Tecnologia MPLS/VPN. Introdução

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1 Tecnologia MPLS/VPN Pedro Henrique Braga e Silva Curso de Pós-graduação em Redes e Segurança de Sistemas Pontifícia Universidade Católica do Paraná Curitiba, 1 de março de Introdução O objetivo deste documento é apresentar através de um simulação de roteadores, as funcionalidades da solução MPLS/VPN. Como o próprio nome diz, esta solução se baseia na implementação dos protocolos MPLS e VPN, e o interesse deste trabalho é demonstrar uma tecnologia muito utilizada por empresas prestadoras de serviços de telecomunicações. A simulação irá demonstrar como é possível utilizar um mesmo endereçamento de rede para dois clientes, e poder diferenciá-los através dos protocolos de rede existentes, assim como fazer com que filiais e matrizes de empresas clientes se enxerguem, sem confundir as redes de uma empresa com outra. 1.Simulação MPLS/VPN componentes. Para a simulação de uma rede MPLS/VPN foram utilizados os seguintes Sistema operacional Debian Etch: É um sistema operacional que utiliza o Kernel do Linux, e foi utilizada a versão Etch que é a versão número 5 do Debian. Neste sistema rodam os aplicativos necessários para a simulação. O debian contém pacotes.deb para instalação do dynamips/dynagen

2 Software Dynamips/Dynagen: É o aplicativo central de nosso experimento. Esse software carrega um IOS(sistema operacional cisco) e utiliza um ambiente virtual que é possível simular todos os comandos e conexões entre roteadores da marca Cisco(para o IOS carregado). O Dynamips suporta as plataformas 2600, 3600 e 7200 de roteadores Cisco e ainda vários tipos de módulos para estas plataformas. É um software que funciona no Windows,no Linux e no Mac OS. Para funcionar no Windows é necessário baixar o software Wincap, pois é necessário o Dynamips utilizar algumas bibliotecas do Wincap para funcionar no Windows. O Dynamips é o software de emulação dos roteadores, enquanto fica a cargo do Dynagen ler o arquivo de configuração do laboratório que queremos simular e garantir que as conexões entre roteadores funcionem. É um front-end do Dynamips. O arquivo de configuração é necessário para o Dynagen saber o laboratório que queremos emular. Segue um exemplo de configuração de um ambiente simples (ANUZELLI, 2010). Para iniciar o processo do dynamips: dynamips H 7200 & Para iniciar o processo do dynagen: dynagen simple1.net Eis o arquivo simple1.net, que o dynagen irá carregar: Este é o caminho do IOS, no qual o Dynamips irá carregar image = \Program Files\Dynamips\images\c7200-jk9o3s-mz.124-7a.image Este é o tamanho de memória alocado por cada roteador ram = 160 Este é o Roteador que iremos simular, e o hostname dele é R1. [[ROUTER R1]] Aqui fica configurada uma conexão com outro roteador, significa que o Roteador R1 irá ter uma interface serial s1/0 quee irá se conectar com o roteador R2(que terá a interface serial s1/0), claro que se não declararmos o roteador R2 o dynagen irá acusar erro. s1/0 = R2 s1/0 Este é o router R2, que irá ser conctado ao Roteador R1. [[ROUTER R2]]

