Crise global e vulnerabilidade externa estrutural do Brasil

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1 Crise global e vulnerabilidade externa estrutural do Brasil Reinaldo Gonçalves Professor titular Instituto de Economia - UFRJ 1

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3 3

4 Hipótese central apesar de haver melhoras nos indicadores de vulnerabilidade externa conjuntural (principalmente até 2008), a vulnerabilidade externa estrutural da economia brasileira aumentou nestes primeiros anos do século XXI 4

5 Dois problemas (i) custos elevados de ajuste externo; e (ii) menor capacidade futura de desenvolvimento econômico 5

6 Sumário 1. Blindagem da economia brasileira 2. Desequilíbrios de fluxos e estoques 3. Retornos sobre ativo e passivo externos 4. Síntese 6

7 1. Blindagem da economia brasileira Analistas afoitos a restrição externa que vem lá de trás, desde o começo dos anos 1980, está equacionada (Tavares, 2005) economia brasileira tinha blindagem de aço visto que nossa moeda - já com seis meses de crise - é hoje uma das mais fortes e estáveis no mundo emergente (Mendonça de Barros, 2008) 7

8 Blindagem de papel crepom variação extraordinária da taxa de câmbio PIB caiu 0,3% em 2009 valor das exportações diminuiu 23% em 2009 saldo das contas externas (transações correntes) saiu do superávit de U$ 2 bilhões em 2007 para o déficit de US$ 28 bilhões em 2008 o superávit da balança comercial já não conseguia cobrir o déficit da conta de rendas (salários, lucros, dividendos e juros) do balanço de pagamentos a partir de 2008 grandes empresas e bancos tiveram problemas 8

9 Fraco desempenho 9

10 PIB, variação taxa de variação do PIB brasileiro é menor que a média e mediana do resto do mundo em três anos (2009, 2011 e 2012) 10

11 Impacto da crise global após a recuperação entre o segundo trimestre de 2009 e o segundo trimestre de 2010, a economia brasileira mostra evidente tendência de queda de desempenho 11

12 Taxa de variação do PIB trimestral, mesmo trimestre do ano anterior: janeiro/ junho/2012 (%) 20,0 15,0 10,0 5,0 0,0 6,3 6,5 abril-junho ,1 janeiromarço ,0 julhosetembro ,0 outubrodezembro 2008 janeiromarço -2, ,4 abril-junho ,3 julhosetembrdezembro -1,5 outubro ,3 janeiromarço ,8 abril-junho ,9 julhosetembro ,3 outubrodezembro ,2 janeiromarço ,3 abril-junho ,1 julhosetembro ,4 outubrodezembro 2011 janeiromarço ,8 0,5 abril-junho ,0-15,0-20,0 PIB a preços de mercado Ind. de transformação 12

13 13

14 Falso argumento da blindagem brasileira - 3 aspectos: A. (i) menor dependência das exportações brasileiras em relação ao mercado dos Estados Unidos B. (ii) elevado nível das reservas internacionais; e C. (iii) dinamismo do mercado interno 14

15 A. Dependência das exportações a queda do peso específico dos Estados Unidos foi mais do que compensada pelos aumentos do grau de abertura da economia brasileira e do peso específico da China 15

16 EUA e China o crescimento de 10% das exportações para estes dois grandes mercados tem como efeito direto o aumento do PIB brasileiro de 0,22% em 2001 e 0,26% em

17 Vagão - downgrade 34% do valor das exportações do Brasil para os EUA em 2011 os produtos básicos responderam por 85% do valor das exportações para a China 17

18 B. Nível de reservas: conforto? (i) desequilíbrio de estoque derivado do crescimento do passivo externo a partir de 2003 (ii) forte deterioração dos fluxos do balanço de pagamentos a partir de

19 i. Desequilíbrio de estoque 19

20 ii. Deterioração dos fluxos 20

21 iii. Absorção interna reversão e forte queda dos preços das commodities afetaram o desempenho do agronegócio exportador a partir de meados de 2008 coeficiente de abertura da indústria de veículos automotores é 20%: queda das exportações de 20% provoca redução da produção interna de 4% 21

22 Demanda interna afetada pelo SFI dificuldades de obtenção de financiamento externo Em 2008, este spread aumentou de 179 em maio, para 305 em setembro, 509 em dezembro e fechou o ano em 425 pontos-base 22

23 2. Desequilíbrios de fluxos e estoques 23

24 A partir de 2008 o superávit da balança comercial já não consegue cobrir os déficits da conta de rendas 24

25 Indicadores importantes (i) a relação entre o saldo da conta de transações correntes do balanço de pagamentos e o PIB; (ii) a relação entre as remessas de juros, lucros e dividendos e o superávit da balança comercial de bens 25

26 26

27 Contrapartida da deterioração das contas correntes necessidade de recursos externos para financiamento dos déficits implica aumento do passivo externo do país 27

28 28

29 Passivo externo líquido período o PEL oscilou em torno de US$ 250 bilhões a partir de 2006 há clara tendência de aumento, com a exceção de

30 Composição do passivo externo participação da dívida externa no total do passivo externo do país caiu de 35,0% em 2002 para 16,2% em 2010 o indicador informado pela relação dívida externa/exportações é pouco adequado 30

31 Liberalização financeira aumenta participação: investimento externo indireto (ações, títulos de renda fixa, derivativos etc.) 31

