Sistema Nervoso Autonômico (SNA)

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1 Laboratório de Neurofisiologia, DFF, CCB, UFPE 1 Sistema Nervoso Autonômico (SNA) Reginaldo P. Silva 1. Introdução. O SNA é critico para a sobrevivência do indivíduo e da espécie porque regula a homeostasia e a reprodução. A homeostasia é a manutenção de um meio ambiente interno ótimo, incluindo a temperatura corporal e a composição química dos tecidos e dos líquidos. Regulando a atividade dos órgãos internos (vísceras) e da vasculatura, o SNA regula a circulação, a respiração, a digestão, o metabolismo, as secreções, a temperatura corporal e a reprodução. 2. Receptores sensoriais. Mecanoceptores que respondem à pressão e ao estiramento estão localizados nos átrios, ventrículos, artérias carótidas e nos pulmões. Quimioceptores ficam localizados nos corpos carotídeo e aórtico (respondem ao oxigênio), no bulbo (respondem ao íon hidrogênio e ao dióxido de carbono) e no hipotálamo (respondem aos níveis sangüíneos de glicose e às concentrações eletrolíticas). Outros quimioceptores estão no estômago, nos brotamentos gustativos e no bulbo olfativo e também respondem a compostos químicos. Nociceptores são encontrados em todas as vísceras e nas paredes arteriais. Estes são responsivos ao estiramento e à hipoxia, assim como a substâncias químicas irritantes. Termoceptores no hipotálamo são sensíveis a variações muito pequenas da temperatura do sangue circulante. Os cutâneos respondem às variações da temperatura externa. 3. Vias aferentes. Medula espinhal raízes dorsais. Tronco encefálico Nervos cranianos. Nervos facial (VII), glossofaríngeo (IX) e vago (X) conduzindo informação gustativa, enquanto os nervos glossofaríngeo e vago transmitem informação gerada nas vísceras

2 Laboratório de Neurofisiologia, DFF, CCB, UFPE 2 4. Regulação central da função visceral Nervos cranianos núcleo solitário áreas de controle visceral na ponte e no bulbo e para Áreas moduladoras no hipotálamo, tálamo e sistema límbico. As áreas moduladoras regulam a atividade das áreas que controlam diretamente uma determinada função. Por exemplo, o sistema límbico não controla diretamente a freqüência respiratória, mas, influencia a atividade de áreas de controle respiratório na ponte e no bulbo. Aferentes viscerais medula espinhal eferentes viscerais (reflexos autonômicos) e neurônios que ascedem para regiões no tronco encefálico, hipotálamo e tálamo. Aferentes nociceptivos viscerais formam conexões adicionais com os aferentes nociceptivos somato-sensoriais, que contribuem para a dor referida, e, com os eferentes somáticos, para produzir a proteção muscular esquelética. A informação aferente autonômica é processada no núcleo solitário, na medula espinhal e em áreas no tronco encefálico, do hipotálamo e do tálamo. 4.1 Controle das funções autonômicas pelo bulbo e pela ponte. Áreas no bulbo regulam a freqüência cardíaca, a respiração, o grau de vasoconstrição e de vasodilatação por meio de sinais para os neurônios eferentes autonômicos na medula espinhal e por sinais conduzidos pelos nervos vagos. Áreas na ponte também participam da regulação da respiração. 4.2 Participação do hipotálamo, do tálamo e do sistema límbico, na regulação autonômica. Estas estruturas modulam o controle autonômico pelo tronco encefálico. O hipotálamo recebe a informação visceral e, sendo o principal controlador da homeostasia, a usa para manter o equilíbrio no interior do corpo. Atuando sobre a glândula hipófise, os centros reguladores do tronco cerebral e a medula espinhal, ele também influencia as atividades cardiorrespiratórias, metabólicas, de reabsorção de água e digestiva. O tálamo retransmite a informação visceral, em sua maioria, para o sistema límbico. O sistema límbico está envolvido com as emoções, o humor e a motivação. Quando ativadas, estas áreas produzem respostas autonômicas que incluem o aumento da freqüência cardíaca, devido à ansiedade, a ruborização, quando embaraçado, e choro.

