A SAÚDE ENTRE OS ASPECTOS RELEVANTES PARA SE TER QUALIDADE DE VIDA: A FALA DE MOTORISTAS DE ÔNIBUS URBANO DE CAMPO GRANDE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A SAÚDE ENTRE OS ASPECTOS RELEVANTES PARA SE TER QUALIDADE DE VIDA: A FALA DE MOTORISTAS DE ÔNIBUS URBANO DE CAMPO GRANDE"

Transcrição

1 1 A SAÚDE ENTRE OS ASPECTOS RELEVANTES PARA SE TER QUALIDADE DE VIDA: A FALA DE MOTORISTAS DE ÔNIBUS URBANO DE CAMPO GRANDE Elaine Cristina da Fonseca Costa Pettengill 1 Sandra L. Haerter Armôa 2 Resumo Este artigo apresenta contribuições da Psicologia da Saúde aos psicólogos que atuam em Psicologia do Trânsito, favorecendo a reflexão sobre a possibilidade de entrelaçamento destas duas áreas da Psicologia visando à promoção da saúde e o desenvolvimento de comportamentos seguros no trânsito. Voltada aos comportamentos relevantes relacionados à saúde, doença e cuidados, a Psicologia da Saúde tem por objeto de estudos a aplicabilidade da ciência psicológica visando a promoção e manutenção da saúde mediante sugestões para o sistema de saúde, contribuindo para a elaboração de políticas públicas. Práticas em Psicologia do Trânsito, respaldadas nos pressupostos da Psicologia da Saúde, podem significar ações direcionadas à prevenção de acidentes e de comportamentos de risco à segurança viária, promovendo-se concomitantemente a adoção de comportamentos seguros e a proteção da qualidade de vida, do bem-estar e da saúde das pessoas. Estas ações podem acontecer a nível primário (para evitar o envolvimento em acidentes), secundário (prevenção da ocorrência de novos acidentes pelo indivíduo) e terciário (ações direcionadas ao indivíduo sequelado em razão do acidente). O psicólogo do trânsito que se utiliza dos pressupostos teórico-metodológicos da Psicologia da Saúde, contribui para a prevenção de acidentes e a promoção da qualidade de vida, do bemestar e da saúde integral da sociedade, quando não se afasta da concepção biopsicosócio-ambiental do participante do trânsito, adotando uma postura favorável ao diálogo interdisciplinar e buscando estratégias de intervenção, prevenção e promoção de comportamentos seguros no trânsito. Palavras-Chave: Psicologia da Saúde. Psicologia do Trânsito. Interface. 1 Psicóloga Especialista em Psicologia do Trânsito; Mestre em Psicologia da Saúde pela UCDB; Professora do curso de Educação Física na FACSUL e Faculdade UNIGRAN Capital. 2 Psicóloga Mestre e Doutora em Engenharia da Produção; Professora dos cursos de Educação Física e Enfermagem na Faculdade UNIGRAN Capital.

2 2 Aspectos conceituais de Saúde e Psicologia da Saúde A saúde pode ser definida a partir de duas correntes de pensamento: a concepção Biomédica e a Biopsicossocial (WITTER, 2008). Para o modelo Biomédico de saúde, se os exames clínicos e laboratoriais não indicam presença de doenças, falência ou falhas no funcionamento orgânico, trata-se de uma pessoa com saúde. Assim, não ter doença é ter saúde, ainda que o indivíduo não se perceba em estado satisfatório de bem-estar, sinta-se infeliz, não desfrute de inclusão social ou de qualidade de vida; se não estiver "doente" (necessitando de medicamentos e acompanhamento médico) é considerado saudável. A centralidade das atenções unicamente nas causas e manifestações biológicas ou isoladas da doença, desprezando a natureza multifatorial de muitos transtornos de saúde, resulta em práticas deficientes e pouco eficazes, como no atendimento realizado aos sobreviventes de acidentes de trânsito, cuja preocupação dos profissionais de saúde fica restrita aos traumas e lesões físicas do indivíduo (DO CARMO, 2010). Na opinião de Dejours (1986), "saúde é algo que vem de dentro, que está em constante mudança; é possuir meios para traçar um caminho na busca do bem-estar, em que o papel de cada pessoa é fundamental". Nesta definição estão implícitos dois aspectos importantes: o papel do indivíduo na conquista de bem-estar e de saúde, e a participação de fatores que estão no seu entorno, como o contexto sócio-políticoeconômico e cultural em que vive enquanto meios que possibilitem o alcance de seu bem-estar. No que diz respeito ao indivíduo, cabe a ele e suas possibilidades psicológicas (onde sua biografia, características e dinâmica de personalidade estão em jogo) a busca de uma vida saudável. Quanto à realidade em que está inserido, a responsabilidade recai sobre aqueles que atuam diretamente no sistema político-econômico de uma nação, cujo poder de atuação deve estar em sintonia com princípios éticos e morais que promovam o acesso

3 3 das pessoas à satisfação de necessidades importantes para a manutenção de sua qualidade de vida e saúde. No que se refere aos psicólogos que atuam na área do trânsito, cabe ressaltar a importância da pesquisa científica como forma de elucidação de questões importantes da mobilidade humana, bem como, com o propósito de produzir conhecimentos que venham a contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população por meio de práticas norteadoras às políticas públicas voltadas à prevenção dos acidentes de trânsito e à promoção de um trânsito mais seguro. No Brasil, o modelo e as práticas em saúde ainda acontecem a partir da concepção Biomédica, com atenções direcionadas principalmente ao tratamento e com ações preventivas pouco eficazes em razão de problemas relacionados à má administração do dinheiro público. A pessoa que necessita de auxílio à sua saúde ainda é percebida pelos profissionais de saúde como um ser fragmentado, dotado sim de um aparato psicológico, físico, uma vida social/familiar, mas não se nota uma inter-relação entre estes aspectos nos procedimentos adotados por estes profissionais, recaindo-se ainda no problema das especialidades e da dificuldade quanto a um diálogo interdisciplinar. Foi o que observaram Vieira et al. (2010) em estudo que teve por objetivo a análise dos relatos de uma equipe de saúde de um hospital público de referência no atendimento em urgência e emergência na cidade de Fortaleza-CE, quanto às práticas educativas ao vitimado no trânsito. Identificou-se que a orientação fornecida pela equipe é fragmentada (apesar de algumas tímidas iniciativas de assistência terapêutica integral) e dificulta a inserção dos princípios humanísticos e integrais, como preconizados pelas diretrizes da Educação em Saúde e Promoção da Saúde. A concepção de saúde enquanto algo processual, cujos atributos do indivíduo estão relacionados com os da estrutura social e o organismo humano é parte integrante de sistemas maiores, sendo complexa e profunda a influência de um fator sobre o outro, corresponde ao modelo Biopsicossocial de saúde (AREIAS, 2007). A saúde desta maneira é percebida de forma sistêmica, integrada e holística, e a inclusão

4 4 de fatores psicológicos, sociais, econômicos e ambientais, amplia o sentido da concepção monocausal da doença. O modelo Biopsicossocial leva em consideração a percepção da pessoa a respeito do próprio estado de saúde, ou seja, ainda que exames apontem que sua saúde encontra-se preservada, suas observações e queixas quanto à ausência de bem-estar apesar destes resultados favoráveis, são considerados. O poder, assim, não fica concentrado nas mãos do médico; é distribuído e partilhado. A Psicologia da Saúde aproxima-se, em termos teórico-metodológicos, ao modelo Biopsicossocial, uma vez que concebe o ser humano na sua totalidade biopsicosócioambiental, considerando que toda e qualquer prática voltada à sua saúde deve estar em consonância com este preceito. Definida como área da Psicologia que busca por meio da pesquisa psicológica dirigir-se a comportamentos relevantes relacionados à saúde, doença e cuidados, tem como objetivo central a aplicabilidade da Psicologia para a promoção e manutenção da saúde e análise e sugestões para o sistema de saúde, contribuindo para a implementação de políticas públicas (THE BRITISH PSYCHOLOGICAL, 2001 apud GRUBITS e GUIMARÃES, 2007). Visa tanto a prevenção quanto a promoção à saúde. Promover saúde envolve a busca pelo controle ou erradicação dos fatores causais das doenças relacionadas a aspectos biológicos, psicológicos e sociais, por meio de estratégias que visam mudanças nas condições de vida e trabalho dos indivíduos. São ações que agregam tanto a participação do Estado como a singularidade e autonomia das pessoas, visando fortalecer a capacidade individual e coletiva para lidar com saúde (VIZZOTTO, 2007). A autora observa que a prevenção e a promoção da saúde estão interligadas, uma vez que ao se fomentar saúde concomitantemente se está prevenindo doenças. Alguns conceitos denotam relação direta com os objetivos da Psicologia da Saúde, como o conceito de Qualidade de Vida, Bem-estar e Fator de Risco, e devem ser levados em conta quando se pretende colocar em prática ações condizentes com os pressupostos desta área.