32 32

33 Relações econômicas bilaterais entre Brasil e Estados Unidos os Estados Unidos tinham déficit na balança comercial de bens com o Brasil de US$ 1,5 bilhão crise de 2008 implicou inflexão nas relações econômicas bilaterais Brasil-Estados Unidos 33

34 Brasil e o ajuste externo dos EUA o superávit da balança de serviços dos EUA duplicou no período : superávit da conta de rendas dos EUA aumentou mais de 50% crise nos EUA causou a queda de renda dos imigrantes brasileiros déficit (CC) dos EUA de US$ 1,5 bilhão em 2007 transformou-se em superávit de US$ 11 bilhões em

35 Lula: o cara! Brasil contribuiu com 1,4% para o financiamento do déficit dos EUA em 2007 aumentou esta contribuição para 7,1% em 2010 Brasil cada vez mais ajudando o hegemon a sair da crise que ele mesmo causou! 35

36 3. Retornos sobre ativos e passivos externos posição de investimento internacional do país é crônicamente negativa valor líquido do estoque de investimento internacional (PAP posição de ativo externo menos passivo externo): 3ª posição 36

37 37

38 Brasil se encontra armadilhado extraordinário nível elevado do seu desequilíbrio de estoque (passivo externo financeiro múltiplo das reservas internacionais do país) vulnerabilidade externa estrutural do país 38

39 Vulnerabilidade externa estrutural diferença entre as taxas de retorno dos ativos no Brasil de propriedade de estrangeiros (não-residentes) e as taxas de retorno dos ativos no exterior de propriedade de brasileiros (residentes no país) 39

40 Pressão crescente sobre BOP na medida em que passivo e ativo externos do país aumentam, a existência de um diferencial entre as taxas de retorno (maior para capital estrangeiro no Brasil) implica crescente pressão sobre a conta de rendas do balanço de pagamentos 40

41 Taxas médias de retorno: ,3% para ativos no exterior de propriedade de brasileiros 5,3% para ativos no Brasil de propriedade de estrangeiros 41

42 42

43 Processo cumulativo de crescimento do passivo externo depende do diferencial das taxas de retorno e também da evolução do saldo da conta de transações correntes 43

44 Equilíbrio de fluxos de renda não haver incremento do passivo externo induzido pelo diferencial entre taxas de retorno ocorre quando a receita (ingresso) do país, na forma de lucros e juros dos investimentos externos, é igual à despesa (saída) via remessa de lucros e juros de investimentos estrangeiros no país 44

45 Dado do diferencial de taxas superávit das transações correntes (CC) tem que ser múltiplo do fluxo de entrada de investimento estrangeiro no país (IE) 45

46 Cálculo do superávit de equilíbrio CC = I E [(e E e B )/e B ] e E = taxa de retorno do investimento estrangeiro no Brasil e B = taxa de retorno do investimento de brasileiros no exterior 46

47 Não há crescimento do passivo externo induzido por diferencial de taxas de retorno entre aplicações no Brasil e no exterior: exemplo superávit da conta corrente de equilíbrio é US$ 130 bilhões entrada de investimento estrangeiro no país de US$ 100 bilhões investimento externo do país de US$ 230 bilhões US$ 5,3 bilhões = US$ 230 bilhões x 2,3% = US$ 100 bilhões x 5,3% 47

48 Desequilíbrio de estoque Brasil desprotegido em valores superiores a US$ 600 bilhões em 2010 Brasil, depois dos Estados e da Espanha, é o país com o 3º maior PAP negativo do mundo 48

49 4. Síntese grande maioria dos analistas que utilizam indicadores de vulnerabilidade externa conjuntural defendem a tese de blindagem de aço 49

50 Realismo crítico crise global tem tido efeitos negativos e significativos sobre a economia brasileira blindagem de papel crepom em decorrência da sua elevada vulnerabilidade externa estrutural 50

51 Desequilíbrios crescentes significativa deterioração das contas externas no pós-2008 significativa deterioração das contas externas no pós-2008 posição descoberta ou sem cobertura cambial de pelo menos US$ 600 bilhões 51

52 significativa mudança na composição do passivo externo participação da dívida externa no total do passivo externo caiu de 35% em 2002 para 16% em

53 Aumento do potencial desestabilizador do passivo externo potencial desestabilizador dos títulos comprados por nãoresidentes é muito maior do que o da dívida externa todo o estoque de títulos pode ser vendido no país e o valor correspondente em Reais pode ser convertido em dólares e enviado ao exterior 53

54 Falso argumento argumento de que a vulnerabilidade externa reduziu-se porque a dívida externa é menor do que o montante das reservas internacionais é totalmente errado 54

55 Maior vulnerabilidade externa financeira menor importância relativa do endividamento externo e o crescimento do passivo externo na forma de investimento em títulos de renda fixa, ações e derivativos aumentaram significativamente a vulnerabilidade externa estrutural do país no século XXI 55

56 Posição negativa de investimento internacional do Brasil terceira mais negativa do mundo EUA e Espanha 56

57 Diferencial de taxa de retorno => vulnerabilidade externa estrutural custo do passivo externo para o país (retorno para o investidor estrangeiro) é muito maior do que o retorno (remuneração) dos ativos externos do país 57

58 Taxas de retorno médio passivo externo brasileiro = 5,3% ativo externo = 2,3% Implicação: déficit estrutural nas contas externas do país 58

59 Principal conclusão apesar de haver melhoras nos indicadores de vulnerabilidade externa conjuntural (principalmente até 2008), a vulnerabilidade externa estrutural da economia brasileira aumentou nestes primeiros anos do século XXI 59

60 Obrigado!

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