DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA HEPATITE AUTO- IMUNE

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1 Hospital do Servidor Público Municipal DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA HEPATITE AUTO- IMUNE ERIKA BORGES FORTES São Paulo 2011

2 ERIKA BORGES FORTES DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA HEPATITE AUTO- IMUNE Trabalho de Conclusão de Curso apresentada à Comissão de Residência Médica do Hospital do Servidor Público Municipal, para obter o título de Residência Médica Área: Gastroenterologia Orientador: Profª Drª Renata Moutinho São Paulo 2011

3 AUTOR: ERIKA BORGES FORTES TRABALHO: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA HEPATITE AUTO-IMUNE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO APRESENTADA À COMISSÃO DE RESIDÊNCIA MÉDICA DO HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL, PARA OBTER O TÍTULO DE RESIDÊNCIA MÉDICA ÁREA: GASTROENTEROLOGIA Componentes da banca examinadora: 1) 2) 3)

4 Sumário 1. Introdução Alterações da imunidade humoral Infiltrado linfóide intra-hepático Hipergamaglobulinemia Auto-anticorpos não órgão-específicos Susceptibilidade genética Alterações da imunidade celular Quadro clínico Exames laboratoriais Anatomia patológica Diagnóstico Diagnóstico diferencial Síndromes de sobreposição Tratamento Tipos de resposta Tratamento da Síndrome de Sobreposição Tratamento na Hepatite Fulminante Tratamento na doença assintomática Tratamento na HAI com auto-anticorpos negativos Suspensão de tratamento Tratamento nos idosos Tratamento em grávidas Transplante hepático CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS... 35

5 Dedico este trabalho aos meus pais, meus exemplos de vida, razão de tudo que eu fiz até hoje.

6 Agradeço à Drª Renata Moutinho pela paciência e dedicação em realizar este trabalho assim como ao Drº Leonardo Altieri e toda a equipe da Gastroenterologia do Hospital do Servidor Público Municipal pelo conhecimento e experiência transmitidos ao longo do curso.

7 RESUMO A hepatite auto-imune (HAI) é uma doença inflamatória do fígado de causa desconhecida. Entre as causas mais atribuídas podem ser citadas agentes ambientais, falência no mecanismo imunológico de imuno tolerância e a predisposição genética colaboram para induzir um ataque imunomediado de células T contra antígenos hepáticos, causando uma progressiva necroinflamação e fibrose no fígado. A apresentação é freqüentemente insidiosa, com sintomas não específicos como fadiga, icterícia, náusea, dor abdominal e artralgias, porém o espectro clínico pode ser variado desde apresentação assintomática até a doença aguda grave. O diagnóstico é feito através de anormalidades histológicas, achados clínicos e laboratoriais característicos, níveis séricos elevados de globulinas e a presença de um ou mais auto anticorpos característicos. As mulheres são mais acometidas que os homens (3,6:1) e a doença é observada em todos os grupos étnicos e qualquer faixa etária. Palavras-chave: hepatite auto-imune; hepatite fulminante; icterícia; doença hepatica cronica; cirrose hepática.

8 ABSTRACT Autoimmune hepatitis (AIH) is a generally unresolving inflammation of the liver of unknown cause. A working model for its pathogenesis postulates that environmental triggers, a failure of immune tolerance mechanisms, and a genetic predisposition collaborate to induce a T cell-mediated immune attack upon liver antigens, leading to a progressive necroinflammatory and fibrotic process in the liver. Onset is frequently insidious with nonspecific symptoms such as fatigue, jaundice, nausea, abdominal pain, and arthralgias at presentation, but the clinical epectrum is wide, ranging from an asymptomatic presentation to an acute severe disease. The diagnosis is based on histologic abnormalities, characteristic clinical and laboratory findings, abnormal levels of serum globulins, and the presence of one or more characteristic autoantibodies. Women are affected more frequently than men (3,6:1) and the disease is seen in all ethnic groups. Key-words: autoimmune hepatitis; fulminant hepatitis; jaundice; chronic liver disease; liver cirrhosis.

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