Banco Popular Portugal, SA. Relatório e Contas

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Banco Popular Portugal, SA. Relatório e Contas"

Transcrição

1 Banco Popular Portugal, SA Relatório e Contas 2014

2 Sumário 1 Página Índice de Quadros e Figuras... 2 Informação Geral... 3 Órgãos Sociais... 4 O Banco Popular Portugal em números... 5 Relatório de Gestão... 6 Enquadramento macro... 7 Estratégia comercial... 8 Resultados e rendibilidade Margem financeira Produto bancário Resultado operacional Resultado Líquido e Rendibilidade Aplicações e recursos Ativos totais Recursos de clientes Crédito a clientes Proposta de aplicação dos resultados Perspectivas para Gestão do risco Qualidade e Inovação Responsabilidade Social e Corporativa Eficiência Energética: Redução de Custos e Sustentabilidade Ambiental Nota final Anexo 1 - Posição acionista dos membros dos órgãos de administração e fiscalização Anexo 2 - Participações qualificadas Contas Anuais Balanço Demonstração de Resultados Demonstração do Rendimento Integral Demonstração em base individual dos movimentos nas contas de Capital Próprio Demonstração dos Fluxos de Caixa Relatório sobre a Estrutura e as Práticas do Governo Societário Declaração do Conselho de Administração Política de Remuneração dos Membros dos Órgãos de Administração e de Fiscalização. 157 Política de Remuneração dos Titulares de Funções Essenciais Política de Prevenção, Comunicação e Sanação de Conflitos de Interesses Política de Seleção e Avaliação dos Membros dos Órgãos de Administração e de Fiscalização, e dos Titulares de Funções Essenciais Certificação Legal de Contas Individuais Relatório e Parecer do Conselho Fiscal Declaração do Conselho Fiscal

3 Índice de Quadros e Figuras Página QUADRO 1 CONTA DE RESULTADOS INDIVIDUAL QUADRO 2 VARIAÇÃO ANUAL DA MARGEM FINANCEIRA QUADRO 3 EVOLUÇÃO DE CAPITAIS E TAXAS MÉDIAS ANUAIS QUADRO 3A EVOLUÇÃO DE CAPITAIS E TAXAS MÉDIAS ANUAIS QUADRO 4 COMISSÕES LÍQUIDAS QUADRO 5 CUSTOS OPERATIVOS QUADRO 6 RENDIBILIDADE TOTAL QUADRO 7 BALANÇO INDIVIDUAL QUADRO 8 RECURSOS DE CLIENTES QUADRO 9 CARTEIRA DE FUNDOS DE INVESTIMENTO QUADRO 10 CRÉDITO SOBRE CLIENTES QUADRO 11 CRÉDITO VENCIDO E EM INCUMPRIMENTO Página FIG. 1 - MARGEM COM CLIENTES FIG. 2 - MARGEM DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA FIG. 3 - COMISSÕES LÍQUIDAS FIG. 4 - EFICIÊNCIA OPERATIVA FIG. 5 - EVOLUÇÃO DOS RESULTADOS FIG. 6 - RENDIBILIDADE DO ATIVO E CAPITAIS PRÓPRIOS FIG. 7 - ATIVOS TOTAIS SOB GESTÃO FIG. 8 - RECURSOS DE CLIENTES FIG. 9 - CARTEIRA DE FUNDOS DE INVESTIMENTO FIG PATRIMÓNIO SEGUROS FINANCEIROS FIG. 11 CRÉDITO SOBRE CLIENTES

