A midiatização e o agendamento da tragédia a cobertura do Jornal Nacional nos acidentes com os aviões da TAM, em 2007, e da Air France, em 2009

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1 A midiatização e o agendamento da tragédia a cobertura do Jornal Nacional nos acidentes com os aviões da TAM, em 2007, e da Air France, em 2009 Agendando a notícia Carla Costa GARCIA 1 Ao completar quatro décadas no ar, o primeiro telejornal brasileiro a ser veiculado em rede, o Jornal Nacional (JN), da rede Globo, segue como a principal fonte de informação do brasileiro. Todas as noite, de segunda a sábado, o casal William Bonner e Fátima Bernardes entra na casa de 25 milhões de pessoas de norte a sul do país, informando-os sobre os fatos ocorridos no Brasil e no mundo e ditando padrões e tendências a serem seguidos. É por meio desse jornal, que pessoas das mais distintas regiões interagem e passam a compartilhar as mesmas notícias e imagens, inclusive a respeito de qual seria a causa, quem seria culpado e como se deu tragédias aéreas como as abordadas neste artigo: os acidentes com o airbus da TAM em julho de 2007 e com o airbus da Air France em junho de Notícias e imagens essas que, segundo a hipótese do agenda-setting, fazem com que o público, no caso o telespectador, defina a sua agenda pessoal de discussão. A teoria do agendamento defende a idéia de que os consumidores de notícias tendem a considerar mais importantes os assuntos que são veiculados na imprensa, sugerindo que os meios de comunicação agendam nossas conversas. Ou seja, a mídia nos diz sobre o que falar e pauta nossos relacionamentos (PENA, 2006, p.142). O agenda-setting defende que a mídia é responsável por selecionar e definir as pautas em discussão pelo público. É a hipótese segundo a qual a mídia, pela seleção, disposição e incidência de suas notícias, vem determinar os temas sobre os quais o público falará e discutirá (BARROS FILHO, 2003, p.169). Segundo Mauro Wolf (1999, p.144), a pessoa molda seu conhecimento de acordo com o conteúdo dos mass media (meios de comunicação), que também têm a função de classificar a importância de um fato e definir se um assunto fará ou não parte de seu dia-a-dia, hierarquizando-os. Os temas abordados pela mídia construirão a realidade social do público e daí vem a importância da seleção de assuntos a fim de facilitar a leitura que o indivíduo tem sobre a realidade. A triagem temática não é apenas decorrente de um determinismo técnico do meio. Também o receptor necessita de uma seleção informativa do universo crescentemente complexo que está imerso (BARROS FILHO, 2003, p.185). Por fim, é importante lembrar que a mídia age sobre a realidade e o público de diversas formas. 1 Jornalista, Mestranda do Programa de Pós Graduação em Comunicação na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita (UNESP)/SP e estudante de pós-graduação latu senso no Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)/ SP.

