Para inventar um balé marinho: Glória de Sant Anna

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1 Universidade Federal do Rio de Janeiro Para inventar um balé marinho: Glória de Sant Anna Guilherme de Sousa Bezerra Gonçalves Fevereiro 2013

2 Para inventar um balé marinho: Glória de Sant Anna Guilherme de Sousa Bezerra Gonçalves Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Mestre em Letras Vernáculas (Literaturas Portuguesa e Africanas). Orientadora: Professora Doutora Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco Rio de Janeiro Fevereiro de 2013

3 Para inventar um balé marinho: Glória de Sant Anna Guilherme de Sousa Bezerra Gonçalves Orientadora: Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Mestre em Literaturas Portuguesa e Africanas de Língua Portuguesa. Examinado por: Orientadora: Professora Doutora Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco Presidente Letras Vernáculas/UFRJ Professora Doutora Laura Cavalcante Padilha Instituto de Letras/UFF Professora Doutora Mônica Genelhu Fagundes Letras Vernáculas/UFRJ Professora Doutora Vanessa Ribeiro Teixeira Letras Vernáculas/ UFRJ Suplente Professora Doutora Renata Flávia da Silva Instituto de Letras/UFF Suplente Rio de Janeiro Fevereiro de 2013

4 Gonçalves, Guilherme de Sousa Bezerra Para inventar um balé marinho: Glória de Sant Anna / Guilherme de Sousa Bezerra Gonçalves. -- Rio de Janeiro: UFRJ / Faculdade de Letras, f. : il. ; 30 cm. Orientador: Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco Dissertação (Mestrado) Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Faculdade de Letras/ Pós-Graduação em Letras (Letras Vernáculas), Referências bibliográficas: f Sant Anna, Glória, Literatura Moçambicana. 3. Crítica e interpretação. 4. Poesia. 5. Dança. 5. Diálogos interartísticos. 6. Pintura. 7. Sophia de Mello Breyner Andresen. I. Secco, Carmen Lucia Tindó Ribeiro. II. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras. III. Título.

5 Resumo Para inventar um balé marinho: Glória de Sant Anna Guilherme de Sousa Bezerra Gonçalves Orientadora: Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco Resumo da Dissertação de Mestrado submetida ao Programa de Pós-graduação em Letras Vernáculas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Mestre em Letras Vernáculas (Literaturas Portuguesa e Africanas). Um olhar sobre a poética de Glória de Sant Anna, nascida em Portugal e radicada em Moçambique, revela uma compreensão muito particular tanto do mundo, da própria natureza humana quanto de Glória. Publicado em 1988, Amaranto compreende cerca de trinta anos de uma poesia pouco estudada raros são os textos que se debruçam sobre o denso azul silêncio que Glória, como poucos, soube tão bem transformar em versos. Tendo como ponto de partida as possíveis intersecções entre poesia e dança, pretendemos pontuar, através da interpretação de poemas selecionados, a presença da musicalidade, do silêncio, do desejo e da paisagem na obra poética da autora. Para tanto, duas opções tornam-se fundamentais: a escolha do aparato teórico, que perpassa textos de Paul Valéry, Stéphane Mallarmé, George Steiner, Roland Barthes, Octavio Paz, entre outros, e o possível diálogo por nós estabelecido entre a poética de Glória e outras manifestações artísticas a escultura, a pintura e a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, em especial. À deriva, com os veios abertos, a poesia de Sant Anna possibilita infinitos espraiamentos e interações, porque o cerne de sua produção é inventivo e único: ela compõe um organismo vivo, harmônico e musicalmente orquestrado. Um balé marinho, a expor, em contrafluxo, as fraturas e os estilhaços do sujeito e do mundo. Rio de Janeiro Fevereiro de 2013

