EDUCAÇÃO & MEMÓRIA: SABERES E FAZERES DE MULHERES PARTEIRAS NA REGIÃO SERRANA DE SC

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "EDUCAÇÃO & MEMÓRIA: SABERES E FAZERES DE MULHERES PARTEIRAS NA REGIÃO SERRANA DE SC"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DO PLANALTO CATARINENSE UNIPLAC PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO LINHA DE PESQUISA II - EDUCAÇÃO E PROCESSOS SÓCIO-CULTURAIS E SUSTENTABILIDADE EDUCAÇÃO & MEMÓRIA: SABERES E FAZERES DE MULHERES PARTEIRAS NA REGIÃO SERRANA DE SC LAGES 2008

2

3 ROSANA STUDNICKA LOPES EDUCAÇÃO & MEMÓRIA: SABERES E FAZERES DE MULHERES PARTEIRAS NA REGIÃO SERRANA DE SC Dissertação apresentada como requisito parcial à obtenção do grau de Mestre em Educação. Universidade do Planalto Catarinense UNIPLAC. Programa de Pós-Graduação Mestrado em Educação. Linha de Pesquisa II: Educação, Processos Socioculturais e Sustentabilidade. Orientadora: Prof. Dra. Elizabete Tamanini. LAGES 2008

4 UNIVERSIDADE DO PLANALTO CATARINENSE - UNIPLAC ROSANA STUDNICKA LOPES EDUCAÇÃO & MEMÓRIA: SABERES E FAZERES DE MULHERES PARTEIRAS NA REGIÃO SERRANA DE SC Dissertação apresentada como requisito parcial à obtenção do grau de Mestre em Educação. Universidade do Planalto Catarinense UNIPLAC. Programa de Pós-Graduação Mestrado em Educação. Linha de Pesquisa II: Educação, Processos Socioculturais e Sustentabilidade. Orientadora: Prof. Dra. Elizabete Tamanini. COMISSÃO EXAMINADORA: Prof. Dra. Elizabete Tamanini Orientadora:... Profa. Dra. Marisa Monticelli NFR/UFSC:... Prof. Dra. Zilma Izabel Peixer PPGE Mestrado em Educação UNIPLAC:... LAGES 2008

5 Dedico este estudo: À bisavó Alzira Delfes Barbosa (in memorian), mulher, esposa, mãe e parteira, que foi luz para mulheres e crianças cujas condições de vida encorajavá-as a viver.

6 AGRADECIMENTOS O sentimento de gratidão que acompanha o cumprimento de qualquer etapa de nossa vida seja ela, acadêmica, profissional ou pessoal é o que torna essas passagens mais leves. Neste instante, o que move ao agradecimento é o estímulo, companheirismo e afeto recebido de inúmeras pessoas para o cumprimento dessa caminhada. Em primeiro momento quero agradecer a Sebastião Eliseu Lopes (Zeu), meu amigo, companheiro e esposo, por seu amor, solidariedade, bom humor e paciência; por me substituir como mãe nos tantos momentos que este Mestrado me exigiu, por algumas leituras e comentários sempre preciosos; enfim, não existem palavras ou gestos que possam expressar meus sentimentos e agradecimentos a você. À Gabriela Francisca Studnicka Lopes, minha amada filha, que suportou sem tantas queixas minhas ausências, muitas vezes em momentos importantes de sua vida, mas soubestes ser compreensiva e tenho certeza que adquiriu conhecimentos para o seu futuro. Estarei sempre contigo, te amo. Aos colegas do Mestrado, em especial a você, Mailza, e a Adriana, pelo carinho e ancoramento em momentos cruciais de nossa jornada. Não posso deixar de acarinhar nesse momento minhas colegas e amigas Josilaine (a Jô), Andréia (Dedéia), Jocemara e Mariléia, pelas viagens de estudo. A ANPED ficará para sempre em nossas lembranças. A colega Mestre Professora Ilsen que dentre suas atividades deu-me o privilégio na correção ortográfica deste trabalho. À coordenação do Mestrado, Ana Maria Machado Netto, obrigado por ter me acolhido. Costuma-se dizer que toda dissertação pode ser comparada a um parto. Talvez no meu caso, este dito popular acadêmico seja bem condizente. Seguindo esta analogia, gostaria de agradecer à Professora e Drª Elizabete Tamanini Betinha, por ter me incentivado à gravidez deste tema, por ter me acompanhado em todos os sinais e sintomas de conforto e desconforto desta gestação, responsável pelo trabalho final de parto, posicionando-se como uma parteira firme, mas paciente e carinhosa, conhecedora de manobras, rezas, chás e benzeduras, úteis para trazer à vida este trabalho.

7 5 Agradeço também a Professora e Drª Zilma Isabel Peixer e a Professora Enfermeira, Drª Marisa Monticelli, que participaram da banca de qualificação, pelos valiosíssimos comentários e sugestões que resultou nesta Dissertação. Em especial meu afeto à Fran, Tati, e Ana Paula, Enfermeiras Obstétricas, colegas de trabalho, unidas desde a graduação, que em muitos momentos felicitaram as minhas viagens de estudo, por comungarem das mesmas instigações culturais e pela amizade que nos une. Adoro vocês. Aos meus pais, Irene e Silvio, por terem me ensinado a perseverar, e a lutar pela vida. Aos meus sogros, Eugenia e seu Lopes, enfim irmãos, cunhadas(os), sobrinhos e afilhados, por entender minhas ausências em família. Não posso deixar de agradecer a elas mulheres parteiras que foram protagonistas deste estudo, Dona Santa Barbosa, Dona Nenê, Maria Parteira, Dona Maria de Lurdes e Dona Zulmira, sem as quais esta gestação estaria incompleta e cujas memórias determinaram o registro da história da região serrana de SC. Enfim, penso terem sido necessários todos esses agradecimentos. Às pessoas que tiveram sua importância, mas que aqui não estiveram presentes, peço desculpa. Afinal, a memória nos prega peças, e o que não é recordado, não necessariamente está esquecido. À todos meu muito obrigado.

8 A Educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. PAULO FREIRE

9 RESUMO A Dissertação - Educação & Memória: Saberes e Fazeres de Mulheres Parteiras da Região Serrana de SC tem como objetivo compreender as experiências do ato de partejar destas mulheres que aprenderam com a experiência, este oficio. Transformar tais saberes populares em fonte histórica para o contexto da educação, acessibilizando a outros pesquisadores e estudiosos, constitui em si um dos resultados qualitativos deste trabalho. Esta pesquisa é significativa sob o ponto de vista teórico e metodológico para a área de conhecimento da Educação que transcende a concepção de Ensino. Trata especialmente de categorias da Educação Popular á medida que parte dos saberes e fazeres herdados, acumulados e ressignificados por mulheres que não tiveram acesso ao ensino formal de modo regular; cujas condições sócio-culturais configuravam um quadro de desigualdade elevada. O nosso grande encontro nesta dissertação foi com estas mulheres corajosas e destinadas a tomar conta de vidas. Falamos de destinadas, pois tiveram que assumir muito cedo a responsabilidade social de aprender para cuidar aprender para ajudar a parir, a partejar. Quando analisamos o contexto sócio-cultural tem-se uma leitura de que pouco restava naquela situação para optarse por outras coisas. Por outro lado, mesmo em mundos projetados para um certo fim, estas mulheres e muitas outras que se foram permitiram que a coragem, a curiosidade e o desejo suplantassem o destino já apontado pelas circunstâncias da vida. Muitas delas, compreendendo a função de parteira como inspiração simbólica, como um dom divino ou ainda como se fosse uma predestinação para ser. Outras misturam o divino com a tradição, com as heranças de outras mulheres que praticavam em passados distantes o ato de partejar. Também nessa tessitura estão presentes a idéia da responsabilidade pelo outro, o cuidado e a necessidade de interferir no mundo enquanto sujeitos e protagonistas. Palavras-chave: educação, educação popular, mulheres parteiras, saberes e fazeres.

10 ABSTRACT The present study Education and memory: knowledge and work of Midwives living in the Mountain region of S.C aims at recording narratives of there women in order to incorporate their knowledge to the educational context. These reports may lean to new approaches to reflect about education and its interface with the local knowledge and action of the learning process concerning to theact of giving birth to children. The methodological approach took into accorent an ethnographic research based on the oral history suggested sy Delgado (2006). The information was collectial through semi-structured in tenrews and observation during the data collection. The discussion in the present work, rescues the most relevant aspects of the experience of five midwives (age varying from 64 to 100 years olla) who have been giving birth to kindred s of children in the region. The results of the study suggest that other studies should be carried out to deep and at value the identity and culture of men and women what construct the history of region. The study is concluded analyzing the common characteristics of the women subject of this research. Keywords: education, midwives, the eat of giving birth to children, knowledge and work.