3 Laboratório de Neurofisiologia, DFF, CCB, UFPE 3 As funções vitais são controladas por áreas no bulbo e na ponte. O hipotálamo, o tálamo e o sistema límbico modulam o controle exercido pelo tronco encefálico. 4.3 Integração da informação. A regulação autonômica é muitas vezes realizada pela integração da informação conduzida pelos aferentes periféricos com a informação gerada em receptores no sistema nervoso central. Quimioceptores no corpo carotídeo ( O 2 ) nervo glossofaríngeo núcleo solitário áreas de controle autonômico amplitude e freqüência dos movimentos respiratórios. Se neurônios do bulbo, diretamente sensíveis à concentração de CO 2 e H + (ph) no sangue, detectam um desvio para fora da faixa fisiológica ótima, a respiração vai ser ajustada. 5. Vias eferentes. Os neurônios eferentes autonômicos são classificados como simpáticos ou parasimpáticos. As conexões entre o SNC e os efetores são, em geral, vias de dois neurônios, o pré-ganglionar e o pós-ganglionar. 5.1 Diferenças entre o sistema motor somático e o sistema eferente autonômico. O sistema motor somático (músculos esqueléticos) é voluntário e difere do sistema eferente autonômico (que inervam os demais órgãos) em três aspectos principais: 1 A regulação das funções autonômicas é tipicamente inconsciente, podendo ser exercida por hormônios, ao contrário do sistema nervoso somático. 2 Muitos órgãos internos podem funcionar independentemente das aferências do sistema nervoso. Por exemplo, as atividades independentes do coração e do trato gastrintestinal (cérebro visceral). Isto não acontece com a musculatura esquelética. 3 As vias eferentes somáticas usam um neurônio; as vias eferentes autonômicas usam, em geral, dois neurônios, com sinapse fora do sistema nervoso central. 5.2 Neurotransmissores usados no sistema eferente autonômico. Neurônios colinérgicos secretam acetilcolina. Neurônios adrenérgicos secretam norepinefrina e epinefrina.

4 Laboratório de Neurofisiologia, DFF, CCB, UFPE Neurônios e receptores colinérgicos. Neurônios que secretam acetilcolina incluem: Todos os neurônios pré-ganglionares do SNA; Neurônios pós-ganglionares do sistema parassimpático; Neurônios pós-ganglionares simpáticos que inervam as glândulas sudoríparas e alguns que inervam os vasos sangüíneos do músculo esquelético. O efeito de um neurotransmissor depende do tipo de receptores ativados por ele. Os receptores colinérgicos podem ser de dois tipos: 1. Os receptores nicotínicos, que podem ser ativados pela nicotina (extraída do tabaco), estão presentes nos neurônios pós-sinápticos dos gânglios autonômicos. Estes receptores, quando ativado pela acetilcolina, produzem um potencial pós-sináptico excitatório (PPSE); 2. Os receptores muscarínicos, ativados pela muscarina (extraída de cogumelos), estão presentes nas membranas dos efetores. Ao ser ativado pela acetilcolina, este receptor provoca uma resposta mediada por proteína G, que pode ser um PPSE ou um potencial pós-sináptico inibitório (PPSI) Neurônios e receptores adrenérgicos. O transmissor liberado pela maioria dos neurônios pós-sinápticos simpáticos é a norepinefrina. A medula adrenal libera epinefrina e norepinefrina diretamente no sangue. Os receptores que fixam a norepinefrina e a epinefrina são chamados receptores adrenérgicos. Estes receptores podem ser designados como α (α 1 e α 2 ) e β (β 1 e β 2 ). Os neurônios colinérgicos secretam acetilcolina. Os receptores colinérgicos são nicotínicos ou muscarínicos. Os neurônios adrenérgicos secretam norepinefrina e epinefrina. Os receptores adrenérgicos são α e β. 6. Sistema nervoso simpático (SNS). 6.1 Neurônios eferentes simpáticos. Os corpos celulares dos neurônios pré-ganglionares simpáticos ficam situados no corno lateral da substância cinzenta da medula espinhal entre T1 e L2. Estes neurônios

