As origens históricas da Internet: uma comparação com a origem dos meios clássicos de comunicação ponto a ponto

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1 As orgens hstórcas da Internet: uma comparação com a orgem dos meos clásscos de comuncação ponto a ponto Antóno Machuco Rosa Unversdade do Porto, Portugal E-mal: Resumo O objectvo fundamental do artgo consste em comparar algumas das característcas dos orgnas meos ponto a ponto clásscos com os meos dgtas em rede. Mostra-se quas foram as deas que estveram na orgem da prmera rede de computadores, a ARPANET. Será dada especal atenção ao facto de o movmento de deas desgnado por cbernétca ter estado na formação do projecto que vra a determnar a mplementação da prmera rede de computadores. Mostrar-se-á que, em sentdo precso, o conceto abstracto de rede contrbuu para a génese da Internet, tal como se verá a orgem hstórca do conceto de rede aberta. Apesar de se sublnhar que o destno das redes de computadores fo um processo determnado por causas hstorcamente contngentes, mostra-se que essas causas tornaram possível a exstênca de meos de comuncação que são efectvamente novos meda. A análse da génese da Internet permtrá então dentfcar algumas das dferenças que dstnguem esse meo em relação aos meos dos meos ponto a ponto clásscos que foram os seus antecessores. Palavras-chave: meos de comuncação ponto a ponto, orgem da Internet, cbernétca, redes The hstorcal orgns of the Internet: a comparson wth classc pont-to-pont meda Abstract The basc am of the artcle s to compare some of the features of classc ponto-pont meda wth new dgtal meda networks. We show what were the deas that led to the creaton of the frst computer network, the ARPANET. Specal attenton s gven to the fact that the movement of deas known as cybernetcs has Estudos em Comuncação nº 11, Mao de 2012

2 96 Antóno Machuco Rosa been an mportant factor n the mplementaton of the ARPANET. It wll be shown that, n a precse sense, the abstract concept of a network contrbuted to the geness of the Internet; the queston of the hstorcal orgn of the concept of an open network wll also be addressed. Although the destny of computer networks was determned by hstorcally contngent causes, t s shown that these causes led to the fact that dgtal meda are ndeed new meda. Fnally, the analyss of the hstorcal orgn of the Internet wll dentfy some of the dfferences that dstngush classc pont-to-pont meda from new meda. Keywords: pont-to-pont meda, orgn of the Internet, cybernetcs, networks C ONFORME já fo observado (Campbel- Kelly e Aspray, 2004: 207 e sq.), exstem dversas smlardades entre o processo de emergênca da rádo, ocorrdo na transção do século XIX para o século X, e a emergênca da Internet, assente na sua tecnologa de base, o computador. Um prmero objectvo deste artgo consste em levar a cabo uma análse hstórca de alguns dos factores que estveram presentes na cração dos meos de comuncação ponto a ponto que foram os antecessores medatos da rádo enquanto estrutura de emssão em broadcastng. Serão sobretudo referdos os casos da telefona com fos, telegrafas sem fos e telefona sem fos. Não se vsa aqu uma descrção exaustva da emergênca hstórca desses meos. O aspecto que será sublnhado resde em esses meos serem meos combnaftóros em rede que naturalmente orgnaram monopólos. A questão hstórca relevante a ser abordada consste em ver até que ponto exsta a conscênca, na transção do século XIX para o século XX, de que os então novos meos mecâncos de comuncação eram meos em rede. Ver-se-á que a resposta é afrmatva. Ver-se-á também que já exsta a percepção das consequêncas económcas que decorrem dessa estrutura em rede. O objectvo fundamental do artgo consste em comparar algumas das característcas dos orgnas meos ponto a ponto novos com os meos dgtas em rede, consderados no momento hstórco da sua emergênca. Assm, procurar-se-á ver qual o conjunto de deas e motvações que estveram na orgem da prmera rede de computadores, a ARPANET, e como esta rede evoluu para o que veo a ser desgnado por Internet. Será dada especal atenção ao facto de o movmento de deas desgnado por cbernétca ter estado na formação do projecto que vra a determnar a mplementação da prmera rede de computadores. Serão abordados os casos da nfluênca de

3 As orgens hstórcas da Internet 97 Norbert Wener em Joseph Lcklder e de Warren McCulloch em Paul Baran. Mostrar-se-á que, em sentdo precso, o conceto abstracto de rede contrbuu efectvamente para a génese da Internet, tal como se verá a orgem hstórca do conceto de rede aberta. Uma rede de computadores torna-se realmente aberta quando os seus nós, os computadores, são também máqunas abertas. Apesar de se sublnhar que o destno das redes de computadores fo um processo determnado por causas hstorcamente contngentes, é possível mostrar que essas causas tornaram possível a exstênca de meos de comuncação que são efectvamente novos meda. A análse da génese da Internet permtrá então dentfcar algumas das dferenças que dstnguem esse meo em relação aos meos dos meos ponto a ponto clásscos que foram os seus antecessores. A telefona com fos Para se analsar as smlardades exstentes entre os meos de comuncação baseados em redes de computadores e o meo de comuncação tradconalmente desgnado por rádo, mporta centrar essa análse no período no qual a rádo encontra as suas raízes em meos ponto a ponto como o telefone ou a telegrafa sem fos. Sem dúvda que é uma questão muto mportante ver como a rádo, ncalmente concebda como um meo ponto a ponto, se transformou num meo totalmente dferente, um meo em broadcastng. Essa transformação radcal não será aqu abordada (cf. Benkler, 2006; Machuco Rosa, 2008). O objectvo consste antes em sublnhar que meos como a telegrafa com fos, a telefona com fos e a telegrafa sem fos, por um lado, e aqulo que acabou por ser desgnado por Internet, por outro, são todos eles meda combnatóros. Mas especfcamente, trata-se de encontrar evdêncas sobre a conscênca hstórca desse facto, donde decorrem consequêncas que permtem comparar os meos combnatóros tradconas com os novos meos dgtas. Um meo combnatóro é uma rede. Uma rede é um conjunto de nós lgados, ou não, entre s (cf. Newman, 2003, Klenberg e Easley, 2010, para uma ntrodução à teora das redes). Uma rede cresce pela cração de novos nós e pela lgação desses novos nós aos nós já exstentes. Hoje em da, é conhecdo que essa lgação se faz através de um prncípo de lgação preferencal: cada nó recebe novas lgações em função proporconal dos nós que já possu (Albert et al, 1999). No contexto dos meos combnatóros ponto

