PROSPECTO DE ADMISSÃO À COTAÇÃO NA EURONEXT LISBON

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1 Comercial e Fabril de Conservas, S.A PROSPECTO DE ADMISSÃO À COTAÇÃO NA EURONEXT LISBON Aumento de capital social de ,00 euros para ,00 euros por subscrição reservada a detentores de créditos sobre a sociedade, devidamente identificados, subsequente a uma redução do capital social de ,00 euros para ,00 euros, para cobertura de prejuízos, por redução do valor nominal de cada acção de 4,99 euros para 0,02 euros Admissão de novas acções ao portador, ordinárias, tituladas, representativas de 97,29% do capital social

2 ÍNDICE Pág. CAPÍTULO 0 ADVERTÊNCIAS / INTRODUÇÃO Resumo das características da operação Factores de risco Reservas às contas do exercício de 2003 (contas individuais) Reservas às contas do exercício de 2003 (contas consolidadas) Rácio de solvabilidade Risco de crédito Risco de mercado Risco de liquidez Risco operacional Notação de risco Advertências complementares Efeitos de registo 8 CAPÍTULO 1 RESPONSÁVEIS PELA INFORMAÇÃO 9 CAPÍTULO 2 DESCRIÇÃO DA EMISSÃO Montante e natureza Preço das acções e modo de realização Categoria e forma de representação Modalidade da emissão Organização e liderança Deliberações, autorizações e aprovações da Emissão Finalidade da Emissão Período e locais de subscrição Resultado da Emissão Direitos de preferência Direitos atribuídos Dividendos e outras remunerações Serviço financeiro Regime fiscal Dividendos Residentes Não-residentes Mais-valias Residentes Não-residentes Regime de transmissão Montante líquido da Emissão Títulos definitivos Admissão à negociação Contrato de fomento Valores mobiliários admitidos à cotação Ofertas públicas relativas a valores mobiliários Outras ofertas 17 CAPÍTULO 3 IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO EMITENTE Informações relativas à administração e fiscalização Composição Conselho de Administração Fiscal Único Regras de designação e funcionamento dos órgãos de administração e de fiscalização Remunerações Relações económicas e financeiras com o Emitente Esquemas de participação dos trabalhadores Constituição e objecto social Legislação que regula a actividade do Emitente Informações relativas ao capital

3 3.6 Política de dividendos Participações no capital social Acordos parassociais Acções próprias Representante para as relações com o mercado Sítio na internet Secretário da sociedade 29 CAPÍTULO 4 INFORMAÇÕES RELATIVAS À ACTIVIDADE DO EMITENTE Actividades e mercados Actividades Mercados Estabelecimentos principais e património imobiliário Pessoal Acontecimentos excepcionais Dependências significativas Política de investigação Procedimentos judiciais e arbitrais Interrupções da actividade Política de investimentos 37 CAPÍTULO 5 PATRIMÓNIO, SITUAÇÃO FINANCEIRA E RESULTADOS Balanços e contas de resultados Em base consolidada Em base individual Perímetro de consolidação Certificação Legal das Contas e Relatório do Auditor Externo Cotações Demonstração dos fluxos de caixa Informações sobre as participadas Cofaco Conservas, SGPS, S. A Cofaco Açores Indústria de Conservas, S. A Compico Companhia de Pescas do Pico, S. A Cofaco Madeira Indústria de Conservas, S. A Comalpe Conservas de Peixe, S. A Copefa Conservas de Peixe do Faial, S. A Informações sobre as participantes Cofgesta, SGPS, S. A Maria Bela Evangelista Cumbrera Tavares e António Luis Magalhães Tavares Diagrama de relações de participação [em 31 de Dezembro de 2003] Responsabilidades 85 CAPÍTULO 6 PERSPECTIVAS FUTURAS 87 CAPÍTULO 7 RELATÓRIOS DE AUDITORIA 89 CAPÍTULO 8 ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA, ECONÓMICA E FINANCEIRA 90 CAPÍTULO 9 OUTRAS INFORMAÇÕES 91 CAPÍTULO 10 CONTRATOS DE FOMENTO

4 CAPÍTULO 0 ADVERTÊNCIAS / INTRODUÇÃO 0.1 Resumo das características da operação Este prospecto diz respeito à admissão à negociação de novas acções resultantes de uma operação harmónio redução seguida de aumento de capital de Cofaco Comercial e Fabril de Conservas, S. A., operação que foi deliberada em Assembleia Geral de Accionistas convocada para o dia 13 de Janeiro de 2004, a qual, após um período de suspensão, ficou concluída no dia 17 de Fevereiro de A redução de capital, de ,00 euros para ,00 euros, concretizou-se através da redução do valor nominal das acções de 4,99 euros cada para 0,02 euros cada, mantendo-se assim o mesmo número de acções já existentes: O montante da redução efectuada, de ,00 euros, destinou-se à cobertura de resultados transitados negativos e, nos termos da deliberação da referida Assembleia Geral teve como objectivo fundamental a reposição dos capitais próprios da Sociedade a um nível consentâneo com os requisitos impostos pelo art.º 35.º do Código das Sociedades Comerciais. O subsequente aumento de capital, de ,00 euros para ,00 euros, concretizou-se através da conversão de determinados créditos sobre a Sociedade, devidamente identificados e confirmados através de parecer favorável para o efeito solicitado a um Revisor Oficial de Contas Independente indicado pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas. O objectivo de tal aumento foi o de dotar a Sociedade com um montante de capitais próprios mais adequado à sua dimensão, volume de negócios e de activos. Tendo-se mantido o valor nominal das acções em 0,02 euros cada, foram assim emitidas novas acções ao par, correspondentes ao referido aumento de capital, sendo estas novas acções objecto da presente Admissão à negociação no Segundo Mercado da Euronext Lisbon. Estas novas acções foram integralmente subscritas, mediante confirmações recebidas de todos os detentores de créditos sobre a sociedade que reuniam as condições aprovadas em Assembleia Geral, não havendo lugar a rateio, e tendo a atribuição sido feita nos termos e montantes das respectivas subscrições, sem a necessidade de se proceder a quaisquer arredondamentos. 0.2 Factores de risco Reservas às contas do exercício de 2003 (contas individuais) Nos pontos 7 e 8 da Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria das contas individuais do exercício de 2003, são formuladas as seguintes reservas: 7. Em Investimentos financeiros Partes de capital está considerada pelo valor de euros uma participação financeira em associada com sede fora do território nacional, detida directamente em 65% e indirectamente em mais 22,72%, a qual, tal como em 2002, não foi possível avaliar por não estarem disponíveis as respectivas demonstrações financeiras auditadas reportadas a 31 de Dezembro de 2002 e de