4 Informação Geral O Banco Popular Portugal, S.A. foi constituído em 2 de julho de 1991, tem sede na Rua Ramalho Ortigão, 51, em Lisboa e encontra-se matriculado na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa com o Número de Identificação de Pessoa Colectiva (NIPC) O Banco adoptou a atual denominação social em setembro de 2005 em detrimento da anterior BNC-Banco Nacional de Crédito, S.A.. O Banco Popular Portugal participa no Fundo de Garantia de Depósitos e tem um capital social de 476 milhões de euros. A documentação financeira e estatística constante do relatório de gestão e das contas anuais foi elaborada com critérios analíticos da máxima objectividade, detalhe, transparência informativa e homogeneidade no tempo, a partir das situações financeiras enviadas periodicamente ao Banco de Portugal. As situações financeiras são apresentadas de acordo com as normas vigentes no ano de 2014, em particular as estabelecidas pelo Banco de Portugal no que se refere à apresentação de informações de natureza contabilística. O relatório de gestão, as contas anuais e os restantes documentos que os acompanham podem ser consultados na internet na página do Banco Popular Portugal: 3

5 Órgãos Sociais Mesa da Assembleia Geral Augusto Fernando Correia Aguiar-Branco - Presidente João Carlos de Albuquerque de Moura Navega - Secretário Conselho de Administração Rui Manuel Morganho Semedo - Presidente Carlos Manuel Sobral Cid da Costa Álvares - Vogal Tomás Pereira Pena - Vogal José Ramón Alonso Lobo - Vogal Conselho Fiscal Rui Manuel Ferreira de Oliveira - Presidente Telmo Francisco Salvador Vieira António José Marques Centúrio Monzelo Ana Cristina Freitas Rebelo Gouveia Suplente Revisor Oficial de Contas PricewaterhouseCoopers & Associados, Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda., representada por Aurélio Adriano Rangel Amado ou por José Manuel Henriques Bernardo Revisor Oficial de Contas suplente Jorge Manuel Santos Costa, Revisor Oficial de Contas. 4

6 O Banco Popular Portugal em números (milhões de euros, salvo indicação em contrário) 2014 Var. (% e p.p.) Volume de Negócios Activos totais sob gestão ,8% Activos totais de balanço ,9% Recursos próprios (a) 703 5,6% Recursos de clientes: ,5% de balanço ,4% outros recursos intermediados ,0% Crédito concedido ,8% Riscos contingentes 538-7,0% Solvência Rácio de solvabilidade 12,1% 1,0 11,1% 10,6% 9,4% 8,6% Tier 1 11,5% 0,4 11,1% 10,6% 9,4% 8,8% Core Tier 1 11,5% 0,1 11,4% 10,9% 9,6% 8,9% Gestão do Risco Riscos totais ,7% Crédito vencido ,5% Crédito vencido há mais de 90 dias ,0% Rácio de crédito vencido (%) 5,70% 0,75 4,95% 3,85% 2,59% 2,47% Rácio de cobertura de crédito vencido 111,1% -2,6 113,7% 102,0% 129,0% 123,4% Resultados Margem financeira 124,7 2,9% 121,2 148,9 131,1 128,0 Produto bancário 172,3 0,3% 171,7 193,5 166,9 201,3 Resultado operacional 59,6 1,1% 58,9 80,0 47,1 89,6 Resultados antes de impostos 5,4 110,6% - 51,5 6,4 24,4 21,7 Resultado líquido 2,3 107,2% - 31,7 2,7 13,4 15,9 Rendibilidade e Eficiência Activos líquidos médios ,6% Recursos próprios médios 706 5,1% ROA (%) 0,02% 0,37-0,35% 0,03% 0,13% 0,17% ROE (%) 0,32% 5,04-4,72% 0,50% 2,61% 2,63% Eficiência operativa (Cost to income) (%) 65,4% -0,3 65,7% 58,7% 71,8% 56,2% (sem amortizações) (%) 63,2% 0,4 62,8% 54,9% 66,9% 52,3% Dados por Acção Número final de acções (milhões) 476 0,0% Número médio de acções (milhões) 476 0,0% Valor contabilístico da acção ( ) 1,477 5,6% 1,399 1,361 1,101 1,540 Resultado por acção ( ) 0, ,5% -0,067 0,006 0,030 0,042 Outros Dados Número de colaboradores ,1% Número de agências 173-0,6% Empregados por agência 7,5 0,5% 7,5 7,3 6,2 5,8 Número de caixas automáticas (ATM) 315 2,3% (a) Depois da aplicação dos resultados de cada exercício 5

