements that a small business needs for its computerization, besides being useful, reliable and easy to understand. Key-words: Software development. Quality. Computerization.

9 LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIGURA 1 Componentes de software FIGURA 2 Ciclo de vida clássico FIGURA 3 Modelo de prototipação FIGURA 4 Modelo espiral FIGURA 5 Grau de importância dos sistemas de informação FIGURA 6 Modelo proposto de SIG FIGURA 7 Diagramas estruturais FIGURA 8 Diagramas de comportamento FIGURA 9 Representação de diagrama de casos de uso FIGURA 10 Representação de diagrama de classes FIGURA 11 Representação de diagrama de sequência FIGURA 12 Padrão de arquitetura MVC FIGURA 13 Diagrama de Casos de Uso Proposto FIGURA 14 Diagrama de Classes Proposto FIGURA 15 Modelo Conceitual Proposto FIGURA 16 Modelo Lógico Proposto FIGURA 17 Acesso Administrador FIGURA 18 Acesso Funcionário FIGURA 19 Manter Acesso FIGURA 20 Manter Fornecedor FIGURA 21 Manter Produto FIGURA 22 Manter Funcionário FIGURA 23 Manter Cliente... 77

10 LISTA DE SIGLAS SI Sistema de Informação SIO Sistema de Informação Operacional SIG sistema de Informação Gerencial SIE Sistema de Informação Estratégico UML Unified Modeling Language MVC Model View Controller

11 APÊNDICE A Estudo de Viabilidade. B Diagrama de Sequência Acesso. C Diagrama de Sequência Manter Acesso. D Diagrama de Sequência Manter Fornecedor. E Diagrama de Sequência Manter Produto. F Diagrama de Sequência Manter Funcionário. G Diagrama de Sequência Manter Cliente.

12 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO PROBLEMA HIPÓTESE OBJETIVOS FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ENGENHARIA DE SOFTWARE Componentes do software Paradigmas da engenharia de software Ciclo de vida clássico Prototipação Modelo Espiral SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Sistema de informação operacional SIO Sistema de informação gerencial SIG Importância do SIG para as empresas Sistema de informação estratégico SIE UNIFIED MODELING LANGUAGE UML Fases do desenvolvimento de um sistema em UML Diagramas UML Diagrama de casos de uso Diagrama de classes Diagrama de sequência MODEL VIEW CONTROLLER MVC METODOLOGIA DESCRIÇÃO DO NEGÓCIO ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO Análise de requisitos e estudo de viabilidade Modelagem da Arquitetura Desenvolvimento e validação FERRAMENTAS UTILIZADAS StarUML... 40

13 3.3.2 BrModelo e DBDesigner FlameRobin Firebird Linguagem SQL Netbeens e linguagem Java FUNCIONALIDADES DO SISTEMA DIAGRAMA DE CASOS DE USO PROPOSTO Descrição dos casos de uso DIAGRAMA DE CLASSES PROPOSTO Descrição do diagrama de classes MODELO CONCEITUAL PROPOSTO Descrição do modelo conceitual MODELO LÓGICO PROPOSTO Descrição do modelo lógico CONSIDERAÇÕES FINAIS PROPOSTA DE TRABALHOS FUTUROS REFERÊNCIAS APÊNDICE... 59

14 14 1 INTRODUÇÃO Nos dias de hoje o mundo vive a base de avanços tecnológicos e é moldado a base da era computacional. Em conseqüência disso, cada vez mais as empresas - sejam elas pequenas, médias ou grandes - procuram o auxílio de softwares especializados que auxiliem nas mais diversas tarefas pré-requisitadas. A partir do levantamento de alguns dados elaborados e com o auxílio de um estudo de viabilidades, foi desenvolvido um software que controle o fluxo de cadastro de funcionários, clientes e fornecedores; controle o fluxo de vendas, compras e caixa e, que também apresenta relatórios detalhados de todas essas funcionalidades. Este software é de grande importância para o avanço do conhecimento, pois engloba teorias vistas durante as aulas e a realização de pesquisas específicas. Vale ressaltar que foi de grande importância também para a empresa Vitória Presentes, que até os dias de hoje todo seu controle de estoque se caracteriza de modo primitivo, ou seja, a base de cadernos, onde registra todas as suas atividades. Portanto, se trata de um método que, muitas vezes, não traz muita eficiência, principalmente pela ausência de recursos. Por se tratar do desenvolvimento de um software, um dos principais conceitos que foram especificados é o da engenharia de software, que por sua vez, é uma das áreas da computação mais importantes nesse ramo, pois foram estabelecidos métodos, técnicas, processos e atividades relacionadas à segurança e confiabilidade. Também foram utilizados alguns conceitos voltados à parte de programação orientada à objetos, modelagem de sistemas e banco de dados. Por isso, para o sucesso de um bom software, foi preciso em primeiro lugar atender todas as necessidades do cliente, incluindo-o, de certo modo, na tecnologia da informação. E para tal finalidade, executar a informatização de seu ambiente de trabalho através da aplicação do software desenvolvido, que por sua vez seja de fácil utilização, eficiente e confiável. Com isso superando todos os seus objetivos.

