Thin Clients: Soluções, Implementação e Desempenho

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - UFPI CENTRO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA CCN DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA E ESTATÍSTICA CURSO DE BACHARELADO EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO Thin Clients: Soluções, Implementação e Desempenho Clístenes Pereira de Sousa Faria Orientador: Prof. Msc. Erico Meneses Leão Proposta de Trabalho de Conclusão de Curso Apresentada ao Departamento de Informática e Estatística da UFPI como parte dos requisitos para obtenção do Título de Bacharel em Ciência da Computação. Teresina, PI, Julho de 2009

2 Resumo Thin client, terminais leves ou clientes magros são máquinas desprovidas de hardware de alto desempenho (alto poder de processamento, velocidade do barramento da placa-mãe e memória RAM), que tem todos seus aplicativos executados em uma máquina mais robusta (Servidor Thin Client). Os terminais leves estão conectados com o servidor thin client via rede de arquitetura cliente-servidor. Além do reaproveitamento de máquinas já obsoletas, como um Pentium III ou 486 DX-100, a redução de custos é a principal vantagem da utilização dos Thin Clients. Este trabalho propõe a implementação e a análise de desempenho de uma rede thin client usando o Linux Terminal Server Project (LTSP). 2

3 Abstract Thin client, thin clients or terminals are lightweight machines without hardware of high performance (high processing power, bus speed of the motherboard and RAM), which has all your applications run on a machine more robust (Thin Client Server). Light terminals are connected to the server thin client via network client-server architecture. Besides the reuse of machines already obsolete as a Pentium III 486 or DX-100, the cost reduction is the main advantage of the use of Thin Clients. This work proposes the implementation and performance analysis of a network of thin client using the Linux Terminal Server Project (LTSP). 3

4 Sumário Lista de Figuras...6 Lista de Tabelas...9 Lista de Símbolos e Abreviaturas...10 Capítulo Introdução Objetivos Objetivo Geral Objetivos Específicos Organização do Trabalho...13 Capítulo Fundamentação Teórica Preboot Execution Environment - PXE Dynamic Host Configuration Protocol DHCP Soluções para implementação de uma rede Thin Client LTSP DRBL LTSP X DRBL Outras Soluções TCOS SACIX Thinstation...24 Capítulo Implementação de um ambiente thin client na UFPI Introdução Arquitetura Configuração de Hardware Instalação Configuração do Servidor

5 3.5.1 DHCP NFS lts.conf Configuração do Cliente Problemas na Implementação...31 Capítulo Análise de Desempenho Desempenho na Primeira Parte - Fase Desempenho na Primeira Parte - Fase Desempenho na Primeira Parte - Fase Desempenho na Primeira Parte - Fase Desempenho na Primeira Parte - Fase Desempenho na Segunda Parte Fase Desempenho na Segunda Parte Fase Desempenho na Segunda Parte Fase Desempenho na Segunda Parte Fase Desempenho na Segunda Parte Fase Conclusão Trabalhos Futuros Referências Bibliográficas

6 Lista de Figuras Figura 1: Thin client HP Compaq t5725 montado sobre HP LP2065 Flat Panel Monitor stand Figura 2: Servidor thin client Microside MARATHON oferecido pela ThinSolutions Figura 3: Terminal thin client HP T5730 oferecido pela ThinSolutions Figura 4: O TC NET M oferecido pela ThinNetworks é um dos thin clients mais rápidos do mercado e ao mesmo tempo é um dos mais baratos Figura 5: O TC-Flash é encontrado em duas versões de 64MB e 128MB, para comportar o Sistema Operacional TC-OS I e II, respectivamente que também é oferecido pela empresa ThinNetworks Figura 6: Arquitetura da rede Thin Client usandp LTSP Figura 7: Arquitetura da rede TCOS Figura 8: Arquitetura da rede SACIX Figura 9: Arquitetura da rede thin client implementada neste trabalho Figura 10: Arquitetura da rede da primeira parte dos testes de desempenho Figura 11: Arquitetura da rede da segunda parte dos testes de desempenho Figura 12: Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do servidor na fase 1 da primeira parte dos testes de desempenho Figura 13: Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do cliente na fase 1 da primeira parte dos testes de desempenho Figura 14: Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do servidor na fase 2 da primeira parte dos testes de desempenho Figura 15: Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do cliente na fase 2 da primeira parte dos testes de desempenho Figura 16: Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do servidor na fase 3 da primeira parte dos testes de desempenho

