REPRODUÇÃO COMPARADA. Sérgio Magalhães

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1 REPRODUÇÃO COMPARADA Sérgio Magalhães

2 REPRODUÇÃO É o processo através do qual o ser vivo dá origem a outros indivíduos da mesma espécie que ele. Pode ser: Assexuada: quando não ocorre troca nem recombinação de material genético. Sexuada: é aquela que ocorre com troca e/ou recombinação de material genético.

3 REPRODUÇÃO ASSEXUADA Cissiparidade ou bipartição ou divisão binária: processo através do qual um organismo unicelular sofre mitose, originando dois novos indivíduos semelhantes entre si e semelhantes ao organismomãe. Ex.: protozoários (ameba)

4 REPRODUÇÃO ASSEXUADA Esquizogonia ou divisão múltipla: quando num organismo unicelular ocorrem várias duplicações nucleares não acompanhadas das divisões citoplasmáticas correspondentes. Após a formação de uma massa celular plurinucleada, esta se subdivide de modo que cada parte do citoplasma circunde um núcleo, originando assim, simultaneamente, novas células (esquizontes). Ex: protozoários do gênero Plasmodium.

5 REPRODUÇÃO ASSEXUADA Brotamento, gemiparidade ou gemação: forma de reprodução observada tanto em organismos unicelulares quanto em multicelulares. Na parede do corpo surgem gemas ou brotos que crescem presos ao organismo-mãe formando novos indivíduos que podem permanecer ligados a ele originando colônias ou se desprender, passando a viver livremente. Ex.: alguns poríferos, pólipos de cnidários e algumas ascídeas.

6 REPRODUÇÃO ASSEXUADA Regeneração: processo de reprodução através do qual o organismo dá origem a outros indivíduos da mesma espécie a partir de fragmentos ou partes de seu corpo. Ex.: esponjas (poríferos) e planária (platelminto).

7 REPRODUÇÃO ASSEXUADA Estrobilização: tipo de reprodução onde ocorre a fragmentação de um indivíduo em duas ou mais partes, as quais crescem refazendo animais completos. Ex. Cnidários

8 REPRODUÇÃO ASSEXUADA Gemulação: processo de reprodução assexuada típico de esponjas de água doce. No interior do animal aparece um conjunto de células indiferenciadas (amebócitos) envolvidas por uma capa dotada de uma abertura - micrópila. A esse conjunto denominamos gêmula. Se as condições ambientais estiverem favoráveis, as células são liberadas pela micrópila e originarão um ser completo.

9 REPRODUÇÃO SEXUADA É aquela em que é feita através da troca e/ou recombinação de material genético. Nos animais a reprodução sexuada é feita por fecundação. Fecundação: direta ou indireta cruzada ou autofecundação externa ou interna

10 FECUNDAÇÃO DIRETA Quando o gameta masculino atinge o feminino, por si só, sem necessitar do auxílio de uma outra célula. Ex.: todos os animais, exceto os poríferos.

11 FECUNDAÇÃO INDIRETA Quando o gameta masculino chega até o feminino levado por uma outra célula. Ex.: poríferos

12 FECUNDAÇÃO CRUZADA Quando os gametas se originam de indivíduos diferentes. Ex.: alguns poríferos, cnidários e platelmintos, nematelmintos e anelídeos, maioria dos moluscos, artrópodos, equinodermos e cordados.

13 AUTOFECUNDAÇÃO Quando os gametas se originam de um mesmo indivíduo. Exs.: poríferos, cnidários, platelmintos (tênias).

14 FECUNDAÇÃO EXTERNA Quando ocorre fora do organismo materno, em meio aquático. Exs.: cnidários, anelídeos poliquetos, moluscos não cefalópodes, equinodermos, ascídeas, anfioxo, ciclostomados, peixes ósseos e anfíbios.

15 FECUNDAÇÃO INTERNA Quando ocorre no interior do organismo materno. Exs.: poríferos, planárias (platelmintos), artrópodes, moluscos cefalópodes (polvos e lulas), peixes cartilaginosos, répteis, aves e mamíferos.

16 DESENVOLVIMENTO DO OVO sem estágio larval direto Ex.: vários invertebrados, peixes, répteis, aves e mamíferos. com estágio larval indireto Ex.: poríferos, cnidários, artrópodes, anfíbios.

17 DESENVOLVIMENTO DIRETO Forma jovem é bastante semelhante ao adulto. Não ocorre metamorfose. Ex.: cnidários, artrópodes, anelídeos, equinodermos, peixes, répteis, aves e mamíferos.

18 DESENVOLVIMENTO DIRETO

19 DESENVOLVIMENTO INDIRETO Indivíduo nasce e passa por um estágio larval. Para se tornar adulto e com capacidade reprodutiva passa por um processo denominado metamorfose. Ex: poríferos, cnidários, artrópodes, anfíbios.