2 A ação da mídia no conjunto de conhecimentos sobre a realidade social forma a cultura e age sobre ela. Para Noelle Neumann, citado por Wolf, essa ação tem três características básicas: Acumulação: é a capacidade da mídia para criar e manter a relevância de um tema. Consonância: as semelhanças nos processos produtivos de informação tendem a ser mais significativos do que as diferenças. Onipresença: o fato de a mídia estar em todos os lugares com o consentimento do público, que conhece sua influência (PENA, 2006, p.145). A hipótese do agenda-setting tem como principal função mostrar como a mídia age no dia-a-dia do público. Entretanto não enfoca a influência e a manipulação, mas sim como os meios de comunicação, no caso a televisão, constrói a realidade social, ou seja, determina os assuntos que farão parte do cotidiano e influenciarão os pensamentos e decisões do telespectador. Os noticiários televisivos desempenham um papel neste processo de agendasetting. Desempenham-no sobretudo em relação ao baixo perfil de agenda, isto é, não é tanto à capacidade de focar temas e assuntos precisos, delimitados, uma ordem do dia hierarquizada (efeito mais conforme com a imprensa escrita), mas à capacidade mais indiferenciada, mais igualmente importante, de empolar certos aspectos gerais, em detrimento de outros: aspectos competitivos e formais, de bastidores, versus elementos essenciais de uma estratégia política (WOLF, 1999, p.150). Outro ponto importante a ser considerado sobre os temas é a repercussão, uma vez que há aqueles que resultam em discussão e outros que se limitam a passar uma mensagem, e geralmente, baseiam-se na cobertura da um acontecimento específico, como no caso das tragédias com os aviões da TAM e da Air France, as quais acontecem e apresentam grande potencial de ser noticiado. Há temas que proporcionam discussão social mais intensa e outros, menos (...) Os temas temáticos são as questões de fundo que agrupam um conjunto de acontecimentos ou reflexões mais ou menos polêmicas sobre problemas sociais e preocupações públicas. Por exemplo, o desemprego, a corrupção, a inflação, etc. Já os temas acontecimento dizem respeito a fatos concretos: um terremoto, um acidente de trânsito, a final de um campeonato de futebol, etc. (BARROS FILHO, 2003, p.195). E é exatamente sobre esses temas acontecimentos, nessas coberturas de situações inesperadas que a televisão é capaz de provocar importantes efeitos. A cobertura televisa determina um relevo especial em circunstâncias tais como a interrupção da programação normal para informar sobre acontecimentos extraordinários, a utilização de uma apresentação visual, eficaz e envolvente, dos acontecimentos noticiados, a cobertura ao vivo, em direto, de um acontecimento. Estas características comunicativas e estas condições técnicas atribuem um relevo especial à informação televisiva e,

3 consequentemente, uma maior capacidade para obter efeitos de agendasetting (WOLF, p.151-2). O agenda-setting, segundo Barros Filho (2003, p.186-7) também justifica o porquê destas tragédias terem grande potencial para se tornarem notícias. São eles personificação, dramatização e conflito e dinamização do tema. A cobertura das tragédias aéreas no JN De um lado, o sofrimento das famílias, a angústia por informações e pela lista de passageiros que tanto tarda a chegar. De outro, a busca desenfreada por informações, entrevistas exclusivas e possíveis furos de reportagem que fariam com o que o jornal fosse o primeiro a descobrir as causas da tragédia noticiada, trabalho que especialistas levam até mais de um ano para concluírem. É dessa forma, seguindo esse padrão de cobertura que se deu no principal telejornal brasileiro, o JN, cobriu as duas últimas grandes tragédias da aviação no Brasil. O acidente com o airbus da TAM, em 17 de julho de 2007, é considerado o maior da aviação brasileira. Nele foram mortos 199 pessoas, sendo que 15 não estavam no avião, elas se encontravam no prédio da TAM