Atenção à saúde das crianças e adolescentes com asma

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1 MINISTÉRIO DA SAÚDE GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO GERÊNCIA DE SAÚDE COMUNITÁRIA Atenção à saúde das crianças e adolescentes com asma 2ª edição Rui Flores Maria Lucia Medeiros Lenz Organizadores Porto Alegre - RS Setembro de 2011 Hospital Nossa Senhora da Conceição S.A. 2011

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3 Atenção à saúde das crianças e adolescentes com asma

4 Presidente da República Dilma Vana Rousseff Ministro da Saúde Alexandre Padilha Grupo Hospitalar Conceição Diretoria Diretor-Superintendente Carlos Eduardo Nery Paes Diretor Administrativo e Financeiro Gilberto Barichello Diretor Técnico Neio Lúcio Fraga Pereira Gerente de Ensino e Pesquisa Lisiane Bôer Possa Gerente do Serviço de Saúde Comunitária Claunara Schilling Mendonça Coordenador do Serviço de Saúde Comunitária Simone Faoro Bertoni Apoio Técnico em Monitoramento e Avaliação de Ações de Saúde Rui Flores

5 MINISTÉRIO DA SAÚDE GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO GERÊNCIA DE SAÚDE COMUNITÁRIA Atenção à saúde das crianças e adolescentes com asma 2ª edição Rui Flores Maria Lucia Medeiros Lenz Organizadores Porto Alegre - RS Setembro de 2011 Hospital Nossa Senhora da Conceição S.A. 2011

6 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) B823a Brasil. Ministério da Saúde. Grupo Hospitalar Conceição. Gerência de Saúde Comunitária Atenção à saúde das crianças e adolescentes com asma / organização de Maria Lucia Medeiros Lenz, Rui Flores; ilustração de Maria Lucia Medeiros Lenz. 2. ed. Porto Alegre: Hospital Nossa Senhora da Conceição, ago p.: il.: 30 cm. ISBN Saúde Pública Atenção Primária Asma Crianças e Adolescentes. I.Lenz, Maria Lucia Medeiros. II.Flores, Rui. III.Título CDU 614: /.6 Catalogação elaborada por Luciane Berto Benedetti, CRB 10/1458.

7 Organizadores Maria Lucia Medeiros Lenz Rui Flores Revisor Djalmo Sanzi Souza Revisão Bibliográfica e Ficha Catalográfica Luciane Benedetti Agente Comunitária de Saúde Carmen Virginia Cilente (US Floresta) Enfermeiras Norma Beatriz Vieira Pires (US Sesc) Rosângela Beatriz Pires (Apoio Matricial) Técnicas em Enfermagem Marisa Pereira Silveira(US Floresta) Maria Edith Figueiredo Alves (US ST) Farmacêuticas Elineide Gomes dos S. Camillo (Apoio Matricial) Jaqueline Misturini (Apoio Matricial) Autores Médicos de Família e Comunidade Magda Costa (US Floresta) Maria Lucia Medeiros Lenz (M&A) Sérgio Antônio Sirena (Escola GHC) Rosane Glasenapp (US PM e M&A) Roberto Umpierre (US Sesc) Médicos Pneumologistas Paulo Roberto Silva da Silva (HCC-GHC) Maria Isabel Athaide (HCC-GHC) Fabiana Ortiz Cunha Dubois (HCC-GHC) Diego Brandenburg (Santa Casa de Misericórdia) Dentistas Daniel Demétrio Faustino Silva (US Sesc) Caren Serra Bavaresco (US Barão de Bagé) Fabiana Tibolla Tentardini (US ST) Psicólogas Maria Amália M. da Silveira (US Conceição) Paula Xavier Machado (US Jardim Itú) Contato: Hospital Nossa Senhora da Conceição Serviço de Saúde Comunitária Apoio Técnico em Monitoramento e Avaliação das Ações de Saúde Telefone (51) Av Francisco Trein 596, Bloco H, 3º andar Cristo Redentor Porto Alegre RS