15 PROBLEMA Devido à demanda de maior variação e quantidades de produtos, surgiu a necessidade de um controle maior das informações e melhora nos processos. A empresa procurou adquirir alguma das ferramentas disponíveis no mercado, mas teria que se adaptar as mesma, pois suas necessidades não condiziam. Além dos altos custos dos softwares para este tipo de necessidade. Também se pode notar a ausência de um modelo de negócios informatizado, pois os processos são feitos via controle manual. 1.2 HIPÓTESE É importante enfatizar que este sistema contribui com a organização dos processos e com o gerenciamento de estoques dessa empresa, tudo de maneira informatizada. Onde todas as informações podem ser visualizadas pelo administrador-proprietário do sistema, sendo que somente ele poderá realizar o cadastro de funcionários, fornecedores, compras e produtos. Além de obter os relatórios gerenciais. Já os funcionários cadastrados serão responsáveis por realizarem os processos de vendas e cadastro de clientes. 1.3 OBJETIVOS O objetivo geral desse projeto é o desenvolvimento de um software para controle de fluxo de compras e vendas de uma loja de artesanato e gerenciamento de estoque de mercadorias. Já como objetivos específicos: Identificar as principais necessidades da empresa; Analisar e desenvolver soluções; Informatização da pequena empresa;

16 16 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Este tópico retratará todos os conceitos utilizados como fonte de pesquisa para a fundamentação do projeto abordado, como: engenharia de software, sistemas de informação, Unified Modeling Language UML e Model View Controller - MVC. 2.1 ENGENHARIA DE SOFTWARE Segundo Pressman (1995, p.3-53), Engenharia de Software é o estabelecimento e uso de sólidos princípios de engenharia para que se possa obter economicamente um software que seja confiável e que funcione eficientemente em máquinas reais. Onde a Engenharia de Software tende a caminhar em paralelo com os Sistemas de Informação, sendo que ambos, quando destinados às empresas, auxiliam as mesmas a tomarem decisões sob o foco de seu negócio empresarial. Sendo assim, engenharia de software pode ser tratada como uma metodologia de desenvolvimento e manutenção de sistemas modulares, apresentando adequação aos requisitos funcionais do negócio do cliente, envolvendo a efetivação de padrões de qualidade e produtividade em suas atividades. Além do planejamento e gestão de atividades, recursos, custos e datas. Abrange um conjunto de três elementos fundamentais (métodos, ferramentas e procedimentos), que possibilitam o controle do processo de desenvolvimento do software e oferecem uma base para a construção de um software de alta qualidade. Os métodos de engenharia de software são os detalhes de como fazer para construir o software. Eles envolvem um conjunto de tarefas que incluem: planejamento, análise de requisitos, projeto da estrutura de dados, arquitetura de programas e algoritmo de processamento, codificação, testes e manutenção. Já as ferramentas de engenharia de software proporcionam um apoio aos métodos. E por fim, os procedimentos servem como um elo entre os métodos e as ferramentas, possibilitando, dessa forma, o desenvolvimento do software de computador.