4 98 Antóno Machuco Rosa a ponto já referdos, mporta sublnhar que o crescmento de uma rede faz aumentar o seu valor. O valor ou atractvdade da rede cresce combnatoramente com o número de nós alcançáves. Compreende-se ntutvamente que o valor de uma rede cresce exponencalmente com o número de nós: quanto mas nós e mas lgações, maor o ncentvo para que um novo utlzador (nó) adra à rede, lgando-se aos nós e lgações já exstentes 1. Essa dnâmca é hoje perfetamente conhecda e compreendda em todas as suas consequêncas (cf., e.g. Economdes, 1996, Shapro e Varan, 1999). Já era conhecda na época em que surgram os meos ponto a ponto mecâncos? De facto, ela era dentfcada em 1910 por Hubert Casson. Um telefone por s mesmo não tem valor. É tão nútl quanto um tubo de órgão cortado ou um dedo cortado de uma mão. Nem serve para ornamentar ou para qualquer outra fnaldade. É completamente dferente de um pano ou uma máquna falante, que têm uma exstênca solados. Apenas é útl na proporção do número de outros telefones que ele alcança. E cada telefone em qualquer parte acrescenta valor a qualquer outro telefone dentro do mesmo sstema de cabos (Casson, 1910: 242-3). Apesar de cometer um pequeno erro quando refere que a utldade do telefone é proporconal (de facto, ela cresce exponencalmente), Casson tnha a conscênca clara de que certos meos são combnatóros porque possuem externaldades em rede. O seu exemplo era o telefone, então com mas de trnta anos de exstênca. A natureza combnatóra de um meo como o telefone tem consequêncas económcas precsas. Na verdade, e aparentemente sem qualquer fundamento teórco orentador, o crador do telefone, Alexander Bell desenvolveu, nstntvamente, a estratéga comercal que decorre do crescmento das redes (cf. Brooks, 1976). O prmero passo do nventor norte-amercano fo patentear a nova tecnologa e utlzar estrategcamente esses dretos de propredade ntelectual. Uma patente exclu em absoluto a concorrênca, exclusão que permtu a Bell deter o monopólo do telefone nos Estados Undos durante o período de valdade da sua prncpal patente, 18 anos à época. Durante esse período, Bell construu um sstema, sto é, uma rede de que a sua companha detnha o controlo (cf. Tosello, 1971). Nessas crcunstâncas, e como a tecnologa de base da rede telefónca ncal (a rede de Bell, detda 1. Observe-se que numa rede com n nós exstem no total n (n 1) / 2 lgações possíves entre os nós. Portanto, o número de lgações possíves cresce não lnearmente com o número de nós exstentes.

5 As orgens hstórcas da Internet 99 pela Bell Company) estava protegda, essa rede não acabou por se tornar monopolsta, com todas as consequêncas nocvas do ponto de vsta da efcáca económca que podem resultar da presença de monopólos. Em meos combnatóros, a dnâmca que leva à formação de monopólos pode ser quase nevtável (cf. Arthur, 1994). Se duas ou mas redes estão em competção, a vantagem ncal de uma pode acumular-se até que, ultrapassado um certo ponto crítco, as redes concorrentes dexam de ser gualmente atractvas e a rede que ganhou ncalmente vantagem torna-se o sstema de rede monopolsta (cf. Starr, 2004: 205 e sq., para a aplcação deste prncípo na estratéga de Bell). Nesse tpo de estrutura económca, torna-se possível prever qual fo a reacção da companha de Bell ao fm do monopólo conferdo pelas patentes. Independentemente do facto de Bell ter, ou não, um claro conhecmento teórco das dnâmcas económcas das redes, o seu nstnto prátco de homem de negócos, conscente dos lucros que os monopólos permtem, levou-o a prossegur uma polítca sstemátca de não cooperação com os concorrentes que surgram na década de noventa do século XIX. Ou seja, Bell desenvolveu uma polítca de ncompatbldade dos sstemas ao não permtr que as novas companhas concorrentes utlzassem a sua rede como lgação de passagem, mpedndo que os assnantes dessas companhas pudessem comuncar com os da Bell Company e garantndo assm a consoldação do monopólo da rede já domnante. Bell contnuou também a utlzar a ltgânca judcal em torno das patentes para que o equpamento dos seus competdores não fosse compatível com o seu. Em suma, Bell desenvolveu conscentemente uma estratéga vsando retrar os máxmos provetos possíves do facto de propretáro de uma rede fechada 2. A telegrafa sem fos Com Guglelmo Marcon e a nvenção da telegrafa sem fos como que se dá um passo adante na compreensão da mportânca da estratéga comercal assente nos monopólos gerados espontaneamente pela dnâmca das redes. O nventor talano tornou totalmente explícto que aqulo que na época se desgnava por sstema consste numa rede combnatóra fechada. Motvado pelo 2. É sgnfcatvo que, no seu lvro de 1910, Casson, nssta bastante sobre o papel que a guerra de patentes teve no fase ncal do desenvolvmento do telefone.

6 100 Antóno Machuco Rosa problema causado pelas dfculdades das comuncações marítmas, Marcon nventou, em 1896, uma tecnologa de comuncação que substtuía o telégrafo tradconal na troca de nformações entre navos. A tecnologa de comuncação de Marcon era uma forma de telegrafa sem fos (TSF). Tal como a telegrafa com fos e a telefona, a telegrafa sem fos era uma tecnologa de comuncação ponto a ponto. Nada tnha a ver com a dea de transmtr conteúdos a receptores ndferencados, mas não dexava de representar uma grande oportundade comercal. Em 1897, Marcon obteve em Inglaterra a prmera patente cobrndo a sua tecnologa de telegrafa sem fos e fundou a empresa que, em 1900, se tornara na Marcon's Wreless Telegraph Company, ano em que lhe é atrbuída uma outra patente protegendo um dspostvo de sntonzação do snal em frequêncas dferentes. De níco, o seu negóco assentava na venda de equpamento de emssão e recepção, mas sem dúvda que, tão mportante hstorcamente quanto a nvenção da TSF, fo o facto de Marcon ter reorentado a estratéga da sua companha para a venda de servços (cf. Baker, 1970, para hstóra da empresa de Marcon). A mudança de estratéga vsava a cração de um monopólo. Tal como sucedeu com Bell, Marcon procurou formar um sstema, sto é, uma rede propretára. A estratéga do nventor talano passou pelo fornecmento de um servço que conssta em dsponblzar a clentes o equpamento, e respectvos operadores humanos, de telegrafa sem fos. Quer o equpamento quer os operadores permanecam sob o controlo da companha de Marcon. Os contratos de fornecmento de servços passaram mesmo a estpular explctamente que o equpamento da Marcon's Wreless Telegraph Company não podera ser usado para receber ou emtr mensagens de equpamentos de TSF fabrcados por empresas rvas. De forma mas explícta do que suceda com Bell, Marcon tnha uma clara dea acerca do uso estratégco de uma polítca de não ntercomuncação de equpamentos. Ele não hestava em declarar aos jornas: A polítca da Companha Marcon sempre fo a de não permtr o reconhecmentos de outros sstemas (...). Não se pode esperar que prejudquemos o nosso própro nteresse, o que certamente faríamos se permtíssemos que essas estações comuncassem com navos e estações usando o nosso sstema (New York Tmes, 8/10/ 1901). Uma declaração apenas possível na ausênca de regulação governamental. Ela jamas sera hoje em da proferda por um responsável de uma empresa de telecomuncações. Portanto, na telegrafa sem fos repetu-se a dnâmca