8 Equipe de Coordenadores Locais do Programa da Asma José Mauro Ceratti Lopes (US Conceição) Magda Costa (US Floresta) Ricardo Melnick (US Divina Providência) Wanda Loguércio Leite (US Sesc) Carmen Luiza Fernandes (US Barão de Bagé) Ligia Souza(US Jardim Leopoldina) Marion Avellar (US Parque dos Maias) Laila Borges (US Jardim Itú) Danyella Barreto (US Santíssima Trindade) Eduardo Diehl Fernandes (US Nsa) Leda Chaves Dias Curra (US Coinma) Eduardo J S Castro (US Costa e Silva)

9 Apresentação A presente publicação tem como objetivo auxiliar os profissionais do Serviço de Saúde Comunitária (SSC) do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) no acompanhamento qualificado das crianças e adolescentes com asma. Busca-se o melhor controle possível da doença, melhor qualidade de vida das famílias que convivem com o problema e a não necessidade de idas freqüentes à emergência ou de internações hospitalares. Procurou-se incluir as diversas visões provindas de profissionais de diferentes formações que compõe as 12 equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e, da mesma forma, de profissionais que atuam nos níveis secundário e terciário da atenção. Acredita-se que somente a real integração desses diferentes níveis poderá resultar em ações de saúde efetivas na busca de redução da morbimortalidade por condições sensíveis à APS. O trabalho inclui considerações a respeito do manejo das doenças crônicas em geral; descrição do Programa da Asma no SSC e principais resultados; guia para a realização da consulta médica, odontológica, de enfermagem e da psicologia; tratamento medicamentoso da asma; educação em saúde; manejo da rinite alérgica; aspectos relacionados ao tabagismo passivo; guia para a visita domiciliar e, manejo da asma nos serviços de referência. Espera-se que este trabalho e principalmente os depoimentos e as individualidades de cada criança e adolescente também sirvam como guia e que possam qualificar a atenção às famílias moradoras do território de atuação do SSC. Maria Lucia Medeiros Lenz Coordenadora Programa da Asma no SSC/GHC

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11 Sumário 1. Aspectos do cuidado de crianças e adolescentes com uma doença crônica Programa de Asma no SSC do GHC A importância de um programa de saúde para o controle da asma Objetivos do Programa da Asma do SSC do GHC Monitoramento e Avaliação do Programa da Asma do SSC Considerações finais A consulta com o médico de família da criança e adolescente com asma Diagnóstico de asma Anamnese da criança e adolescente com asma Exame físico Exames complementares Diagnóstico em crianças de 2 a 5 anos (pré-escolares) Manejo dos casos Condutas não farmacológicas Avaliar nível de controle da doença Identificar e evitar possíveis situações que interferem no controle da asma Conduta farmacológica Tratamento de manutenção da asma de acordo com nível de controle Monitorização do controle e momento de interrupção do tratamento Manejo da crise de asma Manejo da crise em APS Automanejo dos sintomas através do seguimento de um plano de ação escrito Avaliação da necessidade de encaminhamento Problemas mais freqüentes no controle da asma Considerações sobre o prognóstico Tratamento medicamentoso da asma na APS Medicamentos para tratamento da asma Método de administração dos medicamentos inalatórios Dispositivos geradores de aerossóis Espaçadores Técnicas inalatórias Adesão ao tratamento medicamentoso Operacionalização da Assistência farmacêutica no SSC Consulta de enfermagem e atendimento na sala de enfermagem A Consulta de enfermagem Atendimento na sala de enfermagem Considerações finais A asma e seus aspectos psicológicos A asma como doença crônica e sua representação: o que significa ter asma?... 58

