EXPERIÊNCIA COMO ORIENTADORA DO PACTO NACIONAL PELA IDADE CERTA EM CATALÃO-GO.

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1 EXPERIÊNCIA COMO ORIENTADORA DO PACTO NACIONAL PELA IDADE CERTA EM CATALÃO-GO. SILVA, Gislene de Sousa Oliveira 1 Universidade Federal de Goiás Regional Catalão-GO. FIRMINO, Janaina Karla Pereira da S. R. 2 Universidade Federal de Goiás Regional Catalão-GO. Grupo de Trabalho: Instituições, culturas e práticas escolares Resumo: Este trabalho tem o propósito de apresentarmos nossa experiência quanto a orientação do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, em Catalão-GO com turmas de 2º ano do Ensino Fundamental, da Rede Municipal de Educação da cidade citada. Pretende-se utilizar-se de uma metodologia de estudos bibliográficos e do relato de experiência contemplando o diálogo e discussão sobre os objetivos do Pacto para alfabetização das crianças do Bloco de Alfabetização até os oito anos de idade e as implicações na realidade educacional das turmas de 2º não, bem com, os impactos da formação dos professores ao longo do ano de Será feito um relato sobre os trabalhos realizados na orientação, através de encontros de capacitação, apresentação de estratégias utilizadas nos encontros com os professores e ainda uma reflexão sobre o trabalho realizado na Rede Municipal. Palavras-chave: Pacto, Orientação, Formação de professores, Alfabetização. 1. INTRODUÇÃO Fomos orientadoras de estudos do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, na Rede Municipal de Educação de Catalão-GO, desde o ano de 2013 ano de implantação deste programa. Segundo o Ministério da Educação, MEC, o PNAIC é um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito Federal, dos estados e dos municípios de 256

2 assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do Ensino Fundamental. Este Pacto vem ao encontro do Decreto nº 6.094, de 24/04/2007 que define, no inciso II do art. 2º: a responsabilidade dos entes governamentais de alfabetizar as crianças até, no máximo, os oito anos de idade, aferindo os resultados por exame periódico específico E a meta 5 do projeto de lei que trata sobre o Plano Nacional de Educação também reforça este aspecto ao determinar a necessidade de alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os oito anos de idade. Foram dois anos participando das Capacitações em Goiânia e após, repassando aos professores e professoras alfabetizadoras, através de encontros de formação. Pretendemos fazer um relato de experiência, contemplando o diálogo e discussão, sobre os objetivos do Pacto para alfabetização das crianças do Bloco de Alfabetização até os oito anos de idade e as implicações na realidade educacional das turmas de 2º não, bem com, os impactos da formação dos professores ao longo do ano de E ainda sobre os trabalhos realizados na orientação, através de encontros de capacitação, apresentação de estratégias utilizadas nos encontros com os professores e ainda uma reflexão sobre o trabalho realizado na Rede Municipal. 2. DESENVOLVIMENTO O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa PNAIC é implantado com o intuito de contribuir para a garantia do direito de Alfabetizar todas as crianças, sem exceção, e no momento certo: até o final do terceiro ano do ensino fundamental, quando elas completam oito anos de idade. Compromisso do Plano de Desenvolvimento da Educação, o PDE de 2007, firmado por todos os estados e municípios com o governo federal e meta do novo Plano Nacional de Educação, em discussão no Congresso Nacional. (BRASIL, 2012) 257

3 Nas propostas formativas, segundo Imbernóm (2010) é importante considerar o contexto no qual se dão as práticas educativas e formativas, e, a partir daí, planejar uma ação destacando a potencialização da autoestima e habilidades sociais, o favorecer da aprendizagem coletiva, de troca de experiências e a interação entre os pares; o compartilhar das boas práticas; execução de estratégias formativas pelo debate; valorização de diferentes experiências e o trabalho com a leitura para compreensão dos fenômenos estudados. A formação continuada era estruturada da seguinte forma: as universidades, secretarias de educação e escolas articuladas para a realização do processo formativo dos professores alfabetizadores. O Professor formador vinculado às Universidades Públicas Brasileiras responsáveis por realizar a formação dos orientadores de estudo. Por sua vez, o orientador de estudos era responsável pela formação dos professores alfabetizadores dos três primeiros anos ( 1º, 2º e 3 do E.F). A formação, no total somaria 120 horas para Língua Portuguesa e 120 horas para Matemática. Os Cadernos de Formação do PNAIC foram organizados por temas a serem trabalhados e em duas fases: o primeiro ano (de 2013) foi Formação em Língua Portuguesa, o segundo ano (de 2014) está sendo trabalhada a Matemática e mais a Retomada da Linguagem. E ainda, foram divididos por Unidades e por ano/série. Cada tema de Linguagem ou de Matemática abordado nos Anos 1 (correspondente ao 1º ano/série do bloco de alfabetização); Ano 2 (2º ano/série), Ano 3 (3º ano/série) e Educação do Campo (anos 1,2 e 3) é/foi trabalhado por uma Unidade. Ao todo são sete unidades de Linguagem e sete unidades de Matemática. Alguns princípios do trabalho pedagógico, para o trabalho com os professores, foram respeitados (segundo a proposta do PNAIC), a saber: Sistema de Escrita Alfabética que exige um ensino sistemático e problematizador; Leitura e de produção de textos com proposta de ser trabalhada durante todo o processo de escolarização e deve ser iniciado logo no início da Educação Básica; garantia do direito das crianças ouvirem, falarem, lerem, escreverem, sobre temas diversos e agir na sociedade; Ludicidade e o cuidado como condições básicas nos processos de ensino e de aprendizagem. Em cada unidade de formação (em Linguagem e de Matemática) trabalhada e ainda, no material do aluno, diversos são os autores citados. O Material de estudo, era organizado por unidade, segundo (BRASIL, 2012): 258

