ACADEMIA DO AR Bloco III - Apostila de Primeiros Socorros e Higiene SAUDE E HIGIENE

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1 SAUDE E HIGIENE SAÚDE É o bem estar físico, mental e social (OMS). Para mantermo-nos saudáveis é importante que tenhamos equilibradas as nossas necessidades básicas. Necessidades Básicas Fisiológicas (sono; alimentação; eliminações); Segurança (emocional e material); Afetiva (amor; carinho; auto estima); Social (profissional; relacionamentos pessoais). HIGIENE São fundamentos da ciência, hábitos corretos e equilibrados, que preservam a saúde. Pode-se dividi-la em: Higiene Física (orgânica) Manter boa aparência e cuidar do asseio corporal; Manter boa higiene oral; Respeitar horas de sono e repouso; Fazer uma alimentação equilibrada. 1

2 Saúde e higiene bucal: Prevenção A grande maioria dos problemas relacionados aos dentes podem ser evitados com uma escovação adequada e o uso do fio dental. Pois através da odontologia curativa (restaurações, extrações, tratamentos de canal...) não se obtém resultado no controle dessas doenças. Cerca de 95% dos brasileiros sofrem de cárie e doença das gengivas (doença periodontal), mesmo com grande número de dentistas por habitante. Um dos períodos mais importantes para se prevenir as cáries é durante a erupção dos dentes, sejam eles "de leite" ou permanentes. A prevenção baseia-se em: Correta higienização com escova e fio dental; Consumo inteligente do açúcar; Uso correto de flúor, para fortalecer os dentes; Acompanhamento da saúde bucal pelo dentista. No Brasil, 50% das pessoas de 40 anos não possuem metade dos dentes. Grande parte dos problemas dentários dos adultos (inclusive a necessidade de uso de aparelhos) são causados por perda prematura dos "dentes de leite" quando ainda criança. Escovação A escovação deve ser feita, idealmente, em um local de boa iluminação e na frente do espelho, pelo menos no período de aprendizagem da técnica correta. Com o tempo, você assimilará a técnica e conhecerá melhor os seus dentes, podendo dispensar o espelho e retomar seu hábito. Sempre com pouquíssima pasta, ou até mesmo sem pasta de dente. A escova Pontas arredondadas para não ferir a gengiva; Cerdas de nylon macias e agrupadas em tufos; Superfície da parte ativa plana; Cabeça pequena para alcançar até os últimos dentes. Obs.: Lave sempre sua escova com água corrente após o uso; 2

3 Troque sua escova aproximadamente a cada 3 meses. Após este período as cerdas ficam "amassadas" e já não possuem tanta eficiência para remover a placa bacteriana. Leve sua escova para o dentista ou peça orientação para escolher melhor sua escova. O creme dental A escolha adequada do creme dental é feita individualmente para cada pessoa, por isso consulte seu dentista. Observe sempre se possui flúor em sua composição. Utilize uma quantidade pequena (tamanho de uma ervilha) para a escovação. Obs.: Não engula a pasta de dente durante ou após a escovação. O flúor pode ser tóxico se ingerido em grande quantidade. Horários para escovação Escove os dentes ao acordar, isto é um hábito bastante saudável pois ajuda você a enfrentar o dia com mais disposição e um hálito melhor pela manhã. Além disso, procure escovar os dentes sempre após as principais refeições. Ou pelo menos antes de dormir (a escovação mais importante), pois durante a noite o acúmulo de placa bacteriana é maior, devido à redução da quantidade de saliva (que "limpa" a placa), disponível na boca durante a noite. Técnica para escovação Dentes Superiores: Inicie pelos últimos dentes de cima, do lado direito e pela superfície interna seguindo até o lado esquerdo (movimento de "varrer" ). Passe à superfície externa dos dentes, iniciando agora pelo lado esquerdo e terminando no direito (movimento de "varrer"). Ainda do lado direito, escove atrás dos últimos dentes e passe a escovar a superfície mastigatória dos dentes até o lado esquerdo. Ao chegar do lado esquerdo, escove atrás dos últimos dentes (movimento de vai-vêm). Dentes Inferiores: Repita como indicado para os dentes superiores. Escove a língua Movimento de "Varrer": Inicialmente, os movimentos devem ser feitos como se você estivesse varrendo a placa bacteriana da gengiva para os dentes. Para isso, a escova deve ser colocada inicialmente 3

4 inclinada junto ao dente e pressionada levemente para limpar o sulco gengival (espaço entre o dente e a gengiva). A seguir, com movimento de rotação "varre-se" a placa bacteriana para fora do dente. Movimento de "Vai-Vêm": Quando estiver escovando as superfícies mastigatórias use o movimento de "vai-vem" esfregando a superfície dental para frente e para trás e escove atrás dos últimos dentes. Deve-se repetir os movimentos de 5 a 10 vezes por grupo dental, conforme a maior ou menor tendência de acúmulo de placa bacteriana, indicada pela revelação de placa. Insista com mais movimentos nas regiões onde o acúmulo de placa é maior. Uso do fio dental Para limpeza das regiões entre os dentes, onde a escova não consegue remover os resíduos alimentares e a placa bacteriana, deve ser usado o fio dental. Você deve usar o fio dental diariamente, antes da última escovação noturna. O fio dental deve ser passado entre todos os dentes, superiores e inferiores, e atrás dos últimos dentes. Os dentes do fundo da boca são, pela maior dificuldade de higienização, os mais atacados pela cárie e merecem cuidado especial. Flúor Existem três fatores que devem estar presentes para que ocorram as cáries: Placa bacteriana; Açúcar, para que a placa bacteriana prolifere; Dente pouco resistente. Para evitar a cárie, portanto, além de remover a placa bacteriana (escovação e uso de fio dental) e de evitar o consumo freqüente de açúcar, pode-se utilizar o flúor que atua fortalecendo os dentes. O flúor é uma substância que deixa mais forte a superfície do dente (esmalte), protegendo-a contra os ataques ácidos da placa bacteriana que podem provocar cárie. Formas recomendadas do uso do flúor: Flúor na água de abastecimento da cidade; Flúor nas pastas de dente; Bochechos (diários ou semanais); 4

5 Aplicação tópica pelo dentista (flúor em gel); Obs.: Os bochechos e a aplicação tópica devem sempre ser feitos sob supervisão do dentista; Ao fazer bochechos com flúor procure sempre expelir (cuspir) todo o produto após o uso; Atualmente não se recomenda o uso de flúor sistêmico, ou seja, comprimidos de flúor ou flúor associado a complexos vitamínicos, pois sabe-se que a ação do flúor é de caráter local. Importância de bons dentes e gengivas sadias Cuidando de seus dentes e gengivas você estará conservando sua saúde e bem estar, pois com bons dentes e bom hálito é muito mais fácil se relacionar com seus amigos, namorada, esposa... A falta de dentes dá à fisionomia um aspecto de velhice precoce, pois eles dão forma e expressão ao rosto e à boca, além de serem indispensáveis a uma boa dicção. Os dentes também, podem prejudicar a digestão que começa na boca, se os dentes estiverem cariados, ou mesmo se houver a falta de algum, a digestão se tornará mais difícil e todo o organismo poderá ser afetado. Bons dentes favorecem a boa mastigação, esta favorece a digestão e, portanto, uma assimilação mais perfeita e completa dos alimentos. A maioria das empresas selecionam, entre candidatos com as mesmas qualificações, aquele que tem uma "boa aparência". Com dentes bem tratados, você pode ainda fazer economia de tempo e dinheiro. Fazendo uma correta higiene bucal você não precisará fazer grandes tratamentos odontológicos, nem ir muito seguidamente ao dentista e, quando for, provavelmente só receberá elogios. Higiene mental (psíquica) Estar satisfeito dentro da profissão escolhida; Buscar condições para realização pessoal; Manter lazer sadio; Manter boas relações afetivas. Higiene espiritual Adotar uma fisiologia capaz de assegurar felicidade, paz e sentido para a vida. 5

6 Fatores estressantes O stress é um mal que acomete o homem moderno. Estamos constantemente expostos a fatores que interferem na adequada manutenção da Saúde. São eles: Fatores biológicos Herança genética; Envelhecimento; Doenças. Fatores ambientais Influencias externa Concretas (poluição; barulho) Abstratas (crenças; filosofias e pensamentos). Estilo de vida (hábitos prejudiciais) Alimentação incorreta; Fumo (tabagismo); Álcool (etilismo); Drogas. 6

7 PRIMEIROS SOCORROS INTRODUÇÃO Primeiras providências tomadas no local de emergência; Assegurar a vida; Evitar o agravamento; Atendimento temporário. Ação do Socorrista Calma Rápida Firme Necessidade de um treinamento adequado e reciclagem dos conhecimentos. COMISSÁRIO X PRIMEIROS SOCORROS A prestação de Primeiros Socorros é parte integrante das funções relativas a atendimento e segurança do pax a bordo. Alínea f do Art. 6º da Lei nº O treinamento em 1º socorros é parte integrante do treinamento de: Emergência para Tripulantes RBHA 121: (b) (2) (ii) e (iv) AÇÃO DO COMISSÁRIO Acionar a equipe (demais tripulantes) Avisar o comandante Avaliar o passageiro Verificar se existe médico (CRM) caso necessário 7