5 5 A Qualidade de vida (QV) tem sido objeto de estudo de muitas ciências, e até o momento não se chegou a um consenso a respeito de sua definição. No entanto, três aspectos mostram-se presentes entre as várias definições de QV: a questão da Subjetividade, em que a percepção da pessoa do que seja importante para sua QV é considerada; o aspecto da Multidimensionalidade, cujas dimensões biopsicosócioambiental e espiritual devem ser levadas em consideração quando se pretende conhecer a QV de alguém; e a Bipolaridade, que se refere à presença ou ausência de prejuízo à saúde do indivíduo, como por exemplo a presença ou ausência de insônia, dor, dependência química ou afetiva, entre outros (FLECK, 2008). A Organização Mundial de Saúde (OMS) por meio de seu grupo de qualidade de vida, assim a define: A percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto de sua cultura e dos sistemas de valores nos quais vive, e em relação às suas expectativas, objetivos, padrões e preocupações (THE WHOQOL GROUP, 1995). O conceito de bem-estar, assim como a qualidade de vida, também transita no território da subjetividade, enquanto estado de prazer e felicidade vivenciado pela pessoa (Bem-estar Subjetivo); o pleno funcionamento de suas potencialidades e capacidade de pensar e raciocinar, é definido como Bem-estar Psicológico (DIENER, RYAN e DECI apud VIZZOTTO, 2007; SIQUEIRA e PADOVAM, 2008). Fatores de Risco são definidos por Schenker e Minayo (2005) como condições ou variáveis associadas à possibilidade de ocorrência de resultados negativos para a saúde, o bem-estar e o desempenho social, ou seja, fatores que expõem o indivíduo a fragilidades ou prejuízos à sua qualidade de vida. Os acidentes de trânsito e suas implicações à saúde Os acidentes de trânsito são considerados uma das maiores causas de morte no mundo atual, perdendo (no geral) apenas para os homicídios. A Organização Pan- Americana de Saúde mostra que, 6% das deficiências físicas são causadas por acidentes de trânsito e, no Brasil, 14,5% da população apresentam algum tipo de deficiência física, mental, visual ou auditiva em decorrência destes acidentes (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA e ESTATÍSTICA, 2007). Do Carmo (2010) se

6 6 refere à necessidade de que sejam desenvolvidos estudos visando o conhecimento do impacto dos acidentes de trânsito na saúde e na vida dos sobreviventes. Gonçalves, Morita e Haddad (2007) caracterizam os sobreviventes dos acidentes de trânsito em cinco níveis: 1º) Pessoas envolvidas diretamente no acidente e que sofreram nível máximo de exposição ao mesmo; 2º) Os familiares próximos das pessoas acidentadas; 3º) Os profissionais que atuam na emergência e socorro às vítimas ; 4º) Pessoas pertencentes à comunidade, os profissionais responsáveis em veicular notícias sobre os acidentes de trânsito, pessoas do poder público; 5º) Indivíduos que sofrem o estresse pelo que vêem ou pelo que ficam sabendo a respeito do acidente por meio dos veículos de comunicação de massa. Diante disso, pode-se pensar que os acidentes de trânsito configuram-se em fatores de risco à saúde das pessoas, que a partir destas vivências podem vir a desenvolver transtornos psíquicos como fobias específicas (medo de dirigir ou de permanecer dentro de um veículo); o transtorno do estresse pós-traumático; síndromes depressivas e o desenvolvimento de outros quadros psicopatológicos. Conforme vários estudos (ACHKAR, 2006; MAYER, 2006; TRIGO, TENG e HALLAK, 2007; SILVA e GOMES, 2009; TELLES e PIMENTA, 2009), os profissionais que atendem junto aos serviços de emergência e socorro aos acidentados do trânsito estão expostos ao risco de desenvolver a Síndrome de Burnout, definida por Maslach e Leiter (1999) como resultado do estresse ocupacional crônico e constituída por três dimensões: a Exaustão Emocional (sensação de extremo desgaste); a Despersonalização (cinismo e frieza emocional demonstrados pelo profissional no atendimento aos clientes e pessoas com quem trabalha); e a Baixa Realização Profissional (sentimento de que não apresenta mais a eficiência no trabalho que um dia julgou possuir).

7 7 Entende-se que a Exaustão Emocional no caso dos profissionais que atendem os acidentados, se desenvolve como resposta do indivíduo frente à exposição continuada a vivências de forte impacto emocional, como o sofrimento do acidentado no momento do socorro (em razão dos ferimentos e estresse psicológico); a visão de corpos dilacerados no local do acidente; o nível de expectativa relativo à sua eficácia nesta tarefa, tanto por parte do acidentado como de familiares e chefes, entre outros. A Despersonalização pode ocorrer enquanto estratégia defensiva de autoproteção do profissional em relação ao sofrimento das pessoas acidentadas e de seus familiares, como quando alguém sofre mutilações físicas em decorrência do acidente e apresenta grandes dificuldades em lidar com isto. A Baixa Realização Profissional decorre do sentimento de impotência do profissional frente o sofrimento do acidentado, aliado a fatores da organização do trabalho como pouca autonomia ou controle sobre os processos de trabalho e a falta de reconhecimento. A ausência do reconhecimento pelo trabalho realizado pode trazer sérios prejuízos à qualidade de vida, ao bem-estar e à saúde do trabalhador, como aponta os estudos de Mendes (1999/2008). Quando o sobrevivente de acidente de trânsito é alguém que sofre a mutilação de uma perna, por exemplo, em razão disto pode sofrer conseqüências não só à sua autoimagem e auto-estima, como também repercussões negativas na qualidade de suas relações sociais (tendendo ao isolamento), e se esta vivência for por demais dolorosa ao indivíduo, pode sofrer inclusive prejuízos à cicatrização do ferimento (após a cirurgia) e sua recuperação física (VIEIRA et al., 2010). Se o indivíduo do exemplo exposto for um trabalhador que precisa utilizar como instrumento de seu trabalho um veículo motorizado como uma moto (moto-taxistas ou moto-entregadores), e se vê diante da realidade de ter que se afastar de sua prática laboral em razão da perda da perna, este fato pode trazer conseqüências ainda mais graves à sua auto-imagem, especialmente se esta profissão foi a única exercida pelo indivíduo em toda sua história profissional.

8 8 Nos casos em que a pessoa necessite de afastamento do trabalho devido comprometimento físico e/ou psíquico relacionado ao acidente de trânsito referido, a interrupção do exercício profissional pode gerar ao indivíduo prejuízos à sua identidade pois, por meio do trabalho pode desfrutar do sentimento de controle sobre si mesmo e sobre o ambiente que o cerca, bem como experimentar valorização e autoreconhecimento pelo trabalho desempenhado à medida que observa a valorização e o reconhecimento de outras pessoas a respeito dos bens ou serviços produzidos (DAVIES e SHACKLETON, 1977; CODO, SAMPAIO e HITOMI, 1993; CODO e SAMPAIO, 1995). Freud (1930/1997) refere que o trabalho é a segunda oportunidade oferecida ao ser humano (a primeira foi por meio do brincar/jogo, durante a vida infantil) para elaborar ou ressignificar angústias e frustrações provenientes do sofrimento fundamental que todo ser humano naturalmente vivencia, constituído de três aspectos: não ter o controle que deseja sobre a natureza; a fragilidade de seu corpo; ter de adequar-se às regras da civilização a fim de resguardar relações familiares/sociais harmoniosas. O fortalecimento da identidade por meio de relações satisfatórias com o coletivo de trabalho (clientes, colegas de trabalho, chefia) é de grande relevância para o desenvolvimento de processos de saúde, uma vez que por meio destas relações sócioprofissionais o indivíduo tem a chance de desenvolver seu potencial humano para o trabalho, como sua inteligência astuciosa, a capacidade imaginativa, a criatividade, seu "saber fazer" particular, entre outras capacidades que, quando oportunizadas contribuem de modo importante para a saúde e o bem-estar da pessoa. O indivíduo afastado do trabalho em razão de acidente de trânsito, perde portanto a possibilidade de usufruir dos benefícios que o trabalho (quando em condições adequadas) pode a ele oferecer. Desta forma, os prejuízos que um acidente pode trazer à vida dos sobreviventes vão muito além do que se pode presumir quando se decide pensar sobre eles e, cabe à Psicologia do Trânsito enquanto área interessada pelo comportamento humano no trânsito e pelas questões da mobilidade humana, adentrar-se neste universo.

9 9 Fatores de risco à segurança viária e possibilidades de atuação do psicólogo do trânsito A Psicologia do Trânsito é definida por Rozestraten (1988, p. 09) como "área da Psicologia que estuda através de métodos científicos e válidos, os comportamentos humanos no trânsito e os fatores e processos externos e internos, conscientes e inconscientes que os provocam ou os alteram". De acordo com este autor, 80% dos acidentes de trânsito são causados por falha humana, o que explica, entre outros fatores, a existência de uma área da Psicologia preocupada e interessada em estudar em profundidade os problemas da mobilidade humana. Os acidentes de trânsito no Brasil configuram-se em um problema de saúde pública, haja vista o seu alto índice de ocorrência no país e os custos gerados ao mesmo para dar conta de resolver os problemas sócio-econômicos que deles resultam. Mas, por que acontecem os acidentes de trânsito? Para Gouveia et al. (2008), diante do consumismo exacerbado e a busca por exclusividade, o carro já não é só um meio de transporte; constitui-se em objeto de poder e prestígio ou troféu/cartão de visita estampando o sucesso profissional do sujeito. Distorções desta natureza não tardam em potencializar a agressividade do indivíduo, logo convertida em violência no trânsito. A partir dos estudos de Rozestraten (1988) a respeito das causas dos acidentes de trânsito, é possível organizar os fatores de risco à segurança viária em quatro grupos: fatores provenientes do indivíduo; do veículo; do ambiente do trânsito e do ambiente geral. Dirigir sob o efeito de bebida alcoólica ou medicamento que tem ação sobre o sistema nervoso central, causando sonolência e lentificação dos reflexos, é um exemplo de fator de risco de natureza individual, assim como o comportamento de atender a chamadas do celular enquanto se está dirigindo. Falha mecânica ou pneu descalibrado são considerados por Rozestraten (1988) como fatores de risco do veículo, mas pode também ser apontado como um fator do indivíduo, afinal, de quem é a responsabilidade por manter o veículo em estado

