CASA DE MÃE JOANA POLÍTICA BRASILEIRA:

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1 Nº JUNHO/2016 CIRCULAÇÃO NACIONAL R$ 14,00 POLÍTICA BRASILEIRA: CASA DE MÃE JOANA Romulo F. Federici um dos mais respeitados analistas da política nacional, situa o atual cenário da crise brasileira como uma casa de Mãe Joana onde todos parecem mandar e ninguém tem razão, nem sabe o que quer. Os pecados do governo Temer também são analisados. GOLPE? A palavra mais pronunciada no Brasil hoje, é analisada por Célia Ladeira CORREIOS O silêncio da ex-empresa mais respeitada do país GARZON ALERTA Marcos Garzon, autor de 104 livros sobre Natureza, adverte a única esperança é a consciência, desde que haja mobilização mundial, pode contribuir para impedir a devastação. SUPREMO Até onde vai a extensão dos poderes dos magistrados?

2 EDITORIAL Silêncio DOS CORREIOS NA IMAGEM: MORTE ANUNCIADA A morte anunciada da imagem residual do que ainda resta dos bons tempos, virá com as consequências do ato tomado pelo Presidente anterior, Giovanni Queiroz, de cortar 60% nas verbas publicitárias dos Correios deste ano. Uma medida monocrática, sem amparo na necessidade orçamentária, pois repetiu o ve- lho chavão de um administrador à antiga, o de um político alçado à função apenas p e l o fatiamento de cargos com o Congresso Nacional: o primeiro item que deve ser cortado numa fase de contenção de despesas deve ser a publicidade. Provavelmente causa da passagem episódica de um político que presidiu a Empresa por p o u cos por meses, destituído dos laços que o tornariam comprometido com o seu destino, os Correios estão ameaçados de interromper sua presença no mercado após a Olimpíada do Rio, já que a última campanha aprovada é a do Correio Olímpico. O silêncio postal que se descortinará após esse evento - caso a nova Diretoria da empresa que está por se empossar não revogue essa espúria decisão - implicará o reconhecimento de que os Correios são uma casa de favores para políticos fortuitos. Não parece que o Ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, tenha essa visão provinciana pequena de seus antecessores para tratar assim uma instituição centenária e altamente lucrativa para o Estado brasileiro se bem administrada. Seu novo Presidente, que se anuncia, será um empresário de São Paulo, Guilherme Campos, que virá do maior mercado nacional, e com certeza sabedor do valor de uma excelente imagem corporativa para o ganho de respeito na sociedade. Para começar, se impõe restituir aos Correios sua energia vital proveniente de uma excelente e ativa publicidade institucional e empresarial-mercadológica. O silêncio postal, derivado do corte de suas campanhas, pode levar também a interpretações ou explorações factuais danosas ao país como os sinais de fragilização da empresa para que se fortaleçam os rumores de sua privatização. Em todos os países, seus correios são um patrimônio do povo. Não há um só modelo de correios igual ao outro. Mas no Brasil ele é único: os Correios são a própria união do país.

3 Nesta Edição OS 10 MAIS DE MAIO HENRIQUE MEIRELLES O PRESIDENTE POR QUE OS ERROS? GOLPE? A MEMÓRIA DE UMA PALAVRA ROMULO F. FEDERICI A CASA DA MÃE JOANA CRÔNICA BRASÍLIA E A CULTURA PÁGINAS AZUIS GARZON FAZ UM ALERTA MUNDIAL OS BRASILIENSES DESTAQUE DO MÊS - EVERARDO MACIEL 46 EXPEDIENTE CARTA POLIS revista mensal de bastidores do poder em Brasília. Editor-responsável: Leonardo Mota Neto Diretora: Ellen Rôse Aguiar Barbosa Fotógrafa: Ana Ingrid Ruckschloss Imagens: Divulgação e Internet Comercial: Redação, Comercial e Administração: SCS QD 1 Bloco G Sala Ed. Baracat - Asa Sul CEP: BRASÍLIA - DF Tel: Tel comercial: WhatsApp: CARTA POLIS é uma publicação da POLIS.COM; Diagramação e projeto gráfico: Gn1 Design Studio (www.gn1designstudio.com) (61) Todos os direitos reservados. Capa A política no Brasil é a Casa da Mãe Joana? Entenda tudo nessa edição *Os artigos assinados nesta edição são de responsabilidade de seus autores. CARTA POLIS não se responsabiliza pelos conceitos neles emitidos. BAIXE AGORA A VERSÃO ONLINE E TENHA SEMPRE EM MÃOS O QUE O PODER LÊ.

4 POLÍTICA 10 OS Destaque do Mês DE MAIO na Política e no Poder Henrique Meirelles 4 CARTA POLIS JUNHO 2016 Imperturbável na sua rota batida para alcançar a meta de estabilidade em prazo recorde, o ministro da Fazenda, em suas entrevistas, sobressai-se por não entrar em contradições nem emitir uma palavra a mais que o permitido no momento. Impõe-se como voz de autoridade número 1 do governo Temer. Um ponto alto de sua trajetória de pouco mais de um mês no Ministério da Fazenda foi seu alerta aos empresários sobre as péssimas condições do inventário da economia que recebeu. Foi um desabafo após ter se inteirado completamente das contas do governo, clarificadas por sua nova equipe de técnicos. Sobressaiu nesse alerta sua previsão sobre os próximos quadrimestres que, segundo ele, seria de lenta recuperação, embora constante. O ministro chegou a advertir que a retração econômica poderá ser a pior da História, chegando aos níveis da crise de Com sua inequívoca autoridade, Meirelles quis passar aos empresários um chamamento para que vençam a inércia e acreditem mais nas oportunidades abertas pela crise, retornando ao investimento de risco e gerando empregos. Continua a bater na tecla da retomada da confiança. Confiança, confiança, confiança - tem sido sua palavra de ordem.

5 ÁLVARO DIAS Sua proposta de novas eleições gerais foi o fato novo de junho. Se vingar, renunciaria a presidente, o vice-presidente, os senadores, os deputados e assumiria o presidente do Supremo, que convocaria novas eleições. O senador é campeão de audiência nas redes sociais entre todos os políticos brasileiros. ANTONIO ANASTASIA Revela atitude imperturbável nas reuniões da Comissão Especial de Impeachment do Senado como seu relator, mesmo quando enfrentado pela bancada fiel à Dilma Rousseff. Jamais emitiu uma palavra mais áspera ou demonstrou impaciência em qualquer momento. ILAN GOLDFAJN Presidente do Banco Central num momento de descrédito no combate à inflação, promete recolocá-la no centro da meta. Outro compromisso foi com os três fundamentos da estabilidade econômica: combate cerrado à inflação, formação de superávit primário e câmbio flutuante. JOSÉ SERRA Um protagonismo mudancista à frente da política externa do país, com inflexão de 100% na rota anterior, arranca o Itamaraty de um jugo ideológico que o mantinha preso às concepções bolivarianas, alinhando-o com as práticas contemporâneas do diálogo amplo e com o viés comercial. LILIANA AYALDE A embaixadora norte-americana em Brasília despede-se do posto na capital para seguir com o assessoramento direto ao presidente Obama em Washington, após ter se firmado nos círculos diplomáticos e políticos como diplomata que angariou respeito ao superar a crise nas relações bilaterais. LUIZA ERUNDINA A deputada pelo PSOL viu crescer sua liderança neste ano ao liderar um movimento de oposição ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tendo se sentado em sua cadeira e presidido uma sessão mesmo sem o som dos microfones, e depois comandado uma marcha de protesto das mulheres parlamentares. MARIA SILVA B. MARQUES Presidente do BNDES, a primeira mulher a presidir o banco, economista e administradora respeitada no mercado, chegou com discurso inovador dos métodos de gestão, com expectativa de que dará ampla transparência às operações tidas como suspeitas de favorecimentos. PEDRO PARENTE Um quadro técnico certo para presidir a Petrobras que se nutre de uma réstia de esperança de escapar da falência. Perfil adequado de presidente para tentar o último esforço de recuperação empresarial. Obteve do presidente Michel Temer a garantia de que não haverá indicação política. SIMONE TEBET Como novata no Senado, a parlamentar do PMDB de Mato Grosso surpreende pela altivez e segurança em suas intervenções, lembrando o pai, Ramez Tebet. Agrega o respeito dos colegas no plenário da Comissão Especial do Impeachment, da qual tornou-se uma das referências, sempre séria. (*) Esses nomes estão sendo apresentados por ordem alfabética. O critério da escolha foi uma consulta ao Conselho Editorial da CARTA POLIS. CARTA POLIS JUNHO

6 O PRESIDENTE Por queos ERROS, ERROS E ERROS? O governo Temer erra mais do qualquer outro nos primeiros 30 dias, entre todos os presidentes após a redemocratização de 85. Não deveria ser assim. Temer é político experiente e sabe tomar decisões em ambiente crítico. O que está a lhe acontecer, então? O erro em política é o mesmo que na guerra: os generais perdem as batalhas e expõem o reino. O erro em política não é um fato solitário. Se é cometido por um ministro, expõe o presidente. Quanto mais rápida for a solução dada por este para corrigir o erro mais veloz será a reparação. Não é provavelmente por falta de assessoria, nem de informação estratégica. Muito menos de apoio político no Congresso Senado e Câmara e do Supremo. Onde está a matriz dos sucessivos erros? A resposta é: o sistema em que se assenta o governo está caindo aos pedaços, não se sustenta, não mais legitima qualquer iniciativa. Reforma política ou cabeças cortadas em série e em profusão. Competente, quem? O ministro da Educação, que se recusa a receber os reitores? O ministro da Transparência que já caiu? Acabar com o Ministério da Ciência e Tecnologia depois de nomear um pastor? Só vi erros até agora. Existe um bordão antigo que reza: o líder fraco faz fraca a forte gente. Se Michel Temer não quiser vestir essa carapuça, terá que tomar providências urgentes para escapar a uma imagem que já se forma em torno dele em somente uma quinzena de governo. ERRO ROMERO. O caso de Romero Jucá é típico. Temer sabia, antes de nomeá- -lo, de tudo o que cercava sua biografia. Se não sabia de tudo é porque foi desatento. Ou então Jucá mentiu a ele sobre todos os processos a que responde no Supremo Tribunal Federal. Ao arrostar as consequências de nomeá-lo, o presidente interino desafiou a sorte e a lógica dos fatos. Romero Jucá não deveria ter sido chamado para o ministério se era apenas uma questão de ter um trator para aplainar o diálogo com o Congresso Nacional e ligado a Renan Calheiros. Havia outros tratores menos comprometidos com a Lava Jato e com a vida pregressa nos tribunais. No entanto, em Brasília cultua-se a deusa Soberba tanto quanto a deusa Arrogância. E todos conversam abertamente através dos celulares como estivessem no happy-hour no fim da tarde. Brasília é ou não é um circo? 6 CARTA POLIS JUNHO 2016

7 TEMER TENTA SE EQUILIBRAR EM MEIO A UMA CRISE QUE NÃO CEDE Má escolha de ministros e líderes no Congresso, concessões exageradas à base parlamentar e entrega de ministérios e das estatais aos partidos. Tudo isso em dose mais maciça que a de Dilma. Isso, somado a erros, recuos e incoerências do presidente Michel Temer, forma um saldo preocupante de apenas duas semanas de governo. Como no caso do ministro da Transparência, Fabiano Silveira, que acabou sendo mantido no cargo após ter dado orientações como advogado do Senado a Renan Calheiros e Sérgio Machado para se livrarem da Operação Lava Jato o mesmo motivo que fez Temer não nomear seu primeiro ministro da Justiça. A manutenção do ministro pode ter livrado Temer de um desgaste total que seria ver a queda de mais um ministro após Romero Jucá, no começo da terceira semana do governo. Pode ser apenas um paliativo, pois o Congresso Nacional já percebe a fragilidade do governo provisório cada vez mais provisório que não consegue equilibrar-se em meio a uma crise que teima em permanecer ativa. Significa que mais barganhas serão apresentadas pelos partidos que se sentem instalados no poder. Mais diretorias nas estatais e nos fundos de pensão dilapidados serão requeridas. Os bancos oficiais, que Meirelles procurava preservar da sanha de repartição de cargos, acabaram caindo. A Caixa Econômica Federal virou propriedade do PP. O formigueiro avassala o governo. Temer erra, recua e procura consertar os erros no mesmo dia em que erra. Já é alguma coisa em relação à Dilma, que errava, mas não admitia. Nem tudo está perdido, todavia. Temer assumiu a Presidência da República de direito quando proferiu seu mais afirmativo discurso no cargo, em que bateu na mesa e advertiu que sabe negociar com bandido. Até então, estava imerso na organização de um governo de improvável harmonização interna. Mesmo debaixo de toda essa carga contrária, ele foi capaz de resumir numa fala calma sem perder a característica afável que é o tom permanente de seu discurso as linhas centrais de seu ataque cerrado contra a crise.

8 GESTÃO Carta não entregue SILÊNCIO PREOCUPA A conquista do território brasileiro, ao contrário dos Estados Unidos, nunca contou com as diligências, que na poeira das trilhas rasgaram o país de Leste a Oeste, integrando-o. No Brasil, essa odisseia coube aos valorosos carteiros, os profissionais dos Correios e Telégrafos que nunca deixaram um só brasileiro - seja dos mais remotos igarapés da Amazônia, seja dos banhados dos pampas gaúchos - sem receber a sua correspondência. Era o motivo maior do orgulho nacional, atestado nas pesquisas que consideraram Correios como instituição que mais despertava a admiração e o respeito dos brasileiros. Bons tempos! E porque não foi mantido o respeito? E porque não repetir os acertos? É inexplicável que um patrimônio intangível da alma nacional se perca sem luta para reconquistá-lo. Um dos fatores que produziram essa renúncia da excepcional imagem de antes se confunde com a politiquice de seus dirigentes que levou os Correios a uma severa perda de sua qualidade nos últimos 20 anos, pelo menos. Os Correios foram uma Petrobras postal, que se deixou usar e abusar pela sanha do fatiamento político que comprometeu sua operação. O governo Michel Temer chega, porém, com suas mensagens de renovação da capacidade gerencial do Estado. É tudo o que a sua clientela, seus mercados e fornecedores - além dos empregados atônitos com a sua erosão empresarial - queriam ouvir. Mas há que se começar do ponto em que a ótima imagem que envaidecia o povo brasileiro foi jogada no lixo. Uma empresa desse porte e com o compromisso de prestação de bons serviços logísticos - entrega de cartas, bens e encomendas - não pode se afirmar no mercado, embora monopolística, sem anunciar seus produtos. 8 CARTA POLIS JUNHO 2016

