Manuel Nogueira Martins

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1 Processo Especial de Revitalização PER Comarca de Leiria Alcobaça Inst. Central 2ª Sec. Comércio J2 Proc. N.º 804/15.0T8ACB 2.º Juízo Administrador Judicial Provisório: Orlando José Ferreira Apoliano Carvalho Julho de 2015

2 Proposta para a Regularização do Passivo Manuel Nogueira Martins, divorciado, aufere um rendimento liquido de cerca de 900, pelo que a proposta apresentada tem por base o seu atual rendimento disponível. Medidas Propostas Notas Prévias Ao presente plano de pagamento aplica-se a cláusula de Salvo regresso de maior fortuna ; Este plano aplica-se a todos os créditos mesmo aqueles créditos que não tenham sido reconhecidos por ainda não se encontrarem vencidos. O capital mutuário à data do trânsito em julgado incluirá os valores da totalidade dos créditos vencidos e vincendos, é sobre este valor que incidirá as condições de pagamento previstas no plano. O Plano de Recuperação deve indicar claramente as alterações que dele decorrem para as posições jurídicas dos credores da devedora porquanto, e analisada a viabilidade económica do devedor e o seu equilíbrio financeiro, temos por bem propor: Página 2

3 I) Redução dos créditos por perdão e moratória, nos seguintes termos: O Plano entrará em vigor quando transitar em julgado a sentença da sua homologação. Estado Autoridade Tributária Pagamento de 100% dos créditos de capital, juros, coimas, multas, custas ou outras quantias da mesma natureza, reclamados e não reclamados mas já existentes, até 60 prestações mensais, iguais e sucessivas, a 1.ª prestação com vencimento no mês seguinte ao términus do prazo previsto no n.º 5 do art.º 17.º-D do CIRE; Juros vincendos calculados à taxa legal em vigor; Dispensa de Garantia segundo o nº4 do art.º 52 do L.G.T. As ações executivas que se encontrem pendentes para cobrança de dívidas tributárias não são extintas, a suspensão prevista no normativo a que se refere o nº 1 do artº 17-E do C.I.R.E. cessa conforme o que ocorrer primeiro com o decurso das negociações ou com o prazo previsto na Lei para a conclusão das mesmas (n.º 5 do art.º 17.º-D do C.I.R.E.). Instituto da Segurança Social Pagamento da totalidade da dívida reclamada e reconhecida (capital e juros) em 60 prestações mensais iguais e sucessivas; Juros vincendos calculados à taxa legal em vigor; A 1ª Prestação vence-se no mês seguinte ao trânsito em julgado da sentença de homologação do plano; Pagamento integral dos valores referentes a custas processuais devidas no âmbito de acções executivas que se encontram suspensas na respectiva secção de processo executivo, no prazo de 30 dias após o trânsito em julgado de sentença homolgatória do plano de Página 3

4 recuperação, devendo tal pagamento ser efectuado junto da secção de processo executivo na qual se encontra; As acções executivas pendentes para cobrança de dívidas à segurança social não são extintas e se mantêm suspensas após aprovação e homologação do plano de recuperação até integral cumprimento do plano de pagamentos que venha a ser autorizado; Credores Hipotecários / Garantido Montepio Geral Proposta de Regularização: i. Pagamento de 100 % do capital, em 15 anos, após o período de carência de capital, em 180 prestações, com a taxa de juro indexada à Euribor a 6 meses com um spread de 2,5%: ii. Um período de carência de capital de dois anos após a data de trânsito em julgado do despacho de homologação do plano de recuperação; iii. Perdão dos juros vencidos à data da do trânsito em julgado do despacho de homologação do plano de revitalização; iv. Caso o plano seja aprovado, tal não constitui novação da dívida mantendo-se as garantias nos exactos termos inicialmente prestados, v. Suspensão das execuções contra os avalistas, caso existam, enquanto o presente plano estiver a ser cumprido. Página 4

5 Credores Comuns Instituições Financeiras BCP e CE Montepio Geral Proposta de Regularização: i. Pagamento de 100 % do capital, em 5 anos, após o período de carência de capital, em 60 prestações, com a taxa de juro indexada à Euribor a 6 meses com um spread de 2,5%; ii. Um período de carência de capital de dois anos após a data de trânsito em julgado do despacho de homologação do plano de recuperação; iii. Perdão dos juros vencidos à data da do trânsito em julgado do despacho de homologação do plano de revitalização; iv. Caso o plano seja aprovado, tal não constitui novação da dívida mantendo-se as garantias nos exactos termos inicialmente prestados, v. Suspensão das execuções contra os avalistas, caso existam, enquanto o presente plano estiver a ser cumprido. Trabalhador Pagamento de 50 % do capital, em 6 anos, em 72 prestações mensais, após o período de carência de capital; Perdão 50% de capital e dos juros vencidos e vincendos; Período de carência de Capital: 1 ano após o trânsito em julgado da sentença de homologação; Página 5

6 Outros Credores Proposta de Regularização: i. Pagamento de 25 % do capital, em 10 anos, em 120 prestações mensais, após o período de carência de capital; ii. iii. iv. Perdão dos restantes 75% de capital e dos juros vencidos e vincendos; Período de carência de capital: 2 anos após a data de trânsito em julgado da sentença de homologação; Suspensão das execuções contra os avalistas, caso existam, enquanto este plano estiver a ser cumprido. Página 6

7 Comparação com a situação que se verificaria na ausência de qualquer plano de recuperação Tendo em conta a situação patrimonial actual devedor, que levou a que o mesmo se apresentasse ao PER, e caso não haja concordância e apoio dos credores para a execução da presente proposta de recuperação, teremos de dar como certo o cenário de liquidação dos activos que certamente irá acarretar perdas substanciais na venda dos mesmos. Imóvel: Urbano: O valor de mercado do imóvel é de cerca 100m. O valor a realizar numa venda em processo de insolvência será, certamente, inferior e, muito provavelmente, só permitirá liquidar a divida ao credor hipotecário. Rústicoso: O valor de mercado dos imóveis rústico não ultrapassará os 50m, e de muito dificil venda.. Ou seja, num cenário de liquidação, a maioria dos credores irá receber uma percentagem muito reduzida, ou mesmo nula dos seus créditos, consoante a graduação dos mesmos. Em alternativa, com a aprovação do plano, teremos a garantia de pagamento das obrigações assumidas perante todos os credores nos termos supra expostos. Assim, atendendo-se ao supra exposto, a aprovação do plano de recuperação afigura-se claramente mais vantajosa. Efeitos Gerais De acordo com o n.º 1 do art.º 217º do CIRE, as alterações dos créditos sobre a revitalizanda introduzidas pelo plano de insolvência produzir-se-ão independentemente de tais créditos terem sido, ou não, reclamados ou verificados. Página 7

8 De referir que se mostra imprescindível assegurar os períodos de carência supra apresentados, porquanto a empresa necessita desse período temporal para estabilizar a sua tesouraria, por forma a conseguir manter a sua actividade corrente dentro dos parâmetros que lhe permitam projectar a sua actividade, sendo certo que, pelo menos numa fase inicial, certamente não lhe serão concedidas facilidades de crédito. Terminado o período de carência e tendo em conta as previsões constantes deste plano, a empresa terá condições de tesouraria que lhe permitirão cumprir o que aqui está estabelecido. Assim, atendendo-se ao supra exposto, a aprovação do plano de recuperação afigura-se claramente mais vantajosa. Página 8

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