17 Componentes do software Antigamente poucas pessoas podiam definir o conceito de software de computador, pelo seu valor de aquisição, por não ser padrão no mercado e, até mesmo pela capacitação pessoal. Já nos dias de hoje, a era computacional está cada vez mais envolvida em todas as áreas tecnológicas, sendo que uma definição de software pode assumir o seguinte significado: programas de computadores. Porém, a descrição do conceito de software vai além da definição de programas de computadores. Sendo empregado também como ferramentas pelas quais se exploram os recursos do hardware, executam-se determinadas tarefas, e sendo o principal meio de interação com a máquina, tornando-a operacional. Os Componentes de software são criados por uma série de conversões que mapeiam as exigências (requisitos) do cliente para código executável em máquina (SILVA, 2005). Como ilustra a Figura 1, primeiramente um modelo de requisitos será convertido em um projeto. O projeto de software é convertido em uma forma de linguagem que especifica a estrutura de dados do software, atributos e requisitos. E por fim, a forma de linguagem é processada por um tradutor que a converte em instruções executáveis em máquina. Figura 1: Componentes de Software (SILVA, 2005)

18 Paradigmas da engenharia de software Os paradigmas da engenharia de software foram representados como estratégias utilizadas para definir as etapas de desenvolvimento do software Ciclo de vida clássico A Figura 2 ilustra o paradigma do ciclo de vida clássico da engenharia de software. Também chamado modelo cascata, o paradigma do ciclo de vida faz uma abordagem sistemática, sequencial ao desenvolvimento do software, que se inicia no nível do sistema e segue ao longo da análise, projeto, codificação, testes e manutenção. Com base no ciclo da engenharia convencional, o Paradigma do ciclo de vida abrange as seguintes atividades: Engenharia de Software Análise de Sistemas Projeto Codificaçào Teste Manutenção Figura 2: Ciclo de vida clássico (PRESSMAN, 1995, p. 3-53) a) Análise e engenharia de sistemas Como o software faz parte de um sistema mais complexo, o trabalho começa com o estabelecimento dos requisitos para os elementos que comporão o sistema e a atribuição de certos subconjuntos dos requisitos ao software. Essa visão é

19 19 importantíssima, principalmente quando o sistema deve fazer interface com outros elementos, como hardware, pessoas e bases de dados. Esta etapa envolve a coleta dos requisitos em nível do sistema, com uma pequena parte de projeto e análise de alto nível; b) Análise de requisitos de software A coleta dos requisitos é mais intensa e concentra-se no software. O engenheiro de software deve coletar informação como: a função, o desempenho e as interfaces necessárias. Os requisitos são documentos e devem ser vistos e discutidos com o cliente; c) Projeto É um processo com múltiplos passos, concentrando-se em 4 atributos principais: estrutura de Dados, arquitetura de Software, detalhes Procedimentais, caracterização das Interfaces; O processo de construção do projeto traduz as exigências em representações que podem ser avaliadas quanto à qualidade, mesmo antes da iniciada a codificação. A documentação gerada faz parte da configuração do software. d) Codificação O projeto deve então ser traduzido para a máquina, através da criação dos programas. Quanto mais detalhado for a obtenção de dados, mais fácil torna-se a codificação, tornando-a mecanizada; e) Testes O processo de testes concentra-se nos aspectos lógicos internos do software, tentando garantir que todas as instruções tenham sido testadas. Também são testadas as funcionalidades externas do software, para garantir que as entradas do sistema gerem saídas reais e corretas; f) Manutenção Ocorrerão mudanças através das correções de erros, porque o software precisa de alguma adaptação a mudanças, por exigência de novas funcionalidades

20 20 feitas pelo cliente ou ainda em função do desempenho. A manutenção de software implica na aplicação de todas as etapas do ciclo de vida novamente PROTOTIPAÇÃO Processo que capacita o desenvolvedor a criar um modelo do software a ser implementado. Geralmente, o cliente define um conjunto de objetivos gerais para o software, mas, ainda não identificou os requisitos de entrada, processamento e saída devidamente detalhados. Em outros casos, é difícil para o desenvolvedor ter certeza da eficiência de um algoritmo, da adaptação do software a um determinado Sistema Operacional ou até mesmo da integração homem-máquina com o usuário. Nestes casos, uma abordagem de prototipação à Engenharia de Software pode representar a melhor abordagem. O modelo pode assumir uma das três formas: a) Um protótipo em papel ou um modelo baseado em máquina, retratando a interação homem-máquina para facilitar o entendimento do usuário; b) Um protótipo de trabalho que implemente um subconjunto ou parte de uma função exigida pelo software; c) Um programa já existente que implemente parte ou todas as requisições exigidas, para que melhorias e novas características sejam implementadas. A Figura 3 ilustra a sequência de eventos para o paradigma de prototipação. Sendo que se inicia pela coleta de requisitos, onde o desenvolvedor e o cliente reúnem-se definindo os objetivos para o software. Após isso, ocorre a elaboração de um projeto rápido que é a representação dos aspectos do software visíveis ao usuário. O projeto rápido leva à construção de um protótipo que é avaliado pelo