9 Estamos aqui para te fazer feliz para sempre. SURPREENDENTE mondo pré-lançamento NOROESTE FRENTE PARQUE san felice pré-lançamento NOROESTE 4 SUÍTES DE 198,49 M 2 A 414,12 M 2 Mondo é a sofisticação e o aconchego com o conforto de uma casa e a segurança de um apartamento. Possui hall exclusivo, elevador panorâmico e living para 5 ambientes. RI R5/ do 2º Ofício de Registro de Imóveis do DF. 3 SUÍTES DE 127M 2 A 305M 2 Um legítimo 3 suítes com amplos cômodos, que resgata a essência dos melhores projetos do início de Brasília. A concepção perfeita, com o melhor do conforto e da qualidade que você procura. RI R13/ do 2º Ofício de Registro de Imóveis do DF. Perspectiva ilustrativa do salão de jogos Perspectiva ilustrativa da sala do apartamento DESCONTO IMPERDÍVEL A MELHOR LOCALIZAÇÃO blend sonnata ÁGUASCLARAS SUDOESTE 3 E 4 SUÍTES DE 163M 2 A 377M 2 Venha para a última área residencial do Sudoeste. Ao lado do Parque da Cidade, ciclovias e a maior academia de Brasília. Sintonia entre espaço, saúde, qualidade de vida e bem-estar. Altíssimo padrão. RI R22/ do 1º Ofício de Registro de Imóveis do DF. DESCONTO IMPERDÍVEL PRONTO PARA MORAR blend blend ÁGUASCLARAS ÁGUAS CLARAS 1 E 2 QUARTOS DE 32M 2 A 59M 2 É um residencial com serviços e lazer completo em um dos melhores pontos de Águas Claras. Toda a tranquilidade e a praticidade com um toque de sofisticação. Encantese com o apartamento decorado. RI R5/ do 3º Ofício de Registro de Imóveis do DF. Perspectiva ilustrativa do salão da piscina Imagem do apartamento decorado SHC/Sul 507 bloco C lojas 10/11 mgarzon.com.br Atendimento on line das 8h às 24h. CJ 18087

10 POLÍTICA Viva a fala TORPE DOS POLÍTICOS! Leonardo Mota Neto Os livros de memória política estão esquecidos. A pesquisa refinada, a palavra elegante, o verbo bem escoimado, a frase algumas vezes revista e melhorada estão superados. O político brasileiro se revela numa intimidade de impertinente grosseria quando não escreve, mas simplesmente fala. A revelação desses trechos de conversas gravadas de políticos traz à tona uma realidade espantosa de vulgaridade. Linguagem de cabaré, termos de cabaré, referências de cabaré, professadas por cafetões do dinheiro público. Que entre si se permitem dialogar sobre seus iguais com uma lógica que assassina a ética. Um concurso de frases mal ditas, sequências recortadas de uma conversação diabolizada pela gana de ir ao pote. Tantas vestais que pairam nos ambientes da política com seus paletós fechados em mil botões como se resguardassem o pudor. Mas, nos diálogos à meia luz, tornam-se versejadores de um texto bocagiano nos quais palavrões sobressaem para esconder a vergonha. Essa é, sem tirar nem por, a verdadeira retórica da política brasileira, em todos os tempos e nos tempos que virão. Uma retórica com impossível reforma. Pois tal é o povo que descura de sua transformação. Viva a fala torpe do povo brasileiro pela boca dos políticos! 10 CARTA POLIS JUNHO 2016

11 SUPREMO NA BOCA DE LAVADEIRAS Primeiro foi o ex-senador Delcídio do Amaral, que se jactava nas suas conversas grampeadas de sua amizade com os ministros do Supremo Tribunal Federal. Depois foi Romero Jucá que, em conversas grampeadas por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, em torno do assunto pacto nacional com Michel Temer para livrar todos da Lava Jato, incursiona na mesma trilha de amizade com ministros do STF, apenas livrando a cara de Teori Zavacski ( ele é um cara fechado ). Já não é hora de o Supremo dar uma demonstração clara e inequívoca de que nada tem a ver com essas relações que expõem seus ministros? Que tal, aceitando as recomendações do procurador-geral da República Rodrigo Janot para abrir investigações contra políticos até hoje intocados, abandonando a postura de complacência obsequiosa? MEIRELLES ASSUSTOU Uma previsão sombria uma retração econômica maior que a do Brasil na década de 30 foi o cardápio servido pelo ministro Henrique Meirelles em reunião com os empresários. De longe, seu mais duro e rude pronunciamento. Se quis assustar, assustou. O diferencial foi que falou diante do presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto. Temer permaneceu ante Meirelles como uma figura menor, ouvindo a verdade das previsões de seu ministro sem a maquiagem de uma amenização da crise. Aliás, a imponência de Meirelles, apoiada numa retórica em tom de voz trovejante, deixou o presidente como uma personagem secundária. Das duas uma: se quis assustar de propósito a sociedade para lançar em breve a tese de mais impostos, foi uma excelente preliminar. Outra: se quis arrancar o empresariado de sua cadeira de assistente passivo da crise, sem ir para a briga bradar a favor das reformas previdenciária e trabalhista, logrou êxito. ESQUEÇAM GERDAU O ex-presidente Lula criou o Conselhão o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, com 92 integrantes das áreas governamental, privada e sindical. Tascou o empresário Jorge Gerdau na articulação pelo lado empresarial. Dilma Rousseff manteve o Conselhão, mas com menor ímpeto. Manteve Gerdau como seu articulador pelo lado empresarial. Vem agora Michel Temer e quer ressuscitar o Conselhão, mantendo Gerdau como seu articulador pelo lado empresarial. Não existe ninguém mais no lado empresarial a não ser aquele cujo filho foi objeto de uma operação recente da Polícia Federal? ELEIÇÃO GERAL: SONHADA ANISTIA Não restam mais dúvidas: a proposta da eleição geral em outubro, que Lula cozinha com Renan Calheiros, é tábua de salvação que levaria a um pacto político nacional de anistia aos implicados na Operação Lava Jato. O GOVERNO NÃO É UMA AÇÃO ENTRE AMIGOS Michel Temer, em encontro com os líderes da base na Câmara (*) Leonardo Mota Neto é jornalista e editor-geral desta CARTA POLIS. CARTA POLIS JUNHO

12 ARTIGO/POLÍTICA Golpe A MEMÓRIA DE UMA PALAVRA Célia Ladeira (*) N os tempos atuais, no Brasil, uma simples palavrinha parece ter entrado para uma espécie de index de proibições. Trata-se da palavra golpe. Nos corredores da TV-Globo, os repórteres evitam pronunciá-la. Da mesma forma, ela sumiu das primeiras páginas dos jornais, e nas reuniões da Comissão Especial do Impeachment, no Senado Federal, ela provoca urticária e erupções em senadores como Ana Amélia (PR-RS) ou Cristóvam Buarque (PSB-DF). Ressurge em blogs na mídia digital, para sofrer uma enxurrada de comentários negativos. Afinal, que força misteriosa possui tal palavrinha, capaz de provocar reações exaltadas e até proibições? A resposta pode estar nos descaminhos da linguagem, que não se limita ao tempo presente, mas se vale da memória para ressignificar os sentidos produzidos ao longo da história. No século 17, a Inquisição portuguesa não proibia apenas palavras, mas catálogos inteiros de livros, considerados indesejáveis pela censura religiosa. Era um índex proibitório e expurgatório de tal forma que estes livros só foram liberados para leitura no século 20. Por que a palavra golpe passa agora por tal repressão? Coube à memória histórica marcar a palavra golpe de significações tais que elas ressoam até hoje. O primeiro de que se tem notícia foi liderado por um famoso político e militar romano, Lúcio Cornélio Sila, no ano de 83 a.c. Ele entrou com o exército na cidade de Roma, e, desde então, a cidade eterna sempre se sentiu sob a ameaça de ser invadida por novas tropas. Os golpes tradicionais, ao longo da história, foram marcados pela busca do poder político por meio das armas. Mas o que significa a palavra golpe no contexto político? Uma definição simples é dada pelo historiador Antônio Gasparetto Junior. Segundo ele, golpe de Estado é a deposição de um governo legitimamente instalado, conhecido também em sua versão francesa, Coup d État, e em sua versão alemã, Staatssreich. Todos eles identificam uma ruptura institucional repentina. Ou seja, o controle do Estado passa subitamente das mãos de um governo constitucionalmente eleito para outro grupo de governantes. Antes, as rupturas institucionais eram chamadas de revolução, um profundo processo de mudança civil e militar. Golpes de Estado são característicos de momentos em que grupos políticos de oposição extrapolam a legalidade e, por vezes, fazem uso da violência para derrubar um governo legítimo. BRASIL, ONTEM No Brasil, o primeiro golpe ocorreu logo depois da Declaração de Independência. Dom Pedro I não gostou dos rumos tomados pela primeira Assembleia Geral Constituinte, que iria produzir o primeiro texto constitucional para o país. As disputas políticas entre liberais e conservadores foram o motivo. Pressionado, o imperador optou pela dissolução da assembleia. Em 25 de março de 1824, o imperador aprovou a Constituição Imperial sem que esta fosse apreciada por uma assembleia. 12 CARTA POLIS JUNHO 2016

13 Ainda no século 19, outro golpe marcou a nossa história. O que conhecemos por Proclamação da República, ocorrida no dia 15 de novembro de 1889, foi, na verdade, um golpe militar que pôs fim ao regime monárquico no Brasil. Para que o golpe contra a monarquia fosse bem-sucedido, os republicanos necessitavam do apoio da principal autoridade militar da época: o marechal Deodoro da Fonseca. Acontece que Deodoro era monarquista e amigo pessoal do imperador d. Pedro II. Para convencer Deodoro, os republicanos criaram a intriga de que o primeiro ministro do imperador não apoiava o Exército. Deodoro reuniu algumas centenas de soldados e marchou sobre a cidade do Rio de Janeiro com o objetivo de derrubar o ministério do visconde de Ouro Preto. Era o fim da monarquia. BRASIL, SÉCULO 20 A Revolução de 1930, que derrubou o presidente Washington Luís, também foi um golpe. O candidato da oposição (chamada de Aliança Liberal), derrotado, era o gaúcho Getúlio Dorneles Vargas. A oposição não aceitou o resultado e partiu para o enfrentamento físico. Membros das polícias estaduais de Minas, Rio Grande do Sul e Paraíba, assim como alguns setores do exército, aderiram aos revolucionários. Uma junta formada por dois generais e um almirante decidiu depor o presidente da República e passar o governo ao chefe do movimento revoltoso, o candidato derrotado da Aliança Liberal. Sem grandes batalhas, caiu a Primeira República, aos 41 anos de vida. Mas o golpe mais traumático e que ainda está na memória dos brasileiros foi o de abril de Os debates em torno desse golpe são bastante polêmicos, mas os fatos são os seguintes: o presidente João Goulart, nos anos de 1963 e 1964, apresentava uma postura considerada polêmica ao incitar militares de patente baixa, como sargentos, a se insubordinarem contra a hierarquia militar. Goulart também tinha propostas de reformas de base em outros setores, como o setor agrário. Essas reformas possuíam, aos olhos de seus críticos, um conteúdo radical. Na madrugada de 31 de março, o general Olímpio Mourão Filho mobilizou suas tropas de Juiz de Fora contra o governo e seguiu para o Rio. No dia 2 de abril, o presidente do Congresso Nacional, senador Auro de Moura Andrade, se apressou a declarar vaga a presidência, debaixo de vaias. O problema é que Goulart não tinha saído do país, mas já era tarde demais. A decisão dos generais estava tomada. Eles instalaram o Supremo Comando Revolucionário e escolheram, por meio do Ato Institucional nº 1, um novo presidente para o Congresso. Foi o início de uma longa ditadura, que só acabou em BRASIL HOJE De novo os brasileiros se veem diante de nova mudança, em que permanece a definição de golpe de Estado porque assume o poder uma nova coalizão, ao arrepio da soberania popular. O sociólogo brasileiro Michel Lowy, radicado na França, cita frase famosa de Marx, que por sua vez cita Hegel, segundo a qual a história acontece duas vezes: a primeira, como tragédia, e a segunda, como farsa. A tragédia foi o golpe de 1964, vinte anos de ditadura, com centenas de mortos e milhares de torturados. Agora o país assiste à farsa, montada por centenas de deputados e senadores, muitos deles envolvidos em escândalos de corrupção e atuando como salvadores da pátria. Tudo registrado por câmeras de TV no espaço público da TV Senado e nas emissoras privadas, cujas direções são simpáticas ao golpe. Por que chamar de golpe ao afastamento da presidente Dilma Rousseff? Em primeiro lugar, trabalha-se intensamente para descontruir as políticas públicas dos governos do PT. É um novo grupo que assumiu o poder e o presidente interino se esmera em não só romper com políticas de estado como até a mudar nomes de ministérios e instituições públicas. Na comissão do impeachment, a formalidade não disfarça os votos já contados para o afastamento final. Mas a palavra golpe permanece exorcizada. A imprensa igualmente desconstrói a imagem e a memória da presidente afastada. O Jornal Nacional da TV Globo se deu ao cúmulo de fazer uma série de entrevistas conduzindo os entrevistados a dizer que impeachment não é golpe porque está previsto na Constituição. Primeiro os deputados e agora os senadores esmeram-se na busca de crimes de responsabilidade. Em vão. Os oposicionistas, agora situacionistas do governo interino, se irritam e perdem a paciência se ouvem a palavra golpe. Para o sociólogo Michael Lowy, trata-se realmente de uma farsa grotesca, mas que pode custar caro para a população. Isso ilustra mais uma vez o desprezo da oligarquia que domina o Brasil há 500 anos ainda que assuma outros nomes pela democracia. Passam com o trator quando a democracia não vai para o lado que eles querem. E a memória dos inúmeros golpes registrados pela história não nos deixam ser enganados. É golpe mesmo e pronto. (*) Célia Maria Ladeira Professora de Comunicação Pesquisadora do NEMP (Núcleo de Estudos de Mídia e Política) da UnB. CARTA POLIS JUNHO

14 S NAR Alberto Caeiro DITADURA ACABOU Política também vende livros, e como vende. Elio Gaspari, jornalista (Folha, O Globo) acaba de lançar o quinto livro de sua série sobre o regime militar, A Ditadura Acabada. É a mais aclamada obra sobre o regime militar no Brasil. Elio examina com riqueza de detalhes o período de 1978 a 1985, desde o final do governo do presidente Ernesto Geisel e a posse de seu sucessor, o general João Baptista Figueiredo, até a eleição de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral. São os anos da abertura política, momento decisivo na história de nosso país e repleto de acontecimentos, como o fim do AI-5, as manifestações políticas pela anistia e pela volta das eleições diretas para a presidência, os atentados promovidos por aqueles que se opunham à redemocratização, como o episódio da bomba no Riocentro em Anos de uma crise econômica sem precedentes. Editora Record, 448 páginas. Um tesouro. MOREIRA EXIGE Para engordar o seu novo departamento, o que cuidará de concessões e privatizações, o ex-ministro Moreira Franco deseja incorporar a Valec. Até aí tudo bem. Mas será uma luta dura para cooptá-la. A Valec foi recentemente vitaminada com uma dotação de R$ 30 bilhões para levar a cabo obras como a Ferrovia Transnordestina, ao que se diz no mercado, em tom de piada, uma estrada de ferro que une o Daniel ao Dantas. BENÉ AFINOU Quem visitou na Penitenciária da Papuda de Brasília o empresário e lobista Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, preso pela Operação Acrônimo por suspeita de ser o canal de irrigação de doações ilegais à campanha do então candidato a governador Fernando Pimentel, o achou abatido ao extremo. A ponto de Bené, um gordinho sorridente nas fotos na era do poder absoluto, ter emagrecido 30 quilos. São 30 quilos de vontade de delatar espontaneamente todos os que usavam seus serviços. PESQUISA FALSA A primeira pesquisa feita na pós-instalação do processo de impeachment da presidente afastada Dilma, sobre intenções de votos para presidente da República para 2018, é tão falsa quanto uma nota de 3 dólares. A situação do país é politicamente tão instável que não permite sequer uma pesquisa para síndico do Clube do Congresso em Brasília, sede campestre. 14 CARTA POLIS JUNHO 2016

