Mercosul e o Combate à Criminalidade Transnacional: um Estudo dos Instrumentos de Cooperação Judiciária em Matéria Penal

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Mercosul e o Combate à Criminalidade Transnacional: um Estudo dos Instrumentos de Cooperação Judiciária em Matéria Penal"

Transcrição

1 Mercosul e o Combate à Criminalidade Transnacional: um Estudo dos Instrumentos de Cooperação Judiciária em Matéria Penal Daiana Seabra Venancio 1 Resumo A cooperação judiciária em matéria penal é uma ferramenta imprescindível para o combate eficiente ao crime organizado internacional. O objetivo do presente trabalho é analisar a relação entre os instrumentos jurídicos de cooperação penal e o combate à criminalidade transfronteiriça. A primeira parte do texto irá abordar os instrumentos de cooperação no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA), com ênfase naqueles adotados pelos países membros do Mercosul. A segunda parte pretende destrinchar os instrumentos aplicáveis apenas aos países que compõe o bloco. Palavras-chave: Cooperação judiciária em matéria penal Mercosul Crime organizado internacional Introdução A realidade contemporânea convive com o aumento do fluxo de pessoas e mercadorias através do desenvolvimento dos transportes e de instrumentos criados por acordos internacionais no âmbito global e regional que facilitam a circulação para além das fronteiras. O alargamento e aprimoramento da cooperação jurídica internacional surgem como reflexo da preocupação dos Estados em mitigar os efeitos negativos da globalização no que se refere à concretização da justiça nas relações internacionais. (SAADI e BEZERRA, 2012, p. 22) O dever estatal de prover a justiça depende hoje do desenvolvimento de mecanismos para que o Estado atinja bens e pessoas que podem não estar mais em seu território. (PÍRES JÚNIOR, 2012, p.17) Cooperação jurídica internacional significa, em sentido amplo, o intercâmbio internacional para o cumprimento extraterritorial de medidas demandadas pelo poder 1 Graduada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), aluna do curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGDIR). Pesquisadora no Laboratório de Simulações e Cenários da Escola de Guerra Naval (LSC-EGN).

2 judiciário de outro Estado que pode ser definida como o conjunto de atos que regulamentam o relacionamento entre dois ou mais Estados (cooperação horizontal) ou entre Estados e Tribunais Internacionais (cooperação vertical). O poder judiciário sofre uma limitação territorial de sua jurisdição que decorre dos próprios limites do exercício de soberania do Estado, portanto, é necessário pedir ao Poder Judiciário de outro Estado que o auxilie em situações que vão além de suas fronteiras. Um dos fatores que aumenta a preocupação do Estado brasileiro com a cooperação jurídica internacional é o grande contingente de brasileiros no exterior, uma vez que os novos contornos da inserção internacional do país levam à necessidade de repensar a cooperação com outros países. (ARAÚJO, 2012, p. 34) As ramificações internacionais do crime têm, em geral, conexão com o crime de lavagem de dinheiro, corrupção, terrorismo, tráfico de drogas ou pessoas. Buscando evitar a impunidade, tornou-se necessário o fortalecimento dos instrumentos de cooperação judiciária em matéria penal. Dentre os instrumentos tradicionais da cooperação jurídica internacional destacamse as cartas rogatórias, a homologação de sentença estrangeira, os pedidos de extradição e a transferência de pessoas condenadas. As cartas rogatórias são tramitadas pela via diplomática e se destinam ao reconhecimento e cumprimento de decisões interlocutórias da justiça estrangeira, ou seja, aquelas decisões que não dão fim ao processo, apenas determinam diligências ou decidem questões incidentais. A homologação de sentença estrangeira confere eficácia e execução a decisões judiciais estrangeiras definitivas no território brasileiro. Esses dois procedimentos são relativamente lentos, porque precisam da apreciação prévia do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O auxílio direto é um instrumento recente que permite levar a cognição do pedido diretamente ao juiz de primeira instância, sendo desnecessário o juízo prévio de delibação do STJ. No procedimento de extradição, um Estado entrega um indivíduo a outro Estado que seja competente para processá-lo e aplicar eventual pena estabelecida. Cabe ao Supremo Tribunal Federal apreciar o pedido de extradição. Por fim, a transferência de pessoas condenadas consiste na entrega de um indivíduo às autoridades de seu Estado de origem para que aquele possa cumprir sua pena perto de sua família e seu ambiente, visando facilitar a reinserção social do apenado. (PÍRES JÚNIOR, 2012, p.17-18) Dentro do Mercosul a circulação de pessoas é flexível, de maneira que se pode, por exemplo, ingressar nos países membros apenas com o documento de identidade, dispensando o passaporte. Esta maleabilidade relativa ao trânsito de pessoas traz aspectos positivos, em especial para o turismo; porém, o principal problema é relativo ao combate à criminalidade, uma vez que indivíduos respondendo a processo penal ou que foram condenados podem

3 utilizar essa liberdade para se ocultarem da justiça. (VENANCIO, 2012, p. 28) O estágio de integração e cooperação em matéria penal é ainda incipiente no âmbito mercosulino. Alguns exemplos fáticos ilustram a necessidade de fortalecer os mecanismos de combate ao crime organizado transfronteiriço entre os países do bloco. Quando foi deflagrada a operação Fênix, a Policia Federal do Brasil identificou seis fornecedores de drogas e armas paraguaios que tinham ligação com o traficante brasileiro conhecido como Fernandinho Beira-Mar. Havia acordo com o Ministério Público do Paraguai e a polícia paraguaia devia ter prendido os acusados, mas, ninguém foi preso no Paraguai. (RUSSOWSKY, 2011) A ligação entre o tráfico nos dois países é profunda, tanto que, segundo informações da imprensa, 70% do plantio de maconha em território paraguaio seria dominado por um consórcio de traficantes do Rio de Janeiro e de São Paulo. 2 Esse fato ressalta a relevância de instrumentos de cooperação capazes de promover a o combate ao tráfico de drogas e outros crimes que afetam os países do bloco. Após essa breve introdução sobre os contornos da cooperação judiciária internacional e a relevância do tema para o Mercosul, cabe destacar a estrutura do presente artigo. A primeira parte irá abordar os instrumentos de cooperação no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA), com ênfase naqueles adotados pelos países membros do Mercosul. A segunda parte pretende destrinchar os instrumentos aplicáveis apenas aos países que compõe o bloco. I. Acordos da ONU e da OEA sobre cooperação no combate ao crime organizado internacional 1.1. Organização das Nações Unidas (ONU) No âmbito da ONU foram celebradas diversas convenções sobre o tema do combate à criminalidade transacional. A primeira delas foi a Convenção Contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e Substâncias Psicotrópicas, aprovada em Viena na Áustria, no ano de O principal objetivo foi o fortalecimento dos meios jurídicos para fomentar a cooperação internacional em matéria penal, visando o combate às atividades criminosas internacionais decorrentes do tráfico ilícito de drogas. Uma importante consequência que resultou desta 2 GLOBO RIO. RAMALHO, Sérgio. Fornecedor de maconha do Complexo do Alemão domina 70% do plantio da droga no Paraguai. Disponível em: < >. Acesso em 08/06/2012

4 Convenção foi o compromisso internacional assumido pelos países de criminalizar a lavagem de dinheiro decorrente do tráfico de drogas e, desde então, os países passaram a editar leis sobre esse tema. Restou estabelecido na Convenção de Viena que os países que a ratificaram deveriam prestar ampla assistência jurídica recíproca nas investigações, julgamentos e processos, visando um intercâmbio global de informações que permita ações eficazes contra o crime organizado. No Brasil, a Lei n de 03 de março de 1998, que trata dos crimes de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens e valores, foi a resposta brasileira ao compromisso internacional assumido. (DRCI, 2012, p.63) O Centro Internacional para a Prevenção do Crime (CICP) foi criado em 1997, como parte do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. A Resolução n. 53/111 de 1998 da Assembléia Geral das Nações Unidas determinou a criação de um comitê de trabalho para elaborar uma convenção internacional de combate à criminalidade transnacional. Em 1999, foi concluída a Convenção das Nações Unidas Contra o Crime Organizado Transnacional, a qual também ficou conhecida como Convenção de Palermo cidade em que foi celebrada. No ano de 2003 a Convenção entrou em vigor no âmbito mundial para 175 países e também no Mercosul, uma vez que todos os Estados-membros a ratificaram. A Convenção determina que os Estados devem criminalizar diversas condutas que estão intimamente ligadas ao crime organizado internacional tais como: participação em um grupo criminoso organizado, lavagem de dinheiro e corrupção. O texto estabelece ainda que os Estados podem celebrar acordos regionais para garantir a efetividade das previsões da Convenção, dispõe sobre a responsabilização de pessoas jurídicas (empresas), bem como sobre meios para fomentar a cooperação internacional para efeitos de apreensão e confisco de bens que sejam produtos desses crimes. O artigo 18 trata deste tema e delimita práticas uniformes de assistência judiciária recíprocas para os países que ratificaram a Convenção, com o objetivo de facilitar e acelerar a Cooperação Jurídica e policial entre os estes, desenvolvendo, dessa forma, a capacidade de combater conjuntamente a criminalidade transfronteiriça. A Convenção de Palermo foi suplementada por três protocolos, que abordam áreas específicas de atuação do crime organizado: (i) Protocolo para prevenir, suprimir e punir o tráfico de pessoas, especialmente mulheres e crianças; (ii) Protocolo contra o contrabando de imigrantes por terra, ar e mar; e (iii) Protocolo contra a fabricação ilegal e o tráfico de armas de fogo, inclusive peças acessórios e munições. Todos os protocolos estão em vigor entre os países do Mercosul. Por fim, o mais recente documento relacionado ao tema de cooperação em matéria