7 Relatório de Gestão A 31 de dezembro de 2014, o Banco Popular Portugal, S.A. apresentava capitais próprios no montante de mil euros, geria mais de 9,3 mil milhões de euros de ativos totais, incluindo 5,1 mil milhões de euros de recursos de clientes. No final do exercício de 2014, o ativo líquido do Banco Popular ascendia a 8,4 mil milhões de euros, tendo neste ano obtido um resultado líquido de 2,3 milhões de euros. A atividade era suportada por uma rede de 173 agências e cerca de colaboradores. O Banco Popular Portugal desenvolve a sua atividade com uma oferta integrada de produtos e serviços, em conjunto com as entidades abaixo identificadas tendo, todas elas, uma relação com o grupo Banco Popular Español, grupo onde pertence. - Popular Gestão de Ativos, SA detida a 100% pelo BPE, é uma Sociedade Gestora de Fundos de Investimento que administra, entre outros, os fundos de investimento comercializados pelo Banco; - Popular Factoring, SA detida a 99,8% pelo BPE, é uma instituição de crédito que oferece serviços de Factoring; - Eurovida Companhia de Seguros de Vida, SA é uma companhia de seguros de Vida e Capitalização detida em 84,1% pelo BPE e em 15,9% pelo Banco; - Popular Seguros Companhia de Seguros, SA é detida na sua totalidade pela Eurovida e concentra a sua oferta de produtos no ramo segurador Não-vida. 6

8 Enquadramento macro O Produto Interno Bruto registou, em 2014, um aumento de 0,9% em volume, após uma queda de 1,4% no ano anterior. Este comportamento é justificado pelo desempenho favorável da procura interna, refletindo uma recuperação do consumo privado e, em menor intensidade do investimento. Por sua vez, a procura externa líquida registou um contributo negativo, refletindo um crescimento mais forte das importações de bens e serviços relativamente ao observado nas exportações. Em termos anuais, a taxa de desemprego situou-se nos 13,9%, -2,3p.p. em relação a 2013, associado a um crescimento de 1,6% no emprego. A OCDE prevê para Portugal uma melhoria em 2015 e 2016 com uma taxa de desemprego de 12,8% e 12,4%, respetivamente. A estabilização da taxa de poupança interna reflete fundamentalmente a melhoria da confiança dos consumidores, mostrando um movimento crescente deste indicador desde o último trimestre de A inflação manteve-se em níveis baixos ao longo do ano, espelhando a diminuição dos preços das telecomunicações e dos combustíveis líquidos. A economia portuguesa deverá continuar com o processo de recuperação moderada da atividade no período de , assente no contexto da correção dos desequilíbrios macroeconómicos acumulados ao longo dos últimos anos. Esta recuperação está centrada no crescimento das exportações e do investimento, embora a procura interna deva continuar a estar condicionada pelo elevado nível de endividamento do sector privado e pelo processo de consolidação orçamental. Na zona euro, a melhoria da economia estendeu-se à maioria dos países. Contudo, o crescimento pouco significativo das economias mais avançadas e as baixas taxas de inflação refletiu numa política monetária branda, forçando o BCE a adoptar algumas medidas tais como a redução das taxas de juro de referência. O ano ficou marcado pela saída de Portugal do Programa de Assistência Financeira Externa e o regresso ao mercado primário internacional de dívida pública de médio e longo prazo. 7