5 Laboratório de Neurofisiologia, DFF, CCB, UFPE 5 eferentes simpáticos inervam a medula adrenal, os vasos sangüíneos, as glândulas sudoríparas, as células eretoras dos pêlos e as vísceras Eferentes simpáticos para a medula adrenal. Existem conexões diretas entre a medula espinhal e a medula adrenal. A medula adrenal pode ser considerada um gânglio simpático especializado, que secreta epinefrina e norepinefrina para a corrente sangüínea Eferentes simpáticos para a periferia e para as vísceras torácicas. Os eferentes simpáticos para os membros, a face, a parede corporal, o coração e os pulmões fazem sinapses em gânglios situados a cada lado da coluna vertebral, chamados gânglios paravertebrais. Estes se interligam formando as cadeias simpáticas. Neurônio pré-ganglionar: Medula espinhal raiz ventral nervo espinhal ramo comunicante branco gânglios paravertebrais sinapse ou antes da sinapse. Neurônio pós-ganglionar: Gânglio paravertebral ramo comunicante cinzento ramo ventral ou dorsal de um nervo periférico periferia. Os gânglios paravertebrais cervicais são inervados por fibras pré-ganglionares que ascendem desde a medula torácica superior. Estes gânglios são designados como superior, médio e cérvico-torácico (estelado). As fibras pós-ganglionares originadas nos gânglios cervical superior e estelado inervam as artérias da face, dilatam a pupila do olho e ajudam a elevar a pálpebra superior. Outras fibras, originadas no gânglio cérvico-torácico, descem junto com as fibras do gânglio cervical médio, para inervar o coração e os pulmões. Os gânglios paravertebrais lombares inferiores e sacrais são inervados por fibras préganglionares que descem da medula lombar superior. Os neurônios pós-ganglionares, dos gânglios paravertebrais lombares inferiores e sacrais inervam os efetores dos membros inferiores Eferentes simpáticos para os órgãos abdominais e pélvicos. Os axônios pré-ganglionares simpáticos para os órgãos abdominais e pélvicos passam pelos gânglios simpáticos sem fazer sinapses, só o fazendo em gânglios situados fora da cadeia simpática, perto dos órgãos que inervam. Os neurônios pré-ganglionares trafegam

6 Laboratório de Neurofisiologia, DFF, CCB, UFPE 6 pelos nervos esplâncnicos, nervos periféricos que inervam as vísceras. Os sinais simpáticos para o trato gastrintestinal lentificam ou interrompem o peristaltismo, reduzem as secreções glandulares e contraem os esfíncteres do sistema digestivo. Os eferentes simpáticos para a periferia e para as vísceras torácicas fazem sinapses nos gânglios paravertebrais simpáticos. Os eferentes simpáticos para os órgãos abdominais e pélvicos fazem sinapses em gânglios situados na periferia, e não nas cadeias paravertebrais simpáticas. 6.2 Funções do sistema simpático. O papel primário do SNS é o de manter um suprimento sangüíneo ótimo para os órgãos. A atividade moderada do sistema simpático estimula o músculo liso nas paredes dos vasos sangüíneos, mantendo algum grau de contração dessas paredes vasculares. O aumento da atividade simpática provoca vasoconstricção e a redução desta atividade produz vasodilatação. Pessoa passa da posição supina para a ereta PA precisa para evitar desmaios o sistema simpático estimula a vasoconstricção nos músculos esqueléticos mantendo o fluxo sangüíneo para o encéfalo. Quando é exigida uma atividade vigorosa dos músculos esqueléticos outro grupo de eferentes simpáticos para os vasos dos músculos esqueléticos produz vasodilatação. Esses efeitos oponentes da atividade simpática são possíveis porque os diferentes subtipos de receptores adrenérgicos produzem efeitos distintos. Ameaça SNS se prepara para atividade muscular vigorosa (luta ou fuga) fluxo de sangue para os músculos ativos, do teor de glicose no sangue, PA, FC e atividade do sistema digestivo Regulação da temperatura corporal. O SNS regula a temperatura corporal pela sua ação sobre o metabolismo e sobre os efetores cutâneos. A epinefrina liberada pela medula adrenal aumenta a intensidade do metabolismo em todo o corpo. Na pele, os sinais do SNS controlam o calibre dos vasos sangüíneos, a secreção das glândulas sudoríparas e a ereção dos pêlos. O fluxo sangüíneo para a pele é controlado por receptores α-adrenérgicos no músculo liso das arteríolas. Esta fixação da norepinefrina aos receptores α-adrenérgicos das arteríolas também estimula os esfíncteres