11 LISTA DE SIGLAS ACS Agente Comunitário de Saúde AMURES - Associação dos Municípios da Região Serrana CNS Conselho Nacional de Saúde COHAB Conjunto Habitacional CORE N Conselho Regional de Enfermagem FHMCPHFR Fundação Hospitalar Municipal de Correia Pinto Hospital Faustino Riscarolli HGMTR Hospital Geral e Maternidade Tereza Ramos NFR Enfermagem PPGE Programa de Pós-Graduação em Educação PSF Programa Saúde da Família SC Santa Catarina SUS Sistema Único de Saúde UFSC Universidade Federal de Santa Catarina UNIPLAC Universidade do Planalto Catarinense UNISUL Universidade do Sul de Santa Catarina

12 LISTA DE FIGURAS FIGURA 01 - Representação cartográfica dos municípios da região da AMURES - em destaque os municípios pesquisados...24 FIGURA 02 - Santalina Anacleto da Silva Barbosa (dona Santa Barbosa tia Santa)...49 FIGURA 03 - Mailza abraçada em dona Nenê...53 FIGURA 04 - Maria de Lurdes Küster Scheleder...59 FIGURA 05 - Zulmira Rodrigues de Jesus...68

13 SUMÁRIO FOLHA DE APROVAÇÃO...02 DEDICATÓRIA...03 AGRADECIMENTOS...04 EPÍGRAFE...06 RESUMO...07 ABSTRACT...08 LISTA DE SIGLAS...09 LISTA DE FIGURAS...10 INTRODUÇÃO...13 I MOMENTO 1.1 O SABER E O FAZER DO PARTEJAR: DA MINHA VIDA AO ENCONTRO COM AS MULHERES PARTEIRAS O MESTRADO...21 II MOMENTO 2.1 O SABER E O FAZER DO PARTEJAR: DOS OBJETIVOS A METODOLOGIA OS CAMINHOS E AS APRENDIZAGENS O APRENDER AO CAMINHAR: AGULHAS NO PALHEIRO A Procura - Os Trajetos - Os Caminhos...34 III MOMENTO A EDUCAÇÃO SE FAZ AO CAMINHAR: ATUAÇÃO DAS MULHERES PARTEIRAS - UM POUCO DA HISTÓRIA UM POUCO DE HISTÓRIA...36

14 3.2 ATUAÇÃO DAS MULHERES PARTEIRAS...40 IV MOMENTO 4.1 OS SABERES, O CUIDADO E A TROCA: O PARTO NA VOZ DAS MULHERES PARTEIRAS...47 V MOMENTO EDUCAÇÃO & MEMÓRIA: CONVERSAS E TESSITURAS SOBRE OS SABERES E FAZERES DE MULHERES PARTEIRAS...72 FINALIZANDO O CAMINHAR, O PARTEJAR...80 REFERÊNCIAS...82 APÊNDICE...87

15 13 INTRODUÇÃO O presente estudo socializa a trajetória acadêmica percorrida a partir do ingresso no Curso de Mestrado em Educação da Universidade do Planalto Catarinense. Traz, em forma de escrita, memórias de mulheres parteiras que, a partir de relatos de suas histórias, materializam saberes e fazeres, apreendidos na vida e com a vida. Para organizar nossas estruturas de análises recorremos a um conceito muito usado pelas parteiras o momento. Para as nossas protagonistas o nascimento é um dos momentos mais importantes da vida no mundo. Assim, faz sentido chamarmos a nossa organização da pesquisa também de momentos. O I momento com o título: O Saber e o Fazer do Partejar: da Minha Vida ao Encontro Com as Mulheres Parteiras narra em forma de memorial à trajetória acadêmica, buscando fios e memórias da infância ao processo de escolarização - formação e atuação profissional. A incursão no Mestrado em Educação UNIPLAC passa a ser um divisor de águas em relação a minha postura acadêmica. Fui aprendendo a ler e a escrever naquilo que o mestre Paulo Freire ressalta, aprendi a ler o mundo e do mesmo modo passei a compreendêlo de forma mais complexa. Sinto que o tempo todo estou aprendendo, mas vivo com um sentimento de extremo desconforto por compreender que com a educação podemos fazer uma pequena parte para melhorar o mundo lido. No II Momento apresentamos O Saber e o Fazer do Partejar - dos objetivos àmetodologia - os caminhos e as aprendizagens, documentando as narrativas de mulheres parteiras que ainda vivem na região serrana de SC, adotamos como metodologia nas narrativas, o suporte filosófico e social para as reflexões e análises na história oral. Estiveram presentes na pesquisa mulheres parteiras com idade entre setenta a noventa e oito anos de idade, residentes em diferentes municípios da região da AMURES Associação dos Municípios da Região Serrana de SC. Na construção das narrativas buscamos entender o que significavam as práticas femininas a respeito do nascimento, de que forma aconteciam, onde partejavam o cuidado com as mulheres que atendiam, do conhecer e o entender.

16 14 O III momento desta produção, com o título A Educação se faz ao caminhar: atuação das mulheres parteiras: um pouco da história, problematizamos a inexistência da produção historiográfica em educação e apontamos possibilidades de novos estudos que contribuam com uma nova reconfiguração de estudos regionais. Nesse contexto problemático, a opção discursiva foi destacar alguns pontos nevrálgicos para que, em estudos futuros, se tenha maior compreensão destas complexidades. Ainda destaca um pouco da história do ato de partejar historicamente trazendo reflexões acerca da mulher na sociedade. Os saberes, o cuidado e a troca: o parto na voz das mulheres parteiras é o IV momento deste trabalho, onde procura dar visibilidade às narrativas gravadas durante as visitas realizadas. Nesse momento as cinco mulheres parteiras que compuseram o cenário da pesquisa contam como aprenderam a arte de partejar, os caminhos trilhados para auxiliar no momento do nascimento, a experiência vivida por cada uma delas, o uso de ervas medicinais, orações, benzimentos e suas crenças para que tudo ocorresse bem no momento do parto. No V momento, trata-se da Educação e memória: conversas e tessituras sobre os saberes e fazeres de mulheres parteiras Dona Santa, uma mulher cheia de saberes e conhecimentos, aos cem anos de vida declara ter vivido muita coisa. Coisas boas encantadas especialmente pela difícil tarefa de ajudar a pôr no mundo muitas crianças, Numa época onde a situação social e econômica era demais da conta perversa nestas regiões onde fazia e faz ainda muito frio, parecendo que para morar nestes campos, o campo de fato era o mundo rural, alimentados pelo vento minuano, geadas e a neve as condições de vida não deveriam ser as melhores possíveis. Dona Nenê, noventa e dois anos de idade como Dona Maria Parteira, sessenta e três anos, Dona Maria Dolores, setenta e nove anos e Dona Zulmira com noventa e dois anos, sabiam e viveram tentando compreender que a vida que lhes era oferecida era a única possível, mas por coragem desviaram o caminho por outros atalhos, entrando assim, em um universo que em nossa região continuam sendo silenciados. Estas mulheres demarcaram novos espaços cuja aprendizagem está posta nas palavras, nos objetos, gestos, na cultura familiar, nas memórias pessoais e coletivas que por ora e às vezes se esvai pelo adiantado do tempo.

17 15 I MOMENTO 1.1 O SABER E O FAZER DO PARTEJAR: DA MINHA VIDA AO ENCONTRO COM AS MULHERES PARTEIRAS Ontem um menino que brincava me falou Ele é semente do amanhã para não ter medo que este tempo vai passar Não se desespere e nem pare de sonhar Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar Fé na vida, fé no homem, fé no que virá nós podemos tudo nós podemos mais Vamos lá fazer o que será (Gonzaguinha) Nasci no hospital de São Joaquim no dia 23 de outubro de 1973, de parto normal, assistida por uma parteira. Esta parteira atendia aos nascimentos em várias localidades próximas dali. Com a construção do hospital, foi chamada para atuar no mesmo. Residíamos em Bom Jardim da Serra, sendo então o hospital de São Joaquim a referência para a região. No primeiro ano de vida tive muitos problemas de saúde a serem diagnosticados. Minha mãe, sem entender ou ter experiência, precisava deixar meu irmão e me levava ao farmacêutico em Criciúma. Ela sempre conta que tinha medo de descer a serra do Rio do Rastro, sendo que na maioria das vezes, descíamos de carona. Meu pai trabalhava em uma serraria e ganhava muito pouco, o que dificultava as condições de vida em muitos sentidos. Quando eu tinha cinco anos de idade, meu pai conseguiu emprego na então denominada: Fábrica de Papel e Celulose Olinkraft em Otacílio Costa, hoje pertencente ao grupo Klabin 1. Mudamos para Otacílio Costa em cima de uma caçamba e tivemos muitas dificuldades com os poucos utensílios que possuíamos. Não tínhamos casa para morar, e, no primeiro mês de trabalho de meu pai, ficamos morando com uma tia, irmã de minha avó paterna. Após este período, passamos a viver como nômades, sempre fazendo mudanças, pois morávamos em casa de aluguel. Éramos três irmãos e a situação se agravou quando, com sete anos, comecei a ter crises de asma. Minha mãe entrava em desespero, pois sempre que 1 Klabin indústria de produção de celulose e papel através do uso de pinus eliote para transformar em papel, na década de 60, ocorrendo o marco da extinção da araucária.