21 21 cliente, definindo e ao mesmo tempo capacitando o desenvolvedor a compreender melhor o que precisa ser feito. Figura 3: Modelo de Prototipação (PRESSMAN, 1995, p. 3-53) O protótipo serve como um mecanismo para identificar os requisitos do software. Se um protótipo de trabalho for construído, o desenvolvedor tentará usar fragmentos de programas existentes ou aplicará ferramentas (por exemplo, geradores de relatórios, gerenciadores de janelas, etc.) que possibilitem que programas de trabalho sejam gerados rapidamente Modelo espiral O modelo espiral foi desenvolvido para abranger as melhores características tanto do ciclo de vida clássico como da prototipação, acrescentando, ao mesmo tempo, um novo elemento a análise dos riscos que falta a esses paradigmas. (PRESSMAN, 1995). O modelo, representado pela Figura 4, define quatro importantes atividades:

22 22 a) Planejamento, onde definimos os objetivos, alternativas e restrições; b) Análise de Riscos, responsável pela análise de alternativas e identificação e resolução dos riscos; c) Engenharia, onde temos o desenvolvimento do produto em um segundo nível; d) Avaliação do Cliente, caracterizando a avaliação dos resultados da engenharia. Figura 4: Modelo espiral (PRESSMAN, 1995, p. 3-53) Durante a primeira análise pelo espiral, os objetivos, as alternativas e as restrições são definidas e os riscos são identificados e analisados. Caso incertezas sejam encontradas, a prototipação pode ser usada no quadrante da engenharia para

23 23 ajudar o desenvolvedor e o cliente. A cada iteração ao redor do espiral, novas versões do software são geradas cada vez mais completas. No quadrante de avaliação do cliente, são apresentadas sugestões para modificações. Neste momento devemos verificar os riscos e decidir se devemos prosseguir ou não prosseguir caso estes riscos sejam muito grandes. O modelo espiral é atualmente a abordagem mais realista para o desenvolvimento de softwares em grande escala. Este modelo usa a prototipação em qualquer etapa da evolução do produto, sendo utilizado como um mecanismo de redução de riscos. Além de ser um modelo mais recente que o modelo clássico ou a prototipação. 2.2 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Em uma empresa, a organização, o planejamento e a tomada de decisões perante aos desafios de cada dia são muito importantes. Tudo que uma esfera de trabalho necessita, são de informações capacitadas, objetivas e confiáveis que possam satisfazer as dinâmicas de trabalho dos mais diferentes serviços oferecidos pela empresa. Dentro deste contexto, Laudon e Laudon (1999, p.40) afirmam: Sistema de informação pode ser definido como um conjunto de componentes inter-relacionados, trabalhando juntos para coletar, recuperar, processar, armazenar e distribuir informação com a finalidade de facilitar o planejamento, o controle, a coordenação, a análise e o processo decisório em empresas e outras organizações. Para o desenvolvimento de um bom Sistema de Informação (SI) existem três áreas de estudos, que interagem e integram não só a funcionalidade do sistema, mas também na organização da própria empresa. São elas: Sistema de Informação Gerencial (Sintetizam os dados coletados), Sistemas de Informações Operacionais, Sistema de Informação Estratégico. Observe a Figura 5, logo abaixo, e veja um nivelamento de métodos que integram um SI, com seus graus de importância.

24 24 Figura 5: Grau de importância dos sistemas de informação. (URL_1, 2011) Todavia, uma empresa não é formada apenas por Sistemas de Informações, que sozinhos não funcionam. Mas sim formada por pessoas capacitadas a participar integralmente na distribuição destas informações, integradas com tecnologias de informação e comunicação que sejam favoráveis a mudanças constantes de acordo com o próprio avanço tecnológico, e a segurança que é vital para um bom funcionamento. Em uma visão mais avançada, os sistemas de Informações apresentam diversas vantagens, pois auxiliam na apresentação de relatórios de informações específicas ou gerais, consultas, arquivamento, controle de tarefas, segurança e resgate destas informações. Pode-se concluir então que o planejamento de um bom SI é aquele que atenda todas as necessidades da empresa e que garante o futuro desta Sistema de informação operacional - SIO Os sistemas de informação operacionais são essenciais para uma tomada de decisão, que organizam e gerenciam tarefas, porém, tem um grau de importância menor do que os outros sistemas. É responsável pelo desenvolvimento de operações rotineiras, tais como: relatórios, consultas e modificações de dados.