7 Laboratório de Neurofisiologia, DFF, CCB, UFPE 7 pré-capilares a se contrair, impedindo o sangue de cursar pelos capilares, diminuindo dessa forma a radiação de calor pela pele. A sudorese, ativada quando a acetilcolina se fixa a receptores muscarínicos nas glândulas sudoríparas, ajuda a dissipar calor. A piloereção pouco contribui para a retenção de calor nos humanos Regulação do fluxo sangüíneo para o músculo esquelético. As paredes arteriolares no músculo esquelético contêm receptores α- e β 2 -adrenérgicos e colinérgicos muscarínicos. A ação da norepinefrina sobre os receptores α-adrenérgicos promove a vasoconstrição das arteríolas nos músculos esqueléticos. A fixação da epinefrina aos receptores β 2 -adrenérgicos, ou a fixação de acetilcolina a receptores muscarínicos, promove a vasodilatação das arteríolas no músculo esquelético durante o exercício ou nas situações de luta ou fuga. A química local do sangue também afeta o diâmetro das arteríolas. As veias e vênulas do músculo esquelético têm o papel de reservatório, pois o sangue se acumula nestes vasos quando eles estão relaxados. Quando a pessoa assume a posição ereta, a queda resultante da pressão arterial pode privar o encéfalo de um suprimento adequado de sangue, provocando um desmaio (síncope). Normalmente, o acúmulo de sangue nestes vasos é impedido pela sua vasoconstrição, antes da alteração da postura. Essa vasoconstrição acontece pela liberação de norepinefrina que se fixa aos receptores α- adrenérgicos nas paredes das veias e vênulas do músculo esquelético. A atividade simpática tanto pode promover vasodilatação como vasoconstrição nas arteríolas que vascularizam o músculo esquelético. A atividade simpática produz vasoconstrição na pele Controle simpático na cabeça. Os efeitos simpáticos sobre o fluxo sangüíneo, sobre a sudorese e sobre a ereção dos pêlos da cabeça são idênticos às ações simpáticas sobre o resto do corpo. Além disso, os sinais simpáticos dilatam a pupila do olho e ajudam a elevar a pálpebra superior. O músculo elevador da pálpebra superior consiste de fibras musculares lisas e esqueléticas, mas só as fibras lisas são inervadas pelo SNS. As fibras simpáticas também inervam as glândulas salivares. A ativação deste sistema produz secreção de saliva viscosa, o que causa a sensação de secura na boca.