5 8. Em consequência da implementação em 2000 do Plano geral de reestruturação financeira e societária do grupo Cofaco, vêm sendo considerados em Imobilizações incorpóreas Propriedade industrial e outros direitos os direitos de utilização e exploração de uma marca adquirida a empresa do grupo, no valor de euros (correspondente ao saldo as conta). Os valores de transacção desta operação foram definidos em colaboração com a entidade bancária que liderou o processo de reestruturação do grupo, e não foram suportados por prévia avaliação independente, pelo que não dispomos de elementos de informação que nos permitam aferir a respectiva razoabilidade. Na opinião da Administração, a referida participação financeira na associada é considerada não estratégica, para além do facto daquela sociedade se ter mantido sem qualquer actividade durante os últimos exercícios. Relativamente à marca acima mencionada, é convicção da Administração da Sociedade que, apesar de não existir um mercado que permitisse aferir do justo valor atribuído à mesma, o valor de mercado seria certamente mais elevado do que aquele que figura nas contas Reserva às contas do exercício de 2003 (contas consolidadas) No ponto 7 da Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria das contas consolidadas do exercício de 2003, é formulada a seguinte reserva: 7. Em Investimentos financeiros Partes de capital mantém-se considerada pelo valor de euros uma participação financeira em associada com sede fora do território nacional, detida em 100% pelo grupo, a qual, tal como em 2002, não foi possível avaliar por não estarem disponíveis as respectivas demonstrações financeiras auditadas reportadas a 31 de Dezembro de Na opinião da Administração, a referida participação financeira na associada é considerada não estratégica, para além do facto daquela sociedade se ter mantido sem qualquer actividade durante os últimos exercícios Rácio de solvabilidade O rácio de solvabilidade apurado nas contas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 é de 1,015 (em base individual) e de 0,826 (em base consolidada). Considerando o efeito do presente aumento de capital, o rácio de solvabilidade passaria a ser de 1,553 e 0,857, respectivamente Risco de crédito O risco de crédito é o que decorre da eventualidade de incumprimento por parte dos principais clientes do Grupo Cofaco. Uma parte substancial das cobranças dos clientes actuais é efectuada através do recurso ao factoring, não havendo registo de incidentes significativos nos anos recentes. Além disso, a grande maioria dos clientes que representam o crédito concedido reflectido nas contas, situa-se no sector das grandes cadeias de distribuição de produtos de grande consumo, para os quais se dispõe de indicadores de solidez económica e financeira que vamos acompanhando com regularidade

6 Não existe concentração significativa do crédito concedido num número reduzido de clientes, o que atenua os riscos gerais de uma eventual, mas improvável, insolvência de qualquer deles Risco de mercado O risco de mercado no sector de actividade em que operamos, pode entender-se como a possibilidade de oscilações significativas de preços a montante e a jusante. No que diz respeito às matérias-primas, embora se verifique uma escassez, nalguns anos acentuada, de algumas das espécies com que trabalhamos (essencialmente atum), as variações recentes dos preços de aquisição não têm sido muito significativas. No entanto, temos consciência de que um aumento acentuado no preço de aquisição do atum (principal matéria-prima) poderia resultar em prejuízos significativos. Atendendo ao sector de actividade em que nos inserimos, e ao facto de dispormos de estruturas industriais, empregadoras de mão-de-obra intensiva, situadas em zonas geográficas desfavorecidas (Rabo de Peixe, Horta e Pico, nos Açores), temos tido acesso a esquemas de subsidiação da actividade que se consubstanciam em apoios (comunitários, regionais e nacionais) tendentes a minimizar, entre outros, os riscos de oscilação de preços da matéria-prima (atum) vigentes no mercado internacional em relação aos praticados no mercado nacional. Os riscos de mercado relativos aos produtos que colocamos no mercado são pouco significativos, atendendo aos seguintes factores considerados de grande relevância: a procura tem sido superior à oferta de produto que comercializamos; e, as marcas que fabricamos e comercializamos dispõem de uma posição destacada de liderança no mercado que, apesar da forte concorrência, temos conseguido manter com base em critérios rigorosos de qualidade Risco de liquidez O risco de liquidez pode entender-se como a eventual impossibilidade de acesso a fontes de financiamento, a taxas de juro comportáveis, que pudessem pôr em causa os compromissos assumidos perante terceiros. De uma maneira geral tem sido possível o acesso regular a operações de factoring que têm permitido obter grande parte dos fundos de que o grupo necessita para fazer face aos compromissos correntes de exploração. Também no que diz respeito à exportação, principalmente para o mercado de Itália, não tem havido dificuldade no acesso a linhas de crédito para desconto de facturas. Em Abril de 2000 foi assinado, com um sindicato bancário liderado pela Caixa Geral de Depósitos, um Plano geral de reestruturação financeira e societária do grupo Cofaco que resultou numa melhor organização da dívida bancária consolidada. O horizonte temporal de reembolso (prestações trimestrais iguais de capital e juros) destas dívidas estende-se até ao ano 2020, repartido entre dívida de médio-longo prazo (a liquidar até 2013) e dívida consolidada (a liquidar entre 2015 e 2020), sendo que a primeira vence juros e a segunda não