18 16 conseguia fazer uma pequena economia para comprar um lote e construir nossa casa tinha que gastar com medicamentos. Outro agravante era eu conseguir acompanhar o ano letivo pela dificuldade de deslocamento. Eu tinha que caminhar 3 km, o que acabava desencadeando crises de falta de ar, por isso parava várias vezes pelo caminho para usar minha bombinha de remédio para acalmar-me. Às vezes, faltava na aula, principalmente no inverno, em função da crise de asma e infecções pulmonares. Mas, aos poucos, fui superando e me recuperando. Gostava de estudar e pude ir dando conta das coisas dentro das próprias limitações pessoais, sociais e do tempo. Com o passar dos anos conseguimos comprar nossa casa. Minha saúde melhorou e comecei a estudar na Escola Nossa Senhora de Fátima, onde fiz parte da primeira turma da 2ª série. Era uma escola estadual nova, inaugurada no ano de 1982 e ficava perto da nossa casa. Logo cheguei até a oitava série, em 1988, e após a formatura acabei ficando muito triste, pois meu pai disse que para eu ser uma dona de casa e para as funções de cozinhar, lavar e cuidar de criança, já tinha estudado muito. Eu ignorei estas afirmações. Peguei meus documentos, sem que meus pais soubessem, e fui com uma amiga até o Colégio Elza Deeke, o mesmo colégio em que cursei o primeiro ano primário, e fiz minha matrícula para o segundo grau. Na época, já havia certa afinidade com o ato de cuidar dos nossos vizinhos que eram idosos, pois sempre que adoeciam eu estava lá, cuidava deles, pernoitava em suas casas e administrava seus medicamentos conforme a receita do médico. Algum tempo depois, surgiu a vontade de fazer o Curso Técnico em Enfermagem. Então, pedi a meu pai para ir estudar em Lages. Ele ficou furioso e disse: Filha minha nunca vai estudar em Lages porque a maioria das meninas chegam com o diploma antes da hora grávidas. Também não dispunha de recursos e dinheiro para manter meus estudos e viagens. Foi então que arrumei um emprego em uma farmácia. Ganhava pouco, mas guardava tudo para estudar. Um dia, a proprietária da farmácia perguntou se eu queria, ou gostaria de trabalhar em hospital, pois havia uma vaga para a qual, ela incentivara a filha, que não quis o trabalho. Aceitei na hora e não pensei em mais nada do que eu estava fazendo. Então, meu pai acompanhou-me até a cidade de Trombudo Central. Conhecemos o hospital e ele conversou com a Irmã (eram freiras evangélicas da ordem Luterana do Brasil, que se responsabilizaram por mim), e eu fiquei no internato do hospital. Fui contratada como auxiliar de serviços gerais, (para auxiliar onde fosse necessário, desde cozinha central, limpeza, em qualquer local que fosse solicitada). Ajudava a dar banho nos pacientes, limpava as comadres e papagaios (objetos em aço inox, usado para eliminações

19 17 fisiológicas, como urina e fezes), auxiliava os pacientes acamados no banho nas excreções fisiológicas e alimentação. Neste tempo haviam algumas colegas que, durante o plantão noturno e finais de semana, me ensinavam a ver sinais vitais (verificar pressão arterial, pulso, respiração e temperatura), fazer injeções, introduzir soro na veia, afiar agulhas, enrolar ataduras, lavar, secar e passar talco nas luvas. Tudo isto acontecia quando a Irmã não estava por perto. Após três meses de trabalho, para minha alegria, fui promovida à Atendente de Enfermagem. Até aquele momento eram poucos profissionais de enfermagem que possuíam algum tipo de qualificação, chamado de Prático em Enfermagem. Em 25 de junho de 1986 sob a Lei N o 7.498, regulamenta esta atividade Profissional, Art.2 o A Enfermagem e suas atividades somente pode ser exercida por pessoas legalmente habilitadas e inscritas no Conselho Regional de Enfermagem com jurisdição na área onde ocorre o exercício, Fazendo parte da equipe de Enfermagem: o Enfermeiro com nível superior, o Técnico de Enfermagem com formação de nível médio e o Auxiliar de Enfermagem conforme COREN SC (2008 p.46). A sensação foi melhor que receber o primeiro salário. Neste período, privei-me de uma série de confortos pessoais para poder ter recursos para fazer o curso técnico de enfermagem. Aproveitei muito destes momentos para aprender. Queria ver e aprender tudo. Lembrarei sempre da cena do primeiro parto que assisti. A Irmã chegou e disse que eu era muito nova para estar ali, naquele local. Nesse hospital, tinha uma médica muito querida que sempre conversava comigo e me dizia: Spud (ela fazia relação do meu nome com o 1º foguete, o Sputnik, e, por isso me chamava de Spud) vai estudar, menina, tu és muito jovem. Dizia assim: Daqui a alguns anos, ninguém vai poder trabalhar como atendente de enfermagem. Nesta época já havia determinação do COREN - Conselho Regional de Enfermagem e o prazo de dez anos a partir de 1986, para todos os práticos em Enfermagem se qualificarem. No dia que você for estudar e voltar, talvez não tenha mais nenhuma das tuas colegas por aqui. Na época eu tinha dezesseis anos. Avalio que esta caminhada fez meu pai perceber que, de fato, minha busca estava correta. Resolveu fazer minha matrícula no Colégio Estadual Aristiliano Ramos, em Lages, e segui adiante. Cursei o Técnico de Enfermagem em 1991 e, já com saberes e práticas acumuladas, pude compreender e absorver com mais intensidade os ensinamentos do curso técnico em enfermagem. No ano de 1993, prestei prova na prefeitura de Otacílio Costa para uma vaga de Técnico em Enfermagem, sendo classificada em primeiro lugar. Logo tive que assumir a

20 18 função na Unidade de Saúde (postinho) e assim, as mamadas de minha filha aconteciam lá, no meu local de trabalho, pois faziam poucos dias que minha filha havia nascido. Três meses após eu estar trabalhando na Unidade Básica de Saúde do bairro Fátima, foi inaugurado o Hospital Santa Clara. Faltavam profissionais para o período noturno, o que motivou a minha entrada neste Hospital, onde atuei por oito anos e meio em todas as clínicas, com um maior período na cirúrgica e obstétrica. Algumas vezes, no período noturno, quando chegavam gestantes, elas me olhavam e diziam: Nossa! Tu és uma menina! Eu fico com vergonha de ter que ficar assim, só com essa camisola e eu respondia: Sou mãe e já passei por este momento. Assim, conseguia obter a confiança dessas mulheres, pois era orientada a chamar o médico somente quando estivessem aparecendo os cabelinhos do bebê. Havia um compromisso muito grande, pois elas necessitavam de apoio e incentivo naquele momento de suas vidas, porque o hospital e o médico não permitiam a presença de acompanhante. Então, era a enfermagem que fazia esse papel. O papel do cuidado, do saber cuidar, que Leonardo Boff descreve em sua obra. Aprendi muito com estes momentos. Foi gratificante poder assistir a cada nascimento, na sala de parto, no próprio pré-parto. Certa ocasião, não deu tempo de a mãe sair de dentro do carro. Então foi lá mesmo que fizemos o parto e segurei aquele ser humano completamente indefeso, que chegava ao mundo às pressas, parecia um anjinho! Nesse processo de construção profissional, eu sabia que deveria ir buscar mais fundamentação e que eu deveria compreender o ser humano na sua complexidade. No ano de 1997, quando a UNIPLAC ofereceu o curso de Ciências Biológicas, prestei o vestibular, fui aprovada e comecei a cursar Biologia. Mas não recebi apoio da instituição onde eu trabalhava, por não ser um curso voltado para saúde, e acabei tendo que desistir do mesmo. Após três anos, abriu o Curso de Enfermagem nesta mesma instituição. Fiz novamente o vestibular e fui selecionada. Durante o Curso de Graduação, muitas dificuldades: primeira turma, poucos livros disponíveis, os campos de estágios ainda não consolidados, alguns preconceitos em relação à área e ao profissional enfermeiro(a), coisas construídas no caminhar e na prática com vidas e saúde, que, aos poucos, foram e estão mudando. Durante esse período houve muitas atividades de campo, levando-nos a refletir com mais cuidado sobre saúde da família, educação e saúde, cuidar e ser atuante na comunidade, conhecendo e convivendo com as pessoas, de integrar as famílias e sentir suas necessidades e realidades, temas que passaram a

21 19 fazer parte de nossas observações e reflexões, mas ainda sem muitas condições de análises e aprofundamentos teóricos. Com a intenção de aprofundar estas questões, ingressei para especialização em Saúde da Família, extensão UNISUL/UNIPLAC. Concluí a graduação em 2004 e em 2006 terminei a Especialização em Saúde da Família. Com este trabalho, pude perceber o quanto alguns conceitos e práticas estavam longe das políticas públicas e da sociedade de um modo geral. O trabalho de saúde e educação ainda está muito distante das qualidades necessárias e da humanização do Sistema Único de Saúde. A cultura da medicina curativista é muito forte nas pessoas. A comunidade continua indo ao posto em busca de remédios, receitas de remédios controlados e exames. Segundo Czeresnia (2003 p.45), as ações preventivas definem-se como intervenções orientadas a evitar o surgimento de doenças específicas, reduzindo sua incidência e prevalência nas populações (...). Seu objetivo é o controle da transmissão de doenças infecciosas e a redução do risco de doenças degenerativas ou outros agravos específicos. Para cuidar da saúde não basta apenas fazer exames preventivos ou seguir corretamente o tratamento médico, mas entender, como explicita Zampieri (2001), que numa ação humanística, a educação é vista como uma forma de intervenção no mundo, que contribui para a construção da autonomia do ser humano e do processo de vir-a-ser, ou seja, onde o ser humano interage com o meio em que convive e esse meio com o mundo. Neste sentido, ressalta Freire (1997 p.11): que mulheres e homens, seres históricosociais, tornamo-nos capazes de comparar, de valorar, de intervir, de escolher, de decidir, de romper, e, por tudo isso fizemo-nos seres éticos. Sendo, então, a educação um processo histórico, dinâmico onde quem ensina aprende e quem aprende, ensina. A área da Saúde compreendida nesta concepção humanista propicia essa troca mútua de conhecimentos e saberes, crenças, culturas e valores entre a comunidade e os profissionais da saúde. Assim a saúde está relacionada com a vida, com a compreensão de si e sobre si e o mundo. Os seres humanos necessitam da interação, relação com o outro e com a educação, conceito intrínseco a cultura construída historicamente, como salienta Monticelli: É importante que se entenda as práticas de saúde como fenômenos sociais. Sabe-se que, incluindo-se neste macro contexto, torna-se difícil (mas não impossível), separa as atividades do fazer, das atividades do pensar. É esta dicotomia que precisa ser revista e transformada, para que ações educativas em saúde caminhem para a mudança do comportamento de todos os indivíduos (profissionais e clientes) na busca da cidadania possível. A educação precisa ser encarada como um processo que só acontece no convívio social (1994 p.09).