7 Figura 17: Figura 18: Figura 19: Figura 20: Figura 21: Figura 22: Figura 23: Figura 24: Figura 25: Figura 26: Figura 27: Figura 28: Figura 29: Figura 30: Figura 31: Figura 32: Figura 33: Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do cliente na fase 3 da primeira parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do servidor na fase 4 da primeira parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do cliente na fase 4 da primeira parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do servidor na fase 5 da primeira parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do cliente na fase 5 da primeira parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do servidor na fase 1 da segunda parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do cliente A na fase 1 da segunda parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do cliente B na fase 1 da segunda parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do servidor na fase 2 da segunda parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do cliente A na fase 2 da segunda parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do cliente B na fase 2 da segunda parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do servidor na fase 3 da segunda parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do cliente A na fase 3 da segunda parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do cliente B na fase 3 da segunda parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do servidor na fase 4 da segunda parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do cliente A na fase 4 da segunda parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do 7

8 Figura 34: Figura 35: Figura 36: cliente B na fase 4 da segunda parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do servidor na fase 5 da segunda parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do cliente A na fase 5 da segunda parte dos testes de desempenho Gráficos do uso de memória RAM e tráfego da interface de rede do cliente B na fase 5 da segunda parte dos testes de desempenho

9 Lista de Tabelas Tabela 1: Configuração de hardware das máquinas cliente e servidor thin client Tabela 2: Descrição das cinco fases das partes dos testes de desempenho Tabela 3: Detalhamento dos acontecimentos das cinco fases das partes dos testes de desempenho

10 Lista de Símbolos e Abreviaturas BIOS... Basic Input/Output System DHCP... Dynamic Host Control Protocol DRBL... Diskless Remote Boot in Linux HTTP... Hipertext Transfer Protocol IP... Internet Protocol LTSP... Linux Terminal Server Project MAC... Media Access Control RAM... Random Access Memory NFS... Network File System NIS... Network Information Service PC... Personal Computer PXE... Preboot Execution Environment RDP... Remote Desktop Protocol TCOS... Thin Client Operating System TFTP... Trivial File Transfer Protocol XDMCP... X Display Manager Control Protocol 10

11 Capítulo Introdução Comumente as redes são compostas de um número bastante numeroso de computadores o que torna difícil e muita das vezes inviável a instalação de sistemas operacionais, aplicativos e atualizações feitas máquina por máquina. Uma solução para este quesito e comumente adotada pelos administradores de redes é fazer uso de uma aplicação que busque o sistema operacional, os aplicativos e suas atualizações em um repositório central e os distribua na forma de pacotes as máquinas clientes. Mas esta solução apresenta muitos problemas quando o hardware das máquinas clientes são muito heterogêneas. Não só com o intuito de solucionar este problema o uso de terminais leves, se mostra como uma ótima solução. Terminais leves, thin clients ou ambientes diskless (sem disco), que são encarados como sinônimos nos textos técnicos sobre o assunto [1], são dispositivos de pequeno porte, menor capacidade de hardware, que gastam pouca energia e tem suas aplicações e processamentos feitos em um servidor de terminais. [7] Os thin clients dispensam a utilização de disco rígido e buscam o sistema operacional e o sistema de arquivos raiz de um servidor.[3] A Figura 1 abaixo mostra um thin client fabricado pela HP. 11

