Revista. Novembro 2008 Edição 207 SEMPRE A MELHOR INFORMAÇÃO

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1 Revista Novembro 2008 Edição 207 ABCFARMA Publicação Dirigida aos Médicos, Farmacêuticos, Odontólogos, Profissionais de Saúde e Proprietários de Farmácias e Drogarias SEMPRE A MELHOR INFORMAÇÃO

2 Editorial REFLEXOS DA CRISE Temos acompanhado a preocupação dos dirigentes de indústrias farmacêuticas quanto à crise, que, queiram ou não, também atingirá o nosso país e o setor de medicamentos. O setor industrial farmacêutico é dependente da importação de matérias-primas. Esses produtos, ao chegarem ao Brasil, precisam passar por rigorosa análise de qualidade. Se isto não for feito, o laboratório pode ser penalizado em exames realizados pela ANVISA e, o que é pior, a indústria como um todo acaba sendo desmoralizada, por fabricar medicamentos com teor de qualidade abaixo do especificado na fórmula. Com a incerteza no futuro e a variação diária do dólar, fico apreensivo com a sobrevivência econômica das farmácias e drogarias. Ao longo do tempo, a experiência nos deixou exemplos. Parte significativa das indústrias que têm seus medicamentos receitados pelos médicos modifica a forma usual de distribuição, restringindo o número de empresas distribuidoras e suas condições de pagamento, o que acaba estourando em cima do varejo. Com a redução de distribuidores, o varejo não tem poder de escolha, ficando obrigado a comprar dos poucos que representam os laboratórios. Se esse sistema já não é bom, tende a piorar. O distribuidor é obrigado a pagar a duplicata ao fabricante com grande parte dos medicamentos em estoque. O distribuidor, não recebendo facilidades de faturamento dos produtos, impõe ao varejo normas restritas, diminuindo a rentabilidade para as farmácias e drogarias, que, por sua vez, já sentirão o impacto de imediato no caixa, com redução da liquidez 3 Revista ABCFARMA Novembro/08 e dificuldades para pagar suas duplicatas junto aos fornecedores. Antecipando esse panorama, apelamos para que fabricantes e distribuidores assumam a responsabilidade de oferecer condições dignas aos varejistas para que estes possam honrar seus compromissos financeiros. Afinal, quem faz os medicamentos chegarem aos consumidores é o varejo - sem ele, como se daria o acesso da população aos remédios? O bom senso determina uma análise mais profunda dessa situação e é imprescindível que o segmento se una para encontrar soluções econômicas viáveis para todos. Pedro Zidoi Presidente

3 índice 03EDITORIAL Em seu artigo, Pedro Zidoi analisa os reflexos da crise global no mercado farmacêutico 06 PÁGINAS AZUIS O desafio das alergias O Dr. Fábio Morato Castro explica o fenômeno das alergias e as possibilidades de tratamento 12CIÊNCIA Células-tronco made in Brasil Uma equipe da USP liderada pela Dra. Lygia Pereira obtém a primeira linhagem nacional das células que podem revolucionar a medicina 18 COMPORTAMENTO Saindo da crise A depressão, um dos mais graves distúrbios da alma, radiografada pela Dra. Marcia de Macedo Soares 24RECURSOS HUMANOS Falar bem, vender melhor Especialista em comunicação verbal, o professor Reinaldo Polito dá dicas de expressão para se relacionar melhor com o cliente 34GESTÃO DE NEGÓCIOS O horizonte é logo aí Em mais uma de suas fábulas gerenciais, o consultor Américo José fala sobre a busca de perspectivas para a farmácia 40 SAÚDE Domando o diabetes O Dr. Cristiano Barcellos diz que os diabéticos podem se controlar com uma saudável mudança de hábitos Leia também Produto (Viagra)...30 O que há de novo...38 Entrevista...46 Alerta (Medicamentos)...52 Sindusfarma (Jogos)...53 Mercado (Higiene)...56 Farma Meeting...58 Para seu conhecimento Cosmética Evento (FGV)...64 Indústria (Multilab)...66 Prêmio (ASCOFERJ)...67 Portal ABCFARMA...68 FGV...70 Farmácias Associadas...71 AACD...72 Alfabetização Solidária...73 Bulas...74 Diretor Presidente Pedro Zidoi Diretor Financeiro Sétimo Gonnelli Diretor Secretário Armênio Rodrigues Alves Diretora Administrativa Abigail J. C. Maglio Analista e Programador Eduardo Novelli Editoração eletrônica e produção gráfica Vanusa Assis Sergio Bichara Jornalista Responsável Celso Arnaldo Araujo Mtb Repórter Francisco Colombo Mtb Colaboradores Américo José da Silva Filho Nelson Grecov Dr. Osmar de Oliveira Dr. Roberto Macedo Distribuição e Publicidade ABCFARMA Gerente de Distribuição Mirna Lúcia de Oliveira Impressão Gráfica Prol Periodicidade Mensal Tiragem exemplares Rua Santa Isabel, 160 5º andar cj 51 Vila Buarque São Paulo/SP - CEP Fone: (11) Fax: (11) Portal: Serviço de Atendimento NOTA: Os anúncios divulgando produtos ou serviços publicados nesta revista são de total responsabilidade do anunciante. A ABCFARMA não se responsabiliza pelo preço determinado, nem pela qualidade do produto ou serviço anunciado. 04 Revista ABCFARMA

