3.6 LEOPOLDINA Sistema Existente de Abastecimento de Água

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1 3.6 LEOPOLDINA O sistema de abastecimento público de água em Leopoldina é operado e mantido pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais - COPASA, empresa de âmbito estadual, através do sistema operacional local, subordinado ao Distrito Operacional de Leopoldina, que por sua vez é subordinado a Superintendência do Sudeste. Quanto ao sistema de esgotamento sanitário, sua manutenção e operação está sob a responsabilidade da respectiva Secretaria Municipal de Obras Sistema Existente de Abastecimento de Água O sistema de abastecimento de água de Leopoldina, com funcionamento médio de 20 horas por dia, encontra-se em bom estado de conservação e caracteriza-se pelas seguintes unidades operacionais: Captação A captação é do tipo superficial, tendo como manancial o rio Pirapitinga. A partir, de uma barragem (Foto 1), construída em concreto armado, com 15 m de largura por 5m de altura, dotada de um vertedor "Creager" ao longo de toda sua extensão, e que tem por função garantir a manutenção de nível mínimo, é feita a tomada d'água através de uma tubulação em F o F o, com 500 mm de diâmetro e dotada de crivo em sua extremidade. Esta tubulação, com aproximadamente 10 m de comprimento, interliga a tomada d'água a uma caixa de passagem para limpeza periódica (Foto 1). Em face da construção desta barragem, criou-se um pequeno reservatório (Foto 2). Adução de Água Bruta ( 1 o trecho ) A adutora de água bruta, em seu primeiro trecho, tem início na caixa de passagem, possui 500 mm de diâmetro, é constituída por tubos de F o F o e tem m de extensão. Esta linha tem seu escoamento por gravidade e interliga a caixa de passagem a uma caixa de nível constante (Foto 3), construída em concreto armado, dotada de vertedor e descarga de fundo, que serve de poço de sucção da elevatória de água bruta. Elevatória de Água Bruta Esta unidade de recalque tem como função promover o bombeamento de água bruta até a estação de tratamento. É constituída por três conjuntos moto-bombas idênticos (Foto 4), cada um com potência de 60 cv e capacidade de recalque de 75 l/s, funcionando dois em paralelo e o terceiro como unidade para rodízio e/ou reserva. Adutora de Água Bruta ( 2 o trecho ) O segundo trecho da adutora possui seu funcionamento, parte por recalque e parte por gravidade. O trecho por recalque possui 350 mm de diâmetro, com tubos de F o F o e extensão de 500 m, desenvolvendo-se da elevatória de água bruta até um "stand pipe". O trecho por 82

2 gravidade parte do "stand pipe" e desenvolve-se até a unidade de tratamento, possui 350 mm de diâmetro com tubos em F o F o e m de extensão. Estação de Tratamento A estação de tratamento é do tipo convencional, construída em concreto armado, possuindo um medidor "Parshall" (Foto 5), cinco floculadores mecanizados (Foto 6), dois decantadores retangulares convencionais (Foto 7) e quatro filtros rápidos (Fotos 8 e 9). Esta unidade operacional tem capacidade para tratar 150 l/s. A lavagem dos filtros é feita com auxílio de um reservatório elevado (Foto 9), alimentado por uma elevatória de água tratada que tem como poço de sucção o tanque de contato. Utiliza como produtos químicos: o sulfato de alumínio líquido como coagulante, a cal hidratada para correção do ph, o cloro gasoso na desinfecção e o flúor para combate e prevenção à cárie dentária. Reservação A água tratada é direcionada, através de uma linha de F o F o de 400 mm de diâmetro e 30 m de extensão, aos dois principais reservatórios do sistema. Estas unidades estão situadas na área da ETA, foram construídas em concreto armado, são do tipo enterradas e têm capacidades para e m 3. A cidade conta ainda com reserva de mais 500 m 3, distribuídos em 6 reservatórios, entre apoiados, enterrados e elevados. Distribuição A rede de distribuição de água da cidade de Leopoldina possui m de extensão, apresentando tubos com diâmetros variando de 50 a 550 mm. Os materiais existentes na rede são PVC/PBA e F o F o. O sistema de distribuição conta ainda com o funcionamento de sete boosters que possibilitam o abastecimento dos bairros situados em partes altas da cidade. Ligações Domiciliares A cidade de Leopoldina atende a 99% da população urbana, possui ligações prediais, atendendo a economias. Todas as ligações são micromedidas e o sistema conta com macromedidores, tendo sido registrados os seguintes volumes: Volume aduzido: m3/mês; Volume distribuído ( macro medido): m3/mês; Volume medido ( micro medido): m3/mês; 83

3 Volume faturado: m3/mês. Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul Com base nestas informações, pode-se avaliar as perdas médias do sistema, que são: Perdas no faturamento: 7,4 %; Perdas físicas: 22,6 %; Perdas no faturamento: 15,2 %; Sistema Existente de Esgotamento Sanitário A cidade de Leopoldina possui rede coletora de esgotos sanitários independente do sistema de drenagem pluvial, caracterizando-se como separador absoluto (Foto 10), havendo, no entanto, algumas ligações clandestinas tanto de esgotos na rede de drenagem como de drenagem na rede de esgotos. O sistema possui ligações prediais de um total de imóveis cadastrados para efeito de cobrança do IPTU. Basicamente são três as bacias de esgotamento: a do ribeirão Feijão Cru (Foto 11) e a dos córregos Jacarecanga (Foto 10) e Três Cruzes. A Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Obras, está executando, juntamente com a canalização e retificação do córrego Jacareacanga, dois interceptores paralelos que já estão recebendo contribuições de esgotos (Foto 10) que eram lançados difusamente "in natura" neste córrego, mas que continuam sendo lançados, de forma concentrada, em ponto mais à jusante do mesmo. A Prefeitura também dispõe de projeto para implantação de coletores tronco ao longo do córrego do bairro denominado 5ª residência. 84

4 FOTO 1: Captação - Barragem de regularização de nível, podendo-se observar o vertedor "Creager" e, em primeiro plano, a caixa de passagem. FOTO 2: Captação - Pequeno reservatório formado a montante da barragem. 85

5 FOTO 3: Caixa de nível constante, contígua a estação elevatória de água bruta, observar o seu vertedor para manutenção de nível. FOTO 4: Elevatória de água bruta, observando-se as tubulações de sucção e recalque. 86

6 FOTO 5: ETA - Detalhe de chegada da água bruta e adição de produtos químicos na calha Parshall. FOTO 6: ETA - Vista dos floculadores mecanizados, e ao fundo escritório regional da COPASA. 87

7 FOTO 7: ETA - Vista geral dos decantadores convencionais. FOTO 8: ETA - Vista parcial de uma das unidades filtrantes em operação. 88

8 FOTO 9: ETA - Vista geral dos filtros e ao fundo o reservatório elevado. FOTO 10: Obra de canalização e retificação do córrego Jacareacanga, onde pode-se perceber os poços de visitas dos interceptores de esgotos, implantados em ambas as margens. 89

9 FOTO 11: Vista parcial do ribeirão Feijão Cru, no trecho à montante da travessia com BR. FOTO 12: Vista parcial do córrego 5ª residência, pode-se observar pela cor das águas a grande quantidade de efluentes sanitários que o mesmo recebe. 90

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