12 6.2 Os aspectos psicológicos envolvidos na criança e no adolescente com asma e sua família Abordagem psicológica da criança e do adolescente com asma Considerações sobre a saúde bucal da criança e adolescente com asma Os medicamentos para o tratamento da asma e as repercussões bucais Considerações finais sobre os cuidados e recomendações em relação à saúde bucal A visita ao domicílio do paciente asmático O que diz a literatura sobre as visitas domiciliares a pacientes asmáticos? Quais os objetivos da visita domiciliar? Quem faz a VD? Quando fazer a VD para a família do asmático? O que levar na VD? O que recomendar à família, após a realização da VD? Considerações finais: Educação e saúde em asma Temas importantes de serem abordados nos momentos educativos Metodologia do processo educativo A experiência do Instituto Educacional e Assistencial em Asma Tabagismo e asma: uma associação perigosa Tabagismo passivo Os efeitos do tabagismo passivo na saúde das crianças Rinite Alérgica Diagnóstico e classificação da rinite alérgica Tratamento da rinite alérgica A criança e adolescente com asma problemática Asma problemática (AP) Asma de Difícil Controle (ADC) Manejo da Asma de Difícil Controle Serviço de referência em pneumologia pediátrica no GHC O serviço de referência em asma do GHC Avaliação e acompanhamento da criança no ambulatório de pneumologia Considerações sobre exames complementares Anexos Anexo 1. Folha de atendimento de crianças e adolescentes com asma Anexo 2 Confecção do espaçador artesal Anexo 3- Higienização do Espaçador Anexo 4 Ficha guia para a consulta de enfermagem e/ou farmacêutico Anexo 5 Folder educativo sobre tabagismo passivo (capa) Anexo 6 Ficha guia de VISITA DOMICILIAR para a criança e adolescente com asma Anexo 7 Folder guia de visita à família que convive com asma (capa)

13 Anexo 8 - Material educativo para ser disponibilizado às famílias de crianças com asma (capa e parte do conteúdo)

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15 Aspectos do cuidado de crianças e adolescentes com uma doença crônica 1. Aspectos do cuidado de crianças e adolescentes com uma doença crônica Sergio Antonio Sirena O cuidado qualificado de doenças crônicas é caracterizado pela interação produtiva entre a equipe de saúde e o paciente. (WAGNER, 2001) Quando nos referimos à saúde de crianças e adolescentes, o que se espera é que eles vivam situações de saúde que propiciem um crescimento e desenvolvimento adequado. Quando sobrevém uma situação de doença, a expectativa da família é que ela passe e não retorne. A comunicação de que a doença veio para ficar ou que possa voltar a qualquer momento é o primeiro choque de expectativas que deve ter-se presente no contrato terapêutico com a criança e sua família. Os profissionais de saúde podem ajudar no entendimento do problema e limitar a interferência da doença no modo de viver dos pacientes, mas o fato de que as doenças crônicas não têm cura não pode ser rejeitado ou negado. A equipe precisa apoiar e estimular a família para controlar a situação da doença, constituindo um ambiente adaptado e competente para cuidar do paciente e administrar a situação, com o menor sofrimento possível. A maneira como a criança ou adolescente responde a doença crônica depende em grande parte da reação da família a esta nova situação. É possível estabelecer uma relação direta entre o adequado funcionamento da família e o controle e manejo de problemas relacionados à doença, suas complicações e recorrências. As famílias com mais competência são aquelas que reconhecem as necessidades de independência do paciente e são capazes de prover o adequado suporte até que ele possa obter a completa independência para o seu autocuidado. Quanto às equipes de saúde, a chave do cuidado qualificado das crianças e adolescentes com doença crônica é a forma sistemática e estruturada com que ele é desenvolvido, tal como as ações programáticas. Um modelo de atenção, chamado de tripartite, foi proposto (WAGNER et al, 2001), onde é preconizado que a atuação da equipe de saúde deva integrar uma abordagem populacional do problema relacionada diretamente com habilidades qualificadas de intervenção (STEPHENSON, 2004) (Fig. 1). Figura 1. Modelo tripartite do manejo de doenças crônicas na Atenção Primária à Saúde. Atenção populacional Registros adequados que permitam o monitoramento e avaliação Integração com programas locais e nacionais, níveis primário e secundário e com estratégias locais Atenção pessoal Relação profissional e família Promoção do autocuidado Suporte de outros especialistas (coordenação) Relação entre os níveis de atenção Interpretação da experiência de adoecimento Integração das necessidades Habilidades de manejar a doença Cuidado estruturado Direcionamento apropriado das metas Seguimento pessoal (Longitudinalidade) Cuidado multidisciplinar Apoio Técnico em Monitoramento e Avaliação de Ações de Saúde do Serviço de Saúde Comunitária 13