10 10 satisfatório à segurança no trânsito? O mesmo vale para fatores como sinalização em condições inadequadas (proveniente do ambiente do trânsito) e vegetação (ambiente geral) comprometendo a visualização de um sinal semafórico em razão de negligência quanto ao descuido da realização das devidas podas periódicas, cuja responsabilidade (tanto em um caso como no outro) fica ao encargo do indivíduo - autoridades, administradores, prestadores desse tipo de serviço. Em estudo que teve por objetivo caracterizar os fatores de exposição a acidentes e os antecedentes de trânsito de 624 estudantes universitários (208 do sexo masculino; 416 do sexo feminino) de Ponta Grossa-PR, Labiak et al. (2008) observaram que 60,41% dos estudantes aprenderam a dirigir com menos de 18 anos; 13,94% do sexo feminino e 13,11% do sexo masculino dirigiam sem habilitação; 42,24% do sexo masculino e 22,18% do sexo feminino tinham antecedentes em acidentes no trânsito como motorista, e, desses estudantes que se envolveram em acidentes como motorista, 42,42% possuíam habilitação e 15,22% dirigiam sem habilitação. Os autores da pesquisa concluem que o comportamento inadequado no trânsito persiste e agrava-se mesmo depois que esse motorista se torna habilitado para a direção veicular, advertindo que o "(...) o Código de Trânsito é um instrumento eficiente, porém, se a lei não for colocada em prática com rigor pelas autoridades responsáveis, os motoristas continuarão transgredindo as leis de trânsito sem consciência social e, desse modo, a punição torna-se um recurso para coibir esse tipo de comportamento" (LABIAK et al., 2008, p. 40). Desta forma, a punição contra atitudes e comportamentos inadequados e favoráveis à aceitação de risco no trânsito, pode atuar como fator de proteção aos acidentes. Pensar sobre os fatores de risco e de proteção aos acidentes de trânsito pode ser considerada ação preventiva contra a ocorrência dos mesmos, cuja participação do psicólogo do trânsito é de grande relevância. É neste sentido que práticas em Psicologia do Trânsito respaldadas nos pressupostos da Psicologia da Saúde podem significar ações visando à prevenção de acidentes e comportamentos de risco à segurança viária, fomentando-se concomitantemente a promoção de comportamentos seguros e a proteção da

11 11 qualidade de vida, do bem-estar e da saúde das pessoas. Estas ações podem acontecer em três níveis: 1º) Primário: ações que visem evitar o envolvimento das pessoas em acidentes, promovendo a adoção de comportamentos seguros no trânsito; 2º) Secundário: o indivíduo já se acidentou, mas busca-se a prevenção de novas ocorrências por meio da análise dos fatores e comportamentos que estejam representando risco à sua segurança; apontam-se medidas ou orientações para a melhoria de sua qualidade de vida e faz-se recomendações ou encaminhamentos a outros profissionais da área da saúde quando necessário; 3º) Terciário: auxílio ao indivíduo que sofre seqüelas biopsicossociais em decorrência do acidente de trânsito e que apresente comprometimento em sua funcionalidade. Busca-se o enfrentamento de suas limitações e investimento em maior qualidade de vida, a fim de se evitar o desenvolvimento ou agravamento de quadros psicopatológicos relacionados a esta vivência. Na prevenção primária, portanto, as ações são no sentido de ir ao encontro dos fatores que expõem o indivíduo à ocorrência de acidentes, identificando ao mesmo tempo aquilo que possa protegê-lo neste sentido. No que se refere em especial ao psicólogo perito-examinador do trânsito, sua atuação reflete consonância com os pressupostos da Psicologia da Saúde à medida que faz uso dos testes e demais procedimentos técnicos de avaliação visando a identificação de fatores de risco à segurança do indivíduo no trânsito, como a detecção de capacidade atentiva e senso perceptiva prejudicada, ou dificuldades no plano relacional com níveis acentuados de ansiedade, apontando para a manifestação de possíveis comportamentos impulsivos no trânsito. Quando este profissional detecta elementos na avaliação do indivíduo que podem representar riscos à direção veicular, e decide diante disto encaminhá-lo a outros profissionais de saúde, ele está demonstrando tanto sua preocupação com a

12 12 prevenção de acidentes quanto com a saúde e bem-estar deste sujeito, atuando de modo a promover melhor qualidade de vida ao mesmo. Perfeito e Hoffmann (2003) propõem ações preventivas aos acidentes, relacionadas a três instâncias: a Ergonomia/Engenharia e seu papel no planejamento de veículos condizentes com o conforto do condutor e a segurança da dirigibilidade; a Fiscalização/Controle policial para inibir comportamentos de risco à segurança viária; a Educação, em que o psicólogo do trânsito nas escolas, universidades, comunidades e centros de saúde, pode contribuir para a formação de outros profissionais (professores, pedagogos, psicólogos, líderes comunitários) a fim de propagarem esta prática preventiva. Utilizando-se das contribuições de Rozestraten (1988) quanto às diferentes formas de atuação do psicólogo do trânsito, é possível identificar em algumas destas práticas, formas preventivas de atuação a nível primário frente aos acidentes de trânsito, como pesquisar, elaborar, aperfeiçoar e aplicar testes capazes de selecionar efetivamente motoristas mais aptos. Buscando conhecer de que modo 389 estudantes de cursos de uma universidade pública de João Pessoa, percebem alguém que agride em situações hipotéticas de trânsito, Gouveia et al. (2008) verificaram que o próprio traço de agressão dos participantes observadores influenciou no seu juízo acerca do comportamento do motorista agressor das histórias hipotéticas que lhes foram apresentadas, sugerindo a possibilidade de que este instrumento possa vir a contribuir para avaliação da agressividade em motoristas. O desempenho da Memória de Trabalho como fator preditivo ao comportamento seguro no trânsito entre condutores acidentados e não acidentados, foi verificado por Armôa (2009) por meio do Instrumento de Medida da Memória de Trabalho (IMMT) com fins de validação deste instrumento. Observou mediante tarefas propostas aos participantes, uma freqüência de acertos maior em condutores não acidentados. Segundo a pesquisadora, o IMMT se mostrou preditor nas tarefas que exigem Memória de Trabalho, constituindo-se em um novo instrumento que poderá ser

13 13 utilizado futuramente entre psicólogos perito-examinadores do trânsito em sua prática de avaliação psicológica voltada a motoristas e candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ainda que exista na literatura científica um bom número de pesquisas voltadas às questões do trânsito, Pettengill e Martins (2009) observaram que poucas são as que foram desenvolvidas por psicólogos do trânsito, fato que gerou o interesse das pesquisadoras em elaborar um artigo como forma de convidar psicólogos desta área da Psicologia à realização de pesquisas científicas, oferecendo contribuições teóricas acerca do construto Qualidade de Vida que possam auxiliá-los na elaboração de estudos sobre a qualidade de vida de motoristas profissionais. A pesquisa científica enquanto meio de verificação, conhecimento, constatação ou compreensão de diversos fenômenos como as questões referentes ao comportamento humano no trânsito, pode se constituir em um importante veículo norteador de políticas públicas que viabilizem possíveis soluções aos mais diferentes problemas enfrentados por uma sociedade, como os acidentes automobilísticos e suas conseqüências, podendo por isso ser considerada tanto uma ação preventiva como promotora de saúde e qualidade de vida. No que se refere a formas de prevenção secundária em Psicologia do Trânsito, as ações devem ser direcionadas no sentido de se evitar a ocorrência de novos acidentes ou comportamentos que denotem imprudência no trânsito, como a recorrência de infrações por parte da pessoa. A atuação dos psicólogos do trânsito nas unidades e centros de saúde, bem como, em hospitais, visando reunir grupos de acidentados em recuperação para oportunizar momentos de reflexão e discussão a respeito dos fatores de risco a que estiveram expostos na ocasião dos acidentes, é ao mesmo tempo, promotora de comportamentos mais seguros e conseqüentemente, de hábitos mais saudáveis que poderão se refletir em sua qualidade de vida, como um indivíduo alcoólatra que pode desta forma vir a sentir-se motivado a buscar ajuda para seu problema de alcoolismo.

14 14 É indispensável que o indivíduo vivencie algum tipo de intervenção educativa e psicológica durante o período em que esteja passando pelas intervenções médicas relacionadas ao acidente de trânsito, como forma de desencorajar novas ocorrências, especialmente nos casos em que fica comprovada a participação direta da pessoa, como o uso de bebida alcoólica e direção, o não uso de instrumentos de proteção (cinto de segurança, capacete), o desrespeito ou indiferença às regras de circulação e demais normas de trânsito, entre outros (VIEIRA et al., 2010). O psicólogo perito-examinador do trânsito tem a chance de, por meio do trabalho de avaliação psicológica junto aos motoristas profissionais, identificar os indivíduos que apesar de ainda não terem se envolvido em acidentes, apresentam um grande número de multas por infrações de trânsito. Oferecer a estas pessoas um espaço para a discussão dos motivos que possivelmente motivaram tais infrações seria de grande relevância, uma vez que se teria acesso aos fatores de risco biopsicossociais que emolduraram aquelas ocorrências infracionais. A partir da identificação destes fatores de risco com o auxílio do psicólogo, o indivíduo tem a chance de refletir sobre o investimento em maiores cuidados com a própria saúde bem como com a sua segurança e a dos demais no trânsito. A prevenção de acidentes de trânsito a nível terciário está relacionada a ações voltadas às conseqüências dos acidentes para a qualidade de vida do indivíduo. Um indivíduo que tem por profissão o trabalho de moto-taxista, por exemplo, e que, em decorrência de acidente de trânsito perde uma perna, irá necessitar de atendimento que vise não só sua reabilitação física, como também o enfrentamento desta mudança em sua auto-imagem (caso demonstre dificuldades quanto a isto) e das mudanças sócio-econômicas em razão da perda salarial e do status de profissional moto-taxista. O acompanhamento psicoterapêutico aliado ao suporte sócio-ambiental, pode favorecer a recuperação das lesões físicas, a cicatrização satisfatória referente à cirurgia e o tratamento fisioterápico dos acidentados. Foi o que constataram Vieira et al. (2010) por meio da análise dos relatos de uma equipe de saúde quanto às práticas educativas ao vitimado no trânsito durante a hospitalização/reabilitação num hospital de emergência de Fortaleza-CE, cujo acesso do deficiente físico (em razão do acidente)