8 RECURSOS DA AERONAVE A Conjunto Médicos de Emergência B Conjunto de Primeiros Socorros C Sistema Portátil de Oxigênio D Sistema Fixo de Oxigênio A Conjunto Médico de Emergência Normas do ministério da Aeronáutica: Devem ser de fácil acesso aos comissários (galleys) Estojo a prova de umidade e poeira Conter todos os itens necessários (lista) Obrigatório a bordo da NA Aplicabilidade: médicos munidos de CRM Controle do Kit: A bordo e no local correto; Contendo todos os itens; Prazo de validade; Fechado e lacrado. 8

9 Conteúdo: Lista na parte externa do Kit B Conjunto de 1º Socorros Aplicabilidade: Comissários Conteúdo: Anti espasmódico* Analgésico* ( Medicamento para dor) Antitérmico*( Medicamento para febre) Antiemético*( medicamento para náuseas e vômitos) Colírio*( Medicamento para lubrificar os olhos) Descongestionante nasal*( medicamento para as narinas para descongestionamento) Material para curativo (gaze, ataduras, esparadrapo, etc.).* * (medicações fornecidas pelo Comissário, segundo a ANAC) Obs.: induzir o passageiro a pedir pelo nome comercial (ex: aspirina, tylenol). Quantidade de Kits: De 0 a 50 pax: 1 kit De 51 a 150 pax: 2 kits De 151 a 250 pax: 3 kits Mais de 250 pax: 4 kits 9

10 C Sistema Portátil de O2 Finalidade: suprimento de O2 ( desconforto respiratório ) Falta de ar. Componentes: Cilindro de aço Mascara oro-nasal Manômetro de pressão Válvula reguladora de fluxo: Hi/Low Obs.: Algumas aeronaves estão utilizando unicamente cilindros com saídas High. Cheque Pré-vôo: Fixação (suportes) Máscaras (lacradas) Manômetro (entre 1500 a 1800 psi) 10

11 Procedimentos para o uso de O2 portátil: O passageiro de ser colocado em decúbito de 45 instalado as mascara de oxigênio observando a quantidade de oxigênio de 1 a 5L/mint dependendo da situação de emergência. Suspender a administração de O2 assim que os sintomas desaparecerem (risco de hipocapnia) Hipocapnia CO2 (diminuição dos níveis de CO2 no organismo, pode levar a uma parada respiratória) CO2: é o responsável pela estimulação do centro respiratório no Sistema Nervoso Central ( Bulbo Tronco encefálico) D Sistema Fixo de O2 Sistema gasoso Finalidade: fornecer O2 em caso de despressurização. Componentes: mascaras oro-nasal acoplada no compartimento acima de cada assento (PSU), alimentadas por módulo gerador químico de oxigênio com autonomia de 15 minutos de fluxo contínuo. Procedimentos: Puxar para si a máscara mais próxima. O Comissário deve assegurar seu aporte de O2 para depois ajudar os demais. Passageiros viajando acompanhandos crianças/idosos/incapazes deverão agir igualmente, colocando primeiramente a máscara em si próprio para depois colocar na criança/idoso/incapaz. Cheque pré-vôo: Verificar se o compartimento está corretamente fechado. 11

12 Compartimento das máscaras aberto PSU vista por dentro, contendo as máscaras e o módulo gerador químico de oxigênio Módulo gerador químico de oxigênio em detalhe 12

13 CONCEITOS BASICOS DA ANATOMIA E FISIOLOGIA Anatomia Ciência que estuda a constituição e o desenvolvimento, macro e microscópio, dos seres humamos organizados em toda a sua estrutura. Divisão do corpo humano: Cabeça: Crânio Face Pescoço Tronco: Tórax Abdome Pelve Membros Superiores: Ombro Braço Antebraço Mão Membros Inferiores: Quadril Coxa Perna Pé 13

14 Célula Como são células como unidades estruturais e funcionais dos organismos vivos. Representa uma célula a menor porção de matéria viva dotada da capacidade de auto-duplicação independente. É a menor unidade biológica funcional do organismo, responsável pela formação de todos os seres vivos. Características: - Reagir a estímulos; - Metabolizar os alimentos para obtenção de energia; - Sintetizar seus próprios detritos; - Reprodução, independentemente de outras células. Estrutura Membrana plasmática- delimita e seleciona a passagem de substancias, segundo o grau de necessidade. Citoplasma - parte metabólica onde se encontram as estruturas que participam do metabolismo celular (reticulo endoplasmático, mitocôndrias, centríolos, Complexo de Golgi, ribossomos e lisossomos); Núcleo - responsável pela herança genética seu DNA. 14

15 Os conjuntos de células formam os tecidos, que formam os órgãos, que compõem os sintomas, caracterizando assim o corpo humano. A um conjunto de órgãos, que participam juntamente do mesmo mecanismo funcional, denominamos Sistema. São os principais sistemas: Tegumentar (pele) Esquelético (ossos) Muscular (músculo) Nervoso (nervos e sentidos) Cardio-vascular (coração e vasos) Respiratório Digestivo Urogenital Encridócrino Todas as células necessitam receber, constantemente, substancias que garantam uma adequada manutenção de seu metabolismo basal. Estas substanciam são obtidas através da ingestão dos alimentos (sais minerais, vitaminas, ferro, água, etc.) que são transformadas em ATP ( energia para as células ) e da respiração, que nos abastece com o oxigênio. SISTEMA CARDIOVASCULAR É o sistema responsável pelo transporte dos nutrientes e do oxigênio para as células. Componentes do Sistema Cardiovascular. A Sistema Sanguíneo B Vasos e artérias C Coração que é um músculo formado por câmeras Átrios e ventrículos. 15

16 A - Sistema Hematopoiético ( Sangue) As hemácias (glóbulos vermelhos, eritrócitos) são as células mais numerosas do sangue circulante. Possuem a forma de um disco com o centro achatado, e são altamente especializadas para o transporte de oxigênio e CO2. A hemácia contém em seu interior uma proteína chamada hemoglobina, que é responsável por absorver o oxigênio do ar respirado e transportá-lo aos tecidos. Quando se liga ao oxigênio, a hemoglobina recebe o nome de oxi-hemoglobina, e adquire a coloração vermelha viva que é característica do sangue arterial. A hemoglobina também leva de volta aos pulmões, onde será eliminado, o CO2 (sangue venoso). As hemácias maduras não contém núcleo, e têm uma vida útil de aproximadamente 90 a 120 dias. As células mais velhas perdem a elasticidade de suas membranas, e acabam sendo fagocitadas e destruídas no interior do baço. A diminuição anormal do número de hemácias ou de seu conteúdo de hemoglobina recebe o nome de anemia, e pode ter diversas causas e tratamentos diferentes. O Sangue é liquido circulante dos vasos sanguíneos que recebe os nutrientes e o oxigênio, distribuindo-os a todos os tecidos do organismo. Corresponde, geralmente, a 8% do peso corporal. Esquema da circulação sangüínea: 1-Coração; 2-Circulação cerebral; 3-Circulação pulmonar; 4-Circulação hepática; 5-Circulação gástrica; 6-Baço; 7-Circulação renal; 8-Circulação intestinal; 9-Circulação nos membros inferiores 16

17 Composição: Hemácias, plasma, plaquetas. Parte sólida Hemácias ou glóbulos vermelhos Leucócitos Os leucócitos formam verdadeiros exércitos contra os microorganismos causadores de doenças e qualquer partícula estranha que penetre no organismo: vírus, bactérias, parasitas ou proteínas diferentes das do corpo. Eles também "limpam" o corpo destruindo células mortas e restos de tecidos. função: imunológica ou de defesa do organismo. São classificados em neutrófilos, monócitos, basófilos, eosinófilos, linfócitos. Cada qual tem uma função específica e um mecanismo diferente de combater um agente patogênico (bactérias, vírus etc) Plaquetas São fragmentos de células da medula óssea chamadas megacariócitos. função: realizar a coagulação sanguínea. Plasma fibrinogênio); nutrientes (glicose, aminoácidos, ácidos graxos); excretas (uréia, ácidos úricos, amônia); Hormônas (testosterona, adrenalina); imuneglobulinas (ou anticorpos); sais/íons (sódio, potássio); gases (na forma de ácido carbônico ou H 2 CO 3 ). O plasma transporta essas substâncias por todo organismo, permitindo às células a receber nutrientes e excretar e/ou secretar substância geradas no metabolismo. Composição: cerca de 90% de água; 10% outras substâncias 17

18 B Vasos Sanguíneos São os canais de circulação do sangue. Estão divididos conforme tipo e calibre. São eles: Artérias vasos calibrosos que distribuem o sangue ao organismo. Veias vasos calibrosos que retornam o sangue ao coração. Capilares vasos de fino calibre que chegam a intimidade das células. 18

19 Coração O coração que exerce função de bombeamento e esta divididos em quatro câmaras, duas superiores denominadas átrios e duas inferiores denominadas ventrículos. Funcionalmente, reconhecemos a parte direita e a parte esquerda do coração. Parte Direita Átrio Direito (AD) Veia Cava Superior (VCS) Veia Cava Inferior (VCI) Válvula Tricúspide (VT) Ventrículo Direito (VD) Artéria Pulmonar (AP) 19