3 Software GNS3: É um software que faz a edição gráfica de roteadores e suas conexões. Após a geração do lab graficamente, o GNS3 gera uma arquivo.net que contém todos os roteadores e as conexões efetuadas graficamente. Software IOS da cisco versão C2600-J1S3-M: Este é um IOS. IOS é um sistema operacional que fica em um roteador da marca Cisco. É o software do roteador, aonde são feitas as configurações. Eis o diagrama da rede simulada: 2 MPLS ( MultiProtocol Label Switching) e LDP (Label Distribution Protocol) O MPLS é uma alternativa ao processo de roteamento na internet, baseada na comutação de labels(técnica hop by hop), em vez de tabelas de roteamento ip. Além de ser considerada mais eficiente do que o roteamento por ip, é utilizado também para engenharia de tráfego onde permite uma melhor distribuição de tráfego de dados. A técnica MPLS é utilizada agregando um cabeçalho MPLS entre a camada 2 e 3 do modelo OSI, e esse cabeçalho contém um label(20 bits) que representa o destino de um pacote para o próximo roteador. O roteador sabe para onde enviar o pacote com o cabeçalho mpls, pois possui uma tabela interna de labels(lfib LABEL Forwarding Information Base). Um caminho entre dois ponto de rede, definindo um enlace de roteadores para o MPLS é chamado de LSP(Label Swtich Path). O preenchimento da tabela da LFIB pode ser feita manualmente ou por meio de protocolos de sinalização como RSVP-TE e o CR-LDP.

4 Nesta arquitetura podemos definir dois tipos de roteadores, os LER(Label Edge Router) e os LSR(Label Switch Routers). Roteadores LER são responsáveis por retirar e colocar cabeçalhos MPLS e fazer o mapeamento entre o mundo IP e MPLS. Já os roteadores LSR utilizam apenas roteamento baseado em MPLS. Cada destino de um pacote MPLS é denominado FEC(Forward Equivalent Class), isto é, seguindo smpre o mesmo LSP. O FEC é importante pois permite que várias sub-redes ip(mesmo sendo descontínuas) tenham o mesmo destino(jamhour, 2010). Segundo JAMHOUR (2010): Um cabeçalho MPLS possui 32 bits, e contém apenas quatro campos: LABEL (20 bits): contém o valor do LABEL MPLS. Note que é possível definir mais de 1 milhão de valores de LABELs distintos por enlace. Exp (3 bits): bits reservados para uso experimental. Atualmente, sua maior aplicação é o mapeamento de uma marcação similar ao DiffServ ao nível do cabeçalho MPLS. Se mais do que um LSP atravessar o mesmo roteador, os pacotes de cada LSP poderão ser alocados em filas distintas, e com um PHB específico, de acordo com o valor marcado nesses bits. S (1 bit): base da pilha. Conforme ilustrado na figura, uma cabeçalho MPLS pode ser empilhado. O valor 1 indica que o rótulo é a base da pilha, isto é, que ele é o último cabeçalho empilhado; TTL (8 bits): Time to Live = determina a quantidade máxima de saltos que o pacote poderá percorrer. Quando o cabeçalho MPLS é inserido pelo LER, esse campo é copiado do TTL do IP. Pode haver num pacote de dados mais de um cabeçalho MPLS, e nesse empilhamento o cabeçalho do topo que é analisado. Esta técnica de empilhamento serve para criar túneis MPLS, que permite evitar conflitos entre os LABELs adotados por uma operadora de serviços de comunicação e seus clientes privados. O protocolo MPLS também pode ser usado em conjunto com outros protocolos como Ipv4, Ipv6, AppleTalk e IPX. Além do mais, pode ser utilizado com tecnologias como ATM e Frame- Relay. As tabelas de roteamento MPLS são também um assunto muito importante que deve ser abordado. Dependendo da função do roteador na rede(lsr ou LER), este deverá ter um tipo de tabela. A tabela mais importante do MPLS, que está presente em todos os roteadores, é denominada The Next Hop LABEL Forwarding Entry (NHLFE). Essa tabela define um conjunto de ações que segue genericamente o seguinte formato: [Ação sobre o LABEL] X [Ação de Encaminhamento]. Em uma tabela MPLS, as ações sobre os LABEL podem ser Pop, Push, Change. Além da NHLFE, um roteador LER quando recebe um pacote puramente ip, envia o pacote para ma tabela denominada FEC-to-NHLFE Map (FTN). Ao invés da FTN, um roteador LSR utiliza uma tabela denominada Incoming LABEL Map (ILM). Essa tabela indica o que fazer com pacotes já com