Express que explodira ao ser atingido pela aeronave. O avião vindo de Porto Alegre com destino ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, não conseguiu parar em uma pista recémreformada, porém, ainda inacabada, sem as obras que serviriam exatamente para dificultar esse tipo de acidente, o grooving (ranhuras na pista). Na causa do acidente também foram identificadas falha mecânica da aeronave e do comandante, que teria errado no posicionamento do manche para a frenagem do avião. A tragédia foi considerada o auge da crise aérea brasileira, iniciada com um outro acidente, a queda de um Boeing da Gol, que deixou 154 mortos após choque com um jatinho Legacy. E ampliada pelo caos aéreos ocorrido em outubro, novembro e dezembro de 2006, pela venda de um maior número de passagens do que a quantidade de poltronas disponíveis nos aviões e as chuvas que atrasaram voos, fecharam aeroportos e fizeram com que milhares de brasileiros perdessem compromissos, viagens e passassem datas comemorativas em saguões superlotados de aeroportos. A crise chegou à política, resultando em uma série de denúncias contra a diretoria da Agência Nacional de Avião Civil (ANAC), na troca de ministro da Defesa e demissão do presidente da Infraero. Já a tragédia com o também airbus da Air France, teve proporções mundiais, uma vez que entre os 228 mortos havia pessoas de 31 nacionalidades, sendo 58 brasileiros. A aeronave, que deixou o Rio de Janeiro no final da tarde de 1 de junho de 2009 com destino a Paris, desapareceu no meio do Oceano Atlântico, em uma área do espaço aéreo internacional entre o Brasil e Senegal sem a cobertura de satélites. O local é muito instável e marcado por fortes tempestades, capazes de provocar falhas nos equipamentos que determinam a velocidade que a aeronave deve manter e até mesmo derrubar ou fazer com que um avião desintegre-se. As causas reais do acidente ainda não foram divulgadas pela França, país responsável pela investigação. Porém, especula-se que a tempestade e os raios tenham causado pane nos equipamentos medidores de velocidade que, por sua vez, fizeram com que o computador de bordo também operasse equivocadamente, provocando inúmeras panes na aeronave, até que o controle fosse perdido pelos comandantes e toda parte eletrônica deixasse de funcionar, ocasionando a queda. Essas duas tragédias constituem-se como o objeto de estudo deste artigo, que analisou os primeiros 15 dias da cobertura do jornal sobre os acidentes. A queda do airbus da TAM foi analisada

4 entre os dias 17 e 31 de julho, em 13 edições do Jornal Nacional (excetuando-se o domingo, dia em que o telejornal não é transmitido); e o acidente com o Air France, entre os dias 1 e 15 de junho de 2009, em outras 13 edições. É importante ressaltar que os dois acidentes caracterizam-se como acontecimentos, ou seja, fatos que ocorreram sem previsão e ganharam importância para a imprensa e o público, mas, por si só, não são provenientes de assunto para reflexão, como seria o desemprego, a crise política ou a inflação, por exemplo. Eles são notícia pelo impacto causado, pelo desenrolar do caso e busca por vítimas e causas. Por isso, o conteúdo do telejornal nos primeiros 15 dias da tragédia, em especial, na primeira semana, foi marcado quase exclusivamente pelos acidentes. A cobertura realizada de maneira acumulativa, ou seja, de forma constante e ampla, é uma das formas usadas pela mídia para selecionar os temas e determinar o que foi/é notícia nesse período. Um exemplo claro está no fato de que em nenhum dos dias analisados durante o acidente da TAM, o senador Renan Calheiros, que enfrentava o auge da crise política devido às acusações envolvendo lobistas e a jornalista Mônica Veloso, fez parte das manchetes dos jornais. Ou ainda, no caso da Air France, a gripe suína, que aterrorizava o mundo e estava chegando ao Brasil ter quase desaparecido do noticiário. O jornal selecionou e cobriu com intensidade e exaustão os temas relacionados aos