20 Parte Esquerda Átrio Esquerdo (AE) Veias Pulmonares (VP) Válvula Mitral (VM) Ventrículo Esquerdo (VE) Artéria Aorta (AA) Pequena Circulação Na pequena circulação, o sangue venoso do ventrículo direito é bombeado para as artérias pulmonares. Assim, o sangue irá para os capilares dos pulmões onde vão ocorrer as trocas gasosas. O sangue passa a arterial e regressa ao coração pelas veias pulmonares, chegando à aurícula esquerda Átrio Direito => ventrículo direito => artéria pulmonar => pulmões => veias pulmonares => átrio esquerdo. Grande Circulação Na grande circulação, o sangue arterial do ventrículo esquerdo é bombeado para a artéria aorta, sendo levado até aos capilares dos tecidos de todo o organismo, onde ocorrem troca de substâncias e gases com as células. A partir daí, o sangue, agora venoso, regressa ao coração pelas veias cavas superiores e inferiores, chegando à aurícula direita. È o trajeto do sangue percorrido entre o coração e todo o organismo com o objetivo de oxigenação dos tecidos. O sangue arterial (rico em oxigênio) sai do coração (lado esquerdo) é distribuído para todo o organismo, metabolizado pelas células e então retorna ao coração (lado direito). Átrio esquerdo = > ventrículo esquerdo = > artéria aorta = > organismo => retorna ao átrio direito pelas veias cava superior e inferior. 20

21 Sangue Venoso e Arterial. O sangue que passa pelas artérias e chamado de sangue arterial, pois ele é rico de oxigênio e o sangue que passa pelas veias ele é pobre em oxigênio é chamado de sangue venoso. SINAIS VITAIS São valores que indicam o funcionamento básico do organismo, variam de um individuo para outro, mas mantém um padrão de normalidade. Qualquer alteração em algum dos sinais vitais pode estar relacionada a um distúrbio orgânico. Para tal, é importante conhecer seu valores normais. Respiração É o mecanismo responsável pela troca gasosa entre o organismo e o meio externo. A respiração ocorre através de uma seqüência de movimentos respiratórios (MR). Um movimento respiratório compreende dois movimentos distintos: 21

22 Movimento de inspiração expansão pulmonar. Movimento de expiração retração pulmonar. A respiração favorece o aumento da quantidade de oxigênio no sangue circulante e a eliminação de gás carbônico do organismo. Normalidade 16 a 20 MRpm. Verificamos a freqüência respiratória (FR) através da observação dos movimentos torácicos, durante um minuto. Terminologia Eupnéia FR normal. Taquipnéia FR acima de 20 MRpm (acelerada) Bradipnéia FR abaixo de 12 MRpm (diminuída). Apnéia - ausência de movimentos respiratórios. Dispnéia dificuldade para respirar falta de ar. Cianose coloração azul-arroxeada das extremidades e mucosas. Indica má oxigenação do sangue em decorrência de uma deficiência respiratória ou problema circulatório. Temperatura È o equilíbrio mantido entre a produção e perda de calor do organismo. É a quantidade de calor que o corpo possui. Normalidade - oscila de 36 a 37.7ºC. É verificada com auxilio de um termômetro, preferencialmente colocado na região axilar e mantido por 3 minutos. Terminologia Hipertemia ou Febre valor igual ou maior a 37.7ºC. Temperaturas corpóreas muito altas predispõem a convulsões, principalmente em crianças. Deve-se aumentar os mecanismos de perda de calor através de banhos com água e álcool 70%. A aplicação de compressas frias na região axilar, frontal e virilhas, também é um método eficaz para diminuir a temperatura corpórea. 22

23 Evitar o uso de agasalhos em excesso. Hipotermia - valor igual ou inferior a 35ºC. PULSO São os batimentos cardíacos representados pela contração e dilatação das artérias. Denomina-se também por freqüência cardíaca. (FC). Verifica-se o pulso através da palpação das artérias, com auxilio dos dedos indicador e médio, contando-o por 1 minuto. Artérias: Radial Carótida Femoral Braquial (Bebê) Normalidade oscila de 60 a 100 bat/min. Bradicardia abaixo de 60 bat/min Taquicardia acima de 100 bat/min Terminologia Na verificação do pulso deve-se avaliar, além da freqüência, o ritmo e o volume. Quanto ao ritmo - Rítmico - Arrítmico Quanto ao volume - Cheio - fino 23

24 Pressão Arterial É a pressão com que o sangue é lançado na corrente circulatória e a pressão com que atinge a periferia. Para aferir-se a pressão arterial é utilizado um esfigmomanometro e um estetoscópio. Requer acompanhamento médico para diagnostico. Pressão sistólica Máxima Pressão diastólica Mínima Normalidade 111 x 70 mmhg. Pela Associação de cardiologia Brasileira Onde 111 = máximo-sistólica 70 = mínimo-diastólica A variação entre a máxima e a mínima geralmente é de mhg. Terminologia Hipertensão (pressão arterial elevada) - pressão diastólica (mínima) Igual ou superior a 90 mmhg. Hipotensão (pressão arterial diminuída) - pressão diastólica (mínima) igual ou inferior a 50 mmhg. Sintomatologia Hipertensão: Cefaléia; Pele avermelhada; Dor na nuca; Escotomas (pontos luminosos). 24

25 Hipotensão: Sonolência, tontura ou vertigem; Sudorese fira; Náusea; Mal estar e palidez. SUPORTE BÁSICO DE VIDA - AMERICAN HEART ASSOCIATION OBJETIVOS: Manutenção da vida Evitar o agravamento Manter a respiração, pulso e ausência de hemorragias. A B C do suporte básico de vida A) Airway : liberar vias aéreas (controle cervical) B) Breathing : ver, ouvir e sentir C) Circulation : RCP (reanimação cardiopulmonar) DEA (desfribilador externo automático). Conter grandes hemorragias. 25

26 OBSTRUÇÕES DE VIAS AEREAS: Língua (vitimas inconscientes) Glote (edema por inalação, anafilaxia) Hemorragia (epixtase, traumas, ferimentos) Meio fluido (secreções, água, vômito) Corpo estranho (alimentos, prótese) Trauma (face, crânio) Enfermidades (câncer, infecções) MANOBRAS DE DESOBSTRUÇÃO Asfixia por corpo estranho: obstrução total da via aérea Sinais e sintomas: vitima não consegue tossir, falar e respirar, cianose. Procedimentos não invasivos: Bebês: (0 a 1 ano) - Cabeça para baixo apoiadas sobre o braço - 5 batidas firmes no meio das costas - Corpo estranho sai pela boca Crianças e Adultos: (> 1 ano): Manobra de Heimlich : Acalmar a vitima Em pé ou sentada Polegar entre o esterno e o umbigo (região epigástrica) Polegar no tórax (esterno) no caso de gestante, obesos e trauma no tórax Puxões para dentro e para cima (em forma de J ) Incentivar a tosse (auxilia) 26

27 Vitima inconsciente: Deitá-la de costas e iniciar a RCP (protocolo atual) 27

28 ANAC: Verificar se há respiração Caso não haja, faça 02 respirações boca a boca Se não houver expansão torácica, realizar 05 compressões manuais abdominais subdiafragmáticas (04 dedos acima do umbigo) Verificar se há corpo estranho na boca E não voltou a respirar, checar o pulso, caso esteja ausente, iniciar a RCP (ressucitação cárdiopulmonar). PARADA CARDIORESPIRATÓRIA Suspensão imediata das funções pulmonar e cardíaca. SINAIS: Ausência de pulso Apnéia Cianose Midríase Paralitica (dilatação da pupila) Inconsciência Causas de Parada Cardiorespiratória: Asfixia (obstrução das vias aéreas); intoxicações; Traumatismos; Afogamento; Eletrocussão (choque elétrico); Estado de choque; Doenças cardíacas. 28

29 Conduta do Comissário: Verificando a necessidade de um médico, realizar o speech médico. Protocolo atual para leigos: (AHA/2010) 1. CHECAR NIVEL DE CONSCIENCIA: Posicionamento sobre superfície rígida; Chamar tocando no ombro da vitima 03 vezes. 2. VERICAR RESPIRAÇÃO: A técnica de Ver, Ouvir e Sentir foram abolidos nos adultos para minimizar as interrupções nas compressões torácicas. Chegaram a conclusão que a cada parada para realizar a técnica era uma perda de tempo bastante prejudicial ao paciente. Porém na criança o mantém, pois uma grande porcentagem de PCR na criança é devido a obstrução de VAS por corpos estranhas. Então, Ver, Ouvir e Sentir no adulto Não! Na criança SIM Na ausência da respiração, realizar 02 insuflações: ambús ou boca-máscara (acima de 01 ano) e boca nariz (bebês). 3. COMPRESSÃO: As compressões mínimas por minutos no novo manual são de 100. Antes, no manual antigo, era "aproximadamente até 100". Agora a manual fala que tem que ser feita acima de 100. A profundidade da compressão é de 2 polegadas (5cm) no adulto, e em bebês e crianças aproximadamente 1,5 polegadas (4cm).O novo manual toca numa tecla bastante importante. Fala que a cada compressão o socorrista deverá deixar o tórax retornar, pois as compressões deverão ser com força e com qualidade. Não adianta compressões rápidas sem deixar o tórax retornar, porque a principal função da compressão não estará sendo feita. Então, retorno do tórax após cada compressão. O ciclo de compressões/ventilações no adulto com 1 ou 2 socorristas continua 30/2. Na criança o ciclo deverá ser 30/2 se for apenas 1 socorrista ou 15/2 se forem 2 socorristas. Cinco (5) ciclos de 30/2 deverão ser feitos em 2 minutos. Um detalhe interessante que o novo manual notifica que se o socorrista não for um profissional de saúde ou não estiver treinado para tal procedimento, ele deverá 29