7 As orgens hstórcas da Internet 101 económca subjacente à estratéga de Bell: a recusa da ntercomuncação vsa capturar a totaldade dos efetos de rede na medda em que o aumento do número de nós ncentva a cração de novos nós e a sua lgação aos nós já exstentes numa certa rede. Se uma empresa detém a nfra-estrutura tecnológca desses nós, é grande a probabldade de ela se tornar o operador standard e assm monopolzar a rede. A telefona sem fos Passámos em revsta o papel desempenhado pelas patentes na emergênca do telefone e da TSF. Ele aponta para o papel decsvo que a regulação sempre desempenhou na emergênca de qualquer moderno meo de comuncação (esse é o argumento central de Starr, 2004). A regulação fo gualmente decsva no caso da telefona sem fos, no exacto momento em que esse meo se transmutou na rádo enquanto meo de comuncação em broadcastng. Tal como o telégrafo, o telefone e a TSF, a tecnologa que genercamente pode ser desgnada por rádo também fo patenteada. Mas exactamente, um equpamento de rádo requer o concurso de dversas tecnologas, tendo as prncpas surgdo na prmera década do século XX. Em 1900, Regnald Fessenden, crou e regstou a patente de um alternador que permta a emssão através de ondas contínuas. O alternador sera completado em 1906 por Ernst Alexenderson, que também fcou detentor de dretos de patentes. Em 1904, Fessenden também patenteou um detector eléctrco do snal, dspostvo fo copado por Lee de Forest. De Forest fcou sobretudo conhecdo pela nvenção do tríodo (a que ele chamou Audon ), sto é, o tubo de vácuo com três válvulas que se tornara mas tarde o dspostvo fundamental para a detecção e amplfcação dos snas de rádo. Esse dspostvo também fo patenteado. (Para os aspectos mas especfcamente tecnológcos presentes na orgem da rádo, cf. Barnouw, 1967, Atken, 1976) Insste-se no papel das patentes por ele consttur um mportante gua para compreender como puderem surgr, nas últmas décadas, os novos meos assentes na Internet, e que se tornarão novos exactamente por a propredade ntelectual ter neles desempenhado um papel completamente dferente do que se constata ter suceddo nos meos de comuncação hoje desgnados como clásscos. No caso destes meos, em partcular no caso da rádo, a exstênca de múltplas patentes necessáras para

8 102 Antóno Machuco Rosa mplementação de uma emssão de rádo, com os números confltos resultantes dessa multplcdade, fo um factor que levou à ntervenção decsva dos governos, a qual precptou fnalmente o broadcastng na exstênca. Nos Estados Undos, dversas empresas (AT&T, General Electrc e Westnghouse) compraram no período que antecedeu a prmera grande guerra as patentes de Fessenden, Alexander e de Forest. Com o eclodr da guerra, os dretos conferdos pelas patentes foram suspensos. Com o fm da guerra, desencadeou-se uma outra guerra, agora uma guerra de patentes, entre as dversas empresas que detnham os seus dretos (cf. Douglas, 1987, Benkler, 1998), sucedendo que um dspostvo completo de rádo dependa das dversas patentes detdas em exclusvo pela GE, pela AT&T, pela Marcon e pela Westnghouse. Fo para termnar com essas guerras, que mpedam um real desenvolvmento da rádo, que o governo norte-amercano nterveo, forçando a cração da RCA (Rado Corporaton of Amerca). A acção do governo norte-amercano levou a que, em 1919, essas patentes fcassem na posse da RCA. É esta empresa que, em 1926, va estar na orgem da NBC, uma data que marca a consoldação do modelo do broadcastng. No entanto, empresas como a RCA não tnham ncalmente como objectvo comercal produzr conteúdos, mas sm crar um mercado destnado à venda de equpamentos (Bournow, 1967), uma stuação que se repetrá no caso dos computadores. Também como neste últmo caso, os nícos da rádo foram caracterzados pela necessdade de encontrar um qualquer modelo de negóco ao nível de produção de conteúdos que alavancasse a venda de aparelhos de recepção. Esse modelo apenas sera encontrado mas tarde, e somente numa data tão tarda quanto a década de cnquenta surgem nos Estados Undos empresas de meda que controlam totalmente a produção e emssão de programas. O desenvolvmento hstórco do broadcastng sa fora do âmbto deste artgo. O ponto mportante que deve ser retdo com base nos factos hstórcos anterormente resumdos é que surgram de meos de comuncação assentes em tecnologa propretára e nos quas a capacdade de emtr va ser estrtamente regulada pelos governos. Assstu-se à emergênca de um meo em broadcastng que sucedeu (apesar de não os substtur) a meos combnatóros, a meos em rede. Estes eram redes propretáras que tenderam a gerar monopólos prvados. Deve anda notar-se que todos esses meos, o telefone, a telegrafa e a rádo, foram desenvolvdos pelos seus cradores a partr do ponto de vsta prátco do nventor, o qual, trabalhando de forma mas ou menos solada, fo sobretudo guado pela sua capacdade em