acontecimentos. Hierarquizando temas que terão importância na agenda do público em detrimento de outras notícias que ocorreram no Brasil e no mundo. A cobertura realizada pelo JN de ambos os acontecimentos foi muito próxima e consonante. É como se existisse um modelo pré-moldado a ser seguido em todos os casos de tragédia. A estrutura é comum, só mudam alguns dados e personagens, sejam eles vítimas ou fontes oficiais. Um exemplo está na possibilidade de personificação trazida pelos temas. Por se tratarem de tragédias de grande proporção e com muitas vítimas, todos os dias, em pelo menos uma matéria, alguma vítima tinha sua história contada ou então um familiar era ouvido, fosse para demonstrar desespero ou insatisfação com a companhia aérea e buscas, ou para expor a esperança de encontrarem um filho, irmão, pai ou mãe vivos. Histórias de casais que estavam no voo para a lua de mel, famílias inteiras que viajavam de férias, pessoas que viajavam para comemorar o aniversário ou ainda realizar o sonho de conhecer um outro estado ou país, eram constantes na pauta do jornal. A qual ainda retrata com frequência vitimas conhecidas que estavam no voo, seja funcionários de ONGs, as senhoras do Rio Grande do Sul que faziam tricô para protestar contra a previdência social, o deputado que estava lutando no Congresso na CPI do Apagão Aéreo ou um integrante da família Real brasileira. Todos tiveram suas histórias contadas e, ainda fizeram parte das fotos mostradas na arte do jornal em homenagem àqueles que tiveram o seu sonho de férias ou o tão desejado passeio destruídos por uma tragédia sem precedentes. Personificando a história, mostrando vidas interrompidas na tragédia, o jornal aproxima-se do público, sensibilizando-o e fazendo que mesmo aquelas pessoas que nunca viajaram de avião na vida e talvez jamais conheçam a França, também se sintam parte da crise aérea ou chorem junto com tantos pais, irmãos e filhos que perderam um ente querido. O fato de aproximar a tragédia do público mostrando as mortes também desenvolve outra característica presente na cobertura: a possibilidade de dramatização. O Jornal Nacional dramatiza as tragédias, seja por meio da quantidade de vítimas, do sofrimento das famílias e até mesmo ao mostrar possível falta de segurança ao voar e ainda os erros ou confusões realizadas pelas autoridades nacionais e também francesas em relação a buscas das vítimas, causas do acidente ou identificação dos corpos.

5 Buscando dramatizar, o telejornal encontra uma nova possibilidade de fazer o assunto ainda mais atrativo ao público, a possibilidade de dinamizar. Tanto que nos primeiros cinco dias de cobertura, elas foram extremamente dinâmicas. A todo momento, buscava-se fontes novas, entrevistas exclusivas e pessoas dispostas a testemunhar sobre o acidente ou sobre algum problema com a aeronave ou o modelo de airbus usado. O JN realiza uma verdadeira investigação das causas do acidente, buscando novos fatos, pistas, informações e pessoas que pudessem falar algo que daria ao jornal a primazia da informação. É como se toda a equipe de reportagem no Brasil e no mundo estive em campo buscando desvendar as causas da tragédia encontrar e responsabilizar os culpados antes que técnicos especializados pudessem pensar em uma hipótese. Por isso, os primeiros dias das tragédias são marcados por entrevistas exclusivas de comandantes com experiência em Airbus ou especialistas em avião dispostos a revelar algum detalhe novo. Fontes oficiais também são ouvidas com exclusividade e sempre é usado, no dia seguinte, a expressão como o Jornal Nacional revelou ontem, especialistas investigam. Porém, já na segunda semana de cobertura com a escassez de novas informações, diante da morosidade das investigações e também do resgate e identificação dos corpos e das caixas-pretas, o assunto fica menos dinâmico. E passa a perder espaço para outras notícias com maior repercussão e novidade na ordem do dia, como esporte, política, economia e até