30 apenas realizar compressões, não é recomendado um socorrista sem treinamento fazer compressões com ventilações, apenas as compressões bastam. E como já foi dito o ABC mudou para CAB. Primeiro as compressões, segundo vias aéreas e terceiro batimentos cardíacos. Começa-se por compressões para depois abrir vias aéreas e ventilar. 1 Compressões 2 Vias aéreas 3 Batimentos Cardíacos. EMERGÊNCIAS CLINICAS São alterações orgânicas que possuem diferentes etiologias. Podem estar relacionadas a patologias, acidentes, problemas circunstanciais, distúrbios metabólicos, etc. Desmaio ou Lipotimia. É a perda repentina e transitória dos sentidos e consciência. Embora tenha variada etiologia é conseqüência da diminuição temporária de sangue (oxigênio) no cérebro. Pode estar relacionado a longos períodos de jejum, alimentação insuficiente, excesso de exposição ao sol, desequilíbrio emocional, entrou outros. Sintomas precedentes (Pré-desmaio): Fraqueza e cansaço Sensação de falta de ar Tonturas Náuseas Palidez Sudorese fria Zumbido no ouvido 30

31 Anópsias visão escurece Perda do controle muscular Queda brusca (mecanismo de defesa) Tratamento: Visa favorecer a oxigenação cerebral. Conduta para vitima na eminência do desmaio: Vitima sentada - manter a cabeça da vitima entre as pernas. Vitima em pé solicitar que sente e posicionar a cabeça entre as pernas. Vitima deitada no chão elevar membros inferiores para melhorar a perfusão cerebral, (até 30 cm) mantendo a cabeça mais baixa que o corpo Afrouxar as vestes Afastar curiosos Arejar o ambiente (ventilar) Oxigênio se necessário Obs.: Não oferecer medicamentos ou bebidas alcoólicas. Convulsão Alteração da atividade cerebral devido a descargas elétricas cerebrais desordenadas. Causas: 1. Febre alta 2. Ingestão alcoólica 3. Uso de drogas ou fase de abstinência 4. Epilepsia (Doença do SNC que apresenta crises convulsivas). 31

32 Sinais e Sintomas da crise: 1. Movimentos de flexão/extensão dos músculos (Tonico-clonicos) 2. Perda da consciência e do controle esfincteriano 3. Aumenta da saliva com salivação excessiva 4. Tremores dos Membros superiores e inferiores Sinais e sintomas precedentes a crise: 1. Alterações sensórias (sons e odores estranhos) 2. Mal estar gástrico 3. Sonolência 4. Dormência no corpo Tratamento: Proteger a vitima: - verificar se existe alguma identificação médica de emergência - afastar objetos próximos para proteger a vitima - afrouxar as vestes - decúbito lateral (evitar a aspiração de vomito) - proteção do corpo (principalmente a cabeça) - NÂO jogue água ou sacuda a vitima. Alcoolismo È a ingestão de álcool (etanol), seja por dependência ou não. Ação do etanol no organismo: O álcool libera uma toxina depressora do sistema nervoso central diminuindo a oxigenação e a concentração de glicose nas células nervosas. 32

33 Sinais e Sintomas Fase de euforia o individuo encontra-se alegre, falante, com manifestações inconvenientes e geralmente, com tendência a maior ingestão de álcool. Fase depressiva sonolência, incoordenação motora, fala arrastada, náuseas e vômitos e comportamento desinibido ou arrogante. Fase grave queda de temperatura corpórea (hipotermia), pulso fraco, sudorese, torpor e por vezes, inconsciência (coma alcoólico). Tratamento Abordar a pessoa com respeito, de modo seguro e coerente (sem julgar ou atribuir conceitos morais). Lembre-se de que existem pessoas com problemas psíquicos ou psiquiátricos. Oferecer algo doce, preferencialmente um liquido. Água em abundancia e sucos para repor liquido. Delirium tremens (alucinose alcoólica) Estado tóxico permanente ou devido a suspensão da ingestão de álcool. Sinais de suspeita: Ansiedade Temor incontrolável Tremores Irritabilidade Agitação Insônia 33

34 Hiperatividade aumento dos sinais vitais Dilatação pupilar Sudorese Pode estar presente ainda alucinações visuais, táteis, olfativas e auditivas. Hipoglicemia e Hiperglicemia Hipoglicemia - diminuição de açúcar (glicose) no sangue. Algumas pessoas possuem predisposição para tal ocorrência. Geralmente ocorre devido a longos períodos de jejum, alimentação deficiente, atividade física excessiva, alcoolismo ou até mesmo devido à diabetes. Hiperglicemia aumento de açúcar (glicose) no sangue. Normalmente causada por falta de insulina. Frequentemente o passageiro que sofre deste mal possui a medicação especifica, seja ela um comprimido hipoglicemiante ou a própria insulina, cabendo ao comissário auxiliá-lo na automedicação. Diabetes doença metabólica caracterizada pela diminuição na produção de insulina ou no metabolismo da glicose. Sinais e sintomas (hipoglicemia) Sensação de fome Visão turma Sonolência Cefaléia Confusão mental Palidez Desmaio Sudorese fria Em casos mais graves agitação, irritabilidade, amnésia e convulsão. 34

35 Tratamento (hipoglicemia) Oferecer glicose por via oral Deixar a vitima confortável Em caso de desmaio, dar prioridade a irrigação cerebral. Obs.: Sempre é importante colher informações com o vitima ou acompanhante, pois estes sinais podem ser confundidos com os de hiperglicemia. Dispnéia Dificuldade respiratória com presença ou não de cianose (deficiência de oxigenação sanguínea). È o principal sintoma da asma, doença de etiologia alérgica, que acomete os brônquios e habitualmente tem caráter crônico. Tratamento: Colocar a vitima sentada em um ângulo de 90 graus de preferência para melhor a oxigenação cerebral Aplicar oxigênio por mascara Administrar broncodilatador - o passageiro asmático geralmente é portador desta medicação bombinha. Na presença da crise asmática pode ser necessário auxiliá-lo na automedicação. Obs.: todo passageiro em uso de oxigênio deve ser rigorosamente vigiado. O excesso de tempo de uso de oxigênio pode desencadear uma parada respiratória. Sempre que a respiração tenha se normalizado ou a cianose melhorado, interromper a administração. 35

36 REAÇÕES ALERGICAS A alergia é uma reação de hipersensibilidade a uma substancia aparentemente inofensiva, chamada de Alergenos (pelo de animal, pó, alimentos, substancia químicas, etc.). Sinais e sintomas: Sintomas respiratórios (dispnéia, tosse, congestão nasal, etc.). Sintomas Diversos (dor de cabeça, fadiga, diarréia, febre, vomito, angustia sensação morte iminente etc.). Asma: Doença pulmonar que se caracteriza pela inflamação crônica das vias aéreas, estreitando-as, dificultando a passagem do ar. Sinais e sintomas: Tosse Dispnéia Sensação de falta de ar Chiado no peito (sibilos) Dor ou aperto no peito Tratamento: Prevenção de exposição aos fatores de risco (ambiente) Broncodilatador Permanecer sentado e calmo Inspirar curto e expirar devagar e longo Ofertar Oxigênio 36

37 Choque anafilático Hipersensibilidade na qual são produzidos anticorpos de reação rápida contra o agente agressor (antígeno): medicamento, picada de inseto, alimentos como peixe, camarão. Sinais e sintomas: Dificuldade respiratória (broncoconstrição) Edema de Glote (reação de defesa) Inchaço, náuseas, vômitos, Coceira ALTERAÇÕES DA TEMPERATURA CORPORAL Insolação: causada pela ação dos raios solares (12-15hs): Não ocorre a bordo! Intermação: A intermação é uma causa de hipertermia decorrente da dificuldade do corpo em se resfriar adequadamente num ambiente com calor excessivo. É uma emergência clínica com alto risco de morte. O diagnóstico e, consequentemente, o início do tratamento precoces podem melhorar o prognóstico.pode estar relacionada ou não a atividade física. Esta última é conhecida como forma clássica e geralmente afeta pacientes com condições médicas que impeçam o resfriamento e desta forma, não há mecanismo de proteção ao calor do ambiente. Pode ocorrer, por exemplo, em recémnascidos ou em idosos, ou em pacientes com distúrbios neurológicos, mentais ou cardiopulmonares graves Fatores Predisponentes: Umidade Ventilação Condicionamento Físico (obeso) Atividade física excessiva Alimentação em excesso Roupas escuras Intoxicação (álcool e fumo) 37

38 Sinais e Sintomas: Aumento da temperatura corpórea Cefaléia Rubor na face Dores abdominais Náuseas e vômitos Palidez e tontura Desmaio (pode ocorrer subitamente) Tratamento: Retirar a vitima do local e levá-la para outro mais arejado Ventilar Afrouxar as vestes Afastar os curiosos Compressas frias: testa nuca e tórax Dar banhos com água morna, esfriando gradativamente Oferecer líquido (reposição de sais minerais) Oxigenioterapia (se for necessário) Hipotermia: É quando a temperatura cai abaixo de 35ºC. Sendo o normal entre 36,5 e 37,7ºC. Causas : Imersão em água fria Contato direto com gelo e neve Medicação sedativa (depressoras do SNC) Álcool Lesão do Sistema Nervoso Termoregulador (vasoconstrição) Exposição a temperatura baixa e chuva. 38