5 penal é a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção de 2003, que entrou em vigor internacionalmente em dezembro de Este foi o primeiro tratado multilateral direcionado especificamente ao combate da corrupção, cujo conteúdo permite embasar um pedido de cooperação internacional ou de recuperação de ativos, visando a promoção, a facilitação e o apoio à cooperação internacional e à assistência técnica na prevenção e na luta contra a corrupção, incluída a recuperação de ativos, conforme o disposto no artigo primeiro. É importante destacar que, para a aplicar a Convenção, não será necessário que os delitos nela enunciados produzam dano ou prejuízo patrimonial ao Estado. (DRCI, 2012, p. 67) Todas as Convenções e Protocolos supramencionados estão em vigor entre os países do Mercosul, de maneira que fazem parte dos instrumentos de cooperação judiciária em matéria penal. É importante destacar que as convenções internacionais não excluem a aplicação de instrumentos regionais, pelo contrário: os textos incentivam o desenvolvimento de acordos bilaterais ou acordos multilaterais celebrados no âmbito regional. Além disso, é preciso lembrar que o escopo de aplicação da assistência mútua engloba não só as investigações, mas também os procedimentos judiciais relacionados a assuntos penais Organização dos Estados Americanos (OEA) O processo de cooperação em matéria penal no continente americano iniciou-se quando a Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos se reuniu na cidade de Nassau em maio de 1992 para debater o tema. O encontro resultou na Convenção Interamericana sobre Assistência Mútua em Matéria Penal (RUSSOWSKY, 2011, p. 97) que foi ratifica por todos os Estados membros do Mercosul e está em vigor. A Convenção celebrada em Nassau se torna relevante não só em virtude do alto número de países pertencentes à OEA que a ratificaram, mas também pela influência que exerceu sobre o Protocolo de Assistência Jurídica Mútua em Assuntos Penais do Mercosul, como será visto a seguir. (VENANCIO, 2012) A Convenção Interamericana estabelece a necessidade de que se aponte uma autoridade central responsável pelo recebimento e envio de pedidos de assistência. No Brasil, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) da Secretaria Nacional de Justiça exerce o papel de autoridade central para a maioria dos tratados em que o país é parte, de maneira a permitir uma maior celeridade e possibilitar o acompanhamento necessário ao cumprimento dos pedidos. A autoridade central exerce um papel determinante dentre as medidas voltadas à modernização da assistência jurídica

6 internacional. O modelo foi inaugurado com a Convenção da Haia de Comunicação de Atos Processuais, de 1965 e se destaca por permirtir a maior celeridade na tramitação de documentos, a expertise de quem atua e comunicação direta entre as autoridades centrais sem necessidade de interferência da instância diplomática. Existem outras formas de cooperação além da feita através de tratados como por exemplo no âmbito da OEA a Rede Hemisférica de Intercâmbio de Informações para o Auxílio Jurídico Mútuo em Matéria Penal e de Extradição, fruto da deliberação da V Reunião de Ministros da Justiça da OEA, que relizou-se em 2004 na cidade de Washington, EUA. Esta é considerada a mais desenvolvida dentre as redes de cooperação jurídica de que o Brasil faz parte e conta com uma página na internet que reúne informações práticas, legislação e tratados em matéria de cooperação jurídica penal entre os Estados membros da Organização. É interessante notar que a Rede estabeleceu também um mecanismo de correio eletrônico seguro que possibilita a troca de documentos e o compartilhamento de espaços de trabalho destinados ao desenvolvimento conjunto de assuntos de interesse comum. No âmbito latino-americano existe ainda a Rede Ibero-americana de Cooperação Jurídica (IberRede) que foi instituída em 2004, após recomendação feita durante a VI Cúpula Ibero-americana de Presidentes de Cortes Supremas e Tribunais Superiores de Justiça feita em Cartagena de Índias, na Colômbia. Os objetivos são aperfeiçoar a cooperação jurídica em matéria civil e penal entre os países membros, bem como estabelecer sistema de informações sobre seus diferentes sistemas jurídicos. A IberRede é composta por representantes dos ministérios da justiça, dos ministérios públicos e do poder judiciário de 23 países. Compõem a IberRede os Estados que participam das Cúpulas Ibero-americanas de Chefes de Estado e de Governo, que além dos países latino-americanos também engloba Portugal e Espanha. Em maio de 2009, a IberRede juntou esforços com a Eurojust - instituída em 2002 para reforçar a cooperação entre as autoridades nacionais na luta contra as formas de criminalidade transnacional que afetam a União Europeia. 3 O memorando de entendimento consolidou a relação entre as duas redes e teve o intuito de reforçar o combate às formas graves de criminalidade transnacional. O acordo não modifica nenhuma norma legal aplicável e nem o quadro jurídico da Eurojust e da IberRede, uma vez que a colaboração mútua desses organismos consistirá na cooperação judiciária penal internacional no âmbito das competências que compartilham. 3 Decisão 2002/187/JAI de 28 de fevereiro de 2002 do Conselho da União Europeia relativa à criação da Eurojust a fim de reforçar a lutra contras as formas graves de criminalidade. Disponível em: <http://eurojust.europa.eu/pages/languages/pt.aspx >. Acesso em 13/03/2013

7 II. Instrumentos de cooperação em matéria penal do Mercosul O Mercado Comum do Sul (Mercosul) nasceu em 26 de março de 1991 com a assinatura do Tratado de Assunção por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e a Venezuela, que ingressou no bloco em Se incorporaram com o status de membros associados a Bolívia, o Chile, o Peru, a Colômbia e o Equador. O Protocolo de Assistência Jurídica Mútua em Assuntos Penal foi celebrado na cidade de San Luis, na Argentina em 1996 e entrou em vigor dia 27 de abril de O texto do Protocolo afirma o papel da cooperação penal como um instrumento para aprofundar o processo de integração, bem como reconhece a gravidade das atividades criminosas transancionais e a dificuldade que pode surgir para a condução de investigações diante da existência de provas situadas em diferentes Estados. O artigo 2º estabelece que a assistência mútua compreende diversas condutas, tais como: a notificação de atos procesuais; a recepção e produção de provas; localização e identificação de pessoas; notificação de testemunhas ou peritos para comparecimento voluntário; medidas cautelares sobre bens; entrega de documentos e outros elementos de prova; apreensão, transferência e retenção de bens; e qualquer outra forma de assistência jurídica que não seja incompatível com os objetivos do protocolo ou com a legislação dos Estados-membros. Uma questão que fica em aberto é a ausência de prazos claros para apreciação e processamento dos pedidos de assistência expressões como prazo razoável, deverá logo que possível estão presentes ao longo de todo o texto e deixam à mercê do bom senso dos Estados a velocidade em que serão cumpridos os pedidos. Essa indeterminação é bastante prejudicial ao bom andamento das investigações dos processos judiciais, e deveria ser repensada, criando um aumento da responsabilidade dos Estados através da imposição de sanções para o descumprimento dos prazos. A Convenção de Nassau e o Protocolo de San Luis fomentam a assistência mútua em matéria penal e possuem mecanismos interessantes, tais como, por exemplo, o dever de prestar assistência independente de haver dupla incriminação, 4 mas que não substituem ou simplificam o processo de extradição. Cabe ressaltar, finalmente, que os dois documentos caracterizam a assistência não como uma faculdade, mas como um dever. 5 4 Ver o Artigo 5º da Convenção Convenção Interamericana sobre assistência mútua em matéria penal e o artigo 1 item 5 do Protocolo de Assistência Jurídica Mútua em assuntos penais. 5 RUSSOWSKY, op. cit, p