comportamento. Nessa busca desenfreada por furos de reportagem, o JN conseguiu informações importantes como: Avião da TAM apresentou problemas técnicos dias antes do acidente, manchete do dia 19 de julho de Uma entrevista de Rui Amparo, vice-presidente da TAM, que afirmou que a aeronave estava com um dos reversores (equipamento que ajuda na frenagem) travado. No dia seguinte, 20, o jornal apresentou outro problema da mesma aeronave. Uma falha no sistema hidráulico, denunciada por um passageiro, que estava no avião que não conseguiu decolar em Recife, 20 dias antes da tragédia. E no dia 21, apresentou uma entrevista exclusive com dois pilotos da TAM, que denunciavam o fato de a pista de Congonhas ser bastante escorregadia com chuva. Computador de bordo pode ter causado o acidente, notícia do dia 03 de junho de Repórteres do jornal ouviram pilotos e engenheiros de aviação nos Estados Unidos, os quais levantaram uma nova hipótese que pode ter contribuído para a queda. Segundo eles, o Adirus, unidades de referências de dados que dão os comandos para o computador de bordo, poderia ter falhado e enviado informações equivocadas provocando uma pane. Porém, os próprios especialistas ouvidos afirmam que apenas uma falha nunca causa um acidente dessa proporção. Devido ao fato de a TAM se tratar de uma companhia aérea nacional, o JN teve mais facilidade em levantar hipóteses sobre a tragédia. Porém, mesmo no acidente com o avião da Air France, a primeira semana de cobertura foi muito marcada pela busca por essas informações, inclusive com a notícia sobre o computador de bordo, além de entrevistas exclusivas com membros da Air France e especialistas em aviação e meteorologia, na tentativa de explicar e descobrir a causa do acidente. Entretanto, no caso da busca pelas vítimas e escombros, a facilidade foi maior, uma vez que foram comandadas pelo Brasil, com isso, comandantes da Aeronáutica e Ramon Cardoso, diretor do Controle do Espaço Aéreo e coordenador da buscas, tornaram-se fontes fixas do jornal. O mesmo já havia ocorrido no acidente com a TAM, porém, a Aeronáutica fora substituída pelo Corpo de Bombeiros, e além de dirigentes da TAM, o Secretário de Segurança de São Paulo, Ronaldo Marzagão, e o chefe

6 do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro Kersul Filho, é que foram as fontes fixas. Em relação as fontes ouvidas, observa-se a repetição de familiares e de personagens, que são citados em várias matérias diferentes. Como o deputado da CPI do Apagão Aéreo, as senhoras do tricô, a família pernambucana, a comissária de bordo grávida, etc., no acidente da TAM. E os funcionários da Petrobrás, o membro da família Real Brasileira, funcionários da ONG Viva Rio, do gabinete da prefeitura do Rio de Janeiro, o tripulante brasileiro que veio ao Brasil enterrar o pai e o casal em lua de mel, etc., na tragédia do Air France. Alguns especialistas também foram ouvidos várias vezes, como o caso do engenheiro da UFRJ Moacyr Duarte, em Sendo que a maioria das fontes de especialistas eram ligados a universidades públicas, Sindicados de Pilotos ou das Empresas Aeroviária, além de ministros e responsáveis pela avião brasileira e também francesa. Outro fato observado é, que além de consonante, as coberturas de tragédias aéreas no Jornal Nacional foram estereotipadas. O telejornal distorce a realidade, a fim de criar ou descobrir vilões, pessoas ou instrumentos culpados pela tragédia e dessa forma mexem ainda mais com o sentimento do público. Isso se manteve mesmo com a fala unânime dos especialistas ouvidos, que afirmavam sem nenhuma dúvida que, a causa de uma tragédia aérea dessa magnitude nunca é uma só. Ele sempre se dá por uma conjunção de fatores e ainda assim, o jornal encontra uma forma ou declaração capaz de dar mais destaque a uma notícia que ora culpa a pista do aeroporto, o reversor, o piloto (TAM) ou ainda a tempestade, o Pilot (aparelho que mede a velocidade da aeronave) ou o computador de bordo (Air France).