39 Sinais e Sintomas: Leve (35 a 33º): Sensação de frio, tremor, letargia, espasmos, cianose de extremidades, confusão mental. Moderada (33 a 30º): Sonolência desaparece os tremores, prostração, euforia, depressão, FC e FR. Grave (menos de 30º) inconsciência e imobilidade. Tratamento Promover o aquecimento passivo externo Hidratação Oxigenioterapia (caso haja falta de ar) Manobras de ressucitação cardiopulmonar (em caso de parada cardiorespiratoria PCR) Hipertemia: Aumento da temperatura corporal. Risco para o organismo: > 40ºC. Causas: Insolação Infecção viral Convulsão Lesão Cerebral Hipóxica (alteração do centro termoregulador) Sinais e Sintomas: Temperatura clinica (termômetro) Sudorese Boa e pele secas Confusão mental Agitação e hiperatividade muscular Calafrios (perda de calor) 39

40 Tratamento: Promover o resfriamento da vitima (compressas) Manter a vitima em ambiente fresco (ventilar) Antitérmicos Repouso Monitorar a temperatura Diarréia e Colites Doença que acomete o intestino caracterizando-se por alteração na freqüência e consistência das evacuações. Está relacionado à ingestão alimentar, o que denominamos por intoxicação alimentar. Podem ser também causadas pela ingestão de substancias irritativas da mucosa. Nos casos de infecção intestinal chamamos de colites ou enterocolietes. Sinais e sintomas: Fezes amolecidas e fétidas Aumento do numero de evacuações Cólicas abdominais Ruídos intestinais Sede Inapetência Náuseas e vômitos Complicação - desidratação Tratamento Hidratação aumentar a ingestão liquida Repouso NÂO administrar medicações que cortam a diarréia. Não é necessário suspender a alimentação, apenas evitar alimentos condimentados e gordurosos. Obs.: Na ocorrência de um quadro de intoxicação alimentar a bordo causada pela ingestão da refeição oferecida aos passageiros, esta deverá ser imediatamente suspensa. 40

41 INTOXICAÇÃO São causadas pela ingestão inalação, inoculação ou contato cutâneo de substancias que desencadeiam respostas orgânicas de intolerância geralmente de caráter alérgico ou anafilático. Podem ser acidentais ou não. Ingeridos: Entorpecentes e medicamentos (barbitúricos) Produtos de limpeza e produtos químicos Alimentos contaminados Inalados: - gases Sinais e Sintomas: Ingestão Lesão na boca Hálito diferente Transpiração abundante Dor ao deglutir Dor abdominal Náuseas e vômitos Diarreia Alteração no nível de consciência Convulsão Alteração pupilar (diâmetro da pupila) Alteração na frequência cardíaca Alteração na frequência respiratória Manchas na pele 41

42 Inalação Tosse produtiva Irritação traqueal Dor na inspiração Catarro escuro Cefaléia Lábios avermelhados (cor de cereja) Náuseas e vômitos Vertigens Desmaio Alterações dos sinais vitais Insuficiência respiratória Cuidados Reconhecimento da situação como um todo exame local. Identificar situação de risco. Verificar se há sinais de drogas ou venenos e tentar identificá-los. Se vitima inconsciente: Verificar de existem aplicadores de droga ou recipientes (identificação) Se vitima consciente indagar: Tipo de medicamento Como foi aplicado Quantidade Tempo decorrido da aplicação Tratamento geral Atentar para segurança do socorrista Evitar contaminação Retirar a vitima da situação de risco Desobstruir vias aéreas superiores 42

43 Empregar manobras de reanimação cardiopulmonar quando necessário Avaliar sinais vitais Afrouxar as vestes Manter a vitima sob supervisão Ingestão barbitúrica Indução ao vomito (somente em vitimas conscientes) A ingestão deve ter ocorrido há no máximo 2 horas Guardar pequena amostra do conteúdo eliminado Modo de provocar o vomito: Com auxilio de uma cabo de uma colher, estimular a úvula. Obs.: NÃO provocar vômitos em vitimas de intoxicações por substancias químicas/corrosivas. Inalação de gases Retirada da vitima do ambiente de risco Administrar oxigeno na presença de dificuldade respiratória A administração de leite, embora um pouco controversa, é empregada em casos de inalação de fumaça (monóxido de carbono) e tem como finalidade a proteção da mucosa gástrica. Via dérmica: Lavar com água a região afetada em abundancia Via ocular: Lavar com água abundante e fazer um curativo oclusivo (umedecido com soro fisiológico). EMERGENCIAS CARDIOVASCULARES Dentre as varias ocorrências cardiológicas serão abordados as duas principais coronariopatias. AS doenças coronarianas são atribuídas a alguns fatores predisponentes. São eles: Stress Dislipidemias Hipertensão Sedentarismo Obesidade Tabagismo Hereditariedade 43

44 Angina de Peito Caracteriza-se pela diminuição do fluxo sanguíneo na musculatura cardíaca-isquemia miocárdica. Sinais e sintomas: Dor retroesternal na curta duração (inferior a 15 min). Sensação de angustia de morte iminente Sensação de formigamento Náuseas, vômitos Dispnéia moderada Tratamento Repouso absoluto Administração de vasodilatador coronariano mastigar duas aspirinas (se uso da pax ou por indicação médica). Oxigenoterapia A dor retroesternal melhora com o tratamento É a ausência de fluxo sanguíneo na musculatura cardíaca, causando necrose miocárdica. Sinais e sintomas dor no peito irradiada para abdômen, braços até base da mandíbula. agitação sudorese ânsia de vomito angustia formigamento dispnéia pele pálida sudorese pupilas dilatadas 44

45 Tratamento Oxigênio terapêutico Somente auxiliar a auto-medicação Em caso de PCR realizar os procedimentos necessários para A RCP Conforme Protocolo. Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico ou Isquêmico Também conhecido como Ataque Cerebral ou Derrame. Tipos: AVE Hemorrágico: onde ocorre o rompimento de alguma artéria. AVE Isquêmico: onde ocorre obstrução da artéria por algum Trombo ou Embolo. Sinais e sintomas: Adormecimento repentino ou fraqueza no rosto e/ou um dos lados do corpo (testar a força muscular e fala) Dor de cabeça Confusão súbita Dificuldade repentina para falar ou entender Dificuldade para ver (1 ou 2 olhos) Tontura Dificuldade para caminhas Perda do equilíbrio e coordenação Pupilas desiguais (anisocoria) 45

46 Causas: Hipertensão arterial Cardiopatia Colesterol elevado (LDL) Fumo Álcool em excesso Diabetes Idade Sexo (+ homens até 51 anos) Raça (negra + comum) Hereditariedade Obesidade Sedentarismo Tratamento: Procurar auxilio medico imediato Deixar a vitima em repouso Oxigênio Em caso de convulsão, lateralizar a vitima Em caso de desmaio, posicioná-la semi-deitada Monitorar a vitima até a chegada do suporte avançado 46

47 URGENCIAS OBSTÉTRICAS Terminologia: Gestante mulher grávida. Parturiente mulher em trabalho de parto. Puérpera mulher após o parto e durante o primeiro mês. Embrião concepto até o 2º mês de vida intra-uterina. Feto concepto a partir do 3º mês até o nascimento. Recém-nascido (RN) concepto após o nascimento e durante o primeiro mês de vida. Aborto expulsão do concepto (feto e anexos) até 22º semana de gestação. Parto expulsão do feto e anexos a partir da 22º semana de gestação. 47

48 Membrana amniótica Membrana que envolve o concepto (feto e anexos) Liquido amniótico meio onde se encontra o feto e o cordão umbilical. Possui função de proteção mecânica. Características: branco pérola. Placenta Estrutura responsável pelas trocas materno-fetais. Apresenta-se aderida ao útero e liga-se ao feto pelo cordão umbilical. Cordão umbilical une o feto à placenta. Mede aproximadamente 70cm. Características: geléia de Warthon, possui 2 artérias e 1 veia. Feto características ao nascer: Comprimento 50 cm (variação média de 2 cm) Peso 3,7 Kg (variação média de 0,2 Kg) Freqüência Cardíaca 140 bat/m Vernix caseoso substância sebácea que envolve o Rn e auxilia na manutenção de temperatura corpórea. 48

49 Útero Gravídico A posição do feto dentro do útero recebe o nome de apresentação. Algumas posições não favorecem o parto normal. Apresentação: Cefálica é a mais comum, ideal para o parto normal. Pélvica de nádegas. Transversa Considerações com a gestante a bordo O vôo está contra indicado a partir do 8º mês de gestação. O uso do cinto de segurança deve ser posicionado no baixo-ventre, com auxilio de um travesseiro. Preferencialmente, deve ocupar lugar na cauda do avião (último trimestre). Deverá sempre ser acompanhada pelo comissário(a). Em caso de perda de liquido (ruptura de bolsa) está indicado o repouso. PARTO Sinais Indicativos Perdas vaginais como: Catarro sanguinolento (tampão) Liquido amniótico (ruptuta da bolsa) Concentração uterina; Cólicas no baixo ventre, características do período de dilatação, dolorosas e rítmicas. 49

50 Conduta Durante o trabalho de parto A parturiente deve estar sentada na poltrona com inclinação máxima. Controlar as contrações (duração e intervalo) Controlar os sinais vitais. Avisar o comandante. Solicitar médico ou para médico a bordo. No parto Posicionar a parturiente (posição obstétrica). Manter a privacidade da parturiente. Remover roupa íntima. Lavar as mãos. Calçar luvas. Lavar com água e sabão a região externa da vulva. Fazer antissepsia. Orientar a parturiente para: Fazer força para baixo durante as contrações. Descansar nos intervalos. Deixar o feto sair naturalmente e posicionar-se para ampará-lo. OBS: Qualquer problema deve ser comunicado ao superior. Nunca puxar o feto, somente auxiliá-lo. 50