7 Como parte deste plano de reestruturação, o grupo comprometeu-se a alienar uma parte significativa de activos não-estratégicos (essencialmente terrenos e edifícios), bem como algumas participações em empresas associadas. Algumas dessas operações têm vindo a concretizar-se, sendo o produto de tais alienações integralmente aplicado no reembolso de parte da dívida bancária do plano. É de referir que este plano de reestruturação não contemplou nenhum apoio financeiro à tesouraria, situação essa que tem vindo a criar alguns obstáculos a uma gestão mais eficaz das disponibilidades. Apesar disso, e do facto do Grupo Cofaco ter vindo também a recuperar grande parte das dívidas a fornecedores, que há cerca de 3 anos atingiam valores muito significativos, tem sido possível restabelecer os níveis de confiança no relacionamento comercial com os credores em geral, e em particular com aqueles que poderiam provocar rupturas no abastecimento de matérias-primas. Presentemente encontram-se em fase de estudo diversas propostas do grupo que desejamos venham a conduzir a uma nova reestruturação da dívida, tendo por base a performance positiva que já se começa a fazer sentir em termos de resultados Risco operacional Incluem-se aqui os riscos de perdas decorrentes de deficiências com origem interna, quer nos sistemas utilizados, quer nos procedimentos ao nível dos recursos humanos, bem como em contingências externas com impacto para a operacionalidade em geral. Ao nível dos sistemas informáticos o grupo dispõe de recursos, tanto em hardware como em software, que lhe permitem manter um suporte adequado às suas próprias necessidades. No que diz respeito aos procedimentos internos e normas de funcionamento, encontra-se em fase de implementação um novo departamento de Auditoria Interna e Controlo de Gestão que tem como objectivo o acompanhamento e supervisão de acções e processos tendentes ao reforço e melhoria da eficácia das estruturas operacionais existentes. A par das medidas tomadas de alienação de activos não-estratégicos e de participações, foram estabelecidos acordos de fabricação em regime de outsourcing que permitirão também, em caso de acidente grave, contar com abastecimento externo reforçado dos produtos e marcas comercializadas Notação de risco As novas acções alvo do presente pedido de admissão à negociação não foram objecto de notação por uma sociedade de notação de risco (rating). 0.3 Advertências complementares As advertências adicionais a mencionar para além das já referidas nos parágrafos anteriores quanto aos riscos de crédito, de mercado, de liquidez e de natureza operacional, são as seguintes. É de realçar que a reestruturação iniciada em 2000 levou à concentração da produção em 3 fábricas situadas nos Açores (Rabo de Peixe, Pico e Horta), com o reforço da capacidade produtiva e maior eficácia de gestão, de planeamento e de controlo da estrutura disponível

8 A opção estratégica seguida no sentido da concentração e racionalização da produção, teve a ver, em grande medida, com a escassez de matéria-prima que veio a provocar a suspensão da actividade em algumas das unidades fabris anteriormente detidas no Continente e na Madeira. As unidades do Continente foram recentemente alienadas, quer através da venda das respectivas instalações (terreno e fábrica de Vila Real de St.º António em Março de 2004), quer através da venda de participações em associadas (Cofisa, S. A. instalações fabris na Figueira da Foz em Dezembro de 2003). A unidade fabril da Madeira (Cofaco Madeira, S. A.) encontra-se inactiva, procurando-se aliená-la a curto ou a médio prazo. Apesar destas alterações, os níveis de produção e de actividade do Grupo Cofaco em geral têm sido mantidos ou até incrementados. Além disso, em virtude do Plano geral de reestruturação financeira e societária do grupo Cofaco assinado em 2000, a Cofaco Comercial e Fabril de Conservas, S.A., está impedida de distribuir quaisquer lucros ou de reembolsar suprimentos ou outros créditos aos accionistas, até integral liquidação das responsabilidades assumidas para com aqueles bancos no âmbito do referido plano. Não existem quaisquer outras dependências significativas para a normal prossecução da actividade do emitente, nomeadamente ao nível dos principais recursos logísticos e/ou financeiros. 0.4 Efeitos de registo O n.º 2 do art.º 234.º do Código dos Valores Mobiliários estipula que a decisão de admissão à negociação não envolve qualquer garantia quanto ao conteúdo da informação, à situação económica e financeira do emitente, à viabilidade deste e à qualidade dos valores mobiliários admitidos. Tratando-se de um prospecto de admissão à negociação de acções emitidas que não resultam de uma oferta pública, não foram nomeados quaisquer intermediários financeiros, nem houve lugar a registo prévio junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. A sociedade gestora da Euronext Lisbon divulgará a sua decisão de admissão e comunicá-la-à à CMVM, identificando os valores mobiliários a admitir, descrevendo as suas características e o modo de acesso ao presente prospecto, nos termos do n.º 3 do art.º 234.º do Código dos Valores Mobiliários. Informa-se ainda que, nos termos do n.º 3 do art.º 233.º do mesmo Código, o presente pedido de admissão à negociação é apresentado já depois de reunidos todos os requisitos exigidos, uma vez que a operação de redução e aumento de capital foi regularmente aprovada em Assembleia Geral de Accionistas e o período de subscrição já decorrido confirmou a colocação integral do aumento de capital

9 CAPÍTULO 1 RESPONSÁVEIS PELA INFORMAÇÃO A estrutura e o conteúdo deste prospecto obedece ao estipulado no Código dos Valores Mobiliários e demais legislação aplicável a este tipo de operações. A identificação das pessoas responsáveis pela suficiência, veracidade, actualidade, clareza, objectividade e licitude da informação contida neste prospecto, e o âmbito de responsabilidade que cabe a cada um, nos termos dos art.ºs 149.º e 243.º do Código dos Valores Mobiliários, é apresentada nos parágrafos seguintes. a) Entidade emitente Cofaco Comercial e Fabril de Conservas, S. A., sociedade aberta, com sede na Praceta da Pranchinha, Ponta Delgada, S. Miguel, Açores, pessoa colectiva n.º , matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Ponta Delgada sob o número 897, com o capital social de ,00 Euros. Entretanto, foi deliberada em reunião do Conselho de Administração de 23 de Junho de 2004 a alteração da sede social para Rua da Lapinha, Rabo de Peixe, Ribeira Grande, S. Miguel, Açores, cujo registo já foi solicitado à respectiva Conservatória do Registo Comercial. b) Titulares do Conselho de Administração Presidente: António Luis Magalhães Tavares Vogais: João Manuel Chaves de Sousa Ventura Francisco Pires Margarido José Eduardo Coquenão Folque Agostinho Campos Ferreira c) Fiscal Único efectivo e Auditor Externo, e Fiscal Único suplente, relativamente aos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2001, 2002 e 2003 EFECTIVO E AUDITOR EXTERNO Carlos Teixeira, Noé Gomes & Associados, SROC, Lda. representada por: Carlos Manuel Duarte Teixeira SUPLENTE Paula Saraiva & Manuel Pereira, SROC representada por: Ana Paula Monteiro Barbeitos Saraiva e Silva d) Revisor Oficial de Contas Independente A Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, a pedido dos accionistas presentes na Assembleia Geral de 13 de Janeiro de 2004, procedeu à nomeação de um ROC Independente António Rosa Zózimo (ROC n.º 954), o qual, após análise da documentação de suporte da parte da operação referente ao aumento de capital por conversão de créditos, emitiu, nos termos do art.º 28.º do Código das Sociedades Comerciais, o parecer que se transcreve no Capítulo 9. e) Intermediário financeiro Tendo em conta o facto de se tratar de um prospecto de admissão, não houve lugar à nomeação de qualquer intermediário financeiro