9 As orgens hstórcas da Internet 103 descobrr a forma prátca de aplcar certos prncípos fundamentas da Físca. Não exstu qualquer movmento de deas nsprador e orentador. Tão pouco meos como a telefona e a telegrafa vsavam a comuncação propramente dta, mas tão somente coordenar acções objectvas no mundo. Para Bell, a telefone deva ser um meo ao servço banqueros, comercantes, ndustras, lojstas, companhas de água, esquadras de políca, estações de bomberos, escrtóros de jornas, hosptas (ctado por Wnston, 1998: 53), enquanto que, para Marcon, o objectvo da TSF era coordenar a navegação de navos. Qual fo a trajectóra hstórca ncal dos novos meos assentes em redes dgtas? Formam que tpo de redes? Vsavam orgnalmente ser um meo de comuncação propramente dto? E, sobretudo, em que quadro teórco e sob a nfluênca de que movmento de deas surgram os novos meda? A resposta a essas questões permte uma contraposção entre os meos tradconas ponto a ponto e a Internet. A cbernétca e as orgens da Internet Um aspecto hstórco que nem sempre é sufcentemente sublnhado resde na grande nfluênca que algumas fguras destacadas do chamado movmento cbernétco tveram em alguns dos prncpas mentores do projecto que vra a mplementar a prmera rede de computadores. Apresentamos aqu evdênca hstórca sobre o papel nsprador que membros fundadores do movmento cbernétco, como Norbert Wener e Warren McCulloch, tveram em poneros da Internet como Joseph Lcklder e Paul Baran. Lcklder fo talvez o prncpal mpulsonador do projecto ARPANET, que levara à mplementação da prmera rede físca de computadores lgados entre s, precsamente a rede ARPANET, que fo a prmera rede da rede de redes que vra a ser a Internet (sob a evolução da Internet, cf. Hafner e Lyon,1996, Abbate, 1999). Contrbundo para o nascmento das deas guas do projecto exstram as relações pessoas documentadas entre Wener e Lcklder. Nessa altura, [Lcklder] explcou numa entrevsta que Norbert Wener orentava um grupo que atraa pessoas de toda a Cambrdge, e eu frequentava-o todas as terças-feras. Conhec aí muta gente do MIT (n Lee e Rosn, 1992: 16).

10 104 Antóno Machuco Rosa Provavelmente, a entrevsta ctada fo uma concedda por Lcklder, mas tarde, em 1988, na qual se lê: Exsta um enorme fermento ntelectual em Cambrdge após a Segunda Grande Guerra. Norbert Wener orentava um grupo de 40 ou 50 pessoas que se reunam semanalmente (...). Eu era um seu aderente fervoroso (Lcklder, 1988). Essa relação de mestre-dscípulo também pode ser constatada em termos conceptuas. A partr dos seus trabalhos em teora da nformação, Norbert Wener desenvolveu o que pode ser desgnado por uma deologa comuncaconal no seu lvro de dvulgação The Human Use of Human Bengs Cybernetcs And Socety (Wener, 1950). A deologa comuncatva de Wener possuía um dos seus fundamentos nas então novas máqunas processadoras smbólcas de nformação. Ele quera colocar essas novas máqunas ao servço de um deal comuncatvo. Este basea-se num nstnto que consttu um facto pscológco básco. Tratase de a fala ser certamente o maor nteresse e a realzação mas dstntva do homem (Wener, 1950, p. 85), pos exste uma tendênca geral para a fala (Idem, p. 83), uma tendênca rresstível para a comuncação (Idem, Ibdem). Os obstáculos à comuncação devem ser elmnados tanto quanto possível, e essa é uma tarefa na qual as máqunas podem desempenhar um papel decsvo. Já assm sucedeu com o telégrafo e o telefone (Idem, p. 91), mas agora, graças às novas máqunas de processamento de nformação, poderemos partcpar numa corrente contínua de nfluêncas que nos chegam do mundo exteror, pos, para o homem, estar desperto para o mundo sgnfca partcpar no desenvolvmento do conhecmento e na sua troca mundal (Idem, p. 122). Pode ler-se o lvro que Wener publcou em 1950 como uma tentatva de síntese de duas concepções acerca das então emergentes tecnologas da nformação Por um lado, as novas máqunas de processamento de nformação destnar-se-am a realzar o projecto da ntelgênca artfcal (cf. Dupuy, 1994). Esse ponto de vsta acerca da função dos computadores, que na altura era largamente domnante, fo aquele que menos nfluênca teve na dea de construr um novo tpo de meda. Por outro lado, a concepção dessas máqunas enquanto sstemas abertos postos ao servço da tendênca rresstível para a comuncação pode estar na génese da concepção dos computadores enquanto dspostvos de comuncação entre homens através de computador. Lcklder nsprou-se na vertente do pensamento de Wener que consdera os

11 As orgens hstórcas da Internet 105 computadores como nstrumentos de comuncação. Ele partu também da noção de sstema acoplado ou coevolutvo. É o que Lcklder desgnava por teora da nteracção smbótca homemcomputador, segundo a qual um computador é um meo que determna o agente, o qual por sua vez determna o meo (Lcklder, 1960). Em consequênca, ele não cessou de nsstr que os computadores deveram ser tecnologas da ntelgênca humana e não apenas máqunas calculadoras (Hafner e Lyon, 1996). Eles deverão ser altamente nteractvos, deverão suplementar as nossas capacdades em vez de com elas competr [crítca à ntelgênca artfcal], ser capazes de representar progressvamente deas mas complexas sem exstr a necessdade de mostrar todos os níves da sua estrutura (Lcklder, 1960). Desenha-se assm uma vsão acerca dos computadores que acaba por efectvamente reter um dos aspectos sublnhados por Wener acerca das novas máqunas de comuncação. Essa vsão centra-se num duplo sentdo de comuncação nteractva. Por um lado, a nteracção ( smbótca ) entre o computador e utlzador, dea cuja tematzação e posteror sucesso é bem conhecda: concepção de sucessvos nterfaces que permtem uma comuncação cada vez mas nteractva entre o homem e o computador (cf., e.g. Negroponte, 1996). Por outro, o conceto de nteracção mplca conceber os computadores como sstemas abertos postos ao servço de uma deologa comuncaconal semelhante à de Wener, a qual se deverá concretzar pela comuncação entre homens através de computador. Se em Wener anda exsta uma forte ênfase da concepção dos computadores como processadores smbólcos de nformação, em Lcklder torna-se domnante a perspectva smbótca, na qual o objectvo é a comuncação propramente dta, e não a comuncação entendda como um conjunto de ordens destnadas a controlar uma máquna. Ora, e este é o ponto crucal, Lcklder possuía um nstrumento que permte realzar um deal comuncatvo como o antevsto por Wener; esse nstrumento é a materalzação da dea, revoluconára, de computadores lgados em rede. Essa dea nada tnha de trval, pos falar de computadores lgados em rede não mplca falar de computadores como um meda de comuncação, bem pelo contráro. Em prmero lugar, ela nada tnha a ver como um projecto de controlo, em que uma máquna controlara a(s) outra(s). Em segundo lugar, ela não estava ao servço do projecto que efectvamente levara a mplementar a prmera rede de computadores: lgar dversos computadores em rede a fm que utlzadores geografcamente stuados pudessem aceder aos recursos computaconas das máqunas uns dos