16 Atenção à saúde das crianças e adolescentes com asma O cuidado individual deve estar integrado com uma estratégia populacional. Em ambos os níveis, o manejo qualificado da doença crônica depende de uma excelente habilidade na abordagem das situações conseqüentes. A estruturação do cuidado deve partir de uma organização central que reconheça as necessidades da população até o desenvolvimento de uma estreita relação com a comunidade que permita o controle social, passando pelo desenho do sistema de prestação de saúde centrado na pessoa, de um eficiente suporte à decisão clínica, adequado sistema de registro e promoção do autocuidado. A organização da atenção precisa fazer parte do plano estratégico do sistema de atendimento com apoio de seus gestores, buscar soluções de problemas logísticos e integrar estas ações aos programas de qualidade da instituição. A atenção requer um trabalho em equipe multidisciplinar com tarefas claramente definidas, abordagens diversificadas como atendimento em grupo, à distância (telefone, , etc.) ou atividades de capacitação e informação. É importante incrementar-se o atendimento programado e a integração do conjunto de especialistas com os profissionais da APS. É essencial desenvolver-se um sistema de suporte a decisão clínica que utilize rotineiramente diretrizes clínicas baseadas em evidências bem como um sistema de educação permanente dos profissionais e dos usuários e suas famílias. Um sistema de informação clínica estruturado possibilitará o registro do cuidado prestado através de sua condição de saúde e identificação de seu estrato de risco e vulnerabilidade, permitindo a produção de dados e relatórios que sustentem o processo de monitoramento, vigilância e avaliação. A estruturação do vínculo da pessoa com doença crônica e a equipe de saúde deve basear-se no apoio ao autocuidado e no suporte a família, empregando instrumentos construídos com base em evidências de sua efetividade, um plano de apoio ao autocuidado elaborado e monitorado em conjunto com os pacientes e o estabelecimento de metas terapêuticas em comum acordo. A abordagem deve se considerada primeiramente sob o ponto de vista da criança com doença crônica, sendo que a idéia de fundo é o cuidado estruturado e sistematizado que possa estabelecer uma rede segura de cuidado e operar nos diferentes níveis de atenção. Referências STEPHENSON, A. Chronic illness and its management in general practice: a textbook of general practice. 2 nd ed. Oxford: Oxford University Press, WAGNER, E. H. Chronic disease management: what will take to improve care forchronic illness? Effective Clinical Practice, Philadelphia, v. 1, n. 1, p. 2-4, aug./sep WAGNER, E. H. et al. Improving chronic illness care: translating evidence into action. Health Affairs, Milwood, v. 20, n. 6, p , nov./dec Apoio Técnico em Monitoramento e Avaliação de Ações de Saúde do Serviço de Saúde Comunitária