6 Abstract Para inventar um balé marinho: Glória de Sant Anna Guilherme de Sousa Bezerra Gonçalves Orientadora: Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco Resumo da Dissertação de Mestrado submetida ao Programa de Pós-graduação em Letras Vernáculas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Mestre em Letras Vernáculas (Literaturas Portuguesa e Africanas). A glimpse through the poetry of Glória de Sant Anna, born in Portugal and rooted in Mozambique, reveals a very particular comprehension of the world and of human nature as well. Published in 1988, Amaranto is comprised of about thirty years of a very little studied poetry the texts, which focus on the dense blue silence that Glória, like a few, knew how to transform in verses very well, are rare. Having as a start point the possible intersections between poetry and dance, we intend to unveil, through selected poetry interpretation, the presence of musicality, silence, desire, and landscape in the poetic work of the author. Therefore, two options become fundamental: the choice of the critical essay, which is present in the texts of Paul Valéry, Stéphane Mallarmé, George Steiner, Roland Barthes, Octavio Paz, among others, and the possible dialogue established by us among the poetics of Glória and many other artistic manifestation sculpture, painting, and especially, the poetry of Sophia de Mello Breyner Andersen. Drifting, with wide open shafts, the poetry of Sant Anna makes infinite spreading and possible interactions, because the heart of her production is inventive and unique: it is composed of an alive, harmonious and musically orchestrated organism. A marine ballet to expose, in counterflow, the fractures and fragments of the individual and the world. Rio de Janeiro Fevereiro de 2013

7 À minha mãe, Shirlei, mar infinito em mim; e à minha irmã, Fernanda, entre tapas e beijos.

8 Agradecimentos Não há outra forma de iniciar os agradecimentos deste trabalho. Desde seu primeiro esboço, tudo o que aqui está começou há alguns anos, quando o destino entrecruzou o meu caminho ao da Professora Carmen Tindó. Minha vida estará infinitamente marcada por todos esses anos em que tive a imensa honra de ser seu orientando. Agradeço, sobretudo, aos diálogos sempre amigos, a preocupação constante em momentos difíceis, ao apoio em todas as minhas empreitadas e a amizade. Palavras para expressar o tamanho do meu afeto precisariam ser inventadas. Muitíssimo obrigado! À Professora Mônica Fagundes, pelos livros, as risadas, a companhia, o incentivo certo, o apoio aos meus trabalhos sempre tão esquizofrênicos e pela imensa alegria de ter sido seu aluno. Pelos caminhos e pelo sorriso que sempre abriu. Por tudo, enfim. À Professora Laura Padilha, por gentilmente aceitar o convite para integrar a banca de exame desta dissertação. Ao Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas, pelo irrestrito apoio ao estudo das literaturas africanas de língua portuguesa. À CAPES, pelo auxílio financeiro indispensável para este trabalho. Às amigas de uma vida que muito entenderam minhas ausências, minhas preocupações e minhas fúrias. Em mim, para além dos meus limites: Anna Carolina Lacerda, Bianca Abreu, Cíntia de Oliveira, Isabelle Baltazar, Isis Esteves, Jéssica Rabello e Natallia Alves. Agradecimento que estendo para a família de todas. Ao bando de meu iáiá, meu iôiô que a Faculdade de Letras me deu e a quem só consigo reverenciar e agradecer pelos momentos musicais, pelas angústias repartidas e pelas risadas sempre altas: Aline Lanzillotta, André Uzêda, Anna Carolina Avelheda, Arthur Melo, Beatriz Sarlo, Débora Silvestre, Fabiana Gonçalo, Luciana Maline, Luciana Póvoa, Luisa Mattos (de outros e eternos carnavais!) e Marluce Faria. Um beijo pros meus fãs! Amo vocês loucamente! À Camila Martins, Juliana Andrade, Martina Farias e Pamela Mota, porque, às vezes, se quer agradecer, mas as palavras não são suficientes. À Vivian Paixão, migs: tão imensamente importante e presente. Meu dueto. Aos queridos que entraram na minha vida através da Cátedra Jorge de Sena e organizaram muitos congressos no meu coração: Alice Vieira, Carina Santos, Nathália Ornellas e Williams Duarte. À Analu Carbos, Grazielle Melo, Priscila Campos e Raquel Compulsione, porque na África temos a mania de sermos irmãos. A André Tostes, Clarice Rodrigues, Geifson Santana, Gustavo Guedes, Marina Pereira, Raphael Victoriense, Samanta Trinxet e Vanessa Raposo: o tempo e os

