AULA FILOSOFIA. O realismo aristotélico

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1 AULA FILOSOFIA O realismo aristotélico

2 DEFINIÇÃO O realismo aristotélico representa, na Grécia antiga, ao lado das filosofias de Sócrates e Platão, uma reação ao discurso dos sofistas e uma tentativa de superação da oposição dos pensamentos de Parmêmides e Heráclito. Parmênides: negava a realidade do movimento e da mudança. Heráclito: via o Ser sobretudo como um um vir-aser, afirmando que toda permanência e estabilidade resultam de precário equilíbrio entre forças opostas.

3 Aristóteles defende, então, uma ciência sobre o real concreto, por meio de definições e conceitos que permanecem inalterados. Considera o Universo como um todo ordenado segundo leis constantes e imutáveis. Desse modo, existiria uma ordem imutável e eterna que rege não só os fenômenos da natureza como também os de ordem política, moral ou estética. Esse são os fundamentos de uma ciência primeira que depois veio a ser chamada de Metafísica.

4 ARISTÓTELES E SUA ÉPOCA Aristóteles (384 a.c 322 a.c) é contemporâneo do período de decadência da democracia ateniense e da invasão macedônica que unifica a Grécia sob seu domínio. Grécia, de uma forma geral, estava entregue aos demagogos que, aproveitando a indiferença do povo em relação à coisa pública, manobravam os negócios do Estado de acordo com seus interesses mais imediatos. O pensamento aristotélico representa, em muitos aspectos, uma reação a esse estado de coisas.

5 CRITICA A PLATÃO Embora permaneça fiel a seu mestre em muitos e importantes aspectos de sua filosofia, Aristóteles, desde sua mocidade, rejeita a Teoria das Ideias, alegando que ela não explica o movimento dos entes materiais, ordenado e harmonioso, e cria mais dificuldades do que resolve.

6 A ORIGEM DA FILOSOFIA Para Aristóteles, a filosofia implica o abandono do senso comum e o despertar da consciência crítica que tem uma função libertadora para o homem. O abandono do senso comum se dá em virtude do espanto(pathos), e este é a origem do filosofar.

7 O PRINCÍPIO DE IDENTIDADE Como ciência (episteme), isto é, como conhecimento necessário e universal, a filosofia distingue-se da opinião (doxa), que varia de acordo com as situações, os sujeitos e as mutações da realidade. Princípio da não contradição como a verdade axiomática fundamental para a filosofia. PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO SIGNIFICA: Chama-se "princípio da não contradição" à ideia de que duas afirmações contraditórias não podem ser ambas verdadeiras nem ambas falsas.

8 Por exemplo: dado que as afirmações "Sócrates é alto" e "Sócrates não é alto" são contraditórias, o princípio declara que não podem ser ambas verdadeiras nem ambas falsas. Quando uma lógica aceita o princípio da não contradição significa que qualquer afirmação com a forma "P e não P" será uma falsidade lógica. IMPORTANTE: Não se deve também pensar que a não contradição é de alguma maneira um AXIOMA da lógica clássica; na verdade, é um resultado, um ponto de chegada, e não um ponto de partida.

9 AS CAUSAS DO SER A Filosofia enquanto ciência do Ser, deve ser capaz de enunciar as causas do mesmo. Aristóteles enuncia quatros causas ou razões em vista das quais se pode dizer que um ser é. São elas: a) A causa material: a matéria de que alguma é feita e que, por si mesma, não possui nenhuma determinação, sendo pura disponibilidade; b) A forma ou quididade: isto que o ser é, ou ainda o conjunto de determinações que permitem identificálo ou definí-lo;

10 c) O motor: o princípio do movimento ou causa eficiente, aquele que dá origem ao processo de constituição do ser; d) O fim a que se destina, e que coincide sempre com a própria perfeição do ser.

11 EXEMPLIFICANDO: Aristóteles aplicou a lógica, antes de mais nada, para responder a uma questão que lhe parecia a mais importante de todas: o que é ser?, ou, em outras palavras, o que significa existir? Primeiramente, o filósofo constatou que as coisas não são a matéria de que se constituem. Por exemplo, uma pilha de telhas, outra de tijolos, vigas e colunas de madeira não são uma casa. Para se tornarem casa, é necessário que estejam reunidas de um modo determinado, numa estrutura muito específica e detalhada. Essa estrutura é a casa; e os materiais, embora necessários, podem variar.

12 Para Aristóteles uma coisa é o que é devido a sua forma. Como, porém, o filósofo entende essa expressão? Ele compreende a forma como a explicação da coisa, a causa de algo ser aquilo que é. Na verdade, Aristóteles distingue a existência de quatro causas diferentes e complementares: Causa material: de que a coisa é feita? No exemplo da casa, de tijolos. Causa eficiente: o que fez a coisa? A construção. Causa formal: o que lhe dá a forma? A própria casa. Causa final: o que lhe deu a forma? A intenção do construtor.

13 O SER COMO SUBSTÂNCIA O Ser pode ser dito em diferentes sentidos; é um conceito análogo. O primeiro sentido é que o Ser, em si mesmo, é a substância (ousia). A substância pode ser simples (DEUS) ou composta (os demais seres). A ciência do Ser é, portanto, a ciência do Ser imóvel e perfeito, substância absolutamente simples Deus e, ao mesmo tempo, ciência dos entes compostos, os entes da natureza, que estão em permanente movimento.

14 O MOVIMENTO O problema do movimento é sem dúvida um dos principais desafios com que se defronta o pensamento aristotélico. Segundo Aristóteles, as coisas podem estar em ato ou em potência. Por exemplo, uma semente é uma árvore em potência, mas não em ato. Quando germina, a semente torna-se árvore em ato. O movimento é a passagem do ato à potência e da potência ao ato. Ato (aquilo que já existe) semente Mudança das coisas se dá na passagem ato-potência. Potência (possibilidade do vir a ser) árvore Acidente (algo que não ocorre sempre, às vezes, causalidade) árvore ressecada, em função do clima seco. Porém isto não faz parte da essência da árvore. Substância (estrutura do ser) aquilo que é estrutural e essencial do ser.

15 Ou seja, o movimento pode decorrer de acidentes, mas sobretudo aquele que atinge a própria substância dos seres. Na verdade, estamos falando de um ser que modificado em sua substância, dá origem a um novo ser. Daí falarmos em ato e potência. A atualização da forma é o fim de todo movimento.

16 O HOMEM COMO ANIMAL POLÍTICO Para Aristóteles, a constituição do Estado decorre da própria natureza do homem, incapaz de sobreviver isolado dos outros. Assim como a natureza do universo se rege por leis eternas e imutável, também o Estado, embora dependente das ações e decisões humanas, deve ser regido segundo uma constituição que traduza, tanto quanto possível, a própria natureza do Estado. A política é criação humana, utilizada desde os primórdios para promoção do bem comum, da justiça, que está inscrita na coisa chamada cidade, pois a justiça é a ordem da comunidade civil, e consiste no discernimento do que é justo.

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