15 MARCELA ADIADA Entre as dezenas de recuos do governo Temer em tão pouco tempo de administração da massa falida do país, contabiliza-se mais um, de natureza doméstica. Marcela Temer, a primeira dama, aparentemente não vai mais exercer um cargo público na área social, como o presidente interino havia anunciado. A ideia morreu ao sabor dos protestos em frente à casa dos Temer, no Alto Pinheiros, em São Paulo. DIA FELIZ O dia em que aprovou na Câmara a DRU e deu posse aos novos presidentes de bancos oficiais e da Petrobras foi o dia em que se viu o presidente Temer mais feliz até aqui. Além do impacto positivo da posse de auxiliares de perfil de competência inegável e da aprovação na Câmara da desvinculação de rubricas orçamentárias, a economia deu seus primeiros sinais de recuperação. Lentos, mas sinais, como atesta o jornal econômico Valor. PEIXE ENSABOADO Lula é mesmo o maior político brasileiro e o mais ensaboado também. Participou em Brasília de todas as tratativas que acabaram incriminando Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá nas conversas gravadas por Sérgio Machado, tentando articular uma frente político-jurídica para anular a Lava Jato. No entanto, o esperto Lula jamais se deixou gravar por Machado. Nunca lhe permitiu chegar perto. É ou não ensaboado? TERCEIRO ANDAR Quem frequenta o terceiro andar do Palácio do Planalto no atual governo Temer observa uma curiosidade que mal disfarça uma guerra contra os grampos supostamente deixados pelo PT: todos os aparelhos de TV pendurados nas paredes dos principais gabinetes estão ligados durante todo o expediente com som alto. Dizem que embaralha as supostas gravações de conversas, através de gravadores por ventura plantados. VANESSA LIDERA Nas batalhas campais na Comissão Especial do Impeachment no Senado, as senadoras Vanessa Graziottin e Gleisi Hoffmann integram a linha de frente mais buliçosa da defesa de Dilma Rousseff no mesmo tom oposicionista áspero. Porém, nas pesquisas informais sobre a aprovação ou rejeição de imagem de ambas nas redes sociais, a amazonense Vanessa, do PCdoB, ganha longe da paranaense Gleisi no quesito simpatia. É ferina, mas simpática. CARTA POLIS JUNHO

16 Frases do Mês MAIO ELA (DILMA) ME JOGOU NO FOGO, ME SACANEOU De Nestor Cerveró, delator da Lava Jato em vídeo gravado sobre a compra das refinarias de Pasadena, segundo a Época Negócios MAIS DO QUE NUNCA, É PRECISO FALAR PELO SILÊNCIO Do senador Renan Calheiros, durante a sessão no Senado, a respeito do pedido de sua prisão ao STF pelo procurador-geral da República, segundo o Bom Dia Brasil ESTOU PERPLEXO, INDIGNADO E REVOLTADO Do ex-senador José Sarney, em nota para comentar o pedido de prisão contra ele feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o Correio Braziliense NÃO ESTÁ CLARO O QUANTO TEMER PRETENDE AVANÇAR NO COMBATE À CORRUPÇÃO Do jornal New York Times, em editorial, em que cobra posição do interino sobre o fim da imunidade para ministros e parlamentares QUANDO SE PENSA EM TEMPO NUMA VOTAÇÃO DESSE PORTE, UMA HORA ANTES DA VOTAÇÃO É UMA ETERNIDADE Do ministro Eliseu Padilha, ao defender a redução para o julgamento final da presidente afastada Dilma Rousseff, segundo o Estadão SEI O QUE FIZ NO VERÃO PASSADO Do ministro Geddel Vieira Lima, dizendo não temer a Lava-Jato, minimizando as demissões de dois colegas e defendendo o aumento de servidores, segundo O Globo O GOVERNO DEVE ENFRENTAR OS DESAJUSTES ECONÔMICOS ANTES QUE SE AGRAVEM Do ex-ministro Pedro Malan, afirmando que o presidente interino, Michael Temer, precisa de uma equipe econômica forte para resolver questões urgentes, segundo O Globo

17 A VOLTA DELA (DILMA) ASSUSTA TODO MUNDO, PELA INCONSEQUÊNCIA, PELA IRRESPONSABILIDADE Do senador Cristóvam Buarque, a respeito da possível mudança do voto de senadores ao impeachment de Dilma segundo a Folha de S.Paulo O POVO DE ALAGOAS ME ELEGEU PARA QUE EU TENHA OPINIÃO Do Senador Renan Calheiros em entrevista coletiva segundo o G1 TEMER TERÁ QUE SE AJOELHAR PARA CUNHA Da presidente afastada Dilma Rousseff, em entrevista à Folha de S.Paulo AS RAZÕES DO IMPEACHMENT ESTÃO FICANDO CADA VEZ MAIS CLARAS Da presidente afastada Dilma Rousseff, em Porto Alegre, em entrevista à Folha de S.Paulo PT E PMDB CONTRIBUEM PARA O ARREFECIMENTO DA LAVA JATO De Marina Silva, em entrevista ao Estadão NÃO HÁ PREOCUPAÇÃO COM A DELAÇÃO DE ODEBRECHT (MARCELO). SE ELE FALAR A VERDADE FICARÁ EVIDENCIADO QUE NÃO HOUVE IRREGULARIDADE Do ex-ministro José Eduardo Cardozo, advogado da presidente afastada, sobre o acordo de delação premiada fechado por Marcelo Odebrecht com o juiz Sergio Moro, segundo O Globo ESTÁ IMPLANTADA A DITADURA DO JUDICIÁRIO. É A PIOR DE TODAS Do ex-presidente José Sarney, em conversa gravada com o ex-senador Sérgio Machado em que faz críticas a ministros do STF e a Sérgio Moro, segundo O Globo

18 ENSAIO POLÍTICO Eu não disse? A CASA DA MÃE JOANA FOI PROFANADA! ROMULO F. FEDERICI Consultor Empresarial, Político e Institucional Direito Político e Administrativo facebook.com/romulo.federici Existe um consenso unânime no sentido de que a CASA DA MÃE JOANA é o reduto universal da imoralidade, da baderna, da promiscuidade, da desfaçatez e todas as piores características da humanidade. E uma conquista que MÃE JOANA vem acalentando e cuidando há muitas décadas, apesar de frequentemente assediada pela sanha de muitos que pretendem se apresentar como mais pervertidos que ela. Até agora tem sido inútil porque ela vem reinando absoluta como rainha da perversão, mas... tem um dia no qual apareceria um adversário à altura para desafia-la. Este dia chegou: A casa da MÃE JOANA teve sua porta arrombada e invadida por uma força maléfica irresistível, qual seja a POLÍTICA BRASI- LEIRA.

19 Uma casa profanada, com certeza Mãe JOANA está preocupadíssima porque acha que imoralidade, a baderna, a promiscuidade, e a desfaçatez da nossa política, do jeito como estão indo as coisas, ameaçam destrona-la. Até pouco tempo, a POLÍTICA, por estas bandas, tinha menos força porque estava dividida entre dois grandes grupos, liderados por um pelo PT e outro pelo PSDB que se aproveitavam da situação. Só para não esquecer, o PMDB, sabido com ele só, olhava por cima do muro esperando o primeiro tropeço de um deles. O PT já vinha de tropeço em tropeço aguentando-se com água pelo queixo e o PSDB louco para virar logo a mesa, entendendo que quando mais cedo melhor para criar um fato consumado, assumindo a liderança da revolução. Ao mesmo tempo, seria o melhor momento para canonizar seu líder AÉCIO NEVES, como candidato à Presidência da República nas futuras eleições... hoje ex-provável futuro candidato... enrolos que foram descobertos e denunciados, você sabe. O PMDB, que domina todas as técnicas de esperteza política, continuava olhando por cima do muro. Os tucanos, animados pelo grande sucesso do movimento dos centavos em 2013, entenderam que era hora de bater panelas. Nascida em HIGIENÓPOLIS, em SÃO PAULO e IPANEMA no RIO DE JANEIRO bateram tanta panela que a coisa pegou e desbancou um dos lados, ora representado pela DILMA e jogou tudo no colo do outro lado, ora representado pelo... não, PSDB não... ficou tudo de mão beijada para o temer TEMER, ou melhor PMDB. O AÉCIO... bem, mergulhou para cuidar de sua defesa... complicada. O pessoal da favela de HELIÓPOLIS em São Paulo e ROCINHA no RIO, não tomou conhecimento do movimento. Não é para o nosso bico, murmurou um motorista de táxi carioca. Resultado: Saímos da panela e caímos na caçarola como estamos vendo e como eu disse no último artigo. CARTA POLIS JUNHO

20 POLÍTICA ENSAIO POLÍTICO Eu não disse? Venho dizendo nos meus artigos que caminhávamos num contexto político muito complexo, e que teríamos de ter um extremo cuidado para fazer a ponte de transição para uma nova realidade que representasse um ganho para a sociedade com a elevação dospadrões das práticas políticas e resultados reais nas ações de governos, principalmente na concretização dos projetos mais estratégicos. Não poderíamos trocar seis por meia dúzia. Trocamos! Como veremos adiante. Em princípio deveríamos ter pressionado para um acordo político bem costurado e elaborado, em princípio entre PSDB e PT, (o ideal), tendo em vista uma transição de poder sem traumas porque o país estava,como está, envolto numa atmosfera tresloucada. Essa aliança provisória teria o poder de atrair ou, pelo menos,contrabalançar a tradicional hegemonia voraz do PMDB, que, uma vez livre, leve e solto de uma oposição minimamente eficiente, cairia de corpo em alma no samba do crioulo doido (Ressalvando que os brancos doidos são ainda mais perigosos). Havia necessidade de que esse tipo de transferência do poder tivesse o condão de fazer com que o próximo governo não herdasse o clima de ódio que impregnou o país e que deveria se esgotar com o fim da era PT. Lembrava eu que poderíamos obter um consenso sobre a necessidade de se manter, durante o período do governo subsequente, um clima tanto quanto possível ameno e com acordos sobre pontos absolutamente essenciais capaz de ensejar as reformas políticas,econômicas e financeiras O país não estava, como não está, em condições de continuar batendo cabeças trôpego e sem energias para reagir! A solução da crise teria mais chances de sucesso se aguardássemos 2018 mantendo um governo DILMA com poder diminuído e compartilhado na forma de um acordo suprapartidário, atado à projetos pré-definidos, principalmente na área econômico financeira,mediante uma recomposição de ministério com nomes que garantissem esse novo projeto. Difícil, claro, mas quem quer acordos políticos fáceis não deve se meter em política. 20 CARTA POLIS JUNHO 2016

21 ...E entra em cena o CENTRÃO Havia, em tese, uma oportunidade propicia porque a situação da Presidenta já era crítica, esvaziada pelos resultados ruins de seu governo, notadamente do segundo mandato o que, provavelmente, arrefeceria seus ímpetos autoritários. Olhando pela janela de seu gabinete, ela já poderia ver o PT desmoronando, com substancial perda de credibilidade sabendo,inclusive, que seu projeto para 2018 já estava estigmatizado por processos criminais contra seus principais líderes, alguns já presos. A recessão profunda já vinha ceifando milhares de empregos e a inflação afetando a certa básica do trabalhador. Começava uma evasão de apoio ao seu partido corroendo sua própria base histórica. A capacidade de reação petista já estava muito diminuída e suas possibilidades eleitorais comprometidas. Tudo bem que LULA ainda era, teoricamente, um perigo, mas já estava sob bombardeio do establisment que, até 2018 o perseguiria com manche- tes diárias. Além do mais, no âmbito da Justiça a situação já vinha se complicando diminuindo, em muito seu poder de fogo. Em face dessas realidades DILMA estaria mais propícia, talvez, ao entendimento porque não lhe restavam opções. De fato, lhe daria o direito de se manter no PALÁCIO DO PLANALTO, mesmo que politicamente capenga, mantendo uma fachada presidencial, tendo de engolir uma equipe econômica afinada com o establishment, entre outras restrições cautelares, claro. Não tinha alternativas porque além do mais o impeachment já estava subindo o elevador privativo do Palácio do Planalto. Uma das grandes vantagens dessa solução seria uma contenção da voracidade do PMDB, agora escancarada e do CENTRÃO esgueirando-se. Mas o projeto requeria um contingente de parlamentares com visão estratégica, macro política, abrangente e capaz de avaliar e valorizar todos os pormenores do projeto. Seria esperar demais? CARTA POLIS JUNHO

22 ENSAIO POLÍTICO Crise chega CIDADE DE DEUS Precisaria, também, o apoio da elite empresarial sempre uma das referências principais dos movimentos políticos, face ao seu poder econômico. Havia necessidade, também, que ambos os lados mais diretamente interessados, trabalhistas (PT) e conservadores (PSDB) aderissem ao plano e trancassem, pelo menos temporariamente, num cofre o ódio mútuo e atávico que os domina. Nada feito, o ódio foi mais forte e... aí eclodiu a...cidade DE DEUS..., MAS QUE DEUS, MEU DEUS! Na realidade as investidas para manter DILMA precariamente nunca ganharam corpo por duas razões básicas: DILMA, LULA e PT relutavam em admitir que o jogo estava perdido desde a primeira passeata que inspirou as demais, acolhidas e turbinadas pelo establishment e grande imprensa. Até o último momento espernearam, inclusive com aquela patética nomeação do LULA para a CASA CIVIL (ao apagar das luzes do Governo) que serviria para tentar resgatar apoios e, ao mesmo tempo, garantir foro privilegiado ao ex-presidente. Toda essa movimentação parecia a orquestra do TITANIC tocando sem parar, enquanto o transatlântico naufragava levando milhares de vítimas. Por outro lado: PSDB, PMDB, e partidos satélites, devidamente estimulados pelo sistema, optaram pela fórmula da cirurgia radical rápida com o que supunham engendrar um novo governo rapidamente que iria conduzir o Brasil aos céus... Decisão: Apear DILMA do poder, começando por um movimento capaz de cooptar apoio em áreas sem tradição de apoio aos conservadores. Aí, fizeram a URBS, a cidade, falar e se mover ruidosamente. A CIDADE DE DEUS para uns e o sinal fatal para outros. 22 CARTA POLIS JUNHO 2016