9 acontecimentos podem afastar, mas, como diria Rita Lee, a vida tem disso. No fim, tudo faz sentido. Sei que vocês estarão no fim. À Beatriz Cardoso, Claudia Medeiros, Licia Matos, Michelle Chagas e Rebeca Fuks: a presença, o apoio e a cumplicidade nesses intensos dois anos de loucura foram fundamentais. À Claudete e ao pessoal da Xerox, pelas rápidas cópias e distraídas conversas. À Professora Luci Ruas, pelas conversas e aulas maravilhosas que sempre persegui: um exemplo para além das salas de aula; à Professora Teresa Cerdeira, pelo carinho da convivência e por me ter aberto os muitos mundos da Literatura Portuguesa; à Professora Monica Figueiredo, que me disse ter uma fé inabalável no tempo e nele me fez acreditar: apenas por isso e não só por isso; e ao Professor Jorge Fernandes da Silveira, pela poesia lida e ouvida. À Professora Maria Teresa Salgado, pelas palavras constantes de carinho e pela recepção sempre afetuosa. Aos professores que durante a graduação e a pós-graduação me tiraram docemente o chão, em especial Ângela Beatriz Faria, Antonio Carlos Secchin, Maluh Guimarães, Ronaldes de Melo e Souza e Sérgio Gesteira. À Professora Ana Crélia Dias, por me mostrar que sou, antes de qualquer coisa, professor; e à Erica Sousa, pela ajuda e amizade no início dessa empreitada. Aos meninos do Colégio Bahiense/JPA e do CEL/Ilha do Governador, pela convivência semanal e pelas risadas involuntárias que muitas vezes mudaram meu humor para melhor. Às famílias Bezerra e Sousa Sá: apesar dos muitos percalços, aprendi pelo caminho que eu sou também a sombra vaga de alguma interminável música. A Carlos Alberto Ferreira, Ebelina Mangabeira e Luiz Carlos Pimentel pelo contínuo apoio em ações e palavras. A todos os cachorros que passaram pelo quintal da minha vida, por me ensinarem, desde cedo, que o amor é de graça. À minha mãe, Shirlei, e à minha irmã, Fernanda: sei que me aturar não é fácil. Só amo vocês.

10 Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua Merecia a visita não de militares, Mas de bailarinos e de você e eu. Herbert Vianna e Tetê Tillet Todos já fomos crianças. Todos já amamos. O amor é um estado de reunião e participação aberto aos homens: no ato amoroso a consciência é como a onda que, vencido o obstáculo, antes de se desmanchar, ergue-se numa plenitude na qual tudo forma e movimento, impulso para cima e força da gravidade alcança um equilíbrio sem apoio, sustentado em si mesmo. Quietude do movimento. E do mesmo modo que através de um corpo amado entrevemos uma vida mais plena, mais vida que a vida, através do poema vislumbramos o raio fixo da poesia. Esse instante contém todos os instantes. Sem deixar de fluir, o tempo se detém, repleto de si. Octavio Paz Inventei a dança para me disfarçar. Ébria de solidão eu quis viver. E cobri de gestos a nudez da minha alma Porque eu era semelhante às paisagens esperando E ninguém me podia entender. Sophia de Mello Breyner Andresen É só ter alma de ouvir, E coração de escutar. Caetano Veloso

11 SUMÁRIO Para inventar um balé marinho: Glória de Sant Anna Introdução Uma poética à deriva 12 Capítulo I O fantasma, a árvore e a música 21 Capítulo II O sal, o estilhaço e o desejo 58 Capítulo III Recantos 104 Capítulo IV Quantas navegações ao umbigo do mundo? 128 Conclusão Onde a dor não tem razão 155 Referências bibliográficas 162