7 Considerações Finais O Jornal Nacional é um veículo que tem a capacidade de determinar os assuntos que o público discutirá e pensará a respeito, tanto que ao longo de quase 41 anos constitui-se como o principal formados de opinião do brasileiro. Esse potencial é mais claro quando se trata da cobertura de temas acontecimentos, fatos com grande repercussão nacional como as tragédias com os aviões da TAM, em julho de 2007, e da Air France, em junho de 2009, as quais apresentam coberturas consonantes, ou seja, padrão entre os fatos. Durante os primeiros dias, o veículo realiza uma cobertura ampla e extensa dos temas acontecimentos, que acaba excluindo, ou seja, eliminando da agenda outros temas que anteriormente recebiam grande atenção da mídia, uma vez que surgem assuntos novos, com maior capacidade de virar notícia e de grande apelo popular. O apelo popular é justificável pela tragédia aérea ser fato de caráter e interesse nacionais e que por si só têm o poder de mexer com o emocional da população. O jornal abusa da cobertura dos temas. Os assuntos, que não requerem tanta reflexão, têm todas as características necessárias para vender notícia. São temas quentes, novidades e podem ser explorados a partir da personificação. Por exemplo: determinada pessoa morreu para salvar os amigos, a comissária estava grávida; morreram quatro pessoas de uma mesma família, eles estavam partindo em lua de mel, etc. E a partir disso, é criada a dramatização (vamos encontrar o culpado! Quem foi o responsável por matar tantas pessoas? A busca pelas vítimas) e a dinamização do assunto, que é quem determina por quanto tempo ele será notícia e terá destaque. Um fato só é notícia enquanto for dinâmico, enquanto houver novidades que o altere e aguce a curiosidade do público. A partir do momento em que a capacidade de dinamização é reduzida, o assunto torna-se chato", velho, ultrapassado, perde a importância e é substituído por outro. Nos 15 primeiros dias, em especial na primeira semana das tragédias, o jornal gasta energia, tempo e espaço para cobri-las. O assunto é supervalorizado. Aos acidentes são dedicados em média 50% do tempo telejornal ou de suas notícias, o que é uma raridade, uma vez que a televisão caracteriza-se por divulgar notícias breves e fragmentadas. O Jornal Nacional também busca furos, novidades que possam sustentar uma cobertura estereotipada (que faz o público compreender a realidade de forma distorcida), em uma busca insana por culpados para mostrar os mocinhos e os vilões da tragédia. As coberturas dos dois acidentes foram repetitivas, consonantes. É como se existisse um padrão, um modelo pré-definido de cobertura no manual de redação da Globo, o qual determina que toda tragédia deve ser coberta ao extremo, usando e abusando do desespero e da perda de vidas humanas para sensibilizar e ganhar o público. Buscando a todo momento determinar os culpados, as causas, os motivos. Mas se em um determinado e curto período, no máximo de sete a dez dias, eles não forem encontrados, o assunto começa a perder espaço e mesmo sem um veredicto final, aos poucos desaparece do noticiário, cai na escala de hierarquização da ordem do dia. Isso deve-se ao medo de que o público, cansado de ouvir as mesmas informações, fontes e personagens, perdessem o interesse em acompanhar o telejornal. Na cobertura de um tema específico, realizada de maneira intensiva em um curto espaço de tempo, a televisão tem grande capacidade de agendar e influenciar a população. São notícias rápidas que sempre requerem novidades e até pela exaustão da cobertura, fazem com que o veículo eletrônico acabe por desempenhar um papel importante e torna-se suficiente para atender ao interesse da população. Portanto, segue um modelo consonante, no qual, apenas modificam-se nomes, informações ou lugares, porém, a cobertura das tragédias é sempre a mesma, estereotipadas, distorcidas, mas

8 dinâmicas e cheias de novidades, capaz de, através da midiatização do sofrimento humano, determinar e definir sobre o que o público conversará no cafezinho da tarde ou durante a cerveja após o trabalho. Referências Bibliográficas BARROS FILHO, Clóvis de. Ética na Comunicação. 5 ed. São Paulo: Summus, 2003 PENA, Felipe. Teoria do Jornalismo. 2 ed. São Paulo: Contexto, WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação. 5 ed. Lisboa: Presença, GLOBO, Memória. Jornal Nacional: A notícia faz história. 1 ed. Rio de Janeiro: Jorge ZAHAR Editor, Consultas on-line BRUM, Juliana de. A hipótese do Agenda Setting: Estudos e Perspectivas. Disponível em: <http://www.razonypalabra.org.mx/anteriores/n35/jbrum.html> Acesso em 23 de agosto de COLLING, Leandro. Agenda-setting e framing: reafirmando os efeitos limitados. Disponível em: <http://www.pucrs.br/famecos/pos/revfamecos/17/a07v1n17.pdf> Acesso em 13 de março de 2007

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