25 Sistema de informação gerencial - SIG O sistema de informação gerencial dá suporte às funções de planejamento, controle e organização de uma empresa, com isso fornece informações seguras e em tempo real para tomada de decisão. OLIVEIRA (2002, p. 59), define que, o sistema de informação gerencial é representado pelo conjunto de subsistemas, visualizados de forma integrada e capaz de gerar informações necessárias ao processo decisório. Portanto é um processo de transformação de dados em informações. E quando esse processo está voltado para a geração de informações que são necessárias e utilizadas no processo decisório da empresa, diz-se que esse é um sistema de informações gerenciais. A Figura 6 define um modelo de sistema de informação gerencial, sendo que através de dados, dos quais são feitos os relatórios para a tomada das decisões. Figura 6: Modelo proposto de SIG. (ELITE-UTOPIK, 2011) Importância do SIG para as empresas Dentre os aspectos importantes dos benefícios que são oferecidos por um sistema de informação gerencial, há certa dificuldade em obter uma avaliação

26 26 quantitativa sobre o mesmo, porém OLIVEIRA (2002, p.54) afirma que o sistema de informação gerencial pode, sob determinadas condições, trazer os seguintes benefícios para as empresas: Redução dos custos das operações; Melhoria no acesso às informações, proporcionando relatórios mais precisos e rápidos, com menor esforço; Melhoria na produtividade; Melhoria nos serviços realizados e oferecidos; Melhoria na tomada de decisões, por meio do fornecimento de informações mais rápidas e precisas; Estímulo de maior interação dos tomadores de decisão; Fornecimento de melhores projeções dos efeitos das decisões; Melhoria na estrutura organizacional, para facilitar o fluxo de informações; Melhoria na estrutura de poder, proporcionando maior poder para aqueles que entendem e controlam os sistemas; Redução do grau de centralização de decisões na empresa; Melhoria na adaptação da empresa para enfrentar os acontecimentos não previstos. Essas premissas permitem que as empresas definam possíveis fortalecimentos do processo de gestão, garantindo o diferencial de atuação e por consequência, vantagem competitiva, pois um SIG deve ser desenvolvido de forma a dar apoio às metas da organização. Dessa forma, a empresa justifica o cumprimento de suas metas com a ajuda dos sistemas de informação gerencial que ajudará na geração de informações rápidas e úteis para o processo de tomada de decisões Sistema de informação estratégico SIE Os sistemas de informação estratégicos são voltados às necessidades das empresas em formular estratégias das informações recolhidas e processadas, com o

27 27 objetivo de ganhar vantagem competitiva e redefinir objetivos da empresa. Os conceitos chaves na gestão estratégica das empresas são: estabelecer objetivos estratégicos que possam melhorar a posição da companhia, como o aumento de lucro ou redução de custos, fluxo de caixa, projeção de vendas para o mês seguinte, além das avaliações de desempenho dos objetivos estabelecidos. 2.3 UNIFIED MODELING LANGUAGE UML No campo de desenvolvimento de software, a elaboração de linguagens de modelagem orientada a objetos para expressar a complexidade de como as funções do sistema irão se organizar e se comunicar, vem desde a metade de 1970 sendo utilizada por desenvolvedores de sistemas, que começaram a experimentar métodos alternativos de análise e projeto (ALMEIDA e DAROLT, 2001). O crescente estudo destes métodos de modelagem proporcionou o crescimento de diversas técnicas, onde chegou a seu ápice entre 1989 a 1994, onde passou de pouco mais de 10 métodos desenvolvidos para pouco mais de 50 (ALMEIDA e DAROLT, 2001). Porém, ainda assim não se tinha uma seqüência lógica de métodos que pudessem atender todas as necessidades de desenvolvedores de sistemas, cada método era específico para alguma área em desenvolvimento, destacavam-se em algum fator, por outro lado deixavam a desejar em outro. A criação de uma linguagem unificada de modelagem (UML) só foi iniciada em outubro de 1994, onde o desenvolvedor James Rumbaugh (General Electrics) se juntou a Grady Booch (Rational SoftwareCorporation), a fim de unificar os métodos Booch e OMT (FURLAN, 1998). O método Booch destacava-se durante as fases de projeto e construção de sistemas, o OOSE fornecia excelente suporte para captura de requisitos, a análise e o projeto em alto nível; o OMT-2 era mais útil com a análise e sistemas de informação com uso de dados (BOOCH, 2000). A UML tem sua expressão na modelagem de softwares orientados a objetos e abrange grande parte da análise e modelagem de funções do sistema e processos de negócio, além de identificar classes escritas em determinada linguagem de programação, processos de banco de dados e componentes de software

