PRECAUÇÕES NA ASSISTÊNCIA EM ISOLAMENTOS POR AEROSSÓIS

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1 PRECAUÇÕES NA ASSISTÊNCIA EM ISOLAMENTOS POR AEROSSÓIS Fernando Di Frank Rosa Rangel Medeiros Martins Acadêmicos de Enfermagem - UNISUL

2 Histórico SÉCULO XIV - Os doentes eram impedidos de sair às ruas e tinham suas casas marcadas com sinais identificadores em suas portas; SÉCULO XVII - Época da Peste Negra. O médico particular do rei Luiz XIV, Charles Delorme, empiricamente idealizou uma vestimenta de couro; SÉCULO XIX - Florence Nightingale preconizou cuidados relacionadas aos pacientes e ao meio. Esta iniciativa reduziu, de 42% para menos de 2% as taxas de mortalidade dos pacientes internados durante a Guerra da Criméia ( ). De 1890 a 1900 foram recomendadas as técnicas de separação de pacientes com patologias distintas em publicações de enfermeiras;

3 SÉCULO XX Histórico No começo do século (1910), foi instituído o método de barreira de enfermagem e sistema de cubículos. Práticas onde os profissionais se atentavam a lavagem das mãos, desinfecção de objetos contaminados e ao uso de capote. O cubículo eram pequenos cômodos; Na metade do século (anos 50-60), foi difundida a possibilidade de que pacientes infectados poderiam ficar nos mesmos locais e hospitais que aqueles sem doenças infecciosas; No final do século ( ) o CDC publicou um manual. Eram recomendadas sete categorias de isolamentos: Estrito; Protetor; Ferida e pele; Precauções Entéricas; Precauções com Secreções; e Precauções com Sangue.

4 Últimas Décadas 1980, a infecção hospitalar passou a ser vista como endêmica. Destacou-se o aumento dos micro-organismos resistentes aos antibióticos; 1985, diante da epidemia de AIDS, foi instituído o conceito de precauções universais (PU). Essas visavam reduzir o risco de transmissão do agente infeccioso aos profissionais de saúde, e levava em consideração a transmissão pelo sangue; 1987, o Departamento de Controle de Infecção do Centro Médico Harborview em Seattle, em Washington, e da Universidade da Califórnia, em San Diego, estabeleceram um novo sistema de isolamento alternativo ao CDC, chamado de Isolamento de Substâncias Corporais (ISC). Usavam luvas para tudo; 1996, surgiu o termo precauções padrão (PP)

5 Sistemas de Precauções Precauções Padrão: cautela na assistência a todos os indivíduos; Precauções de Transmissão: Para microorganismos epidemiologicamente significantes. Última revisão em 2007 (Guideline for Isolation Precautions CDC )

6 Precauções de Transmissão Contato Doenças transmitidas através do contato; Gotículas Partículas > que 5 mµ; Aerossol Partículas < que 5 mµ.

7 Doenças Transmitidas por Aerossóis Tuberculose Pulmonar; Varicela; Herpes-zoster - Contato até que lesões virem crostas; Sarampo;

8 Recursos Necessários para Assistência Quarto privativo com antecâmara; Placa indicativa de isolamento de aerossol; Máscara N95; Almotolia de álcool na antecamâra; Lixeiro de artigos infectantes no quarto e antecâmara, com tampa e pedal; Equipamentos para precauções padrão.

9 Precauções Padrão para o Isolamento de Aerossóis Higienização das mãos. Observação: Utilização de luvas e de aventais não é necessária.

10 Ambiente (quarto) Instalar placa de identificação; Manter portas fechadas; Manter janelas abertas; Almotolias e lixeiros; Desinfecção terminal.

11 Uso da máscara N95 Quando colocar; Ajuste do grampo nasal; Checagem da vedação; Quando retirar; Conservação; Validade da máscara; Onde desprezar.

12 Transporte do paciente Qual máscara utilizar no paciente; Comunicar setor que receberá paciente; Não deve aguardar em sala de espera; O profissional não precisa utilizar máscara; Trocar máscara cirúrgica do paciente.

13 Ações Complementares Exames específicos; Conservação das amostras e quantidade; Orientação para cobrir boca e nariz com papel toalha e descartar em local adequado; Nebulização; Notificação compulsória; Número de visitantes e acompanhantes deve ser reduzidos; Restringir deambulação do paciente fora do quarto; Nos casos de varicela e sarampo pessoas suscetíveis não devem entrar no quarto.

14 Principais Referências ARMOND, G. A.; OLIVEIRA, A. C. Infecções Hospitalares: Epidemiologia, Prevenção e Controle. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005, cap.1, parte IX, p CDC, Center For Disease Control And Prevention. Part I. Evolution of Practices. Issue in healthcare settings Disponível em: < Acesso em: 12 mai NICHIATA, L.Y. I. GIR, TAKAHASHI, A; CIOSAK, S. I. Evolução dos Isolamentos em doenças transmissíveis: os saberes para a prática contemporânea. Revista da Escola de Enfermagem da USP. São Paulo, v. 38, n. 1, p , mar SIEGEL, Jane D; RHINEHART, Emily; JACKSON, Marguerite; CHIARELLO, Linda. Guideline for Isolation Precautions: Preventing Transmission of Infectious Agents in Healthcare Settings Disponivel em: < Acesso em: 18 ago BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica. 6. ed. Brasília: Ministério da Saúde, ARCHER, Elizabeth et al. Procedimentos e protocolos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, v. SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. Coordenação Estadual de Controle de Infecção em Serviços de Saúde. Manuais CECISS. Florianópolis, 2004.

15 Queremos ter certezas e não dúvidas, resultados e não experiências, mas nem mesmo percebemos que as certezas só podem surgir através das dúvidas e os resultados somente através das experiências. Portanto conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, porque ser normal é a meta dos fracassados! Mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.. Adaptação Carl Gustav Jung

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