12 Figura 1. Thin client HP Compaq t5725 montado sobre HP LP2065 Flat Panel Monitor stand.[11] É dispensada a instalação de aplicativos e atualizações nos clientes, pois todo esse trabalho é feito no servidor central thin client. Assim como a atualização e instalação de softwares, todo o processamento de dados dos terminais thin clients é realizado no servidor central. O thin client e o servidor podem ser conectados por meio de rede local ou pela Internet, permitindo assim o acesso de qualquer lugar no mundo.[7] O thin client, na visão do usuário final, apresenta-se como um computador pessoal (Personal Computer PC) tradicional rodando qualquer tipo de software como Windows, Unix, Linux.[8] A principal vantagem no uso da solução thin client é a redução de custos. Estudos realizados comprovam que fazer uso de thin clients ao invés de PCs convencionais é ainda mais em conta e costuma ser 60% mais barata.[8] Outras vantagens além da redução de custos são: ter um terminal thin client conectado a um servidor thin client via web, o que garante o acesso em qualquer lugar do mundo; simplificação da administração e suporte ao usuário final, já que só existe um único ponto de administração que é o servidor; a adição ou reposição de equipamentos (terminais thin clients) do usuário é mais simples, pois basta trocar o terminal para continuar o funcionamento sem a necessidade de reinstalação de sistema operacional e aplicativos; aumento da garantia de uso, pois em teoria um thin client dura sete anos a mais que um PC convencional; aumento da segurança, pois não há como haver roubo de informações através de CD-ROM, disquetes, discos rígidos já que o terminal thin client não dispõem destes equipamentos; baixo consumo de energia, já que um thin client consome em média 15% da energia de um PC.[8] 12

13 1.1 Objetivos Objetivo Geral O objetivo geral desse trabalho é mostrar a viabilidade do uso de terminais thin clients e apresentar uma solução para a montagem de um laboratório formado por thin clients para a Universidade Federal do Piauí (UFPI) Objetivos Específicos Como objetivos específicos, podemos destacar: Conceituar e mostrar o funcionamento dos thin clients; Apontar as soluções existentes para implementação de um ambiente thin client, tanto soluções proprietárias quanto soluções livres; Apontar uma solução para a montagem de um ambiente thin client; Mostrar a análise de desempenho do ambiente thin client proposto na implementação, levando em consideração dois pontos fundamentais: consumo de memória RAM e tráfego da rede. 1.2 Organização do Trabalho Este trabalho se divide em mais quatro capítulos, que são descritos a seguir: O Capítulo 2 descreve a fundamentação teórica para este trabalho assim como as soluções para a implementação de um ambiente thin client, apontando tanto as soluções livres quanto soluções proprietárias. O Capítulo 3 descreve a implementação de um ambiente thin client na UFPI, descrevendo toda as configurações e arquitetura da rede. O Capítulo 4 fornece as análises de desempenho da implementação proposta neste trabalho levando em consideração dois pontos: utilização de memória RAM e tráfego da rede. O Capítulo 5 expõe as conclusões deste trabalho indicando os pontos positivos e negativos referente a implementação proposta de um ambiente thin client. 13

14 Capítulo Fundamentação Teórica 2.1 Preboot Execution Environment - PXE O que antes era necessário fazer uso de mídias de inicialização para poder iniciar o sistema operacional no terminal leve através da rede, está sendo substituído pelo PXE. Este é o padrão que está sendo utilizado pela indústria, foi desenvolvido pela Intel e está disponível em qualquer computador pessoal capaz de inicializar um sistema operacional sem qualquer mídia de boot local. Desta forma torna-se possível configurar a BIOS para que a máquina cliente (terminal thin client) sempre seja inicializada via rede. [3] 2.2 Dynamic Host Configuration Protocol DHCP O Dynamic Host Configuration Protocol (DHCP) é um protocolo Internet para automatizar a configuração de computadores que utilizam TCP / IP. DHCP pode ser utilizado para atribuir automaticamente endereços IP, para entregar configuração e parâmetros, tais como a máscara de rede e roteador padrão, e para fornecer outras informações, tais como a configuração dos endereços para a impressora, tempo e notícias servidores.[22] 2.3 Soluções para implementação de uma rede Thin Client Existem várias soluções proprietárias e livres para a implementação de uma rede thin client. Mas pode-se reaproveitar computadores com baixo poder de processamento e memória para compor os terminais thin clients. Das soluções proprietárias temos a empresa ThinSolutions[9] construída em 2000 que atua no mercado de Thin Computing, oferece, entre tantas, soluções tanto de hardware como de software para servidores e terminais thin clients. A ThinSolutions dispõe de terminais thin clients de marcas como: HP, Connec, Daruma, Init, Schalter, Tecnoworld, Wyse.[10] Abaixo 14