51 Cuidados com Rn: Desobstruir vias aéreas superiores retirar secreção da boca com auxilio de uma gaze envolta no dedo mindinho. Ligar e seccionar o cordão fazer dois clampeamentos no cordão, 4 dedos acima da barriga do Rn. Cortar o cordão no meio dos dois clampeamentos. Manter o Rn aquecido. Manter a cabeça inclinada para baixo e lateralizada (45º) para favorecer a drenagem postural. Pingar colírio, tipo lavolho, nos olhos 2 gotas. Nos casos de Rn apresentar cianose, está indicado a administração de oxigênio. Secundamento ou dequitação: É a saída da placenta e anexos. Deve ser espontâneo, nunca deve ser tracionada. O tempo normal para que ocorra a dequitação é de minutos. Decorrido este período e não acontecendo sua saída, comunicar o superior e manter a puérpera sob vigilância. A massagem abdominal auxilia na contração uiterina e conseqüente saída da placenta. Guardar a placenta e anexos num saco plástico pois, deverá ser encaminhada para exame clínico junto com a puérpera e o Rn. Cuidados com a puérpia: Verificar ruptura de períneo. Nesses casos, fazer hemostasia através de compressão do local com gaze limpa e orientá-la para unir as pernas e fazer compressão. Deixá-la em posição semi deitada. Mantê-la sob observação. 51

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53 EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS ANATOMO FISIOLOGIA DO SISTEMA ESQUELÉTICO O sistema esquelético compreende: Ossos Cartilagem Articulações OSSO Funções Alavanca para os músculos, participando da locomoção; Proteção de estruturas; Sustentação ao corpo; Hematopoise. Partes Diáfise corpo do osso. Epífise extremidade do osso. Periósteo membrana de tecido fibroso que reveste o osso (onde se encontram os vasos sanguineos). Medula óssea tecido esponjoso que se encontra na porção interna do osso. 53

54 Classificação Os ossos recebem diferentes nomenclaturas de acordo com suas características anatômicas e funcionais. Longos possuem epífise (2) e diáfise. Exemplos: Fêmur, rádio, tíbia. Curtos tarso. Planos Achatados escápula, temporal. Irregulares Vértebras. 54

55 ARTICULAÇÃO Dobradiça formada pelo contato de duas ou mais extremidades ósseas que juntamente com os músculos, possibilitam a movimentação do corpo e permitem determinada elasticidade de movimentos. Nas estruturas articulares encontramos: Cápsula articular ou sinuvial Formada por tecido fibroso e duro que circunda todo o espaço entre as extremidades ósseas. Ligamentos Formados por tecido conjuntivo em tiras que mantém os ossos na posição correta. Líquido sinuvial Encontra-se dentro da cápsula com função lubrificante e amortecedora. QUEIMADURAS Queimaduras são lesões da pele provocadas por: Calor, frio (agentes físicos) Radiação (raios solares e substâncias radioativas) Produtos químicos. Certos animais e vegetais, que causam dores fortes e podem levar infecções. Classificação quanto a profundidade 1º Grau: Lesam a epiderme (camada mais superficial 2 4mm). Geram dor local e vermelhidão (eritema) Ex: queimaduras solares. 2º Grau: Lesam a epiderme e a derme. Dor local, bolhas (flictena) e eritema. Ex: queimaduras por líquidos ou brasa. 55

56 3º Grau: Lesam os tecidos subcutâneos (hipoderme) Ex: queimaduras por choque elétrico, fogo na roupa, fogo por gasolina. Carbonização: (4º grau: músculos e ossos) Nas queimaduras de 3º grau, ocorre dor, mas as vezes a lesão de nervos faz com que ocorra diminuição da dor. A pele fica escura ou esbranquiçada com eritema ao redor e ocorrem Úlceras com pontos de necrose (morte do tecido). Classificação quanto à extensão: (verifica a real gravidade da queimadura) Mais de 20% do corpo queimado. Perda de eletrólitos e líquidos!!! 56

57 Tratamento em caso de queimadura nos olhos: Cubra os olhos com gaze ou pano limpo umedecido. Procurar auxílio médico. Lave os olhos com soro fisiológico. Tratamento em caso das demais queimaduras: Mergulhar a região em água fria (a bordo, compressas de água fria até o alívio da dor (15 min) Proteger a região com gaze vaselinada e ataduras. Não estourar as bolhas, não colocar a mão e nem retirar a roupa. Se já estiverem estouradas, não colocar na água. Não passe nenhuma pomada, creme dental (infecção) PESSOA EM CHAMAS: interromper o calor. HEMORRAGIAS É a perda de sangue circulante resultante de uma lesão vascular. Toda hemorragia está relacionada ao tipo e ao calibre do vaso lesado. O organismo possui mecanismos de defesa que agem em tentativa de controle da perda sanguínea através da coagulação do sangue. Sempre diante de uma hemorragia há necessidade de se promover a hemostasia, isto é, cessar o sangramento. As plaquetas são as células que participam ativamente do processo de hemostasia mas existem no sangue vários outros fatores que contribuem para a sua coagulação. Dentre eles destacam-se a trombosplastina e o fibrinogênio, substancias que juntamente com as plaquetas auxiliam no processo hemostático. 57

58 Hemostasia: É a compressão exercidas nos vasos realizando o estancamento do sangramento Fisiológica Coagulação reações metabólicas entre plaquetas e fatores de coagulação (fibrinogênio, trobomplastina e protrombina), auxiliando na reconstituição da lesão. Vasoconstrição por ação da serotonina e outras substâncias liberadas pelo organismo. Mecânica Geral deitar a vítima, deixando- a na horizontal e elevar os membros inferiores (caso não haja restrição). Específicas compressão no foco hemorrágico com gaze ou pano limpo e compressão nas áreas adjacentes (artérias próximas ao local de hemorragia) As hemorragias podem ser: Internas quando o sangue não é exteriorizado, fica acumulando em cavidades internas. É mais grave devido a maior dificuldade de diagnóstico. Seu diagnóstico é feito por sinais indiretos. Os locais mais comum são: Região abdominal- fígado e baço Fraturas- pélvica e fêmur SINAIS E SINTOMAS DE HEMORRAGIA INTERNA Inquietação Ansiedade Pele fria e úmida Pulso rápido e fraco (fino) Respiração rápida Queda na pressão arterial 58

59 SUSPEITAR DE HEMORRAGIA INTERNA Ferimentos penetrantes no crânio, tórax ou pescoço; Sangramentos pelo nariz ou ouvido; Vômito ou tosse com sangue; Hematomas no tórax ou fratura nas costelas; Abdômen aumentado, rígido; Fraturas no quadril, coxa e braço. Nunca obstruir a saída do sangue das cavidades naturais do organismo, em que no caso de suspeita de TCE, para evitar a elevação da pressão intracraniana (boca, nariz e ouvido). Externas quando o sangue é exteriorizado (visualizado) através do ferimento ou orifício natural. Tipos de hemorragia: 1.Arterial origina-se por uma lesão de artéria e apresenta maior gravidade devido a dificuldade na obtenção da hemostasia. Características: Sangramento abundante, coloração vermelho vivo e é pulsátil o sangue sai em jatos. 2. Venosa origina-se de uma lesão de veias e possui maior facilidade para obtenção da hemostasia. Características: Sangramento em grande quantidade, coloração em vermelho escuro e o sangue escorre extravasa continuamente. 3.Capilar origina-se de lesão em pequenos vasos (capilares) e tendem a hemostasia espontânea, muito fácil. Características: Sangramento pequeno. 59

60 Tratamento São consideradas 3 técnicas hemostásicas respectivamente: 1º Compressão local do foco hemorrágico. 2º Compressão nas adjacências. 3º Torniquete ou Garroteamento (*) (*) Garroteamento é o ultimo recurso que utilizamos. É uma técnica perigosa pois promove isquemia no local garrotedo (Isquemia = diminuição do fluxo sanguineo). Também é uma técnica pouco empregada devido a sua restrição a sangramentos de membros inferiores e superiores. Quando utilizado, o garroteamento deve obedecer a técnica que consiste em afrouxa-lo a cada 15 minutos, esperando 30 segundos pelo restabelecimento da circulação sanguinea no membro e só então garrotea-lo novamente. Este procedimento deve ser repetido até o controle do sangramento. Terminologia Otorragia Sangramento do ouvido, pode ser sinal de fratura craniana. Epistaxe ou rinorragia sangramento nasal. Hemoptise sangramento proveniente dos pulmões, acompanhando de tosse. Hematemese sangramento proveniente do aparelho digestivo, acompanhado de vômito e geralmente restos alimentares. Melena sangramento proveniente das partes baixas do aparelho digestivo (estômago e duodeno). As fezes são escuras (borra de café) e fétidas. Enterorragia sangramento proveniente de partes baixas do aparelho digestivo (reto e intestino grosso) evacuação com sangue. Hematúria urina com sangue. Metrorragia sangramento anormal do útero, fora do período mestrual. 60

61 Choque hipovolêmico Ocasionado por hemorragias ou queimaduras extensas onde ocorra uma grande perda de volume de liquido corpóreo. Sinais e sintomas Palidez Sudorese Pele fria e pegajosa Traquicardia e pulso fino Hipotensão Náseas e vômitos Tontura Hiportemia Confusão mental Inconsciência Tratamento Deitar a vítima e manter a cabeça mais baixa que o corpo a fim de favorecer a oxigenação cerebral. Repouso Elevar os membros inferiores (se não houver contra-indicação). Agasalhar a vítima. Não oferecer líquidos apenas umedecer os lábios com gaze. 61

