Quadro de Apoio Comunitário A Certificação Como Fator de Competitividade

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1 Quadro de Apoio Comunitário A Certificação Como Fator de Competitividade

2 Índice: Sistematização de um conjunto de refere ncias relevantes para a contextualização dos instrumentos de apoio ao setor empresarial para o período de programação Identificação das áreas de intervenção do IDE no âmbito dos objetivos temáticos e prioridades de investimento definidos nos documentos referenciais estratégicos Financiamento previsto para as empresas regionais no próximo período de programação e perspetivas para os próximos instrumentos de apoio

3

4 A estratégia Europa 2020 é um plano de dez anos da União Europeia a favor do crescimento. Esta estratégia visa não só a saída da crise mas também a revisão do nosso modelo de crescimento: INTELIGENTE: mediante o investimento na educação, na investigação e na inovação; SUSTENTÁVEL: dando prioridade à transição para uma economia de baixo teor de carbono e a uma indústria competitiva; INCLUSIVO: que dê especial atenção à criação de emprego e à redução da pobreza.

5 Política de Coesão da União Europeia Na sequência da proposta da Comissão Europeia/CE para o Política de Coesão de de 6 de Outubro de 2011, a CE apresentou o Quadro Estratégico Comum que serviu de apoio à definição de prioridades de investimento por parte dos Estados-Membros e das suas regiões e ao consequente desenho dos Contratos de Parceria que os Estados-Membros irão estabelecer com a Comissão, nos quais explicitam as suas estratégias de desenvolvimento com vista à prossecução das metas da Europa 2020.

6 Acordo de Parceria A nível nacional, o Conselho de Ministros, em novembro de 2012, especificou as orientações políticas essenciais à programação do Quadro Estratégico Comum da União Europeia para , bem como as condições institucionais para o processo de negociação com a Comissão Europeia. Prioridades identificadas: promoção da competitividade da economia formação de capital humano promoção da coesão social reforma do Estado

7 Diagnóstico Prospetivo Regional A nível regional, o Diagnóstico Prospetivo Regional organizou os contributos da RAM para o Acordo de Parceria, refletindo de forma objetiva as dimensões-problema, bem como as necessidades de intervenção das políticas públicas da Coesão no horizonte 2020 na ótica da Região. Este documento processou, em versão preliminar, um conjunto relevante de elementos que foram depois incorporados no Documento de Orientação Estratégica Regional, designado "Compromisso

8 Plano de Ação RUP Madeira Em junho de 2013, as RUP apresentaram à CE os seus planos de investimento e crescimento para , tendo demonstrado inequivocamente a sua vontade e o seu compromisso na realização dos eixos da Estratégia da UE a favor da Ultraperiferia. O Plano de Ação RUP Madeira define as linhas gerais da estratégia de desenvolvimento económico e social da RAM para , focalizando a intervenção dos instrumentos de apoio em cinco domínios: Inovação, I&DT e Energia; Competitividade e Internacionalização; Formação de competências; Coesão social; Sustentabilidade ambiental e Coesão territorial.

9 Programas Operacionais Em termos de estruturação operacional dos fundos da Política de Coesão, o Programa Operacional Regional da RAM será entregue à Comissão Europeia de acordo com as prioridades definidas pelo Governo Regional da Madeira. À escala regional, a aplicação da Política de Coesão tem vindo a ser assegurada pela Secretaria Regional do Plano e Finanças, cujas atribuições são prosseguidas pelo Instituto de Desenvolvimento Regional (IDR).

10 PO RAM A arquitetura de Eixos do PO RAM e os objetivos específicos associados às Prioridades de investimento escolhidas, encontram-se alinhados com as prioridades estratégicas formulados pela Estratégia Europa 2020 e pelo Programa Nacional de Reformas. As opções do PO RAM encontram-se, igualmente, em linha com as prioridades da política de coesão para as Regiões Ultraperiféricas, sendo de salientar a relevância atribuída ao apoio às PMEs (quer no âmbito do reforço da competitividade via acesso aos Sistemas de Incentivos, quer em sede Compensação por Sobrecustos) e à abordagem da Dimensão Social.