4 Revista ABCFARMA Edição 207 Novembro/08 DIRETORIA: TRIÊNIO 2007 A 2010 DIRETOR PRESIDENTE PEDRO ZIDOI SDOIA DIRETORES VICES-PRESIDENTES 1º ADELMIR ARAÚJO SANTANA (DF) 2º LÁZARO LUIZ GONZAGA (MG) 3º PAULO SÉRGIO NAVARRO DE SOUZA (PB) 4º JOSÉ RAIMUNDO DOS SANTOS (SE) 5º PEDRO DE ARAÚJO BRAZ (Niterói-RJ) 6º EDENIR ZANDONÁ JÚNIOR (PR) 7º PAULO ROBERTO KOPSCHINA (RS) 8º JOÃO ARTHUR RÊGO (BA) 9º JOAQUIM TADEU PEREIRA (PA) 10º VOLLRAD LAEMMEL (Vale do Itajaí-SC) 11º MODESTO CARVALHO DE ARAÚJO NETO (MG) 12º EDIMAR PEREIRA LIMA (RR) 13º VAGNER ALONSO GUTIERREZ (SP) 14º MAURÍCIO CAVALCANTE FILIZOLA (CE) 15º DIOCESMAR FELIPE DE FARIA (DF) 16º NELCIR ANTÔNIO FERRO (Cascavel PR) 17º WAGNER JACOME PATRIOTA (RN) 18º ALVARO SILVEIRA JUNIOR (DF) DIRETORES SECRETÁRIOS 1º ARMÊNIO RODRIGUES ALVES (SP) 2º WAGNER FERREIRA GIFFONI (DF) 3º LUIS CARLOS CASPARY MARINS (RJ) 4º DAVID GUNTOWSKI (PR) 5º JORGE FERNANDO DE A. TRINDADE (Campos RJ) 6º JOSÉ CLÁUDIO ALMEIDA (AL) DIRETORES TESOUREIROS 1º SÉTIMO GONNELLI (SP) 2º PHILADELPHO LOPES (SP) 3º NERY WANDERLEY DE OLIVEIRA (RS) 4º CLAUDISNEI MACHADO CONSTANTE (SC) 5º CARLOS DE SOUZA ANDRADE (BA) 6º JUAN CARLOS BECERRA LIGOS (SP) DIRETORES CONSELHO FISCAL 1º JAIME NUNES MOREIRA (Pelotas RS) 2º NATANAEL AGUIAR COSTA (SP) 3º EVERTON LUIZ ILHA MAHFUZ (RS) 4º ROMILDO MARCOS LETZNER (Joinville SC) 5º JOÃO GILBERTO SERRATT (RS) 6º JEFFERSON PROENÇA TESTA (Londrina PR) SUPLENTES 1º HENRIQUE ANGELO DENICOLLI (ES) 2º SEBASTIÃO PAULINO BORGES (MS) 3º RICARDO RAMÃO CRISTALDO (MT) 4º BENILTON GONÇALVES DINIZ (MA) 5º DOMINGOS TAVARES DE SOUZA (TO) 6º RAIMUNDO NONATO DE ARAÚJO (AM) DIRETORES CONSELHEIROS ADEMAR FERREIRA PINTO (RS) ÂNGELO TRENTO (PR) ADEMIR TOMAZONI (Itajaí SC) ANTÔNIO WALMIR NOLA (Criciúma SC) ÁLVARO JOSÉ DA SILVEIRA (DF) ANTONIO JOSÉ BELTRAME (SC) ALEX CAVALCANTE GARCEZ (SE) BENONES VIEIRA DE ARAÚJO (MA) BEN HUR JESUS DE OLIVEIRA (Vale do Rio dos Sinos RS) CADRI SALEH (GO) CARLOS GONÇALVES PEREIRA (GO) CELSO FLÁVIO DA SILVA (GO) DANILO CASER (GO) EDSON SILVEIRA (Uberaba MG) EDEM A BORGES (Uberaba - MG) EDIVALDO FRANCISCO DA CUNHA (SE) ELIAS GOMES DE SOUZA (SUL-MA) ERNANDO PEREIRA (Araxá MG) EVANDRO TOKARSKI (Goiânia GO) FELIPE ANTÔNIO TERREZO (RJ) FERNANDO JOSÉ LUCAS (Uberaba MG) FRANCISCO BRÍGIDO DA COSTA (AC) FRANCISCO MARINHO DE MOURA FILHO (CE) FREDERICO ABRANCHES QUINTÃO (MG) GILSON G. 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5 Páginas azuis Texto: Celso Arnaldo Araujo Foto: Divulgação Alergia, Alergia Dr. Fábio Morato Castro Picadas de inseto, camarão, cosméticos, bijuterias, até o contato com o cônjuge virtualmente qualquer coisa pode causar alergia, uma hiper-sensibilidade do organismo a agentes externos. Três em cada 10 pessoas têm algum tipo de alergia de uma leve dermatite de contato até as reações anafiláticas, com choque e o temível edema de glote, a obstrução da entrada da laringofaringe, que exige intervenção imediata. O grande problema no trato das alergias é que sempre tem de haver uma primeira vez. A reação nunca ocorre ao primeiro contato com a substância alergênica mas num próximo. Por isso, é preciso ter a alergia para só depois tratar. E como se tratam as alergias? Nesta entrevista, o Prof. Dr. Fabio Morato Castro, Professor Livre-Docente Associado da Disciplina de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP e supervisor do Serviço de Imunologia Clínica e Alergias do Hospital das Clínicas, além de diretor da Clínica Croce, traça um mapa das alergias e fala das modalidades de prevenção e tratamento Quando se fala em reações alérgicas, de uma simples dermatite a um gravíssimo edema de glote, estamos falando da mesma doença? Primeiro, é preciso destacar que a incidência de alergias está aumentando em todo o mundo. Hoje, por volta de 35% da população mundial têm algum tipo de alergia. Acredita-se que esse número possa chegar a 50%. E os pesquisadores atribuem isso às circunstâncias da vida moderna. As alergias, na verdade, têm manifestações distintas, mecanismos eventualmente diferentes, mas podem ser englobadas no mesmo grupo de patologias. Entre as principais, podemos destacar as alergias respiratórias, como asma e rinite, as alimentares, que podem produzir reações digestivas e até problemas respiratórios graves, as alergias a venenos de insetos, que podem ser fatais, alergias a medicamentos e substâncias químicas, alergias a cosméticos ou bijuterias. De uma forma simples, pode-se dizer que, em todas essas alergias, o corpo se defende de forma exacerbada a elementos que considera intrusos. Qualquer pessoa pode ter alergia? Normalmente, quem desenvolve alergia tem uma característica genéti- 6 Revista ABCFARMA Novembro/08 paginas azuis.indd 6 24/10/ :44:49