17 Programa de Asma no SSC do GHC 2. Programa de Asma no SSC do GHC Maria Lucia Medeiros Lenz Rui Flores Eu percebi que o pessoal do posto está todo organizado para atender as pessoas com asma. Fazem grupo, visitam quem interna...isso me deixa mais certa que não preciso ir direto para o especialista. LTS, 36 anos, mãe de um menino internado por asma e usuária do SSC/GHC Como você vai? E a asma? Tem precisado usar o salbutamol? Isso mesmo, um é para a inflamação e o outro para o broncoespasmo! E este aqui é o plano de ação, certo? A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por hiperesponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo de ar, reversível espontaneamente ou com tratamento. Resulta da interação de múltiplos fatores, entre eles genéticos e ambientais, que levam ao desenvolvimento e às manifestações dos sintomas (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA, 2006; BRITISH THORACIC SOCIETY; SCOTTISH INTERCOLLEGIATE GUIDELINES NETWORK, 2011; GLOBAL INITIATIVE FOR ASTHMA, 2009; CRUZ, 2005; LOUGHEE et al, 2010). É considerada uma das enfermidades mais antigas da humanidade (CRUZ, 2005), entretanto, carente de recursos terapêuticos efetivos até pouco tempo, carrega um estigma de doença grave, intratável e geradora de sofrimento (SANT ANNA; AMANTÉA, 2011). Os aspectos citados influenciam diretamente na maneira com a doença é manejada tanto pelos profissionais, como pelas famílias. Apoio Técnico em Monitoramento e Avaliação de Ações de Saúde do Serviço de Saúde Comunitária 15

18 Atenção à saúde das crianças e adolescentes com asma 2.1 A importância de um programa de saúde para o controle da asma A prevalência média mundial da asma encontra-se em torno de 11,6% entre escolares e 13,7% entre adolescentes. No Brasil, a prevalência é de 20% em ambas as faixas etárias. A mortalidade por asma não é considerada elevada, mas apresenta magnitude crescente em diversos países ou regiões (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA, 2006). A asma encontra-se entre os 20 principais motivos de consulta em Atenção Primária (APS) (TAKEDA, 2006; GUSSO, 2009), e consiste em uma das principais causas de internação hospitalar do SUS no Brasil (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA, 2006; LENZ, 2008). No entanto, é considerada uma condição sensível à Atenção Primária à Saúde (APS), ou seja, aquela em que atenção ambulatorial efetiva e a tempo pode evitar internações, prevenindo enfermidades, tratando precocemente a enfermidade aguda ou controlando a enfermidade crônica (BILLINGS; ANDERSON; NEWMAN, 1996; CASANOVA; STARFIELD, 1995). As considerações acima, entre outras, tornam a asma um problema prioritário nos serviços de APS, tais como o Serviço de Saúde Comunitária (SSC) do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), que oferece ações de promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento a uma população de habitantes da cidade de Porto Alegre. Nesse serviço, a asma encontra-se entre os primeiros motivos de consulta, é o principal motivo de internação entre menores de 19 anos há 10 anos (BRASIL. Ministério da Saúde. GHC, 2010) e, as visitas sistematicamente realizadas às crianças hospitalizadas apontam dificuldades contornáveis visando um melhor controle da doença, tais como: dificuldade de acesso aos serviços de saúde, não acompanhamento regular da criança e adolescente com asma, não uniformidade no tratamento instituído de acordo com o nível de controle e outras situações que, poderiam ser evitadas com ênfase em atividades educativas. 2.2 Objetivos do Programa da Asma do SSC do GHC Geral: Os objetivos do Programa da Asma no SSC é qualificar a atenção destinada às crianças e adolescentes que apresentam essa enfermidade, visando o melhor controle possível da doença e melhor qualidade de vida, além de reduzir consultas não agendadas, idas à emergência e internações desnecessárias. Específicos: Identificar as crianças e adolescentes com asma do território e acompanhá-las adequadamente, respeitando as diferentes especificidades de cada categoria profissional da equipe de APS; identificar as crianças sem acompanhamento continuado (que estejam realizando consultas com intervalo superior a 6 meses) e oferecer o acompanhamento regular; monitorar as internações por asma e realizar visita no hospital às crianças e adolescentes que necessitaram internação; facilitar o acesso aos serviços de saúde, priorizando as crianças e adolescentes que hospitalizaram; 16 Apoio Técnico em Monitoramento e Avaliação de Ações de Saúde do Serviço de Saúde Comunitária