12 106 Antóno Machuco Rosa outros, sto é, realzar a computação dstrbuída (Hafner e Lyon, 1996). E, fnalmente, em tercero lugar, na lgação de computadores em rede podemos conceber os computadores fundamentalmente como pontos de comutação e não como meda de comuncação. É mportante observar que Lcklder crtcava precsamente aqueles que sobrestmavam a prmera de entre essas duas concepções: Mutos engenheros de comuncações estão actualmente bastante entusasmados acerca da aplcação dos computadores dgtas à comuncação. Contudo, o seu objectvo é que os computadores mplementem a função de comutação. Assm, os computadores ou comutarão as lnhas de comuncação, lgando-as de acordo com as confgurações exgdas, ou comutarão (o termo técnco é recebe e transmte ) mensagens. A função de comutação é mportante mas não é aquela que temos presente ao espírto quando dzemos que os computadores revoluconarão as comuncações. Nós salentamos a função modeladora, não a função de comutação. Até ao momento, o engenhero de comuncações não sentu ser do seu âmbto facltar a função modeladora, tornar smples a modelação nteractva e cooperatva. Transmssão de nformação e processamento de nformação têm sdo levadas a cabo separadamente e foram separadas nsttuconalmente (Lcklder e Taylor, 1968). Os computadores não devem ter como função essencal comutar as mensagens, sto é, eles não se devem lmtar a desempenhar as funções daqulo que vra a ser conhecdo como os routers da rede. Eles devem vsar a comuncação propramente dta. Deve nsstr-se em que as deas de Lcklder eram completamente revoluconáras. À época, passava certamente pelo espírto de muto poucos que os computadores pudessem ser a tecnologa de um meo de comuncação, dferente mas sucedendo a meos de comuncação como a rádo ou a televsão. De facto, apesar das deas vsonáras de Lcklder, referese de novo a mplementação prátca uma rede de computadores nada teve a ver com a cração de uma nova tecnologa de comuncação entre os homens. Quando a ARPANET começou a ser efectvamente mplementada, em meados dos anos sessenta e sob a orentação de Charles Taylor, o motvo medato fo tão smplesmente poupar dnhero graças a uma arqutectura de rede que permtsse que dversas máqunas utlzassem os recursos computaconas de uma mesma máquna (Hafner e Lyon, 1996: 43). Acrescente-se anda que apenas na década de noventa, e de forma mas ntensa apenas na passada década, se generalzou a dea de que a Internet e plataformas nela assente consttuem

13 As orgens hstórcas da Internet 107 um verdadero meo de comuncação, um novo tpo de meda. No seu níco, a Internet era concebda como uma forma nstrumental de efcazmente coordenar dversas máqunas. Essa fase nstrumental esteve na génese de todos os outros meos ponto a ponto precursores da Internet, caso do telégrafo com fos (coordenação de comboos), do telefone (coordenação de operações de ajuda e de nformação comercal) e da telegrafa sem fos (coordenação de navos) (cf. Wnston, 1998, no que respeta ao destaque que deve ser dado à fase nstrumental dos meos de comuncação). O conceto de rede em Paul Baran Fo o grupo de nvestgadores da agênca de nvestgação norte-amercana ARPA, ncalmente agrupados em torno de Lcklder, e depos drgdos por Charles Taylor que, em 1969, mplementou a prmera rede de computadores, a ARPANET. Contudo, durante a últma década do século passado crculou com frequênca a dea de que a actual Internet tera sdo orgnaramente concebda por Paul Baran, nvestgador da RAND nos anos sessenta. A sua motvação tera sdo crar uma rede de comuncações susceptível de resstr a um ataque nuclear sovétco. O projecto conssta em crar uma rede que, em caso de ataque nuclear, não fosse totalmente destruída se uma das suas partes fosse atngda. Baran descreve assm o seu objectvo:... propõe-se um sstema de comuncações onde não exstra um comando central ou ponto de controlo; no entanto, todos os pontos sobrevventes seram capazes de restabelecerem contacto entre s se um qualquer deles fosse atacado. Portanto, estragos numa parte não destrura o todo e o seu efeto no todo sera mnmzado (Baran,1960). Não fo o trabalho de Baran que esteve na orgem drecta da ARPANET. No entanto, ele fo mportante por váras das suas deas terem acabado por confgurar as redes de computadores. Se Lcklder antecpou que as redes de computadores poderam vr a ser um novo meo de comuncação, Baran antecpou, ao nível dos própros detalhes, a forma que esse novo meo vra a ter, em partcular o facto de ele ser, em sentdo precso, uma rede com um con-

14 108 Antóno Machuco Rosa junto de métrcas específcas. Ele antecpou em mas de trnta anos alguns dos valores exactos dessas métrcas e o quadro teórco que as permte explcar 3. E, tal como vmos ser o caso com Lcklder, também exste evdênca dsponível de que Baran se nsprou nas deas do movmento cbernétco. Se a nspração de Lcklder consstu sobretudo em nferr os aspectos comuncaconas que podam ser retrados do projecto de Wener, Baran retrou consequêncas do facto de a cbernétca encarar o cérebro humano como uma rede neuronal 4. Mas precsamente, Baran fo nfluencado por um outro membro do movmento cbernétco, Warren McCulloch. Ele é perfetamente claro acerca dessa flação: Queríamos saber como construr um tal sstema [uma rede de computadores com comando e controlo fáves]. Portanto, acabe por me nteressar pela área das redes neuronas. Em partcular, Warren McCulloch nsproume (...). Ele mostrou como se podera cndr uma parte do cérebro e a função dessa parte mover-se para outra parte. O modelo de McCulloch do cérebro tnha as característcas que eu julgava serem mportantes no desgn de um sstema de comuncações fável (Baran, 1994). Reafrma-se que o conceto de rede também encontra uma das suas orgens no movmento cbernétco. Em McCulloch, tratava-se de analsar o cérebro como uma rede redundante e sem uma organzação em módulos completamente ndependentes. Baran partu dessa concepção, mas precsa a noção de rede na medda em que aborda drectamente a sua topologa e a dstngue dos 3. A teora das redes na sua forma actual teve talvez o seu nascmento com a publcação de um mportante artgo acerca dos mundos-pequenos por Duncan Watts e Steve Strogazt (Watts e Strogatzt, 1998). A teora das redes teve de seguda avanços fundamentas durante os últmos dez anos. De entre a numerosa bblografa dsponível, deve referr-se, a um nível avançado, Dorogovtsev & Mendes (2003), Newman (2002), e um, ao nível de dvulgação, os excelentes Barabás (2002) e Watts (2003). A um nível ntermédo pode ctar-se o já referencado Klenberg e Easley, Nessas obras poderá verfcar-se que as prncpas propredades do espaço das redes são a função de dstrbução das lgações pelos nós, a exstênca (ou não) de um componente ggante (gant cluster), a dstânca entre os nós da rede e o coefcente de agrupamento. De entre os processos que têm as redes como suporte natural, destaca-se a robustez, o tpo de processo que sobretudo nteressava a Baran. 4. Recorde-se que um momento crucal para a consttução do chamado movmento cbernétco fo quando Warren McCulloch e Walter Ptts publcaram, em 1943, A Logcal Calculus of the Ideas Immanent n Nervous Actvty, artgo cujo objectvo em conssta em mostrar como as operações mentas podem ser encarnadas em dspostvos materas (McCulloch e Ptts, 1943).