6 Paginas azuis ca, uma predisposição. Filhos de pais não-alérgicos têm uma chance de cerca de 15% de terem alergias. Quando um dos pais tem, a chance sobe para 35%. Quando ambos os pais são alérgicos, a probabilidade chega a 70% - sobretudo no caso das alergias respiratórias. A primeira alergia do ser humano é em relação ao leite, não? É verdade. Mas a alergia tem uma característica muito interessante. A reação nunca ocorre no primeiro contato com o alérgeno. Mas numa próxima vez. Uma pessoa alérgica a abelhas, por exemplo, só apresentará reação alérgica numa próxima picada pois, a partir do momento da primeira inoculação do veneno, o sistema imunológico da pessoa começa a se preparar para reagir ao próximo ataque. Numa próxima ferroada, que pode ser a segunda ou a milésima, desencadeia-se a reação alérgica. Alergias alimentares podem provocar desde erupções de pele até graves reações anafiláticas, como parada respiratória. E após essa primeira reação, a pessoa passa a ser considerada alérgica? Sim. Se a pessoa se mostra alérgica a bijuterias, por exemplo, ela será alérgica a metal sempre e terá que evitar o contato. Alergia é uma doença crônica, com inúmeras formas de controle, como medicamentos e vacinas. Mas não gosto de dizer que a alergia tem cura ou não tem cura porque pode acontecer, por exemplo, de um asmático espanhol que tem reação a um pólen típico de seu país vir morar no Brasil, onde não existe aquele pólen. Aqui, ele não terá asma. Está curado? No Brasil, sim. Se voltar à Espanha, a doença reaparece. Existe uma espécie de calendário das alergias? No Brasil, as estações do ano não são muito características, mas, de modo geral, no outono e no inverno, aumenta a incidência de asma e rinite. No verão, começam a aparecer com mais freqüência problemas com veneno de inseto, alergias a alimentos e a cosméticos. Nas mulheres, no campo das alergias de contato, esmalte de unha é um alérgeno importante, bem como tintas de cabelo. Entre as alergias alimentares, quais são as mais comuns em nosso meio? Há um sem-número de alimentos que potencialmente podem causar alergia. Mas leite, ovos, trigo, camarão e algumas frutas tropicais, como manga e kiwi, são os mais freqüentes entre nós. Uma alergia muito comum também é ao látex da borracha, com reação cruzada a frutas como banana e kiwi. Reação cruzada é aquela em que a pessoa, sendo alérgica a determinado elemento, é alérgica a outra, automaticamente. A estrutura do alérgeno da banana, por exemplo, é muito parecido com a do látex. Aliás, a alergia ao látex é algo bastante problemático, pois as reações podem ser muito graves, até mesmo anafiláticas, com parada respiratória. A situação se complica se a pessoa tiver que ser submetida a uma cirurgia. O médico não pode usar sequer uma luva cirúrgica e a maior parte dos instrumentos cirúrgicos, que contêm látex e podem matar o paciente ao contato. Por causa disso, já existem hospitais do tipo látex-free, em que se usam outros tipos de material no centro cirúrgico. Recentemente, tivemos o caso de um paciente que foi para a UTI depois da cirurgia e não melhorava. Quando se descobriu que ele tinha alergia ao látex e se tiraram todos os materiais de borracha em contato com o paciente, ele melhorou rapidamente. Vocês já devem ter lidado com os mais variados casos de alergia. Em que porcentagem dos casos é preciso fazer uma longa investigação para se descobrir o que está causando a reação? Normalmente, as reações anafiláticas, de choque, que são as mais graves, são paradoxalmente as mais fáceis de resolver, porque o problema ocorre imediatamente depois do contato com o alérgeno uma ferroada de formiga, por exemplo. Nesses casos, é mais fácil estabelecer a relação de causa e efeito. 8 Revista ABCFARMA Novembro/08 paginas azuis.indd 8 24/10/ :45:07

7 Paginas azuis Mas na maior parte dos casos, as reações alérgicas são difusas e podem dificultar o diagnóstico do fator alergênico. Quando isso acontece, levantamos a história clínica do paciente e fazemos testes alérgicos entre eles, as chamadas provas de provocação ou dietas de exclusão, eliminando alimentos que poderiam potencialmente causar aquela reação. Essas provocações de alergias não podem ser perigosas? Sim, e é por isso usamos técnicas especiais, com o paciente internado no hospital para estar perto de uma infra-estrutura adequada em caso de reação grave. Nesses testes, se por exemplo a suspeita é de alergia alimentar, sem que o elemento tenha sido definido, damos ao paciente cápsulas contendo alimentos suspeitos diluídos em sistema duplo-cego, ou seja, nem o médico nem o paciente sabem o que as cápsulas contêm. É claro que são casos excepcionais. Na maior parte das vezes, só a história clínica do paciente é suficiente para se descobrir o agente alérgico. Nas alergias alimentares, quais são as reações mais comuns? No Brasil, as estações climáticas não são muito bem definidas, mas no outono e inverno aumentam sensivelmente os casos de alergias respiratórias, como asma e rinite. No verão, as alimentares e a cosméticos. Entre as terapias hoje empregadas, estão os chamados testes de provocação - com os quais os médicos tentam descobrir o agente causador da alergia - e as vacinas imunoterápicas, que têm alta eficiência em casos bem selecionados. Mas têm que ser tomadas, em média, durante três anos. 9 Revista ABCFARMA Novembro/08 paginas azuis.indd 9 24/10/ :45:18

8 Paginas azuis Aí é preciso fazer uma diferenciação entre três situações distintas: alergias propriamente ditas, intoxicação alimentar, quando o alimento está contaminado, e intolerância alimentar que ocorre quando o paciente não produz determinada enzima envolvida na digestão de um ou mais alimentos. Os sintomas básicos desses quadros são similares: diarréia, vômitos, cólicas. E, no caso das alergias, além desses sintomas digestivos podem ocorrer outros, bem mais graves, como choque anafilático. Cada quadro tem um tratamento diferente. Intoxicação se trata com antibióticos, por exemplo, intolerância alimentar com dieta e alergias com as terapias específicas. Por que certas pessoas são radicalmente alérgicas ao camarão? Por causa de certas proteínas presentes no camarão. Pessoas que têm reações violentas no contato com camarão nunca poderão ingerir camarão mesmo porque, ainda não existem vacinas contra alergias alimentares. E as reações podem ser muito graves. Nosso grupo, aqui na USP e na Clínica Croce, é especializado em casos graves, com reações anafiláticas. Somos referência nas alergias por veneno de insetos, medicamentos, alimentos. Neste momento, aqui no Hospital das Clínicas, devemos ter pelo menos cem pessoas em tratamento de alergias a insetos. No caso das alergias a medicamentos, quais são as categorias com maior potencial de provocar alergia? São os mais comuns: analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios. Entre os princípios ativos, o ácido acetil-salicílico e a dipirona, mas podem ocorrer também reações cruzadas entre esses e outros medicamentos. A penicilina é outro importante agente alérgico, mas no Brasil nem tanto. Anticonvulsivantes e antibióticos também podem provocar reações. Como não há como prever a alergia, só se pode intervir depois que ela ocorre, primeiro tratando os sintomas alérgicos, depois trocando de medicamento. Hoje em dia há muitas alternativas em praticamente todas as famílias farmacológicas. O problema é quando um diabético tem alergia a insulina. Ainda assim dá para dessensibilizar o paciente. Como é que se manifestam as alergias medicamentosas? Há um fenômeno interessante. Quando a pessoa usa uma classe de medicamentos todos os dias, como antihipertensivos ou antidepressivos, raramente ocorrem reações alérgicas. O que causa alergia é uso esporádico sobretudo se o uso teria de ser regular. Em sua experiência, quais foram os casos mais interessantes de alergia? Já descrevemos alergia a aranhascaranguejeiras entre pesquisadores do próprio Instituto Butantan. Essas aranhas têm umas cerdas nas costas, que elas soltam quando se sentem ameaçadas. Vários funcionários do Butantan começaram Dr. Fabio Morato Castro: As alergias nunca ocorrem num primeiro contato com o alérgeno - mas no próximo, não necessariamente no seguinte. No caso de uma picada de abelha, por exemplo, a reação pode ocorrer na picada seguinte ou na milésima a desenvolver alergia a esse elemento. E também já registramos em nosso serviço alergia de mulheres ao sêmen do marido, com reações graves, de quase morte. Há situações que realmente surpreendem. Num dos casos, não era nem preciso haver relação sexual. Só o contato do sêmen com a pele já bastava para provocar reação. De modo geral, como se tratam alergias? Com controle ambiental, para o combate dos ácaros que causam asma e rinite, por exemplo, dietas alimentares, medicamentos e imunoterapias alérgenoespecíficas, que são as chamadas vacinas, que têm uma eficácia de até 99%, no caso de alergias a venenos de insetos. O problema é que boa parte dos extratos com que se fazem as vacinas são importados e no Brasil existem alérgenos que ainda não foram estudados lá fora. É o que estamos fazendo neste momento, com a formação de um grupo especializado, o GENAR Grupo de Estudo de Novos Alérgenos Regionais, exatamente para investigar alergias tipicamente brasileiras, como a do caju, da jaca, de certas aranhas, da cascavel e até da mandioca. Com relação aos medicamentos vendidos em farmácias, quais são as opções atualmente? Os antialérgicos e os antiinflamatórios convencionais, como os corticóides e os antileucotrienos, além de uma nova classe de medicamentos, os monoclonais anti-ige, sobretudo para a asma. Acredito que haverá um boom de novas classes terapêuticas importantes. E, no futuro, certamente contaremos com a farmacogenética, ou seja, poderemos caracterizar cada pessoa geneticamente para conhecer previamente a resposta dela aos medicamentos. É fácil deduzir que, no caso das alergias, a automedicação é totalmente contra-índicada? Totalmente. Mesmo porque, você não estará resolvendo o problema tomando antialérgicos por sua conta, sem descobrir o agente alérgico. 10 Revista ABCFARMA Novembro/08 paginas azuis.indd 10 24/10/ :45:37