9 Estratégia comercial O Banco Popular manteve o seu posicionamento estratégico de ser um Banco de referência para as empresas, sem descurar uma oferta para as famílias, com uma abordagem próxima do cliente e preparado para o dia-a-dia. Subjacente ao plano de 2014 esteve a articulação e potenciação de sinergias entre empresas e particulares. Para tal foram calendarizadas ações conjuntas de transacionalidade, fomentando o negócio cruzado entre gestores de particulares e gestores de empresas e colocando as empresas como canal importante de captação do negócio de particulares, através de protocolos direcionados para sectores de atividade específicos. No âmbito do negócio de Particulares, verificou-se um crescimento de cerca de 23 mil novos clientes, muito assente na captação de clientes via empresas. Houve, igualmente, uma forte aposta, neste segmento, no que toca ao aumento da transacionalidade e vinculação. Foram desenvolvidos planos de vinculação ao longo de todo o ano, com uma grande preocupação também na gestão dos segmentos Banca Pessoal e Banca Privada. No segmento de Empresas verificou-se um crescimento de cerca de 5,5 mil novos clientes, com um aumento significativo do número de empresas com crédito e aumento médio de vinculação nos novos clientes. Registou-se um aumento de 7% no volume de crédito concedido a empresas e simultaneamente uma melhoria na qualidade creditícia. O plano de ação para empresas apostou muito em continuar a posicionar o Banco como um player importante neste segmento, apostando forte nas linhas protocoladas como motor de notoriedade e disponibilizando ofertas bem segmentadas e especificadas. O Banco continuou a apoiar o investimento e a internacionalização das PME, assumindo-se como um player nas Linhas PME Crescimento de 2014, com uma quota superior à sua quota natural de crédito no sistema bancário português, registando o 8º lugar em número de operações contratadas e em volume. Na globalidade das Linhas PME Investimentos/FINOVA, o Banco Popular detinha, a 31 de dezembro de 2014, um total de operações contratadas, correspondendo a 568 milhões de Euros de crédito concedido. No Leasing Mobiliário, o Banco Popular ocupava o 6º lugar no ranking das Instituições de Crédito em termos de produção do mercado, com uma quota de 6,8%, tendo contratado 79 milhões de euros. 8

10 No final de 2013 foi celebrado um novo acordo com o Banco Europeu do Investimento, que permitiu disponibilizar 100 milhões de euros para apoiar novos projetos de investimento de pequenas e médias empresas (PME), em condições mais vantajosas. Esta linha foi integralmente colocada em Em 2014, foi efetuada ainda uma melhoria da oferta ibérica, posicionando ainda mais o Banco no mercado, como um forte grupo ibérico. Com o objetivo de completar a sua oferta e ir ao encontro das necessidades dos seus clientes, o Banco Popular arrancou com duas parcerias no ano de Em outubro, iniciou a comercialização do seguro de saúde da Médis, o Popular Saúde by Médis, uma solução abrangente quer para os segmentos de particulares, quer para as empresas. Em dezembro avançou com a parceria Cofidis, permitindo ao Banco Popular oferecer crédito pessoal com maior nível de serviço, ao mesmo tempo que manteve a proximidade com os seus clientes. Em 2014, foi criada a marca Popular ON associada aos canais não presenciais - Banca Online, Banca Mobile e Banca Telefónica que pretende transmitir que o Banco está sempre disponível para os clientes, através do meio que lhes seja mais conveniente, quando o quiserem e onde quer que estejam. Adicionalmente foram disponibilizadas funcionalidades acrescidas nestes canais, nomeadamente serviços associados a pagamentos online, que aportam mobilidade crescente na realização das operações bancárias do dia-a-dia. Em termos de comunicação, o Banco Popular associou-se a eventos de relevo a nível nacional, tendo efetuado uma aposta forte na dinamização local, através da rede de agências, de associações empresariais, cooperativas, com propostas direcionadas e com contrapartidas diretas para as mesmas. A estratégia de comunicação tem acompanhado e espelhado o posicionamento estratégico do Banco, conjugando várias ações de comunicação multimeios. Em 2014 foi desenvolvida a campanha de publicidade institucional "Soluções que são a sua cara, e campanhas de produto Depósitos a Prazo Temáticos, Ativações, Solidariedade, Imóveis. Existiu uma aposta na televisão como meio privilegiado de comunicação, por ser o veículo mais apropriado para a criação de um baseline de notoriedade e, em 2014, a rádio e a internet tiveram ainda um papel de destaque na divulgação da marca Banco Popular, através da campanha institucional e de campanhas de solidariedade e de imóveis do Banco Popular. A presença em feiras, congressos e patrocínios de programas consolidaram a aposta no sector empresarial, demonstrando a disponibilidade e o know-how do Banco junto de empresários e associações. 9