15 15 a informações pertinentes aos benefícios do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) aos quais teria direito, parece ter favorecido sua recuperação física e psicológica, em razão de possibilitar ao indivíduo segurança e tranqüilidade quanto a estas questões. Ações interdisciplinares que visem portanto, o investimento em melhor qualidade de vida do indivíduo que apresenta uma deficiência física em decorrência de acidente de trânsito, observando junto ao mesmo o que venha a ser importante para que desfrute de qualidade de vida a partir desta vivência, contribui tanto para a prevenção de transtornos psicopatológicos, como para a promoção de atitudes de comprometimento com a vida futura e com o desenvolvimento de novas expectativas no campo profissional e pessoal apesar de suas limitações físicas. O psicólogo do trânsito pode desempenhar um papel de grande importância no processo de reabilitação de indivíduos que vivenciam tais experiências, especialmente se busca por meio dessas práticas fazer uso dos pressupostos da Psicologia da Saúde na promoção de saúde e bem-estar. Considerações Finais Constituindo-se em um dos pilares da Psicologia da Saúde, o conceito de saúde amparado no Modelo Biopsicossocial considera, entre outros aspectos, a autonomia e a capacidade de auto-reflexão e de discernimento das pessoas quanto ao que seja importante para seu bem-estar, sua saúde e qualidade de vida. Neste sentido, práticas em Psicologia do Trânsito devem ocorrer de modo a facilitar um processo em que os participantes do trânsito devam assumir sua responsabilidade pela própria segurança e a dos demais. As ações do psicólogo do trânsito devem acima de tudo fomentar a preservação da vida e da saúde, promovendo bem-estar e qualidade de vida à medida que se compromete com a prevenção de acidentes e suas conseqüências nocivas à vida do indivíduo que, de acordo com os preceitos da Psicologia da Saúde, não pode ser tratado apenas como um corpo ferido ou mutilado diante do acidente, mas como

16 16 alguém que tem uma vida psíquica (dotado de uma subjetividade) e uma realidade sócio-ambiental, e que vai necessitar ser atendido conforme estes aspectos. Estudos científicos, como as pesquisas que foram apresentadas neste trabalho, representam contribuições e caminhos apontando subsídios para a adoção de políticas públicas mais coerentes e eficazes à segurança viária, constituindo-se em ferramentas imprescindíveis à transformação deste quadro mundialmente caótico que é a violência no trânsito. O psicólogo do trânsito que utiliza-se dos pressupostos teórico-metodológicos da Psicologia da Saúde, contribui para a prevenção de acidentes de trânsito e a promoção da qualidade de vida, do bem-estar e da saúde integral da sociedade, quando não se afasta da concepção biopsicosócio-ambiental do participante do trânsito, adotando uma postura favorável ao diálogo interdisciplinar e buscando estratégias de intervenção, prevenção e promoção de comportamentos seguros no trânsito. Referências - ACHKAR, T. C. S. Síndrome de Burnout: repercussões na qualidade de vida no trabalho de profissionais de saúde de um hospital privado da cidade de Cascavel-PR. Dissertação de Mestrado em Psicologia. Campo Grande-MS: Universidade Católica Dom Bosco, AREIAS, M. E. Q. Psicologia da Saúde e dor lombar. In: GRUBITS, S.; GUIMARÃES, L. A. M. (Orgs.). Psicologia da Saúde: especificidades e diálogo interdisciplinar. São Paulo: Vetor, 2007, p ARMÔA, S. H. Memória de trabalho e comportamento seguro em condutores de veículos automotores: contribuição aos estudos em Ergonomia Cognitiva. Tese de Doutorado em Engenharia de Produção. Florianópolis-SC: Universidade Federal de Santa Catarina, CODO, W.; SAMPAIO, J. J. C.; HITOMI, A. H. Indivíduo, trabalho e sofrimento: uma abordagem interdisciplinar. Petrópolis-RJ: Editora Vozes, CODO, W.; SAMPAIO, J. J. C. Sofrimento psíquico nas organizações: saúde mental e trabalho. Petrópolis-RJ: Vozes, 1995.

17 17 - DAVIES, D. R.; SHACKLETON, V. J. Curso básico de Psicologia: Psicologia e trabalho. Unidade E, vol. E1. Rio de Janeiro: Zahar Editores, DEJOURS, C. Por um conceito de saúde. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, 14(54), 7-11, DO CARMO, T. M. Acidentes de trânsito e produção de sentidos. Dissertação de Mestrado em Psicologia. Campo Grande-MS: Universidade Católica Dom Bosco, FLECK, M. P. A. A avaliação de qualidade de vida: guia para profissionais da saúde. Porto Alegre: Artmed, FREUD, S. O mal-estar na civilização. In: Pequena coleção das obras de Freud. Rio de Janeiro: Imago, Livro 8, 1930/ GONÇALVES, F.; MORITA, P.; HADDAD, S. Seqüelas invisíveis dos acidentes de trânsito: o transtorno de estresse pós-traumático como problema de saúde pública. Textos para Discussão, Brasília, DF, n. 1291, p. 1-27, Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/publicacoes/tds/td_1291.pdf>. Acesso em: 10 julho GOUVEIA, V. V. et al. Cenários da agressão no trânsito: a percepção que as pessoas têm de um motorista agressivo. Psicologia em Estudo, 13(1), , GRUBITS, S.; GUIMARÃES, L. A. M. (Orgs). Psicologia da Saúde: especificidades e diálogo interdisciplinar. São Paulo: Vetor, INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Contagem da população Rio de Janeiro, Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/contagem2007/contagem.pdf>. Acesso em: 10 julho LABIAK, V. B. et al. Fatores de exposição, experiência no trânsito e envolvimentos anteriores em acidentes de trânsito entre estudantes universitários de cursos na área da saúde, Ponta Grossa, PR, Brasil. Saúde e Sociedade, 17(1), 33-43, LIPOVETSKY, G. La era del vacío: ensayos sobre el individualismo contemporáneo. Barcelona: Anagrama, MAYER, V. M. Síndrome de Burnout e qualidade de vida profissional em policiais militares de Campo Grande-MS. Dissertação de Mestrado em Psicologia. Campo Grande-MS: Universidade Católica Dom Bosco, 2006.

18 18 - MASLACH, C.; LEITER, M. P. Trabalho: fonte de prazer ou desgaste? São Paulo: Papirus, MENDES, A. M. Valores e vivências de prazer-sofrimento no contexto organizacional. Tese de Doutorado. Brasília: UNB, Trabalho e saúde: o sujeito entre emancipação e servidão. Curitiba: Juruá, ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. World report on road traffic injury prevention. Genebra, WITTER, G. P. Psicologia da Saúde e produção científica. Estudos de Psicologia, 25(4), , PERFEITO, J.; HOFFMANN, M. H. Marketing social e circulação humana. In: HOFFMANN, M. H.; CRUZ, R. M.; ALCHIERI, J. C. (Orgs). Comportamento humano no trânsito. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003, p PETTENGILL, E. C. F. C.; MARTINS, L. N. R. Qualidade de vida e direção veicular: um convite aos psicólogos do trânsito à pesquisa científica voltada aos motoristas profissionais de Mato Grosso do Sul. No prelo. - ROZESTRATEN, R. J. A. Psicologia do Trânsito: conceitos e processos básicos. São Paulo: EPU, SCHENKER, M.; MINAYO, M. C. S. Fatores de risco e de proteção para o uso de drogas na adolescência. Ciência & Saúde Coletiva, 10(3), , SILVA, R. M. Estudo sobre os comportamentos de riscos e fatores de personalidade dos motociclistas acidentados e não acidentados. Dissertação de Mestrado em Psicologia. Campo Grande-MS: Universidade Católica Dom Bosco, SILVA, M. C. M.; GOMES, A. R. S. Stress ocupacional em profissionais de saúde: um estudo com médicos e enfermeiros portugueses. Estudos de Psicologia (Natal), 14(3), , SIQUEIRA, M. M. M.; PADOVAM, V. A. R. Bases teóricas de bem-estar subjetivo, bemestar psicológico e bem-estar no trabalho. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 24(2), , TELLES, H.; PIMENTA, A. M. C. Síndrome de Burnout em agentes comunitários de saúde e estratégias de enfrentamento. Saúde e Sociedade, 18(3), , THE WHOQOL GROUP. The World Health Organization Quality of Life assessments (WHOQOL): position paper from the World Health Organization. Social Science and Medicine, 41(10), , 1995.