20 DESENVOLVIMENTO DOS INSETOS Desenvolvimento direto sem metamorfose: desenvolvimento ametábolo (a= sem; metábole = mudança). Do ovo eclode um jovem semelhante ao adulto. Ex: traça.

21 DESENVOLVIMENTO DOS INSETOS Desenvolvimento indireto com metamorfose incompleta: desenvolvimento hemimetábolo (hemi= meio), em que do ovo eclode uma larva chamada ninfa, semelhante ao adulto (denominado imago), mas que não tem asas desenvolvidas. Ex.: baratas, percevejos, gafanhotos.

22 DESENVOLVIMENTO DOS INSETOS Desenvolvimento indireto com metamorfose completa: desenvolvimento holometábolo (holo = total), em que do ovo eclode uma larva, também chamada lagarta, bastante distinta do adulto. Essa larva passa por um período no qual se alimenta ativamente, para depois entrar num estágio denominado pupa, quando ocorre metamorfose e a larva transforma-se no adulto completamente formado que emerge da pupa. Ex.: moscas, pulgas, borboletas, mosquitos.

23 EVOLUÇÃO DO OVO Ovulíparo fecundação e desenvolvimento externos. Ex. esponjas, corais, maioria dos peixes ósseos, anfíbios.

24 EVOLUÇÃO DO OVO Ovíparo fecundação interna e desenvolvimento externo. Ex. répteis, aves, mamíferos prototérios.

25 EVOLUÇÃO DO OVO Ovovivíparo ovo eclode no interior da fêmea e depois os filhotes saem. Nutrição do embrião depende das reservas do ovo. Ex.: muitos tubarões, alguns peixes ósseos e alguns répteis. Guppy Tubarão branco Víbora (Vipera aspis)

26 EVOLUÇÃO DO OVO Vivíparo não há ovo. Embrião depende da mãe para nutrição e eliminação de resíduos metabólicos. Ex.: mamíferos metatérios (marsupiais) e eutérios.

27 MODOS ATÍPICOS DE REPRODUÇÃO Partenogênese: termo utilizado para designar o desenvolvimento de um embrião de qualquer ser vivo a partir de óvulos não fecundados, ou seja, sem que haja fertilização. Ex: abelhas: as fêmeas (operárias, rainha) são diplóides, produzidas por fecundação, enquanto os machos são haplóides, produzidos através de partenogênese.

28 MODOS ATÍPICOS DE REPRODUÇÃO Pedogênese: caso particular de partenogênese que ocorre na fase larval. A larva produz óvulos que sem serem fecundados dão origem a novas larvas que, ao atingiram a fase adulta, reproduzem-se sexuadamente. Ex: larvas de alguns platelmintos (ex: Fasciola hepatica platelminto parasita de carneiros) e de algumas moscas.

29 MODOS ATÍPICOS DE REPRODUÇÃO Neotenia: maturação sexual de animais no estágio juvenil ou larval, sem que ocorra a metamorfose (incluindo a habilidade de localizar um parceiro sexual e copular). Ex.: algumas salamandras (anfíbio urodelo). Ambystoma mexicanum (axolote)

30 MODOS ATÍPICOS DE REPRODUÇÃO Poliembrionia: formação de dois ou mais indivíduos a partir de uma única célulaovo ou zigoto, originando os chamados gêmeos monozigóticos (MZ). É bastante comum em vespas parasitas (insetos) e tatus (mamíferos).

31 MODOS ATÍPICOS DE REPRODUÇÃO Metagênese ou alternância de gerações: quando ocorre alternância entre reprodução assexuada e sexuada em um mesmo ciclo de vida, a partir de indivíduos ou formas orgânicas distintos. Ex.: cnidários.

32 CLASSIFICAÇÃO DOS ANIMAIS QUANTO AO SEXO HERMAFRODITAS OU MONÓICOS produzem tanto gametas femininos quanto masculinos. Ex. caracóis, tênias (monóicos completos: capazes de autofecundação), minhocas (monóicos incompletos: não são capazes de auto-fecundação, necessitando de um parceiro).

33 CLASSIFICAÇÃO DOS ANIMAIS QUANTO AO SEXO Hermafroditas ou monóicos

34 CLASSIFICAÇÃO DOS ANIMAIS QUANTO AO SEXO Hermafroditas ou monóicos Moluscos

35 CLASSIFICAÇÃO DOS ANIMAIS QUANTO AO SEXO DIÓICOS indivíduos de sexos separados. A fêmea produz gametas femininos (óvulos ou ovócitos II) que são fecundados pelos gametas masculinos (espermatozóides) produzidos pelos machos. Ex.: maioria dos animais.

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