9 BR-1 Ciência Por: Celso Arnaldo Araujo Foto: Divulgação A Estrada da Vida No mês de setembro último, quatro meses depois que o Supremo Tribunal Federal deu aval para a realização de pesquisas com esse tipo de célula no Brasil, cientistas da Universidade de São Paulo comandados pela professora Lygia Pereira (foto) anunciaram a produção da primeira linhagem de células-tronco embrionárias humanas do Brasil linhagem (multiplicação contínua de células que dão origem a outros tecidos) que recebeu o nome de BR-1. Menos de 50 grupos, em todo o mundo, já alcançaram essa proeza científica. As células-tronco, matéria-prima para inúmeras pesquisas que podem resultar no desenvolvimento de novas terapias, foram obtidas a partir de embriões que estavam congelados em clínicas de fertilização in vitro e que foram doados para pesquisa com a autorização dos casais que lhes deram origem. É o primeiro passo para o Brasil dominar a tecnologia das células-tronco embrionárias, até aqui importadas de laboratórios estrangeiros Mas, afinal, até onde podemos chegar com as células-tronco? A geneticista Lygia Pereira, que produziu a linhagem em colaboração com a bióloga Ana Maria Fraga, comemorou o sucesso da pesquisa: Precisamos ter autonomia. Não podemos ficar dependendo da tecnologia dos outros para sempre. Cerca de 250 embriões, doados pelas clínicas Fertility, de São Paulo, e Centro de Reprodução Humana Prof. Franco Jr., de Ribeirão Preto, precisaram ser descongelados previamente para a equipe da USP chegar a essa primeira linhagem brasileira. Desses 250, apenas 35 chegaram ao estágio que interessava aos cientistas. Todos os embriões estavam congelados há mais de três anos como exige a lei brasileira de biossegurança e não seriam mais usados para fins reprodutivos. Em todos os casos, os casais assinaram um termo de consentimento autorizando a doação para a pesquisa. Foram dois anos de idas e vindas, ten- 12 Revista ABCFARMA Novembro/08

10 Ciência tativas e erros, mas valeu a pena. Há cerca de três meses, os pesquisadores conseguiram que uma das células do embrião começasse a se dividir em laboratório. Desde então, eles passaram a fazer com que essas células se multiplicassem, até um número suficiente para atestar que eram pluripotentes ou seja, tinham a capacidade de se diferenciar em vários tecidos do organismo. Essa é a propriedade quase mágica das células-tronco e o motivo de tanto entusiasmo por parte dos cientistas. Para a Dra. Lygia, agora chegou a hora de recuperar o tempo que o país perdeu nessa área de pesquisa pois o Brasil não pode ficar atrás nos testes clínicos com as células-tronco embrionárias, as mais promissoras para a cura de doenças degenerativas por sua capacidade de se transformarem em qualquer tecido do organismo. E a linhagem nacional de células-tronco obtidas na USP será cedida aos pesquisadores que quiserem fazer uso dela, para que não haja uma corrida pela reprodução da pesquisa e os cientistas já possam começar a parte prática da pesquisa como usar as células-tronco em benefício do homem? Afinal, testes em humanos são seguros? Diz a professora Lygia: Vivemos um momento muito parecido ao do ano de 1967, quando se iniciaram os transplantes de coração. Não se sabia se era seguro ou não. Se funcionava ou não. Era preciso ter coragem para dar esse passo do modelo animal para o do ser humano. No próximo ano, nos Estados Unidos, veremos esses experimentos. Se for seguro, isso vai incentivar muitos outros testes clínicos com outras doenças. E que doenças seriam essas? Em experiências com animais, o uso de células-tronco embrionárias produziram entusiasmo na comunidade científica. Com efeitos terapêuticos muito significativos em paralisias por trauma de medula, doença de Parkinson, diabetes e degeneração da mácula, que causa cegueira. Seja como for, o sucesso da pesquisa realizada na USP obteve grande repercussão na comunidade científica do país: A pesquisa trará independência e abertura para outros trabalhos 100% nacionais envolvendo essas linhagens, disse o presidente do simpósio, Paulo Brofman, da PUC- PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná). OS PRÓXIMOS PASSOS Segundo a Dra. Lygia, o próximo passo é produzir essas células em grande escala, para que possam servir de base a pesquisas com moléstias humanas não mais em animais de laboratório. Daqui a pouco vão começar os testes clínicos em seres humanos com essas células. Nós nos acostumamos a só ver testes clínicos com células-tronco adultas. Mas isso vai acontecer brevemente com as embrionárias também. Nos Estados Unidos, no ano que vem, será feito o primeiro teste para tratar lesões na medula. E nós, aqui no Brasil, temos de recuperar esse tempo perdido, disse ela, durante o Simpósio Internacional de Terapia Celular, realizado em Curitiba em outubro último. 14 Revista ABCFARMA Novembro/08