23 Show do impeachement, SCRIPT CONSAGRADO O Brasil em 2013: acabou a paz social palavras dos jornalistas Valéria Nader e Gabriel Brito em janeiro de Esse presságio, um tanto pessimista, retrata bem o início do processo de impeachment da Presidenta DILMA que, a partir daí, passou a se arrastar, penosamente, mas irreversivelmente, até às etapas finais do processo que vivemos neste momento. O brilhante advogado e professor JOSÉ EDUARDO CARDOSO vem fazendo trabalhos memoráveis na defesa de DILMA mas como ex- -parlamentar e ex ADVOGADO GERAL, sabe muito bem que não vai adiantar absolutamente NADA. O script do show que foi montado já está consagrado, e por ele vem sendo recitado... politicamente, e não tecnicamente. O processo apoiou-se fortemente nos movimentos de rua, o primeiro deles espontâneo e, portanto, mais abrangente e o maior de todos, e os demais devidamente organizado, nos bastidores, por forças, empresariais, da mídia e políticas que se aproveitaram, de maneira competente dos eventos iniciais e o replicaram várias vezes. A partir do primeiro evento, os demais que se seguiram foram merecendo, cada vez mais investimentos em produção, apesar de arregimentarem número decrescente de seguidores. Até chegarmos ao período dos patinhos amarelos, distribuídos, generosamente pela FIESP, marco da etapa final das providências para a efetivação do impeachment. A partir daí famigerado CENTRÃO, historicamente um núcleo sem ideologia, mas catalizador do oportunismo, em manobra memorável, tomou de assalto o comando da situação deixando os demais atores em segundo plano. CARTA POLIS JUNHO

24 ENSAIO POLÍTICO Banqueiros E BARRAQUEIROS As forças do capital, ávidas por liquidarem um governo incompetente e recobrarem o controle do país, até então nas mãos dos trabalhistas,contaram com uma participação forte e ostensiva da grande imprensa e montaram o script do show pró impeachment. Mas era necessário um estopim vistoso, pseudo jurídico, mesmo que às custas de uma solução antijurídica. Solução: Criminalizar, retroativamente, uma prática consagrada em todos os governos anteriores. Em tese juridicamente impossível porque o princípio da legalidade, pilar de nosso direito, não admite que se criminalize fato ou se puna o agente, sem que haja pena específica anterior. Por Leonardo Calheiros Gomes, DIREITO NET O princípio da legalidade, segundo o qual nenhum fato pode ser considerado crime e nenhuma pena criminal pode ser aplicada,sem que antes desse mesmo fato tenham sido instituídos por lei o tipo delitivo e a pena respectiva, constitui uma real limitação ao poder estatal de interferir na esfera das liberdades individuais. A reserva legal é princípio, portanto, de extrema relevância para assegurar aos indivíduos proteção ante o poder do Estado, ente dotado de atribuições e funções que lhe conferem força coercitiva na estrita medida em que esta é utilizada para alcançar o bem da coletividade ou do povo. Ora, o expediente a ser criminalizado SEMPRE foi admitido no TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO que, a respeito do assunto, criou sólida jurisprudência no sentido de que a prática engendraria, no máximo, uma recomendação de correção dos fatos em momento oportuno. Mas, como atropelar esse princípio jurídico? Como sempre se faz: manobra-se com argumentos políticos usando quem se disponha a fazer isso. Seria necessário, portanto, achar quem se dispusesse a fazer este papel. BINGO! AUGUSTO NARDES! Mas, quem é AUGUSTO NARDES, Ministro do TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO? 24 CARTA POLIS JUNHO 2016

25 Nardes foi UM VERDADEIRO ACHADO A jornalista Patrícia Faermann do JORNAL GGN, esclarece: Jornal GGN - Está nas mãos do Ministério Público Federal do Distrito Federal o relatório produzido por investigadores da Operação Zelotes que apontam indícios de que Augusto Nardes, o ministro do Tribunal de Contas da União, recebeu R$ 1,6 milhão de vantagem no escândalo do Carf. O conselho vinculado ao Ministério da Fazenda é encarregado de julgar recursos contra multas aplicadas pela Receita Federal, e a Operação investiga possíveis fraudes para comprar decisões do Carf. Nardes teria recebido a quantia da firma de consultoria SGR, uma das principais implicadas no esquema de corrupção. Ele é suspeito porque foi sócio, até 2005, da Planalto Soluções e Negócios, registrada em nome de seu sobrinho, Carlos Juliano. Por meio dessa empresa, receberam pagamentos da SGR, que teria corrompido conselheiros do Carf para favorecer empresas quediscutiam multas no órgão. Os pagamentos, no valor total de R$ 2,6 milhões, teriam ocorrido entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, quando Nardes já era ministro do TCU. Atualmente, a investigação que tramitava na 10ª Vara Federal de Brasília foi remetida ao MPF/DF para possível encaminhamento ao Supremo Tribunal Federal (STF), corte responsável pelo julgamento de quem tem foro privilegiado, como é o caso do ministro. Não é a primeira passagem de Nardes pela Suprema Corte. Tampouco a primeira vez que é investigado. Dispensa-se maiores comentários. Pois bem, mesmo assim a grande imprensa deu o suporte necessário, como foi o caso do jornalista WILLIAN WAACK, que abriu um inusitado espaço para entrevistar e exaltar as virtudes de NARDES em seu programa na GLOBO NEWS. NARDES, foi um verdadeiro achado pois não teve cerimônia em atropelar julgado do próprio Tribunal, baseado na jurisprudência alí dominante, como se vê abaixo: Contrariando a recomendação do TCU (Tribunal de Contas da União), o relator das chamadas pedaladas fiscais na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), apresentou seu parecer nesta terça-feira (22) pedindo a aprovação com ressalvas das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff. Temos 14 estados que nesse ano não cumpriram a meta fiscal. Estados governados por vários partidos. Por isso a importância de fazermos um relatório baseado na legalidade, na Constituição e não só baseado no presidente atual, mas na condição de gestão dos governos, afirmou Gurgacz. O efeito NARDES foi providencial pois abriu, mediante arrombamento, as portas para o fim do governo DILMA e início do governo TE- MER, ou melhor, o pesadelo do governo TEMER. CARTA POLIS JUNHO

26 ENSAIO POLÍTICO Non ducor duco CUNHA É O NOSSO REI O fim do governo DILMA, após todas as manobras anteriormente referidas, é inexorável tal como arquitetou o famigerado CENTRÃO que acabou assumindo o controle da situação. Como ressalva a FOLHA DE SÃO PAULO, na edição de domingo dia 12 de junho, vinte e sete anos após o fim da aliança homônima que deu um novo significado ao é dando que se recebe da oração de São Francisco de Assis, o centrão ressurge com força para pautar votações e rumos do governo TE- MER, além de trabalhar para se consolidar no comando da Câmara dos Deputados. Formado por PP, PR, PSD, PTB, PRB, SD, PTN e outras seis siglas menores (o rebotalho político diríamos nós que assinamos este artigo) o grupo reúne 218 deputados e se consolidou sob a influência ainda presente do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ. E prossegue a FOLHA: Com poucas dissidências, é a força política mais importante da Casa e trabalha para comandá-la nos próximos anos. Mesmo após o afastamento de CUNHA no dia 5 de maio pelo STF (SUPREMO TRIBUNAL FEDE- RAL) mostrou força em três ocasiões claras. A primeira foi derrotar o DEM e emplacar o cunhista ANDRÉ MOU- RA (PSC-SE) como líder do governo, embora o governo preferisse um nome que não trouxesse na testa uma ligação tão evidente com CUNHA. Depois obrigou o hesitante presidente interino da Câmara,Waldir Maranhão (PP- -MA) a abrir mão de comandar as sessões plenárias, tarefa atualmente nas mãos de Giacobo (PP-MA). É bom lembrar que esse famigerado grupo foi capaz de empurrar goela abaixo do TEMER um megapacote de reajuste do funcionalismo público, num momento em que isto não poderia jamais acontecer pois o país não aguenta. Oportuno lembrar que CUNHA e DILMA estão afastados de seus cargos, mas ele conseguiu que se mantivesse todas as suas regalias,impondo ao mesmo tempo que o governo cancelasse a maior parte das regalias da Presidente DILMA, mantida à pão e água. Consultado pela FOLHA DE SÃO PAULO, o constitucionalista e professor da USP (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO) deixa claro: Até o julgamento, ela (DILMA) é a Presidente da República, foi eleita para o cargo. É a figura do presente que possui essas prerrogativas. Em suma: TEMER Reina, tal como Sua Majestade ELISABETH II Rainha da Inglaterra, EDUARDO CUNHA atua e o CENTRÃO lhe dá suporte. Este grupo é, na realidade o detentor do poder, pressionando e controlando o Presidente Provisório MICHEL TEMER, que não tem como deixar de ficar indo e vindo em decisões balbuciantes visto que suas decisões são constantemente vetadas pelo famigerado CENTRÃO. Em suma, apesar do cerco que lhe fazem, EDUARDO CUNHA, apesar de carioca, continua bradando: NON DUCOR DUCO, repetindo a divisa da cidade de São Paulo que significa em latim NÃO SOU CON- DUZIDO, CONDUZO ou NÃO SOU MANDADO, MANDO. 26 CARTA POLIS JUNHO 2016

27 ...E para apimentar, OS MINISTROS DE TEMER! Para apimentar a situação, quase todos os Ministros e homens próximos do Presidente estão, de alguma forma, envolvidos em investigações, processos etc... uma mancha inédita em uma equipe de governo iniciante. O jornalista AFONSO BENITES, correspondente do jornal Espanhol EL PAÍS em Brasília, em sua edição de 8 de junho último, analisa: Aliados de Michel Temer entendem que os pedidos de prisão dos caciques do PMDB, feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderiam gerar um caos parlamentar e seriam uma catástrofe para a gestão interina, caso sejam aceitos pelo Supremo Tribunal Federal. Os pedidos não só atingem o coração do partido do presidente interino, mas também colocariam o Senado Federal, ainda que interinamente, sob o comando de um petista, o senador Jorge Viana, do Acre,no momento em que os senadores se preparam para julgar o impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff. OS MOSQUETEIROS QUE SEGURAM O ANDOR DO TEMER. É evidente que TEMER manda pouco e seu entorno influi, veta e decida em quase todos os assuntos politicamente relevantes. O que salva é um pequeno grupo de relativamente fiéis mosqueteiros que têm sem suas mãos o controle das finanças e conexos, a saber: HENRIQUE MEIRELLES, (PSD-SP) Ministro da Fazenda; JOSÉ SERRA (PSDB SP) Ministro das Relações Exteriores, acumulando o comércio exterior; ILAN GOLDFAJN (Ex ITAÚ) Presidente do Banco Central; MARIA SILVIA BASTOS MARQUES, Presidente do BNDES. Sem eles o governo TEMER não se aguentaria. Importante registrar que RAUL JUNGMANN e SÉRGIO ETCHEGOYEN contribuem muito para a segurança institucional, fazendo com que as relações com os militares se mantenham, como têm se mantido, em alto nível.... A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: Saímos ou não da caçarola para mergulhar na panela? Oremos! CARTA POLIS JUNHO

28 28 CARTA POLIS JUNHO 2016

29 ARTIGO/ECONOMIA O paradoxo da riqueza nacional OS JUROS Gilberto Amaral (*) O Copom manteve a taxa de juros básica da economia em 14,25%. A Selic é o remédio mais amargo e ineficaz que se pode aplicar à débil economia brasileira em seu atual estágio. Mormente, se esse medicamento não vem acompanhado de uma dieta de corte de excessos prescrita ao paciente e que, no caso do governo, se traduziria em redução de gastos. Os economistas acreditam que a elevação do patamar de juros reduz a capacidade de consumo das famílias todos nós temos vivenciado esta verdade -. Reduz sim, em alguma medida, mas não o suficiente para estabilizar os preços se a origem do quadro inflacionário não é o nível de demanda, mas os custos de produção, que é o que acontece na realidade brasileira dos nossos turbulentos dias. Continuando a analogia, temos o diagnóstico do problema do paciente enfermo, mas acho que o regime de metas de inflação que o Banco Central adotou lá em 1999 não resolve mais. Tornou-se inócuo. O vírus evoluiu mas a vacina não. Na minha modesta opinião, o sistema de metas de inflação, as resoluções do Copom e até mesmo o próprio Copom tem-se mostrado inaptos no combate à doença inflacionária. É preciso adotar uma política monetária menos apertada e com uma pegada mais holística do quadro clínico, que permita ao paciente sobreviver! A propósito, vejo pouca conversa, pouco diálogo do setor produtivo com a autoridade monetária na hora de definir os números. Governo, empresários, donas de casa, lideranças sociais, todos à mesa para o debate dos grandes assuntos da agenda econômica nacional. OS IMPOSTOS Em 2013 e 14, a carga tributária brasileira ficou em torno dos 32% do PIB e as estimativas apontam para cerca de 33%, em Todos concordam que é um número alto para uma economia com o nível de renda como a nossa. Mas, não há muito o que fazer, por enquanto. Ao contrário, a tendência é que para reequilibrar as contas públicas o Estado terá que aumentar ainda mais aquele percentual, aumentando impostos. Um aspecto importante do contexto nebuloso em que vive a nossa economia é que a Receita Federal, órgão responsável por quase a totalidade da arrecadação federal, é uma organização séria, eficiente e tem se dedicado com afinco à tarefa de simplificar o modelo tributário nacional. Pois bem, não tem milagre. Para por ordem no caos do momento presente, o governo vai ter que aumentar a carga de impostos e reduzir drasticamente os gastos públicos. Não tem fórmula mágica para voltarmos à normalidade.. (*) Gilberto Amaral é jornalista, colunista, apresentador de TV e pioneiro em Brasilia CARTA POLIS JUNHO

30 SWING POLÍTICO 1.0 Temer deve tomar PROVIDÊNCIA INDISPENSÁVEL ANTES DE NOMEAR. A propósito dos erros cometidos pelo presidente Michel Temer com a nomeação de alguns de seus ministros, uma historieta do jornalista Chico Dias relembra como o presidente Itamar Franco que passou por situação semelhante ao do atual dirigente do país resolveu esse impasse com uma frase. Narra Chico Dias: O presidente Itamar Franco nomeou um ministro da Agricultura, demitido três dias depois quando soube que o titular da pasta estava sendo acusado de ser mandante de um homicídio. Foi pra rua na mesma hora. Antes de nomear seu substituto o presidente chamou seus assessores de confiança (um deles me contou esta historinha), para saber se a vida do novo escolhido tinha sido meticulosamente levantada, para saber os pratrazmente (como diria Odorico Paraguaçu) do novo ministro. Diante da afirmativa enfática dos dois assessores, Itamar foi direto: Mas vocês estiveram também na 2ª. DP? Chico Dias conclui: Uma sugestão aos integrantes do novo governo: mirem-se neste espelho!!! Dodjão não era carro velho MAS POLÍTICO ASTUTO QUE SE FOI Ele era mais conhecido como Dodjão (do carro Dodge, então o mais beberrão e elegante que tínhamos). O próprio apelido já dizia quem era o personagem: afável, elegante, não falava mal de ninguém; não tinha inimigos. Hélio Garcia, seu nome, ex- -governador de Minas, que se foi. Mas, ironicamente, quando tomava umas e outras, deixava escapar ironias contra os correligionários de que não gostava. Uma vez, em conversa com uns três jornalistas (eu inclusive), e tomando algumas, perguntado sobre algum episódio interessante, ele lembrou que o Pimenta da Veiga tinha um sonho: ser ministro do Collor. Segundo ele, Collor ligou e pediu sua opinião. Hélio gastou toda sua sabedoria política para elogiar o Pimenta, de quem não gostava. Nós então perguntamos: porque os elogios? Tomou mais uma dose, olhou para o chão e disse: o Collor vai cair muito antes que vocês imaginam e vai levar com ele o Pimenta. Não deu outra. (Texto de Paulo Cotta, jornalista e mineiro raro). 30 CARTA POLIS JUNHO 2016