12 INTRODUÇÃO Uma poética à deriva

13 13 (...) Sua dança sempre acaba/ igual como começa,/ tal esses livros de iguais/ coberta e contracoberta:// com a mesma posição/como que talhada em pedra:/ um momento está estátua,/ desafiante, à espera.// Mas, se essas duas estátuas/ mesma atitude observam,/ aquilo que desafiam/ parece coisas diversas.// A primeira das estátuas/ que ela é, quando começa,/ parece desafiar/ alguma presença interna,// que no fundo dela própria,/ fluindo, informe e sem regra,/ por sua vez a desafia/ a ver quem é que a modela.// Enquanto a estátua final, por igual que ela pareça,/ que ela é, quando um estilo/ já impôs à íntima presa,// parece mais desafio/ a quem está na assistência,/ como para indagar quem/ a mesma façanha tenta.// O livro de sua dança/ capas iguais o encerram:/ com a figura desafiante/ de suas estátuas acesas. (...) (MELO NETO, João Cabral. 2008, pp ) As geografias da paixão: Portanto, só os ciclos são eternos 1 Insistimos: nem mesmo fotografias encerram a deriva dos continentes ou são capazes de apreender o inapreensível. A mobilidade dos corpos persiste, sequiosa, motivada pelo compasso natural do tempo apartadas até mesmo de si, as coisas continuamente inauguram o itinerário inescapável da vida. Morrer nunca foi uma etapa contornável. Vivemos sujeitos a todas as possibilidades: um viver dito, escrito, sentido, dançado, incapaz de premeditar os relevos que se acentuam a nossa frente: por vezes, é imperioso saltá-los, contorná-los, perseguir, teimosamente, os sopros do vento em face dos desvãos do solo. Na premência desses movimentos, existimos como sujeitos plenos à parte os inevitáveis tropeços da aprendizagem, é a dureza do mundo que nos faz ser. Todo deslocamento encerra em si algum motivo mover-se nesses irregulares descampados é uma inegável experiência de conhecimento: respiramos, procriamos, sofremos, esquecemos e rimos à mercê das horas, personagem sorrateira, mas constante, a quem só damos por conta quando nos abate a fadiga. E a certeza de que os movimentos se revelarão, então, grandes e contínuos ciclos geográficos, biológicos e humanos é o que nos restará. Nunca os poderemos deter ou protelar para o próximo dia. Aprendemos, assim, com o mundo: bem como os continentes empreendem uma 1 Pepetela, 2000, p. 9

14 14 lenta dança que os reunirá, futuramente, no reverso da pangeia, retornaremos inquestionavelmente ao barro do qual um dia fomos feitos. Este eterno retorno que pressupõe a renovação e a sabedoria está intimamente confundido aos espaços, aos continentes e às artes. Na África, esta experiência ecoa na compreensão e na organização anímica dos seres, na medida em que (...) a vida é uma corrente eterna que flui através dos homens em gerações sucessivas. Mesmo antes do nascimento, o africano já faz parte desse processo: pertence a um grupo do qual é indissociável, não pode ser separado nem dos que o precederam, nem dos que o irão suceder, e os valores tradicionais o protegerão contra o abandono e a solidão (Kabwasa, 1982, p. 14). Se há modos africanos de viver e lidar com esta circularidade, a matéria humana responde, em maior ou menor medida, a este anseio de regresso. Seja pelos dogmas que orientam, em geral, nossa condição humana, seja apenas porque somos atravessados por inúmeras paixões que potencializam esta já perpétua demanda de movência, toda a produção artística unida em um indivisível abraço com as mãos que a entalham absorve a mesma sede de totalidade arraigada em nosso espírito. A palavra quer ser silêncio, a poesia quer ser música, a dança refuta o andar e a pintura expressa a experimentação subjetiva ou objetiva de uma realidade