11 Resultados e rendibilidade As contas de resultados são apresentadas, de forma sintética, no quadro 1, tendo como referência o exercício de 2014 e o anterior, de acordo com as normas estabelecidas pelo Banco de Portugal. Quadro 1. Conta de Resultados Individual (milhares de euros) Variação Valor % 1 Juros e rendimentos similares ,7 2 Juros e encargos similares ,0 3 Margem financeira (1-2) ,9 4 Rendimento de instrumentos de capital ,4 5 Comissões líquidas ,9 6 Resultados de operações financeiras (líq) ,9 7 Resultados de alienação de outros activos ,9 8 Outros resultados de exploração ,9 9 Produto da actividade ( ) ,3 10 Custos com pessoal ,3 11 Gastos gerais administrativos ,5 12 Amortizações ,4 13 Resultado operacional ( ) ,1 14 Provisões líquidas de reposições e anulações ,2 15 Correcções líquidas de valor associado a crédito a clientes ,5 16 Imparidade e outras provisões líquidas ,7 17 Resultado antes de Impostos ( ) ,6 18 Impostos ,0 19 Resultado Líquido do Exercício (17-18) ,2 Quadro 1 Conta de Resultados Individual Margem financeira Em 2014, a margem financeira ascendeu a 124,7 milhões de euros, mais mil euros, ou 2,9%, face ao ano de Esta cifra foi alcançada, em grande parte, pela redução dos juros e encargos simulares (total de recursos) em 28% (-51,1 milhões de euros). Em meados de 2014, o Banco adotou uma política comercial de redução do custo do passivo que resultou, no caso dos depósitos a prazo, numa poupança nos juros pagos de 34 milhões de euros (cerca de -27 milhões pelo efeito preço e -7 milhões devido ao efeito volume). Em relação aos juros e rendimentos similares (total de aplicações), verificou-se, igualmente, uma redução de 15,7% (-47,7 milhões de euros), resultante do efeito volume no crédito (-5,6 milhões de euros) por via da redução do volume médio do crédito concedido no ano e ao efeito taxa de juro (-19,7 milhões de euros) por via da redução da taxa média de concessão. Adicionalmente há a destacar o contributo negativo para a margem financeira da carteira de 10

12 ativos financeiros (-24,4 milhões de euros) devido, por um lado, à redução da carteira em mais de 109 milhões de euros, com um impacto negativo na margem de 3,6 milhões de euros, e por outros, pelos níveis decrescentes de rendibilidade com um impacto também negativo de cerca de 20,9 milhões de euros (quadro 2). A conjugação das duas componentes da margem financeira confirma a gestão eficiente das taxas de juro num contexto adverso. Quadro 2. Variação anual da margem financeira - Análise causal 2014 / 2013 (milhares de euros) Por variação do Por variação nas Por variação de Variação Variação em : volume de actividade taxas de juro prazo total Crédito concedido Disponibilidades e Aplicações em OIC Activos financeiros Outros activos Total de aplicações Recursos de clientes Recursos de instituições de crédito Recursos próprios Outros passivos Total de recursos Margem financeira Quadro 2 Variação anual da margem financeira No que aos saldos médios e taxas diz respeito e, de acordo com o quadro 3, o ativo médio foi, em 2014, financiado em cerca de 50% por recursos de clientes e em cerca de 40% por recursos de instituições de crédito, tendo o saldo médio do crédito concedido a clientes continuado a ser a principal componente, representando cerca de 60% do total do ativo médio. Quadro 3. Evolução de capitais e taxas médias anuais. Margens. (milhares de euros e %) Saldo Dist. Proveitos Taxa Saldo Dist. Proveitos Taxa Médio (%) ou custos Média (%) Médio (%) ou custos Média (%) Crédito concedido (a) ,0% , ,8% ,87 Disponibilidades e Aplicações em OIC ,6% , ,9% ,49 Activos financeiros ,7% , ,7% ,43 Outros activos ,7% 285 0, ,6% 218 0,04 Total do Activo ( b ) % , % ,35 Recursos de clientes ( c ) ,6% , ,4% ,78 Recursos de Instituições de crédito ,9% , ,4% ,66 Contas de capital ,5% 0 0, ,4% 0 0,00 Outros passivos ,0% , ,8% ,69 Total do Passivo e Capitais Próprios (d) % , % ,01 Margem com clientes (a - c) 1,55 1,09 Margem financeira (b - d) 1,33 1,34 Quadro 3 Evolução de Capitais e taxas médias anuais 11