22 20 Baseando-me nos pressupostos anteriormente apontados, que postulam Educação e Aprendizagem, como práticas interativas, entende-se que os profissionais que atuam com Saúde e Educação necessitam de formação e capacitação permanente. Falamos da concepção de profissão e profissional que considera que o ser humano deveria compreender a educação como um ato humanizador produtor de saberes, valores e que assumisse para si a condição da vida e da cultura. Todavia, com base nas realidades estudadas, teremos que trilhar longos caminhos, para alcançar o que preconiza Freire: O passado acompanha o presente, persegue as novas formas de entender o mundo e torna o processo de desvelamento (retirada dos véus) cheio de encruzilhadas, de avanços e retrocessos, voltamos a afirmar, irreversível. É um processo contínuo e infinito, quanto mais conscientizamos nos tornamos, mais capacitados estamos para ser anunciadores e denunciadores, graças ao compromisso de transformação que assumimos (1980 p.28). Nesta caminhada, minha trajetória profissional vem sendo construída, todavia com aquela sensação de estar sempre faltando muita coisa. Tentando compreender estas ausências, ingressei na Especialização em Enfermagem Obstétrica, oferecida pelo Ministério da Saúde em parceria com Universidade Federal de Santa Catarina, em Concluí a especialização com um estudo mais aprofundado sobre assistência à mulher no ciclo gravídico puerperal, em 2006, orientada pela Profª. Dra. Marisa Monticelli, com o título: A Inserção da Enfermeira Obstetra na Atenção ao Parto no Brasil. Este ensaio traz uma abordagem histórica sobre as parteiras até o surgimento da Enfermeira Obstetra, profissional que hoje se faz presente em várias instituições hospitalares. No Hospital Geral e Maternidade Tereza Ramos, neste mesmo período, fiz processo seletivo para ocupar o cargo de Enfermeira Obstetra. Também neste momento eu já estava cursando o Mestrado em Educação da Universidade do Planalto Catarinense/UNIPLAC. Enfim, a vida dá muitas voltas e, às vezes, o sonho sonhado não é conquistado, mas sim, transformado. Schopenhauer nos ajuda a compreender estes dilemas: Enquanto vivemos, nos sentimos levados por uma força interior a que não conseguimos resistir, que nos dita o que é normal, nos faz decidir os rumos de nossa vida e traça nosso caráter. É o destino, embora visto a posteriori, quando percebemos que seguimos um caminho que tínhamos que seguir para terminar sendo o que somos. Não se trata de um destino que pode ser descoberto a priori, na palma da nossa mão, ou no desenho das cartas de baralho. No entanto, alguma coisa foi escrita para nós, cegamente, sem finalidade, e nossos atos a tornam clara. Quando pensamos em tudo que fizemos ao longo de nossa vida, vemos um caminho traçado por decisões que acabam revelando o nosso caráter mais íntimo.

23 21 Não o conhecíamos antes. Chegamos a conhecê-lo a posteriori (JORNAL DC, 2006 p.02). Diante deste processo de construção tentando compreender estas inúmeras realidades, cada vez mais, fica evidente que a transformação social, cultural e educacional passará a ser entendida como resultado da ação e reflexão dos homens e das mulheres sobre a realidade. Através da práxis teoria e prática do ser humano conscientizado, é que acontecerá a transformação; muitas vezes, gritante, palpável e muito visível; outras vezes, tímida, subliminar e demorada (SAUPE, 1998 p.256). Tendo como pressupostos, reflexões teóricas e práticas vivenciadas durante toda a minha trajetória de formação, compreendo com mais profundidade a análise de Bordenave (1996), quando ele diz que a realidade é algo inacabado, que pode ser melhorado. Esta perspectiva para a compreensão da realidade é que despertou em mim a necessidade de atuar (conhecer mais profundamente) a área de Educação. Atuar na construção de novos saberes e conhecimentos e, ao mesmo tempo, contribuir com a formação dos profissionais de Saúde, com vistas à ação humanizadora. Para Paulo Freire, esta ação exige apreensão da realidade, não para nos adaptarmos a ela, mas para transformá-la, para nela intervir, recriando-a (1987 p.77). Educar não significa adestrar, mas desenvolver a capacidade de aprender como sujeito crítico, epistemologicamente curioso, que constrói o conhecimento do objeto ou participa de sua construção. Ninguém nasce feito. Vamo-nos fazendo, aos poucos, na prática social de que tomamos parte, construindo a nossa própria libertação (FREIRE, 1993:88). 1.2 O MESTRADO O primeiro passo foi de curiosidade e expectativa. Seria esse o exato momento de cursar um Mestrado? Onde? Em que área? Dúvidas pairavam nos pensamentos até o momento de decidir e enfrentar o processo seletivo do Mestrado em Educação, e seria uma oportunidade para aprofundar mais na Área da Educação, pois ser profissional em Saúde é ser educador e cuidador. Passamos um bom tempo profissional orientando, educando as pessoas para que tenham saúde ou para que recuperem a mesma, sendo educador, mas para Brandão (2005 p.69), podemos estar ou não conscientes disso, mas cada troca de palavras, de gestos, e de serviços com outra pessoa, costuma ser também um momento de ensino-aprendizagem. Eram muitas as angústias. Seria possível alguém da área da Saúde ser aprovado no processo seletivo de um Mestrado em Educação? Enfim, iniciou-se mais um desafio. Folder na mão, a corrida atrás dos artigos e livros solicitados para a prova escrita. Entre um intervalo

24 22 do trabalho e do curso de especialização em Obstetrícia, muita leitura, autores que não me eram conhecidos, mas algumas leituras gostosas despertavam a curiosidade para ir além. Então, realizou-se a prova escrita, entrevista e a surpresa de ser selecionada. Foi assim que se deu minha inserção no Mestrado em Educação/Uniplac em Um grande desafio a ser conquistado e compreendido, mais uma profissional da saúde que passa a pensar a Educação e Pesquisa mais profundamente. Conhecer novos estudiosos que se relacionam com a Educação até então pouco conhecidos por mim: Karl Marx, Anísio Teixeira, Dermeval Saviani, Paulo Freire, Mauricio Tragtemberg, Antonio Gramsci, Hanna Arendt, e outros como Benard Charlot e Miguel Arroio com os quais tive o privilégio de conversar pessoalmente. O grande receio era o de me expressar de forma equivocada. Afinal, eram muitas concepções, muitas idéias, leituras e debates. A maior dificuldade ficou com a escrita. Como organizar as idéias e expressá-las em documentos acadêmicos? A linguagem agora havia mudado muito. Os argumentos não poderiam vir sem fundamentação, sem coerência teórica. Mas como dar conta de tudo isto quando a nossa tradição escolar pouco ou nada incentivou para estas práticas? Esse vem sendo o nosso grande drama, escrever sobre algo de que gostamos, desejamos e pesquisamos, porém, como descrevê-los? Como narrá-los? Aos poucos, fomo-nos atrevendo a falar, a pensar de outros jeitos e a começar a pensar que deveríamos escrever também saberes e conhecimentos de forma qualitativa e comprometida a ser compreendidas por muitos. As disciplinas, os encontros nos deram possibilidades para sairmos do lugar comum e buscar outras reflexões. As aulas de Conhecimentos e Saberes sempre deixavam um gosto de quero mais, as dúvidas que se colocavam com relação ao objeto de pesquisa, caminhos idos e vindos. Numa das aulas da Profª. Drª Elizabete Tamanini, falava-se de identidades, saberes e fazeres usando como exemplo uma árvore e daí as relações com nossas origens, nossas raízes, nossas marcas. Segundo a Professora, o conhecimento que construímos e socializamos, a postura profissional que adotamos e a pesquisa que realizamos nunca são desinteressadas e distanciadas destes traços, desses valores, dessas ideologias construídas ao longo da história. Assim, a escolha de uma problemática deve estar intrinsecamente relacionada às nossas histórias de vida e o que desejamos para o mundo. Foi neste momento que tomei a decisão de pesquisar sobre o as memórias de mulheres que atuaram como parteiras. Neste momento, eu ainda não sabia que minha bisavó, avó - a nona de minha mãe havia sido parteira. Depois desta descoberta, passei a perceber que, além de eu ser enfermeira obstetra, descobrira que havia algo muito próximo presente em minha história de vida e isso foi o que me impulsionou a pesquisar sobre os saberes e fazeres de mulheres parteiras na região serrana de SC, suas

25 23 trajetórias, suas experiências de aprendizagens e a socialização destes conhecimentos para outras mulheres. Nossa busca se deu através do contato direto com mulheres que ainda estão presentes nesta região.

26 24 II MOMENTO 2.1 O SABER E O FAZER DO PARTEJAR: DOS OBJETIVOS A METODOLOGIA OS CAMINHOS E AS APRENDIZAGENS Oração de São Bartolomeu Senhor São Bartolomeu, se vestiu e se calçou, seu caminho bendoiu. Por onde vai senhor São Bento? Vou em busca de vós senhor. Tu comigo não irá. Tu na casa do fulano ficará. Na casa que vós estiverdes não morrerá mulher de parto nem menino de abafo, nem fogos levantais. Paz, dom, misericórdia. (In: Marília Largura) A cartografia abaixo é um ensaio na tentativa de registrar nossos caminhos percorridos na pesquisa à procura de mulheres parteiras da serra catarinense - protagonistas do nosso trilhar acadêmico. Correia Pinto FIGURA 01 - Representação cartográfica dos municípios da região da Legenda = AMURES - em destaque os municípios pesquisados = Localização dos municípios da Região da AMURES pesquisados Fonte: em 20/11/2007.

Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão. Jorge Esteves

Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão. Jorge Esteves Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão Jorge Esteves Objectivos 1. Reconhecer que Jesus se identifica com os irmãos, sobretudo com os mais necessitados (interpretação e embora menos no

Leia mais

CIDADANIA LEGAL: DESAFIO E ENFRENTAMENTO DA FORMAÇÃO DE LIDERANÇA SOCIAL NA CIDADE DE LAGES, SC.

CIDADANIA LEGAL: DESAFIO E ENFRENTAMENTO DA FORMAÇÃO DE LIDERANÇA SOCIAL NA CIDADE DE LAGES, SC. CIDADANIA LEGAL: DESAFIO E ENFRENTAMENTO DA FORMAÇÃO DE LIDERANÇA SOCIAL NA CIDADE DE LAGES, SC. Neusa Maria Zangelini - Universidade do Planalto Catarinense Agência Financiadora: Prefeitura de Lages/SC

Leia mais

Grasiela - Bom à gente pode começar a nossa conversa, você contando para a gente como funciona o sistema de saúde na Inglaterra?

Grasiela - Bom à gente pode começar a nossa conversa, você contando para a gente como funciona o sistema de saúde na Inglaterra? Rádio Web Saúde dos estudantes de Saúde Coletiva da UnB em parceria com Rádio Web Saúde da UFRGS em entrevista com: Sarah Donetto pesquisadora Inglesa falando sobre o NHS - National Health Service, Sistema

Leia mais

Para gostar de pensar

Para gostar de pensar Rosângela Trajano Para gostar de pensar Volume III - 3º ano Para gostar de pensar (Filosofia para crianças) Volume III 3º ano Para gostar de pensar Filosofia para crianças Volume III 3º ano Projeto editorial

Leia mais

Concurso Literário. O amor

Concurso Literário. O amor Concurso Literário O Amor foi o tema do Concurso Literário da Escola Nova do segundo semestre. Durante o período do Concurso, o tema foi discutido em sala e trabalhado principalmente nas aulas de Língua

Leia mais

RELACIONAMENTO TERAPÊUTICO ENTRE ENFERMEIRO E PACIENTE TRANSPLANTADO CARDÍACO: FORÇA VITAL PARA A HUMANIZAÇÃO

RELACIONAMENTO TERAPÊUTICO ENTRE ENFERMEIRO E PACIENTE TRANSPLANTADO CARDÍACO: FORÇA VITAL PARA A HUMANIZAÇÃO RELACIONAMENTO TERAPÊUTICO ENTRE ENFERMEIRO E PACIENTE TRANSPLANTADO CARDÍACO: FORÇA VITAL PARA A HUMANIZAÇÃO O transplante cardíaco é uma forma de tratamento para os pacientes com insuficiência cardíaca

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

Histórias de. Comunidade de Aprendizagem. Histórias de Comunidade de Aprendizagem 1

Histórias de. Comunidade de Aprendizagem. Histórias de Comunidade de Aprendizagem 1 Histórias de Comunidade de Aprendizagem Histórias de Comunidade de Aprendizagem 1 Introdução O projeto Comunidade de Aprendizagem é baseado em um conjunto de atuações de êxito voltadas para a transformação

Leia mais

All You Zombies. Baseado no conto original de Robert A. Heinlein, All You Zombies, 1959. Versão Portuguesa, Brasil. Wendel Coelho Mendes

All You Zombies. Baseado no conto original de Robert A. Heinlein, All You Zombies, 1959. Versão Portuguesa, Brasil. Wendel Coelho Mendes All You Zombies Wendel Coelho Mendes Versão Portuguesa, Brasil Baseado no conto original de Robert A. Heinlein, All You Zombies, 1959 Esse conto é minha versão sobre a verdadeira história de All You Zombies,

Leia mais

O Renal é um ser humano como todos e tem seu direito de ser respeitado e não ter vergonha de ser renal. Jaderson

O Renal é um ser humano como todos e tem seu direito de ser respeitado e não ter vergonha de ser renal. Jaderson Jaderson é um garoto de 11 anos, portador de insuficiência renal crônica, paciente do Serviço de Hemodiálise Pediátrica do Hospital Roberto Santos em Salvador-BA. É uma criança muito inteligente e talentosa,

Leia mais

PESQUISA DIAGNÓSTICA - SISTEMATIZAÇÃO. - Sim, estou gostando dessa organização sim, porque a gente aprende mais com organização das aulas.

PESQUISA DIAGNÓSTICA - SISTEMATIZAÇÃO. - Sim, estou gostando dessa organização sim, porque a gente aprende mais com organização das aulas. ESCOLA MUNICIPAL BUENA VISTA Goiânia, 19 de junho de 2013. - Turma: Mestre de Obras e Operador de computador - 62 alunos 33 responderam ao questionário Orientador-formador: Marilurdes Santos de Oliveira

Leia mais

0 21 anos: Fase do amadurecimento biológico 21 42 anos: Fase do amadurecimento psicológico mais de 42 anos: Fase do amadurecimento espiritual

0 21 anos: Fase do amadurecimento biológico 21 42 anos: Fase do amadurecimento psicológico mais de 42 anos: Fase do amadurecimento espiritual Por: Rosana Rodrigues Quando comecei a escrever esse artigo, inevitavelmente fiz uma viagem ao meu passado. Lembrei-me do meu processo de escolha de carreira e me dei conta de que minha trajetória foi

Leia mais

Marlon (Espírito) Psicofonia compilada por Maria José Gontijo Revisão Filipe Alex da Silva

Marlon (Espírito) Psicofonia compilada por Maria José Gontijo Revisão Filipe Alex da Silva Comunicação Espiritual J. C. P. Novembro de 2009 Marlon (Espírito) Psicofonia compilada por Maria José Gontijo Revisão Filipe Alex da Silva Resumo: Trata-se de uma comunicação pessoal de um amigo do grupo

Leia mais

CONSTRUÇÃO DA DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL OU NOS ANOS INICIAIS DO EF / EJA

CONSTRUÇÃO DA DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL OU NOS ANOS INICIAIS DO EF / EJA 1 FACULDADE DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E LETRAS CURSO DE PEDAGOGIA TRABALHO ACADÊMICO INTERDISCIPLINAR VII: CONSTRUÇÃO DA DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL OU NOS ANOS INICIAIS DO EF / EJA Autor: Rejane Beatriz

Leia mais

Como é ser aprovado no vestibular de uma Universidade Pública, em que sabemos da alta concorrência entre os candidatos que disputam uma vaga?

Como é ser aprovado no vestibular de uma Universidade Pública, em que sabemos da alta concorrência entre os candidatos que disputam uma vaga? Abdias Aires 2º Ano EM Arthur Marques 2º Ano EM Luiz Gabriel 3º Ano EM Como é ser aprovado no vestibular de uma Universidade Pública, em que sabemos da alta concorrência entre os candidatos que disputam

Leia mais

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a João do Medo Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a mamãe dele. Um dia, esse menino teve um sonho ruim com um monstro bem feio e, quando ele acordou, não encontrou mais

Leia mais

Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e

Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e Sexta Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e mudou o rumo da vida profissional FOLHA DA SEXTA

Leia mais

Educação escolar indígena

Educação escolar indígena Educação escolar indígena O principal objetivo desta apresentação é fazer uma reflexão sobre a cultura indígena kaingang, sobre as políticas educacionais integracionistas e sobre a política atual, que

Leia mais

Sumário. Motivo 1 A fé sem obras é morta - 9. Motivo 2 A Igreja é lugar de amor e serviço - 15. Motivo 3 O mundo tem fome de santidade - 33

Sumário. Motivo 1 A fé sem obras é morta - 9. Motivo 2 A Igreja é lugar de amor e serviço - 15. Motivo 3 O mundo tem fome de santidade - 33 1 a Edição Editora Sumário Motivo 1 A fé sem obras é morta - 9 Motivo 2 A Igreja é lugar de amor e serviço - 15 Motivo 3 O mundo tem fome de santidade - 33 Santos, Hugo Moreira, 1976-7 Motivos para fazer

Leia mais

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele O Plantador e as Sementes Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele sabia plantar de tudo: plantava árvores frutíferas, plantava flores, plantava legumes... ele plantava

Leia mais

O início de minha vida...

O início de minha vida... Relato 1 Memórias de minha vida Juliana Pedroso 1 O início de minha vida... Perceber com clareza é o mesmo que ter a visão iluminada pela Luz da Alma. Podemos ficar livres da ignorância e ver corretamente

Leia mais

Entendendo o que é Gênero

Entendendo o que é Gênero Entendendo o que é Gênero Sandra Unbehaum 1 Vila de Nossa Senhora da Piedade, 03 de outubro de 2002 2. Cara Professora, Hoje acordei decidida a escrever-lhe esta carta, para pedir-lhe ajuda e trocar umas

Leia mais

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação...

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação... Sumário Agradecimentos... 7 Introdução... 9 1 - Um menino fora do seu tempo... 13 2 - O bom atraso e o vestido rosa... 23 3 - O pequeno grande amigo... 35 4 - A vingança... 47 5 - O fim da dor... 55 6

Leia mais

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak Entrevista com Ezequiel Quem é você? Meu nome é Ezequiel, sou natural do Rio de Janeiro, tenho 38 anos, fui

Leia mais

AUTORRETRATO... EU COMO SOU? SOU ÚNICO!