15 15 vivenciada, nem que seja apenas por intermédio da imaginação. Busca-se, portanto, um absoluto um encontro gráfico, verbal, imagético e sensorial tão intenso que a fronteira entre os corpos não se mostraria capaz de conter a ação desenfreada do desejo. A escultura de Alberto Chissano 2, reproduzida na página anterior, compreende com extrema sensibilidade a uniformidade desses vínculos multiplicidade constituída e idealizada como unidade. A figura feminina é docemente enlaçada por uma forma masculina amantes unidos, dançando ao som de uma música feita de silêncio: em busca de algum conforto e serenidade, são os braços dele que se estendem em direção ao seu regaço. Ele a procura, ao passo em que ela o acolhe com uma das mãos, como se o erguesse do chão com a outra, sustenta a base da massa amorfa criada por este contato: o tronco de ambos se confunde como se líquida fosse a substância do qual são feitos; como se, indistintos, se desprendessem de todas as amarras/ da canga a que forçam o pensamento e estivessem de novo imersos nesta pura água (Sant Anna, 1988, p. 289). De novo. Menos imediata do que as artes plásticas, a poesia talvez seja o mais privilegiado espaço para a ocorrência dessas confluências: talvez porque ela nos imponha maiores falhas no relevo e nos faça percorrê-la sempre de forma muito cautelosa. É esta geografia da paixão que nos empurra, portanto, do fim ao início; é ela quem não nos distingue em meio a tantos abraços e influências; quem traz Glória, primeiramente, pelo último poema da antologia Amaranto, publicada em 1988, pela Imprensa Nacional Casa da Moeda. No percurso às avessas, não há em Delenda Glória novidades já não prenunciadas em Região, poema inicial que descortina Distância, primeiro dos livros presentes na coletânea. 2 Alberto Chissano ( ). Sem título, Escultura em madeira, 197 cm.

16 16 Nesta amálgama de diversidades convergentes em que embarcamos a partir de agora Amaranto: amar, mar, tanto, amargo, há um fio lógico presente em todas as páginas. Os fins e os começos são feitos da água de Pemba: Glória de Sant Anna, a moçambicana portuguesa 3, não se trai como poeta. Certa de suas convicções estéticas e políticas Eu analiso, e até sofro, e aviso, mas sem gritar (p. 171), diria em entrevista a Michel Laban (1998), realizada em julho de 1984, quando a autora já deixara Moçambique, cabe-nos, invariavelmente, navegar pelo texto ressaltando seus abismos, lendo suas superfícies, encontrando a recorrência das mesmas preocupações em novas imagens. Feitas estas brevíssimas apresentações, passamos momentaneamente às palavras de Glória antes de, futuramente, inserirmos também as nossas. Perguntada sobre Amaranto, diz: O último poema desse livro (poema de que ainda gosto...) foi escrito no Algarve. E o primeiro poema que eu consegui escrever neste exílio como lhe chamou foi também escrito no Algarve, exactamente em Lagos, frente ao braço de mar que entra pela cidade. Lagos tem uma enorme e linda baía que me faz lembrar Pemba. É um poema pequeno..., surgiu de repente, como lágrimas de quem depois de muito tempo consegue chorar Pensei nesse momento e angustiadamente Apesar de tudo, ainda não morri... Era Pemba ressurgida..., transposta..., aquela luminosidade sempre diferente, que eu não via só com os olhos..., que eu vivi a uma intensidade de seu próprio elemento como a própria claridade, a terra avermelhada, a água quieta, os arvoredos, a gente... (idem, pp ) Ao fim (ou desde o começo), esta dissertação expressa apenas mais uma das certezas de Glória de Sant Anna: Apesar de tudo, ainda não morri A identidade fronteiriça de Sant Anna deve ser salientada, mas não nos parece que este dado ganhe, em sua obra poética, uma amplitude significativa. Glória era portuguesa de nascimento e fora viver em Moçambique, contudo soube separar sua nacionalidade de sua poesia. Afirmou, sempre, ser uma poetisa moçambicana, o que independe de seu lugar de nascimento assumiu o mar de Pemba, a gente de Moçambique, o riquexó (1988, p. 44), a mãe negra (idem, 107), etc. Tal inscrição no cânone literário moçambicano reverbera, inclusive, na atribuição do Prêmio Camilo Pessanha recebido por Livro de água (1961) a autora afirma que fora escolhida, porque seria de interesse para premiar um livro especificamente de Moçambique... (Laban, 1998, p. 155, grifo nosso).