11 Ciência CÉLULAS-TRONCO: O que são? Células-tronco são células primitivas, produzidas durante o desenvolvimento do organismo, que dão origem a outros tipos de células. Existem vários tipos de células-tronco. Entre elas, as Pluripotentes, que podem se diferenciar para assumirem as funções de qualquer tipo de célula. ORIGEM DE TUDO Onde as células-tronco podem ser encontradas? Em embriões recém-fecundados (blastocistos), criados por fertilização in vitro, que não serão utilizados no tratamento da infertilidade, ou em células sanguíneas de cordão umbilical no momento do nascimento. Aguns tecidos adultos (tais como a medula óssea) e células maduras de tecido adulto também podem ser reprogramadas para ter comportamento de células-tronco. Para que servem? Os cientistas investem na possibilidade de que elas, manipuladas em laboratório, produzam células e tecidos para terapias medicinais. Infelizmente, o número de pessoas que necessitam de um transplante excede muito o número de órgãos disponíveis para transplante. E as células pluripotentes oferecem a possibilidade de uma fonte de reposição de células e tecidos para tratar um grande número de doenças incluindo o Mal de Parkinson, Alzheimer, traumatismo da medula espinhal, infarto, queimaduras, doenças do coração, diabetes, osteoartrite e artrite reumatóide. 16 Revista ABCFARMA Novembro/08

12 Comportamento Por Celso Arnaldo Araujo Foto: Divulgação DEPRESSÃO Saindo do buraco Não é apenas um distúrbio do humor, mas uma doença complexa que afeta corpo e mente e tem sintomas emocionais e físicos que podem ser incompatíveis com a vida cotidiana. A depressão interfere na habilidade para trabalhar, estudar, comer, dormir e apreciar atividades antes consideradas agradáveis. Milhões de brasileiros sofrem de depressão mas às vezes sem diagnóstico, porque ainda faltam informações sobre esse grave transtorno. Uma vez diagnosticada, a doença pode ser neutralizada. Há inúmeras formas de tratamento farmacológico e novas famílias de medicamentos estão chegando ao mercado. Nesta matéria, a psiquiatra Dra. Marcia Britto de Macedo Soares, faz um pequeno raio-x da depressão e explica como funciona cada tipo de antidepressivo O diagnóstico da depressão é inquestionável? Ou o quadro de sintomas pode ser confundido com outros transtornos? As classificações diagnósticas mais empregadas atualmente na Psiquiatria, ou seja, o Manual Diagnóstico e estatístico de Transtornos Mentais e o Código Internacional das Doenças, apresentam critérios bem estabelecidos e confiáveis para o diagnóstico de uma depressão. Quando nos baseamos nestes critérios para o diagnóstico de um episódio depressivo, a concordância é alta, ainda que o diagnóstico seja efetuado, por exemplo, por profissionais de diferentes países e culturas. Os sintomas depressivos (perda de energia ou interesse, humor deprimido, dificuldade de concentração, alterações do apetite e do sono, lentificação das atividades físicas e mentais, sentimento de pesar ou fracasso) também podem estar presentes em doenças clínicas e podem ser induzidos por medicamentos ou substâncias sendo, nesse caso, chamadas de Depressão Secundária. Os especialistas costumam dizer que a verdadeira depressão é aquela que não tem origem num evento ou num fato concreto na vida do doente, como um trauma, por exemplo mas vem de dentro, sem nenhuma origem conhecida. Esse conceito ainda é válido? A classificação da depressão em endógena (sem desencadeante externo) ou reativa (relacionada a fatores psicossociais ) foi empregada até o início dos anos 1980, quando 18 Revista ABCFARMA Novembro/08

13 Comportamento esses critérios operacionais passaram a prevalecer. Não fazemos esta diferenciação entre endógeno/reativo nos dias de hoje. O que se discute hoje é que fatores psicossociais e ambientais como, por exemplo, a negligência e o abuso na infância, perdas (de pessoas próximas, separação, perdas financeiras) e o estresse crônico, se relacionam ao desencadeamento dos episódios depressivos. É possível se esboçar um perfil do depressivo em potencial? São normalmente introspectivos? Ou até pessoas normalmente bem humoradas podem entrar em depressão? Pessoas bem humoradas podem desenvolver episódios depressivos. O que vemos, porém, é que portadores de distimia, transtorno mais leve e crônico do que a depressão, caracterizado pelo mau-humor crônico, irritabilidade, desânimo, alterações de sono, apresentam um risco maior de desenvolver episódios depressivos ao longo da vida. Em sua experiência, qual foi o quadro mais longo de depressão já registrado? A depressão pode apresentar um curso crônico, especialmente se não tratada, e pode durar anos Uma pessoa em depressão pode eventualmente continuar em sua rotina normal, na vida pessoal e profissional? Ou a maior parte das depressões são incompativeis com a manutenção da rotina? A depressão, quando não tratada, é uma doença que leva a importante prejuízo nas esferas pessoal e profissional do paciente. Leva a um comprometimento global da funcionalidade, acarreta danos sociais e econômicos, pelos custos diretos com tratamento e indiretos pela perda de produtividade, e compromete a qualidade de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a depressão é a primeira causa de incapacitação em todo o mundo. O que se espera com o tratamento é que o paciente recupere sua capacidade funcional. Há um velho axioma médico segundo o qual quando existem muitos medicamentos diferentes para combater uma mesma patologia, é porque não existe o remédio ideal. Esse raciocínio é válido para a depressão? A depressão é tratada com um grupo de medicamentos, os antidepressivos, que podem ser classificados de acordo com sua ação sobre os diferentes sistemas neurotransmissores e receptores, e com isso temos diferentes classes de antidepressivos.uma analogia: antibióticos - são indicados para tratar infecções e existem compostos de mecanismos de ação diferente. A depressão infantil, cuja incidência parece estar aumentando, tem um quadro muito particular: a criança mostra um humor irritável, passa a não se interessar mais por brincadeiras e apresenta pensamentos de não ser querida É sabido que o melhor tratamento da depressão é aquele sob medida para cada paciente, para cada circunstância de vida e da característica dos sintomas. Quanto tempo leva, normalmente, para se ajustar o tratamento? Dispomos de diversos compostos antidepressivos em nosso meio, e embora possam existir algumas diferenças entre seu perfil de eficácia, são considerados igualmente efetivos. A opção por uma medicação ou por outra muitas vezes se dá pelo perfil de efeitos colaterais, pelo quadro clínico do paciente, pela existência de doenças clínicas associadas, ou mesmo pelo histórico de boa resposta a um determinado medicamento. O tratamento da depressão visa a remissão do episódio, com a erradicação dos sintomas, e a recuperação total do paciente. É dividido em três fases: fase aguda, fase de continuação e fase de manutenção. 20 Revista ABCFARMA Novembro/08