AUTORRETRATO... EU COMO SOU? SOU ÚNICO! AUTORRETRATO... EU COMO SOU? SOU ÚNICO! Maria da Penha Rodrigues de Assis EMEF SERRA DOURADA No ano de 2010 escolhi como posto de trabalho a EMEF Serra Dourada para lecionar como arte-educadora de séries

Leia mais

Não é o outro que nos

Não é o outro que nos 16º Plano de aula 1-Citação as semana: Não é o outro que nos decepciona, nós que nos decepcionamos por esperar alguma coisa do outro. 2-Meditação da semana: Floresta 3-História da semana: O piquenique

Leia mais

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997.

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. 017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. Acordei hoje como sempre, antes do despertador tocar, já era rotina. Ao levantar pude sentir o peso de meu corpo, parecia uma pedra. Fui andando devagar até o banheiro.

Leia mais

O ENCONTRO DE CATEQUESE E SUA DINÂMICA

O ENCONTRO DE CATEQUESE E SUA DINÂMICA O ENCONTRO DE CATEQUESE E SUA DINÂMICA Nestes últimos anos tem-se falado em Catequese Renovada e muitos pontos positivos contribuíram para que ela assim fosse chamada. Percebemos que algumas propostas

Leia mais

Cada pessoa tem a sua história

Cada pessoa tem a sua história 1 Cada pessoa tem a sua história Nina menina [...] Um dia desses, eu passei toda a tarde de um domingo assistindo às fitas de vídeo das minhas festinhas de aniversário de 2, de 3 e de 4 anos. O programa

Leia mais

Onde você vai encontrar as suas futuras iniciadas?????

Onde você vai encontrar as suas futuras iniciadas????? Há 16 anos quando entrou na MK, a consagrada Diretora Nacional, Gloria Mayfield, não sabia como chegar ao topo, hoje ela dá o seguinte conselho. As lições que eu aprendi na Mary Kay para me tornar uma

Leia mais

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DA PRÁTICA DOCENTE

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DA PRÁTICA DOCENTE 1 ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DA PRÁTICA DOCENTE Natália Maria G. Dantas de Santana- UAE/CFP/UFCG Mayrla Marla Lima Sarmento-UAE/CFP/UFCG Maria Thaís de Oliveira

Leia mais

Os dois foram entrando e ROSE foi contando mais um pouco da história e EDUARDO anotando tudo no caderno.

Os dois foram entrando e ROSE foi contando mais um pouco da história e EDUARDO anotando tudo no caderno. Meu lugar,minha história. Cena 01- Exterior- Na rua /Dia Eduardo desce do ônibus com sua mala. Vai em direção a Rose que está parada. Olá, meu nome é Rose sou a guia o ajudara no seu projeto de história.

Leia mais

PRÓLOGO. #21diasdeamor. DEUS É AMOR 1 João 4:8

PRÓLOGO. #21diasdeamor. DEUS É AMOR 1 João 4:8 PRÓLOGO DEUS É AMOR 1 João 4:8 Quando demonstramos amor, estamos seguindo os passos de Jesus. Ele veio para mostrar ao mundo quem Deus é. Da mesma maneira, temos a missão de mostrar ao mundo que Deus é

Leia mais

Os sindicatos de professores habituaram-se a batalhar por melhores salários e condições de ensino. Também são caminhos trilhados pelas lideranças.

Os sindicatos de professores habituaram-se a batalhar por melhores salários e condições de ensino. Também são caminhos trilhados pelas lideranças. TEXTOS PARA O PROGRAMA EDUCAR SOBRE A APRESENTAÇÃO DA PEADS A IMPORTÂNCIA SOBRE O PAPEL DA ESCOLA Texto escrito para o primeiro caderno de formação do Programa Educar em 2004. Trata do papel exercido pela

Leia mais

DEUS O AMA DO JEITO QUE VOCÊ É

DEUS O AMA DO JEITO QUE VOCÊ É BRENNAN MANNING & JOHN BLASE DEUS O AMA DO JEITO QUE VOCÊ É NÃO DO JEITO QUE DEVERIA SER, POIS VOCÊ NUNCA SERÁ DO JEITO QUE DEVERIA SER Tradução de A. G. MENDES Parte 1 R i c h a r d 1 Nem sempre recebemos

Leia mais

Vai ao encontro! de quem mais precisa!

Vai ao encontro! de quem mais precisa! Vai ao encontro! 2ª feira, 05 de outubro: Dos mais pobres Bom dia meus amigos Este mês vamos tentar perceber como podemos ajudar os outros. Vocês já ouviram falar das muitas pessoas que estão a fugir dos

Leia mais

Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido.

Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido. Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido. Assim que ela entrou, eu era qual um menino, tão alegre. bilhete, eu não estaria aqui. Demorei a vida toda para encontrá-lo. Se não fosse o

Leia mais

META Apresentar os principais motivadores internos e externos que infl uenciam na aprendizagem.

META Apresentar os principais motivadores internos e externos que infl uenciam na aprendizagem. A MOTIVAÇÃO PARA APRENDER META Apresentar os principais motivadores internos e externos que infl uenciam na aprendizagem. OBJETIVOS Ao final desta aula, o aluno deverá: definir motivação; identificar as

Leia mais

FUGA de Beatriz Berbert

FUGA de Beatriz Berbert FUGA de Beatriz Berbert Copyright Beatriz Berbert Todos os direitos reservados juventudecabofrio@gmail.com Os 13 Filmes 1 FUGA FADE IN: CENA 1 PISCINA DO CONDOMÍNIO ENTARDECER Menina caminha sobre a borda

Leia mais

Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1

Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1 Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1 Meu nome é Maria Bonita, sou mulher de Vírgulino Ferreira- vulgo Lampiãofaço parte do bando de cangaceiros liderados por meu companheiro.

Leia mais

Palavras chave: Ensino Fundamental I. Confecção de Jornal. Ensino de Matemática.

Palavras chave: Ensino Fundamental I. Confecção de Jornal. Ensino de Matemática. ESTATÍSTICA APRESENTADA NA AULA DE MATEMÁTICA: UMA ATIVIDADE COM A CONSTRUÇÃO DE UM JORNAL Gilda Maria Gouveia 1 Relicler Pardim Gouveia 2 Adriana Aparecida Molina Gomes 3 Maria Elidia Teixeira Reis 4

Leia mais

O PROJETO DE TRABALHO COMO MEDIADOR DE APRENDIZAGEM NO ESPAÇO CLÍNICO

O PROJETO DE TRABALHO COMO MEDIADOR DE APRENDIZAGEM NO ESPAÇO CLÍNICO O PROJETO DE TRABALHO COMO MEDIADOR DE APRENDIZAGEM NO ESPAÇO CLÍNICO GAMBA, Adriane Becker FACSUL adri_becker@hotmail.com TRENTO, Valma Andrade UFPR walmaat@yahoo.com.br Resumo O presente trabalho tem

Leia mais

EDUCAÇÃO SEXUAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL LEVE: MEDO OU FALTA DE INFORMAÇÃO?

EDUCAÇÃO SEXUAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL LEVE: MEDO OU FALTA DE INFORMAÇÃO? EDUCAÇÃO SEXUAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL LEVE: MEDO OU FALTA DE INFORMAÇÃO? Lilian Patricia de Oliveira Zanca lilianpatyoli@hotmail.com Regina Célia Pinheiro da Silva Orientadora UNITAU

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

Oração na Vida Diária

Oração na Vida Diária Oração na Vida Diária ocê é convidado a iniciar uma experiência de oração. Às vezes pensamos que o dia-a-dia com seus ruídos, suas preocupações e sua correria não é lugar apropriado para levantar nosso

Leia mais

MARCELO DA SILVA OLIVEIRA

MARCELO DA SILVA OLIVEIRA GOVERNO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO/MESTRADO EM DESENVOLVIMENTO REGIONAL MARCELO DA SILVA OLIVEIRA VULNERABILIDADE SOCIAL À

Leia mais

FIM DE SEMANA. Roteiro de Curta-Metragem de Dayane da Silva de Sousa

FIM DE SEMANA. Roteiro de Curta-Metragem de Dayane da Silva de Sousa FIM DE SEMANA Roteiro de Curta-Metragem de Dayane da Silva de Sousa CENA 1 EXTERIOR / REUNIÃO FAMILIAR (VÍDEOS) LOCUTOR Depois de uma longa semana de serviço, cansaço, demoradas viagens de ônibus lotados...

Leia mais

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar CATEGORIAS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS S. C. Sim, porque vou para a beira de um amigo, o Y. P5/E1/UR1 Vou jogar à bola, vou aprender coisas. E,

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 40 Discurso na cerimónia comemorativa

Leia mais

o pensar e fazer educação em saúde 12

o pensar e fazer educação em saúde 12 SUMÁRIO l' Carta às educadoras e aos educadores.................5 Que história é essa de saúde na escola................ 6 Uma outra realidade é possível....... 7 Uma escola comprometida com a realidade...