19 19 - TRIGO, T. R.; TENG, C. T.; HALLAK, J. E. C. Síndrome de Burnout ou estafa profissional e os transtornos psiquiátricos. Revista de Psiquiatria Clínica, 34(5), , VIEIRA, L. J. E. S. et al. Relatos da equipe de saúde quanto às práticas educativas ao vitimado no trânsito durante a hospitalização/reabilitação num hospital de emergência. Saúde e Sociedade, 19(1), , VIZZOTTO, M. M. Psicologia da Saúde: especificidades e diálogo interdisciplinar. In: GRUBITS, S.; GUIMARÃES, L. A. M. (Orgs). Psicologia da Saúde: especificidades e diálogo interdisciplinar. São Paulo: Vetor, 2007, p

A SAÚDE ENTRE OS ASPECTOS RELEVANTES PARA SE TER QUALIDADE DE VIDA: A FALA DE MOTORISTAS DE ÔNIBUS URBANO DE CAMPO GRANDE

A SAÚDE ENTRE OS ASPECTOS RELEVANTES PARA SE TER QUALIDADE DE VIDA: A FALA DE MOTORISTAS DE ÔNIBUS URBANO DE CAMPO GRANDE 1 A SAÚDE ENTRE OS ASPECTOS RELEVANTES PARA SE TER QUALIDADE DE VIDA: A FALA DE MOTORISTAS DE ÔNIBUS URBANO DE CAMPO GRANDE Elaine Cristina da Fonseca Costa Pettengill 1 Lucy Nunes Ratier Martins 2 Resumo

Leia mais

De volta para vida: a inserção social e qualidade de vida de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial

De volta para vida: a inserção social e qualidade de vida de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial De volta para vida: a inserção social e qualidade de vida de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial Eliane Maria Monteiro da Fonte DCS / PPGS UFPE Recife PE - Brasil Pesquisa realizada pelo NUCEM,

Leia mais

Saúde Mental e trabalho: Contribuições da Psicologia da Saúde/reposicionamento do psicólogo nas equipes de saúde

Saúde Mental e trabalho: Contribuições da Psicologia da Saúde/reposicionamento do psicólogo nas equipes de saúde Saúde Mental e trabalho: Contribuições da Psicologia da Saúde/reposicionamento do psicólogo nas equipes de saúde SILVIA CURY ISMAEL HOSPITAL DO CORAÇÃO DE SÃO PAULO III Congresso dos Servidores de Saúde

Leia mais

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS PAPÉIS E COMPETÊNCIAS O SERVIÇO PSICOSSOCIAL NO CREAS... O atendimento psicossocial no serviço é efetuar e garantir o atendimento especializado (brasil,2006). Os profissionais envolvidos no atendimento

Leia mais

SÍNDROME DE BURNOUT: ATIVIDADES PREVENTIVAS COM PROFISSIONAIS DA SAÚDE DA FAMÍLIA

SÍNDROME DE BURNOUT: ATIVIDADES PREVENTIVAS COM PROFISSIONAIS DA SAÚDE DA FAMÍLIA SÍNDROME DE BURNOUT: ATIVIDADES PREVENTIVAS COM PROFISSIONAIS DA SAÚDE DA FAMÍLIA ARAÚJO, Andréia 1 ; RODRIGUES, Hingridy Aparecida 2 ; FERRARI, Rogério 3 ; MAGALHÃES, Josiane 4 ; FRANÇA, Flávia Maria

Leia mais

Qualidade de vida no Trabalho

Qualidade de vida no Trabalho Qualidade de Vida no Trabalho Introdução É quase consenso que as empresas estejam cada vez mais apostando em modelos de gestão voltados para as pessoas, tentando tornar-se as empresas mais humanizadas,

Leia mais

Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional

Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional CAPÍTULO I PRINCÍPIOS NORTEADORES Art. 1º Os procedimentos em saúde mental a serem adotados

Leia mais

ANEXO B CONTEXTUALIZAÇÃO DA PROMOÇÃO DA SAÚDE EM MODELO DE GESTÃO ORGANIZACIONAL DE ALTO DESEMPENHO

ANEXO B CONTEXTUALIZAÇÃO DA PROMOÇÃO DA SAÚDE EM MODELO DE GESTÃO ORGANIZACIONAL DE ALTO DESEMPENHO ANEXO B CONTEXTUALIZAÇÃO DA PROMOÇÃO DA SAÚDE EM MODELO DE GESTÃO ORGANIZACIONAL DE ALTO DESEMPENHO Autoria: Elaine Emar Ribeiro César Fonte: Critérios Compromisso com a Excelência e Rumo à Excelência

Leia mais

A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde

A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde Tatiana Thiago Mendes Psicóloga Clínica e do Trabalho Pós-Graduação em Saúde e Trabalho pelo HC FM USP Perita Judicial em Saúde Mental Panorama da Saúde dos Trabalhadores

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE PSICOLOGIA Ementário/abordagem temática/bibliografia básica (3) e complementar (5) Morfofisiologia e Comportamento Humano Ementa: Estudo anátomo funcional

Leia mais

ESTIMULAR BRINCANDO: DESENVONVIMENTO DE BRINQUEDO, FERRAMENTA DE AUXILIO LÚDICO-EDUCATIVO NO TRATAMENTO DO CÂNCER INFANTIL

ESTIMULAR BRINCANDO: DESENVONVIMENTO DE BRINQUEDO, FERRAMENTA DE AUXILIO LÚDICO-EDUCATIVO NO TRATAMENTO DO CÂNCER INFANTIL ESTIMULAR BRINCANDO: DESENVONVIMENTO DE BRINQUEDO, FERRAMENTA DE AUXILIO LÚDICO-EDUCATIVO NO TRATAMENTO DO CÂNCER INFANTIL INTRODUÇÃO Amara Holanda Fabiane Romana Fernanda Oliveira Karen Trage Máuren Mássia

Leia mais

Programa de Prevenção de Maus-Tratos em Pessoas Idosas

Programa de Prevenção de Maus-Tratos em Pessoas Idosas Programa de Prevenção de Maus-Tratos em Pessoas Idosas Catarina Paulos Jornadas Litorais de Gerontologia: Intervenção Técnica no Processo de Envelhecimento Amarante, 26 de Setembro de 2007 Conteúdos Conceito

Leia mais

Projeto de Ações para o Serviço Psicológico do Setor Socioeducacional da Faculdade ASCES

Projeto de Ações para o Serviço Psicológico do Setor Socioeducacional da Faculdade ASCES Projeto de Ações para o Serviço Psicológico do Setor Socioeducacional da Faculdade ASCES Jovanka de Freitas S. Limeira Psicóloga Setor Socioeducacional Caruaru 2014 APRESENTAÇÃO O presente projeto sugere

Leia mais

relataram que mesmo com os cursos de treinamento oferecidos, muitas vezes se

relataram que mesmo com os cursos de treinamento oferecidos, muitas vezes se PEDAGOGIA HOSPITALAR: PERSPECTIVAS PARA O TRABALHO DO PROFESSOR. Bergamo, M.G. (Graduanda em Pedagogia, Faculdades Coc); Silva, D.M. (Graduanda em Pedagogia, Faculdades Coc); Moreira, G.M. (Curso de Pedagogia,

Leia mais

CURSO: ENFERMAGEM. Objetivos Específicos 1- Estudar a evolução histórica do cuidado e a inserção da Enfermagem quanto às

CURSO: ENFERMAGEM. Objetivos Específicos 1- Estudar a evolução histórica do cuidado e a inserção da Enfermagem quanto às CURSO: ENFERMAGEM Missão Formar para atuar em Enfermeiros qualificados todos os níveis de complexidade da assistência ao ser humano em sua integralidade, no contexto do Sistema Único de Saúde e do sistema

Leia mais

Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde ISSN: 1415-6938 editora@uniderp.br Universidade Anhanguera Brasil

Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde ISSN: 1415-6938 editora@uniderp.br Universidade Anhanguera Brasil Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde ISSN: 1415-6938 editora@uniderp.br Universidade Anhanguera Brasil Alves Oliveira, Naiana; Ferreira Gomes, Sabrina Reseña de "A equipe multiprofissional

Leia mais

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8 CAPÍTULO 8 Fator emocional O projeto comum de ter filhos, construir a própria família, constitui um momento existencial muito importante, tanto para o homem como para a mulher. A maternidade e a paternidade

Leia mais

Serviço Social. DISCURSIVA Residência Saúde 2012 C COORDENADORIA DE DESENVOLVIMENTO ACADÊMICO D A. wwww.cepuerj.uerj.br ATIVIDADE DATA LOCAL

Serviço Social. DISCURSIVA Residência Saúde 2012 C COORDENADORIA DE DESENVOLVIMENTO ACADÊMICO D A. wwww.cepuerj.uerj.br ATIVIDADE DATA LOCAL HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDRO ERNESTO C COORDENADORIA DE DESENVOLVIMENTO ACADÊMICO D A Serviço Social DISCURSIVA Residência Saúde 2012 ATIVIDADE DATA LOCAL Divulgação do gabarito - Prova Objetiva (PO) 31/10/2011

Leia mais

Estado da Arte: Diálogos entre a Educação Física e a Psicologia

Estado da Arte: Diálogos entre a Educação Física e a Psicologia Estado da Arte: Diálogos entre a Educação Física e a Psicologia Eixo temático 1: Fundamentos e práticas educacionais Telma Sara Q. Matos 1 Vilma L. Nista-Piccolo 2 Agências Financiadoras: Capes / Fapemig

Leia mais

Alunos de 6º ao 9 anos do Ensino Fundamental

Alunos de 6º ao 9 anos do Ensino Fundamental Alunos de 6º ao 9 anos do Ensino Fundamental Resumo Este projeto propõe a discussão da Década de Ações para a Segurança no Trânsito e a relação dessa com o cotidiano dos alunos, considerando como a prática

Leia mais

O Trabalho do Assistente Social no Contexto Hospitalar em Porto Alegre: Uma Análise na Perspectiva do Trabalho em Equipe

O Trabalho do Assistente Social no Contexto Hospitalar em Porto Alegre: Uma Análise na Perspectiva do Trabalho em Equipe 1378 O Trabalho do Assistente Social no Contexto Hospitalar em Porto Alegre: Uma Análise na Perspectiva do Trabalho em Equipe V Mostra de Pesquisa da Pós- Graduação Cristiane Ferraz Quevedo de Mello 1,

Leia mais

ENFERMAGEM HUMANITÁRIA. - Que competências? - - Que futuro? -

ENFERMAGEM HUMANITÁRIA. - Que competências? - - Que futuro? - ENFERMAGEM HUMANITÁRIA - Que competências? - - Que futuro? - Filomena Maia Presidente do Conselho de Enfermagem Regional Norte Vice-Presidente do Conselho de Enfermagem Universidade Fernando Pessoa Porto

Leia mais

TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA)

TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA) TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA) SERVIÇO DE PSIQUIATRIA HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE (HCPA) DEPARTAMENTO DE PSIQUIATRIA UNIVERSIDADE