5 LABELs, que chegam a uma interface específica do roteador, apontando para a NHLFE. A tabela ILM também é utilizada no roteador LER quando este retira o cabeçalho MPLS e manda o pacote para um roteador que apenas faz roteamento ip. Como dito anteriormente, os labels podem ser distribuídos de forma automática ou manualmente. Manualmente seria um trabalho àrduo, pois o administrador de rede teria que configurar cada label em cada roteador para cada destino. Então, é muito comum o uso de um protocolo de sinalização que faz a distribuição automática de labels. Temos 3 protocolos que são: LDP(Label Distribution Protocol), CR-LDP (Constraint-Based Routed LABEL Distributed Protocol) e RSVP-TE (Resource Reservation Protocol-Traffic Engineering). O primeiro é considerado um protocolo de distribuição de label sem restrição, enquanto os dois últimos são considerados com restrição. A diferença é que no modo sem restrições, não existe diferenciação entre rotas. Geralmente, a rota escolhida para FEC coincide com a rota de melhor custo determinada pelo protocolo de roteamento. No modo com restrições, é possível solicitar uma FEC, mas impondo restrições para o caminho (como só aceitar enlaces que ainda tenham uma certa quantidade de banda disponível). Como na simulação foi utilizado apenas o LDP, somente este será explicado para ser mantido o foco deste trabalho.esse foi o primeiro protocolo de distribuição de labels existente. A estrutura do cabeçalho ldp é a seguinte: 2 bytes 2 bytes Version PDU Length LDP Identifier 6 bytes LDP header structure Version: É a versão do protocolo. Atualmente é a número 1 PDU Length: É o tamanho da PDU, excluindo seu próprio tamanho. LDP identifier: Um identificador PDL é uma quantidade seis octectos usado para identificar um rótulo LSR. Os quatro primeiros octetos identificam o LSR que deve ser um valor globalmente exclusivo, como a identificação do roteador 32-bit. Os dois últimos servem para identificar um espaço específico dentro da etiqueta LSR. Assim outros protocolos(inclusive os de roteamento), o LDP possui muitas mensagens, sendo estas com um cabeçalho fixo e uma quantidade de campos variáveis. Essa estrutura é definida como TLV(Type Length Value Tipo Tamanho Valor).

6 O LDP define quatro tipos de mensagens: 1. Discovery messages: HELLO (UDP Multicast) que anuncia e mantem a presença de um LSR na rede; 2. Session messages: Inicialização de Sessão (TCP) Estabelece, mantem e termina sessões entre roteadores vizinhos; 3. Advertisement messages: Anúncio de Endereço e Rótulo (TCP) Cria, muda e termina mapeamentos; 4. Notification messages: Notificação de Erro (TCP) Consulta e sinaliza erros. Uma vez que um vizinho tenha sido descoberto, o LSR ativo (aquele com o menor ID recebido na mensagem de HELLO) estabelece uma conexão TCP com seu vizinho passivo. Após essa fase, os roteadores trocam mensagens de inicialização, que definem qual o modo de propagação de LABELs desejado (Não Solicitado ou Sob Demanda), a periodicidade das mensagens Keep Alive e o MTU do enlace. A mensagem de anúncio de endereços permitem que um roteador conheça os endereços de toda as interfaces de seu vizinho. A mensagem de solicitação de LABEL é enviada apenas no modo Sob Demanda. O LDP define as seguintes mensagens de controle de LABEL:Anúncio de LABEL: oferece ao vizinho um caminho associado a um FEC Remoção de LABEL: remove a oferta de LABEL para uma FEC previamente anunciada Liberação de LABEL: informa ao vizinho que um LABEL previamente solicitado para uma FEC não é mais necessário. A mensagem de notificação é utilizada quando ocorrem erros ou eventos adicionais durante a troca de mensagens entre os LSRs. Exemplos de mensagens de notificação são: TVL desconhecida para LSRs que não suportam CR-LDP, recursos insuficientes, etc (site 3. Configurações e comandos do MPLS e LDP. Esses comandos foram feitos nos roteadores Cisco simulados e seguem a sintaxe que os IOS Cisco da linha de roteadores 2600 utilizam para configurações. As configurações e comandos servem para demonstrar como o protocolo LDP enxerga seus vizinhos na rede MPLS. PE1# interface Serial0/2 // Comando é utilizado para entrar na interface S0/2 e efetuar configurações. ip address // Comando utilizado para configurar o ip na interface S0/2.. mpls ip // Comando muito importante para a simulação deste trabalho, pois habilita o roteamento MPLS na interface S0/2. no shut // Comando utilizado para ativar a interface S 0/2.