8 Em 1998, o Acordo sobre Extradição entre os Estados Partes do Mercosul foi celebrado 6 e, um dos aspectos a se destacar é a previsão de que, em regra é possível extraditar nacionais, ressalvadas as hipóteses em que existe disposição constitucional contrária. Nesse caso, o Estado que denegar a extradição ao requerente deverá: (i) promover o julgamento do indivíduo; (ii) informar periodicamente o Estado requerente sobre o andamento processual; e (iii) remeter cópia da sentença proferida. (TIBURCIO, 2006, p. 219) São esses parâmetros que estão em vigor atualmente no Mercosul e o objetivo do próximo tópico é abordar as características do mandado de captura do Mercosul e verificar as principais modificações que este novo instrumento pretende introduzir no processo de integração e de cooperação regional em matéria penal As inovações propostas pelo Mandado de Captura do Mercosul Na área penal, a cooperação se dava principalmente através da extradição, uma vez que a maior parte dos crimes era essencialmente territorial e a mobilidade do cidadão, menor o mais comum era a fuga do criminoso para outro país. Nos dias de hoje o cenário se modificou inteiramente, com a expansão do crime extraterritorial e a maior facilidade dos estados de obterem a entrega de criminosos de forma diversa da extradição. (ARAÚJO, 2012, p. 39) A União Europeia, por exemplo, substituiu completamente o procedimento de extradição pelo mandado de detenção europeu em diversos crimes. O mandado de detenção europeu é uma decisão judiciária válida em toda a União Europeia, emitida num Estado Membro e executada em outro com base no princípio do reconhecimento mútuo que cria um mecanismo simplificado e célere de entrega de pessoas procuradas para fins de procedimento penal ou para a execução de pena decorrente de sentença judicial. As principais vantagens do mandado de detenção são a desnecessidade de intervenção das instâncias diplomáticas, a celeridade e o prestígio do princípio do reconhecimento mútuo, que estabelece que as decisões judiciais emitidas por uma autoridade judicial de um Estado-membro serão reconhecidas no Estado requerido assim como uma decisão de um juiz nacional deste seria igualmente reconhecida pelo juiz de outro Estadomembro. (VENANCIO, 2012, p. 32) Ante a total liberdade de fluxo de pessoas entre os países da União Europeia, a extradição tornou-se um instrumento inadequado e um grande óbice ao 6 MERCOSUR/CMC/DEC. Nº 14/98 promulgada no Brasil pelo Decreto Executivo de 31/01/2004.

9 combate à criminalidade. O mandado de detenção europeu foi especialmente incentivado no contexto do pós 11 de setembro, como uma medida eficaz no combate ao terrorismo e outras condutas perpetradas por organizações criminosas. A entrada em vigor deste instrumento enfrentou problemas de incompatibilidade com as constituições da Alemanha, do Chipre e da Polônia em virtude da previsão de entrega de nacionais para responder a processo penal em outro Estado-membro. O texto constitucional destes países previa a impossibilidade de extraditar nacional a pedido de países estrangeiros. Dessa forma, foi necessário fazer alterações constitucionais para permitir que nacionais destes países fossem entregues aos Estados requerentes para serem processados e julgados. O cumprimento da pena pode ser executado tanto no Estado requerente quanto no requerido, dependendo do que for acordado entre eles. (VENANCIO, 2012, p. 32) Durante a Reunião do Conselho do Mercado Comum do Sul realizada em 16 de dezembro de 2010, os governos do Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai assinaram o Acordo sobre o Mandado Mercosul de Captura e Procedimentos de Entrega entre Estados Partes do Mercosul e Estados Associados (MERCOSUL/CMC/DEC. N 48/10). Inspirado no mandado de detenção europeu, este instrumento simplifica o procedimento de extradição tradicional no âmbito mercosulino, além de incluir os Estados associados. O artigo 22 da Decisão do CMC n 48/10 estabelece que a vigência do Acordo inicia 30 dias após o depósito do instrumento de ratificação por todos os Estados Partes do Mercosul e nesta data entra em vigor para os Estados que ratificaram antes. 7 Nenhum Estado ratificou o Acordo, portanto, não existe previsão para que o documento entre em vigor. A definição do mandado de captura é bastante semelhante ao mandado de detenção constitui uma decisão judicial que determina a entrega de uma pessoa para responder a uma ação penal em curso ou para cumprir pena: Artigo 1º - Obrigação de executar 1. O Mandado MERCOSUL de Captura é uma decisão judicial emitida por uma das Partes (Parte emissora) deste Acordo, com vistas à prisão e entrega por outra Parte (Parte executora), de uma pessoa procurada para ser processada pelo suposto cometimento de crime, para que responda a um processo em curso ou para execução de uma pena privativa de liberdade. 8 7 MERCOSUL/CMC/DEC. N 48/10. Artigo 22 - Vigência. 1. O presente Acordo entrará em vigor trinta (30) dias após o depósito do instrumento de ratificação pelo quarto Estado Parte do MERCOSUL. Na mesma data, entrará em vigor para os Estados Associados que hajam anteriormente ratificado. 2. Para os Estados Associados que não tenham ratificado com antecedência a esta data, o Acordo passará a vigorar no mesmo dia em que seja depositado o respectivo instrumento de ratificação. (...) 8 MERCOSUL/CMC/DEC. N 48/10

10 Apesar de o mandado de captura ter inspiração no modelo europeu, as análises subsequentes pretendem apontar importantes diferenças entre os dois instrumentos. Em primeiro lugar, o âmbito de aplicação do Acordo é extremamente restrito, pois apenas estão abrangidos os crimes contidos em convenções internacionais ratificadas pelo Estado emissor e pelo Estado executor do mandado. Sistematicamente, são causas de denegação facultativa do cumprimento do mandado de captura: (i) a nacionalidade do indivíduo reclamado não pode ser invocada como causa de escusa, salvo disposição constitucional contrária; (ii) crimes cometidos no todo, ou em parte, no Estado de execução; (iii) se a pessoa procurada já estiver respondendo processo penal pelo crime ou pelos crimes que fundamentam o mandado; (iv) por questões especiais de soberania nacional, segurança ou ordem pública ou outros interesses essenciais. 9 O Acordo não pretende impor a entrega de nacionais como regra absoluta e se coloca num patamar inferior ao da constituição dos Estados-membros, mas, faculta a negativa por parte do Estado membro que, mesmo sem vedação constitucional, pode denegar a entrega alegando ausência de reciprocidade no caso do outro Estado invocar a exceção de nacionalidade. Em virtude dessa disposição do Acordo do Mercosul, todos os questionamentos constitucionais decorrentes da transposição do mandado de detenção europeu são inaplicáveis ao mandado de captura. (VENANCIO, 212, p.42-43) As hipóteses (ii) e (iii) são similares ao disposto no mandado de detenção, mas, a hipótese (iv) prevista no artigo 4º item 2 do Acordo permite de que os Estados se recusem a cumprir o mandado de captura por questões internas envolvendo segurança e ordem pública. A utilização de conceitos jurídicos indeterminados acaba por possibilitar o afastamento das disposições contidas no Acordo em situações que, na opinião da autora deste artigo, podem acabar beirando a subjetividade e incentivam descumprimentos arbitrários. Isso prejudica os objetivos primordiais do mandado de captura, que seriam simplificar o procedimento e afastar as questões de natureza política, de maneira a fortalecer o combate à criminalidade. Esta última hipótese aproxima o mandado de captura da discricionariedade que o Poder Executivo possui no caso de extradição. (VENANCIO, 212, p. 43) O mandado de captura do Mercosul tem uma aplicação restrita aos crimes objeto de convenções internacionais, e não constitui a regra, mas sim a exceção a regra aplicável aos 9 MERCOSUL/CMC/DEC. N 48/10.