15 temos a Figura 2 e a Figura 3 que mostra um dos equipamentos de hardware que a ThinSolutions oferece. Figura 2. Servidor thin client Microside MARATHON oferecido pela ThinSolutions.[12] Figura 3. Terminal thin client HP T5730 oferecido pela ThinSolutions.[13] Outra empresa que oferece soluções de terminais thin clients é a ThinNetworks, criada em 1999 focada exclusivamente para redução de custo em TI (Tecnologia da Informação). Entre outras soluções que a ThinNetworks oferece, ela fornece as seguintes soluções terminais thin client: TC-NET M e TC NET M 2, TC-NET M Win, TC-NET M 1 Win, Dot.Station TC-OS e TC-Flash. E soluções de software para servidores de terminais como: o XP Unlimited, o WinConnect Server VS e o WinConnect Server XP.[7] Abaixo temos alguns equipamentos oferecidos pela ThinNetworks ilustrados pelas Figuras 4 e 5. 15

16 Figura 4. O TC NET M oferecido pela ThinNetworks é um dos thin clients mais rápidos do mercado e ao mesmo tempo é um dos mais baratos.[14] Figura 5. O TC-Flash é encontrado em duas versões de 64MB e 128MB, para comportar o Sistema Operacional TC-OS I e II, respectivamente que também é oferecido pela empresa ThinNetworks.[15] A Quatro Seniors[16] também oferece soluções thin clients. São duas as possibilidades de solução de thin client que a Quatro Seniors fornece, onde uma são os Terminais thin clients, com hardware desenvolvido especificadamente para esta função, tendo como fabricantes desta tecnologia a WYSE, init e TecnoWorld. A outra solução trata-se da conversão de desktops em thin clients, dos fabricantes ThinNetworks e 2X. Nesta solução da conversão de desktops em thin clients, o hardware dos desktops é modificado para funcionar como um thin client, tendo como vantagem o reaproveitamento do parque tecnológico do cliente.[17] Duas grandes soluções livres para implementação de thin clients são o LTSP e o DRBL. Ambas viabilizam a implementação de terminais remotos, cada uma com suas particularidades.[1] 16

17 2.3.1 LTSP LTSP, fundado por Jim McQuillan e Ron Colcernian em 1999 [5], fornece um meio simples de utilizar estações de baixo custo como terminais gráficos ou caracteres em um servidor GNU/Linux.[6] O LTSP é, na verdade, uma espécie de distribuição Linux destinada a ser carregada pelos terminais thin clients. Sendo composto por um conjunto de pacotes, que criam um sistema de arquivos dentro da pasta opt/ltsp/i386, que é compartilhada e acessada pelos terminais thin clients via NFS.[2] Ele utiliza uma combinação de DHCP, TFTP, NFS e XDMCP. As estações dão boot via rede e rodam os aplicativos instados no servidor, baixando todos os softwares de que precisam diretamente do servidor. Não se faz necessário ter disco rígido nem drive de CD- ROM nas estações thin client, apenas um disquete de boot ou ainda um chip de boot na placa de rede.[2] Na arquitetura e funcionamento do LTSP os terminais thin clients conectam-se através de um switch em um servidor de aplicações.[3] Na Figura 6 abaixo mostra o esquema desta arquitetura. Internet Servidor Impressora Switch Thin Client Thin Client Thin Client Thin Client Figura 6. Arquitetura da rede Thin Client usandp LTSP. Também pode ser utilizado o protocolo PXE facilitando desta forma a configuração. Neste caso é necessário apenas configurar o thin client para dar boot através da rede pelo setup, sem se preocupar com mídias ou chips de boot.[2] 17