10 CAPÍTULO 2 DESCRIÇÃO DA EMISSÃO 2.1 Montante e natureza Este prospecto diz respeito à admissão à negociação de novas acções resultantes de uma operação harmónio redução seguida de aumento de capital de Cofaco Comercial e Fabril de Conservas, S. A., operação que foi deliberada em Assembleia Geral de Accionistas convocada para o dia 13 de Janeiro de 2004, a qual, após um período de suspensão, ficou concluída no dia 17 de Fevereiro de A redução de capital, de ,00 euros para ,00 euros, concretizou-se através da redução do valor nominal das acções de 4,99 euros cada para 0,02 euros cada, mantendo-se assim o mesmo número de acções já existentes: O montante da redução efectuada, de ,00 euros, destinou-se à cobertura de resultados transitados negativos e, nos termos da deliberação da referida Assembleia Geral teve como objectivo fundamental a reposição dos capitais próprios da Sociedade a um nível consentâneo com os requisitos impostos pelo art.º 35.º do Código das Sociedades Comerciais. O subsequente aumento de capital, de ,00 euros para ,00 euros, concretizou-se através da conversão de determinados créditos sobre a Sociedade, devidamente identificados e confirmados através de parecer favorável para o efeito solicitado a um Revisor Oficial de Contas Independente indicado pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas. O objectivo de tal aumento foi o de dotar a Sociedade com um montante de capitais próprios mais adequado à sua dimensão, volume de negócios e de activos. Sendo assim, foram emitidas novas acções com o valor nominal de 0,02 euros cada, para as quais se pretende a admissão através deste prospecto. 2.2 Preço das acções e modo de realização Tendo-se mantido o valor nominal das acções em 0,02 euros cada, foram assim emitidas novas acções ao par, correspondentes ao aumento de capital, sendo estas novas acções objecto da presente Admissão à negociação no Segundo Mercado da Euronext Lisbon. Estas novas acções foram integralmente subscritas, mediante confirmações recebidas de todos os detentores de créditos sobre a sociedade que reuniam as condições aprovadas em Assembleia Geral, não havendo lugar a rateio, e tendo a atribuição sido feita nos termos e montantes das respectivas subscrições, sem a necessidade de se proceder a quaisquer arredondamentos. 2.3 Categoria e forma de representação As acções objecto deste prospecto são ordinárias, ao portador, tituladas, e de valor nominal de 0,02 euros cada

11 2.4 Modalidade da emissão As acções a admitir no âmbito do aumento de capital foram integralmente subscritas pelo grupo de detentores de créditos sobre a sociedade, nos seguintes montantes, e aos quais correspondem o seguinte número de acções: Euros n.º acções Cofgesta, SGPS, S.A José Eduardo Coquenão Folque José Brito Folque Maria Alexandrina Folque João Alexandrino Folque João Folque Antunes Domingos Folque Luís António Socorro Folques João José Socorro Folque Luísa Folque Oliveira Manuel Folque Antunes TOTAL Organização e liderança Tendo em conta o facto de se tratar de um prospecto de admissão, não houve lugar à nomeação de qualquer intermediário financeiro. 2.6 Deliberações, autorizações e aprovações da Emissão As novas acções objecto deste prospecto de admissão, resultaram de uma operação harmónio redução seguida de aumento de capital de Cofaco Comercial e Fabril de Conservas, S. A., operação que foi deliberada em Assembleia Geral de Accionistas convocada para o dia 13 de Janeiro de 2004, a qual, após um período de suspensão, ficou concluída no dia 17 de Fevereiro de Finalidade da Emissão A emissão das novas acções a que corresponde o aumento de capital, subsequente a uma redução de capital deliberada na mesma Assembleia Geral de Accionistas, tem como finalidade dar cumprimento ao disposto no art.º 35.º do Código das Sociedades Comerciais, bem como o reforço dos capitais próprios da sociedade emitente. 2.8 Período e locais de subscrição O período de subscrição decorreu entre os dias 3 e 30 de Março de 2004 e todos os documentos que dizem respeito à operação de redução e aumento de capital estiveram à disposição dos accionistas na sede da Sociedade, em S. Miguel, Açores, e nos escritórios administrativos centrais em Lisboa. 2.9 Resultado da Emissão Todos os credores que reuniam as condições fixadas para o aumento de capital, exerceram, na íntegra, o seu direito de subscrição. Deste modo, a subscrição ficou completa Direitos de preferência Não existem quaisquer direitos de preferência a considerar