8 Laboratório de Neurofisiologia, DFF, CCB, UFPE Regulação das vísceras. Os efeitos simpáticos sobre as vísceras torácicas incluem o aumento da freqüência e da contratilidade cardíacas quando os receptores β 1 -adrenérgicos são ativados no músculo cardíaco e a dilatação da árvore brônquica quando os receptores β 2 -adrenérgicos do trato respiratório são ativados. Os bloqueadores (fármacos que se fixam, mas não ativam o receptor) α são usados para baixar a pressão arterial, pois bloqueiam a ação da norepinefrina sobre os receptores dos vasos sangüíneos, o que produz vasodilatação. As diferenças entre os subtipos de receptores permitem o desenvolvimento de fármacos que só se combinem com um subtipo do receptor, mas não com o outro. Os bloqueadores β 1 diminuem a freqüência e a contratilidade cardíacas, sem afetar as vias aéreas. Os agonistas (fármacos que se fixam e ativam o receptor) β 2 impedem a constrição das vias aéreas sem afetar o funcionamento cardíaco, por isso são úteis no tratamento da asma. No trato gastrintestinal, os sinais simpáticos promovem a contração dos esfíncteres e reduzem o fluxo sangüíneo, o peristaltismo e as secreções. A estimulação simpática também inibe a contração da vesícula e das paredes intestinais, promovendo a contração dos esfíncteres internos Metabolismo. Quando a medula adrenal libera epinefrina na corrente sangüínea, o efeito mais significativo é a estimulação do metabolismo em todo o corpo. A liberação de epinefrina usualmente coincide com a liberação generalizada de norepinefrina pelos neurônios pósganglionares simpáticos porque o sistema simpático é muitas vezes ativado como um todo. Além de seu efeito sobre o metabolismo, a epinefrina reforça os efeitos da norepinefrina sobre a maioria dos órgãos-alvo. O sistema nervoso simpático otimiza o fluxo sangüíneo para os órgãos, regula a temperatura corporal e a intensidade do metabolismo, regulando, também, a atividade visceral. 7. Sistema nervoso parassimpático (SNP). O SNP utiliza uma via de dois neurônios da medula espinhal para os efetores. Os corpos celulares pré-ganglionares estão situados em núcleos do tronco encefálico e na medula

9 Laboratório de Neurofisiologia, DFF, CCB, UFPE 9 espinhal sacral. Os gânglios do SNP são separados, diferentemente dos gânglios interconectados das cadeias simpáticas. Os gânglios parassimpáticos ficam situados próximo de seus órgãos-alvo. A informação parassimpática oriunda do tronco encefálico cursa por nervos cranianos para os gânglios distantes. Os neurônios pós-ganglionares são distribuídos para os olhos, glândulas salivares e vísceras. As fibras parassimpáticas são distribuídas para os nervos cranianos III, VII, IX e X. Setenta e cinco por cento das fibras parassimpáticas nos nervos cranianos cursam pelo nervo craniano X, o nervo vago. As fibras parassimpáticas emergentes da medula espinhal sacral têm seus corpos celulares no corno lateral dos segmentos sacrais S2 a S4. Seus axônios cursam pelos nervos esplâncnicos pélvicos, sendo distribuídos para o cólon inferior, bexiga e genitália externa. Contrastando com o sistema simpático, o sistema parassimpático não inerva os membros nem a parede corporal. 7.1 Funções do sistema nervoso Parassimpático. A função principal do sistema parassimpático é a conservação e o armazenamento de energia. As fibras eferentes no nervo vago inervam o coração e o músculo liso dos pulmões e do sistema digestivo. A atividade vagal para o coração pode produzir bradicardia (lentificação da freqüência cardíaca) ou redução da força da contração cardíaca. A estimulação vagal no sistema respiratório causa broncoconstrição e aumenta a secreção de muco. No sistema digestivo, a atividade vagal aumenta o peristaltismo, a síntese de glicogênio no fígado e as secreções glandulares. As fibras nos nervos cranianos VII e IX, os nervos facial e glossofaríngeo, inervam as glândulas salivares. Outras fibras nos nervos cranianos VII inervam as glândulas lacrimais, produzindo lágrimas que umedecem a córnea e permitem o choro. Fibras no nervo craniano III, o nervo oculomotor, contraem a pupila e aumentam a convexidade do cristalino do olho para a focalização dos objetos próximos. Os eferentes parassimpáticos sacrais regulam o esvaziamento do intestino e da bexiga, além da ereção do pênis, ou do clitóris. Reflexos autonômicos específicos são discutidos no contexto das várias regiões do sistema nervoso. Por exemplo, o controle reflexo da pupila é discutido no capitulo 13 e os reflexos intestinais e vesicais são detalhados no capítulo 12.

