CARGA TRIBUTÁRIA ANO 2013

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1 CARGA TRIBUTÁRIA ANO 2013 INFORMAÇÕES GERAIS Pessoa Jurídica Lucro Real Tributação com base no lucro efetivo demonstrado através do livro diário de contabilidade (obrigatório) 1. Empresas obrigadas à apuração do lucro real De acordo com a Lei 9.718/98, art. 14, estão obrigadas à apuração do lucro real as pessoas jurídicas (RIR/99 art. 246): - com receita total no ano calendário anterior acima do limite de R$ ,00 - cujas atividades sejam de: Instituições Financeiras - bancos; sociedades de crédito, financiamento e investimento; corretoras de: título, valores mobiliários e câmbio; empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada. - que tiveram lucros ou rendimentos oriundos do exterior. - que autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios fiscais. - que, no decorrer do ano calendário, tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa. 1.1 Formas de tributação As empresas que apuram o lucro real, durante o ano calendário poderão adotar, como forma de cálculo do IR/CSLL, o lucro real trimestral ou o lucro real anual (estimativa mensal). 1.2 Opção pela tributação A opção pela forma de tributação se dá com o primeiro recolhimento do imposto no ano calendário através do código informado no DARF. A opção é definitiva para todo o ano calendário e não poderá ser mudada. 1.3 Apuração trimestral = 4 balanços distintos = 4 apurações definitivas (balanço/dre/lalur/inventário) = Se der prejuízo, não recolhe nada = Prejuízo fiscal limitado a 30% do lucro real apurado no trimestre. 1

2 1.4 Apuração anual - estimativa mensal = Apuração anual em = 12 recolhimentos mensais (IR/CSLL) - usando a mesma base de cálculo do Lucro Presumido. = Possibilidade de suspender ou reduzir os recolhimentos mensais Pessoa Jurídica Lucro Real 1. Imposto de Renda 15% sobre Lucro Líquido (Adicionar 10% à parcela do lucro líquido que exceder a R$ ,00 no trimestre) Exemplo: Lucro Líquido no trimestre = R$ ,00 ( ) x 10% Adicional = R$ 1.500,00 2. Contribuição Social 9% sobre Lucro Líquido 3. Cofins 4% (Artigo 18 da Lei /2003) 4. PIS 0,65% 5. ISS 2% a 5% (Observar a legislação de cada município), a partir de janeiro/2004, Lei , Art. 16º, Inciso VI. Códigos de Recolhimento Imposto de Renda Balanço Trimestral 3373 Estimativa Mensal 5993 Contribuição Social Balanço Trimestral 6012 Estimativa Mensal 2484 PIS Entidades Financeiras e Equiparadas 4574 Cofins Entidades Financeiras

3 Pessoa Jurídica Lucro Presumido - Sistema com base em presunção de lucro determinada pela RFB - Independe de apuração contábil A Receita Federal do Brasil dispensa o Livro Diário de Contabilidade, mas exige o livro caixa. Apuração Trimestral Opção A opção se manifesta com o pagamento da primeira ou única quota do imposto devido (IR/CSLL) correspondente ao primeiro período de apuração do ano calendário, não podendo ser alterada. Base de Cálculo A base de cálculo determinada, conforme a atividade, será calculada sobre a Receita Bruta auferida em cada período. A receita bruta compreende o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de rendimentos financeiros, ganhos de capital e juros sobre o capital próprio auferidos. Pessoa Jurídica Lucro Presumido 1. Imposto de Renda Base de cálculo: 32% sobre receita bruta Alíquota: 15% (descontar 1,5% retido na fonte) Resumo: 32 x 15 = 4,8% 1,5% = 3,3% (incidência direta sobre o faturamento) A sistemática para cálculo do adicional do IRPJ sobre o lucro presumido segue o mesmo método aplicado no lucro real demonstrado na pág. 12, item 1. Receita bruta anual não superior a R$ ,00 poderá reduzir o percentual da base de cálculo para 16%. (inst. normativa 11/96) (Art º a 7º RIR/99 Decreto 3.000/1999) Se a receita bruta ultrapassar o limite anual de R$ ,00 a empresa ficará sujeita ao percentual normal de 32%, retroativamente aos trimestres anteriores do ano-calendário em curso, nos quais se tenha utilizado do percentual reduzido, impondo-se o pagamento das diferenças de imposto, apuradas em cada trimestre transcorrido, até o ultimo dia útil do mês subsequente ao trimestre da verificação do excesso. 2. Contribuição Social Base de cálculo: 32% sobre receita bruta auferida Alíquota: 9% Resumo: 32 x 9 = 2,88% Para fatos geradores que ocorrerem a partir de 1º/9/