12 2.11 Direitos atribuídos Não existem, segundo os estatutos, quaisquer limitações ao exercício dos direitos inerentes às acções da Sociedade, pelo que, às novas acções a serem admitidas à negociação em consequência do aumento de capital, tal como às acções já existentes, é aplicado em geral o disposto no Código das Sociedades Comerciais sobre a matéria. Direito de voto: Nos termos do regime legal previsto no Código das Sociedades Comerciais qualquer accionista poderá estar presente na Assembleia Geral desde que prove a sua qualidade de accionista através da exibição dos seus títulos ou declaração de depósito de uma instituição bancária. Cada acção corresponde a um voto. Nos termos do n.º 1 do art.º 380.º do Código das Sociedades Comerciais e do art.º 21.º dos Estatutos da Sociedade, os accionistas poderão fazer-se representar por cônjuge, ascendente, descendente, membro de Conselho de Administração ou outro accionista, mediante carta simples dirigida ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral. Exercício do direito de voto por correspondência: o contrato de sociedade é omisso relativamente ao exercício do direito de voto por correspondência, pelo que se aplica o regime legalmente previsto no art.º 384.º, n.º 8 do Código das Sociedades Comerciais. A metodologia adoptada pela sociedade e aprovada pelo Presidente da Mesa é a seguinte: Os votos por correspondência só são aceites se enviados com uma antecedência mínima de 12 dias, por meio de carta registada com aviso de recepção e dirigida ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, sem prejuízo da obrigatoriedade de se efectuar a prova de qualidade de accionista. A declaração de voto deverá ser assinada pelo titular das acções ou pelo seu representante legal, devendo o accionista, se pessoa singular, acompanhar a declaração de cópia autenticada do seu bilhete de identidade; se pessoa colectiva, deverá a assinatura ser reconhecida notarialmente na qualidade e com poderes para o acto. Só serão consideradas válidas as declarações de voto onde conste de forma expressa e inequívoca: - a indicação do ponto da ordem de trabalhos a que respeita; - proposta concreta a que se destina, com indicação dos proponentes; - a indicação precisa e incondicional do sentido de voto para cada proposta, bem como se o mesmo se mantém caso a proposta venha a ser alterada pelo proponente. Não obstante o disposto no ponto segundo da alínea anterior, é permitido a um accionista que envie declaração de voto relativamente a certa proposta, declarar que vota contra as demais propostas no mesmo ponto de ordem de trabalhos, sem outras especificações

13 Entender-se-á que os accionistas que enviem declarações de voto por correspondência se abstêm na votação das propostas que não sejam objecto dessas declarações. Esta forma de votação é sempre publicitada no Aviso Convocatório das Assembleias Gerais. Não há a possibilidade do exercício do direito de voto por meio electrónico. Direito de participação nos lucros: No que diz respeito aos lucros, define o Contrato de Sociedade da emitente no seu art.º 24.º: Os lucros apurados em cada ano, depois de deduzidos 5% para o fundo de reserva legal, terão o destino que a assembleia geral deliberar, mediante proposta do conselho de administração. Direito à informação: Os art.ºs 288.º a 293.º do Código das Sociedades Comerciais conferem também aos accionistas um conjunto de direitos, individuais e colectivos, à informação. Por a emitente ter valores mobiliários admitidos à cotação, os seus accionistas gozam ainda do direito à informação previsto nos art.ºs 244.º a 251.º do Código dos Valores Mobiliários e nos Regulamentos n.ºs 4/2004 Deveres de Informação e 11/2003 Governo das Sociedades Cotadas (alteração aos regulamentos 7/2001 e 11/2003 ) da CMVM. Direito à partilha em caso de dissolução: Nos termos dos art.ºs 141.º a 165.º do Código das Sociedades Comerciais, caso a sociedade venha a ser dissolvida e liquidada, as dívidas que eventualmente existam serão pagas através do produto da alienação do activo social, sendo o eventual activo remanescente destinado ao reembolso das entradas efectivamente realizadas pelos accionistas Dividendos e outras remunerações Nos termos dos art.ºs 294.º do Código das Sociedades Comercias e 24.º dos estatutos da sociedade emitente, os accionista têm direito à distribuição dos lucros de cada exercício que, nos termos da lei, sejam distribuíveis. Nos últimos exercícios a sociedade emitente não tem tido lucros que lhe permitissem cobrir a totalidade dos resultados negativos transitados. Além disso, no âmbito do Plano geral de reestruturação financeira e societária do grupo Cofaco assinado em 2000 com o sindicato bancário liderado pela CGD, foi assumida a obrigação de não distribuir quaisquer lucros, e de não reembolsar quaisquer suprimentos ou créditos detidos pelos accionistas, enquanto não fôr liquidada a totalidade da dívida bancária então reestruturada Serviço financeiro A sociedade emitente é considerada responsável pelo serviço financeiro, ou, em altura devida e se necessário, pela nomeação de um intermediário financeiro

14 2.14 Regime fiscal As informações da carácter fiscal apresentadas neste prospecto deverão ser entendidas como orientações da carácter geral, não devendo ser, como tal, consideradas como um guia que contenha todos os detalhes da legislação fiscal aplicável em matéria de aquisição, detenção e alienação de acções. Aconselha-se, portanto, os senhores accionistas e potenciais accionistas a procurarem, junto de consultores especializados, as informações detalhadas que, em cada caso possam ter impacto fiscal nas suas decisões de aquisição ou de alienação de acções Dividendos Residentes Relativamente às Pessoas Singulares é devida a retenção na fonte em sede de IRS, à taxa de 15% (com a natureza de imposto por conta). Em termos de englobamento, os dividendos postos à disposição beneficiam de uma exclusão da tributação em 50%, o que corresponde a uma taxa marginal máxima de 20%. A taxa aplicável de retenção na fonte sobre dividendos postos à disposição de Pessoas Colectivas é de 15% (com a natureza de imposto por conta). Os dividendos distribuidos a accionistas detentores de participações significativas (mínima de 10%, ou, cujo valor de compra tenha ascendido a um mínimo de 20 milhões de euros, podem beneficiar de uma dedução integral para efeitos de determinação do lucro tributável (desde que não abrangidos pelo regime de transparência fiscal, e sendo detidas por período não inferior a 1 ano). Esta norma é aplicável às sociedades gestoras de participações sociais (SGPS) e sociedades de capital de risco (SCR), qualquer que seja a percentagem e o valor de aquisição da participação. Pode haver lugar à dispensa de retenção na fonte em sede de IRC, desde que, à data em que os dividendos são postos à disposição, as participações sejam detidas há mais de um ano. Mesmo que não estejam reunidas as condições atrás descritas, pode haver lugar a uma exclusão de tributação correspondente a 50%, mantendo-se, no entanto, a obrigação de retenção na fonte à taxa de 15%. A taxa geral de IRC sobre os lucros do exercício, aplicável no território continental, é de 25%, à qual acresce a derrama municipal que poderá atingir um máximo de 2,5% (25% x 10%) Não-residentes Os dividendos postos à disposição de pessoas singulares ou colectivas não-residentes estão sujeitos a retenção na fonte a uma taxa liberatória de 25%. Na maioria dos Acordos para evitar a Dupla Tributação assinados por Portugal, aquela taxa é reduzida para, pelo menos, 5%, 10% ou 15%