17 17 Da organização do texto Falamos, aqui, sobre Glória de Sant Anna ou, como desejamos em todo o percurso da escrita, falamos pela poetisa e por seu trabalho, injustamente pouco conhecido no meio acadêmico. À exceção do prefácio de Eugénio Lisboa (1988) a Amaranto, do ensaio da Professora Carmen Tindó, em A magia das letras africanas (2008), dos textos e pesquisas de Ana Mafalda Leite e Giulia Spinuzza, da resenha crítica ao livro elaborada por Eduardo Pitta (1989) e publicada na Revista Colóquio/Letras, inacessíveis são os poucos trabalhos que se debruçam especificamente sobre a autora. Esparsas referências a outros textos foram encontradas, mas uma busca cautelosa não trouxe maiores resultados. Há, assim, uma poética à deriva ansiosa por um cais em que possa, momentaneamente, atracar. E respirar. Motivados por essa gigantesca ausência, nosso trabalho não intenta revolucionar o estudo da poesia moçambicana, mas compor um painel coerente que seja capaz de apresentar, de forma satisfatória e atenciosa, Glória de Sant Anna. Para tanto, organizamos o texto a partir de uma analogia simples entre a poesia e a dança: sem dissecar as implicações críticas desta relação, cremos que a leitura poética apresentada incorporará, de forma clara, este pressuposto teórico basilar de nosso trabalho. Mesmo que tenhamos privilegiado as interpretações de poemas, o bailado é parte fundamental para a totalidade do texto: há a inegável influência de teóricos como Paul Valéry, Stéphane Mallarmé também poetas e José Sasportes, críticos da dança, nas exegeses poemáticas. Esta escolha foi motivada por incontáveis razões, mas fundamentalmente por crermos na perfeição existente no diálogo que ambas as manifestações artísticas estabelecem os movimentos do poético não poderiam ser mais bem expressos do que

18 18 pela distensão rigorosamente ritmada da bailarina no palco. Ao pensarmos nestes encontros interartísticos, três componentes se afiguram para nós como essenciais em um balé: a música, os corpos em movimento e o teatro. Nossa dissertação segue essa mesma linha de raciocínio além da introdução e conclusão, ela é composta por três capítulos que irão analisar três grandes temas presentes em Amaranto: a relação entre a música e o silêncio, o erotismo e a paisagem. Um quarto capítulo retoma, ainda, possíveis laços entre a poética de Sant Anna e a da poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen. Coletânea de todos os seus textos publicados ou inéditos até 1983, Amaranto compreende cerca de trinta anos de produção poética. A escolha dos livros e dos poemas analisados seguiu, basicamente, duas regras: optamos por não focalizar na dissertação um espaço determinado de tempo queríamos, com esta diversificação, abarcar quantas Glórias fossem cabíveis e, sempre que possível, privilegiar, em cada capítulo, poemas de uma mesma obra. A saber: o Capítulo 1 tratará de Música ausente (1954) e Um denso azul silêncio (1965); o Capítulo 2 passeará por Gritoacanto ( ); o Capítulo 4, por A escuna angra ( ). Única ressalva quanto à preferência por nos atermos a poemas de um mesmo livro, o Capítulo 3 se articula de forma comparativa, havendo um texto de Cantares de interpretação ( ), outro de Música Ausente (1954) e um último de Desde que o mundo e 32 poemas de intervalo (1972) que serão, respectivamente, cotejados com pinturas de Bela Rocha, Teresa Roza d Oliveira e Mucavale. Cabe ressaltar ainda que a teoria crítica adequada a cada tema estará embutida nos capítulos. Nosso último capítulo, Quantas navegações ao umbigo do mundo?, é, originalmente, fruto de monografia apresentada ao Professor Jorge Fernandes da Silveira no curso O retorno do épico IV, no segundo semestre de Em relação ao