11 PO RAM Diamante Estratégico da RAM, no horizonte 2020

12 Estrutura do Estrutura Programa do Madeira Programa Madeira Objetivo Temático/ EIXO Reforço da investigação, do desenvolvimento tecnológico e da inovação (objetivo I&D) 2. Melhorar o acesos às tecnologias de informação e da comunicação, bem como a sua utilização e qualidade 3. Reforço da Competitividade das Pequenas e Médias Empresas (PME's) 4. Apoiar a transição para uma economia de baixo teor de carbono em todos os sectores 5. promover a adaptação às alterações climáticas e a prevenção e gestão de riscos 6. Proteger o ambiente e promover a eficiência de recursos 7. promover transportes sustentáveis e eliminar os estrangulamentos nas principais redes de infraestruturas 8. Promover o emprego e apoiar a mobilidade laboral 9. Promover a inclusão social e combater a pobreza (objetivo pobreza) 10. Investimento em competências, educação e aprendizagem ao longo da vida (objetivo educação) 11. Reforçar a capacidade institucional e uma administração pública eficiente Assistência Técnica

13 Atuação específica do IDE no próximo quadro OT 1 - Reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação OT 3 - Reforçar a competitividade e a internacionalização das pequenas e médias empresas OT 4 - Apoiar a transição para uma economia com baixas emissões de carbono em todos os setores

14 OT 1 Reforçar I&DT e a inovação Dentro deste objetivo temático, foram definidas duas prioridades de investimento, sendo uma delas direcionada para as infraestruturas tecnológicas da competência das entidades públicas e outra direcionada para as empresas, nomeadamente no que toca: Promoção do investimento das empresas em inovação e investigação; Desenvolvimento de ligações e sinergias entre empresas, centros de I&D e o setor do ensino superior, em especial a promoção do desenvolvimento de produtos e serviços; Transferência de tecnologia, inovação social e coinovação e aplicações de interesse público, no estímulo da procura, em redes, clusters e inovação aberta através da especialização inteligente; Apoio à investigação tecnológica aplicada, linhas piloto, ações de validação precoce de produtos, capacidades avançadas de produção e primeira produção, em especial no que toca às tecnologias facilitadoras essenciais e à difusão de tecnologias de interesse geral.

15 OT 1 Ações a apoiar nesta prioridade de investimento: Investimentos em Projetos Individuais e de Desenvolvimento Experimental; Investimentos em Projetos em Copromoção (parceria) com entidades públicas e privadas do SRDITI; Investimentos na criação/reforço de centros, núcleos e laboratórios de IDT empresariais, incluindo a fixação na RAM de filiais de empresas internacionais; Promoção da valorização e demonstração de processos de IDT com vista à internacionalização de produtos e/ou serviços ou processos de empresas baseadas na RAM; Promoção de Vales IDT para criação de start-up s e pequenas atividades empresariais por investigadores inseridos em entidades do SRDITI; Apoio à procura de serviços tecnológicos por parte de PME.

16 OT 3 Reforçar a competitividade e a internacionalização das PMEs Dentro deste objetivo temático, foram definidas quatro prioridades de investimento: Promoção do espírito empresarial (empreendedorismo) facilitando nomeadamente o apoio à exploração económica de novas ideias e incentivando a criação de novas empresas, designadamente através de viveiros de empresas; Desenvolvimento e aplicação de novos modelos empresariais para as PME, especialmente no que respeita à internacionalização; Apoio à capacidade das PME de crescerem em mercados regionais, nacionais e internacionais e de empreenderem processos de inovação; Compensação dos sobrecustos da ultraperificidade.

17 OT 3 Ações a apoiar nestas prioridades de investimento: Investimentos que visem fomentar o empreendedorismo, como projetos de cooperação de empresas residentes com empresas não residentes, centros de incubação de empresas, programas de benchmarking de inovação, etc.; Investimentos que visem o aumento da incorporação de produção local de bens e serviços nos consumos intermédios do cluster do turismo e no consumo intermédio das empresas exportadoras; Investimentos que visem o aumento das exportações regionais de bens e serviços e a promoção em mercados externos; Investimentos que visem o apoio à internacionalização ativa das empresas.

18 (cont.) Investimento no desenvolvimento de produtos e serviços TIC e de natureza inovadora; Investimentos que visem o aumento das vendas no mercado local através de inovações de processo, produto ou organização da gestão e aplicações de e-commerce; Investimentos que promovam, de forma sistemática e integrada, a utilização das novas tecnologias de informação e de comunicação (TIC); Investimentos em projetos de qualificação das estratégias das PME (moda e design, desenvolvimento e engenharia de produtos, economia digital e TIC, propriedade industrial, certificação, eficiência energética).

19 OT 4 - Apoiar a transição para uma economia com baixas emissões de carbono Neste objetivo temático e no âmbito de atuação específica do IDE, foi identificada como prioridade de investimento: Promoção da eficiência energética e das energias renováveis nas empresas

20 OT 4 Ações a apoiar nesta prioridade de investimento: Contratos de desempenho energético com as empresas; Auditorias energéticas, diagnósticos energéticos e planos de racionalização dos consumos de energia; Ações de sensibilização para alteração de comportamentos nas empresas; Operações de eficiência energética nas frotas de transportes das empresas e na logística.