11 crimes comuns continua sendo os Acordos sobre Extradição vigentes entre os Estados. 10 O Acordo de Extradição entre os Estados Partes do Mercosul, concluído no Rio de Janeiro em 10 de dezembro de 1998, rege os pedidos extradicionais entre os membros do Mercosul. Dois Estados Associados, Chile e Bolívia têm um acordo de extradição com o Mercosul, porém, eventuais pedidos de Extradição que não estejam regidos por acordos celebrados no âmbito mercosulino serão aplicados os tratados bilaterais. (VENANCIO, 212, p. 44) Conclusão Os instrumentos de cooperação penal no âmbito do Mercosul ainda apresentam falhas que prejudicam o combate à criminalidade transnacional. O principal problema é a dificuldade em estabelecer medidas que obriguem os Estados a tratarem os pedidos de cooperação com celeridade: não há prazos a serem cumpridos e não há sanções para posturas adotadas pelos países que prejudiquem o processo cooperativo. Mas, alguns esforços válidos merecem ser ressaltados, como os que ver-se-ão a seguir. O Plano Estratégico de Fronteiras do Brasil iniciado pela Presidência da República em 2011 surge como uma resposta ao problema da ausência crônica de fiscalização das fronteiras nacionais. Os objetivos listados no Decreto nº de 8 de junho de 2011 que instituiu o Plano são: (i) a integração das ações de segurança pública e de controle aduaneiro e das Forças Armadas com a ação dos estados e municípios situados na faixa de fronteira; (ii) a execução de ações conjuntas entre órgãos de segurança pública dos três níveis federativos em conjunto com a Secretaria da Receita Federal e as forças armadas; (iii) troca de informações entre todos esses órgãos nos três níveis da federação; (iv) a realização de parcerias com países vizinhos; e finalmente a (v) a ampliação do quadro de pessoal e da estrutura destinada à prevenção, controle, fiscalização e repressão de delitos na faixa de fronteira. Desde a criação do Plano, foram realizadas operações na região de fronteira a última foi a operação Ágata 6 em outubro de 2012 que atuou nos estados de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Acre contando com a mobilização de mais de 7 mil militares. 11 As operações são conduzidas com o conhecimento prévio dos Estados vizinhos, uma vez que a missão tem caráter cooperativo e não deve representar qualquer ameaça aos demais países. A presidenta Dilma Rousseff declarou em janeiro de 2013 que, desde o início das ações há um ano e meio, foram 10 Acordo sobre o mandado de captura. Artigo 3º Âmbito de aplicação ( ) 4. Para todos os crimes não contemplados por este Acordo, serão aplicados os Acordos sobre Extradição vigentes entre as Partes. 11 Portal G1. Disponível em: <http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2012/10/ministro-da-defesa-avaliaoperacao-agata-6-durante-passagem-por-ro.html >. Acesso em 13/04/2013

12 apreendidas 360 toneladas de drogas, 2,2 mil armas, 280 mil munições e 20 toneladas de explosivos. 12 Medidas como essa adotada pelo Plano Estratégico de Fronteiras são imprescindíveis para proteger o território nacional da entrada de drogas, armas e outras mercadorias ilegais, além de fomentar a segurança na região e o combate ao crime organizado. Realizam-se desde 2005 reuniões períodicas entre os representantes dos Ministérios Públicos dos Estados-membros e dos Estados associados do Mercosul com o intuito de discutir ações de cooperação no combate à criminalidade organizada e melhorar os mecanismos de persecução penal. A observação dos temas debatidos nessas reuniões mais recentes permite melhor compreender quais são os crimes transnacionais que afetam os países do bloco além do tráfico de drogas. Durante a IX Reunião Especializada de Ministérios Públicos do Mercosul realizada em junho de 2010, o procurador-geral da República brasileiro Roberto Gurgel destacou o problema do tráfico de pessoas. Em seu discurso, Gurgel que o Brasil tem sido destino de mulheres e meninas provenientes de outros países da América do Sul e outras regiões e que são traficadas para fins de exploração sexual. Homens e meninos, por sua vez, são trazidos para trabalho escravo. O fluxo de pessoas que adentram ilegalmente no território nacional merece atenção, considerando que muitos imigrantes estão vindo de países da África, do Haiti e da Bolívia para o Brasil utilizando o serviço dos chamados coiotes o que configura tráfico de pessoas. A recente crise no começo de abril de 2013 mostra a importância do tema, uma vez que o governo acreano precisou pedir auxílio ao governo federal para a cidade de Brasileia no Acre por conta das péssimas condições em que se encontram os refugiados provenientes do Haiti, Senegal, Bangladesh e República Dominicana em virtude da completa ausência de infraestrutura. 13 Diante do exposto, não é apenas o tráfico de drogas que representa uma ameaça à segurança na região, o que evidencia a importância da atuação coordenada dos países do Mercosul para combater à criminalidade de forma ampla, através do fortalecimento dos instrumentos de cooperação. É preciso que a cooperação judiciária em matéria penal não acompanhe a lentidão em que se conduz o processo de integração econômica: a velocidade em que as organizações criminosas encontram meios de burlar as leis e a fiscalização exige dinamismo das polícias, dos judiciários e dos ministérios públicos que devem buscar a realização de ações conjuntas de inteligência e do intercâmbio de informações. 12 Agência Brasil. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/ /dilma-plano-estrategicode-fronteiras-permite-avanco-no-combate-ao-crime-organizado >. Acesso em 13/04/ Agência Brasil. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/ /senador-apela-porajuda-refugiados-no-acre >. Acesso em 13/04/2013.

13 Referências Artigos ARAÚJO, Nádia. A importância da cooperação jurídica internacional para a atuação do estado brasileiro no plano interno e internacional. In: Manual de cooperação jurídica internacional e recuperação de ativos: cooperação em matéria penal / Secretaria Nacional de Justiça, Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). 2. ed. Brasília : Ministério da Justiça, PÍRES JÚNIOR, Paulo Abrão. O papel da cooperação jurídica internacional. In: Manual de cooperação jurídica internacional e recuperação de ativos: cooperação em matéria penal / Secretaria Nacional de Justiça, Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). 2. ed. Brasília : Ministério da Justiça, SAADI, Ricardo Andrade; BEZERRA. Camila Colares. A autoridade central no exercício da cooperação jurídica internacional. In: Manual de cooperação jurídica internacional e recuperação de ativos: cooperação em matéria penal / Secretaria Nacional de Justiça, Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). 2. ed. Brasília : Ministério da Justiça, VENANCIO, Daiana Seabra. O mandado de detenção europeu vs. o mandado de captura do mercosul: uma análise comparativa. In: Revista do Programa de Direito da União Europeia. ALMEIDA, Paula Wojcikiewicz. Rio de Janeiro, FGV Direito Rio, Dissertação RUSSOWSKY, Iris Saraiva. O mandado de detenção na União Europeia: um modelo para o MERCOSUL. Dissertação - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Direito, Programa de Pós-Graduação em Direito. Porto Alegre, Disponível em: < >. Acesso em 01/06/2012 Documentos BRASIL. Decreto nº de 8 de junho de Institui o Plano Estratégico de Fronteiras. CONSELHO DO MERCADO COMUM. MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 48/10. Acordo sobre mandado Mercosul de captura e procedimentos de entrega entre os Estados partes do Mercosul e Estados associados. CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA. Decisão-quadro 2002/584/JAI, de 13 de Junho de 2002, relativa ao mandado de detenção europeu e aos procedimentos de entrega entre Estados-Membros. Livro TIBURCIO, Carmen. Temas de direito internacional. Rio de Janeiro: Renovar, 2006

14

CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - ATUALIZAÇÕES

CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - ATUALIZAÇÕES CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - ATUALIZAÇÕES - Evasão de divisas e lavagem de capitais as alterações da Lei 12.683/12 - Investigação de crimes financeiros - Cooperação jurídica internacional

Leia mais

DEFESA EM CONTEXTO TRANSNACIONAL

DEFESA EM CONTEXTO TRANSNACIONAL Direito Penal Europeu para Advogados Penalistas ERA/ECBA/ICAB Barcelona 21-22 de Fevereiro de 2014 DEFESA EM CONTEXTO TRANSNACIONAL NA UNIÃO EUROPEIA INDICAÇÕES DE PESQUISA E ELEMENTOS NORMATIVOS Vânia

Leia mais

O PAPEL DAS AUTORIDADES CENTRAIS E A SECRETARIA DE COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL DO MPF

O PAPEL DAS AUTORIDADES CENTRAIS E A SECRETARIA DE COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL DO MPF O PAPEL DAS AUTORIDADES CENTRAIS E A SECRETARIA DE COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL DO MPF Curso de Cooperação Jurídica Internacional para membros e servidores da Procuradoria da República no Paraná 31

Leia mais

COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE)

COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE) COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE) DÉCIMO PERÍODO ORDINÁRIO DE SESSÕES OEA/Ser.L/X.2.10 17 a 19 de março de 2010 CICTE/DEC.1/10 Washington, D.C. 19 março 2010 Original: inglês DECLARAÇÃO

Leia mais

Que é necessário aperfeiçoar os instrumentos de cooperação policial já existentes, a fim de reforçar a luta contra o crime organizado transnacional.