31 Todo político adora SER MENINO DA PORTEIRA Assim acontece com Michel Temer, que cantarolou os versos da moda de viola O Menino da Porteira, clássico sertanejo imortalizado por Sérgio Reis, ajudado por este próprio, hoje deputado federal. E lá se foi Temer, numa roda de políticos formada na casa do deputado Heráclito Fortes, tocando com voz tímida o seu berrante. O presidente ainda tem muito a tocar nesse seu governo de pouco mais de dois anos e oito meses. Temer pode ter se conformado ao se lembrar de suas aflições, ao formar seu governo e já tendo que demitir dois ministros em três semanas, podendo exonerar mais um, ao recitar os versos: No caminho desta vida Muito espinho encontrei Mais nenhum calou mais fundo Do que isso que eu passei: Na minha viagem de volta Quarqué coisa eu cismei, Vendo a porteira fechada E o menino não avistei Muito espinho, mesmo, presidente. Mas ainda haverá mais tropel de cavalo à sua porta do Jaburu, pois reclamação é que não falta, ambição dos políticos por cargos e verbas, nesse mundo véio de Nosso Senhor. Não se vexe não, Temer, que ao se eleger presidente, em 94, Fernando Henrique Cardoso usou o mesmo artifício escapista ouvir O Menino da Porteira para aliviar suas tensões. Foi quando o banqueiro José Eduardo Andrade Vieira, o Zé do Chapéu, que viria a ser seu ministro da Agricultura, chamou Sérgio Reis para uma serenata sertaneja na casa de campanha que manteve para o eleito, em Brasília. Êta poder véio sem porteira... Sopa fumegante É PONTO DE UNIÃO ENTRE TEMER E ITAMAR As comparações entre Michel Temer e Itamar Franco são constantes e ganham novos contornos. Invadem a seara de comportamentos iguais para afastar ministros. Mas existe uma semelhança pouco explorada. Temer aprecia uma sopinha à noite em vez de mesa farta para jantar, o que era exatamente a mesma pedida de Itamar. Itamar gostava de degustar a sopinha na companhia dos mesmos ministros e amigos pessoais - Henrique Hargreaves, Mauro Durante e Murilo Hingel, os mais constantes. Temer gosta de fazer o mesmo com o grupo mais intimo - Eliseu Padilha, Moreira Franco e agora o recém-admitido no grupo Geddel Vieira Lima. O diferencial de Temer é que para ele a sopinha tem que ser rala. A mais possível para não lhe causar pesadelos à noite, Basta os que já tem. CARTA POLIS JUNHO

32 POLÍTICA CRÔNICA Brasília, GRANDE SALA CULTURAL A QUE FALTAM ESPETÁCULOS A cultura de Brasília vai aos arrancos. Teatro Nacional fechado. Museu da República mal cuidado. Sem patrocínios ou apoio dos governos Federal e do DF, com a crise econômica que o país atravessa, reduziu-se o cardápio das atrações. As festas populares minguaram. O 21 de abril acabou sendo a comemoração mais pálida dos 56 anos da capital. Foi reduzida às manifestações de fim de semana e eventos fechados o que se pode chamar de vida cultural de Brasília. Existem exceções. A Orquestra Sinfônica Cláudio Santoro cumpre heroicamente o calendário de funções semanais gratuitas. Louve-se o esforço de instituições como o CCBB e a Caixa Cultural para manter a programação de notáveis exposições. A mostra dos 30 trabalhos de Frida Khalo foi sem dúvida o marco avançado cultural deste ano. Na cidade, há um público altamente interessado em manifestações de nível. A mostra Frida Kahlo conexões entre mulheres surrealistas no México - levou 20 mil visitantes à Caixa Cultural, antes mesmo de completar suas primeiras duas semanas, em abril. Manteve-se aberta até 5 de junho. O CCBB, Centro Cultural Banco do Brasil, neste ano nos brindou com inúmeras mostras de qualidade. Outra louvação deve ser feita aos shoppings, que tratam de enfrentar a onda de refreamento de consumo com uma intensa programação de atrações culturais. Levaram em conta as crianças, que estão cada vez mais confinadas, sem parques seguros ou bem conservados. Shopping tem sido a salvação de toda a família. 32 CARTA POLIS JUNHO 2016

33 Ellen Barbosa é diretora da CARTA POLIS Ao mesmo tempo me indago a razão de o Corpo Diplomático de Brasília, um dos maiores do mundo em número de embaixadas, não estar integrado ao menu cultural da cidade com uma programação aberta ao público, não somente para a fruição dos diplomatas. Nesse capítulo, destaco uma iniciativa de mérito da Embaixada de Portugal, que apoiou a criação da Orquestra da Sociedade de Concertos de Brasília, com o maestro Osvaldo Ferreira como seu condutor. A promotora cultural-turística Beatriz Guimarães foi a incansável benfeitora que levou adiante o projeto da nova orquestra. Brasília está aberta a iniciativas desse porte. Tem público, viajado e exigente, que lá fora busca, consome e aplaude cultura. Por que não aqui? Falta o investimento privado, o empreendedor de cultura. Onde estão nossos empresários? Esperando que o governo financie tudo, promova tudo? Os empresários poderiam associar sua imagem à da cultura e com isso recolher dividendos de simpatia, aceitação e compartilhamento do espírito modernista da capital.. Também falta disseminar os bens culturais pelas cidades-satélites e Entorno. Uma cultura popular autêntica, incentivada, que não se confunda com exploração comercial. É pedir muito para uma cidade com um mapa parecido com uma grande sala de espetáculos? CARTA POLIS JUNHO

34 MAISS NAR Ricardo Ramos RENAN MANOBRA Afirmar que o senador Renan Calheiros manobra é pleonasmo. O presidente do Congresso Nacional e do Senado vive manobrando. Por favor, não confundir com: conspirando. Quando Dilma estava no poder e a crise econômica já se fazia aguda ele reuniu seus pares e propôs uma agenda positiva ao país, com 52 temas. Isto é manobra. Veio Temer. Quando o presidente enfrentou sua primeira crise - a da junção da Cultura com a Educação - Renan correu a Temer e propôs a volta da autonomia da pasta. Temer relutou, mas depois acedeu. Isto é manobra, não conspiração. Porém, é manobra ou conspiração o teor das conversas gravadas com Sérgio Machado? Nem uma nem outra. Foi opinião. FAIXA PRESIDENCIAL Caso tudo dê certo para as pretensões de Michel Temer, e a presidente afastada Dilma Rousseff deixe definitivamente o poder em dois de agosto - como é calculado pelos políticos - a primeira aparição pública do presidente com a faixa presidencial será no desfile de 7 de setembro. A não ser que o cerimonial da presidência tome a iniciativa de urdir uma passagem do poder com alguma cerimônia de imposição da faixa pelo Congresso Nacional para deixar bem claro para o mundo quem está mandando no país. SERRA POLVILHA O chanceler José Serra começa a polvilhar as embaixadas estratégicas com o que há de melhor nos quadros do Ministério das Relações Exteriores. Depois de indicar o embaixador Sérgio Amaral (que estava afastado do Itamaraty) para Washington -a prioridade máxima - tomou a iniciativa de destacar o ex-secretário-geral do Itamaraty Sérgio Danese para Buenos Aires. Pela ordem hierárquica dos postos, segundo a visão pragmática de Serra, aposta-se que as próximas nomeações com nomes de qualidade serão para Londres, Santiago e Berlim. A ver. JAGUARIBE CONFIRMADO Em outra medida considerada emblemática para o Itamaraty que deseja modelar, o chanceler Serra retirou da embaixada brasileira na China o economista Roberto Jaguaribe para presidir a Apex, que agora está sob seu comando no Itamaraty. Filho do pensador e sociólogo Hélio Jaguaribe, é um dos melhores quadros da casa. É uma iniciativa estratégica, uma vez que será um perito em China que estará 24 horas ao lado do ministro. 34 CARTA POLIS JUNHO 2016

35 ALCKMIN DESABA Os tucanos estão visivelmente preocupados com o desabamento da aceitação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tanto nas pesquisas qualitativas internas do PSDB para monitorar os nomes para 2018, como nas pesquisas abertas, como a última da CNT, na qual, experimentou uma queda abrupta. Alckmin seria o plano B para Aécio Neves, já que José Serra é dado como futuro trânsfuga para o PMDB. MEIO ROMERO, MEIO JUCÁ Michel Temer não trabalha com a volta de Romero Jucá para o Planejamento mesmo após o arquivamento do processo de sua cassação pelo Conselho de Ética do Senado. Até dois de agosto Temer deverá manter o ministro interino. Essa data é a do suposto afastamento definitivo de Dilma Rousseff. Quando se empossar formalmente haverá mudanças no ministério. Nessa ocasião, o novo ministro do Planejamento seria apresentado à nação. Ao mesmo tempo, observa-se que já não é mais aquecido o relacionamento entre Temer e Jucá, que antes tinha poltrona cativa no Palácio do Jaburu. FUNCIONAIS ESGOTADOS Uma consciência se forma no governo Temer: não mais se justifica o governo federal manter em Brasília vários prédios com apartamentos funcionais para seus funcionários da elite do poder. Essa elite é rotativa. Cada detentor desse privilégio entra no imóvel público, pago pelo dinheiro do contribuinte, e quando termina o encargo governamental reluta em deixá-lo. O governo gasta milhões de reais mensais com manutenção. Os ocupantes não cuidam e deixam os imóveis em situação de miséria. Claro, não é propriedade deles. MISTÉRIO MOREIRA Por mais que se justifique que o ex-deputado Moreira Franco está aguardando a criação de um departamento para cuidar de concessões e privatizações, há um mistério no ar em Brasília. Amigo de Temer, que até à sua investidura no cargo vinha sendo um dos que mais privavam de sua companhia - junto com Eliseu Padilha - não se explica que esteja tão afastado do círculo íntimo do presidente e fora do circuito das decisões. Mesmo sem o departamento regulamentado teria que estar participando mais, sobretudo no aconselhamento político. O que aconteceu? MULHERES, CORREI Após sua gafe inicial de não ter levado mulheres para seu governo, Michel Temer está de olho em todo o país de currículos executivos de mulheres talentosas. No Espírito Santo foi buscar a economista Ana Paula Vescosi, para a Secretaria do Tesouro, tida como a secretária de Fazenda que promoveu o melhor ajuste fiscal na Federação. Em Goiás, identificou o perfil da secretária do Planejamento, Ana Carla Abrão, considerada uma das melhores do país na função e que poderá ser a ministra do Planejamento mais à frente. CARTA POLIS JUNHO

36 PÁGINAS AZUIS Marcos Garzon HOJE O PEDIDO DE SOCORRO É MAIS DO QUE DRAMÁTICO Advogado, publicitário, especialista em marketing de transformação, empresário e escritor, com mais de 100 livros publicados e distribuídos sobre o tema responsabilidade sócio ambiental e no que ele define como auto-ajuda para apresentar novas ideias sobre o universo, Marcos Garzon é o nosso entrevistado. Na definição sobre suas obras, Garzon acrescenta mais uma categoria: a das motivações aos princípios e valores humanos, hoje tão esquecidos. Trabalhador intelectual incansável, insere um ingrediente de espiritualidade em todo o conjunto da sua obra. Na constatação do esforço para transmitir suas ideias, percebe-se uma harmonia que é sinônimo de coerência, na mensagem que ele pretende difundir: a de que o universo na verdade é um pluriverso, que se encontra em alto risco de desaparecer pela mão do homem, com sua força destruidora. Antes disso, do caos, pode ser que a outra mão do homem, a construtora, finalmente se junte às demais mãos do mundo e salve o planeta. É a grande mensagem de Marcos Garzon nessa entrevista. 36 CARTA POLIS JUNHO 2016

37 CARTA POLIS O Sr. é um autodidata que já escreveu uma bibliografia inteira de livros dedicados a preservação da Natureza diante dos mudanças climáticas que vem sofrendo, ou prefere outra auto- -definição? GARZON Considero-me, realmente, um autodidata, de vez que mergulhei nos estudos sobre a natureza, em seu sentido mais amplo, em nível planetário, há 45 anos, pois sempre considerei que vivemos num planeta belíssimo, majestoso, que nos oferece todas, absolutamente todas, as condições para a sobrevivência do dobro do número de habitantes existente hoje em toda a esfera terrestre. Mas, infelizmente, não convivemos harmoniosamente com a natureza, tratando-a, no mais das vezes, como inimiga e não como nossa amiga, como merece ser tratada. Tenho 104 livros que eu mesmo editei e venho distribuindo gratuitamente através do tempo. Porém, não são livros apenas sobre a natureza, apelidada de meio ambiente, mas livros de autoajuda, livros que apresentam novas ideias sobre o universo, ou melhor, pluriverso, livro sobre marketing, de motivações aos princípios e valores humanos. CARTA POLIS O sr. não gosta de falar em ambiente, nem se considera um ecologista. Prefere o culto à natureza. Dedica-se integralmente, de corpo e alma, hoje em tempo integral, aos seus estudos e reflexões. Qual a paga que o sr. espera receber de seus semelhantes e da sociedade? GARZON Dedico-me não integralmente, de vez que tenho outras atividades, mas cerca de 60% a 70% do meu tempo, mergulhado na internet, nos estudos sobre cada desastre e transformação que está acontecendo no planeta. E dedico-me, além da teoria, à prática, no dia a dia, porquanto tenho uma chácara onde vivo e planto árvores frutíferas, árvores frondosas, plantas e flores, vivenciando a natureza e todas as suas reações, buscando entender aquilo que ela sente, responde e emite para nós em troca dos nossos cuidados. É uma experiência sensacional viver com o pé no chão, tomando banho de chuva, apreciando todas as suas marcantes fases e estações. Não busco reconhecimento, poder, fama ou dinheiro, apenas a satisfação de minha consciência e conhecer, defender e ajudar a nossa Mãe Natureza, com a qual estamos com o nosso cordão umbilical ligado, que apenas se rompe com a nossa morte. Não convivemos harmoniosamente com a Natureza, tratando-a, no mais das vezes, como inimiga CARTA POLIS Seu livro O Pluriverso, escrito na Suíça em 1994, parece ser o centro nervoso de seu pensamento, pois urdiu um conceito inédito nos tratados do gênero, o pluriverso. Explique melhor o conceito de sua autoria. GARZON O meu livro O Pluriverso, que escrevi na Suiça, em outubro de 1994, envolvido pelas belíssimas paisagens existentes, que acabei incluindo como parte do livro, escrito de forma romanceada para ser melhor compreendido, registrado em 1997, na Biblioteca Nacional, como todos os meus livros, apresenta a minha ideia, minha teoria sobre a realidade macrocósmica. Considero que existem, não apenas um universo, mas três cosmos distintos, todos aparentemente tridimensionais, mas na verdade pluridimensionais e plurivibracionais, que se encontram interligados, interpenetrados e interdependentes, onde a velocidade da luz não se apresenta fixa, mas variável, porque passa, em diferentes ocasiões, através, como chamei, de porões pluridimensionais e plurivibracionais, chamados atualmente até por buracos de minhocas. Todos os três cosmos se apresentam de forma concreta como o nosso cosmo aparente, que é apenas um dos versos, onde existe outro verso, outro cosmo como o nosso, e o cosmo real, o anverso, conhecido como o reino dos céus. CARTA POLIS Outro livro de sua autoria, O Último Pedido, escrito em contém um lamento da Terra que vem sendo impiedosamente devastada. É quase um apelo, um grito saído de uma mãe atormentada pelos atos inconscientes de seus filhos. Esse pedido da Terra é mais dramático hoje, 30 anos depois da escrita do livro? GARZON - O Último Pedido escrevi em 1986, depois de estudar todo o material de jornais e revistas que guardei a partir de 1971, um trabalho imenso pois não existia internet, descobrindo a conexão dos testes nucleares franceses, no Oceano Pacífico, com o despertamento de vulcões e terremotos, que ocorriam em seguida aos testes, verificando surpreso o aumento do índice de vulcões e terremotos a partir do ano de 1945, começo das explosões nucleares de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, e os testes realizados antes destas explosões. Além de outros fatos como poluição do ar, das águas doces e salgadas, do desmatamento, concluindo que devia escrever o último pedido da Mãe Natureza ao ser humano, para que deixasse as agressões, pois o caminho que todos nós estávamos percorrendo era um caminho extremamente destrutivo, podendo CARTA POLIS JUNHO