10 Laboratório de Neurofisiologia, DFF, CCB, UFPE 10 A atividade parassimpática reduz a atividade cardíaca, facilita a digestão, aumenta a secreção dos pulmões, dos olhos e da boca, controla a convexidade do cristalino do olho, contrai a pupila, controla o esvaziamento intestinal e vesical e controla a ereção dos órgãos sexuais. 7.2 Comparação entre as funções simpática e parassimpática. Em suas ações sobre as vísceras torácicas e abdominais, sobre a bexiga e o intestino e sobre a pupila do olho, os efeitos da atividade simpática e parassimpática são sinérgicos; suas ações oponentes são balanceadas para permitir o funcionamento ótimo dos órgãos. Por exemplo, imediatamente antes de uma pessoa começar a se exercitar, os sinais simpáticos aumentam a freqüência e a contratilidade cardíacas, enquanto os sinais parassimpáticos, que lentificariam a freqüência cardíaca, são reduzidos. Os sistemas eferentes autonômicos também exercem efeitos distintos, sem oposição: a participação simpática na regulação dos efetores nos membros, na face e na parede corporal e na elevação da pálpebra superior não é contrabalançada por inervação parassimpática para esses efetores. A participação do sistema parassimpático no aumento da convexidade do cristalino do olho também não tem oposição. 8. Correlações clínicas. 8.1 Região Periférica. Se um nervo periférico for seccionado, a interrupção dos eferentes simpáticos causa perda do controle vascular, da regulação da temperatura e da sudorese na região suprida por ele. Essas perdas podem produzir alterações tróficas na pele. Se uma lesão atinge o gânglio estelado, a atividade simpática para a cabeça e pescoço fica diminuída. Isso leva à queda da pálpebra superior, constrição da pupila e vasodilatação, com ausência de sudorese na face e pescoço ipsilaterais. Essa constelação de sinais é chamada síndrome de Horner e ocorre nas lesões da cadeia simpática cervical ou de suas vias centrais. 8.2 Região medular. A lesão completa da medula espinhal interrompe toda a comunicação entre a medula abaixo da lesão e os sinais descendentes autonômicos no nível da lesão. A gravidade da disfunção autonômica depende de quanto da medula fica isolada do encéfalo. As lesões em níveis baixos permitem que o encéfalo influencie mais a medula. As lesões completas, acima

11 Laboratório de Neurofisiologia, DFF, CCB, UFPE 11 do nível lombar, obstruem o controle voluntário do intestino, da bexiga e a função genital. As lesões completas, acima do nível médio-torácico, isolam do controle encefálico grande parte da medula, colocando em risco a homeostasia, por interferir na regulação da pressão arterial e nos ajustes da temperatura central. 8.3 Região do tronco encefálico. As lesões da região do tronco encefálico podem interferir no controle descendente da freqüência cardíaca, da pressão arterial e da respiração. As lesões do tronco encefálico também podem afetar os núcleos dos nervos cranianos, interferindo na constrição da pupila, na produção de lágrimas, na salivação ou na regulação das vísceras torácicas e abdominais. 8.4 Região cerebral. A lesão de certos núcleos hipotalâmicos perturba a homeostasia, com as conseqüentes disfunções metabólicas e comportamentais. Podem ocorrer obesidade, anorexia, hipertermia, hipotermia e exibições emocionais dissociadas dos sentimentos. A atividade em outras áreas límbicas (emocionais) também pode interferir na homeostasia. Por exemplo, a resposta a uma ameaça percebida inclui atividade simpática que aumenta o fluxo sangüíneo para os músculos esqueléticos, acelera a freqüência cardíaca, fortalece a contração cardíaca e reduz o fluxo sangüíneo para a pele, os rins e trato digestivo. 8.5 Dor mantida pelo simpático. A dor mantida pelo simpático é uma síndrome de dor, de alterações vasculares e de atrofia. Uma resposta aberrante do SNS a um trauma produz essa síndrome. O trauma pode ser bastante discreto; por exemplo, um entorse do tornozelo que desaparece dentro de poucos dias. A queixa primária é de dor intensa e espontânea, agravada por estímulos psicológicos e físicos. Os sinais precoces da dor mantida pelo simpático incluem vermelhidão cutânea, sudorese excessiva, edema e atrofia cutânea. Se a condição progride para seu estágio avançado ocorrem atrofia muscular, osteoporose e alterações artríticas. Os sinais motores, que podem estar associados, incluem paresia, espasmos e dificuldade de iniciar os movimentos. O tratamento inclui o bloqueio simpático por injeção de anestésico no gânglio que afeta o membro. Assim, para a dor mantida pelo simpático de membro inferior, é bloqueada a cadeia simpática lombar. Para o membro superior, é bloqueado o gânglio estelado. A fisioterapia consiste em movimentação ativa e ativa assistida e de estimulação táctil até tolerância. A manipulação passiva pode agravar a dor mantida pelo simpático.