15 Mais-valias Nos termos da Directiva Comunitária n.º 90/435/CEE, de 23 de Julho, transposta para o direito português, os dividendos colocados à disposição de sociedades residentes noutros Estados-Membros da UE, que reunam determinadas condições, e que detenham participações não inferiores a 25% no capital de uma sociedade residente em Portugal por um período ininterrupto de, pelo menos 2 anos, podem beneficiar de uma isenção de tributação. Não existindo, na legislação fiscal portuguesa, um esquema de tributação específico para as mais-valias, estas são tributadas através da sua inclusão no rendimento tributável das entidades beneficiárias dos mesmos, entendendo-se os ganhos realizados como a diferença positiva entre o valor de realização e o valor de aquisição das acções (podendo este ser corrigido através da aplicação de coeficientes de correcção monetária, tendentes a eliminar o efeito da inflação) Residentes Para as acções detidas por Pessoas Singulares, por períodos iguais ou inferiores a um ano, as mais-valias apuradas são tributadas à taxa de 10%, podendo optar-se pelo englobamento no apuramento do rendimento tributável dos respectivos titulares residentes em Portugal. As mais-valias apuradas nas alienações de acções detidas há mais de um ano não são sujeitas a tributação, embora permaneça a obrigatoriedade declarativa das mesmas. No caso de acções alienadas cujos titulares sejam Pessoas Colectivas, as mais-valias apuradas concorrem para o apuramento do lucro tributável, sendo tributadas à taxa máxima de 27,5% (IRC de 25%, acrescida de derrama municipal que pode ir até ao máximo de 10%). Quando haja re-investimento, poderão as mais-valias apuradas ser tributadas apenas em 50%, mediante determinadas condições (prazo do re-investimento, elegibilidade dos activos re-investidos, etc.). Se o re-investimento fôr parcial a exclusão da tributação das mais-valias é feita parcialmente. As SGPS e as SCR beneficiam de regimes especiais de tributação e de isenção que se aconselha sejam analisadas especificamente Não-residentes Para as acções detidas por Pessoas Singulares, por períodos superiores a um ano, as mais-valias apuradas estão excluídas de tributação. Nas acções detidas por períodos iguais ou inferiores a um ano, há lugar a isenção de imposto sobre as mais-valias realizadas, excepto quando se tratar de residentes em países, territórios ou regiões sujeitos a regimes fiscais claramente mais favoráveis (ver Portaria n.º 150/2004, de 13 de Fevereiro), caso em que a tributação é feita a uma taxa de 10%

16 2.15 Regime de transmissão Os Acordos para evitar a Dupla Tributação assinados por Portugal com outros países estabelecem outras condições em que poderá haver lugar a redução ou isenção da tributação, pelo que se aconselha a sua consulta. As mais-valias realizadas por Pessoas Colectivas não-residentes beneficiam de isenção, desde que os seus titulares não sejam residentes em países, territórios ou regiões sujeitos a regimes fiscais claramente mais favoráveis (ver Portaria n.º 150/2004, de 13 de Fevereiro). Os Acordos para evitar a Dupla Tributação assinados por Portugal com outros países estabelecem outras condições em que poderá haver lugar a redução ou isenção da tributação, pelo que se aconselha a sua consulta. Não havendo direito à isenção, as mais-valias resultantes da alienação de acções detidas por Pessoas Colectivas não-residentes estão sujeitas a tributação à taxa de 25%. Não existem quaisquer limitações estatutárias ou legais à livre transmissão das acções da sociedade emitente. Nos termos dos números 1, 2 e 3 do art.º 101.º do Código dos Valores Mobiliários 1 - Os valores mobiliários titulados ao portador transmitem-se por entrega do título ao adquirente ou ao depositário por ele indicado. ; 2 - Se os títulos já estiverem depositados junto do depositário indicado pelo adquirente, a transmissão efectua-se por registo na conta deste, com efeitos a partir da data de requerimento do registo ; e, 3 - Em caso de transmissão por morte, o registo referido no número anterior é feito com base nos documentos comprovativos do direito à sucessão.. Qualquer pessoa, singular ou colectiva, pública ou privada, que adquira ou aliene, directa ou indirectamente, a título gratuito ou oneroso, acções da sociedade emitente, e que assim, os seus direitos de voto atinjam ou ultrapassem 2%, 5%, 10%, 1/3, 50%, 2/3 ou 90% do total dos votos correspondentes ao respectivo capital social, ou se tornem inferiores aqueles limites, deverá notificar deste facto a sociedade emitente, a Euronext Lisbon e a CMVM no prazo de 3 dias. Quando, através de aquisição de acções, o seu titular ultrapasse os limites de 1/3 ou 50% dos direitos de voto correspondentes ao capital social, fica o mesmo sujeito ao regime das ofertas públicas de aquisição definido pelo Código dos Valores Mobiliários Montante líquido da Emissão O montante líquido da emissão é de ,00 euros, não havendo lugar a quaisquer deduções decorrentes de registos, comissões, ou encargos de qualquer outra natureza Títulos definitivos Os títulos a emitir serão entregues previsivelmente até 15 de Setembro de Não haverá lugar à emissão prévia de cautelas