62 TRAUMATISMOS São alterações sofridas pelo organismo e estão diretamente relacionadas à ação de um agente físico e a força de impacto com o mesmo. Estão divididos em dois tipos: Abertos são aqueles que apresentam rompimento da pele/ tegumento cutâneo. Fechados são aqueles onde não há lesão do tegumento cutâneo. A pele permanece íntegra. TRAUMATISMOS ABERTOS Alteração sofrida pelo organismo causada por algum agente traumatizante, determinando lesão do tecido tegumentar (pele)e consequente rompimento vascular. FERIDAS São lesões no tecido cutâneo causando descontinuidade da pele ou mucosa. Podem ter diversas causas, por isso seu estudo está diretamente relacionado ao tipo de agente traumatizante. Suas características se apresentam conforme as configurações de suas paredes, fundo e bordas. Tipos de feridas Escoriações causadas por superfícies ásperas (asfalto, cimento). Ocorre um atrito superficial sobre a pele, traduzem um quadro doloroso intenso pequeno sangramento. Puntiforme causadas por agentes pontiagudos (pregos e injeção). Apresentam-se com bordas pequenas e paredes fundas. Incisivas provocadas por agentes cortantes (lâmina de bisturi, lâminas de facas). Caracterizam-se por serem feridas regulares bordas, fundo e paredes regulares. Contusas originadas por grandes impactos (martelada). Caracterizam-se por serem feridas regulares. Apresentam-se por diferentes conformações de bordas. Traduzem estímulo doloroso latejante devido ao esmagamento das terminações nervosas e pouco sangramento por conta da maceração dos vasos sanguíneos. Penetrantes causadas por objetos que invadem o organismo e atingem órgãos internos. 62

63 Transfixastes causadas por objetos que atravessam o corpo tendo orifício de entrada e saída. Larcerocontuso perda de tecido ou substância. Quando ocorre no couro cabeludo denomina-se escalpelamento. Sinais e sintomas São variáveis de acordo com o tipo de ferimento e região afetada. Em geral: Dor; Hemorragia; Bordas separadas. Tratamento Objetiva evitar a infecção, visto que é sempre um fator de risco. Toda ferida é suscetível a infecção. Lavar as mãos do socorrista; Hemostasia; Limpeza da ferida; Antissepsia da ferida; Bandagem. Em regiões pilosas tipo do couro cabeludo pode ser necessário realizar a tricotomia da região (raspagem dos pelos) para facilitar a limpeza. Deve-se realizar a limpeza com água e sabão ou soro fisiológico, posteriormente usar um antisséptico preferencialmente a base de iodo. Em alguns casos pode-se fazer a aproximação das bordas antes de cobrir o ferimento. Feridas Sangrantes nos casos de ferimento onde o sangramento é intenso, como em grandes hemorragias, o tratamento compreende: 63

64 Hemostasia; Lavar as mãos; Limpeza da ferida; Antissepsia da ferida; Bandagem. Nestes casos aplica-se também um curativo compressivo. Fratura exposta É uma lesão óssea com rompimento da pele. Pode apresentar como complicação a infecção óssea que é denominada osteomielite. Sintomas e sinais Dor intensa; Incapacidade funcional (limitação de movimento) Edema; Hemorragia. Tratamento Iniciar com os cuidados à ferida lembrando que JAMAIS se deve tocar nos ferimentos ósseos e NUNCA se faz redução (recolocá-lo no local). Imobilizar. Proteger o fragmento ósseo. 64

65 TRAUMATISMO FECHADOS Contusão Lesão causada por algum impacto com acometimento do tecido subcutâneo, muscular ou até mesmo de órgãos internos, sem rompimento da pele. Por isso conceitua-se por atrito entre os tecidos. Sintomas Dor no local; Edema; Equimose (mancha vermelha por rompimento de pequenos vasos); Hematoma (mancha roxa por rompimento de grandes vasos) Tratamento Gelo no local Analgésico; Enfaixamento compressivo; Repouso. A aplicação do gelo está presente no tratamento dos traumatismos fechados em geral pois o gelo possui duas propriedades importantes, ação de analgesia, combatendo a dor e ação vasoconstritora atuando da diminuição do edema e do hematoma. Entorse São traumatismos que lesam as articulações. São originados devido a um movimento abrupto que exceda a elasticidade da articulação ou por impacto. Podem determinar rompimento nos ligamentos (estiramentos). Ocorrência Grandes articulações como ombro, cotovelo e tornozelo. 65

66 Sintomas Dor intensa no local; Edema; Equimose ou hematoma (que podem instalar-se tardiamente) Dificuldade de realizar movimentos. Tratamento Gelo; Analgésico; Imobilização com faixas de crepe; Repouso. Luxação São traumatismos que lesam as articulações determinando a perda de contato das superfícies ósseas. Ocorre lesão dos ligamentos e/ou cápsula articular. Ocorrência ombro, cotovelo, clavícula, mandíbula, tornozelo e joelho. As luxações estão classificadas em: Congênitas A criança nasce com o traumatismo. Patológicas O traumatismo ocorre em decorrência de uma doença. Traumáticas Ocorrem devido a impactos ou movimentos bruscos. Existem 2 tipos: Completa afastamento total das superfícies ósseas. Incompleta afastamento parcial ou incompleta das extremidades ósseas. 66

67 Sinais e sintomas Dor intensa; Edema; Equimose ou hematoma; Impossibilidade de realizar movimentos. Tratamento Gelo no local; Repouso; Analgésico; Imobilização com talas rígidas. NUNCA fazer a redução das luxações, isto é, tentar recolocá-la no lugar. (existe uma exceção que é para luxação de mandíbula, que será abordada posteriormente). Luxação de Cotovelo 67

68 Fratura São traumatismos determinados por lesão óssea. Podem ser fechadas, quando não ocorre lesão do tecido tegumentar, ou abertas quando o osso se expõe através da pele. As causas mais comuns envolvem acidentes de grande impacto aviões, carros e motos. Considerações: Traço da fratura local do osso em que ocorreu a lesão. Geralmente é visualizado somente pelo RX. Foco da fratura porção próxima ao local lesado onde observamos os sinais. É a região que se torna arroxeada e com edema. Sinais e sintomas Dor intensa e constante (que aumenta com o movimento) Edema; Hematoma e equimose (que podem manifestar-se tardiamente) Incapacidade funcional. Podem também estar presentes: Crepitação óssea sinal que não deve ser pesquisado pois, além de promover dor, pode agravar a fratura. Deformidade óssea. Tratamento Imobilização (Pode ser empregado a aplicação de gelo e a administração de analgésico) Técnicas de imobilização Utilizar talas rígidas e acolchoadas; Deixar as extremidades visíveis para avaliação da condição circulatória do membro; Jamais comprimir foco de fratura. 68

69 Fraturas não articulares Diafisárias A imobilização deve abranger uma articulação acima e outra abaixo da lesão. Fraturas articulares - Epifisárias A imobilização deve abranger um osso acima e outra abaixo da lesão. OBS: Em caso de dúvida de fratura está sempre deverá ser imobilizada. A imobilização evita o atrito entre os fragmentos ósseos e complicações como ruptura de vasos sanguíneos ou nervos. Classificação Quanto à fragmentação óssea (extensão do traço) Completa; Incompleta ( galho verde ) Quanto a quantidade de traço: Única e simples Dupla Tripla Cominutiva (comum nas epífises) Quanto a movimentação de fragmentos: Transversal Angular Rotação Penetração Separação Cavalgamento 69

70 Quanto a direção do traço: Transversa Oblíqua Em bico de flauta Em espiral Longitudinal Quanto à relação traumatismo x traço: Direta Indireta. Quanto à posição: Articulares (epifisárias) Não articulares (diafisárias) Sinais e sintomas Dor intensa e constante; Edema; Hematoma e edema; Incapacidade funcional; Crepitação óssea; Espasmos musculares (relaxamento do músculo) Hemorragia (secção artéria) 70

71 Tratamento: Gelo Analgésico Repouso Imobilização IMOBILIZAÇÃO Talas rígidas/moldáveis, acolchoadas, ou madeira, papelão, etc. Imobilizar antes de movimentar a vítima, exceto em caso de risco eminente. Ex: explosão, fogo etc. Extremidades visíveis. NUNCA comprimir o foco da fratura e não alinhar. Permitir a circulação sanguínea. Na dúvida de fratura sempre imobilizar. AUTOIMOBILIZAÇÃO Fixação do membro inferior fraturado ao sadio ou do membro superior ao tórax. Usada nas situações em que não há equipamentos para imobilização e nas fraturas de quadril. Fraturas não articulares Diafisárias: Imobilizar uma articulação acima e outro abaixo da lesão (tala). Fraturas Articulares Epifisárias: Imobilizar um osso acima e outro abaixo da articulação envolvida. 71

72 TRAUMATISMOS PARTICULARES 1.Traumatismo Craniano Dividem-se em dois tipos: Superficiais Atingem o couro cabeludo e caracterizam-se por sangramento intenso. Deve-se fazer curativo compressivo ou um enfaixamento com atadura de crepe. Profundos Ósseos são aquelas com fraturas craniana. Encefálicas são aquelas com lesão cerebral. Não deve ser feito compressão no local. Faz-se um curativo com delicada compressão. São denominados Traumatismos crânio encefálicos TCE. Toda vítima com suspeita deste tipo de lesão deve ser vigiada para observação da presença dos seguintes sinais: Alteração no nível de conciência torpor; confusão mental; inconciência. Respiração lenta e profunda. Freqüência cardíaca lenta bradicardia e pulso cheio. Alteração ocular desvio ou assimetria ocular. Pupilas anisocóricas (diferentes). Vômitos em jato (sintoma que deve ser valorizado). Otorragia. Convulsões. OBS: as convulsões traduzem uma desorganização na condução dos impulsos nervosos. Possuem diferentes etiologias, isto é, podem estar associadas a um traumatismo crânio encefálico 72