4 3. Cofins Alíquota: 4% sobre o faturamento. 4. PIS 0,65% sobre o faturamento. As Instituições Financeiras, empresas de Seguros privados e demais entidades submetidas ao Bacen e à Susep, inclusive as corretoras de seguros, sujeitam-se à contribuição, na base de 0,65% sobre a receita de faturamento. Códigos de Recolhimento Imposto de Renda Lucro Presumido Base Trimestral 2089 Contribuição Social CSSL Lucro Presumido Base Trimestral 2372 PIS Entidades Financeiras e Equiparadas 4574 Cofins Entidades Financeiras Lucro A distribuição do lucro é isenta de tributação na fonte e na Declaração de Rendimentos anual do sócio. 4

5 Encargos Sociais A. INSS 26,2% sobre a folha de pagamento 22,5% + 1% seguro acidente de trabalho + 2,7% terceiros INSS 22,5% sobre o pró-labore e autônomo. Obs.: a partir de 1º/03/2000 a Contribuição ao INSS corresponde a 20% acrescida de 2,5% adicional aplicado às instituições financeiras de acordo com a Lei 9876, de 26/11/99, Art. 22, Inciso IV, 1º. B. FGTS 8% sobre folha de pagamento. Pró-Labore O Artigo 62 da IN 70, de 05/2002, traz o seguinte texto: 1º - Caso não haja salário de Contribuição, a base de cálculo para a contribuição da empresa referente a esse segurado será estimada tomando-se como base o valor da maior remuneração paga a seus segurados empregados ou, inexistindo estes, o valor do salário mínimo vigente à época da ocorrência do fato gerador. 2º - No caso de sociedade de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissões legalmente regulamentadas, a contribuição da empresa referente aos segurados de que trata este artigo será de 22,5% sobre: I - a remuneração paga ou creditada aos sócios em decorrência do trabalho desses sócios, de acordo com escrituração contábil da empresa; II - os valores totais pagos ou creditados aos sócios, ainda que a título de antecipação de Lucro da Pessoa Jurídica, quando a empresa não discriminar se esses valores remuneram o capital ou o trabalho. 5

6 ISS Imposto Sobre Serviços Prefeitura do Município de São Paulo A Corretora de Seguros - PJ submete-se ao regime da NF-e, desde 1º/09/2006, conforme Portaria SF nº 72 de 6/6/2006. Códigos da Atividade: Corretagem de Seguros - 2,0% (retido na fonte) Agenciamento, corretagem de Previdência Privada - 5,0% Agenciamento, corretagem de Planos de Saúde - 5,0% Agenciamento, intermediação seguros - 5,0% Agenciamento, corretagem ou intermediação de títulos, em geral, valores mobiliários e contratos quaisquer. NF-e Nota Fiscal Eletrônica A partir de 1º/8/2011, a corretora de seguros PJ está obrigada a emitir nota fiscal eletrônica independente do valor de faturamento anual. Após a totalização do movimento mensal, emite-se uma única NF-e para cada Seguradora. Prazo para emissão da NF-e: até o final do mês em curso ou até o dia 5 do mês seguinte, com utilização do RPS. 6

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