19 Programa de Asma no SSC do GHC realizar visitas domiciliares sistemáticas às crianças após alta hospitalar, às que não consultam há mais de 6 meses e/ou sempre que a equipe de saúde julgar necessário; propiciar espaço, seja individual ou coletivo, para a realização de atividades educativas; manter atividades de educação permanente para todos os profissionais das equipes de APS e integrar as ações realizadas na APS com as ações realizadas na atenção secundária e terciária. 2.3 Monitoramento e Avaliação do Programa da Asma do SSC O monitoramento e a avaliação do Programa da Asma têm como objetivo identificar continuamente as necessidades e problemas que venham impedir o adequado controle da doença no território de atuação do SSC. Indicadores de processo e resultado foram estabelecidos a partir de estudos de intervenção que apresentaram evidências de melhores resultados. O sistema de informação do GHC possibilita, a partir de um boletim individual de atendimento, a identificação permanente de crianças e adolescentes moradoras do território de atuação do SSC que apresentam diagnóstico de asma. Integrando informações da atenção primária, secundária e terciária, esse sistema de informação permite ainda o monitoramento e avaliação da regularidade das consultas na APS e no ambulatório especializado e de informações do prontuário eletrônico, caso tenha havido necessidade de hospitalização para tratamento dos sintomas. A partir da existência de um sistema de informação, outras ações consideradas fundamentais para o planejamento do Programa, puderam ser viabilizadas, tais como: o monitoramento da realização de consultas de enfermagem, visitas sistemáticas às crianças no momento da internação e monitoramento dos medicamentos dispensados para tratamento da asma. A seguir, serão apresentados alguns indicadores e breves comentários a respeito dos resultados até então encontrados. A cobertura do Programa, que consiste na razão entre o número de crianças e adolescentes que receberam o diagnóstico de asma o registro de CID J45 ou J46 em boletim de atendimento - (numerador) e, o número estimado de crianças e adolescentes usuários do SSC com asma no território (denominador), vêm crescendo nos últimos cinco anos, conforme pode ser observado na figura 1. Figura 1. Cobertura do Programa da Asma no SSC. Série histórica de 2006 a % 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 90% 91% 73% 47% 34% 27% Cobertura do Programa % de < 15 anos com diagnóstico de asma em relação a estimativa de usuários < 15 anos com asma Fonte: SIS US SSC Apoio Técnico em Monitoramento e Avaliação de Ações de Saúde do Serviço de Saúde Comunitária 17

20 Atenção à saúde das crianças e adolescentes com asma Apesar da crescente cobertura, apenas 52% das crianças e adolescentes com asma vêm sendo acompanhados de forma regular na APS, ou seja, vêm consultando minimamente a cada 6 meses (tabela 1). Tabela 1. Distribuição dos usuários com menos de 15 anos de idade, do número estimado de casos de asma e dos casos diagnosticados, por US. SSC/GHC, Porto Alegre, RS. Estimativa de Usuários com menos de15 anos usuários com asma Usuários com diagnóstico de asma Usuários em acompanhamento regular n n n % n % Conceição Vila Floresta Divina Providência Sesc Barão de Bagé Jardim Leopoldina Parque dos Maias Jardim Itu Santíssima Trindade NSA Coinma Costa e Silva SSC Visitas sistemáticas realizadas nos últimos quatro anos às crianças que necessitaram internação têm guiado o planejamento de ações programáticas, tais como as atualizações das rotinas clínicas escritas e a escolha de temas para educação permanente dos profissionais. Dificuldades das famílias para o manejo dos sintomas, exposição ao fumo passivo e baixa utilização de antiinflamatórios inalados, encontram-se entre as informações relevantes identificadas durante essas visitas. Através do incremento na prescrição de corticóide inalatório (40% a mais no primeiro semestre de 2011, em relação ao primeiro semestre de 2010), que é medicamento de escolha para manejo da asma, observa-se a melhora da qualidade da assistência oferecida (figura 2). Figura 2. Unidades de frascos de corticóide inalatório dispensados no SSC entre janeiro de 2010 a junho de jan fev março abril maio junho julho agosto set out nov dez Fonte: SIS Receitas 18 Apoio Técnico em Monitoramento e Avaliação de Ações de Saúde do Serviço de Saúde Comunitária