15 As orgens hstórcas da Internet 109 processos que nela se desenrolam e por ela são constrangdos. Os processos, como vamos ver, concernem o problema de Baran: construr uma rede redundante que resstsse a qualquer tpo de ataques vndos do seu exteror (e.g., um ataque nuclear). Esse tpo de nvestgação obrga a consderar prevamente a redes em s mesmas e segundo a forma mas estlzada que elas podem assumr: nós conectados por lgações. Após ter feto notar que, em qualquer rede, exstem n(n-1)/2) lgações possíves, Baran apresenta dagramas de redes como os seguntes: Fgura 1. Tpos de redes (n Baran, 1964). A rede (a) possu três nós e três lgações, observando-se que (f) possu a totaldade das n(n-1)/2) lgações possíves exstente entre 12 nós (é uma rede totalmente conectada). Redes como (b), (e) e (h) vsam mostrar que não se trata apenas de consderar as redes como entdades matematcamente abstractas (aqulo que se chama um grafo), mas sm como redes físcas de comuncação, nas quas os nós representam estações termnas e pontos de comutação e as lgações representam cabos de comuncação. No entanto, as redes apresentadas são apenas lustrações do conceto genérco de rede e não possuem qualquer prncípo estrutural. A dea fundamental de Baran fo classfcar as

16 110 Antóno Machuco Rosa númeras redes possíves em função da sua resstênca ou redundânca. Ele chegou então ao segunte prncípo estrutural, lustrado pela fgura 2. Fgura 2. Os tpos fundamentas de redes, segundo Baran (n Baran, 1960). As duas prmeras redes da fgura 2. são estruturas centradas (Machuco Rosa, 1999, para essa noção), pos a segunda é uma reprodução local do motvo da prmera. A dstnção fundamental é entre as duas prmeras redes e a tercera ( dstrbuído ), como alás Baran reconhece: Embora possamos traçar uma grande varedade de redes, todas elas se classfcam em dos tpos: centralzadas (ou estrelas) e dstrbuídas (rede ou malha) (Baran, 1960). Não dexa de ser nteressante apresentar um outro esquema de Baran, que os comentadores usualmente neglgencam: Esta fgura parece não alterar nada de substancal por relação à anteror, só que sso não é completamente verdade. A fgura traça mplctamente o espectro da conectvdade do sstema segundo uma lnha orentada que funcona como um parâmetro de controlo. Este consste nas lgações que vão sendo cradas e que assm aumentam a redundânca do sstema. Isso mostra até que ponto Baran tnha uma dea bastante avançada para o seu tempo do

17 As orgens hstórcas da Internet 111 Fgura 3. Os tpos de redes dependentes de um parâmetro de controlo (n Baran, 1964). conceto de rede. O únco parâmetro de que a rede depende é a sua conectvdade, e é em sua função que va ser defnda a quantdade que nteressa estudar: a redundânca como medda de robustez. Em consequênca, Baran defnu o nível de redundânca, R, como medda da conectvdade, de acordo com a lustração da fgura 4. Parte-se de uma rede com o menor número possível de lgações (R=1) escolhda como referênca. Se o número ncal de lgações é duplcado tem-se um nível de redundânca = 2, etc. (cf. fgura 4). Portanto, o nível de redundânca é a razão entre o número de nós e de lgações. Baran compreendeu claramente que se forma um componente ggante, sto é, torna-se possível r de um nó a qualquer outro nó, quando se ultrpassa um certo lmar crítco na razão entre nós e lgações. Esse lmar crítco ocorre quando estão presentes 0.1 das lgaçãoes possíves entre os n nós. A questão da redundânca da rede face a ataques é um problema exactamente nverso da determnação de um componente ggante: exste um valor crítco (o mesmo) de nós ou lgações que tem de ser ultrapassado para que o agrupamento ggante dexe de exstr.

18 112 Antóno Machuco Rosa Fgura 4. Defnção do nível de redundânca de uma rede segundo Paul Baran. Graças a esta defnção de redundânca, Baran escolheu como desgn óptmo uma rede que não é uma árvore herárquca nem está completamente conectada: uma rede robusta terá uma redundânca = 3 ou 4; portanto, exactamente na passagem pelo valor crítco de 0.1. Ela deverá comportar-se de forma robusta face a ataques aleatóros drgdos quer a nós quer a lgações. A topologa óptma do desgn de uma rede constrange os processos a crculação de nformação que nela se desenrolam. Com base neste tpo de arqutectura de rede, Baran realzou smulações numércas que lhe permtram conclur que cerca de 0.7 dos nós poderam ser destruídos sem que a a rede dexasse de funconar, sto é, contnuara a encamnhar nformação de um nó para qualquer outro nó (cf. Baran, 1964). Na verdade, sabemos hoje que a Internet se tornou uma rede anda mas robusta do que o prevsto por Baran, com cálculos a apontarem para que a rede sobrevva, no caso de ataques aleatóros, até cerca de 0.9 de nós destruídos. (cf. Albert et al, 1999). Mas são precsamente os resultados actuas que mostram como Baran fo guado no seu trabalho por uma concepção bastante rgorosa acerca do que é uma rede. Pelo menos no que concerne a nfluênca de Baran na mplementação da prmera rede de computadores (e essa nfluênca acabou por grande), pode ser afrmado que a Internet fo concebda a partr de um quadro teórco precso: o da teora das redes.