21 Ações apoiadas na área da qualidade e das TIC no Quadro Comunitário : Investimentos em certificação dos sistemas de gestão da qualidade, ambiental, segurança e saúde no trabalho, segurança alimentar bem como certificação de sistemas integrados e certificação energética e da qualidade do ar interior nos edifícios Exemplo de despesas elegíveis: despesas com a entidade certificadora; auditorias; serviços de assistência técnica e de consultoria; despesas inerentes à obtenção de certificação; equipamentos indispensáveis ao projeto na área da certificação da qualidade, ambiente e segurança e saúde no trabalho, etc.

22 Ações apoiadas na área da qualidade e das TIC no Quadro Comunitário : Investimentos em tecnologias de informação e comunicação Exemplo de despesas elegíveis: desenho e instalação da infraestrutura de rede local; assistência técnica e/ou tecnológica e consultoria; equipamentos informáticos e software de base; registo de domínios, marcas e patentes; introdução de novas técnicas e tecnologias inovadoras, etc.

23 Financiamento Madeira Em matéria de financiamento, no período e no a mbito do Quadro Estratégico Comum (QEC), a Madeira ira receber 844 milhões de Euros, montante a que ira acrescer a alocac a o específica adicional por ser considerada uma Regia o Ultraperife rica de 30 / habitante (cerca de 52 milho es de euros), com todas as verbas europeias a ter uma taxa de co-financiamento de 85%. Estes recursos devera o maioritariamente financiar as a reas tema ticas da Investigac a o e Inovac a o, do Apoio a s PME s, da Transic a o para a Economia de baixo teor de carbono, do Potencial Humano e da Inclusa o Social e Emprego.

24 Verbas previstas para PO RAM PO RAM 403 M (FEDER / FSE) OT 1 - Reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação 25 M OT 3 - Reforçar a competitividade e a internacionalização das pequenas e médias empresas 110 M OT 4 - Apoiar a transição para uma economia com baixas emissões de carbono em todos os setores 15 M

25 Diretivas para os próximos Instrumentos de Apoio às empresas Os Sistemas de Incentivos ao Investimento nas empresas devem ser seletivos, apostar claramente em estrate gias empresariais orientadas para o reforc o da competitividade atrave s de alterac o es qualitativas no processo de produc a o e/ou de comercializac a o, ou de racionalizac a o de custos e pela introduc a o de novas tecnologias; O investimento diretamente produtivo devera ser apoiado apenas em operac o es de complementaridade efetiva com os fatores dina micos de competitividade; A componente Internacionalizac a o deve ser valorizada, recriando, dentro de regras comunita rias restritivas no domi nio da Concorre ncia, um modelo de apoio a expansa o das empresas madeirenses para o exterior, designadamente para fora do espac o da Unia o Europeia, adaptado a s necessidades reais dos empresa rios que pretendem estabelecer canais para a Internacionalizac a o.

26 Os apoios a projetos que na o se traduzam em mudanc a qualitativa significativa para as empresas promotoras ou para a competitividade da Regia o, devem ter acesso apenas a s Linhas de Cre dito ou a outros instrumentos de Engenharia Financeira e ser avaliados segundo os crite rios de rendibilidade financeira na o tica empresarial incorporando uma margem de risco adequada a natureza do investimento; As Linhas de Cre dito devem ser focalizadas nos seus objetivos de modernizac a o empresarial e constituir instrumentos complementares dos Sistemas de Incentivos; Os projetos start-up ou inovadores com elevado risco devem ser canalizados para fundos de capital de risco ou business angels a criar;

27 Como forma de assegurar a racionalidade econo mica dos investimentos apoiados, os incentivos a s empresas devera o, em regra, assumir uma natureza reembolsa vel; Os incentivos na o-reembolsa veis ao investimento empresarial devera o restringir-se a situac o es que envolvam níveis extremos de falhas de mercado e que produzam benefi cios sociais significativos (p.e., na promoc a o de projetos de I&D).

28 Em termos operacionais, a concec a o dos novos Sistemas de Incentivos devera, ainda, assegurar: Focalizac a o sectorial em atividades capazes de competir nos mercados regional e global, nomeadamente em segmentos dos bens transaciona veis expostos a concorre ncia externa; Focalizac a o tema tica concentrando apoios nos fatores dina micos de competitividade de natureza na o diretamente produtiva, sobretudo imateriais; Focalizac a o em empreendedorismo inovador e qualificante do tecido regional, distinguindo entre empreendedorismo de base tecnolo gica e empreendedorismo de outra natureza; Reforc o da efica cia territorial dos incentivos: atacando de frente a questa o da coesa o territorial da Regia o, no sentido de garantir uma discriminac a o positiva para o territo rio exterior ao Funchal.

29 Prioridades de desenvolvimento empresarial e sistemas de incentivos

30 Obrigada! Filipa Torres Martins Vogal do Conselho Diretivo do Instituto de Desenvolvimento Empresarial da RAM Telefone: Site:

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