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6 Dessa forma, é propósito deste trabalho, apresentar nossa experiência, como orientadoras do PNAIC em Catalão, discutindo sobre os principais resultados obtidos em decorrência das formações oferecidas aos professores e professoras alfabetizadoras do 2º ano do bloco de alfabetização, dentre eles: o envolvimento dos professores com a formação continuada (em serviço); a troca de Experiências e aprendizagem proporcionada nos debates; o reflexo em sala de aula (da formação) quanto ao trabalho realizado; o destaque dos professores à importância da leitura; a compreensão dos professores em relação à proposta de Alfabetizar e letrar ; o trabalho dos professores com sequências didáticas; a ressignificação da prática aliada à teoria; a ocorrência, em sala de aula de atividades com o uso de materiais didáticos concretos, na Matemática e a qualificação, em serviço, dos professores e professoras alfabetizadoras. 3- Considerações Finais Algumas dificuldades foram identificadas desde o ano de implantação , até a presente data de sua continuidade, no ano vigente. Muita insegurança quanto à eficácia dos professores e professoras alfabetizadoras em garantir esse direito às crianças de estarem alfabetizadas ao final do ciclo, a saber, no 3º ano da primeira fase do Ensino Fundamental; controvérsias em relação à idade certa para estar alfabetizado; discussões sobre o que se enfrentava no cotidiano da sala de aula, tais como: crianças com dificuldades de aprendizagem ou que não conseguem aprender; Dúvidas quanto à utilização, em sala de aula, do material complementar oferecido pelo Ministério da Educação, por ocasião do PNAIC; Falta de apoio dos familiares ou responsáveis; compromisso da equipe gestora em contribuir para o sucesso do pacto; entre outros. Estas questões foram amplamente discutidas durante o período de formação dos professores e professoras alfabetizadoras, sempre respeitando o direito do professor expor suas angústias e receios diante das dificuldades encontradas em sala de aula. Porém, este assunto não se esgotou e os problemas extra-escolares continuarão a interferir na prática do professor e na aprendizagem das crianças. Assim, faz-se necessária que a reflexão e a busca de alternativas sejam objetos constantes no cotidiano do professor e nas discussões no âmbito escolar. 261

7 Por tudo o que fora destacado acima, entendemos que as dificuldades acerca da Alfabetização precisam ser mais bem investigadas para a contribuição da melhoria da aprendizagem de nossas crianças, Levando em consideração as análises de Magda Becker Soares sobre letramento e alfabetização, essa diz que: Se alfabetizar significa orientar a criança para o domínio da tecnologia da escrita, letrar significa levá-la ao exercício das práticas sociais de leitura e de escrita. Uma criança alfabetizada é uma criança que sabe ler e escrever; uma criança letrada (tomando este adjetivo no campo semântico de letramento e de letrar, e não com o sentido que tem tradicionalmente na língua, este dicionarizado) é uma criança que tem o hábito, as habilidades e até mesmo o prazer de leitura e de escrita de diferentes gêneros de textos, em diferentes suportes ou portadores, em diferentes contextos e circunstâncias (Soares 2004). Entendemos que as formações possam ter contribuído para reflexão sobre a prática, porém, cada professor e professora alfabetizadora, precisa continuar o trabalho de pesquisa e estudo, buscando aperfeiçoar-se para um melhor trabalho em sala de aula com os alfabetizandos, com o olhar atento para as especificidades de cada um e objetivando o letramento dessas crianças como requisito essencial para inserção na sociedade. 4- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Acesso em 29 de outubro de 2014 às 21h33min; Acesso em 12 de maio de 2015, às 23h36min. Acesso em 13 de maio de 2015 às 23h39min. Acesso em 14 de maio de 2015, às 23h36min. Acesso em 14 de maio de 2015, às 23h40min. 262

8 Acesso em 27 de maio de 2015, às 20h46. SOARES, Magda. Alfabetização e Letramento. 1ª Ed. São Paulo: Contexto,

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