Que é necessário aperfeiçoar os instrumentos de cooperação policial já existentes, a fim de reforçar a luta contra o crime organizado transnacional. MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 16/06 ACORDO QUADRO SOBRE COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE SEGURANÇA REGIONAL ENTRE OS ESTADOS PARTES DO MERCOSUL, A REPÚBLICA DA BOLIVIA, A REPÚBLICA DO CHILE, A REPÚBLICA DA COLÔMBIA, A

Leia mais

CASOS PRÁTICOS DA COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL EM MATÉRIA PENAL TIAGO SANTOS FARIAS

CASOS PRÁTICOS DA COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL EM MATÉRIA PENAL TIAGO SANTOS FARIAS CASOS PRÁTICOS DA COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL EM MATÉRIA PENAL TIAGO SANTOS FARIAS BASE NORMATIVA DA COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL TRATADOS BILATERAIS E MULTILATERAIS RECIPROCIDADE DIREITO INTERNO

Leia mais

CONVENÇÃO INTERAMERICANA CONTRA O TERRORISMO

CONVENÇÃO INTERAMERICANA CONTRA O TERRORISMO CONVENÇÃO INTERAMERICANA CONTRA O TERRORISMO Os Estados Partes nesta Convenção, Tendo presente os propósitos e princípios da Carta da Organização dos Estados Americanos e da Carta das Nações Unidas; Considerando

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2014

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2014 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2014 Disciplina: Direito Internacional Departamento IV Direito do Estado Docente Responsável: Fernando Fernandes da Silva Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual

Leia mais

DECRETO Nº 4.702, DE 21 DE MAIO DE 2003. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VIII, da Constituição,

DECRETO Nº 4.702, DE 21 DE MAIO DE 2003. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VIII, da Constituição, DECRETO Nº 4.702, DE 21 DE MAIO DE 2003. Promulga o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América Relativo à Cooperação entre suas Autoridades de Defesa

Leia mais

PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO E ASSISTÊNCIA JURISDICIONAL EM MATÉRIA CIVIL, COMERCIAL, TRABALHISTA E ADMINISTRATIVA (PR. DE LAS LEÑAS)

PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO E ASSISTÊNCIA JURISDICIONAL EM MATÉRIA CIVIL, COMERCIAL, TRABALHISTA E ADMINISTRATIVA (PR. DE LAS LEÑAS) MERCOSUL/CMC/DEC. N 05/92 PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO E ASSISTÊNCIA JURISDICIONAL EM MATÉRIA CIVIL, COMERCIAL, TRABALHISTA E ADMINISTRATIVA (PR. DE LAS LEÑAS) TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção assinado

Leia mais

COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL. MENSAGEM N o 479, DE 2008

COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL. MENSAGEM N o 479, DE 2008 COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL MENSAGEM N o 479, DE 2008 Submete à consideração do Congresso Nacional o texto do Tratado de Extradição entre a República Federativa do Brasil e o Governo

Leia mais

TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e as Decisões Nº 5/92, 14/96, 5/97 e 12/97 do Conselho do Mercado Comum.

TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e as Decisões Nº 5/92, 14/96, 5/97 e 12/97 do Conselho do Mercado Comum. MERCOSUL/CMC/DEC. N 08/02 ACORDO DE COOPERAÇÃO E ASSISTÊNCIA JURISDICIONAL EM MATÉRIA CIVIL, COMERCIAL, TRABALHISTA E ADMINISTRATIVA ENTRE OS ESTADOS PARTES DO MERCOSUL E A REPÚBLICA DA BOLÍVIA E A REPÚBLICA

Leia mais

Operações Interagências na Faixa de Fronteira e Relações Internacionais

Operações Interagências na Faixa de Fronteira e Relações Internacionais Operações Interagências na Faixa de Fronteira e Relações Internacionais Cláudio Medeiros Leopoldino Coordenador-Geral Adjunto Brasil: 16.886 km de fronteiras terrestres 10 países vizinhos fronteiras plenamente

Leia mais

AUTORIZA O GOVERNO A ALTERAR A ESTRUTURA ORGÂNICA E AS ATRIBUIÇÕES DO SERVIÇO DE ESTRANGEIROS E FRONTEIRAS, REVOGANDO O DECRETO-LEI N

AUTORIZA O GOVERNO A ALTERAR A ESTRUTURA ORGÂNICA E AS ATRIBUIÇÕES DO SERVIÇO DE ESTRANGEIROS E FRONTEIRAS, REVOGANDO O DECRETO-LEI N DECRETO N.º 36/VIII AUTORIZA O GOVERNO A ALTERAR A ESTRUTURA ORGÂNICA E AS ATRIBUIÇÕES DO SERVIÇO DE ESTRANGEIROS E FRONTEIRAS, REVOGANDO O DECRETO-LEI N.º 440/86, DE 31 DE DEZEMBRO, ESPECIALMENTE PARA

Leia mais

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. N o 02/01 ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, a Resolução N o 38/95 do Grupo Mercado Comum e a Recomendação

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Aspectos civis do seqüestro de menores Roberta de Albuquerque Nóbrega * A Regulamentação Brasileira De acordo com a Lei de Introdução ao Código Civil (LICC), em seu artigo 7º, o

Leia mais

A República Federativa do Brasil. A República Argentina (doravante denominadas as Partes ),

A República Federativa do Brasil. A República Argentina (doravante denominadas as Partes ), ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A REPÚBLICA ARGENTINA RELATIVO À COOPERAÇÃO ENTRE SUAS AUTORIDADES DE DEFESA DA CONCORRÊNCIA NA APLICAÇÃO DE SUAS LEIS DE CONCORRÊNCIA A República

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR PESSOA FÍSICA MODALIDADE PRODUTO

TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR PESSOA FÍSICA MODALIDADE PRODUTO Número e Título do Projeto Função no Projeto: TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR PESSOA FÍSICA MODALIDADE PRODUTO BRAX66 - Fortalecimento da Secretaria Nacional de Justiça em cooperação jurídica

Leia mais

Diretiva (UE) 2016/97 do Parlamento Europeu e do Conselho de 20 de janeiro de 2016 sobre a distribuição de seguros (reformulação) ( 1 )...

Diretiva (UE) 2016/97 do Parlamento Europeu e do Conselho de 20 de janeiro de 2016 sobre a distribuição de seguros (reformulação) ( 1 )... Jornal Oficial da União Europeia L 26 Edição em língua portuguesa Legislação 59. o ano 2 de fevereiro de 2016 Índice I Atos legislativos REGULAMENTOS Regulamento (UE) 2016/93 do Parlamento Europeu e do

Leia mais

DRCI 10 ANOS. Atuação para A OTIMIZAÇÃO DA COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL E O COMBATE À CORRUPÇÃO E À LAVAGEM DE DINHEIRO SNJ JUSTIÇA

DRCI 10 ANOS. Atuação para A OTIMIZAÇÃO DA COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL E O COMBATE À CORRUPÇÃO E À LAVAGEM DE DINHEIRO SNJ JUSTIÇA Atuação para A OTIMIZAÇÃO DA COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL E O COMBATE À CORRUPÇÃO E À LAVAGEM DE DINHEIRO SNJ Secretaria Nacional de Justiça Seus Direitos Sua Proteção Sua Segurança MINISTÉRIO DA

Leia mais

SEQÜESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS E SUA APLICAÇÃO NO BRASIL. Autoridade Central Administrativa Federal/SDH

SEQÜESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS E SUA APLICAÇÃO NO BRASIL. Autoridade Central Administrativa Federal/SDH A CONVENÇÃO SOBRE OS ASPECTOS CIVIS DO SEQÜESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS E SUA APLICAÇÃO NO BRASIL Autoridade Central Administrativa Federal/SDH Considerações Gerais A Convenção foi concluída em Haia,

Leia mais

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial 14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial Os Estados signatários da presente Convenção, desejando criar os meios

Leia mais

ACORDO SOBRE ASSISTÊNCIA JURÍDICA MÚTUA EM ASSUNTOS PENAIS ENTRE O MERCOSUL, A REPÚBLICA DA BOLÍVIA E A REPÚBLICA DO CHILE

ACORDO SOBRE ASSISTÊNCIA JURÍDICA MÚTUA EM ASSUNTOS PENAIS ENTRE O MERCOSUL, A REPÚBLICA DA BOLÍVIA E A REPÚBLICA DO CHILE MERCOSUL/CMC/DEC. N 12/01 ACORDO SOBRE ASSISTÊNCIA JURÍDICA MÚTUA EM ASSUNTOS PENAIS ENTRE O MERCOSUL, A REPÚBLICA DA BOLÍVIA E A REPÚBLICA DO CHILE TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de

Leia mais

Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname

Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai, a República Oriental do Uruguai, a República Bolivariana

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR PESSOA FÍSICA MODALIDADE PRODUTO

TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR PESSOA FÍSICA MODALIDADE PRODUTO Número e Título do Projeto: TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR PESSOA FÍSICA MODALIDADE PRODUTO BRAX66 - Fortalecimento da Secretaria Nacional de Justiça em cooperação jurídica internacional,

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS Atualizado em 03/11/2015 4. Competência Material Ratione Materiae: Divide-se em competência da Justiça Estadual, Federal, Eleitoral e Militar (não falamos da Justiça

Leia mais

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ (Conjur, 10/12/2014) Alexandre de Moraes Na luta pela concretização da plena eficácia universal dos direitos humanos o Brasil, mais

Leia mais

PAUTAS NEGOCIADORAS DA RED

PAUTAS NEGOCIADORAS DA RED MERCOSUL/GMC/RES. Nº 39/00 PAUTAS NEGOCIADORAS DA RED TENDO EM VISTA: o Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e a Resolução Nº 76/98 do Grupo Mercado Comum e a Recomendação N 1/00 da RED. CONSIDERANDO:

Leia mais

ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DE CABO VERDE NO DOMÍNIO DA DEFESA

ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DE CABO VERDE NO DOMÍNIO DA DEFESA ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DE CABO VERDE NO DOMÍNIO DA DEFESA A República Portuguesa e a República de Cabo Verde, doravante designadas por Partes : Animadas pela vontade

Leia mais

Acordo sobre o Aquífero Guarani

Acordo sobre o Aquífero Guarani Acordo sobre o Aquífero Guarani A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai e a República Oriental do Uruguai, Animados pelo espírito de cooperação e de integração

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010.

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. Dispõe sobre a divulgação de dados processuais eletrônicos na rede mundial de computadores, expedição de certidões judiciais e dá outras providências. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS EM MATERIA DE DESENHOS INDUSTRIAIS

PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS EM MATERIA DE DESENHOS INDUSTRIAIS MERCOSUL/CMC/DEC N 16/98 PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS EM MATERIA DE DESENHOS INDUSTRIAIS TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção e o Protocolo de Ouro Preto e a Decisão Nº 8/95 do Conselho do Mercado

Leia mais

Artigo 1.º Âmbito de aplicação

Artigo 1.º Âmbito de aplicação Resolução da Assembleia da República n.º 54/2004 Acordo entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong, da República Popular da China, Relativo ao Auxílio

Leia mais

NEGOCIAÇÕES DE ADESÃO DA BULGÁRIA E DA ROMÉNIA À UNIÃO EUROPEIA

NEGOCIAÇÕES DE ADESÃO DA BULGÁRIA E DA ROMÉNIA À UNIÃO EUROPEIA NEGOCIAÇÕES DE ADESÃO DA BULGÁRIA E DA ROMÉNIA À UNIÃO EUROPEIA Bruxelas, 31 de Março de 2005 (OR. en) AA 15/2/05 REV 2 TRATADO DE ADESÃO: ACTO DE ADESÃO, ANEXO II PROJECTO DE ACTOS LEGISLATIVOS E OUTROS

Leia mais

O Reino da Bélgica, a República Federal da Alemanha, a República Francesa, o Grão-Ducado do Luxemburgo, o Reino dos Países

O Reino da Bélgica, a República Federal da Alemanha, a República Francesa, o Grão-Ducado do Luxemburgo, o Reino dos Países Resolução da Assembleia da República n.º 21/99 Acordo de Cooperação entre o Reino da Bélgica, a República Federal da Alemanha, a República Francesa, o Grão-Ducado do Luxemburgo, o Reino dos Países Baixos,

Leia mais

COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE)

COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE) COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE) DÉCIMO SEGUNDO PERÍODO ORDINÁRIO DE SESSÕES OEA/Ser.L/X.2.12 7 de março de 2012 CICTE/INF.1/12 Washington, D.C. 7 março 2012 Original: inglês DISCURSO

Leia mais

A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho,

A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho, RECOMENDAÇÃO 190 SOBRE PROIBIÇÃO DAS PIORES FORMAS DE TRABALHO INFANTIL E AÇÃO IMEDIATA PARA SUA ELIMINAÇÃO Aprovadas em 17/06/1999. No Brasil, promulgada pelo Decreto 3597de 12/09/2000. A Conferência

Leia mais

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares 23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns para regulamentar o

Leia mais

PROTOCOLO DE INTEGRAÇÃO EDUCATIVA E REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS, CERTIFICADOS, TÍTULOS E RECONHECIMENTO DE ESTUDOS DE NÍVEL MÉDIO TÉCNICO.

PROTOCOLO DE INTEGRAÇÃO EDUCATIVA E REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS, CERTIFICADOS, TÍTULOS E RECONHECIMENTO DE ESTUDOS DE NÍVEL MÉDIO TÉCNICO. MERCOSUL/CMC/DEC. N 7/95 PROTOCOLO DE INTEGRAÇÃO EDUCATIVA E REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS, CERTIFICADOS, TÍTULOS E RECONHECIMENTO DE ESTUDOS DE NÍVEL MÉDIO TÉCNICO. TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção e seus

Leia mais

RESOLUÇÃO PGE Nº 3743 18 DE MARÇO DE 2015.

RESOLUÇÃO PGE Nº 3743 18 DE MARÇO DE 2015. RESOLUÇÃO PGE Nº 3743 18 DE MARÇO DE 2015. ESTABELECE NORMAS SOBRE OS RELATÓRIOS DOS ÓRGÃOS LOCAIS E SETORIAIS DO SISTEMA JURÍDICO E REVOGA A RESOLUÇÃO PGE Nº 2.928, DE 16 DE FEVEREIRO DE 2011. A PROCURADORA-GERAL

Leia mais

18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas

18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas 18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando facilitar o reconhecimento de divórcios e separações de pessoas obtidos

Leia mais

O CONSELHO DO MERCADO COMUM DECIDE:

O CONSELHO DO MERCADO COMUM DECIDE: MERCOSUL/CMC/DEC Nº 16/99 ACORDO DE ASSUNÇÃO SOBRE RESTITUIÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES TERRESTRES E/OU EMBARCAÇÕES QUE TRANSPÕEM ILEGALMENTE AS FRONTEIRAS ENTRE OS ESTADOS PARTES DO MERCOSUL TENDO EM VISTA:

Leia mais

COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE)

COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE) COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE) QUINTO PERÍODO ORDINÁRIO DE SESSÕES OEA/Ser.L/X.2.5 16 a 18 de fevereiro de 2005 CICTE/DEC. 1/05 rev. 1 Port-of-Spain, Trinidad e Tobago 17 fevereiro 2005

Leia mais

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO VEJA RIO+20 1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO Abstract: A declaração final da ECO-92 acenou para

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China CONVENÇÃO SOBRE A LEI APLICÁVEL AOS CONTRATOS DE COMPRA E VENDA INTERNACIONAL DE MERCADORIAS (Concluída em 22 de dezembro de 1986) Os Estados-Partes da presente Convenção, Desejando unificar as regras

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China CONVENÇÃO SOBRE A JURISDIÇÃO DOS FÓRUNS SELECIONADOS NO CASO DE VENDA INTERNACIONAL DE MERCADORIAS (Concluída em 15 de Abril de 1958) Os Estados signatários da presente Convenção; Desejando estabelecer

Leia mais

Legislação Tributária ARRECADAÇÃO. Início dos Efeitos 10057/2014 14-02-2014 14-02-2014 1 14/02/2014 14/02/2014

Legislação Tributária ARRECADAÇÃO. Início dos Efeitos 10057/2014 14-02-2014 14-02-2014 1 14/02/2014 14/02/2014 Legislação Tributária ARRECADAÇÃO Ato: Lei Número/Complemento Assinatura Publicação Pág. D.O. Início da Vigência Início dos Efeitos 10057/2014 14-02-2014 14-02-2014 1 14/02/2014 14/02/2014 Ementa: Cria

Leia mais

MENSAGEM N o 557, DE 2006

MENSAGEM N o 557, DE 2006 COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL MENSAGEM N o 557, DE 2006 Submete à consideração do Congresso Nacional o texto do Acordo de Cooperação no Domínio do Turismo entre a República Federativa

Leia mais

Alterações ao Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas

Alterações ao Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas Alterações ao Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas O Governo divulgou recentemente um conjunto de medidas de revisão e aperfeiçoamento do atual Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas,

Leia mais

Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras

Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras CONVENÇÃO DE NOVA YORK Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras Decreto nº 4.311, de 23/07/2002 Promulga a Convenção sobre o Reconhecimento e a Execução