19 19 texto original, modificações e acréscimos foram feitos para que, dentro da dissertação, ele não se tornasse dissonante. Mesmo com pequenas mudanças, as ideias e inquietações suscitadas partiram das aulas e dos textos de apoio oferecidos durante o curso. Diluímos em nossa dissertação as informações biográficas e históricas que achamos pertinentes. Eximimo-nos de articular à análise dos poemas qualquer dado que não nos parecesse exigido pelo próprio texto. Acreditamos na influência direta de acontecimentos políticos e escolhas pessoais e ideológicas no fazer literário e artístico, de modo geral, apenas evitamos tornar a poesia de Glória um subterfúgio para a teorização de ideias e pensamentos restritamente extratextuais. Salientamos que nossa grande preocupação é, a todo o momento, a interpretação dos poemas seguimos o conselho da poetisa, que nos alerta: Eu não digo que não seja [o nível estético importante em sua obra]... até estou convencida de que algumas vezes o procuro... Mas não é só isso que procuro. Quando escrevo de pedras, árvores, mar, flores, eu sei lá..., o meu intento é dar um recado dentro do ambiente em que se encerra. Mas tem razão. É preciso estar atento. Quem ficar pela música das palavras perde o conteúdo... (Laban, 1998, p. 173). Ao longo do texto, há inúmeras citações musicais ou literárias, sejam incorporadas à interpretação, sejam utilizadas como subtítulo estratégia em nada distanciada da ideia de costura. Não pretendemos que nenhuma delas seja gratuita ou aleatória: caso tenhamos sido felizes com as escolhas, elas cumprirão a funcionalidade de apresentar e interligar tanto temas quanto poemas. Como leitores, nossas influências também estão presentes de forma direta ou mesmo velada: tentamos, sempre que detectadas, dar o devido crédito a quem as tenha criado. Não esquecemos também de nosso papel como agentes organizadores das informações deste trabalho. É imbuídos desta função que, honestamente, assumimos

20 20 todas as nossas obsessões foi-nos impossível desvencilhar por completo nossas impressões e compreensões do mundo, que nos circundam e nos rodeiam com insistência, da escrita. Estamos também fortemente envolvidos com o texto: seja pela paixão que nos liga ao tema, seja porque, pessoalmente, ele nos revela mais sobre nós mesmos do que jamais imaginaríamos conhecer. Esse é o motivo para que o corpo, a alma, a unidade, os limites, o mar, a totalidade, os desejos, os elos, a solidão, os laços desfeitos, os fantasmas, as navegações, os caminhos, o silêncio, a memória, a casa, o mesmo, a movência, o hálito, o vestígio, as árvores, o tempo, a corrosão, o fim, a ausência, a morte, as coisas, o vento, o obscuro, o azul, as negações, os recortes e colagens, os diálogos, as influências e o mundo sejam reiterados, repetidos, reditos, renovados, reproduzidos, ressignificados e revisitados. Nada disso nos foge à alma, porque é ela quem abriga tudo, todos, independente de nossa vontade. Não tentamos mais negá-los oprimi-los talvez tornasse esta experiência ainda mais dolorosa. De nossa parte, esperamos que tenha valido a pena.