Leia mais

Sou a nona filha entre dez irmãos. Nasci numa cultura com padrões rígidos de comportamento e com pouco afeto. Quando eu estava com um ano e quatro meses, contraí poliomielite que me deixou com sequelas

Leia mais

Gestão de iniciativas sociais

Gestão de iniciativas sociais Gestão de iniciativas sociais Leia o texto a seguir e entenda o conceito do Trevo e as suas relações com a gestão organizacional. Caso queira ir direto para os textos, clique aqui. http://www.promenino.org.br/ferramentas/trevo/tabid/115/default.aspx

Leia mais

2010 PRÊMIO CORUJA DO SERTÃO 2ª FASE - REDAÇÃO

2010 PRÊMIO CORUJA DO SERTÃO 2ª FASE - REDAÇÃO 2010 PRÊMIO CORUJA DO SERTÃO 2ª FASE - REDAÇÃO NOME: Jaguarari, outubro de 2010. CADERNO DO 6º E 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL 2010 Numa carta de Papai Noel destinada às crianças, ele comunica que não será

Leia mais

Sinopse I. Idosos Institucionalizados

Sinopse I. Idosos Institucionalizados II 1 Indicadores Entrevistados Sinopse I. Idosos Institucionalizados Privação Até agora temos vivido, a partir de agora não sei Inclui médico, enfermeiro, e tudo o que for preciso de higiene somos nós

Leia mais

A CONTINUIDADE DO CUIDADO À MULHER E AO RECÉM NASCIDO APÓS O PARTO E NASCIMENTO: PERSPECTIVAS PARA O CUIDADO INTEGRADOR E AUTOMIZANTE

A CONTINUIDADE DO CUIDADO À MULHER E AO RECÉM NASCIDO APÓS O PARTO E NASCIMENTO: PERSPECTIVAS PARA O CUIDADO INTEGRADOR E AUTOMIZANTE A CONTINUIDADE DO CUIDADO À MULHER E AO RECÉM NASCIDO APÓS O PARTO E NASCIMENTO: PERSPECTIVAS PARA O CUIDADO INTEGRADOR E AUTOMIZANTE EXPERIÊNCIA DA ONG BEM NASCER O que eu venho falar aqui, não nasceu

Leia mais

TRABALHO VOLUNTÁRIO LAR IRMÃ ESTHER RESUMO

TRABALHO VOLUNTÁRIO LAR IRMÃ ESTHER RESUMO 100 TRABALHO VOLUNTÁRIO LAR IRMÃ ESTHER Adriana Freitas ¹ Ariane Garcia ¹ Carla Figueiredo ¹ Denise Vieira¹ Tatiana Costa¹ Almiro Ferreira ² RESUMO Neste artigo será relatado a experiência de exercer atividades

Leia mais

U m h o m e m q u e v i v e u c o m o e x e m p l o r e a l d e t u d o a q u i l o q u e t r a n s m i t i u e m s u a s m e n s a g e n s...

U m h o m e m q u e v i v e u c o m o e x e m p l o r e a l d e t u d o a q u i l o q u e t r a n s m i t i u e m s u a s m e n s a g e n s... U m h o m e m q u e v i v e u c o m o e x e m p l o r e a l d e t u d o a q u i l o q u e t r a n s m i t i u e m s u a s m e n s a g e n s... Aqui não estão as mensagens mediúnicas, mas algumas palavras

Leia mais

Olá, o meu nome é Vanessa. Neste trabalho que vou desenvolver, tentarei contar para você, amigo leitor, um pouco da minha vida e de toda a trajetória

Olá, o meu nome é Vanessa. Neste trabalho que vou desenvolver, tentarei contar para você, amigo leitor, um pouco da minha vida e de toda a trajetória Olá, o meu nome é Vanessa. Neste trabalho que vou desenvolver, tentarei contar para você, amigo leitor, um pouco da minha vida e de toda a trajetória que eu percorri até a entrada na Universidade Federal

Leia mais

Associação Tenda Espírita Pai Joaquim D Angola e Vovó Cambina

Associação Tenda Espírita Pai Joaquim D Angola e Vovó Cambina Associação Tenda Espírita Pai Joaquim D Angola e Vovó Cambina Psicografias Outubro de 2014 Sumário Cavaleiro da Chama-Vermelha.... 2 Dr. Emanuel.... 2 João Augusto... 3 Mago Horax... 3 Caravana de Koré....

Leia mais

A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL

A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL Maria das Graças Oliveira Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas/SP, Brasil. Resumo Este texto é parte de uma Tese de Doutorado

Leia mais

EDUARDO ZIBORDI CAMARGO

EDUARDO ZIBORDI CAMARGO EDUARDO ZIBORDI CAMARGO Dudu era o segundo filho do casal Flávio Camargo e Elza Zibordi Camargo, quando desencarnou, aos sete anos incompletos. Hoje, além de Flávia, a família se enriqueceu com o nascimento

Leia mais

Depressão* Marcos Vinicius Z. Portela** Fonte: www.institutoreichiano.com.br

Depressão* Marcos Vinicius Z. Portela** Fonte: www.institutoreichiano.com.br Marcos Vinicius Z. Portela** Depressão* Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a oportunidade para estar aqui hoje nesta breve exposição - a qual pretendo, com a ajuda de todos, transformar numa conversa

Leia mais

2 Público não é político. É o espaço coletivo, do cidadão.

2 Público não é político. É o espaço coletivo, do cidadão. A MÚSICA NA SOCIALIZAÇÃO DAS MENINAS DE SINHÁ GIL, Thais Nogueira UFMG thaisgil@terra.com.br GT: Movimentos Sociais e Educação / n.03 Agência Financiadora: CAPES O que acontece quando os sujeitos excluídos

Leia mais

Formação de PROFESSOR EU ME DECLARO CRIANÇA

Formação de PROFESSOR EU ME DECLARO CRIANÇA Formação de PROFESSOR EU ME DECLARO CRIANÇA 1 Especial Formação de Professor Por Beatriz Tavares de Souza* Apresentação O livro apresenta os princípios da Declaração Universal dos Direitos da Criança.

Leia mais

PLANO DE AÇÃO OFICINA DE SENSIBILIZAÇÃO DOS PROFESSORES SOBRE O CONCURSO TEMPOS DE ESCOLA

PLANO DE AÇÃO OFICINA DE SENSIBILIZAÇÃO DOS PROFESSORES SOBRE O CONCURSO TEMPOS DE ESCOLA PLANO DE AÇÃO OFICINA DE SENSIBILIZAÇÃO DOS PROFESSORES SOBRE O CONCURSO TEMPOS DE ESCOLA PROPOSTA DE AÇÃO Sensibilizar os professores sobre a importância de incentivar seus alunos a participarem do Concurso

Leia mais

FICHA TÉCNICA. Concepção Marcelo Garcia João Cruz Rodrigo Salgueiro Naira de Araújo. Revisão Ludmila Schmaltz Pereira

FICHA TÉCNICA. Concepção Marcelo Garcia João Cruz Rodrigo Salgueiro Naira de Araújo. Revisão Ludmila Schmaltz Pereira SENAR INSTITUTO FICHA TÉCNICA Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Senadora Kátia Abreu Secretário Executivo do SENAR Daniel Carrara Presidente do Instituto CNA Moisés Pinto

Leia mais

Vinho Novo Viver de Verdade

Vinho Novo Viver de Verdade Vinho Novo Viver de Verdade 1 - FILHOS DE DEUS - BR-LR5-11-00023 LUIZ CARLOS CARDOSO QUERO SUBIR AO MONTE DO SENHOR QUERO PERMANECER NO SANTO LUGAR QUERO LEVAR A ARCA DA ADORAÇÃO QUERO HABITAR NA CASA

Leia mais

Associação Lar do Neném

Associação Lar do Neném Criança Esperança 80 Associação Lar do Neném Recife-PE Marília Lordsleem de Mendonça Abraço solidário Todas as crianças são de todos : esse é o lema do Lar do Neném, uma instituição criada há 26 anos em

Leia mais

HISTORIANDO GUARIBAS: UMA EXPERIÊNCIA DE ESCOLARIZAÇÃO DO SESC LER i

HISTORIANDO GUARIBAS: UMA EXPERIÊNCIA DE ESCOLARIZAÇÃO DO SESC LER i HISTORIANDO GUARIBAS: UMA EXPERIÊNCIA DE ESCOLARIZAÇÃO DO SESC LER i Rozenilda Maria de Castro Silva ii O trabalho que pretendemos socializar é o Projeto Pedagógico Historiando Guaribas, de alfabetização

Leia mais

Associação Tenda Espírita Pai Joaquim D Angola e Vovó Cambina

Associação Tenda Espírita Pai Joaquim D Angola e Vovó Cambina Associação Tenda Espírita Pai Joaquim D Angola e Vovó Cambina Psicografias Setembro de 2014 Sumário Luciana Pereira da Costa... 2 Luiz Paiva Neto... 2 Comunicado... 3 Debi Godoi Galvão... 3 Sou a criança...

Leia mais

Família e dinheiro. Quer saber mais sobre como usar melhor o seu dinheiro? Todos juntos ganham mais

Família e dinheiro. Quer saber mais sobre como usar melhor o seu dinheiro? Todos juntos ganham mais 1016327-7 - set/2012 Quer saber mais sobre como usar melhor o seu dinheiro? No site www.itau.com.br/usoconsciente, você encontra vídeos, testes e informações para uma gestão financeira eficiente. Acesse

Leia mais

PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Marta Quintanilha Gomes Valéria de Fraga Roman O planejamento do professor visto como uma carta de intenções é um instrumento articulado internamente e externamente

Leia mais

Aspectos externos: contexto social, cultura, rede social, instituições (família, escola, igreja)

Aspectos externos: contexto social, cultura, rede social, instituições (família, escola, igreja) Lembretes e sugestões para orientar a prática da clínica ampliada e compartilhada Ampliar a clínica significa desviar o foco de intervenção da doença, para recolocá-lo no sujeito, portador de doenças,

Leia mais

A PEDAGOGIA FREIREANA E A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

A PEDAGOGIA FREIREANA E A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS A PEDAGOGIA FREIREANA E A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Avanay Samara do N. Santos. Pedagogia - UEPB-CAMPUS III avanaysamara@yahoo.com.br Lidivânia de Lima Macena. Pedagogia -

Leia mais

Para início de conversa 9. Família, a Cia. Ltda. 13. Urca, onde moro; Rio, onde vivo 35. Cardápio de lembranças 53

Para início de conversa 9. Família, a Cia. Ltda. 13. Urca, onde moro; Rio, onde vivo 35. Cardápio de lembranças 53 Rio de Janeiro Sumário Para início de conversa 9 Família, a Cia. Ltda. 13 Urca, onde moro; Rio, onde vivo 35 Cardápio de lembranças 53 O que o homem não vê, a mulher sente 75 Relacionamentos: as Cias.