14 Comportamento AS ETAPAS DO TRATAMENTO Fase Aguda Objetivo: remissão dos sintomas e melhora do funcionamento psicossocial Duração: em geral, de seis a oito semanas Fase de Continuação Objetivo: prevenção de recaídas e recuperação do funcionamento psicossocial Duração: em média, de quatro a nove meses Fase de Manutenção Objetivo: prevenção de recorrências Duração: indefinida A Dra. Marcia Britto de Macedo Soares faz um quadro das diversas famílias de drogas usadas contra a depressão Classificação dos antidepressivos CLASSE Inibidores de monoaminooxidase (IMAOs) Inibidores tricíclicos Inibidores seletivos da recaptação de serotonina Inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina Drogas serotoninérgicas Drogas noradrenérgicas Drogas dopaminérgicas Antagonistas de alfa 2 adreno-receptores SUBSTÂNCIAS Não seletivos e irreversíveis: tranilcipromina Seletivos e irreversíveis: moclobemida amitriptilina, clomipramina, imipramina, nortriptilina Fluoxetina, Paroxetina, Sertralina Citalopram, Fluvoxamina, Escitalopram Venlafaxina, Duloxetina Nefazodona, Tianeptina, Trazodona Maprotilina, Reboxetina Amineptina,Bupropiona Mirtazapina, Mianserina Os cientistas explicam a depressão pela deficiência de alguns neurotransmissores cerebrais que pode ser compensada com várias classes de medicamentos 22 Revista ABCFARMA Novembro/08 Depressão tem cura? Ou o risco de recidivas impede que se fale em cura? A depressão é uma doença crônica e recorrente. Falamos em controle pela prevenção das recorrências, e não em cura. Quais são as inovações da duloxetina? A duloxetina apresenta, assim como a venlafaxina, um mecanismo de ação dual, ou seja, inibe a recaptação de serotonina e de noradrenalina. Cabe ressaltar que a venlafaxina foi o primeiro composto lançado desta classe. Tem aumentado a incidência de depressão em crianças? O quadro é parecido com a dos adultos? Como se trata? Embora já descrita, a depressão em crianças tem sido mais reconhecida nos dias de hoje. Até a década de 1970 o diagnóstico de depressão na infância não era aceito. O quadro clínico apresenta algumas particularidades: o humor é mais comumente irritável - e não depressivo, a criança mostra desinteresse por brincadeiras, apresenta ganho de peso menor do que o esperado para a idade e não necesariamente perda de peso, apresenta pensamentos de não ser querida e não necessariamente pensamentos de culpa, apresenta queda no rendimento escolar,por exemplo.

15 Recursos Humanos Por: Celso Arnaldo Araujo Foto: Raul Zito COMUNICAÇÃO VERBAL Princípio ativo do bom atendimento Profissionais que trabalham na farmácia atrás do balcão, atendendo ao público, às vezes conseguem conquistar o cliente já na abordagem ou na curta conversa que se estabelece nessa relação comercial. Mas da mesma maneira que um primeiro contato verbal pode cativar, também pode afastar o consumidor, se não for feito de forma adequada. Existem muitos profissionais de farmácia que se sentem travados no contato com o público - por timidez, introspecção ou, mesmo, carência de uma expressão verbal mais fluente. Outros, pelo contrário, são soltos demais, tentam mostrar uma desenvoltura que beira a falta de tato. Nesta entrevista à Revista ABCFARMA, o professor Reinaldo Polito, um dos maiores especialistas brasileiros em comunicação verbal, que já treinou milhares de profissionais e altos executivos na arte da oratória e da boa expressão, dá dicas de como fazer sucesso só abrindo a boca Profissionais que não precisam fazer apresentações ou palestras, mas que simplesmente atendem o público em alguma forma de comércio ou empresa de serviços, precisam de técnicas de comunicação específicas? Essas técnicas existem? Você já treinou esse tipo de profissional? Reinaldo Polito 24 Revista ABCFARMA Novembro/08

16 Recursos Humanos Os aspectos da comunicação para falar em público e para conversar com uma ou duas pessoas são basicamente os mesmos. Em todas as circunstâncias, será necessário o uso adequado da voz, do vocabulário, da expressão corporal e da ordenação lógica do raciocínio. O que muda é a consideração mais acentuada da naturalidade e a adaptação ao ambiente. De maneira geral, na conversa o volume de voz é menor, o vocabulário mais informal e a expressão corporal mais moderada. Na conversa, que é a situação do atendimento no balcão da farmácia, há maior interação com o interlocutor e maior cuidado com a audição. A habilidade de ouvir é uma das competências mais importantes para quem atende o público. Certamente existem pessoas que têm extrema dificuldade de comunicação interpessoal - falam de cabeça baixa, em voz quase inaudível. Há remédio para isso? Por incrível que pareça, há muitas pessoas que sentem mais dificuldade para conversar que para falar em público. Conheço políticos e palestrantes que se saem maravilhosamente bem na tribuna, mas não conseguem entabular uma conversa. A conversa exige algumas habilidades peculiares, como, por exemplo, ouvir, interagir, fazer perguntas abertas, quando desejar obter respostas e raciocínios mais elaborados; fazer perguntas fechadas, quando desejar respostas pontuais, geralmente para redirecionar o rumo do diálogo. O melhor remédio é a prática orientada. Se a pessoa tiver alguém para orientá-la de forma correta, conquistará bons resultados. Ser tímido não é um problema tão grave assim, o que não pode é ser dominado pela timidez. Se o atendente de balcão for auxiliado a se policiar, poderá treinar falar olhando de cabeça erguida, com gesticulação moderada, ritmo agradável para expor suas idéias. Se o profissional tiver boa vontade e se dedicar ao aperfeiçoamento da comunicação, com certeza, passará a falar muito melhor. Em suas aulas, o professor Reinaldo Polito procura destacar e desenvolver as melhores qualidades de comunicação de cada profissional Manter sempre um comportamento mais discreto. Às vezes um cliente se anima a fazer algum tipo de graça, mas não gostaria de que quem o atende fizesse o mesmo. Uma boa medida, para não deixar a pergunta sem resposta, é falar com cada cliente como se ele fosse o futuro sogro, ou a futura sogra, que você acaba de conhecer e precisa manter um comportamento discreto e ao mesmo tempo amável para agradá-lo e, assim, ser simpático com a namorada ou namorado, que está querendo muito conquistar. 26 Revista ABCFARMA Novembro/08