18 O LTSP apresenta-se como umas das tecnologias mais adotadas na implementação de sistemas diskless (Sem disco). Sendo bastante utilizado mundialmente em empresas, órgãos governamentais, projetos sociais, entre outros.[3] DRBL DRBL é uma solução open source para GNU/Linux que prevê um diskless ou systemless para máquinas clientes. Compatível com os sistemas Debian, Ubuntu, Mandriva, Red Hat, Fedora, CentOS e SUSE.[18] O DRBL faz uso do padrão PXE, Etherboot, NFS, NIS prestando serviços para as máquinas clientes a partir do servidor DRBL, não sendo necessário instalar o sistema operacional nas máquinas clientes. As máquinas clientes podem dar boot via PXE ou Etherboot no servidor.[18] Diferentemente do LTSP, o DRBL usa recursos de hardware distribuídos e torna possível para os clientes acesso ao hardware local. Também inclui o Clonezilla, um utilitário de particionamento de disco semelhante à clonagem Symantec Ghost.[18] LTSP X DRBL DRBL usa PXE ou Ethertboot, semelhante ao LTSP para dar boot em uma máquina cliente (terminais thin clients). No LTSP o servidor é centralizado, todos os usuários dos terminais thin clients usam o mesmo servidor para executar seus pedidos de tarefas onde essas tarefas são executadas no próprio servidor.[19] Por outro lado o DRBL faz uso de NFS e NIS para prestar os serviços de boot nas máquinas clientes. É somente preciso que as máquinas clientes acessem o servidor DRBL para ser fornecida a autenticação e arquivos. No DRBL os pacotes são carregados do servidor e são executados na própria máquina cliente usando seu processamento e memória.[19] Um PC simples pode ser um servidor DRBL uma vez que apenas irá fornecer arquivos e autenticação. As máquinas clientes, porém, deverão ser suficientemente potentes para executar as aplicações que necessitam.[19] Outras Soluções 18

19 Além das soluções livres: LTSP e DRBL, o TCOS, o SACIX e a distribuição GNU/Linux Thinstation também proporcionam a implantação de thin clients.[1] TCOS TCOS é um projeto de software livre licenciado pela GPL, criado pelo espanhol Mario Izquierdo Rodrigues, composto por um conjunto de ferramentas gráficas utilizadas para inicializar e gerenciar terminais leves. Compatível com os sistemas GNU/Linux Debian, Ubuntu, Max 4.0, Guadalinex e Lliruex. Sua versão até então já se encontra traduzida para espanhol, inglês e português.[1] A função do TCOS é integrar os terminais com o servidor, gerenciar os processos executados por cada usuário nos terminais, gerar a imagem do sistema operacional a ser carregada nos terminais, fornecer as informações técnicas de cada um deles, além de permitir a reutilização dos computadores obsoletos para serem usados como terminais.[4] A Figura 7 mostra a arquitetura da rede usando TCOS. Internet Servidor Impressora Switch Thin Client Thin Client Thin Client Thin Client Figura 7. Arquitetura da rede TCOS Os terminais da rede TCOS não necessitam de disco rígido, driver de CD-ROM ou de grande quantidade de memória RAM, nem mesmo um processador de alto desempenho de processamento. Já que a grande parte do processamento é feita no servidor, sendo que esse processo é totalmente transparente para o usuário. O servidor processa a maior parte das informações e a penas envia pela rede os resultados a serem visualizados na tela do terminal.[4] 19