28 28 reutilizáveis. Além disso, pode ser usada desde o início do projeto até a sua implementação final. Nesse contexto, (Furlan, 1998) apresenta a UML como: A Unified Modeling Language (UML) é a linguagem padrão para especificar, visualizar, documentar e construir artefatos de um sistema e pode ser utilizada com todos os processos ao longo do ciclo de desenvolvimento e através de diferentes tecnologias de implementação Fases do desenvolvimento de um sistema em UML Para a definição e desenvolvimento de um sistema utilizando a linguagem UML, tem-se um processo com 5 fases: análise de requisitos, análise, projeto, programação e por fim os testes. Sendo que são desenvolvidas de um modo que uma complemente a outra, dessa forma, encontrando os pontos cruciais em uma fase e restabelecendo-os nas fases seguintes. As características das fases são: a) Análise de requisitos: esta fase irá requisitar todas as necessidades do cliente, sendo caracterizadas através do diagrama de casos de uso, em que se utilizam notações de atores que se relacionam com as funções (casos de uso), estabelecendo a maneira de como o cliente estará se relacionado com o sistema; b) Análise: a fase de análise é onde ocorre a diagramação de classes e relacionamentos entre elas, sendo retratadas no diagrama de classes, estabelecendo os atributos que estarão relacionados ao sistema. Porém serão criadas apenas as classes que irão gerenciar o banco de dados, interface e comunicação; c) Projeto: na fase do projeto ou designe serão desenvolvidas as outras classes pertinentes a fase da análise, como as interfaces com o usuário, interação com o banco de dados e as comunicações. Estabelecendo desse modo o designe do sistema;

29 29 d) Programação: esta é a fase em que os modelos gerados, principalmente o diagrama de classes, são convertidos em código através da linguagem orientada a objeto utilizada; e) Testes: a fase de testes pode ser dividida em duas etapas, a primeira sendo realizada pelo próprio programador que irá verificar se realmente as classes estão se relacionando conforme o modo descrito na diagramação. E a segunda etapa é realizada pelo cliente, onde irá ver se realmente suas expectativas foram alcançadas Diagramas UML Os diagramas UML se organizam em diagramas ou modelos gráficos e, auxiliam na visualização, especificação, construção e documentação de funções complexas de sistemas de software. A grande importância de se desenvolver estes diagramas e modelos é porque oferecem ao desenvolvedor a oportunidade de se obter diversas visões do sistema. Sendo, cada diagrama desenvolvido, responsável por extrair uma informação específica de uma área que irá ser desenvolvida no sistema. Vale ressaltar também, como utilização desta técnica, tanto o desenvolvedor quanto o cliente podem identificar como o projeto está evoluindo. Portanto, servem para mostrar como o sistema irá se organizar dinamicamente em execução, pois se não existisse este modo de visualização seria difícil cliente e desenvolvedor seguirem a mesma lógica de raciocínio e acompanhamento. Segundo (SILVA, 2005), existe uma grande diferença entre diagramas e modelos gráficos, onde diz que: Os modelos servem para extrair informações referentes às funções do sistema; Por outro lado os diagramas servem para expressar graficamente e particularmente certas funções de tipos de um modelo.

30 30 A linguagem UML 2 é composta por treze diagramas, classificados em diagramas estruturais e diagramas de comportamento (OMG, 2006). Utilizando a notação de diagrama de classes, os diagramas estruturais, ilustrados na Figura 7, existem para visualizar, especificar, construir e documentar os aspectos de um sistema, envolvendo itens como classes, interfaces, colaborações e componentes. Figura 7: Diagramas estruturais (VARGAS, 2011) Já os diagramas de comportamento, ilustrados na Figura 8, servem para descrever o sistema modelado. São usados para visualizar, especificar, construir e documentar os aspectos dinâmicos, como por exemplo, o fluxo de mensagens ao longo do tempo. Figura 8: Diagramas de comportamento (VARGAS, 2011)

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