7 As mesmas configurações são feitas no roteador PE2. PE2# interface Serial0/0 ip address mpls ip no shut No caso do roteador P, este será o único roteador em que apenas o roteamento MPLS será feito para as rotas dos clientes. A interface S0/0 está conectada com o roteador PE1, e a interface S0/1 está conectada com o roteador PE2. P# interface Serial0/0 ip address mpls ip no shut! interface Serial0/1 ip address mpls ip no shut Seguem exemplos do nosso diagrama em que nos roteadores é demonstrado como funciona mostra uma tag(um label )em cada pacote para identificar o próximo destino do pacote na rede MPLS. Os comandos para verificar a tabela de roteamento MPLS estão descritos abaixo e foram feitos nos roteadores simulados. Contém labels de entrada e saída, além da descrição dos pacotes. Essa á a tabela LFIB do MPLS. PE1#sh mpls forwarding-table Local Outgoing Prefix Bytes tag Outgoing Next Hop tag tag or VC or Tunnel Id switched interface 16 Pop tag /32 0 Se0/2 point2point /32 0 Se0/2 point2point 18 Pop tag /30 0 Se0/2 point2point 19 Aggregate /30[V] Aggregate /30[V] 1348

8 -Local tag:label atribuída pelo router em questão. -Outgoing tag or VC: Número da label que o pacote será marcado. Pode conter 3 valores possíveis [T] Quer dizer que há um túnel para essa conexão. "Untagged" Significa que a interface de saída não utiliza comutação por labels. "Pop tag" Significa que o próximo salto(roteador) está avisando um label NULL para o destino e este roteador tirou o último label. Aggregate: Significa que há vários prefixos para um label local. Prefix or Tunnel Id:Endereço ou Túnel de destino Bytes tag switched:número de bits taggeados Outgoing interface:interface para onde os labels são enviados. Next Hop:Endereço ip do neighbor que receberá o pacote com label É possível verificar que os roteadores PE1 e PE2 utilizam a operação Aggregate PE2#sh mpls forwarding-table Local Outgoing Prefix Bytes tag Outgoing Next Hop tag tag or VC or Tunnel Id switched interface /32 0 Se0/0 point2point 17 Pop tag /32 0 Se0/0 point2point 18 Pop tag /30 0 Se0/0 point2point 19 Aggregate /30[V] Aggregate /30[V] 1144 P#sh mpls forwarding-table Local Outgoing Prefix Bytes tag Outgoing Next Hop tag tag or VC or Tunnel Id switched interface 16 Pop tag / Se0/1 point2point 17 Pop tag / Se0/0 point2point