17 Recursos Humanos Conhecer bem o assunto a ser abordado é fundamental para alguém expor um assunto com desenvoltura A timidez patológica pode ser neutralizada mesmo sem se recorrer ao divã do psicanalista? Para que a pessoa consiga conversar com desembaraço e combata a timidez, é fundamental que conheça bem o assunto que expõe. Que saiba organizar o raciocínio, com começo, meio e fim. Que pratique bastante e tome conhecimento dos seus aspectos positivos de comunicação. Dessa forma, se sentirá mais encorajado e confiante para conversar com as pessoas, sejam elas estranhas ou conhecidas. Por outro lado, a desenvoltura exagerada, que descamba para a piada sem graça, deve ser contida. De que forma? Há uma linha muito delicada separando o humor da vulgaridade. Quanto mais nos aproximamos dessa linha, mais bem-humorados nos tornamos. Entretanto, maior passa a ser o risco de cairmos na vulgaridade. É preferível manter uma margem de segurança, não ser tão engraçadinho e preservar a imagem, do que andar sempre no fio da navalha fazendo gracinhas e correndo o risco de se tornar vulgar. A piada pronta, o trocadilho ostensivo e grosseiro é desaconselhável. Em vez disso, o melhor são as tiradas espirituosas, subentendidas, nascidas na própria circunstância do ambiente. Cuidado! As piadas quase sempre são muito arriscadas. Se não tiver graça, a situação de quem conta se torna constrangedora. Se for engraçada, corre o risco de que todos a conheçam e que, por isso, não reajam. Como você, professor Reinaldo Polito, gostaria de ser atendido numa farmácia? O balconista deve falar o essencial - ou uma abertura pessoal pode vir a ser uma forma de comunicação mais eficiente? O melhor atendimento é daquele profissional que sabe ser gentil, atencioso e responde às perguntas com segurança e conhecimento. Eu ficaria muito aborrecido se fizesse uma brincadeira e o atendente continuasse sério, se o chamasse e ele não me atendesse, mesmo que fosse para dizer que logo me atenderia. Quem deve tomar a liberdade de fazer comentários pessoais deve ser o cliente. Nada impede, entretanto, que, tendo conhecimento sobre determinado tema, o atendente não possa discorrer brevemente sobre o assunto. Como o profissional que atende o público deve lidar com clientes agressivos e espaçosos sem perder a classe? Mais informações: www. polito.com.br 28 Revista ABCFARMA Novembro/08 O profissional que atende o público não pode em nenhuma hipótese reagir emocionalmente a clientes agressivos ou espaçosos. Deve manter a calma e usar comunicação bastante formal para que seu comportamento profissional possa prevalecer. Existe uma fórmula para alguém ser simpático na medida certa? Embora cada cliente possa reagir de maneira peculiar às brincadeiras, o melhor é manter sempre um comportamento mais discreto. Às vezes um cliente se anima a fazer algum tipo de graça, mas não gostaria de que quem o atende fizesse o mesmo. Uma boa medida, para não deixar a pergunta sem resposta, é falar com cada cliente como se ele fosse o futuro sogro, ou a futura sogra, que você acaba de conhecer e precisa manter um comportamento discreto e ao mesmo tempo amável para agradá-lo e, assim, ser simpático com a namorada ou namorado, que está querendo muito conquistar. O domínio razoável do idioma é fundamental para um atendimento pessoal no comércio? O domínio razoável do idioma demonstra o preparo e a formação do profissional. Esse é um subtexto que confere credibilidade. E só com a conquista da confiança é que o profissional poderá almejar crescimento e sucesso. Embora todos os conceitos gramáticas sejam importantes, tenha maior cuidado com as concordâncias e conjugações verbais. Chamar todo mundo de senhor, indistintamente, é aconselhável? Ou, em certos casos, deve-se estabelecer com o cliente uma relação menos formal? De maneira geral, o tratamento deve ser o de senhor ou senhora. Entretanto, se o cliente for bastante jovem e se mostrar próximo, não haverá mal em tratá-lo por você. No caso de dúvida, não arrisque trate de senhor ou senhora.

18 Produto Texto: Celso Arnaldo Araujo Fotos: Divulgação Viagra O medicamento que transformou a vida de milhões de homens em todo o mundo está comemorando seu décimo aniversário já que foi lançado no mercado em 1998, como a primeira droga oral para o tratamento da disfunção erétil (DE). Nesse período, Viagra foi usado por mais de 35 milhões de homens em 120 países, com quase 2 bilhões de comprimidos vendidos. Hoje, a média de venda em todo o mundo é de seis pílulas por segundo. Além de abrir caminho para o há 10 anos, uma revolução Peter Ellis, criador do Viagra lançamento bem-sucedido de outros medicamentos do gênero como o Cialis, o Levitra e o nacional Helleva o Viagra sem dúvida é o precursor de uma nova era no tratamento da temível DE. Nesta matéria, um pequeno histórico da criação da pílula azul em entrevistas com dois dos especialistas que trabalharam no desenvolvimento do Viagra, os Drs. Ian Osterloch e Peter Ellis (foto) O descobrimento de Viagra como tratamento para disfunção erétil foi praticamente acidental. Quando os cientistas em Sandwich, Reino Unido, desenvolveram o primeiro passo para a inibição da enzima chamada PDE5, o que resulta no aumento do fluxo sanguíneo, eles estavam atrás de um tratamento para angina cardíaca. Porém, durante as pesquisas com o citrato de sildenafila, começaram a ser relatados efeitos secundários, de maneira que os estudos foram redirecionados ao tratamento da disfunção erétil. Foi emocionante descobrir, durante as primeiras etapas de pesquisa, que Viagra poderia se converter em um tratamento tão aguardado por homens com disfunção erétil, diz Ian Osterloh, líder da equipe de Viagra na época do registro e lançamento do medicamento. Segundo o pesquisador, quando as pessoas começaram a ler notícias sobre estudos para o desenvolvimento de um comprimido para disfunção erétil, muitos pacientes escreveram 30 Revista ABCFARMA Novembro/08 para incentivar a continuação das investigações. Apesar de acharmos que Viagra fosse ficar conhecido, nunca poderíamos ter imaginado o sucesso e o impacto que o medicamento teria na sociedade, admite Osterloh. O Dr. Peter Ellis, outro pesquisador envolvido na pesquisa, hoje Diretor Executivo e Líder de Desenvolvimento da Pfizer no Reino Unido, esteve em São Paulo no mês de setembro e também falou sobre o começo do projeto Viagra: Conforme fomos nos aproximando do lançamento, sabíamos que haveria uma alta demanda de pacientes para o medicamento e trabalhamos arduamente para educar os médicos prescritores sobre o uso do produto nesses pacientes. O que mais nos pegou de surpresa foi o impacto que o medicamento causou na sociedade, desafiando o tabu da discussão aberta sobre sexo e reconhecendo que a DE era uma doença que poderia ser facilmente tratada. O conhecimento sobre Viagra se espalhou por todo o mundo, fazendo com que esta se tornasse uma marca comercial altamente reconhecida, sendo que a palavra Viagra já foi até mesmo incluída no dicionário inglês. Isto é certamente algo que não imaginávamos. UMA NOVA ERA A disfunção erétil tem impacto significativo na qualidade de vida dos casais. Estudos têm revelado que uma vida sexual plena está intimamente relacionada com a satisfação geral das pessoas. Antes do Viagra, as opções de tratamento para disfunção erétil eram limitadas, incômodas e constrangedoras, como injeções intracavernosas no pênis, cirurgias vasculares, próte-