38 POLÍTICA chegar ao irreversível. Hoje, o pedido de socorro é mais do que dramático, pois estamos vendo, claramente, os estertores e agonias do planeta Terra, nossa morada, nossa Mãe Natureza. CARTA POLIS O Sr. começou sua jornada em favor da Natureza colecionando recortes de jornais que publicavam informações sobre a Agricultura. Porque depois de anos dedicou-se a aprofundar seus estudos sobre as questões da sobrevivência humana na Terra, sendo um empresário de sucesso em suas atividades? GARZON Comecei em 1971, quando li uma notícia sobre um filete de esgoto contaminando uma nascente de água numa cidade satélite de Brasília, deixando-me contrariado, fato que me despertou para a natureza. Resolvi ir ao local, mas nunca fui. Entretanto, comecei a recortar e guardar, numa pasta, tudo que se referia ao interrelacionamento do homem com o meio ambiente. A pasta virou uma caixa, até que, em 1985, comecei a arquivar em pastas, relacionando os fatos por datas, para tirar da caixa todo o material, quando ocorreu o que respondi na pergunta anterior. Não comecei a me preocupar e aprofundar meus estudos agora, mas desde 1971, quando comecei a escrever o livro Fraternidade e o Terceiro Milênio, e, principalmente, depois de entender, preocupado, as consequências dos testes nucleares realizados, em muito maior número, nos intestinos do planeta. O PLANO MÍSTICO CARTA POLIS O plano místico tem para o Sr. uma importância chave para inspirar os seus livros, como contribuição para uma causa espiritual? GARZON Uma pergunta excelente. Na nascente do Rio Ganges, na Índia, tem uma inscrição que diz: Deus e a natureza são sinônimos. Não acredito no Big-Bang, como criação do Todo, mas na teoria criacionista de tudo e todos. Acredito, atualmente, profundamente, em Deus e na Mãe Natureza. Comecei meus estudos com dados e bases científicas sobre a interferência do homem no meio ambiente, escrevendo, depois do livro O Último Pedido, o livro S.O.S. Terra Mesologia, em 1998, onde busquei criar uma ciência específica para estudar essas interferências, Mesologia, deixando à ciência Ecologia os estudos das alterações naturais do meio ambiente. Mas o aumento gradativo e crescente da pressão da natureza sobre o social e o aumento da pressão do social sobre o ambiental foram dissipando as minhas dúvidas, que percorríamos um caminho muito ruim e que estávamos nos aproximando do ponto de não retorno. E fui-me aproximando mais e mais de Deus, o que me inspirou e me deu mais forças e determinações para defender a natureza. CARTA POLIS Para o Sr. quais são os indícios mais visíveis da degradação da Natureza e dos grandes riscos que a Humanidade enfrenta hoje para sua sobrevivência em tempos futuros? GARZON A diminuição da força da Corrente do Golfo, que leva calor do Caribe à Europa; a acentuada perda de intensidade da Corrente de Walker, nome dado por causa do pesquisador que dedicou a sua vida ao estudo das correntes de ventos do Oceano Pacífico; o afloramento dos lamaçais de turfas na Sibéria e em outros locais, cuja vegetação foi coberta repentinamente por alta espessura de neve na Era do Gelo, e com o calor foi reaparecendo a vegetação, que se transformou em lamaçais de turfas, emanando gás metano na atmosfera, lembrando que o gás metano é 20 vezes mais poluente que o gás carbono. Alguns estudos científicos concluíram que apenas uma zona na Sibéria estaria liberando, na atmosfera, 70 bilhões de toneladas 38 CARTA POLIS JUNHO 2016

39 de gás metano, o equivalente a 1,4 trilhão de toneladas de gás carbônico; a poluição dos mares que está matando os fitoplanctons, que são responsáveis pela fotossíntese do gás carbono em oxigênio, lembrando que os oceanos são responsáveis por mais de 90% do oxigênio do planeta; o terrível desmatamento ocorrente em todo o globo terrestre, principalmente da floresta Amazônica, pois as florestas, bosques e matas tem uma importância vital no relacionamento terra, água e ar do planeta; entre muitos outros. CARTA POLIS Qual a relação de causa e efeito que o sr. estabelece com as explosões nucleares subterrâneas ou de superfície que se realizam desde 1945 para a modificação da estrutura gravitacional do planeta? GARZON Uma pergunta importante demais. Os cientistas, quando começaram as explosões nucleares, cada vez mais potentes, até chegarem às explosões de bombas de hidrogênio, correspondentes a dezenas de milhões de toneladas de TNT, para acalmar quaisquer pensamentos contrários da humanidade, diziam que a estrutura dinâmica da crosta terrestre era muito forte, capaz de suportar os testes nucleares internos. Ora, a crosta terrestre é uma unha num planeta com cerca de kms de diâmetro, onde tem cerca de 10km de crosta, em média, embaixo dos oceanos e cerca de 100km, em média, embaixo dos continentes. Mas, os cientistas não explicaram que as explosões nucleares expandem os átomos que alcançam grande distância. Então, os cerca de testes nucleares intestinais, além dos cerca de 540 testes nucleares sobre a superfície, foram ativar o magma, gerando um calor incrível na atnosfera, camada interior do planeta, que só podia expulsar o magma para fora através de vulcões e agitando as estruturas da crosta, através de terremotos. As placas continentais flutuam literalmente sobre uma camada imensa de magma. Então, as pressões internas, aumentando de forma gigantesca através dos tempos, foram mexendo com as pulsações vibráteis do planeta, ocasionando devagar, mas cada vez de forma mais intensa a mudança do polo magnético da Terra, que se encontra hoje caminhando mais rápido na direção do Reino Unido. O polo magnético do planeta não é mais onde era em 1945, já mudou centenas de quilômetros. O livro Tarde Demais? é o livro em que o leitor pode fazer uma análise ampla de todas as interligações e consequências das interferências do ser humano no planeta CARTA POLIS Depois de O Último Pedido e S.O.S. Terra Mesologia, o senhor escreveu o livro Tarde Demais? com interrogação. Significa esperança? E como o descreve? GARZON O livro Tarde Demais? é o livro em que o leitor pode fazer uma análise ampla de todas as interligações e consequências das interferências do ser humano no planeta, que tem uma sequência de causa e efeitos numa encadeação de fatos e ações que levam a uma radiografia clara de tudo aquilo que está ocorrendo, abrangendo os diferentes tipos de poluição, de desertificações, do absurdo desmatamento, dos degelos, dos efeitos do lixo na terra e no mar, do aquecimento global, dos terremotos e vulcões, da proliferação dos insetos, da mudança das rotas dos peixes e aves, das erosões, do crime hediondo de matar nascentes, enfim um trabalho sintético e intenso. Não adianta o leitor ler sobre aquecimento global, se não entender que ele está ligado a todos as outras consequências que causam efeitos potencializados. Não adianta analisar cada ocorrência no planeta de forma isolada, desatada das demais, porque não conseguirá ter uma ideia da chocante realidade global, não perceberá que o planeta está enfermo, emitindo constantes e crescentes sinais das suas diferentes doenças. Terminais? Duas palavras são temidas mesmo, quando se trata da natureza - EFEITOS PO- TENCIALIZADOS - de vez que a natureza amplia e espalha tudo aquilo que recebe, potencializando interminavelmente os efeitos das agressões humanas. Coloquei interrogação porque sinto que devemos manter esperança, mas não a esperança pela esperança, mas esperança de resultados pela certeza da realização de ações urgentes, constantes, profundas, de toda a humanidade, onde cada um deve ser informado, orientado, convocado a fazer a sua parte. CARTA POLIS Os vulcões de mais significativo potencial de destruição e que estão em atividade no mundo podem levar a Humanidade a enfrentar um real perigo da causação de grandes desastres na crosta terrestre e nos oceanos? GARZON Temos muitos, mas muitos vulcões temíveis, centenas que acordaram depois de 1945, novos vulcões e velhos vulcões em atividades, especialmente no cinturão de fogo do Pacífico. Um que considero extremamente preocupante é o CARTA POLIS JUNHO

40 POLÍTICA PÁGINAS AZUIS Cumbre Vieja, na Ilha de La Palma, no arquipélago das Canárias, de vez que, ao explodir, parte da montanha cairá no Oceano Atlântico, ocasionando um tsunami de cerca de 100 metros de altura, viajando a cerca de 900 km por hora, que atingirá o Nordeste e o Norte do Brasil, América Central, todo o Caribe e o Sul dos Estados Unidos, em poucas horas. Outro, o gigantesco vulcão submarino adormecido, com 28km de comprimento e 25km de largura, composto de diversos picos que ficam a apenas 7m da superfície, descoberto há poucos anos no Mar Mediterrâneo, chamado de Empédocles. Mais um preocupante é o filho do Krakatoa, nascido em 1927, no mar, na Indonésia, que já está com cerca de 900m acima do nível do mar, herdeiro do velho Krakatoa que explodiu em 1883, numa das maiores explosões ocorridas no planeta. Temos ainda a maior câmara magmática do mundo, a do Parque Nacional de Yellowstone, no EUA, com milhares de quilômetros cúbicos de magma que pode causar uma super-erupção com ondas piroclásticas que cobrirão o planeta. E muitos outros, extremamente preocupantes, mais. A cada um minuto, 10 hectares de terra do planeta, metros quadrados, estão entrando em processo de desertificação CARTA POLIS Seu livro O Marketing da Sobrevivência traz um roteiro de como a Humanidade poderá suprir-se de informações esclarecedoras sobre como poderemos salvar o planeta do caos. Resuma a utilidade desse livro-guia salvacionista. GARZON Problemas existem e existirão sempre. Mas, e as soluções? A ONU preconiza que todos os países do mundo estabeleçam suas ações de abrandamento, ações que ajudem a minimizar os efeitos potencializados da natureza, e ações de adaptação, ações para cada país se adaptar às mudanças planetárias que não podem ser evitadas. Sinceramente, no caso do Brasil ainda não conheço nenhuma iniciativa do Governo Federal a respeito, e pouco conheço de ações realizadas por outros países. Desde a primeira reunião de cúpula, realizada em 1972, na cidade de Estocolmo, na Suécia, todos os índices pioraram. TODOS. Dezenas de ideias, entretanto, aparecem nos meios de comunicação, na internet, a maioria ambicionando retorno financeiro. Não vai resolver, uma ideia ou outra isolada. Por quê? Porque precisam ser ativadas milhões de ações, ações micros, pequenas, médias e grandes, bilhões de ações conjuntas em todos os países do planeta. Antes das ações serem ativadas, os seres humanos de todos os países precisam entender, conhecer a gravidade da situação planetária, para serem mobilizados a se engajarem, porque sem a participação deles não conseguiremos atingir objetivos e resultados necessários. Acredito que a melhor e mais fácil possibilidade de revertermos essa situação mundial é desenvolvermos o que apresento em meu livro Marketing de Transformação para Sobrevivência, sim, transformar para sobreviver. No caso do Brasil, foi criado, mas não sei onde anda, porque nunca vi nada a respeito nas redes sociais, na internet, nos veículos de comunicação social, o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, cujo nome está errado, porque não pode ser de Mudanças Climáticas apenas, pois as mudanças climáticas estão ligadas a inúmeras outras causas e efeitos, deveríamos começar a movimentar uma rede nacional de informação e orientação, através de uma instituição do poder da CNI, da CNC, convocando e motivando os seus associados, a fim de utilizarem os meios sociais, as suas propagandas, ideias, orientações, informações, sugestões, recursos de defesa do meio ambiente em cada publicidade feita e assim por diante. Ao mesmo tempo, realizarmos seminários estaduais, regionais e nacionais. O assunto tem de ser debatido constante e exaustivamente, para buscarmos soluções em cada município brasileiro. Se não transformarmos, não vamos sobreviver. Se não houver uma mobilização nacional, que deveria ser iniciada urgentemente pelo Ministério do Meio Ambiente, convocando todas as instituições públicas e privadas, empresas públicas e privadas... não vamos SOBREVIVER! CARTA POLIS Uma das revelações de maior impacto que se tem noticia é sobre a degradação dos mares e oceanos causada pela poluição. Inclusive há notícias de desertificação na plataforma do fundo dos mares. Qual o nível de destruição mais danoso que esse fenômeno poderá provocar? GARZON A cada um minuto, sessenta segundos mesmo, 10 hectares de terra do planeta, metros quadrados, estão entrando em processo de desertificação. E as ações do ser humano conseguiram levar a desertificação para o fundo dos oceanos. O setor da ONU, que estuda o meio ambiente, mapeou há alguns anos, certamente já aumentou o número, 146 áreas desérticas submarinas, praticamente o dobro das áreas desérticas levantadas em 1990, tendo algumas mais de km2. A causa: baixa oxigenação da água, que mata a flora e a fauna submarinas, derivada, 40 CARTA POLIS JUNHO 2016