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

POR QUE BATISMO? PR. ALEJANDRO BULLÓN

POR QUE BATISMO? PR. ALEJANDRO BULLÓN POR QUE BATISMO? PR. ALEJANDRO BULLÓN "Pr. Williams Costa Jr.- Pastor Bullón, por que uma pessoa precisa se batizar? Pr. Alejandro Bullón - O Evangelho de São Marcos 16:16 diz assim: "Quem crer e for batizado,

Leia mais

f r a n c i s c o d e Viver com atenção c a m i n h o Herança espiritual da Congregação das Irmãs Franciscanas de Oirschot

f r a n c i s c o d e Viver com atenção c a m i n h o Herança espiritual da Congregação das Irmãs Franciscanas de Oirschot Viver com atenção O c a m i n h o d e f r a n c i s c o Herança espiritual da Congregação das Irmãs Franciscanas de Oirschot 2 Viver com atenção Conteúdo 1 O caminho de Francisco 9 2 O estabelecimento

Leia mais

GRUPO DE GESTANTES E CASAIS GRÁVIDOS: PARCERIA DO DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM E HOSPITAL UNIVERSITÁRIO/ UFSC

GRUPO DE GESTANTES E CASAIS GRÁVIDOS: PARCERIA DO DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM E HOSPITAL UNIVERSITÁRIO/ UFSC GRUPO DE GESTANTES E CASAIS GRÁVIDOS: PARCERIA DO DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM E HOSPITAL UNIVERSITÁRIO/ UFSC Área Temática: Saúde. Atenção Integral à saúde da mulher Maria de Fátima Mota Zampieri - coordenador

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO Código Entrevista: 2 Data: 18/10/2010 Hora: 16h00 Duração: 23:43 Local: Casa de Santa Isabel DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS Idade

Leia mais

Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos

Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos Prova de certificação de nível de proficiência linguística no âmbito do Quadro de Referência para o Ensino Português no Estrangeiro,

Leia mais

Objetivos da SMAM 2013

Objetivos da SMAM 2013 Objetivos da SMAM 2013 1. Conscientizar da importância dos Grupos de Mães (ou do Aconselhamento em Amamentação) no apoio às mães para iniciarem e manterem a amamentação. 2. Informar ao público sobre os

Leia mais

Fui convidada a participar deste encontro para falar a vocês sobre minha

Fui convidada a participar deste encontro para falar a vocês sobre minha 1 O PROCESSO DE AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL COMO MULTIPLICADOR DE INICIATIVAS PARA O APERFEIÇOAMENTO DOCENTE Pelotas, 21 de fevereiro de 2006. Bom dia a todos. Fui convidada a participar deste encontro para

Leia mais

Experiência na formação de estudantes do curso profissionalizante normal

Experiência na formação de estudantes do curso profissionalizante normal Experiência na formação de estudantes do curso profissionalizante normal Vanessa Fasolo Nasiloski 1 Resumo O presente texto tem como objetivo central relatar a experiência de ensino desenvolvida com os

Leia mais

Questões de gênero. Masculino e Feminino

Questões de gênero. Masculino e Feminino 36 Questões de gênero Masculino e Feminino Pepeu Gomes Composição: Baby Consuelo, Didi Gomes e Pepeu Gomes Ôu! Ôu! Ser um homem feminino Não fere o meu lado masculino Se Deus é menina e menino Sou Masculino

Leia mais

ESPAÇO E TEMPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALTERNATIVAS DIDÁTICO- PEDAGÓGICAS.

ESPAÇO E TEMPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALTERNATIVAS DIDÁTICO- PEDAGÓGICAS. ESPAÇO E TEMPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALTERNATIVAS DIDÁTICO- PEDAGÓGICAS. Introdução: O presente artigo tem a pretensão de fazer uma sucinta exposição a respeito das noções de espaço e tempo trabalhados

Leia mais

P/1 Então por favor, começa com o seu nome completo, local e a data de nascimento.

P/1 Então por favor, começa com o seu nome completo, local e a data de nascimento. museudapessoa.net P/1 Então por favor, começa com o seu nome completo, local e a data de nascimento. R Meu nome é Kizzes Daiane de Jesus Santos, 21 de julho de 1988, eu nasci em Aracaju, no estado do Sergipe.

Leia mais

Eu, Você, Todos Pela Educação

Eu, Você, Todos Pela Educação Eu, Você, Todos Pela Educação Um domingo de outono típico em casa: eu, meu marido, nosso filho e meus pais nos visitando para almoçar. Já no final da manhã estava na sala lendo um livro para tentar relaxar

Leia mais

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER II JORNADA DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO INCA

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER II JORNADA DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO INCA INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER II JORNADA DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO INCA FORMAÇÃO E EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE NA ATENÇÃO AO CÂNCER: DESAFIOS PARA OS TÉCNICOS DE ENFERMAGEM ESPECIALIZAÇÃO DO TÉCNICO

Leia mais

TRABALHANDO COM INSTRUMENTOS DE MEDIDAS E ESTIMATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

TRABALHANDO COM INSTRUMENTOS DE MEDIDAS E ESTIMATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL TRABALHANDO COM INSTRUMENTOS DE MEDIDAS E ESTIMATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Aldileia da Silva Souza 1, Angélica Vier Munhoz 2, Ieda Maria Giongo 3 1 Mestrando em Ensino de Ciências Exatas Centro Universitário

Leia mais

VOCÊ DÁ O SEU MELHOR TODOS OS DIAS. CONTINUE FAZENDO ISSO.

VOCÊ DÁ O SEU MELHOR TODOS OS DIAS. CONTINUE FAZENDO ISSO. VOCÊ DÁ O SEU MELHOR TODOS OS DIAS. CONTINUE FAZENDO ISSO. Qualquer hora é hora de falar sobre doação de órgãos. Pode ser à mesa do jantar, no caminho para o trabalho ou até mesmo ao receber este folheto.

Leia mais

BOM DIA DIÁRIO. Guia: Em nome do Pai

BOM DIA DIÁRIO. Guia: Em nome do Pai BOM DIA DIÁRIO Segunda-feira (04.05.2015) Maria, mãe de Jesus e nossa mãe Guia: 2.º Ciclo: Padre Luís Almeida 3.º Ciclo: Padre Aníbal Afonso Mi+ Si+ Uma entre todas foi a escolhida, Do#- Sol#+ Foste tu,

Leia mais

O Menino do Futuro. Dhiogo José Caetano

O Menino do Futuro. Dhiogo José Caetano O Menino do Futuro Dhiogo José Caetano 1 Início da história Tudo começa em uma cidade pequena do interior de Goiás, com o nome de Uruana. Havia um garoto chamado Dhiogo San Diego, um pequeno inventor que

Leia mais

O SIGNIFICADO DO ENSINO DE BIOLOGIA PARA OS ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

O SIGNIFICADO DO ENSINO DE BIOLOGIA PARA OS ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS O SIGNIFICADO DO ENSINO DE BIOLOGIA PARA OS ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Maikon dos Santos Silva 1 Mirian Pacheco Silva 2 RESUMO: Muitos alunos da Educação de Jovens e Adultos não relacionam

Leia mais

O DESENVOLVIMENTO E O APRENDIZADO EM VIGOTSKY

O DESENVOLVIMENTO E O APRENDIZADO EM VIGOTSKY O DESENVOLVIMENTO E O APRENDIZADO EM VIGOTSKY Kassius Otoni Vieira Kassius Otoni@yahoo.com.br Rodrigo Luciano Reis da Silva prrodrigoluciano@yahoo.com.br Harley Juliano Mantovani Faculdade Católica de

Leia mais

LITERATURA PARA TODOS: UMA EXPERIÊNCIA DE OFICINAS DE LEITURA NA AMAZÔNIA

LITERATURA PARA TODOS: UMA EXPERIÊNCIA DE OFICINAS DE LEITURA NA AMAZÔNIA 1 LITERATURA PARA TODOS: UMA EXPERIÊNCIA DE OFICINAS DE LEITURA NA AMAZÔNIA Maria de Nazaré da Silva Correa Jediã F. Lima Maria do Carmo S. Pacheco Maria do P. Socorro R. de Lima Maria Rita Brasil Raiolanda

Leia mais

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

A ANÁLISE DA PAISAGEM ATRAVÉS DE FOTOGRAFIAS TIRADAS PELOS PRÓPRIOS ALUNOS: OS POSSÍVEIS USOS PARA O CELULAR NAS AULAS DE GEOGRAFIA

A ANÁLISE DA PAISAGEM ATRAVÉS DE FOTOGRAFIAS TIRADAS PELOS PRÓPRIOS ALUNOS: OS POSSÍVEIS USOS PARA O CELULAR NAS AULAS DE GEOGRAFIA A ANÁLISE DA PAISAGEM ATRAVÉS DE FOTOGRAFIAS TIRADAS PELOS PRÓPRIOS ALUNOS: OS POSSÍVEIS USOS PARA O CELULAR NAS AULAS DE GEOGRAFIA Ires de Oliveira Furtado Universidade Federal de Pelotas iresfurtado@gmail.com

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Conhecendo e compartilhando com Rosário e a rede de saúde

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Conhecendo e compartilhando com Rosário e a rede de saúde UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS Faculdade de Ciências Médicas Departamento de Saúde Coletiva Residência Multiprofissional em Saúde Mental e Coletiva Relatório Referente à experiência de Estágio Eletivo

Leia mais