REGULAMENTO DOS CURSOS DE MESTRADO FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA 1.º

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1 REGULAMENTO DOS CURSOS DE MESTRADO FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA 1.º APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS DE CRIAÇÃO OU RENOVAÇÃO DE CURSOS DE MESTRADO 1. As propostas de criação ou renovação de cursos de Mestrado, formuladas pelas Comissões Científicas de Grupo, deverão ser apresentadas ao Conselho Científico até 15 de Junho do ano civil que precede o ano de abertura dos referidos cursos. 2. O Conselho Científico deliberará sobre essas propostas na sua primeira reunião do mês de Julho. 3. As propostas de criação de novos cursos de Mestrado deverão contemplar um preâmbulo, no qual se justifique a conveniência do curso e se fundamente a sua organização interna, e terão de especificar as áreas científica e de especialização do curso, a estrutura curricular, a carga horária, os créditos atribuídos a cada seminário, o número de vagas, as habilitações requeridas para acesso ao curso, os critérios de selecção e as provas de selecção (quando as houver). 4. As propostas de renovação de cursos de Mestrado deverão ser acompanhadas por um balanço sucinto dos resultados obtidos nas edições anteriores. 5. As propostas de criação ou renovação de cursos de Mestrado deverão conter em anexo, para fins internos, o nome do docente que a respectiva Comissão Científica de Grupo tiver aprovado como director do curso e a indicação nominal dos docentes que assegurarão os seminários. 6. O director do curso de Mestrado será sempre um dos docentes do respectivo curso. 7. No caso de se prever o recurso a docentes exteriores à Faculdade ou o convite a conferencistas, a indicação dos encargos deverá ser contemplada, também em anexo. 2.º APRESENTAÇÃO AO REITOR DE PROPOSTAS DE DESPACHOS DE ABERTURA DE CURSOS DE MESTRADO 1. Até 31 de Janeiro de cada ano, o Conselho Científico enviará ao Reitor da Universidade as propostas de despacho de abertura dos cursos de Mestrado que deverão funcionar a partir de Outubro do mesmo ano. 2. Nessas propostas definir-se-ão: o numerus clausus e a percentagem de lugares cativos, destinados a docentes do ensino superior; os prazos de candidatura e de matrícula; a data de início do ano escolar; o montante das propinas; os planos curriculares e respectivas unidades de crédito; as condições de acesso; as provas de acesso (quando as houver). 3.º COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DA FORMAÇÃO PÓS-GRADUADA Os directores dos diferentes cursos de Mestrado integrarão a Comissão de Acompanhamento da Formação Pós-Graduada. O Presidente do Conselho Científico, que presidirá a esta Comissão, convocará