Leia mais

Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes

Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes Alessandro Alves A pré-adolescência e a adolescência são fases de experimentação de diversos comportamentos. É nessa fase que acontece a construção

Leia mais

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA 1. PERFIL DO FORMANDO EGRESSO/PROFISSIONAL Médico, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva. Capacitado a atuar, pautado

Leia mais

humor : Como implantar um programa de qualidade de vida no trabalho no serviço público Profa. Dra. Ana Magnólia Mendes

humor : Como implantar um programa de qualidade de vida no trabalho no serviço público Profa. Dra. Ana Magnólia Mendes Universidade de Brasília -UnB Instituto de Psicologia - IP Departamento de Psicologia Social e do Trabalho - PST Só de Pensar em vir Trabalhar, jáj Fico de mau-humor humor : Como implantar um programa

Leia mais

SUMÁRIO. Localidades da pesquisa, amostra e entrevistas realizadas por Área de Planejamento AP s 2. Caracterização do entrevistado sem carteira 04

SUMÁRIO. Localidades da pesquisa, amostra e entrevistas realizadas por Área de Planejamento AP s 2. Caracterização do entrevistado sem carteira 04 Pesquisa de Opinião Pública sobre as Campanhas Educativas para o Trânsito & da I m a g e m I n s t i t u c i o n a l da CET- RIO Relatório de Pesquisa 2008 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 03 PRINCIPAIS RESULTADOS

Leia mais

PROPOSTA DE SERVIÇOS EM PSICOLOGIA CLÍNICA

PROPOSTA DE SERVIÇOS EM PSICOLOGIA CLÍNICA PROPOSTA DE SERVIÇOS EM PSICOLOGIA CLÍNICA A importância do bem-estar psicológico dos funcionários é uma descoberta recente do meio corporativo. Com este benefício dentro da empresa, o colaborador pode

Leia mais

EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LOGOTERAPIA ANÁLISE EXISTENCIAL

EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LOGOTERAPIA ANÁLISE EXISTENCIAL EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LOGOTERAPIA ANÁLISE EXISTENCIAL Disciplina: A ética descritiva sob a Perspectiva Interdisciplinar 1 e 2 A ética descritiva, Logoterapia e as esferas

Leia mais

Evanir Soares da Fonseca

Evanir Soares da Fonseca CURSO DE ATUALIZAÇÃO Gestão das Condições de Trabalho e Saúde dos Trabalhadores da Saúde AÇÕES DE COMBATE AO ESTRESSE: PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DOS TRABALHADORES DA SAÚDE DE PARACATU - MG Evanir Soares

Leia mais

Sumário. I. Apresentação do Manual. II. A Prevenção de Acidentes com Crianças. III. Programa CRIANÇA SEGURA Pedestre

Sumário. I. Apresentação do Manual. II. A Prevenção de Acidentes com Crianças. III. Programa CRIANÇA SEGURA Pedestre Sumário I. Apresentação do Manual II. A Prevenção de Acidentes com Crianças III. Programa CRIANÇA SEGURA Pedestre IV. Como a Educação pode contribuir para a Prevenção de Acidentes no Trânsito V. Dados

Leia mais

CIRCULAR INFORMATIVO PROGRAMA DE FORMAÇÃO 2013 / 2014

CIRCULAR INFORMATIVO PROGRAMA DE FORMAÇÃO 2013 / 2014 CIRCULAR INFORMATIVO PROGRAMA DE FORMAÇÃO 2013 / 2014 No seguimento do sucesso alcançado com os anteriores projetos de formação, o SERAM em parceria com a COMPETIR voltaram a apresentar candidatura para

Leia mais

AÇÃO INTERDISCIPLINAR PARA A EMANCIPAÇÃO SOCIAL DE COMUNIDADES VULNERÁVEIS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA (2012) 1

AÇÃO INTERDISCIPLINAR PARA A EMANCIPAÇÃO SOCIAL DE COMUNIDADES VULNERÁVEIS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA (2012) 1 AÇÃO INTERDISCIPLINAR PARA A EMANCIPAÇÃO SOCIAL DE COMUNIDADES VULNERÁVEIS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA (2012) 1 DALCIN, Camila Biazus 2 ; GUERRA, Leonardo Rigo 3 ; VOGEL, Gustavo Micheli 4 ; BACKES, Dirce

Leia mais

1 em cada 4 pessoas são afetadas por um problema de saúde mental a cada ano. Vamos falar sobre isso?

1 em cada 4 pessoas são afetadas por um problema de saúde mental a cada ano. Vamos falar sobre isso? 1 em cada 4 pessoas são afetadas por um problema de saúde mental a cada ano Vamos falar sobre isso? Algumas estatísticas sobre Saúde Mental Transtornos mentais são frequentes e afetam mais de 25% das pessoas

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE PSICOLOGIA NO CONTEXTO ESCOLAR

A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE PSICOLOGIA NO CONTEXTO ESCOLAR A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE PSICOLOGIA NO CONTEXTO ESCOLAR Larissa Brito da Silva, Waleria Maria de Sousa Paulino, Stefania Germano Dias, Flavio Pereira de Oliveira, Leilane Menezes Maciel

Leia mais

Projeto de Qualidade de Vida para Motoristas de Ônibus Urbano

Projeto de Qualidade de Vida para Motoristas de Ônibus Urbano 17 Projeto de Qualidade de Vida para Motoristas de Ônibus Urbano Lilian de Fatima Zanoni Terapeuta Ocupacional pela Universidade de Sorocaba Especialista em Gestão de Qualidade de Vida na Empresa pela

Leia mais

PAF Programa de Acompanhamento Funcional

PAF Programa de Acompanhamento Funcional PAF Programa de Acompanhamento Funcional MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR Márcio de Moura Pereira Motivação do Projeto SITUAÇÃO PROBLEMA Necessidade de atender a demandas já existentes de servidores e membros

Leia mais

Segundo seu Regulamento, aprovado em 17/08/83, a Clínica Psicológica do Departamento da UFPE tem como objetivos:

Segundo seu Regulamento, aprovado em 17/08/83, a Clínica Psicológica do Departamento da UFPE tem como objetivos: Clínica Psicológica da UFPE Plano Institucional de Estágio Supervisionado Apresentação A Clínica Psicológica é uma entidade pública, ligada ao Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco,

Leia mais

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense Projeto de Extensão Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense 1.0 - JUSTIFICATIVA Considerando que a Extensão Universitária tem entre as suas

Leia mais

25/03/2009. Violência Dirigida aos Enfermeiros no Local de Trabalho

25/03/2009. Violência Dirigida aos Enfermeiros no Local de Trabalho 25/03/2009 Violência Dirigida aos Enfermeiros no Local de Trabalho Violência Dirigida aos Enfermeiros no Local de Trabalho: O Caso de um Hospital Sandrina Nunes Violência no Sector da Saúde Ilustração

Leia mais

HABILIDADES SOCIAIS NA EDUCAÇÃO ESPECIAL Maria Luiza Pontes de França Freitas Universidade Federal do Rio Grande do Norte

HABILIDADES SOCIAIS NA EDUCAÇÃO ESPECIAL Maria Luiza Pontes de França Freitas Universidade Federal do Rio Grande do Norte HABILIDADES SOCIAIS NA EDUCAÇÃO ESPECIAL Maria Luiza Pontes de França Freitas Universidade Federal do Rio Grande do Norte Resumo geral: Os estudos na área das habilidades sociais no Brasil têm contemplado

Leia mais

RH Saúde Ocupacional

RH Saúde Ocupacional Programa de Promoção da Saúde no Ambiente de Trabalho RH Saúde Ocupacional Objetivo Tem como principal objetivo propiciar ambiente de Tem como principal objetivo propiciar ambiente de trabalho e clima

Leia mais

Saúde psicológica na empresa

Saúde psicológica na empresa Saúde psicológica na empresa introdução Nos últimos tempos muito tem-se falado sobre qualidade de vida no trabalho, e até sobre felicidade no trabalho. Parece que esta discussão reflete a preocupação contemporânea

Leia mais

ESTRESSE EM ENFERMEIROS DO SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA (SAMU) DE RECIFE-PE

ESTRESSE EM ENFERMEIROS DO SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA (SAMU) DE RECIFE-PE ESTRESSE EM ENFERMEIROS DO SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA (SAMU) DE RECIFE-PE Izabel Cristina Brito da Silva 1 Emanuela Batista Ferreira 2 Jael Maria de Aquino 3 Sílvia Elizabeth Gomes de Medeiros

Leia mais

XIII Congresso Estadual das APAEs

XIII Congresso Estadual das APAEs XIII Congresso Estadual das APAEs IV Fórum de Autodefensores 28 a 30 de março de 2010 Parque Vila Germânica, Setor 2 Blumenau (SC), BRASIL A IMPORTÂNCIA E SIGNIFICÂNCIA DO TRABALHO EM EQUIPE INTERDISCIPLINAR

Leia mais

Feminilidade e Violência

Feminilidade e Violência Feminilidade e Violência Emilse Terezinha Naves O tema sobre a violência e a feminilidade apresenta-se, nas mais diversas áreas do conhecimento, como um tema de grande interesse, quando encontramos uma

Leia mais

Violência contra a Pessoa Idosa. Sandra Regina Gomes Fonoaudióloga e Gerontóloga sandra@longevida.com.br

Violência contra a Pessoa Idosa. Sandra Regina Gomes Fonoaudióloga e Gerontóloga sandra@longevida.com.br Violência contra a Pessoa Idosa Sandra Regina Gomes Fonoaudióloga e Gerontóloga sandra@longevida.com.br Violência contra as pessoas idosas: FOTOGRAFIA: THINKSTOCK problema sério e invisível Síntese de

Leia mais

Segurança e Higiene do Trabalho. Volume XIX Gestão da Prevenção. Guia Técnico. um Guia Técnico de O Portal da Construção. www.oportaldaconstrucao.