9 PE1#sh mpls ldp neighbor Peer TDP Ident: :0; Local TDP Ident :0 TCP connection: State: Oper; PIEs sent/rcvd: 25/25; Downstream Up time: 00:19:00 TDP discovery sources: Serial0/2, Src IP addr: Addresses bound to peer TDP Ident: P#sh mpls ldp neighbor Peer TDP Ident: :0; Local TDP Ident :0 TCP connection: State: Oper; PIEs sent/rcvd: 30/28; Downstream Up time: 00:20:47 TDP discovery sources: Serial0/1, Src IP addr: Addresses bound to peer TDP Ident: Peer TDP Ident: :0; Local TDP Ident :0 TCP connection: State: Oper; PIEs sent/rcvd: 25/26; Downstream Up time: 00:19:25 TDP discovery sources: Serial0/0, Src IP addr: Addresses bound to peer TDP Ident: PE2#sh mpls ldp neighbor Peer TDP Ident: :0; Local TDP Ident :0 TCP connection: State: Oper; PIEs sent/rcvd: 29/30; Downstream Up time: 00:21:10 TDP discovery sources: Serial0/0, Src IP addr:

10 Addresses bound to peer TDP Ident: Tecnologia VPN ( Virtual Private Network Rede Virtual Privada) Podemos começar descrevendo a tecnologia VPN que é a implementação de um túnel (um pacote ip dentro de outro pacote ip) entre dois pontos autorizados, e através desta tecnologia é possível conectar duas localidades diferentes como se fosse parte da mesma rede interna com endereçamento ip privado. Esta tecnologia é particularmente interessante também se formos pensar nos custos que deixarão de ser gastos com links de dados dedicados. O tunelamento das conexões VPN podem acontecer a nível de enlance(camada 2) aonde é utilizado PPP sobre IP, e podem acontecer a nível de rede(camada 3) aonde é possível é colocado um cabeçalho adicional antes de enviar o pacote para a internet. Este documento irá frisar somente a VPN de camada 3, pois esta é a tecnologia na qual está baseada a simulação feita com roteadores e que este trabalho se baseia. É neste esquema de VPN de camda 3 que um datagrama vem encapsulado por outro datagrama não tendo nenhuma função de roteamento, sendo transmitido como um mero dado. Utiliza como padrão o protocolo IPSEC para criptografia dos dados transmitidos(chin, 1998). 4.MPLS com VPN Esse método usa tabelas de roteamento IP (baseadas em endereços IP de destino) para enviar o tráfego através da rede da operadora usando um LSP (Label Switched Path). São definidos quat ro componentes básicos: Customer Edge Router (CE): É o roteador do cliente. As redes dos clientes são divulgadas utilizando protocolos como RIP, OSPF e BGP. Provider Edge Router (PE): São os roteadores entre a rede ip do cliente e a rede MPLS da operadora.na rede MPLS cada PE se comunica com os demais PEs da mesma VPN usando IBGP e extensões de MBGP. Um PE que recebe um pacote de um CE é chamado Ingress LER. Um PE que transmite um pacote para um CE é chamado Egress LER.Os PEs contém VRFs para cada VPN. Essas tabelas contém todas as rotas entre o PE e o CE e os LSPs para cada PE que faz parte da mesma VPN. As entradas dessas tabelas são propagadas para todos os PEs da mesma VPN, mas

11 nunca para os roteadores (P), porque eles não precisam dessa informação, já que usam apenas LSPs para fazer comutação do tráfego. Virtual Routing and Forwarding Table (VRF) : É a tabela de roteamento distinta para cada cliente, por isso permite a sobreposição de endereços ip. Provider MPLSDomain formado por Provider Routers (P): que são os roteadores da operadora. Através dos comandos abaixo é possível visualizar a relação entre as tags MPLS (19 e 20) com as sub-redes de cada cliente. PE2#sh mpls forwarding-table vrf ClientA Local Outgoing Prefix Bytes tag Outgoing Next Hop tag tag or VC or Tunnel Id switched interface 19 Aggregate /30[V] 1144 PE2#sh mpls forwarding-table vrf ClientB Local Outgoing Prefix Bytes tag Outgoing Next Hop tag tag or VC or Tunnel Id switched interface 20 Aggregate /30[V] Router Distinguisher e Route Target Para receber rotas pertencentes à VPN diferentes, um atributo chamado Route Distringuer(RD) é prefixado a cada rota anunciada. O RD é um endereço de 12 octetos, utilizando 8 para o próprio RD e 4 para o endereço IP. Esses prefixos são transportados pelo MBGP. Ao anunciar a rota ip, o roteador PE também coloca um label representando essa rota na mensagem BGP e ajusta o parâmetro BGP NEXT_HOP igual ao seu próprio endereço. Cada roteador PE pode alcançar qualquer outro roteador PE através de um LSP. O RD fica associado sempre a um VRF,