73 (como visto acima), a estados febris, outros desequilíbrios metabólicos ou até msmo a epilepsia por exemplo. A vítima apresenta: Perda de consciência. Movimentos clônico-tônicos-incoordenados. Hipersecreção oral. Contratura maxilar. O tratamento de uma crise convulsiva objetiva evitar que a vitima se machuque. Para tal deve-se: Afrouxar as vestes da vítima; Manter sua cabeça lateralizada para favorecer a drenagem da secreção oral e evitar a broncoaspiração. Tentar proteger sua língua com um pano macio; Protegê-la para evitar que se debata contra objetos (o mesmo cuidado é tomado com relação a cabeça). A duração de uma convulsão é muito variável, de alguns segundos a até minutos. A sonolência pós crise é algo comum bem como determinada confusão mental, mantenha a vítima sob vigilância. 2.Lesões Faciais Uma simples inspeção da face sugere a presença de lesões. Deve-se observar a presença de hematomas, deslocamentos ósseos, assimetria das estruturas da face, afundamentos ou saliências. 73

74 Estrutura delicada, possui um sistema de lentes semelhante ao de uma câmera fotográfica. Tem como principal ocorrência acidentes com a presença de corpo estranho na conjuntiva tipo cisco, que podem ser de vários tamanhos e tipos. Os corpos estranhos irritam o olho, o que causa desconforto e lacrimejamento. As lágrimas podem eliminar o corpo estranho, mas em alguns casos pode tornar-se necessário um procedimento de ajuda. Tratamento Lavar a região ocular com água corrente. OBS: lesões oculares onde o corpo estranho apresenta fixo na conjuntiva (transfixantes ou penetrantes) proceder a lavagem em grande quantidade de colírio tipo lágrima e fazer curativo oclusivo. NÃO retirar o corpo estranho. NÃO permitir que a vítima esfregue o olho. As vezes é necessário fazer curativo oclusivo no outro olho NARIZ Lesões nasais que não apresentem sangramento, não requerem tratamento imediato, podendo aguardar avaliação médico e tratamento específico. O mesmo é verdadeiro para acidentes com corpo estranho onde, geralmente a vítima respira pela boca. Não tente fazer a remoção pois isto pode agravar a situação empurrando o corpo estranho para vias mais profundas. Assoar com delicadeza comprimindo a narina não envolvida. Nas lesões sangrantes, também reconhecidos como epistaxe, deve-se tratar com: 74

75 Compressão da(s) narina(s) Cabeça para frente Compressas de gelo na região frontal Nos casos em que a hemostasia não ocorre com o procedimento anteriormente descrito faz-se necessário o tamponamento nasal o que é realizado com gaze embebida em soro fisiológico. OUVIDOS O problema mais freqüente ocorre com crianças que introduzem coisas dentro do conduto auditivo. É comum encontrar-se grãos e objetos pequenos como peças de brinquedo. Outra ocorrência é associada a traumas, onde a vítima apresenta a saída de um liquido soroso ou sanguinolento pelo ouvido, o que requer providenciar atendimento médico logo que possível. Lembrese, este é um sinal que pode estar presente na vitima de fratura craniana lesão crânio-encefálica. Corpos estranhos * Nunca introduza qualquer instrumento ou objeto no ouvido na tentativa de retirar o corpo estranho pois isto pode agravar a situação. O ideal é não tentar retira-lo e assim, que possível, encaminhar o atendimento médico específico. * Na presença de um corpo estranho vivo deve-se pingar algumas gotas de óleo no ouvido e orientar a vítima para deitar com a cabeça virada para o lado afetado, favorecendo assim a saída do inseto. A presença de um corpo vivo no interior do ouvido é algo de extremo incômodo e causa ruído insuportável. BOCA Uma simples observação na cavidade oral é suficiente para detectar possíveis lesões. É importante checar a integridade da mucosa bem como a boa oclusão dentária. 75

76 A maioria dos sangramentos orais tende a coagulação espontânea, não requerendo cuidados especiais. O maior cuidado deve ser a limpeza oral desobstrução das vias aéreas superiores para evitar possível asfixia em vitimas que se encontram inconscientes. MANDÍBULA A mandíbula é uma formação óssea articulada. Assim sendo, são duas as lesões que podem acometer esta região. Luxação têmporo-mandibular (queda do queixo) Técnica A única luxação que pode ser reduzida como conduta em primeiros socorros. Coloca-se a vítima sentada com a cabeça apoiada na parede. O socorrista acomoda seus dedos polegares sobre os molares inferiores da vitima (protegendo as mãos) e os outros dedos no ângulo da mandíbula. Exercer pressão para baixo e para trás como um movimento em alavanca. Repetir a técnica por no máximo 3 veses. Imobilizar a mandíbula (atadura sob a mandíbula). 76

77 Fratura de mandíbula O tratamento básico consiste em imobilização. Caso exista algum ferimento corte contuso, tratá-lo com curativo compressivo. 3. Traumatismo de pescoço Esta região abriga estruturas importantes como vasos sanguineos, tubos ventilatório e digestivo além da porção inicial da coluna vertebral. ESÔFAGO As lesões de esôfago determinam geralmente, dificuldades na deglutição. A conduta consiste em manter jejum e aguardar atendimento médico. Mastigação e Deglutição Os principais vasos sanguíneos da região cervical são: Carótidas Artérias Jugulares Veias Lesões nesses vasos determinam sérias perdas sanguíneas com difícil controle. Características: Hemorragia fazer a hemostasia através de compressão local. Observar sinais de choque hipovolêmico. 77

78 TRAQUÉIA A presença de corpo estranho no orifício traqueal requer condutas adequadas e precisas devido ao provável comprimento ventilatório. A traquéia é o tubo responsável pela condução do ar aos pulmões. Qualquer outra substância que não o ar, grãos ou pequenas quantidades de líquido, que acidentalmente entre no canal traqueal, é suficiente para desencadear o engasgo. Deve-se valorizar a tosse que é o primeiro reflexo mecânico para expulsão do corpo estranho. Quando necessário tentar a remoção mecânica. O estágio de maior comprometimento ventilatório denomina-se asfixia. A vítima apresenta sinais de sufocamento geralmente acompanhado de cianose. Nesses casos, quando as manobras descritas anteriormente não deram resultado, pode-se tentar a manobra de Heimlich já aqui abordada. 4. Traumatismo de coluna CERVICAL A primeira porção da coluna vertebral é denominada coluna cervical. Lesões cervicais podem determinar tatraplegias ou até mesmo a morte. Como todo trauma de coluna, a maioria atinge as vértebras há riscos de lesão na medula espinhal, o que se caracteriza por comprometimentos respiratórios, perda de função neurológica motora como paresias ou paralisias, além de dor local, deformidades ou edemas. O atendimento adequado para vitimas de lesão na coluna vertebral consiste em socorrê-los com técnicas de transporte. Cuidados no transporte de vítimas com suspeita de lesão vertebral: Imobilização da cabeça e pescoço com colar cervical (lesão cervical). Decúbio dorsal em superfície dura. OBS: Movimentar a vitima com muito cuidado para não exercer compressão na medula. Pelo menos quatro pessoas devem transferir a vitima para a maca com movimentos sincronizados (cabeça, pescoço e tórax, quadril e coxas, pernas). 78

79 5. Traumatismo torácico Sinais e sintomas Trauma no local com presença de escoriações ou ferimento corte contuso. Dor que aumenta com os movimentos respiratórios. Dispnéia Ainda podem estar presentes edema e hematoma Tratamento Administrar analgésico Enfaixamento torácico Aplicação de gelo picado. OBS: em caso de dispnéia intensa NÃO deverá ser feito o enfaixamento toráxico. Nestes casos pode-se administrar oxigênio com a vítima na posição sentada e deixá-la em repouso. Lesão pulmonar Sinais e sintomas Dor aguda, tipo pontadas (aumentam com os movimentos respiratórios). Hemoptise Dificuldade respiratória. OBS: lesões pulmonares abertas geralmente apresentam uma característica importante que é um.sangramento com bolhas (espumoso). Nesses casos o curativo deverá ser oclusivo volvular. 79

80 Tratamento Curativo de 3 pontas Analgésico Oxigenoterapia (com vítima na posição sentada) Repouso Complicações Pneumotórax ar na cavidade pleural cujo principal sintoma é a dor local e dispnéia. O pneumotórax pode ocorrer de maneira espontânea, isto é, não estar relacionado a nenhum trauma. Hemotórax sangue na cavidade pleural. A sintomologia geralmente compreende dispnéia e dor. 6. Lesão abdominal A região abdominal é muito susceptível a traumatismos por não possuir proteção óssea. Isto não torna-a vulnerável a complicações por acometimento de órgãos internos (vísceras). Os traumatismos abdominais estão divididos em: Superficiais quando não atingem o peritôneo, apenas pele, subcutâneo, e tecido muscular. Profundas quando lesam o peritôneo e/ou vísceras. Estes traumatismos podem determinar uma evisceração (saída das vísceras pelo orifício do trauma). 80

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