2 reuniões sempre que julgar oportuno. Haverá, pelo menos, uma reunião por semestre. Entre outras funções, competir-lhe-á efectuar o balanço das actividades desenvolvidas e apresentar propostas sobre iniciativas a tomar, no âmbito da referida formação. 4.º ESTRUTURA DOS CURSOS 1. Os cursos de Mestrado, incluindo a apresentação da dissertação, terão, nos termos do art.º 7.º do Decreto-Lei n.º 216/92, a duração de quatro semestres. 2. A parte curricular dos cursos de Mestrado, limitada aos primeiros dois semestres, deverá funcionar em regime de seminários semestrais, com o peso correspondente, em unidades de crédito, ao atribuído às aulas teóricas no n.º 2 do art.º 3.º do Decreto Lei n.º 173/80 de 29 de Maio, e, pelas disposições do European Credit Transfer System (ECTS), a um total de 30 ECTS por semestre. 3. No segundo ano, consagrado à preparação da dissertação, funcionará um seminário de orientação (3 horas), com periodicidade mensal, correspondente a 2 unidades de crédito e 10 ECTS. À dissertação, uma vez aprovada em provas públicas, corresponderão 10 unidades de crédito e 50 ECTS. 4. Os seminários poderão ser de frequência obrigatória ou facultativa. Neste último caso, poderão ser proporcionados seminários em número superior aos exigidos para cumprimento da parte curricular. O número de alunos em cada um destes seminários não deverá ser inferior a 3 nem superior a Cada seminário terá uma sessão semanal com a duração máxima de 3 horas. 6. A inscrição na parte curricular dos cursos de Mestrado obriga à matrícula na totalidade das disciplinas que constituem o seu elenco. 5.º HABILITAÇÕES DE ACESSO E CRITÉRIOS DE SELECÇÃO DOS CANDIDATOS 1. As propostas de criação ou de renovação de cursos de Mestrado deverão indicar as licenciaturas que constituem habilitação de acesso. 2. Os candidatos serão seriados, tendo obrigatoriamente em conta os seguintes critérios: informação final da licenciatura, habilitações específicas relevantes para a área do curso de Mestrado e currículo científico e profissional. 3. Podem candidatar-se aos cursos de Mestrado os licenciados com informação final mínima de 14 valores. 4. Excepcionalmente, em casos devidamente justificados, poderão ser admitidos candidatos cujo currículo demonstre uma adequada preparação científica de base, embora licenciados com classificação inferior a 14 valores. 5. Excepcionalmente, em casos devidamente justificados, poderão ser admitidos à matrícula titulares de outras licenciaturas para além das definidas como habilitação normal, desde que os respectivos currículos demonstrem uma adequada preparação científica de base. 6. Poderão ser definidas provas como condição de acesso, quer para todos os candidatos, quer apenas para aqueles previstos nos números 4 e 5 do presente artigo. 7. O Conselho Científico, em casos excepcionais, poderá determinar a obrigatoriedade de frequência de disciplinas do elenco das licenciaturas, tendo em vista complementar a formação dos alunos.

3 6.º NÚMERO E RESERVA DE LUGARES 1. O número de lugares propostos para cada curso de Mestrado não poderá ser inferior a doze. 2. Serão reservados, em cada processo de candidatura, 50% dos lugares para docentes do Ensino Superior. 3. Se os candidatos a que se refere o número anterior não atingirem a percentagem definida, serão os lugares sobrantes postos à disposição dos outros candidatos. 4. Nenhum curso de Mestrado poderá funcionar com menos de seis alunos, excepto se for assegurado em simultâneo com um curso de Pós-Graduação. 5. Nenhum seminário poderá funcionar com menos de três alunos. 7.º SERIAÇÃO DOS CANDIDATOS E RECLAMAÇÕES 1. Aprovada pelo Conselho Científico a lista de candidatos admitidos aos cursos de Mestrado, esta será tornada pública e conceder-se-á aos excluídos um prazo de 10 dias úteis para a apresentação de reclamações. 2. Os candidatos que preencherem os requisitos legais para admissão, mas que ultrapassem o numerus clausus, deverão ser seriados, ficando como suplentes. 3. Não se fará a seriação dos candidatos excluídos por não preencherem os requisitos legais. 4. A classificação de licenciatura a ter em conta na selecção dos candidatos deverá ser, para os alunos que apresentem o diploma de licenciatura no Ramo de Formação Educacional ou da Via de Ensino, aquela que conste deste. Apenas em caso de empate se poderá conceder prioridade aos candidatos com melhor classificação no diploma de licenciatura não profissionalizante. 8.º READMISSÕES 1. Os licenciados que tenham frequentado um curso de Mestrado sem aproveitamento na totalidade das disciplinas que compõem a sua parte curricular poderão candidatar-se de novo a um Mestrado na mesma área de especialização, sempre que, admitidos os candidatos que se apresentaram a concurso pela primeira vez, haja vagas sobrantes. 2. Os candidatos a um curso de Mestrado que, tendo obtido aprovação na parte curricular do mesmo curso, em anos anteriores, não tenham apresentado a respectiva dissertação nos prazos estabelecidos, podem ser admitidos, como supranumerários, uma única vez. 9.º REGIME DE AVALIAÇÃO 1. O regime de avaliação será definido pela direcção do curso de Mestrado no início do curso. 2. Os alunos serão obrigados à frequência de 75% das aulas asseguradas em cada seminário da parte curricular do respectivo curso. 3. A classificação dos seminários será quantitativa, exprimindo-se numa escala de 0 a 20 valores. 4. A obtenção, num seminário, de uma classificação inferior a 10 valores será considerada reprovação.