19 As orgens hstórcas da Internet 113 Internet: uma rede de protocolos abertos Vu-se que o projecto de construr a prmera rede de computadores teve em parte orgem num conjunto de deas orundas de áreas dscplnares estranhas às tecnologas de rede propramente dtas. A prmera rede de computadores, a ARPANET, não surgu a partr dos esforços mas ou menos solados de um ou város nventores, ao nvés do que ocorreu em meos como o telefone ou TSF. A sua cração resultou de um trabalho conjunto de académcos fnancados por governos e guados por prncípos teórcos sem uma realzação tecnológca à partda evdente. A ARPANET e, posterormente, a Internet, foram desde o níco (nomeadamente no caso de Baran) pensadas como redes que deveram mplementar uma teora matemátca abstracta, a teora das redes. Fo seguramente o prmero momento em que redes empírcas e teora abstracta das redes foram pensadas em conjunto 5. Naturalmente que esse enquadramento conjunto esteve ausente da orgem do telefone ou da TSF. Estes são meos combnatóros que cresceram por externaldades em rede, e vu-se como alguns empreendedores procuraram trar partdo desse facto. Evdentemente que também a Internet e, posterormente, qualquer plataforma que nela tenha passado a assentar, desde redes de correo electrónco a redes socas vrtuas, é um meo combnatóro que cresce por externaldades em rede: quantos mas utlzadores da rede maor o ncentvo para que outros ndvíduos (nós) mtem os anterores e passem também a utlzá-la. Mas vu-se que essa dnâmca tendeu, no caso dos meos de comuncação na transção do século XIX para o século XX, a gerar monopólos detdos por empresas prvadas. Isso não sucedeu com a Internet. Devem ser dentfcadas as razões desse facto, as quas permtem, de um ponto de vsta hstórco, compreender a formação de um meo de comuncação dferente dos anterores. A ARPANET fo a prmera rede a ser mplementada, em Mesmo depos de outras redes de computadores terem surgdo, ela manteve-se durante pratcamente toda a década de setenta do século passado como a mas mportante. Apesar desse domíno, é notável que já no níco dessa década tenha surgdo a dea daqulo que vra a ser a Internet. Com o surgmento de dversas outras 5. A teora das redes teve uma prmera e muto ncpente formulação nos trabalhos de Leonardo Euler durante o século XVIII, trabalhos motvados pela crculação de peões através de pontes que atravessavam um ro. Mas esse tpo de análse, muto rudmentar, parta de uma rede empírca já exstente.

20 114 Antóno Machuco Rosa redes, colocou-se a necessdade de as federar ou lgar entre s. Isso fo consegudo com a nvenção e progressva adopção do protocolo standard TCP (transmsson-control protocol), mas tarde TCP/IP. Ele teve consequêncas decsvas para a evolução das redes de computadores. O TCP fo ncalmente proposto em 1974 por Robert Kahn e Vnton Cerf e é uma consequênca do conceto de redes de computadores enquanto estruturas polmorfas, abertas e em constante expansão. Essa concepção fo bem sntetzada por alguns do poneros da Internet: A Internet baseou-se na dea segundo a qual exstram mutas redes ndependentes com desgn bastante arbtráro, começando com a ARPANET como a rede de comutação de pacotes ponera, mas que em breve devera nclur redes de satéltes, redes de rádo baseadas em terra e outras redes. A Internet tal como hoje a conhecemos mplementa uma dea técnca chave: uma arqutectura aberta de redes. Segundo esta concepção, a escolha de uma tecnologa específca de rede não sera dtada pela arqutectura da rede mas podera antes ser lvremente escolhda por um fornecedor, e de seguda essa rede lgar-se-a em rede a outras redes através do meta-nível arqutectura de nter-redes. Nessa altura exsta um únco método para federar redes. Tratavase do método tradconal de comutação de crcutos através do qual as redes se nterconectaram ao nível do crcuto, transmtndo bts de forma síncrona através de uma porção de um crcuto entre um par fnal de locas (Lener, Cerf et al, 1997). Nesta dea gua encontra-se realmente presente aqulo que vra a ser a Internet: um grande número de redes ndependentes que se foram progressvamente conectando entre s através de protocolos comuns Deve ter-se presente que a Internet mas não é que um método de federar númeras sub-redes (desde redes de área locas a redes de longo alcance passando por redes de área metropoltana) sem se obedecer a qualquer plano central prévo. Cada uma dessas redes pode assumr (e em mutos casos assume efectvamente) arqutecturas e protocolos específcos. Exste contudo um nível que funcona como um denomnador mínmo comum de nterconexão que em nada mpede o desenvolvmento espontâneo de qualquer uma das dversas redes específcas. Esse denomnador é o TCP/IP. A dea subjacente ao protocolo, nota noutro local Vnton Cerf, era a de fabldade de ponto-fnal a ponto-fnal [end-toend], não se pressupondo nada acerca do que exste no nteror de cada rede. A únca cosa que queríamos era que os bts fossem transportados através das redes; apenas sso: pegar num datagrama [= pacote] e transportá-lo (n Hafner

21 As orgens hstórcas da Internet 115 e Lyon, 1996: 227.) Concebdo segundo o prncípo arqutectónco de transmssão end-to-end, o TCP/IP é um protocolo aberto. Ele é aberto num duplo sentdo, o qual representa o afastamento hstórco da Internet face aos outros meos de comuncação. O protocolo é aberto ndferente neutral, cego, por relação ao conteúdo que transporta. Não dstngue entre qualquer dos números formatos que podem ser desenvolvdos para a rede. Transporta-os a todos. Os motvos que levaram a conceber um protocolo com as característcas do TCP/IP prenderam-se com razões de fabldade na transmssão dos bts. Vsto as dversas redes terem crescdo espontaneamente, elas assumram arqutecturas específcas e utlzaram máqunas dstntas e possvelmente ncompatíves, pelo que o conceto subjacente ao desgn do TCP/IP fo não pressupor nada acerca de cada uma dessas arqutecturas e máqunas; o protocolo devera ser o mas neutral, o mas estúpdo possível. O prncípo end-to-end sgnfca que a ntelgênca, sto é, os programas, resde nos nós (computadores) das redes, cuja natureza específcas, no entanto, não é dstnguda ao nível do TCP/IP. (A prmera explctação defntva do conceto de rede end-to-end fo feta por Saltzer et al, 1984.) Além dsso, o protocolo é aberto no sentdo de não estar sujeto a especas condções de propredade ntelectual. Muta da nvestgação que esteve na sua génese fo efectuada em ambente académco, pelo que o protocolo (mas exactamente, o seu códgo-fonte) fo desde o níco colocado em domíno públco. O nível lógco de transporte da rede fcou desde a sua cração acessível a todos, pratcamente sem exgr regulação governamental. A bfurcação entre os novos meda e os meda tradconas encontra a sua orgem na dupla abertura de um protocolo como o TCP/IP. Para que a bfurcação tenha sdo completa, apenas restará menconar as característcas dos nós físcos da Internet, ponto a que se voltará mas abaxo. O facto de o TCP/IP se encontrar em domíno públco não mpedu a exstênca da competção que sempre ocorre aquando da mposção de um standard, pos somente a adopção de um únco standard monopolsta permte capturar os benefícos das externaldades em rede. Assm, proposta por volta de , a adopção do TCP7IP não fo medata, pos o protocolo apenas se veo a tornar domnante durante os anos otenta. Durante a década de setenta desenrolou-se uma ntensa competção entre múltplos standards de rede, prefgurando a stuação genérca em tas processos: parte-se de uma stuação de fragmentação ou competção até que um conjunto de factores acaba por nduzr a mposção de um certo standard domnante e monopolsta. Durante a década de setenta,