19 Produto ses e bombas a vácuo. Viagra não só ajudou milhões de homens a superar a disfunção erétil. O lançamento do medicamento abriu caminhos para que se eliminasse o estigma associado com essa condição. Acho que podemos dizer que as atitudes em relação ao sexo mudaram significativamente depois do Viagra, diz o Dr. Peter Ellis. É maravilhoso ver hoje como os homens e os casais que sofrem de DE podem e realmente procuram tratamento médico. O conhecimento de que se trata de uma doença e não apenas algo da cabeça do homem, que pode ser facilmente tratada com uma pílula e que muitos homens que sofrem deste problema quebraram o tabu de admitir o problema e discutir seu impacto e as opções de tratamento. O advento do Viagra mudou nossa perspectiva sobre o sexo, principalmente na medida em que envelhecemos. Hoje nós vivemos uma época em que não temos mais de aceitar a disfunção erétil e uma vida sexual de pouca qualidade como conseqüência do envelhecimento ou de uma condição médica, mas que podemos fazer algo a respeito disto. O FUTURO Depois do Viagra, o que virá? Responde Ellis: Há uma diversidade de opções efetivas de tratamento disponíveis aos pacientes com DE. Entre elas, existem os inibidores de PDE5, incluindo Viagra, vasodilatadores injetáveis, dispositivos de bomba pneumática e cirurgia. Muitas pessoas preferem o comprimido oral a outros métodos, mas caso estes não tenham sucesso, então existem outras opções disponíveis. Os inibidores de PDE5 tratam com sucesso cerca de 70% de todos os homens que sofrem de DE. Esta é uma porcentagem grande, mas é claro que ainda há uma população com uma necessidade médica em relação a um tratamento oral alternativo. Acho que é um desafio significativo encontrar um medicamento melhor do que Viagra, e levará muito tempo até que Números de Viagra no Brasil No primeiro ano de mercado (1998), foram vendidos no Brasil aproximadamente 3,8 milhões de comprimidos. Em 2007, foram 7,1 milhões de pílulas azuis comercializadas no País, ou seja, um crescimento de 97% em comprimidos em relação ao ano de lançamento. De 1998 até hoje, foram vendidos aproximadamente 80 milhões de comprimidos de Viagra só no Brasil. Para esclarecer os mitos e as verdades sobre Viagra, o Dr. Sidney Glina, Chefe do Departamento de Urologia do Hospital Ipiranga/São Paulo, levanta as principais dúvidas que os pacientes levam para o consultório: Pacientes com problemas cardiovasculares podem usar Viagra Verdadeiro. Portadores de insuficiência cardíaca, pressão alta e outras enfermidades relacionadas ao coração podem fazer uso do medicamento, que sempre deve ser prescrito pelo médico. Viagra pode ajudar esses pacientes a retomar ou melhorar a atividade sexual. Pacientes que fazem uso de medicamentos à base de nitrato não podem tomar medicamento para DE Verdadeiro. Os nitratos são medicamentos utilizados por algumas pessoas que tiveram infarto ou angina. Seu uso com comprimidos para disfunção erétil pode resultar em complicações graves. Essa é a principal contra-indicação de Viagra. Viagra não pode ser tomado com álcool, pois tem ação de efeito retardada 32 Revista ABCFARMA Novembro/08 isto aconteça, se é que vai acontecer um dia. Um dos últimos possíveis tratamentos sobre o qual a literatura científica discute é a terapia genética. Isto parece promissor no papel, mas se for bem sucedido, está ainda a muitos anos de distância. Mitos e Verdades sobre Viagra Mito. Estudos realizados com homens que beberam uma garrafa de vinho mostraram que não existe interação entre álcool e Viagra. Apesar disso, a Pfizer, de maneira responsável, não recomenda o uso concomitante. Viagra perde o efeito com o tempo a longo prazo Mito. Estudos mostraram que, mesmo após anos de tratamento com Viagra, a ação do medicamento não foi alterada. Quem tem mais de 70 anos não pode usar Viagra Mito. Não existe idade máxima para o uso de Viagra. Todo homem pode utilizar o medicamento para melhorar seu desempenho sexual, desde que seja avaliado previamente pelo médico. As mulheres não gostam de saber que o parceiro usa Viagra Mito. De acordo com a pesquisa realizada em 2006 com usuários de medicamento para DE, coordenada pela psiquiatra Carmita Abdo, a desaprovação da parceira com relação ao uso de medicamento para melhorar o desempenho sexual é de apenas 3%.

20 Gestão de Negócios Por Américo José da Silva Filho Foto: Divulgação Em busca do horizonte Certa vez, um discípulo chegou ao templo e pediu para falar com o monge superior porque, segundo seu ponto de vista, havia algo na Criação que não possuía sentido algum. O monge o atendeu de imediato, curioso por saber qual era a falha que havia na Criação. Senhor, a natureza é muito bonita, muito funcional, cada coisa tem sua razão de ser... mas, no meu ponto de vista, há uma coisa que não serve para nada... - disse o discípulo. E que coisa é essa que não serve para nada? perguntou o monge. É o horizonte. Para que serve o horizonte? Se eu caminho um passo em direção ao horizonte, ele se afasta um passo de mim. Se caminhar dez passos, ele se afasta outros dez passos. Se caminhar quilômetros em direção ao horizonte, ele se afasta os mesmos quilômetros de mim... Isso não faz sentido! O horizonte não serve para nada... O monge olhou para aquele iniciado, sorriu e disse: Mas é justamente para isso que serve o horizonte... para fazê-lo caminhar. Caminhar em busca do horizonte é o que todos nós, na vida pessoal, profissional ou como empresário, precisamos fazer. É isso que nos motiva para o aperfeiçoamento. Segundo o monge, o fato de o discípulo tentar chegar ao horizonte é o que o motivava; portanto, é o mesmo que ter sonhos e objetivos. Nos negócios, ter um horizonte a perseguir é agir com planejamento e estratégia para alcançar determinados objetivos. É deixar de trabalhar no negócio (ser empregado do negócio), para trabalhar o negócio (trabalhar no desenvolvimento do negócio). Quem apenas trabalha no negócio pensa apenas no dia-a-dia e não no crescimento da farmácia a longo prazo. Já trabalhar o negócio é: Pensar e agir estrategicamente. O cara que inventou uma roda ganhou menos dinheiro do que aquele que inventou as outras três. Para pensar e agir estrategicamente é preciso ter visão, missão, valores e objetivos. Vamos ver o significado de cada uma destas palavras. 34 Revista ABCFARMA Novembro/08 Américo José da Silva Filho

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