4 5. A reprovação em qualquer um dos seminários da parte curricular impossibilita a apresentação da dissertação de Mestrado em provas públicas. 6. Só acedem ao segundo ano (3.º e 4.º semestres) do curso os alunos que obtenham média igual ou superior a 14 valores na parte curricular. 10.º EQUIVALÊNCIAS 1. Serão admitidas equivalências à totalidade ou a parte dos seminários curriculares, mediante requerimento dirigido ao Presidente do Conselho Científico. 2. No caso de o aluno não ter alcançado média igual ou superior a 14 valores na parte curricular ou se, tendo-a alcançado, não tiver obtido o grau de Mestre, poderá requerer a concessão de equivalência da parte curricular ao curso de Pós-Graduação concomitante e a passagem do respectivo diploma. 11.º PRAZOS DE CANDIDATURA E INSCRIÇÃO E CALENDÁRIO ESCOLAR 1. As candidaturas aos cursos de Mestrado decorrerão entre 1 de Junho e 31 de Julho. 2. A apreciação das candidaturas decorrerá de 1 a 15 de Setembro. 3. Entre 1 e 15 de Setembro, realizar-se-ão as provas de acesso previstas no n.º 6 do artigo 5.º do presente regulamento. 4. Os presidentes das Comissões Científicas de Grupo deverão enviar ao Conselho Científico, na sequência imediata da apreciação das candidaturas, a lista dos candidatos aprovados. 5. O Conselho Científico, na sua primeira reunião de Setembro, pronunciar-se-á sobre as listas de candidatos admitidos. 6. O prazo de inscrição dos alunos seleccionados decorrerá nos 15 dias subsequentes à afixação da lista de seriação dos candidatos. 7. Se, realizada a inscrição no prazo indicado no número anterior, restarem algumas vagas, abrir-se-á novo período de candidaturas, na primeira quinzena de Outubro. 12.º DESIGNAÇÃO DE ORIENTADORES 1. Todos os mestrandos terão um orientador das respectivas dissertações. 2. O orientador será necessariamente um docente que tiver assegurado um seminário do curso. 3. Em casos devidamente fundamentados, e com aprovação prévia do Conselho Científico, os mestrandos poderão elaborar a sua dissertação em regime de co-orientação. 4. Os alunos que tenham sido admitidos ao curso, na qualidade de supranumerários, poderão manter o seu orientador original, em regime de co-orientação, com um docente do mestrado em que são supranumerários. 5. Os mestrandos deverão entregar, até 2 meses depois da afixação das notas dos seminários da parte curricular, uma declaração, dirigida ao Presidente do Conselho Científico, em que indiquem o tema da dissertação e o nome do orientador, com a aceitação devidamente confirmada por este.