20 Os terminais podem inicializar por vários meios: via CD-ROM, Compartilhamento NFS, Etherboot, a partir do disco rígido local, a partir da rede sem fio ou por download via TFTP.[4] Usando o CD-ROM para inicializar os terminais, a imagem do sistema operacional é gravada no CD-ROM. No boot via NFS os terminais obterão a imagem do sistema operacional através do serviço NFS e é recomendado para terminais com menos de 38 MB de memória RAM. Com o Etherboot é utilizada uma imagem de boot gravada em disquete que emula o suporte ao protocolo PXE depois de inicializados, os terminais tentarão obter o sistema operacional do servidor usando o TFTP. Fazendo uso de um disco rígido local para inicialização dos terminais, o sistema operacional é gravado em uma das partições desse disco. Quando o terminal dispõe de uma placa de rede sem fio pode-se inicializá-lo via rede sem fio; nesse processo o download do sistema é feito usando o TFTP ou o NFS. O método de download via TFTP é o padrão e também o mais utilizado; neste processo o terminal tentará obter o sistema operacional compartilhado pelo servidor via rede usando o protocolo TFTP fazendo necessário que os terminais disponham de uma placa de rede com suporte ao protocolo PXE.[4] O diferencial do TCOS em relação a outras soluções de software livre para implementação de terminais thin clients é que ele conta com ferramentas gráficas, para inicializar e gerenciar terminais leves, como: [1] tcosconfig Permite criar e personalizar os arquivos de boot dos terminais thin clients. tcosmonitor Permite gerenciar os terminais thin clients e desktops, se disporem da aplicação cliente tcos-standalone. Também é possível reiniciar ou desligar os terminais, bloquear ou desbloquear tela, teclado e mouse; controlar o terminal usando VNC, capturar tela, encerrar a sessão gráfica dos usuários, executar uma aplicação remota, enviar mensagens aos usuários conectados, visualizar ou encerrar as aplicações em execução, acessar informações como o uso do processador, consumo de memória RAM módulos do kernel em uso, configurações da interface de rede, processos em execução, etc de cada terminal thin client; compartilhar arquivos de multimídia, realizar audioconferência, entre outras. tcosphpmonitor Permite gerenciar os clientes através de um sistema Web. 20

21 tcospersonalize Permite configurar certos atributos dos clientes (resolução da tela, drivers, módulos do kernel, entre outros). Entre outras ferramentas. As principais vantagens em se utilizar o TCOS são: [4] Redução de custos e reaproveitamento de recursos, pois os terminais podem ser computadores obsoletos, dispensando o uso de disco rígido, drive de CD-ROM, entre outros dispositivos. O Gerenciamento dos terminais e usuários é centralizado no servidor. Ganho de flexibilidade, pois na ocorrência de falha no hardware do terminal, basta iniciar uma nova sessão gráfica a partir de outro terminal, não havendo perda de informações já que estas estão centralizadas no servidor. Personalização da sessão gráfica para cada usuário, liberando ou restringindo o acesso a determinados recursos ou aplicações do servidor. O TCOS também foi vencedor do I Concurso Universitário de Software Livre, promovido pela Universidade de Servillha-ES, em 2007, na categoria Distribuições.[1] Entretanto o uso do TCOS apresenta algumas desvantagens como o alto tráfego de dados gerado pela comunicação entre o servidor e os terminais da rede; o servidor passa a ser o ponto crítico da rede, pois com a falha do servidor todos os usuários ficam impossibilitados de inicializar ou solicitar a execução suas tarefas; o desempenho do servidor TCOS pode cair devido algum processo de um determinado usuário consumir muito processamento ou memória RAM, já que o servidor é compartilhado com todos os usuários.[4] O TCOS pode sem implantado em escolas públicas, na implantação de laboratórios de informática; em telecentros comunitários, possibilitando a inclusão digital na comunidade; em ambientes coorporativos; em Lan Houses; em bibliotecas. E já foi implantado com sucesso na Escola Universitaria Politécnica (Valladolid, Espanha), na Escola de Oficios São Caetano Centro de Formação Profisional Nº 401 de Vicente Lopes Carapachay (Buenos Aires, República Argentina), no Colegio La Salle-Felipe Benito (Sevilla, Espanha ), no Colegio El Apostolado. (Valladolid, Espanha), na Universidad Yacambú. (Barquisimeto, Venezuela) Mora1, no Centro de Acesso Público a Internet de Pradena del Rincon (Sierra Norte de Madri), no Centro de Acesso Público a Internet de Montejo de la Sierra (Sierra Norte de Madri), na Biblioteca do Liceo Industrial de Santiago.[20] [4] 21