12 mas o RD não influencia na distribuição de rotas. Mecanismos utilizado para separar o tráfego de sites que participam de várias VPNs, evitando que um PE aceite rotas de VPNs que ele não transporta são usados atributos de comunidades estendidas de BGP. O at ributo Route Target é incluído com cada rota anunciada para indicar a VPN à qual essa rota pertence. Cada VPN recebe um valor único para Route Target. Quando um roteador PE recebe um anúncio de rota com esse atributo, ele verifica se a VPN correspondente faz parte do grupo de VPNs com as quais ele t rabalha. Caso afirmat ivo, a rota é aceita, caso negat ivo a rota é descartada. Isso evita que todos os PEs t rabalhem com todas as rotas de todas as VPNs existentes na operadora, fato que poderia causar problemas de escalabilidade(referência: site /feature/guide /vrflite.html). Segue a configuração do VRF: PE 1: ip vrf ClientA rd 999:1 route-target export 64999:1 route-target import 64999:1! ip vrf ClientB rd 999:2 route-target export 64999:2 route-target import 64999:2 PE1#sh ip vrf Name Default RD Interfaces ClientA 999:1 Serial0/0 ClientB 999:2 Serial0/1 Se verificarmos as tabelas de roteamento para do roteador PE1, é possível visualizar que são criadas 3 tabelas de roteamento. Uma para cada VRF(ClientA e ClientB) e mais uma para a comunicação ip entre os roteadores PE1 e P que stão diretamente conectados e trocam informações de roteamento ip através de OSPF.

13 PE1#sh ip route vrf ClientA Routing Table: ClientA Gateway of last resort is not set /30 is subnetted, 2 subnets C is directly connected, Serial0/0 B [200/0] via , 00:03:14 PE1#sh ip route vrf ClientB Routing Table: ClientB Gateway of last resort is not set /30 is subnetted, 2 subnets C is directly connected, Serial0/1 B [200/0] via , 00:04:20 PE1#sh ip route Gateway of last resort is not set O OSPF C - connected C O O C O /32 is subnetted, 3 subnets is directly connected, Loopback [110/129] via , 00:06:10, Serial0/ [110/65] via , 00:06:10, Serial0/ /30 is subnetted, 2 subnets is directly connected, Serial0/ [110/128] via , 00:06:10, Serial0/2 Estes comandos abaixo foram feitos no roteadores simulados dos clientes, e servem para demonstrar que é possível fazer a sobreposição de redes, ou seja, dois clientes utilizando a mesma sub-rede, e isto é possível através do VRF. CE_A1#traceroute

14 Type escape sequence to abort. Tracing the route to msec 24 msec 32 msec [MPLS: Labels 16/19 Exp 0] 72 msec 116 msec 104 msec msec 80 msec 72 msec msec 88 msec * CE_B1#traceroute Type escape sequence to abort. Tracing the route to msec 12 msec 36 msec [MPLS: Labels 16/20 Exp 0] 100 msec 80 msec 68 msec msec 72 msec 136 msec msec 144 msec * 4. Labels em VPNs de Camada 3 e BGP Segundo referência do documento(no site _configuration_example09186a f25.shtml): Sample Configuration for ibgp and ebgp With or Without a Loopback Address : Quando um PE recebe um pacote com dest ino para um site remoto, ele insere dois labels no pacote. O label mais externo é para o LSP que conduz até o BGP NEXT_HOP. O label mais interno está associado com o destino final, e foi aprendido com uma mensagem BGP recebidas de um peer. Informações de roteamento para endereços Ipv4 são anunciados por padrão pelo BGP