17 2.18 Admissão à negociação Com base neste prospecto, solicita-se a admissão à negociação no Segundo Mercado de Cotações da Euronext Lisbon, das novas acções emitidas. As acções representativas do capital da sociedade emitente anterior ao actual aumento de capital já eram objecto de negociação naquele referido mercado regulamentado. A data de admissão à negociação das novas acções será fixada pela Euronext Lisbon Contrato de fomento Não foi celebrado qualquer contrato de fomento relativamente às acções objecto deste pedido de admissão Valores mobiliários admitidos à cotação Conforme referido no ponto 2.18, a sociedade emitente tem actualmente admitidas à negociação no Segundo Mercado de Cotações da Euronext Lisbon, de acções ordinárias ao portador, com o valor nominal de 4,99 euros cada. Igualmente de acordo com o referido nos pontos 0.1 e 2.1, a operação de redução de capital que antecedeu o aumento de capital, concretizou-se através da redução do valor nominal das de acções existentes, de 4,99 euros cada para 0,02 euros cada. Não existem quaisquer outros valores mobiliários admitidos à negociação a outros mercados de bolsa ou regulamentados, para além das acções representativas do capital actual da sociedade emitente das novas acções objecto deste prospecto Ofertas públicas relativas a valores mobiliários Não houve, no exercício em curso, nem no exercício anterior, ofertas públicas efectuadas por terceiros relativamente a valores mobiliários da sociedade emitente, nem a sociedade emitente efectuou, naqueles mesmos exercícios, ofertas públicas relativamente a qualquer outra sociedade. Não ocorreram também, nos últimos 12 meses, ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários, efectuadas por sociedades que se enquadram nos termos dos pontos 5.4 e Outras ofertas Para além das acções objecto do presente prospecto de admissão à negociação, não serão oferecidas, simultaneamente ou em data aproximada, de forma particular, acções da mesma categoria, nem serão criadas acções de outras categorias, tendo em vista a respectiva colocação pública ou particular

18 CAPÍTULO 3 IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO EMITENTE 3.1 Informações relativas à administração e fiscalização Composição Conselho de Administração Presidente: António Luis Magalhães Tavares Outros cargos: Cofgesta, S.G.P.S., S.A. Presidente do Conselho de Administração Comalpe Conservas de Peixe, S.A. Presidente do Conselho de Administração Copefa Conservas de Peixe do Faial, S.A. Presidente do Conselho de Administração Cofaco Açores Indústria de Conservas, S.A. Presidente do Conselho de Administração Cofaco Conservas, SGPS, S.A. Presidente do Conselho de Administração Cofaco Madeira Indústria de Conservas, S.A. Vogal do Conselho de Administração Comisa Companhia Construtora Imobiliária, S.A. Presidente do Conselho de Administração Copesa Companhia Portuguesa de Embalagem, S.A. Presidente do Conselho de Administração Vogal: João Manuel Chaves de Sousa Ventura Outros cargos: Comalpe Conservas de Peixe, S.A. Vogal do Conselho de Administração Cofaco Açores Indústria de Conservas, S.A. Vogal do Conselho de Administração Comisa Companhia Construtora Imobiliária, S.A. Vogal do Conselho de Administração Copesa Companhia Portuguesa de Embalagem, S.A. Vogal do Conselho de Administração Copefa Conservas de Peixe do Faial, S.A. Vogal do Conselho de Administração Contor Organização e Gestão, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral Ginsete Sociedade de Controlo, SGPS, S.A. 1.º Secretário da Mesa da Assembleia Geral Brifina Sociedade de Controlo, SGPS, S.A. Vogal do Conselho de Administração Companhia Hoteleira do Monte Estoril, S.A. Vogal do Conselho de Administração Parque Africano Sociedade de Safaris e Caça Turística, S.A. Vogal do Conselho de Administração Sintamar Sociedade de Investimentos da Tapada do Marchante, S.A. Vogal do Conselho de Administração

19 Soapa Apartamentos, S.A. Vogal do Conselho de Administração Sociedade Imobiliária do Casal Samora, S.A. Vogal do Conselho de Administração Sociedade Imobiliária do Pêgo, S.A. Vogal do Conselho de Administração Sociedade Imobiliária Solena, S.A. Vogal do Conselho de Administração Sociedade Urb. do Alto da Galiza, S.A. Vogal do Conselho de Administração Sociedade Urb. dos Maximinos, S.A. Vogal do Conselho de Administração Socinfra Sociedade de Investimentos da Qtª da Francelha, S.A. Vogal do Conselho de Administração União Ibérica, S.A. Vogal do Conselho de Administração Vila Fria Empreendimentos Turísticos, S.A. Vogal do Conselho de Administração Vogal: Francisco Pires Margarido Outros cargos: Cofaco Açores Indústria de Conservas, S.A. Vogal do Conselho de Administração Copefa Conservas de Peixe do Faial, S.A. Vogal do Conselho de Administração União Ibérica, S.A. Presidente do Conselho de Administração Brifina Sociedade de Controlo, SGPS, S.A. Presidente do Conselho de Administração Socinfra Sociedade de Investimentos da Qtª da Francelha, S.A. Vogal do Conselho de Administração Companhia Hoteleira do Monte Estoril, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral Ginsete Sociedade de Controlo, SGPS, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral Parque Africano Sociedade de Safaris e Caça Turística, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral Sintamar Sociedade de Investimentos da Tapada do Marchante, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral Soapa Apartamentos, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral Sociedade Imobiliária do Casal Samora, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral Sociedade Imobiliária do Pêgo, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral Sociedade Imobiliária Solena, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral Sociedade Urb. do Alto da Galiza, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral Vila Fria Empreendimentos Turísticos, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral

20 Vogal: José Eduardo Coquenão Folque Outros cargos: Cofaco Madeira Indústria de Conservas, S.A. Presidente do Conselho de Administração Comisa Companhia Construtora Imobiliária, S.A. Vogal do Conselho de Administração Copesa Companhia Portuguesa de Embalagem, S.A. Vogal do Conselho de Administração Comalpe Conservas de Peixe, S.A. Vogal do Conselho de Administração Safol Sociedade Algarvia de Farinhas e Óleos, Lda. Gerente Licia Sociedade de Exploração Turística, S.A. Vogal do Conselho de Administração Retur Residências Turísticas, S.A. Vogal do Conselho de Administração Relíquias do Tempo Compra e Venda de Antiguidades, Lda. Gerente Praia do Cabeço Promoção Imobiliária, Lda. Gerente Vogal: Agostinho Campos Ferreira Outros cargos: Cofaco Conservas, SGPS, S.A. Vogal do Conselho de Administração Coresa Conserveiros Reunidos, S.A. Vogal do Conselho de Administração Pácris Investimentos Imobiliários, S.A. Vogal do Conselho Fiscal Habinostra Cooperativa de Construção e Habitação, SRL Tesoureiro da Direcção Profinanza Estudos e Projectos, Consultores, Lda. Gerente Hospital de S. João de Deus, S.A. Vila Nova de Famalicão Administrador não executivo CITEX Centro de Formação Profissional da Indústria Têxtil Vogal da Comissão de Fiscalização, em representação da ANIVEC/APIV Fiscal Único Efectivo e Auditor Externo Carlos Teixeira, Noé Gomes & Associados, SROC, Lda. representada por: Carlos Manuel Duarte Teixeira Outros cargos como ROC: AAFRENT - Aluguer de Veículos Automóveis, S.A. Afriber - África Ibérica Trading, Lda. Águas de S. Cristóvão - Sociedade de Exploração de Águas Naturais, Lda. AIMMAP Consulting Consultad. e Apoio à Indústria, S.A. Ambilital - Investimentos Ambientais, EIM António Almeida & Filhos - Têxteis, S.A. Asa Editores, S.A. Central Banco de Investimento, S.A