22 116 Antóno Machuco Rosa a prolferação de standards de rede era a regra (cf. Abbate, 1999). Em especal, a stuação de fragmentação era partcularmente grande nos standards propretáros e fechados; standards desenvolvdos e utlzados pelos dversos fabrcantes de computadores da altura (IBM, Burroughs, Honeywell, etc.), os quas procuravam manter secretas as especfcações técncas dos respectvos sstemas, bem como provocar todo o tpo de ncompatbldades entre os dversos equpamentos de rede de forma a procurar manter ou ascender a uma posção domnante. Cada uma dessas empresas va o seu standard como o standard, a norma que todos os outros deveram segur. Pode-se sumarar esse ponto de vsta afrmando que se tratava de substtur um défce de aprovação públca, real e exteror da parte dos outros actores, por uma suposta objectvdade ntrínseca; noutros termos, vsto nenhum dos sstemas ser realmente um standard unversal a adopção e reconhecmento públco desse sstema por todos, é como se cada um tvesse o dreto a reclamar-se o estatuto de standard devdo a certos crtéros de qualdade ntrínseca que o fara naturalmente mpor-se e assm passar do partcular ao unversal. Recorde-se que, pelo seu lado, mas de meo século antes, Marcon não nvocava crtéros de qualdade, mas somente as óbvas vantagens comercas das ncompatbldades entre os sstemas. Esse tpo de combate pela mposção de um standard unversal era um combate entre empresas que assm buscavam mpor um standard prvado. Também durante os anos setenta, desenvolveu-se uma aproxmação dferente aos standards de rede, e que consstu em propor standards públcos e abertos. É uma perspectva que ser descrta como um combate do públco ao prvado (Machuco Rosa, 2006). Ela é exemplfcada pelo TCP/IP. Este é um standard de facto e bottom-up em regme de domíno públco, por oposção aos standards propretáros e aos standards formas top-down, sto é, aqueles que vsam ser mpostos por uma organzação de regulação ou por empresas. Pelo contráro, TCP/IP é um standard bottom-up que não fo mposto mas cuja mposção emergu. Se os standards propretáros a que acma se aludu podam ser consderados concorrentes do TCP/IP, tal era também o caso de um outro standard públco proposto pela mesma altura, o X.25 facto testemunhando a gualmente exstente fragmentação no domíno públco, mas no quadro de um combate públco Æ públco. A concorrênca entre o TCP/IP e o X.25 fo ntensa na década de setenta, com os dversos actores da rede a dvdrem-se (cf. Abbate, 1999). O X.25 tnha uma flosofa dferente do TCP/IP, pos não permta a dversdade das redes, sto é, a totaldade dos protocolos dessas redes

23 As orgens hstórcas da Internet 117 teram de se processar segundo os seus própros parâmetros. Em partcular, X.25 não conectava as dversas redes prvadas que entretanto tnham surgdo bem com as que no futuro poderam vr a surgr ndependentemente das arqutecturas nternas de cada uma delas. Essa razão e, sobretudo, algumas outras decsões técncas tas como a separação entre os níves TCP e IP e a ntrodução de um mecansmo que permte traduzr os protocolos de uma rede para outra rede (Abbate, 1999: 175), levaram a que os pratos da balança entre o X.25 e o TCP/IP se nclnassem lgeramente para este últmo. Como é a regra nesse tpo de processos, uma dferença ncal em favor de um dos dos sstemas em competção amplfca-se com o tempo e leva ao seu domíno completo (Arthur, 1994). O computador e as patentes A mposção de um standard aberto como o TCP/IP não é sufcente para explcar a emergênca dos novos meda. Estes dferencam-se dos anterores meos combnatóros devdo à tecnologa exstente nos nós da rede de redes Internet, o computador, possur característcas peculares que não consttuíram uma necessdade hstórca. Como é bem conhecdo, o computador teve a sua orgem nas máqunas ENIAC e EDVAC, concebdas na Moore School of Electronc Engneerng, em Fladélfa, graças à colaboração entre um matemátco genal como J. von Neumann e dos engenheros talentosos, J. Presper Eckert e John Mauchly. Von Neumann era antes de mas um académco prvlegando a troca de deas, pelo que dvulgou publcamente a concepção do computador (cf. von Neumann, 1945). Note-se quão ncomum fo uma decsão desse tpo, pos as novas tecnologas foram, e são geralmente, objecto de patentes, com as consequêncas já lustradas nos casos do telefone, da TSF e da rádo. Na realdade, pelo seu lado, Eckert e Mauchly fzeram o normal nessa crcunstâncas ao procurarem patentear a nova máquna. Mas como von Neumann tnha colocado em domíno públco a sua concepção, o peddo fo recusado (cf. Daves, 2004: 217). A grande relevânca deste ponto é tornada clara se, contrafactualmente, se racocnar acerca do desenvolvmento da nformátca no caso em que a sua máquna de base tvesse sdo patenteada, sto é, controlada em exclusvo pela empresa que Eckert entretanto tnha formado: a trajectóra hstórca que vamos contnuar a segur tera seguramente sdo d-

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CONFORME já foi observado (Campbel- Kelly e Aspray, 2004: 207 e sq.), As orgens hstórcas da Internet: uma comparação com a orgem dos meos clásscos de comuncação ponto a ponto Antóno Machuco Rosa Unversdade do Porto, Portugal E-mal: machuco.antono@gmal.com CONFORME já fo

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