Segurança e Higiene do Trabalho. Volume XIX Gestão da Prevenção. Guia Técnico. um Guia Técnico de O Portal da Construção. www.oportaldaconstrucao. Guia Técnico Segurança e Higiene do Trabalho Volume XIX Gestão da Prevenção um Guia Técnico de Copyright, todos os direitos reservados. Este Guia Técnico não pode ser reproduzido ou distribuído sem a expressa

Leia mais

Curso de Capacitação em Bullying

Curso de Capacitação em Bullying Curso de Capacitação em Bullying Segundo pesquisa do Instituto Cidadania e da Fundação Perseu Abramo, a violência é o tema que mais preocupa os brasileiros entre 15 e 24 anos (55% do total), à frente de

Leia mais

EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE PINHAIS-PR: COMPARTILHANDO IDEIAS E IDEAIS

EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE PINHAIS-PR: COMPARTILHANDO IDEIAS E IDEAIS EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE PINHAIS-PR: COMPARTILHANDO IDEIAS E IDEAIS Cordeiro, Juliana SEMED/Pinhais, vínculo efetivo, Pinhais, Paraná, Brasil juliana.cordeiro@pinhais.pr.gov.br

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013

PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013 PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013 Institui as diretrizes gerais de promoção da saúde do servidor público federal, que visam orientar os órgãos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da Administração

Leia mais

AÇÕES EFETIVAS DE GERENCIAMENTO DO STRESS OCUPACIONAL: Desafio de Conciliar Embasamento Científico e Planejamento Estratégico

AÇÕES EFETIVAS DE GERENCIAMENTO DO STRESS OCUPACIONAL: Desafio de Conciliar Embasamento Científico e Planejamento Estratégico AÇÕES EFETIVAS DE GERENCIAMENTO DO STRESS OCUPACIONAL: Desafio de Conciliar Embasamento Científico e Planejamento Estratégico Sâmia Simurro Novembro/2011 FATOS SOBRE O STRESS Inevitável Nível positivo?

Leia mais

Í N D I C E PRÓLOGO 5

Í N D I C E PRÓLOGO 5 Í N D I C E PRÓLOGO 5 CAPÍTULO I - EDUCAÇÃO E SEGURANÇA NO TRÂNSITO Trânsito e transporte II) EDUCAÇÃO E SEGURANÇA NO TRÂNSITO Objetivos da educação e segurança para o trânsito A educação para o trânsito

Leia mais

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR SANTOS, Elaine Ferreira dos (estagio II), WERNER, Rosiléa Clara (supervisor), rosileawerner@yahoo.com.br

Leia mais

O PSICÓLOGO NA COMUNIDADE: UMA PESPECTIVA CONTEMPORÂNEA

O PSICÓLOGO NA COMUNIDADE: UMA PESPECTIVA CONTEMPORÂNEA O PSICÓLOGO NA COMUNIDADE: UMA PESPECTIVA CONTEMPORÂNEA (2011) Dayana Lima Dantas Valverde Psicóloga, graduada pela Faculdade de Tecnologia e Ciências de Feira de Santana, BA. Pós-graduanda em Saúde Mental

Leia mais

Como Prevenir e Tratar as Dependências Químicas nas Empresas?

Como Prevenir e Tratar as Dependências Químicas nas Empresas? Como Prevenir e Tratar as Dependências Químicas nas Empresas? Hewdy Lobo Ribeiro Psiquiatra Forense Ana Carolina S. Oliveira Psi. Esp. Dependência Química Importância Preocupação permanente de gestores

Leia mais

Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores

Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE POLÍTICAS PARA MULHERES SECRETRIA DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores

Leia mais

RESOLUÇÃO. Artigo 2º - O Currículo, ora alterado, será implantado no 2º semestre letivo de 2001 para os alunos matriculados no 4º semestre.

RESOLUÇÃO. Artigo 2º - O Currículo, ora alterado, será implantado no 2º semestre letivo de 2001 para os alunos matriculados no 4º semestre. RESOLUÇÃO CONSEPE 38/2001 ALTERA O CURRÍCULO DO CURSO DE ENFERMAGEM, REGIME SERIADO SEMESTRAL, DO CÂMPUS DE BRAGANÇA PAULISTA. O Presidente do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão - CONSEPE, no uso

Leia mais

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA,

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, Carta de Campinas Nos dias 17 e 18 de junho de 2008, na cidade de Campinas (SP), gestores de saúde mental dos 22 maiores municípios do Brasil, e dos Estados-sede desses municípios, além de profissionais

Leia mais

DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÕES DE TRABALHO PRECOCE

DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÕES DE TRABALHO PRECOCE Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 18 a 22 de outubro, 2010 337 DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM

Leia mais

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Elaboração Luiz Guilherme D CQSMS 10 00 Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes Avaliação da Necessidade de Treinamento

Leia mais

Estágio Curricular Supervisionado

Estágio Curricular Supervisionado Estágio Curricular Supervisionado CURSO DE ENFERMAGEM O curso de bacharelado em Enfermagem do IPTAN apresenta duas disciplinas em seu plano curricular pleno relativas ao estágio: Estágio Supervisionado

Leia mais

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Alfabetização de Crianças O Professor Alfabetizador é o profissional responsável por planejar e implementar ações pedagógicas que propiciem,

Leia mais

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO FÓRUM CLÓVIS BEVILÁQUA

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO FÓRUM CLÓVIS BEVILÁQUA ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO FÓRUM CLÓVIS BEVILÁQUA APRESENTAÇÃO E-mail para contato: ctifor@tjce.jus.br Nome do trabalho: Projeto Qualidade de Vida: celebrando o equilíbrio mente/corpo no ambiente

Leia mais

QUALIDADE DE VIDA NAS ORGANIZAÇÕES

QUALIDADE DE VIDA NAS ORGANIZAÇÕES 1 QUALIDADE DE VIDA NAS ORGANIZAÇÕES Alguns pesquisadores brasileiros que se destacaram por seus trabalhos sobre Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) consideram que só recentemente a abordagem da Qualidade

Leia mais

VARIÁVEIS PREDITORAS DA AVALIAÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA EM PESSOAS ACIMA DE 50 ANOS COM HIV/AIDS

VARIÁVEIS PREDITORAS DA AVALIAÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA EM PESSOAS ACIMA DE 50 ANOS COM HIV/AIDS VARIÁVEIS PREDITORAS DA AVALIAÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA EM PESSOAS ACIMA DE 50 ANOS COM HIV/AIDS Josevania da Silva UNIPÊ/UEPB josevaniasco@gmail.com Renata Pires Mendes da Nóbrega UNIPÊ - renata_pmn@hotmail.com

Leia mais

TÍTULO: ASPECTOS BIOPSICOSSOCIAIS DOS IDOSOS ATENDIDOS ATRAVÉS DO SUS:ESTUDO DE CASO

TÍTULO: ASPECTOS BIOPSICOSSOCIAIS DOS IDOSOS ATENDIDOS ATRAVÉS DO SUS:ESTUDO DE CASO Anais do Conic-Semesp. Volume 1, 2013 - Faculdade Anhanguera de Campinas - Unidade 3. ISSN 2357-8904 TÍTULO: ASPECTOS BIOPSICOSSOCIAIS DOS IDOSOS ATENDIDOS ATRAVÉS DO SUS:ESTUDO DE CASO CATEGORIA: CONCLUÍDO

Leia mais

RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES

RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES Kátia Hatsue Endo Unesp hatsueendo@yahoo.com.br Daniela Bittencourt Blum - UNIP danibittenc@bol.com.br Catarina Maria de Souza Thimóteo CEETEPS - catarinamst@netonne.com.br

Leia mais

ENVELHECIMENTO E A PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL

ENVELHECIMENTO E A PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL ENVELHECIMENTO E A PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL O processo de envelhecimento e a velhice devem ser considerados como parte integrante do ciclo de vida. Ao longo dos tempos, o conceito de envelhecimento e as

Leia mais

Valores de Referência nacional de honorários dos Psicólogos em (R$), por hora de trabalho, atualizados pelo INPC (1,4382) de novembro/02 a junho/07

Valores de Referência nacional de honorários dos Psicólogos em (R$), por hora de trabalho, atualizados pelo INPC (1,4382) de novembro/02 a junho/07 Valores de Referência nacional de honorários dos Psicólogos em (R$), por hora de trabalho, atualizados pelo INPC (1,4382) de novembro/02 a junho/07 Fonte - CFP/CRPs/FENAPSI (Última atualização agosto/2007)

Leia mais

SEMANA DA SAÚDE INTRODUÇÃO

SEMANA DA SAÚDE INTRODUÇÃO SEMANA DA SAÚDE Sandra Rosabel Pereira 1 ; Maria Angelica de Moraes Assumpção Pimenta 2 ; Maria Goreti Aléssio Crispim 3 ; Nelza de Moura 4 ; Neusa Denise Marques de Oliveira 5 ; Eliana Maria Fabiano de

Leia mais

PT03 - Qualidade de vida no trabalho (QVT)

PT03 - Qualidade de vida no trabalho (QVT) PT03 - Qualidade de vida no trabalho (QVT) BIBLIOGRAFIA Oliveira, Aristeu de. Manual de Salários e Benefícios. 1. ed. São Paulo : Atlas, 2006. Cap. 20 pág. 71 a 73. MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Teoria

Leia mais

Curso de Especialização em MBA EXECUTIVO EM SAÚDE

Curso de Especialização em MBA EXECUTIVO EM SAÚDE Curso de Especialização em MBA EXECUTIVO EM SAÚDE ÁREA DO CONHECIMENTO: Administração. Saúde. NOME DO CURSO: Curso de Pós-Graduação Lato Sensu, especialização em MBA Executivo em Saúde. OBJETIVO DO CURSO:

Leia mais

Prof. Dr. Samuel do Carmo Lima Coordenador do Laboratório de Geografia Médica e Vigilância em Saúde Universidade Federal de Uberlândia - Brasil

Prof. Dr. Samuel do Carmo Lima Coordenador do Laboratório de Geografia Médica e Vigilância em Saúde Universidade Federal de Uberlândia - Brasil DIAGNÓSTICO DA SAÚDE AMBIENTAL PARA A CONSTRUÇÃO DE TERRITÓRIOS SAUDÁVEIS COM ESTRATÉGIAS DE PROMOÇÃO DA SAÚDE NO BAIRRO LAGOINHA, UBERLÂNDIA - BRASIL Prof. Dr. Samuel do Carmo Lima Coordenador do Laboratório

Leia mais

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) 15/07/2011 METALÚRGICO, 26 ANOS Não costumo fazer exame porque sinto meu corpo bom, ótimo. Nunca senti uma dor. Senti uma dor uma vez na

Leia mais

Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA

Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA Serviços técnicos do Serviço Social na área da família e infância nos processos do Fórum de União da Vitória O Serviço

Leia mais

ALCOOLISMO ENTRE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: UM ESTUDO TRANSVERSAL

ALCOOLISMO ENTRE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: UM ESTUDO TRANSVERSAL ALCOOLISMO ENTRE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: UM ESTUDO TRANSVERSAL RESUMO Descritores: Alcoolismo. Drogas. Saúde Pública. Introdução Durante a adolescência, o indivíduo deixa de viver apenas com a família

Leia mais

PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA.

PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA. PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA. OLIVEIRA 1, Jordânia Amorim da Silva. SOUSA 2, Nádia Jane de. TARGINO 3, Fábio. RESUMO Este trabalho apresenta resultados parciais do projeto

Leia mais

PROGRAMA DE QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR

PROGRAMA DE QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR PROGRAMA DE QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR Prof. Dr. Jones Alberto de Almeida Divisão de saúde ocupacional Barcas SA/ CCR ponte A necessidade de prover soluções para demandas de desenvolvimento, treinamento

Leia mais

Qualidade de Vida no Trabalho

Qualidade de Vida no Trabalho 1 Qualidade de Vida no Trabalho Alessandra Cristina Rubio¹ Thiago Silva Guimarães² Simone Cristina Fernandes Naves³ RESUMO O presente artigo tem como tema central a Qualidade de Vida no Trabalho, com um

Leia mais

Educação física inclusiva como prática de inclusão social e qualidade de vida para todos

Educação física inclusiva como prática de inclusão social e qualidade de vida para todos JORGE STEINHILBER 1 Educação física inclusiva como prática de inclusão social e qualidade de No Brasil, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva assegura acesso ao

Leia mais

VIII JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL

VIII JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL VIII JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL CONSIDERAÇÕES SOBRE O TRABALHO REALIZADO PELO SERVIÇO SOCIAL NO CENTRO PONTAGROSSENSE DE REABILITAÇÃO AUDITIVA E DA FALA (CEPRAF) TRENTINI, Fabiana Vosgerau 1

Leia mais

Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social

Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social O Serviço Social é uma profissão de intervenção e uma disciplina académica que promove o desenvolvimento e a mudança social, a coesão

Leia mais

BOAS PRÁTICAS. para humanizar o atendimento e gerar fidelização em Clínicas e Hospitais. Boas práticas para humanizar o atendimento

BOAS PRÁTICAS. para humanizar o atendimento e gerar fidelização em Clínicas e Hospitais. Boas práticas para humanizar o atendimento BOAS PRÁTICAS para humanizar o atendimento e gerar fidelização em Clínicas e Hospitais ÍNDICE Introdução 3 Explique e difunda a importância do termo 4 A humanização e o ambiente físico 6 Aperfeiçoamento

Leia mais

A UTILIZAÇÃO DAS FERRAMENTAS ADMINISTRATIVAS CONTEMPORÂNEAS NA GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES HOSPITALARES

A UTILIZAÇÃO DAS FERRAMENTAS ADMINISTRATIVAS CONTEMPORÂNEAS NA GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES HOSPITALARES A UTILIZAÇÃO DAS FERRAMENTAS ADMINISTRATIVAS CONTEMPORÂNEAS NA GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES HOSPITALARES André F. Soares Correia, FSM, andre.s.correia@hotmail.com¹ Virginia Tomaz Machado, FSM, vtmachado@hotmail.com²

Leia mais

Padrões de Competências para o Cargo de Coordenador Pedagógico

Padrões de Competências para o Cargo de Coordenador Pedagógico Padrões de Competências para o Cargo de Coordenador Pedagógico O Coordenador Pedagógico é o profissional que, na Escola, possui o importante papel de desenvolver e articular ações pedagógicas que viabilizem

Leia mais

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação.

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Introdução Criar um filho é uma tarefa extremamente complexa. Além de amor,

Leia mais

TERAPIA MOTIVACIONAL SISTÊMICA APLICADA ÁS FAMILIAS

TERAPIA MOTIVACIONAL SISTÊMICA APLICADA ÁS FAMILIAS TERAPIA MOTIVACIONAL SISTÊMICA APLICADA ÁS FAMILIAS XXI ABEAD - RECIFE ROBERTA PAYÁ ROBERTAPAYA@HOTMAIL.COM TERAPIA MOTIVACIONAL SISTÊMICA PARA O TRANSTORNO DO ABUSO DE SUBSTANCIAS Um Modelo Integrativo

Leia mais

DIRECIONADORES DA AÇÃO EMPRESARIAL

DIRECIONADORES DA AÇÃO EMPRESARIAL DIRECIONADORES DA AÇÃO EMPRESARIAL Na ASBRASIL, já foram estabelecidas as direções básicas da ação empresarial, conforme estabelecido em nosso plano de negócios que deseja se consolidar em uma cultura

Leia mais

GESTÃO DE PESSOAS (foco: saúde e bem-estar no ambiente de trabalho)

GESTÃO DE PESSOAS (foco: saúde e bem-estar no ambiente de trabalho) GESTÃO DE PESSOAS (foco: saúde e bem-estar no ambiente de trabalho) 1. QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO A ECOEFICIÊNCIA EMPRESARIAL DEPENDE ESSENCIAL DO CAPITAL HUMANO QUE ATUA NA ORGANIZAÇÃO A FORÇA DE UMA

Leia mais

Abordagem do Dependente Químico: papel do consultor Alessandra Mendes Calixto Enfermeira Papel do consultor em dependência química Como surge o papel do consultor 1912: Courtney Baylor foi treinado por

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL Laboratório Weinmann Ltda.

CÓDIGO DE ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL Laboratório Weinmann Ltda. CÓDIGO DE ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL Laboratório Weinmann Ltda. 1 Objetivo Descrever e comunicar os princípios que norteiam o relacionamento do Laboratório Weinmann Ltda. com as suas partes interessadas

Leia mais

ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE CRIANÇAS/ADOLESCENTES PARA FINS DE ADOÇÃO INTERNACIONAL (CONTEÚDOS RELEVANTES)

ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE CRIANÇAS/ADOLESCENTES PARA FINS DE ADOÇÃO INTERNACIONAL (CONTEÚDOS RELEVANTES) ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE CRIANÇAS/ADOLESCENTES PARA FINS DE ADOÇÃO INTERNACIONAL (CONTEÚDOS RELEVANTES) ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE CRIANÇAS/ADOLESCENTES PARA FINS

Leia mais

Indisciplina e Estratégias de Gestão de Conflitos 8ª Sessão Isabel Castro Lopes

Indisciplina e Estratégias de Gestão de Conflitos 8ª Sessão Isabel Castro Lopes Indisciplina e Estratégias de Gestão de Conflitos 8ª Sessão Isabel Castro Lopes Isabel Lopes 1 É um Distúrbio Psíquico de carácter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido

Leia mais

5º Congresso Internacional dos Hospitais Serviço Nacional de Saúde. (Re)Conhecer as Mudanças

5º Congresso Internacional dos Hospitais Serviço Nacional de Saúde. (Re)Conhecer as Mudanças 5º Congresso Internacional dos Hospitais Serviço Nacional de Saúde. (Re)Conhecer as Mudanças Refletir sobre as resposta de saúde e a inclusão da família Relembrar os objetivos das famílias Questionar as

Leia mais

Mestrados Profissionais em Segurança Pública. Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal

Mestrados Profissionais em Segurança Pública. Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal I- Introdução Mestrados Profissionais em Segurança Pública Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal Este documento relata as apresentações, debates e conclusões

Leia mais

PROGRAMA DE RESIDÊNCIA INTEGRADA MULTIPROFISSIONAL EM ATENÇÃO HOSPITALAR - PRIMAH

PROGRAMA DE RESIDÊNCIA INTEGRADA MULTIPROFISSIONAL EM ATENÇÃO HOSPITALAR - PRIMAH PROGRAMA DE RESIDÊNCIA INTEGRADA MULTIPROFISSIONAL EM ATENÇÃO HOSPITALAR - PRIMAH DIRETRIZES PEDAGÓGICAS DO PROGRAMA ESTÃO BASEADAS NAS AÇÕES QUE COMPORTAM ATIVIDADES Multiprofissionalidade e interdisciplinaridade:

Leia mais

AVALIAÇÃO DAS NECESSIDADES DO IDOSO ACAMADO NA COMUNIDADE

AVALIAÇÃO DAS NECESSIDADES DO IDOSO ACAMADO NA COMUNIDADE AVALIAÇÃO DAS NECESSIDADES DO IDOSO ACAMADO NA COMUNIDADE Cristina Katya Torres Teixeira Mendes 1, Maria Adelaide Silva Paredes Moreira 2, Luípa Michele Silva 3, Antonia Oliveira Silva 4 INTRODUÇÃO O envelhecimento

Leia mais