5 13.º ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DISSERTAÇÕES 1. As dissertações não deverão exceder as 150 páginas de texto, formato A4 e com caracteres por página, sem contagem de espaços. 2. Para o cálculo das referidas dimensões não contam notas, apêndices documentais e ilustrações. 3. As dissertações deverão ser apresentadas até ao dia 31 do mês de Outubro do ano lectivo destinado à elaboração da dissertação. 4. De cada dissertação deverão ser entregues 7 exemplares, acompanhados do mesmo número de exemplares do respectivo curriculum vitae. 5. As dissertações entregues deverão ser acompanhadas de um parecer do professor orientador e de um requerimento de admissão, dirigido ao Presidente do Conselho Científico. 14.º ACEITAÇÃO E DEFESA DAS DISSERTAÇÕES 1. Recebida a dissertação, a Comissão Científica da área em que se integra o curso de Mestrado dispõe de 30 dias para propor o júri. 2. O Conselho Científico dispõe igualmente de 30 dias para se pronunciar sobre as propostas de júri apresentadas pelas Comissões Científicas das áreas em que se inserem os cursos de Mestrado. 3. O despacho de nomeação do júri deve, no prazo de cinco dias, ser comunicado, por escrito, ao candidato e afixado em local público. 4. Nos 30 dias subsequentes à publicação do despacho de nomeação do júri, este profere um despacho liminar no qual se declara aceite a dissertação ou, em alternativa, se recomenda, ao candidato, a sua reformulação. 5. Verificada a situação a que se refere a parte final do número anterior, o candidato dispõe de um prazo de 90 dias, improrrogável, durante o qual pode proceder à reformulação da dissertação ou declarar que a pretende manter tal como a apresentou. 6. Recebida a dissertação reformulada ou feita a declaração referida no número anterior procede-se à marcação das provas públicas de discussão. 7. Considera-se ter havido desistência do candidato se, esgotado o prazo referido no n.º 5, este não apresentar a dissertação reformulada, nem declarar que prescinde dessa faculdade. 8. As provas devem ter lugar no prazo de 60 dias a contar: a) Do despacho de aceitação da dissertação; b) Da data da entrega da dissertação reformulada ou da declaração de que se prescinde da reformulação. 9. O júri encarregado da discussão da dissertação será constituído por três membros: o Director do mestrado, o professor orientador e um professor exterior à Faculdade, considerado especialista na área científica do mestrado. Excepcionalmente, em situações que o justifiquem, o júri poderá ser constituído por quatro docentes. 10. A presidência do júri caberá ao director do curso de Mestrado, que poderá delegar num outro docente do curso. Esta delegação deverá recair no professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra de maior categoria e, dentro desta, de maior antiguidade. 11. A arguição principal estará a cargo do professor exterior à Faculdade e terá a duração máxima de 30 minutos; os restantes membros do júri poderão participar na discussão da dissertação. 12. A discussão da dissertação terá a duração máxima de 90 minutos e ao candidato será proporcionado, para sua defesa, o mesmo tempo que aos arguentes.

6 13. A classificação final do Mestrado, que deverá ter em conta as classificações obtidas na parte curricular, será expressa pelas fórmulas de: Reprovado, Aprovado com Bom, Aprovado com Bom com Distinção e Aprovado com Muito Bom. 15.º CERTIFICADO DE APROVEITAMENTO E DIPLOMA 1. Será passado um certificado aos alunos que, tendo realizado com aproveitamento a parte curricular do curso de Mestrado, o solicitem. 2. Será passado um diploma de Mestrado aos alunos que realizem, com aprovação, as provas públicas de defesa da respectiva dissertação. 3. Os alunos que tenham obtido aproveitamento,mas que não estejam nas condições enunciadas no número anterior do presente artigo, têm o direito de requerer um diploma de Pós-Graduação do curso concomitante com o do Mestrado que frequentaram, quando exista (conforme o disposto no n.º 2 do artigo 10.º). Nos casos eventualmente omissos, aplicar-se-á o disposto no Decreto Lei n.º 173/80, de 29 de Maio, e no Decreto-Lei n.º 216/92, de 13 de Outubro. 16.º Aprovado em reunião da Comissão Coordenadora do Conselho Científico a 13 de Junho de Alterado em reunião da Comissão Coordenadora do Conselho Científico a 25 de Julho de Revisto em reunião da Comissão Coordenadora do Conselho Científico a 7 de Julho de O Presidente do Conselho Científico (Prof. Doutor José M. Amado Mendes)

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