21 Cofaco Açores - Indústria de Conservas, S.A. Cofaco Madeira - Indústria de Conservas, S.A. COMALPE - Conservas de Peixe, S.A. Coopalima - Cooperativa Agrícola do Vale do Lima, CRL Coprintec - Comércio de Equipamentos para a Indústria de Calçado, S.A. Costa & Valério, Lda. Diogapor - Química, S.A. Duofil - Sociedade Comercial e Industrial de Perfis, Lda. Emílio de Azevedo Campos, S.A. Equigerax - Equipamento Geral de Raio X, S.A. Estaleiros Navais do Mondego, S.A. Famaliper - Sociedade de Distribuição, S.A. Feiradis - Sociedade de Distribuição, S.A. Feiriper - Sociedade de Distribuição, S.A. Figueiradis - Sociedade de Distribuição, S.A. Fmac - Empresa Têxtil, S.A. Fozcôainvest - Energia, Turismo e Serviços, E.M. Front Shoes - Comércio de Calçado, S.A. Fundação Engº António Pascoal Gabelex - Indústria de Tectos Metálicos, S.A. Galécia - Produtos para a Indústria de Construção, S.A. Giacomini (Portugal) - Sistemas Sanitários e Climatização, Lda. Gonçalves & Cachadinha, Lda. Grafiasa - Indústria Gráfica, S.A. Ibermetais - Indústria de Terfilagem, S.A. João A. M. Santos, Lda. Laboratório de Análises Clínicas Canidelo, S.A. Lameguiper - Sociedade de Distribuição, S.A. Lima Vanzeller & Leal, Lda. Lordelodis - Sociedade de Distribuição, S.A. Lousada Século XXI - Actividades Desportivas e Recreativas, E.M. Luís Ferreira & Ferreira, S.A. Manuel Massa, S.A. Mapril - Produtos Químicos e Máq. para a Indústria, S.A. Mário Rodrigues Pereira & Filhos, Lda. Mater - Máquinas e Tecnologia Industrial, S.A. Metalúrgica Luso-Alemã, S.A. Metalúrgica Luso-Italiana, S.A. Monte & Monte, S.A. Montijodis - Sociedade de Distribuição, S.A. NCO Dealer - Sociedade Financeira de Corretagem, S.A. NCO - Gestão de Patrimónios, S.A. Osvaldo Pinto, Lda. PEC Nordeste - Indústria Prod. Pecuários do Norte, S.A. Petrocávado Investim. Imobiliários e Mobiliários, S.A. PME Capital Soc. Portug. de Capital de Risco, S.A. Portimãodis - Sociedade de Distribuição, S.A. Probigalp - Ligantes Betuminosos, S.A. Probisa Portuguesa Produtos Betuminosos, S.A. Procalçado - Produtora de Compon. para Calçado, S.A. Quadrilátero - Gestão de Particip. Sociais, SGPS, Lda. Quinta e Costa, S.A

22 Rainhadis - Sociedade de Distribuição, S.A. Rua & Rua, S.A. SDV (Portugal) - Transitários, Lda. Servifios - Importação e Exportação de Têxteis, S.A. Silanto, S.A. Sociedade Agrícola e Comercial do Varosa, S.A Sodecia Soc. Industrial de Metalurgia da Guarda, S.A. Solima Soc. de Construção e Venda de Habitações, Lda. Soltráfego - Soluções de Trânsito, Estacionamento e Comunicações, S.A. Têxtil Tearfil, S.A. Trimco - Equipamentos Frigoríficos, Lda. Troncadis - Sociedade de Distribuição, S.A. Unidade Local de Saúde de Matosinhos, S.A. Unidea - Comércio de Calçado, S.A. Valongodis - Sociedade de Distribuição, S.A. Valonguimo - Gestão e Administração de Bens, S.A. Visualizar - Serviços Multimédia, S.A. Suplente Paula Saraiva & Manuel Pereira, SROC representada por: Ana Paula Monteiro Barbeitos Saraiva e Silva Outros cargos como ROC: Alfredo Cardoso & Cª, Lda. Ambitrade - Comércio e Serviços, S.A. Anitex - Comércio de Importação e Exportação, Lda. Arcus Air Logistic - Transportes Europeus, S.A. Carlos Freitas & Companhia, S.A. Chamauto - Soc. Transmontana de Automóveis, S.A. Cimenta - Empreendimentos Imobiliários, S.A. Constantino Fernandes Oliveira & Filhos, S.A. Corporação Internacional de Seguros, S.A. Gandras, Lda. Gewiss Portugal Ind. Mater. Eléctrico, Unipess., Lda. I2S Informática - Sistemas e Serviços, S.A. J. da Silva Moreira & Irmãos, Lda. Larbrinca - Brinquedos e Utilidades, Lda. Mitrent - Aluguer de Veículos Automóveis, S.A. Naef, Lda. Onlybattery Pilhas e Baterias, S.A. Quinta da Foz Empreendimentos Imobiliários, S.A. Rolcar Nova Representações de Veículos, S.A. Santa Margarida - Sociedade Turística, S.A. Sidepa - Sacos Ibéricos de Papel, Lda. Sofil - Sociedade de Fiação de Vizela, Lda. Tilgráfica - Sociedade Gráfica, S.A. Trimetal - Comércio de Metais, Lda Regras de designação e funcionamento dos órgãos de administração e de fiscalização As regras de designação e funcionamento dos órgãos de administração e de fiscalização da sociedade emitente, são as que constam dos art.ºs 9.º a 18.º dos estatutos e, que a seguir se transcrevem:

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