Leia mais

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4 ANEXO 4 RELATÓRIO PRELIMINAR DO CEED AO CONSELHO DE DEFESA SUL- AMERICANO SOBRE OS TERMOS DE REFERÊNCIA PARA OS CONCEITOS DE SEGURANÇA E DEFESA NA REGIÃO SUL- AMERICANA O é uma instância de conhecimento

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO fls. 5 ACÓRDÃO Registro: 2014.0000429851 Vistos, relatados e discutidos estes autos do Mandado de Segurança nº 0226204-83.2012.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é impetrante EDEMAR CID FERREIRA,

Leia mais

Artigo I. Artigo II. Artigo III. A cooperação a que se refere o presente Convénio compreenderá:

Artigo I. Artigo II. Artigo III. A cooperação a que se refere o presente Convénio compreenderá: Decreto n.º 66/97 de 30 de Dezembro Convénio sobre Prevenção do Uso Indevido e Repressão do Tráfico Ilícito de Estupefacientes e de Substâncias Psicotrópicas entre o Governo da República Portuguesa e o

Leia mais

Direitos das Vítimas. Convenção do Conselho da Europa relativa à Luta contra o Tráfico de Seres Humanos

Direitos das Vítimas. Convenção do Conselho da Europa relativa à Luta contra o Tráfico de Seres Humanos Direitos das Vítimas Convenção do Conselho da Europa relativa à Luta contra o Tráfico de Seres Humanos O tráfico de seres humanos viola os direitos e destrói as vidas de inúmeras pessoas na Europa e fora

Leia mais

ACORDO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DA BULGÁRIA SOBRE CONTRATAÇÃO RECÍPROCA DOS RESPECTIVOS NACIONAIS.

ACORDO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DA BULGÁRIA SOBRE CONTRATAÇÃO RECÍPROCA DOS RESPECTIVOS NACIONAIS. Decreto n.º 23/2003 Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e a República da Bulgária sobre Contratação Recíproca dos Respectivos Nacionais, assinado em Sófia em 26 de Setembro de 2002 Considerando

Leia mais

CONVENÇÃO INTERAMERICANA SOBRE CUMPRIMENTO DE MEDIDAS CAUTELARES

CONVENÇÃO INTERAMERICANA SOBRE CUMPRIMENTO DE MEDIDAS CAUTELARES CONVENÇÃO INTERAMERICANA SOBRE CUMPRIMENTO DE MEDIDAS CAUTELARES Os Governos dos Estados Membros da Organização dos Estados Americanos, desejosos de concluir uma convenção sobre cumprimento de medidas

Leia mais

MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 55/04 Regulamentação do Protocolo de Contratações Públicas do MERCOSUL

MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 55/04 Regulamentação do Protocolo de Contratações Públicas do MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 55/04 Regulamentação do Protocolo de Contratações Públicas do MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, o Protocolo de Contratações Públicas do MERCOSUL

Leia mais

O art. 96, III da CF prevê o foro por prerrogativa de função dos membros do MP, incluindo os Promotores e Procuradores de Justiça.

O art. 96, III da CF prevê o foro por prerrogativa de função dos membros do MP, incluindo os Promotores e Procuradores de Justiça. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Processo Penal / Aula 11 Professor: Elisa Pittaro Conteúdo: Foro por Prerrogativa de Função; Conexão e Continência. 3.5 Foro por Prerrogativa de Função: b) Juízes

Leia mais

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA SECRETARIA DE ESTADO DOS DIREITOS HUMANOS AUTORIDADE CENTRAL ADMINISTRATIVA FEDERAL

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA SECRETARIA DE ESTADO DOS DIREITOS HUMANOS AUTORIDADE CENTRAL ADMINISTRATIVA FEDERAL II REUNIÃO DO CONSELHO DAS AUTORIDADES CENTRAIS BRASILEIRAS RESOLUÇÃO N.º 02/ 2000 Dispõe sobre a Aprovação do Regimento Interno e dá outras providências O Presidente do Conselho das Autoridades Centrais

Leia mais

Cooperação judicial. O papel do juiz de ligação e de os demais atores da cooperação judicial na Europa

Cooperação judicial. O papel do juiz de ligação e de os demais atores da cooperação judicial na Europa Cooperação judicial O papel do juiz de ligação e de os demais atores da cooperação judicial na Europa 1. Bases normativas da cooperação judicial na Europa Antes do Tratado de Lisboa (entrado em vigor em

Leia mais

MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco

MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco 2013 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. 1. APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO E NO

Leia mais

Curso de Capacitação e Treinamento no Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro

Curso de Capacitação e Treinamento no Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro Curso de Capacitação e Treinamento no Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro Apoio: Brasília - DF, 07 de Outubro de 2014. ANATOMIA DO CRIME ORGANIZADO Marco Teórico O Crime Organizado como ameaça

Leia mais

Cooperação Internacional de Autoridades em investigações de Corrupção

Cooperação Internacional de Autoridades em investigações de Corrupção RELAÇOES INTERNACIONAIS Cooperação Internacional de Autoridades em investigações de Corrupção Cetina Ozorio Cynthia Kramer Sílvia Julio Bueno de /vliranda 1. Introdução A prevenção e o combate à corrupção

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 5.007, DE 8 DE MARÇO DE 2004. Promulga o Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança referente à venda

Leia mais

DECRETO N.º 37/VIII. Artigo 1.º Objecto. Artigo 2.º Sentido e extensão

DECRETO N.º 37/VIII. Artigo 1.º Objecto. Artigo 2.º Sentido e extensão DECRETO N.º 37/VIII AUTORIZA O GOVERNO A ALTERAR O REGIME JURÍDICO QUE REGULA A ENTRADA, PERMANÊNCIA, SAÍDA E AFASTAMENTO DE ESTRANGEIROS DO TERRITÓRIO NACIONAL A Assembleia da República decreta, nos termos

Leia mais

SIMULAÇÃO NACIONAL DOS ORGANIZADORES DE MODELOS DAS NAÇÕES UNIDAS MODELOS DE DOCUMENTOS

SIMULAÇÃO NACIONAL DOS ORGANIZADORES DE MODELOS DAS NAÇÕES UNIDAS MODELOS DE DOCUMENTOS SIMULAÇÃO NACIONAL DOS ORGANIZADORES DE MODELOS DAS NAÇÕES UNIDAS MODELOS DE DOCUMENTOS Fortaleza/CE, 2015 Senhores Delegados, As simulações de organizações internacionais são, em sua essência, exercícios

Leia mais

II. PROTEÇÃO DE VÍTIMAS DE TRÁFICO DE PESSOAS

II. PROTEÇÃO DE VÍTIMAS DE TRÁFICO DE PESSOAS a) a expressão tráfico de pessoas significa o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação, ao

Leia mais

DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA

DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA Os Governadores e Governadoras, Intendentas e Intendentes, Prefeitas e Prefeitos do MERCOSUL reunidos no dia 16 de julho de 2015, na cidade de Brasília DF, por meio do Foro Consultivo

Leia mais

10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores

10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores 10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns relativas

Leia mais

ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E O GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA SOBRE COBRANÇA DE ALIMENTOS.

ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E O GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA SOBRE COBRANÇA DE ALIMENTOS. Decreto n.º 1/2001 Aprova o Acordo entre o Governo da República Portuguesa e o Governo dos Estados Unidos da América sobre Cobrança de Alimentos, assinado em Lisboa em 30 de Maio de 2000 Nos termos da

Leia mais

TRATADO ENTRE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A REPÚBLICA DO PANAMÁ SOBRE AUXÍLIO JURÍDICO MÚTUO EM MATÉRIA PENAL

TRATADO ENTRE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A REPÚBLICA DO PANAMÁ SOBRE AUXÍLIO JURÍDICO MÚTUO EM MATÉRIA PENAL TRATADO ENTRE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A REPÚBLICA DO PANAMÁ SOBRE AUXÍLIO JURÍDICO MÚTUO EM MATÉRIA PENAL A República Federativa do Brasil e A República do Panamá (doravante denominados "Partes"),

Leia mais

TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, as Decisões Nº 18/96 e 2/97 do Conselho do Mercado Comum.

TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, as Decisões Nº 18/96 e 2/97 do Conselho do Mercado Comum. MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 15/06 ENTENDIMENTO SOBRE COOPERAÇÃO ENTRE AS AUTORIDADES DE DEFESA DE CONCORRÊNCIA DOS ESTADOS PARTES DO MERCOSUL PARA O CONTROLE DE CONCENTRAÇÕES ECONÔMICAS DE ÂMBITO REGIONAL TENDO

Leia mais

Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil

Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil Nós, representantes de governos, organizações de empregadores e trabalhadores que participaram da III Conferência Global sobre Trabalho Infantil, reunidos

Leia mais

Guia prático. Rede Judiciária Europeia em matéria civil e comercial

Guia prático. Rede Judiciária Europeia em matéria civil e comercial Utilização da videoconferência para obtenção de provas em matéria civil e comercial, ao abrigo do Regulamento (CE) n.º 1206/2001 do Conselho, de 28 de Maio de 2001 Guia prático Rede Judiciária Europeia

Leia mais

DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941

DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941 DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941 Código de Processo Penal. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, decreta a seguinte Lei: LIVRO II DOS

Leia mais

em nada nem constitui um aviso de qualquer posição da Comissão sobre as questões em causa.

em nada nem constitui um aviso de qualquer posição da Comissão sobre as questões em causa. DOCUMENTO DE CONSULTA: COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO EUROPEIA SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA (2011-2014) 1 Direitos da Criança Em conformidade com o artigo 3.º do Tratado da União Europeia, a União promoverá os

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO N.º 13, DE 02 DE OUTUBRO DE 2006. (Alterada pela Res. 111/2014) Regulamenta o art. 8º da Lei Complementar 75/93 e o art. 26 da Lei n.º 8.625/93, disciplinando, no âmbito do Ministério Público,

Leia mais

ASSEMBLÉIA NACIONAL CAPÍTULO I

ASSEMBLÉIA NACIONAL CAPÍTULO I ASSEMBLÉIA NACIONAL Lei n.º 3/94 de 21 de Janeiro O Regime Jurídico dos Estrangeiros na República de Angola é parcialmente regulado pela Lei n.º 4/93, de 26 de Maio e pelo Decreto n.º 13/78, de 1º de Fevereiro.

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China 15. CONVENÇÃO SOBRE A ESCOLHA DO FORO (celebrada em 25 de novembro de 1965) Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer previsões comuns sobre a validade e efeitos de acordos sobre

Leia mais

Perguntas e Respostas sobre a aplicação da Resolução CFC n.º 1.445/13

Perguntas e Respostas sobre a aplicação da Resolução CFC n.º 1.445/13 Perguntas e Respostas sobre a aplicação da Resolução CFC n.º 1.445/13 O Conselho Federal de Contabilidade é uma autarquia especial de caráter corporativo, criado pelo Decreto-Lei n.º 9295/46, que tem por

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China CONVENÇÃO SOBRE A JURISDIÇÃO, LEI APLICÁVEL E RECONHECIMENTO DE DECISÕES EM MATÉRIA DE ADOÇÃO (Concluída em 15 de novembro de 1965) (Conforme o seu artigo 23, esta Convenção teve vigência limitada até

Leia mais

ACORDO SOBRE O PROJETO DE FOMENTO DE GESTÃO AMBIENTAL E PRODUÇÃO MAIS LIMPA EM PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

ACORDO SOBRE O PROJETO DE FOMENTO DE GESTÃO AMBIENTAL E PRODUÇÃO MAIS LIMPA EM PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 03/02 ACORDO SOBRE O PROJETO DE FOMENTO DE GESTÃO AMBIENTAL E PRODUÇÃO MAIS LIMPA EM PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e a

Leia mais

SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO

SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO 1. Contextualização e finalidades A violência, a falta de segurança e o medo da criminalidade

Leia mais

[Aguarda cumprimento de procedimentos legais para a entrada em vigor.]

[Aguarda cumprimento de procedimentos legais para a entrada em vigor.] [Aguarda cumprimento de procedimentos legais para a entrada em vigor.] TRATADO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO SURINAME SOBRE ASSISTÊNCIA JURÍDICA MÚTUA EM

Leia mais

Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 41, de 10 de junho de 1980 - DOU de 13.06.80

Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 41, de 10 de junho de 1980 - DOU de 13.06.80 Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Portuguesa sobre Transportes e Navegação Marítima Assinado em 23 de maio de 1978 Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 41,

Leia mais

Perguntas Frequentes sobre o Certificado Sucessório Europeu

Perguntas Frequentes sobre o Certificado Sucessório Europeu Perguntas Frequentes sobre o Certificado Sucessório Europeu 1- O que é o Certificado Sucessório Europeu (CSE)? 2- Que instrumento jurídico criou o CSE? 3- Quem pode pedir o CSE? 4- Um credor pode pedir

Leia mais

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM?

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? A Justiça Militar Estadual por força de expressa vedação contida no art. 125, 4º, da CF/88, não tem competência

Leia mais

Anexo F: Ratificação de compromissos

Anexo F: Ratificação de compromissos Anexo F: Ratificação de compromissos 1. Este documento constitui uma Ratificação de compromissos (Ratificação) do Departamento de Comércio dos Estados Unidos ("DOC") e da Corporação da Internet para Atribuição

Leia mais

II FONACRIM ENUNCIADOS

II FONACRIM ENUNCIADOS II FONACRIM ENUNCIADOS 1. Nos crimes tributários, o parâmetro objetivo para aplicação da insignificância penal excluídas as condutas fraudulentas é o valor do credito tributário (principal e acessório)

Leia mais

ESTATUTO DA CIDADANIA DO MERCOSUL PLANO DE AÇÃO

ESTATUTO DA CIDADANIA DO MERCOSUL PLANO DE AÇÃO MERCOSUL/CMC/DEC. N 64/10 ESTATUTO DA CIDADANIA DO MERCOSUL PLANO DE AÇÃO TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e a Decisão N 63/10 do Conselho do Mercado Comum. CONSIDERANDO:

Leia mais

Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à venda de crianças, prostituição e pornografia infantis

Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à venda de crianças, prostituição e pornografia infantis Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à venda de crianças, prostituição e pornografia infantis Os Estados Partes no presente Protocolo, Considerando que, para melhor realizar

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 7.821, DE 5 DE OUTUBRO DE 2012 Promulga o Acordo entre a República Federativa do Brasil e a União Europeia sobre Isenção

Leia mais

BANCO CENTRAL EUROPEU

BANCO CENTRAL EUROPEU 25.6.2013 Jornal Oficial da União Europeia C 179/9 III (Atos preparatórios) BANCO CENTRAL EUROPEU PARECER DO BANCO CENTRAL EUROPEU de 28 de maio de 2013 sobre uma proposta de diretiva do Parlamento Europeu

Leia mais

Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio

Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio Direito Internacional Aplicado Tratados e Convenções Direito Internacional Penal Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio Conclusão e assinatura: Nova Iorque EUA, 09 de dezembro de

Leia mais

Direito e Legislação Turística. Estatuto Jurídico do Estrangeiro e Transportes Alternativos no Turismo Contemporâneo. Aula 6.

Direito e Legislação Turística. Estatuto Jurídico do Estrangeiro e Transportes Alternativos no Turismo Contemporâneo. Aula 6. Direito e Legislação Turística Aula 6 Estatuto Jurídico do Estrangeiro e Transportes Alternativos no Turismo Contemporâneo Profa. Sonia de Oliveira Contextualização Analisar o Estatuto Jurídico do Estrangeiro,

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China 25. CONVENÇÃO SOBRE A LEI APLICÁVEL PARA REGIMES DE BENS MATRIMONIAIS (celebrada em 14 de março de 1978) Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer previsões comuns concernente

Leia mais

ACORDO SOBRE O PROJETO FOMENTO DA GESTÃO AMBIENTAL E DE PRODUÇÃO MAIS LIMPA EM PEQUENAS E MEDIAS EMPRESAS

ACORDO SOBRE O PROJETO FOMENTO DA GESTÃO AMBIENTAL E DE PRODUÇÃO MAIS LIMPA EM PEQUENAS E MEDIAS EMPRESAS MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 09/04 ACORDO SOBRE O PROJETO FOMENTO DA GESTÃO AMBIENTAL E DE PRODUÇÃO MAIS LIMPA EM PEQUENAS E MEDIAS EMPRESAS TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, as

Leia mais

DECRETO Nº 6.617, DE 23 DE OUTUBRO DE

DECRETO Nº 6.617, DE 23 DE OUTUBRO DE DECRETO Nº 6.617, DE 23 DE OUTUBRO DE 2008: Promulga o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República da África do Sul no Campo da Cooperação Científica e Tecnológica,

Leia mais

CARTA DO COMITÊ BRASILEIRO DE DEFENSORAS/ES DOS DIREITOS HUMANOS À MINISTRA DA SECRETARIA DOS DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

CARTA DO COMITÊ BRASILEIRO DE DEFENSORAS/ES DOS DIREITOS HUMANOS À MINISTRA DA SECRETARIA DOS DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CARTA DO COMITÊ BRASILEIRO DE DEFENSORAS/ES DOS DIREITOS HUMANOS À MINISTRA DA SECRETARIA DOS DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Brasília,12 de Dezembro de 2012. O Comitê Brasileiro de Defensoras/es

Leia mais