21 CAPÍTULO I O fantasma, a árvore e a música

22 22 Por muito tempo achei que ausência é falta./ E lastimava ignorante a falta./ Hoje não a lastimo./ Não há falta na ausência./ A ausência é um estar em mim./ E sinto-a, branca, tão apegada, aconchegada nos meus braços,/ que rio e danço e invento exclamações alegres,/ porque a ausência, essa ausência assimilada,/ ninguém a rouba mais de mim. (ANDRADE, Carlos Drummond de) 4 Pra começar, quem vai colar os tais caquinhos do velho mundo? 5 Por mais que se intente a dissolução de dicotomias e se tencione, com cada vez mais vontade, a afirmação e sagração de múltiplas realidades, de existências sempre plurais a aterrar a razão na percepção da solidão inequívoca, a relação polarizada entre o silêncio e a fala soa, por vezes, intransponível. Como não afrontar a possibilidade do tudo inclusive, a de ser o deus de sua própria existência que o silêncio representa a cada sílaba pronunciada, a cada suspiro emissor de sons, usualmente ininteligíveis e inaudíveis, mas repletos de significado? Em um mundo no qual as subjetividades já são comprometidas pela veiculação ininterrupta de informações e pela homogeneização da forma, da cultura, dos relacionamentos interpessoais, etc., o não dito surge como o abrigo para as noites frias: potência do tudo, é o esperado acalanto aos desesperados o tão desejado refúgio para os desterrados de si. Se o silêncio comporta o infinito, sua natureza é plurissignificativa (Orlandi, 2007). Por fugir da rigidez verbal e comunicativa, há nas múltiplas possibilidades expressivas do silenciar a possibilidade também do dizer. Por momentos, céu e terra se tocam, dissolvendo a inviabilidade em encontrar-se que os caracteriza: incorporada ao silêncio, a fala é uma de suas extensões categoriais e materiais o visível e apreensível de um fantasma que nos rodeia, nos objetiva e nos escapa a cada momentâneo vislumbre. Inscrita em seu corpo, a linguagem verbal é a margem cognoscível e cristalizada de sua substância a forma e a matéria, em intrincada relação geracional de 4 Retirado do site 5 Verso de Pra começar, de Marina Lima e Antonio Cícero.

23 23 significados. Traiçoeiro, no entanto, o verbo busca a estabilidade significativa em contraponto ao ir e vir de sentidos do que ficou por dizer. Ergue-se, novamente, a Babel que se supôs falaciosamente superada. Reconhecido nos desvãos do que é dito, o silêncio se torna prenhe em significado: em um cruel jogo de infidelidade e desnudamento, dizer é abrir as portas de nossa casa, é expor nossa preservada intimidade. Quando falamos, submergimos do solo genesíaco que nos forma e nos ata a terra: somos árvore, não mais potência cingida pela seda da semente. Sujeitos aos olhos da alteridade, delimitamo-nos espacial e temporalmente: nossa existência torna-se contextualizada e sensorialmente reconhecível. Tornamo-nos passíveis de observação, catalogação e classificação por partes galhos e frutos dizem a que grupo pertencemos; flores, o sexo ao qual fomos destinados. Nessa vivência exposta, esquece-se, com certa frequência, o grão originário que enlaçava todo nosso futuro em um pouco de nada: a fala, esse milagroso excesso (Steiner, 1988, p. 55), tal qual um mergulho no Lete, oblitera a experiência primacial de ser-semente, do silêncio como força gerativa. Os significados do cotidiano se tornam dependentes apenas das variadas combinações verbais que a linguagem, em seus arranjos e rearranjos mais ou menos canonizados, faz existir. Na fenda aberta entre tão antagônicas e concêntricas forças, a experiência poética surge como vigoroso entrelaçar de corpos amantes; mar que se interpõe, no horizonte, entre o céu de um silencioso deus e a terra dos apartados herdeiros do éden. Um poema é feito de palavras mesmo que banal, a afirmativa se consagra em prerrogativa inabalável, mas por vezes esquecida. Na ânsia da transgressão cega, a poesia pode desaguar em um sem sentido que nada tem a ver com o processo de transmutação a que a palavra poética se empenha. Toda linguagem, já nos ensina

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