12 Laboratório de Neurofisiologia, DFF, CCB, UFPE 12 As designações causalgia, atrofia de Sudek e distrofia simpática reflexa são, muitas vezes, usadas como sinônimos para a dor mantida pelo simpático, apesar das tentativas de muitos autores de distinguir entre essas designações. Embora as auitoridades concordem que a falta de uso do membro seja um fator precipitante primário, o mecanismo preciso da dor mantida pelo simpático ainda permanece controverso. As teorias clássicas postulam atividade excessiva dos eferentes simpáticos, mas resultados recentes de baixos níveis séricos de norepinefrina no membro afetado indicam que os eferentes simpáticos não estão hiperativos. Teoria recente sobre a dor mantida pelo simpático é a de que os receptores periféricos ficam anormalmente sensíveis aos transmissores adrenérgicos circulantes. 8.6 Síncope. A síncope (desmaio) é uma perda breve da consciência, devida a fluxo sangüíneo inadequado para o encéfalo. Se a causa da síncope tiver sido uma emoção muito forte, essa crise é chamada de síncope vasodepressora, ou choque neurogênico. Uma emoção forte pode desencadear vasodilatação ativa e brusca das arteríolas intramusculares, provocando queda abrupta e intensa da pressão arterial. O fluxo sangüíneo para a cabeça fica temporariamente diminuído, causando perda da consciência e palidez da face. O fluxo de sangue é restabelecido quando a pessoa fica na horizontal. Em alguns casos, particularmente quando a síncope ocorre em resposta a estímulos dolorosos ou a se ficar de pé após permanência prolongada no leito, ocorre estimulação vagal para o coração, que se segue de uma vasodilatação intramuscular. A atividade vagal lentifica o coração, o que reduz ainda mais a pressão arterial, provocando náusea, salivação e aumento da perspiração. Quando os sinais vagais ocorrem com a síncope vasodepressora, o que é chamado crise (ou ataque) vasovagal, está ocorrendo atividade excessiva no sistema parassimpático. Embora a síncope vasodepressora seja o tipo mais comum de síncope, muitas causas diferentes podem produzir síncope. Como mencionado antes neste capítulo, ficar de pé pode produzir acúmulo de sangue na parte inferior do corpo, resultando em síncope. Outras causas incluem um débito cardíaco insuficiente, hipóxia e hipoglicemia. 8.7 Testes da função autonômica. A capacidade do sistema nervoso simpático de regular a pressão arterial pode ser avaliada pela medida da pressão arterial da pessoa quando está deitada, e dois minutos depois

13 Laboratório de Neurofisiologia, DFF, CCB, UFPE 13 de ficar em pé. Respostas anormais incluem queda de mais de 30 mmhg na pressão arterial diastólica. A regulação simpática da pele pode ser testada pelo teste do suor ou pelo teste de vasomotricidade cutânea. Para o teste do suor, absorve-se o suor com pequenos pedaços de papel de filtro colocados sobre a pele e em seguida pesa-se o papel de filtro para determinar a quantidade de suor. Para o teste de vasomotricidade, mede-se a temperatura cutânea antes e depois de a mão ter sido imersa em água fria. Esse teste é usado para avaliar o grau de vasoconstrição. 9. Bibliografia. Lundy-Ekman, L. Neurociência. Fundamentos para a reabilitação. Editora Guanabara Koogan. Rio de Janeiro. pp 347, 2000.

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