41 Enchente em Paris espantosamente, do elevado número de algas microscópicas que se alimentam de poluição que contém azoto, conhecido também como nitrogênio, cuja origem são as atividades humanas. Provoca a total ausência de... VIDA MARINHA! CARTA POLIS Em quem, dos estadistas mundiais, o sr. enxerga clarividência para instituir uma agenda de salvação da natureza, enquanto ainda há tempo para isso? GARZON Na verdade mesmo, poucos estadistas conhecem a realidade global do meio ambiente planetário. Mas, estão tão envolvidos e obstaculizados por problemas sociais, políticos, econômicos e financeiros que esquecem o que a natureza está necessitando, vivendo na esperança que ela se recicle ou busque os seus rumos e reações. Que terrível engano! Todos os problemas mundiais nestas áreas, incluindo o terrorismo, não passam de brincadeiras dos homens diante das cobranças da natureza, que está, hoje, visivelmente, para dizermos o mínimo, desorientada, de muito mau humor. Agenda de salvação, se for criada pelo grupo dos países do circulo de segurança mundial. Melhor seria se a ONU criasse uma instituição do seu nível que cuidasse especificamente do meio ambiente planetário, com uma rede de televisão e internet interativa com todos os países do mundo, divulgando diuturnamente tudo aquilo que está acontecendo em todos os países, mais soluções, ideias e projetos. Tudo é possível, se houver interesse, vontade, determinação e, principalmente, conhecimento CARTA POLIS Qual o papel que o Sr. atribui à ONU para presidir de fato e de direito uma cruzada salvacionista da Humanidade, lembrando que a missão para a qual foi fundada tem como síntese o binômio: adaptação e minimização das realidades globais? GARZON Como falei, a ONU é o melhor caminho possível, mas não para ter um setor, um departamento, uma área que cuide do meio ambiente, como tem, mas para criar e dar independência a uma entidade internacional que objetivasse o meio ambiente do planeta, criando, por exemplo, um Fórum Mundial Permanente de Discussão sobre as Transformações Planetárias. O Fórum teria condições de antecipar, responder e atuar de forma mais intensa, ampla e rápida, evitando-se, assim, acordos, ambientais dispersos, como alguns casos existentes. O assunto é seriíssimo, vital, para ser conduzido dessa forma pela ONU, de vez que precisa ser debatido diariamente em nível mundial. CARTA POLIS Quanto ao Brasil, o sr. ainda tem esperança de que o país possa liderar para o mundo uma nova consciência sobre a exploração benéfica para a Natureza, sobretudo nos itens da produção de alimentos e medicamentos naturais? GARZON Tudo é possível, se houver interesse, vontade, determinação e, principalmente, conhecimento básico do governante máximo, que deveria ser um estadista com olhos no horizonte e pensamentos no futuro. CARTA POLIS JUNHO

42 POLÍTICA Parque Nacional de Yellowstone - EUA Krakatoa (Indonésia). Um dos mais ativos, vulcão ficou famoso por erupção que matou mais de 37 mil pessoas em Nada é possível, a continuar a falta de princípios e valores, o imediatismo, interesses pessoais e partidários acima dos interesses do povo e da nação. O Brasil tem uma flora riquíssima, um solo riquíssimo, um subsolo riquíssimo e... o que estamos contemplando?! CARTA POLIS Por onde o Brasil poderia iniciar uma campanha de conscientização humana das autoridades, empresários e cidadãos simples, e que a natureza é um bem comum sob grave ameaça de dizimação? GARZON O Marketing de Transformação para Sobrevivência é o único caminho para o estudo, a divulgação e o desenvolvimento de todas as ações necessárias para a mudança do cenário realmente perturbador do meio ambiente do país, que tem todas as qualidades para voltar a ter a natureza pujante que tinha e ainda materializar as previsões que o envolvem: ser o celeiro do mundo. CARTA POLIS Enfim, Marcos Garzon, a natureza é mesmo simples? Porque é tão complexa para ser entendida? GARZON A natureza é bela, fértil e proporciona ao ser humano todos os meios possíveis à sobrevivência em sua derme terrestre, mas não é simples em seu conjunto de tantos sistemas interligados, que ressoam imediatamente à menor agressão do ser humano, como no caso terrível de Mariana, que demorará muitos anos para se recuperar. Não é simples, mas torna-se muito mais complexa pelas ignorantes ações do ser mais complexo do que ela: o homem, que a trata como sua pior inimiga, matando e destruindo aquela que lhe garante a vida, que lhe oferta gratuitamente todos os recursos naturais que dispõe e lhe proporciona tudo aquilo que precisa para viver bem. BIBLIOGRAFIA O Último Pedido, Coletânea Fraternal, Mensagens Fraternais, S.O.S. Terra Mensagens,O Buraco Negro, União Fraternal, O Reencontro, Elos Fraternos, A Cigana, Josué e o Preto Velho, Fraternidade, O Planeta Borrã, Gotas Fraternais, Sonhos Fraternais, O Predestinado, Espumas Filosóficas, Fagulhas Filosóficas, Fragmentos Filosóficos, Vamos Brincar? Reflexões Fraternais, Laços Fraternais, Recados Fraternos, Desejos Fraternos, Bilhetes Fraternos, Motivações Fraternais, Fraternizar, Folhas Fraternais, Pingos Fraternos, Pensamentos Fraternos, A Terceira Revolução, Pensando em Você, Marketing de Transformação para Sobrevivência. Coleção I,II,III,IV,V,VI,VII,VIII,IX,X, XI,XII,XIII,XIV,XV, O Pluriverso, Coletânea de Brocardos Latinos, O Templo de Denderá, A Grande Viagem, Éramos Doze,Confraternizar, Bolhas Filosóficas, Fraternalmente, Tarde Demais? A Última Ceia, A Esperança, Recomeçar, O Iniciado, Corrente Fraternal, Fraternização, Morena, O Desafio, Luzes Fraternais,. Páginas Fraternais, Confraternização, Centelhas Fraternais, A Teia, Bilhetes Fraternos, Laços Fraternos, A Caminhada Continua, Impulsos Fraternos, Missivas Fraternais, Detalhes Fraternos, O Próximo Convidado, O Semeador, O Mendigo, Focos Filosóficos,Riqueza Global, O Perdão, O Enigma, O Polvo, O Cadafalso, Igualdade, O Caminho, A Verdade, O Abutre, A Vida, Gotas de Sucesso, Lampejos Filosóficos,O Homem Integral,O Homem do Mar,O Templo Espiritista, O Homem Um Ser Cósmico Encarnado, Liberdade, Alvorecer,A Corrente, O Prisioneiro, O Escravo, Por do Sol, Pétalas Filosóficas, Faíscas Filosóficas 42 CARTA POLIS JUNHO 2016

43 EUROPA, ÁSIA e AMÉRICA LATINA Uma Potência Global de Serviços Financeiros BEM SIMPLES. BEM PRÓXIMO. BEM-VINDO. Novidades para o primeiro e segundo semestre com novas bandeiras e novas soluções de captura. SOMOS A PRIMEIRA EMPRESA À: Realizar Transações de Dados entre Bancos; Processar Cartões de Crédito Mastercard e Visa Usar Dados para Rastrear Cartões Perdidos e Roubados OFERECEMOS ATENDIMENTO: Pessoa Física e Pessoa Jurídica Conta corrente em qualquer banco Sem taxa de adesão Realizamos antecipação de crédito Preços competitivos Atendimento especializado Otavio Ferreira de Faria (61) (61) BANDEIRAS

44 POLIS Confidencial McKINLEY, NOVO EMBAIXADOR De sua aprazível residência no Lago Sul de Brasília, o novo embaixador norte-americano no Brasil, Peter Michael McKinley, observará os futuros movimentos do regime da Venezuela, país de que é o maior especialista no serviço exterior dos Estados Unidos. Barack Obama o escolheu a dedo: estava no Afeganistão observando outra guerra, não tão mais aprazível do que a que se desenrola em Caracas. A troca envolve a substituição da embaixadora Liliane Ayalde, cuja missão foi dada como cumprida com eficiência e simpatia. Ela fala muito bem o português. Porém, Obama precisava de um especialista em Venezuela o maior calo da diplomacia de Washington e nisso McKinley se encaixa como uma luva e, além disso, expressa-se muito bem no idioma português. Já passou antes pelo nosso país em missões diplomáticas. Antigamente, a troca de um embaixador americano levava os círculos políticos da capital a fazer todo tipo de análise especulativa. Hoje, não quer dizer muita coisa. Mas é significativo que esse movimento seja feito no instante em que ascende à chefia do Itamaraty o pragmático e nada ideológico José Serra, um cidadão à beira de um ataque de resultados e que detesta o circuito bolivariano. Portanto, pode não ser nada apenas burocracia a troca do embaixador de Obama em Brasília. Mas, nada não é. 44 CARTA POLIS JUNHO 2016

45 Sarney TORNOZELEIRA, NÃO! É impensável que o ex- -presidente José Sarney, do alto de seus 87 anos, passe a usar tornozeleira por causa de alegados crimes de conspiração contra a Justiça, a pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot. Impensável, mas real. Se confirmada a prisão, será um Brasil que sai de cena para outro país surgir. Sarney será o símbolo da derrocada de uma era, mais que Romero Jucá e Renan Calheiros, companheiros de conspiração, segundo as gravações de Sérgio Machado. Porém, uma tradição republicana que vem se adensando desde Deodoro da Fonseca parece gritar ao ministro Teori Zavacski: tornozeleiras em ex- -presidente da República, não! Passarinho, UMA ÓTIMA FONTE Leonardo Mota Neto (*) Arnaldo Niskier mantinha um programa semanal de entrevista depois da meia noite, na TV Brasília, que vinha da TV Manchete. Era ao vivo. Um belo dia, o convidado não compareceu. Avisou em cima da hora. Corre daqui, corre dali, quem poderia substituí-lo, faltando apenas uma hora para o programa ir ao ar? Sugeri o nome do então senador Jarbas Passarinho. Niskier vira-se para mim, incrédulo: Como, Leo, um homem dessa importância vai sair de casa nessa hora da noite para vir cobrir a falta de um convidado sem saber sequer a pauta? Dei como resposta: vamos tentar pelo menos. Passarinho foi. Sorridente chegou, sorridente se foi. Sucedeu-se um excelente programa, talvez o melhor. O improviso era o seu reino, a palavra, sua rainha. (*) Leonardo Mota Neto é editor desta CARTA POLIS e que viveu pessoalmente esse episódio com o recém-falecido ex-senador Jarbas Passarinho. CARTA POLIS JUNHO

46 BRASÍLIA os Brasilienses Destaque do Mês Destaques em Junho Everardo Maciel Uma frase pronunciada em entrevista ao Correio Braziliense em setembro de 2015 Torço para que não nos convertamos na Grécia do Sul ribomba até hoje como uma profecia sobre a situação do Brasil que piora a cada dia. Everardo Maciel, seu autor, tem bagagem e autoridade para refletir sobre a realidade do país. O economista pernambucano foi quatro vezes secretário-executivo de ministérios (Fazenda, Educação, Interior e Casa Civil), e Secretário da Fazenda no Distrito Federal. Consultor do FMI e da ONU e Secretário da Receita Federal durante o governo FHC. Tornou-se o czar fiscal daquele governo. Nunca se arrecadou tanto no país como nos oito anos em que esteve à frente do Fisco. Integra 10 conselhos superiores, entre eles os da FIESP, Federação do Comércio e Associação Comercial de São Paulo e é do Conselho Consultivo do Conselho Nacional de Justiça. Foi secretário da Fazenda tanto do governo de Pernambuco como do GDF. Articulista, é requisitado por todos os grandes jornais para artigos e entrevistas. Fonte permanente dos principais jornalistas de Brasil. Contemporâneo, são frequentes seus comentários nas redes sociais. Os amigos o consideram dono de uma apreciável cultura geral. É cortante e ferino em suas frases (como esta sobre o atual estado de Brasília, cidade que adora, deplorando o seu abandono): Brasília está crescentemente decadente. Conserva-se bem humorado e educadíssimo. Guarda enorme discrição. Sobre sua mediúnica comparação do Brasil com a Grécia, ajunta uma bondosa previsão sobre a possibilidade da crise brasileira um dia aca- bar: a diversidade de possibilidades é tão grande que todas as hipóteses estão contidas. Everardo Maciel é o destaque de junho de Brasília. Mora há 41 anos na cidade. 46 CARTA POLIS JUNHO 2016

47 CARLOS AYRES BRITTO Jurista que mora em Brasília, preferida a qualquer outra cidade brasileira como domicílio após aposentar-se do STF, é uma fonte de constante consulta pela mídia nacional para comentar os entrechoques da crise política brasileira que tem o poder Judiciário como epicentro. ELIANE CANTANHEDE Jornalista autenticamente brasiliense, que estudou na UnB, guindada hoje a uma posição de formadora nacional de opinião tanto na sua coluna do Estadão como nos comentários na Globo News, graças a uma aguda observação dos fatos, em clara percepção que se apoia em estilo leve. HELENA CHAGAS Não é fácil para uma ex-ministra da Comunicação Social do governo Dilma, que conviveu com segredos de Estado, voltar ao batente da informação em site de notícias - Os Divergentes, junto com Andrei Meirelles, Tales Faria e Orlando Brito - e mantendo isenção factual e analítica. Ela consegue, filha de peixe. LOURIVAL DANTAS Pioneiro, chegou a Brasília na década de 60 e não perdeu tempo: em 68, fundava a Editora Gráfica Vera Cruz e, em 72, fundou a Editora Gráfica Ipiranga, transformando-a em uma das maiores do ramo no Centro-Oeste. Foi presidente do Sindigraf (Indústrias Gráficas) e do Conselho Diretor da Abigraf. LUCIANO SUASSUNA Novo secretário da Comunicação Social do GDF, jornalista com larga tradição e com passagem por várias das mais importantes redações do país, empresta sua experiência para abrir os canais de informação do governo Rodrigo Rollemberg, até agora devedor de uma imagem mais densa. NELIO NICOLAI Conquistou no Tribunal de Justiça do DF vitória judicial importante que o possibilitará ter esperança para ver decidida judicialmente sua questão de mais de 40 anos contra fortes empresas de telefonia que, segundo ele, aproveitaram-se de sua invenção Bina e não lhe pagaram direitos e indenizações pelo uso da patente. NICK EMOOR ROMOLO LAZZARETTI TADEU FILIPPELLI Fotógrafo publicitário, brasiliense adotado, autodidata, Empresário italiano que mora em Brasília alterna- Tem o comando do PMDB do Distrito Federal. veio do Rio para morar aqui, desenvolveu um tivamente com Roma, abriu na cidade uma filial da O ex vice-governador será uma figura de destaque projeto de imagens diferenciadas de Brasília com sua Eurorace Lazaretti Bike, a mesma que possui na formação das chapas para a próxima eleição ângulos novos de ver a capital: na época de chuvas e na capital italiana, para venda e aluguel e conserto no DF. Ele, que já domina o PMDB e é amigo na linha d água. As fotos foram postadas nas redes de bikes, aproveitando a motivação de que, pela particular do presidente Michel Temer, assumiu sociais, ganhou elogios e renderam um livro - Além primeira vez, o ciclismo olímpico será modalidade indiretamente o controle do PP. da Linha d Água. das Olimpíadas do Rio. Esses nomes estão sendo apresentados por ordem alfabética. O critério da escolha foi uma consulta ao Conselho Editorial da CARTA POLIS. CARTA POLIS JUNHO