15 através do comando neighbor remote-as, e começam a funcionar assim que os neighbors são identificados. Nesse caso, como iremos fazer o roteamento com endereços VPN, temos que desabilitar este comportamento. Para isso o BGP necessita de uma configuração extra, que é o comando no bgp default ipv4-unicast para o endereçamento Ipv4 estar de acordo com a tecnologia VPNv4. É utilizado também o ibgp(serve para rotas BGP internas). #(config)router bgp // inicia o processo BGP no roteador #(config-router)no bgp default ipv4-unicast // Desabilita a opção de roteamento ipv4 #(config-router)neighbor remote-as // Indica o número AS do neighbor #(config-router)neighbor update-source Loopback0 // Essa será a interface que receberá atualizações de informações BGP do neighbor. Aqui é possível verificar que as redes entre os roteadores podem ser anunciadas por ibgp(utilizado somente para rotas BGP internas). PE1#sh ip bgp vpnv4 all BGP table version is 12, local router ID is Status codes: s suppressed, d damped, h history, * valid, > best, i - internal, r RIB-failure, S Stale Origin codes: i - IGP, e - EGP,? - incomplete Network Next Hop Metric LocPrf Weight Path Route Distinguisher: 999:1 (default for vrf ClientA) *> / ? *>i / ? Route Distinguisher: 999:2 (default for vrf ClientB) *> / ? *>i / ?

16 5. Conclusão A solução MPLS/VPN vem sendo muito utilizada pelas operadoras de telecomunicações para fazer distinção entre tráfego de dados de diferentes clientes(stakeholders). Através desta tecnologia é possível conectar, por exemplo, várias filiais à sua matriz, ou permitir que possa separar tráfego de voz, de tráfego de dados ou outros tipos de tráfego. MPLS é a escolha certa quando queremos diferenciar o tráfego de dados, utilizando Qos e priorização de tráfego. Outra vantagem do MPLS é a possibilidade de possuir redundância sem necessitar possuir circuitos virtuais permanentes, como as tecnologias Frame-Relay e ATM. Juntamente com o MPLS, podemos destacar a tecnologia VPN (Virtual Private Network) que é uma rede privada, onde pode trafegar informações de forma segura, construída sobre a infraestrutura de uma rede pública, como a internet. Através da tecnologia VPN, podemos também trafegar dados de protocolos de roteamento dinâmicos como OSPF, RIP e BGP, isso é importante pois é possível divulgar para os pontos conectados todos os destinos de sub-redes ip que estão disponíveis. Essa combinação MPLS/VPN é uma tecnologia que está substituindo em larga escala outras tecnologias como ATM e Frame-Relay, e provavelmente será utilizada por muito tempo nos backbones das grandes operadoras.

17 6.BIBLIOGRAFIA JAMHOUR, Edgar. MPLS. /Especializacao/Atual/TARC/ MPLS.ppt Acessado em 13 de março de Cisco. MPLS - LPD.http://www.cisco.com/en/US/docs/ios/12_2s/feature/guide/fsldp2s.html Acessado em 13 de março de 2010 TANENBAUM, Andrew S. Computer Networks. 4 edição, Editora: Pratince Hall Cisco. VRF. Acessado em 15/03/2010. Cisco. BGP(EBGP,IBGP). _example09186a f25.shtml. Acessado em 15/03/2010 InterNetworkPro. Lab MPLS/VPN. Acessado em 25/02/2010 Juniper. MPLS/VPN. Acessado em 30/03/2010 ANUZELLI, Greg. Acessado em 13 de março de CHIN, Liou Kuo. Acessado em 13/03/2010. PROTOCOLS. Acessado em 01/04/2010.

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