NOTA INFORMATIVA ÁREA DE PRÁTICA DE DIREITO PÚBLICO & AMBIENTE

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1 NOTA INFORMATIVA ÁREA DE PRÁTICA DE DIREITO PÚBLICO & AMBIENTE CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA: EDIFÍCIOS SAUDÁVEIS E SUSTENTÁVEIS A qualificação dos edifícios, tendo em vista a sua sustentabilidade, é um dos elementos mais importantes na resposta das sociedades contemporâneas à crise ambiental. A procura da melhoria dos edifícios, ao nível dos indicadores de saúde, é um primeiro passo nessa exigente direcção. Foi já neste século que os responsáveis políticos da UE identificaram a necessidade de políticas públicas, no que respeita à Qualidade do Ar Interior (doravante QAI ), inscrevendo-se, nesse âmbito, as recentes medidas sobre o tabaco. Outras políticas se antecipam para proteger a saúde pública, evitando ou mitigando a exposição a poluentes que determinem riscos para a saúde, destacando-se desde já a proliferação legislativa nacional acerca da Certficação Energética. Enquadramento Normativo Nacional O Conselho de Ministros, em comunicado de 26 de Janeiro de 2006, informa que foram aprovados os seguintes diplomas: I) Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de Abril (Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios) - SCE II) Decreto-Lei n.º 79/2006, de 4 de Abril (Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização) III) Decreto-Lei n.º 80/2006, de 4 de Abril (Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios) - RCCTE 1 I) O Decreto-Lei n.º 78/2006 aprova o Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE) e transpõe para a ordem jurídica nacional, a Directiva n.º 2002/91/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Dezembro de 2002, relativa ao desempenho energético dos edifícios. Este diploma veio dar cumprimento à obrigatoriedade dos dos-membros de implementarem um sistema de certificação energética que assegure a melhoria do desempenho energético e da QAI nos edifícios, e que garanta que estes passem a deter um Certificado de Desempenho Energético. A sua aplicação prática teve início em 2007, abrangendo nesse ano os grandes edifícios residenciais e de serviços a construir. Os edifícios residenciais existentes, cujos proprietários deverão possuir um certificado informativo sobre os consumos energéticos esperados, para efeitos de venda, locação e arrendamento, serão abrangidos a partir de 1 de Janeiro de LISBOA PORTO Av. das Forças Armadas, º Lisboa Portugal Tel Fax Rua S. João de Brito, 605 E - 4º, Porto Portugal Tel Fax MADEIRA Rua Dr. Brito da Câmara, 20, Funchal Portugal Tel Fax LISBOA PORTO MADEIRA ANGOLA (EM PARCERIA) LISBOA / PORTO

2 I.i) - Conceito de Edifício Novo no SCE Para efeitos do SCE, considera-se edifício novo aquele cuja data de entrada do pedido de licenciamento ou de autorização da edificação (normalmente, o projecto de arquitectura), na entidade licenciadora, é posterior à data de entrada do pedido que tenha sido anterior à entrada em vigor do SCE. A partir de 2009, independentemente de serem considerados novos ou existentes perante o sistema, qualquer edifício terá de dispor de um certificado válido aquando da venda, locação ou arrendamento. I.ii) Penalizações Para além de não poder vender ou arrendar o imóvel, está sujeito à coima prevista pelo art. 14.º n.º1, que varia entre 250 e 3.741, no caso de pessoas singulares, e entre e , no caso de pessoas colectivas. Destes valores, sessenta por cento reverte para os cofres do do e quarenta por cento para a entidade que instruiu o processo de contra-ordenação e aplicou a respectiva coima. I.iii) Finalidade do Certificado de Desempenho Energético: (a) Para os edifícios residenciais, informar os proprietários, compradores e arrendatários sobre a eficiência energética e os consumos de energia esperados numa utilização normal do edifício, bem como das medidas de melhoria de desempenho, com viabilidade económica, que o proprietário pode implementar para reduzir as suas despesas energéticas; (b) Para os edifícios de serviços, para além de informar sobre o desempenho energético do edifício, assegurar aos utentes que o edifício reúne condições para garantir uma adequada QAI. O SCE estabelece um conjunto de regras e métodos de verificação da aplicação efectiva dos regulamentos supra mencionados às novas edificações, e também àquelas que sendo já existentes, sofram um processo de reabilitação. 2