48 ÚLTIMOS NAR Álvaro Campos E SE DER TRUMP? Os analistas de política externa são obrigados a um cenário alternativo das chances de Donald Trump eleger-se presidente. Não demonizam essa alternativa real. Faz parte de seu metier. Uma chance de Trump surpreender em novembro - alegam - e vencer Hillary Clinton, reside no medo da falta de empregos para o americano médio. Os democratas de Clinton são liberais com a imigração. Trump promete fechar as fronteiras e instituir muros para deter os imigrantes. Sobram empregos para os nativos. De resto, não nos preocupemos com Trump no poder. O problema da escolha é deles, não nosso. Para o Brasil, ademais, trabalhar com os republicanos no poder sempre foi mais benéfico que com os democráticos. CENÁRIO OBSCURO Na equipe de Henrique Meirelles, há um consenso: nenhuma grande empresa vai anunciar investimentos pesados antes do julgamento final, que ficou para agosto. Ou seja, até lá, não se deve contar com nenhum dólar estrangeiro como capital de risco. Sem expectativa sequer para o êxito dos leilões de concessões. PUC PREDOMINA Quando o ministro Henrique Meirelles apresentou sua nova equipe econômica fez questão de revelar as faculdades de economia em que tiraram seus canudos. Nesse páreo, a PUC Rio domina a equipe, vencendo a USP paulistana. MENDONÇA DESPEDAÇADO O ministro da Educação, Mendonça Filho, é apontado como caso de destruição de imagem em apenas 10 dias de governo. Da condição de uma das cabeças mais influentes da Câmara dos Deputados, como líder do DEM, após aceitar o cargo de ministro sofre críticas generalizadas, sobretudo por ter recebido em audiência o ator Alexandre Frota. HENRIQUE GONGADO Há consenso de que o ministro Henrique Alves (Turismo) foi salvo pelo gongo somente porque o presidente Michel Temer não quis ceder ao lobby que se agigantava no governo para a exoneração do advogado-geral da União, Fábio Medina. Mantendo-o, teve que manter também, por coerência, tanto Henrique como Fátima Pelaes na Secretaria de Políticas para Mulheres, do Ministério da Justiça. 48 CARTA POLIS JUNHO 2016

49 SARNEY, SEM LITURGIA Os visitantes da casa do ex-senador José Sarney, na Península dos Ministros do Lago Sul de Brasília, têm encontrado um político alquebrado e melancólico. Mas não revoltado. Seus 87 anos não permitem revolta. O inventor da liturgia do cargo de presidente da República sinceramente esperava maior reconhecimento à sua contribuição ao país, na forma de tratamento condigno. No caso, da parte do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pediu ao STF sua prisão. Com tornozeleiras, sem nenhuma liturgia. SEGUNDO TEMPO Michel Temer cogita uma reforma ministerial num segundo tempo mais à frente, o qual seria o do eventual pós-impeachment da presidente Dilma. Deixou entrever essa sua intenção ao receber as deputadas federais para um café da manhã no Palácio do Planalto. Numa reforma ministerial próxima colocarei mulheres no governo - comentou. SENHOR PAULISTÉRIO Outro aspecto que está sendo apontado como fator de desequilíbrio no governo Temer é que os ministros de São Paulo são ampla maioria. Embora com um gaúcho Eliseu Padilha e um baiano Geddel Vieira Lima nos dois cargos mais importantes abaixo do presidente, o restante é um senhor paulistério. ASSESSOR KAKAY O advogado de Renan Calheiros e José Sarney, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, iniciou desabalada carreira de Londres de volta a Brasília no dia em que Rodrigo Janot pediu ao STF a prisão de seus constituídos. Kakay quase morreu de susto, mas chegou a tempo de saber que a medida não é sangria desatada. Sobre ele, um outro cliente, o senador Edison Lobão, costuma elogiá-lo: Kakay pode não ser grande advogado mas é um excelente assessor de imprensa. Prova disso é que a imprensa me esqueceu. BARROSO-MORO Em seminário em São Paulo, promovido pela revista Veja, o ministro Luís Roberto Barroso esteve na companhia do juiz Sérgio Moro, expondo uma cortante análise da realidade brasileira. Os observadores ali reunidos identificaram claramente a dupla Barroso-Moro como a mais representativa nesse momento do país para uma reflexão sobre o império da lei que começa a se desenhar como definitivo no Brasil. CARTA POLIS JUNHO

50 SWING POLÍTICO 2.0 Itamaraty de Serra É ANIMAL LEVADO, NÃO MAIS ANTA ABATIDA O ministro José Serra colocou em marcha no Itamaraty uma estratégia que há muito tempo não era vista pelos cisnes que povoam o lago do palácio: responder na lata os agravos provenientes das diplomacias bolivarianas. Antes, a Casa de Rio Branco dobrava- -se ao ouvir os rugidos de Caracas, La Paz, Quito e outros centros contaminados pela tradição chavista. Agora a regra é bateu-levou, através de notas sintéticas, mas agressivas emitidas pela nomenclatura de Serra. Lembra uma velha anedota contada por um diplomata de escol dos anos 80, o embaixador Zoza Médicis. Dizia que certos países, através de suas diplomacias, gostam de atacar seus rivais, mas abominam receber respostas a esses ataques. É o espírito de um antigo brocardo francês do século XVIII, lembrado na ocasião por Médicis: Cet animal est très méchant. Quand on l attaque il se défend. ( Esse animal é muito levado. Quando é atacado ele se defende! ) O Brasil de Serra é hoje um animal levado. Até há pouco, era uma anta abatida. Gravador é armadilha PARA PEGAR POLÍTICO, MENOS PARA JURUNA O gravador - modelo de bolso - está na ordem do dia. Está pegando políticos de todos os matizes, até os mais experimentados. É uma armadilha fatal, porque testa aquilo que o político mais gosta: falar. Se possível, contando vantagens: Sou amigo dos ministros do Supremo - dizem todos. E morrem pela boca. Ministro do Supremo não é amigo de ninguém. Só é de sua própria biografia. A exceção à regra foi o índio xavante Mário Juruna. Primeiro e único deputado federal indígena do Brasil, eleito em 1982 pelo PDT, por escolha pessoal de Leonel Brizola. Juruna, na Câmara, deu um novo sentido ao gravador, não de bolso, mas daqueles modelos antigos, de fita. Carregava o gravador por onde ia para gravar a voz dos políticos porque não confiava na palavra deles. Se vivo estivesse, Juruna salvaria Sarney, Renan e Jucá da armadilha preparada por Sérgio Machado, que os gravou para ter a sua delação premiada aprovada. Seu gravador à vista de todos seria um permanente alerta a todos: Não se deixe gravar! Morto Juruna, esqueceram o gravador e deu no que deu. Haja confissão! 50 CARTA POLIS JUNHO 2016

51 Temer não imitou Paes QUE NO PRIMEIRO DIA DE INTERINO PRESTIGIOU DEPUTADAS Michel Temer convidou as deputadas federais para um café da manhã no Palácio do Planalto para tentar selar a paz com as bancadas femininas, após a gafe cometida com o sexo oposto ao não convidar mulheres para o ministério. Temer quis compensar sua tremenda falha. Foi uma repetição de gesto semelhante de outro presidente interino, Paes de Andrade, que então presidia a Câmara, quando o titular José Sarney viajou ao exterior. Paes não teve conversa. Quando assumiu pela primeira vez a Presidência em exercício convidou todas as mulheres deputadas para almoçar em seu gabinete logo no primeiro dia de uma semana de interinidade. Esse, sim, sabia se antecipar aos problemas mais à frente, entre os quais o da abertura de espaços à ascensão política das mulheres. Meirelles vai ter que comer O ABACAXI DA PREVIDÊNCIA COM CASCA E TUDO O presidente Michel Temer está às voltas com o rombo da Previdência Social, agora entregue ao ministro Henrique Meirelles para administrar. Fala-se em R$ 140 bilhões o tamanho do déficit das contas, mas que pode chegar a bem mais porque se trata de uma bomba ativada por controle remoto, acionada sempre que a população aumenta e a média de idade torna-se maior. A reforma da Previdência está sendo proposta agora para desarmar a bomba. A proposta é reduzir a idade mínima da aposentadoria que no Brasil é em média de 55 anos e em outros países avança para 65 anos. Não será tarefa para o governo Temer, mas para uma geração. O ex-ministro da Previdência de Dilma e senador, Garibaldi Alves, definiu a situação da pasta com um toque de bom humor que reflete bem o caos das contas que encontrou: - Sobrou prá mim descascar o abacaxi. Se não descascá-lo agora, vamos ter que engolir com casca e tudo! Sobrou agora para Meirelles engolir o abacaxi. CARTA POLIS JUNHO

52 ARTIGO/JUDICIÁRIO A repercussão DO SURGIMENTO DA OIT Maria Clara Donato Alves (*) O Direito Internacional do Trabalho, é o ramo jurídico responsável pelo conjunto de normas internacionais que visam regulamentar as relações trabalhistas ao redor do mundo, visando garantir a todos os trabalhadores direitos fundamentais de proteção. Além disso, tal conceito é bem mais amplo do que parece, uma vez que o Direito Internacional do Trabalho também é o responsável por analisar os impactos das relações trabalhistas dentro da sociedade, bem como, através de suas regulamentações, visa promover uma maior dignidade da pessoa humana dentro das relações laborais. Desta forma, acredita-se que, por meio das medidas tomadas neste âmbito, são alcançadas as metas de promover um maior bem-estar social e a igualdade dentre os trabalhadores em qualquer lugar do mundo, garantindo seus direitos e garantias básicas e, desta forma, promover a paz e a justiça social. É justamente com o objetivo de assegurar a aplicação e as garantias impostas por tal ramo do Direito que, em 1919, logo após o fim da Primeira Guerra Mundial, surge a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que veio a ser criada pelos países vencedores da Guerra através do Tratado de Versalhes. Em 1945 se dá o surgimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e a anexação da OIT como uma subdivisão desta, tornando-a responsável pela uniformização da legislação trabalhista ao redor do mundo, garantindo que o Estado possa intervir nas relações laborais, para assegurar o respeito aos direitos essenciais do trabalhador. As normas elaboradas pela OIT entram no Ordenamento dos países signatários sob forma de convenções ou recomendações. Desde que foi criada, já foram estabelecidas e adotadas 185 convenções e 192 recomendações que versam sobre os principais dilemas trabalhistas que encontramos na sociedade atualmente. Tais normas devem ser utilizadas pelos países membros como guias para o estabelecimento de suas próprias normas internas. As convenções da OIT possuem natureza jurídica de tratados internacionais e, por isso, dependem da devida aprovação e ratificação de cada um dos países que irá adotá-las. Apesar deste fato, cabe salientar que as mesmas não constituem instrumento de lei e, por isso, não são dotadas de imperatividade. Para que alguma recomendação ou convenção possa vir a ter qualquer validade dentro do Brasil é preciso que a mesma passe por um processo previsto dentro da nossa Constituição Federal, art.84, VIII, que atribui tal competência ao Presidente da República ou à terceiro por ele designado. Após a ratificação, o tratado em questão deve passar por aprovação do Congresso Nacional, através de um Decreto Legislativo expedido pelo Presidente do Senado, sendo que tal processo está previsto também na Constituição de 1988, em seu art. 49, I. Após todo o trâmite necessário para que um tratado seja incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro, a convenção internacional irá integrar o corpo legislativo do país com o status de Lei Ordinária Federal. Uma vez ratificada, tal convenção precisa ser depositada na chamada Repartição Internacional do Trabalho. Com relação à vacatio legis, após depositada a ratificação e passado todo o processo legislativo, contam-se doze meses, a partir da data do depósito, e é a partir daí que a convenção entra em vigor dentro do ordenamento que o acolheu. Segundo o próprio site da OIT, o Brasil já possui em seu Ordenamento 96 convenções ratificadas que versam sobre os direitos dos trabalhadores. Sendo assim, fica evidente que para se manter em sociedade e para o funcionamento correto do sistema econômico capitalista é necessário que haja o trabalho e a mão de obra para movimentar todo o sistema. No entanto, é preciso que hajam normas e regulamentações que impeçam a classe empregadora de explorar seus empregados de maneira degradante e desumana e é justamente essa a função da Organização Internacional do Trabalho, garantir que os trabalhadores em todos os lugares do mundo tenham condições dignas de trabalho e que, a partir da propagação dessa dignidade, possa ser atingida a paz e a justiça social. Para isso a OIT se utiliza de suas convenções e recomendações para garantir certa uniformidade normativa entre as legislações trabalhistas de diversos países, ação que garante que um mínimo de direitos humanitários sejam observados e seguidos. E é aí que entra a extrema importância da colaboração internacional dos países membros, tanto para a construção normativa da OIT como também para que haja uma união com o objetivo de reparar o principal problema que atinge a sociedade nos tempos atuais que é a pobreza. Sanado o problema, poderemos contemplar uma sociedade mais igual e justa para todos. (*) Maria Clara Donato, acadêmica de Direito na Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Campina Grande -PB 52 CARTA POLIS JUNHO 2016

53 POLÍTICA Cristalina, sob gestão de Attié SÉTIMA DO PAÍS EM GERAÇÃO DE EMPREGOS Sob a gestão do prefeito Luiz Carlos Attié, Cristalina vai obtendo cada vez maior relevância nacional, não somente em Goiás, e agora é destaque na geração de postos de trabalho. O Cadastro Nacional Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do imagens_artigos/10-feira-ct-1.jpg Trabalho, com relação ao trimestre janeiro-março, revela a situação ímpar do município em matéria de de geração de empregos, destacando-o como sétimo município brasileiro que mais gerou postos de trabalho nesse período de Muito contribuiu para essa marca o esforço da Prefeitura de Cristalina para a efetivação de obras de infra-estrutura em todos os distritos do município do leste goiano. 2 mil nova contratações foram efetivadas em Cristalina de janeiro a março, segundo o CAGED. A condição de Cristalina como sétima cidade empregadora do Brasil se deve à presença de grandes empresas de agronegócios. O campo é o campeão da abertura de postos de trabalho, com empresas de porte,até mesmo multinacionais, integrando a paisagem. Também contribuíram para o desempenho as obras rodoviárias de duplicação de duas rodovias federais que atravessam Cristalina. Somente nessas obras foram oferecidas 60 vagas para os crasitalineses. Para acompanhar o surto de empregos, a Prefeitura exibe em seu portal na Internet um serviço que sinaliza a preocupação com a oferta de empregos. Vagas de trabalho são oferecidas no município em todas as especialidades, em parceria com o SINE. O serviço recebeu o carinhoso apelido de Vapt-vupt. Os interessados devem comparecer ao Vapt-vupt - indica o Portal. Segundo o G1, somente em abril passado, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Cristalina teve 467 contrações, um verdadeiro recorde parta um único mês. O município está entre as 20 cidades brasileiras que mais empregaram em abril, junto com Juazeiro Juazeiro (BA), Pontal (SP), Goianésia (GO), Brasília (DF), Alfenas (MG),Morrinhos (GO),Formosa (GO), Itapetininga (SP),Pitangueiras (SP),Eunápolis (BA),Franca (SP),Itapemirim (ES),Brotas (SP),Araraquara (SP),Três Lagoas (MS),Matão (SP),Patos de Minas (MG),Canoas (RS) e Araras (SP). Nada disso seria possibilitado se o município não tivesse uma infra-estrutura econômica e social e serviços públicos que acompanham as demandas da população local e das empresas que chegam a Cristalina e contratam a mão de obra local. O prefeito Luiz Carlos Attié está atento aos melhoramentos em Cristalina, sobretudo no campo social, os quais constituíram as principais marcas da Prefeitura no mês de junho. CARTA POLIS JUNHO

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