21 Programa de Asma no SSC do GHC Entretanto, dispor da medicação e prescrevê-la é ainda apenas parte do processo. É preciso entender porque utilizar uma medicação, mesmo não tendo sintomas e, utilizá-la de forma correta. A asma é uma doença que assusta, mas não assusta mais que o medo de utilizar, por exemplo, os broncodilatadores. Em geral, existe muito medo dos efeitos adversos, além de que, tanto os broncodilatadores quanto os anti-inflamatórios são disponibilizados na forma inalatória (as chamadas bombinhas ), facilmente confundidas entre si e com o estigma de viciarem e atacarem o coração. Resultado disso, visto através das visitas às crianças hospitalizadas, as famílias demoram para iniciar o tratamento, subdoses são utilizadas, a inalação é realizada em intervalos longos e, frequentemente, com técnica incorreta. Observam-se também muitas crianças expostas ao tabagismo, o que, além de desencadear crises, reduzem o efeito dos anti-inflamatórios. Frente à necessidade de reforçar o automanejo adequado identificou-se necessidade ainda maior da consulta de enfermagem que até então não era realizada em todas as Unidades do SSC. Pesquisa realizada entre as enfermeiras do SSC evidenciou problemas relacionados a não realização dessas consultas: falta de estímulo, habilidade técnica e fatores culturais, que ainda centralizam o cuidado da pessoa no profissional médico. Capacitação das enfermeiras e estabelecimento de rotina para a consulta de enfermagem resultou em mudança de prática com um maior número de crianças sendo assistidas por essa categoria profissional (figura 3). Figura 3. Consultas de enfermagem para crianças e adolescentes que internaram por asma. 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 56% 29% 9% Consultas de Enfermagem % de crianças que internaram e realizaram consulta de enfermagem após internação. Fonte: SIS - GHC Apesar de mudanças positivas, exemplificadas pelos indicadores de processo anteriormente descritos, o percentual de internações por asma entre as crianças e adolescentes acompanhados, não vem se modificando. No território do SSC, 20% das crianças e adolescentes acompanhados têm história de internação (tabela 2), apesar da estimativa de que a asma grave encontra-se presente em no máximo 5 a 10% dos casos (BRASIL, 2011). Apoio Técnico em Monitoramento e Avaliação de Ações de Saúde do Serviço de Saúde Comunitária 19