3 II) e III) Aplicação esquemática do e do RCCTE: Habitação Sujeitos a licenciamento municipal e a processo de Certificação Energética Novos Edifícios Regulamentos aplicáveis Requisitos sem sistemas de climatização ou Pr* 25 kw RCCTE Energéticos com sistemas de climatização Pr * > 25 kw RCCTE + * potência nominal de aquecimento ou arrefecimento Edifícios Serviços Existentes Procedimentos Requisitos Grandes: Áreas > 1000/500 m² Auditoria Energética e QAI Serviços Sujeitos a licenciamento municipal e a processo de Certificação Energética Novos Edifícios Regulamentos aplicáveis Requisitos todos os pequenos edifícios sem sistemas de climatização ou P 25 Kw RCCTE Energéticos Pequenos Áreas < 1000/500 m² todos os edifícios com P >25 Kw Grandes: Áreas > 1000/500 m² todos os edifícios 3

4 As Fases de Implementação, (Portaria 461/2007 de 5 de Junho) 1. Desde de 1 de Julho de 2007, quando no pedido de licenciamento ou autorização de edificação, estão abrangidos pelo SCE: Novos Edifícios de Habitação com mais de 1000m² de área útil; Edifícios de Serviços com mais de 1000m² (ou 500m²), novos ou sujeitos a grandes obras de remodelação. 2. Desde de 1 de Julho de 2008, quando no pedido de licenciamento ou autorização de edificação, locação ou venda, auditorias e inspecções). 3. A partir de 1 de Janeiro de 2009, o SCE aplica-se, na plenitude, incluindo licenciamento ou autorização de edificação, locação ou venda, auditorias e inspecções. Etapas da Certificação O processo de certificação envolve a actuação de um perito qualificado, o qual terá que verificar a conformidade regulamentar do edifício no âmbito dos regulamentos aplicáveis - RCCTE e/ou, classificálo de acordo com o seu desempenho energético, com base numa escala de A+ (melhor desempenho) a G (pior desempenho) e eventualmente propor medidas de melhoria. Em resultado da sua análise o perito pode emitir: 1) Declaração de conformidade regulamentar (DCR) necessária para a obtenção do pedido de licença de construção; 2) Certificado Energético e da Qualidade do Ar Interior (CE) necessário para a obtenção do pedido de licença de utilização ou, no caso de edifícios existentes, para venda ou aluguer do imóvel. No representação abaixo estão esquematizadas as fases de intervenção do perito nas várias etapas da vida de um edifício (projecto, construção e utilização). As intervenções relativas ao Novo Certificado Energético após Auditoria Energética periódica e as Inspecções Periódicas apenas se aplicam a edifícios abrangidos pelo : 4

5 Declaração de Conformidade Regulamentar 1.ºCertificado Energético e da Qualidade do Ar Interior Renovação de Certificado; Certificado de edifício existente Projecto do edifício. Construção do edifício. Utilização do edifício Pedido de licença ou autorização de construção Pedido de licença ou autorização de utilização Operação de venda, locação ou arrendamento Divergências quanto à necessidade de Certificação Energética O Ministério da Justiça e a ADENE divergem na interpretação quanto à obrigatoriedade do certificado energético na venda e arrendamento de imóveis, defendendo esta a obrigatoriedade da certificação, ao contrário da posição assumida pelo Governo, que sustenta que a falta do documento não é condicionante ou impeditiva das transacções imobiliárias. A ADENE considera que os certificados tem de ser apresentados, sendo os notários responsáveis pelo cumprimento da lei. Embora reconheça que este é um processo progressivo, há já uma uniformização da base de dados Agência com a das conservatórias para que haja maior fiscalização, permitindo esta ligação entre as bases de dados verificar em que casos o certificado não foi apresentado e notificar as pessoas para que a situação seja regularizada. De acordo com o Decreto-Lei n.º78/2006, todos os estados da União Europeia devem ter um sistema de certificação energética para informar o cidadão sobre a qualidade térmica dos edifícios, aquando da construção, da venda ou do arrendamento. * * * Para mais informações, visite o nosso site em ou envie-nos um para 5

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