22 Até o momento no Brasil não foi registrado oficialmente nenhum caso de sucesso na utilização do TCOS.[1] LTSP X TCOS Tanto o LTSP quanto o TCOS possuem os mesmos objetivos diferenciando-se em sua implementação. Na quinta versão do LTSP (LTSP 5), os clientes usam NFS para obter o sistema raiz do servidor. Enquanto que no TCOS, os clientes obtêm a imagem squashfs usando os protocolos TFTP, HTTP ou NFS.[1] Na solução LTSP 5, com a falha ou perda de conectividade do servidor LTSP, todos os terminais thin clients precisarão ser reiniciados. No TCOS os terminais se conectam ao servidor automaticamente quando o servidor voltar a funcionar.[1] No LTSP 5 há somente suporte para disquetes, memórias USB e CD-ROM de dados. Já no TCOS, além desses dispositivos, há suporte para partições do disco rígido.[1] No LTSP 5 não permite personalizar a imagem de inicialização dos terminais thin clients, somente no TCOS é possível personalizar a imagem de inicialização dos terminais e escolher o que será removido ou incluído.[1] No LTSP 5 apenas é permitido conexões gráficas entre clientes e servidor fazendo uso do protocolo XDMCP. Além do XDMCP, o TCOS faz uso do rdesktop (para Windows Terminal Server), FreeNX, SSH+X e o XRDP.[1] Uma vantagem do TCOS sobre o LTSP 5 é que o TCOS faz uso de aplicações gráficas para sua configuração como tcos-configurator, enquanto que no LTSP 5 a configuração é feita através da edição manual de arquivos de configuração. Entretanto o LTSP é bem mais conhecido e utilizado possuindo versões para muitas distribuições GNU/Linux como Slackware, Fedora, Edubuntu, etc.[1] SACIX É um projeto que objetiva facilitar a instalação e configuração de um ambiente baseado no LTSP. Atualmente é composto por pacotes e meta-pacotes DEB. Utilizado principalmente nos telecentros do Casa Brasil, mas pode ser expansível para outro tipo de customização.[1] 22

23 O SACIX usa a mesma arquitetura de rede do LTSP como é mostrada na Figura 8, na qual o servidor (LTSP server) está conectado aos terminais clientes por meio de um switch. O servidor pode ou não ter acesso a internet compartilhada com seus terminais.[1] Internet Servidor Impressora Switch Thin Client Thin Client Thin Client Thin Client Figura 8. Arquitetura da rede SACIX O SACIX, que é formado pela distribuição Debian Lenny, encarrega-se de instalar e configurar os serviços: TFTP, DHCP, NFS, XDMCP e LTSP no servidor para o funcionamento do LTSP. Sendo que o TFTP será utilizado para transferir a imagem do kernel para cada terminal thin client, o DHCP fornecerá os IPs e nomes para cada terminal, o NFS compartilhará os arquivos e diretórios utilizados pelos terminais, XDMCP habilitará o suporte para execução de aplicações gráficas remotamente e o LTSP realizará a configuração de cada terminal assim como o suporte aos dispositivos como vídeo, teclado, mouse, entre outros.[1] Todo o carregamento do sistema operacional é feito pela rede, com isso é necessário que todos os terminais devam possuir suporte para boot pela rede via PXE. No caso de máquinas mais antigas que não possuem o suporte para PXE é necessário iniciar o computador por disquete, CD-ROM ou uma placa de rede externa com este suporte.[1] O projeto é dividido em uma estrutura lógica de desenvolvimento: Servidor (sacixserver) e Desktop (sacix-desktop). Servidor (sacix-server) voltado para a funcionalidade do ambiente LTSP, compartilhamento da internet, segurança, serviços de impressão, proxy, compartilhamento de arquivos e configuração dos serviços. Desktop (sacix-desktop) voltado para escolha do ambiente gráfico e aplicativos mais apropriados e suas personalizações, recursos de acessibilidade, multimídia.[1] 23

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