22 Atenção à saúde das crianças e adolescentes com asma Tabela 2. Distribuição dos usuários com diagnóstico de asma e registro de hospitalização por asma no GHC, por US. SSC/GHC,Porto Alegre,RS. Usuários com diagnóstico de asma Sem registro de hospitalização por asma Com registro de hospitalização por asma n n n Conceição Vila Floresta Divina Providência Sesc Barão de Bagé Jardim Leopoldina Parque dos Maias Jardim Itu Santíssima Trindade NSA Coinma Costa e Silva SSC Considerações finais O Programa da Asma do SSC apresenta mudanças positivas em relação à qualidade da atenção prestada (cobertura atual do Programa em 91%, aumento significativo na prescrição de CI e de consultas de enfermagem (47%), no entanto, esses resultados ainda não refletiram em redução de internações por esse motivo. Para a continuidade dessas mudanças positivas planeja-se para os próximos anos: enfatizar a entrega e explicação do plano de ação elaborado de forma integrada pelos profissionais da atenção primária, secundária e terciária de atenção e estimular para que seja utilizado pelas famílias; estimular o contínuo crescimento do número de consultas de enfermagem para famílias de crianças com asma; estimular atenção integral à criança com asma, estimulando a realização de consultas com o psicólogo, equipe de saúde bucal e assistente social, sempre que necessário; manter e estimular ações de educação e saúde coletiva; qualificar as visitas domiciliares às crianças com asma; manter atividades de educação permanente para todos os profissionais da APS; estimular a realização de educação permanente para os profissionais que atuam na atenção secundária (ambulatório de pneumologia) e terciária (emergência e internação), distribuir as rotinas preconizadas para outros setores do GHC, na tentativa de uniformizar o manejo dos casos e, monitorar o seguimento nas US de APS das rotinas propostas, especialmente após implantação do prontuário eletrônico. 20 Apoio Técnico em Monitoramento e Avaliação de Ações de Saúde do Serviço de Saúde Comunitária

23 Programa de Asma no SSC do GHC Referências BILLINGS, J.; ANDERSON; G; NEWMAN, L. Recent findings on preventable hospitalization. Health Affairs, Milwood, n. 15, p , BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria SAS/MS n. 709, de 17 de dezembro de Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas. Asma Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/pcdt_asma.pdf>. Acesso em: 10 jun BRASIL. Ministério da Saúde. Grupo Hospitalar Conceição. Serviço de Saúde Comunitária. Monitoramento e avaliação: Relatório de avaliação, Digitado. Contato: BRITISH THORACIC SOCIETY; SCOTTISH INTERCOLLEGIATE GUIDELINES NETWORK. British guideline on the managemente of asthma: a national clinical guideline Disponível em: <http://www.sign.ac.uk/pdf/sign101.pdf>. Acesso em: 20 agost CASANOVA, C.; STARFIELD, B. Hospitalization of children and access to primary care: a crossnational comparison. International Journal of Health Services, Westport, v. 25, n. 2, p , CRUZ, A. A. et al. Asma: um grande desafio. São Paulo: Atheneu, GLOBAL INITIATIVE FOR ASTHMA. Global strategy for asthma management and prevention Disponível em: <http://www.ginasthma.com>. Acesso em: 20 mar GUSSO, G. D. F. Diagnóstico de demanda em Florianópolis utilizando a Classificação Internacional de Atenção Primária: 2. ed. (CIAP-2) Tese (Doutorado)-Universidade de São Paulo, São Paulo, LENZ, M. L. M. et al. Hospitalizações entre crianças e adolescentes no território de abrangência de um serviço de atenção primária. Revista Brasileira de Saúde da Família, Brasília, DF, v. 9, n. 18, p. 7-13, abr./jun LOUGHEED, M. D. et al. Canadian Thoracic Society Asthma Management Continuum 2010 Consensus summary for children six years of age and over, and adults. Canadian Respiratory Journal: Journal of the Canadian Thoracic Society, Otawa, v. 17, n. 1, p.15-24, SANT ANNA, C. C.; AMANTÉA, S. L. Asma pediátrica. Terapia inalatória: vantagens sobre o tratamento oral. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Pediatria, Disponível em: <http://www.sbp.com.br/img/cursos/asma/asma_pediatrica01.pdf>. Acesso em: 13 maio SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA. IV Consenso Brasileiro no Manejo da Asma, In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PNEUMOLOGIA, 33, 2006, Fortaleza. Anais... Fortaleza: SBPT, TAKEDA, S. M. P. Organização de serviços de atenção primária à saúde. In: DUNCAN, B.; SCMIDT, M. I.; GIUGLIANE, E. R. J. Medicina ambulatorial: condutas de APS baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, Apoio Técnico em Monitoramento e Avaliação de Ações de Saúde do Serviço de Saúde Comunitária 21

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