13 Considerando a evolução das taxas de juro médias anuais das aplicações e recursos, salienta-se que o ativo médio, que atingiu milhões de euros, registou uma rendibilidade global de 2,73%, que quando comparada com o custo médio do total dos recursos afectos ao financiamento do ativo 1,40% permitiu atingir uma margem financeira anual de 1,33%, menos 1 ponto base, face à registada no ano anterior. A política de redução do custo do passivo implementada em meados de 2014 conduziu a uma redução de 80 pontos base na taxa média anual dos recursos de clientes situando-se em 1,98%, no final do exercício, que compara com 2,78% em 2013 (quadro 3a). A taxa média anual do crédito decresceu 34 pontos base, de 3,87% para 3,53%. Por este efeito combinado, a margem com clientes, aumentou 46 pontos base, para 1,55%. Quadro 3a. Evolução das taxas médias anuais. Margens Taxa média anual Taxa média anual Variação / 2013 (%) (%) (p.p.) Crédito concedido (a) 3,53 3,87-0,34 Disponibilidades e Aplicações em OIC 0,36 0,49-0,13 Activos financeiros 2,46 3,43-0,97 Outros ativos 0,08 0,04 0,04 Total do Ativo ( b ) 2,73 3,35-0,62 Recursos de clientes ( c ) 1,98 2,78-0,80 Recursos de Instituições de crédito 0,38 0,66-0,28 Contas de capital 0,00 0,00 0,00 Outros passivos 8,84 8,69 0,15 Total do Passivo e Capitais Próprios (d) 1,40 2,01-0,61 Margem com clientes (a - c) 1,55 1,09 0,46 Margem financeira (b - d) 1,33 1,34-0,01 Quadro 4a Evolução de Capitais e taxas médias anuais Pela análise das figuras 1 e 2 verifica-se, em 2014, a consolidação da inversão face aos anos anteriores, no que se refere às taxas médias do crédito e dos recursos de clientes. No mesmo período, a margem de intermediação financeira, que resulta da diferença entre a taxa média das aplicações e a taxa média dos recursos manteve-se praticamente inalterada em 1,33%. 12

14 6,0 Fig. 1 - Margem com Clientes Fig. 2 - Margem de Intermediação Financeira (%) (%) 6,0 5,0 4,49 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 3,06 1,99 1,07 3,74 3,87 3,42 3,38 2,78 1,11 1,09 3,53 1,98 1,55 4,0 3,0 2,0 1,0 3,43 2,90 2,17 1,50 1,40 1,26 3,86 2,29 1,57 3,35 2,73 2,01 1,40 1,34 1,33 0,0 0, , Tx. média crédito Tx. média recursos clientes Tx. média aplicações Tx. média recursos Margem com clientes Margem financeira Fig. 1 - Margem com Clientes Fig. 2 - Margem de Intermediação financeira Produto bancário No exercício de 2014, as comissões líquidas cobradas aos clientes pela colocação de produtos e prestação de serviços atingiram 55,7 milhões de euros, correspondendo a um aumento de 6,9%, face ao ano anterior. O valor atingido em 2014 representa o valor mais elevado dos últimos cinco anos. (figura 3). Fig. 3 - Comissões Líquidas (milhões de euros) 48,7 54,3 52,1 55,7 45, Fig. 3 - Comissões Líquidas 13

15 Como complemento, o quadro 4 apresenta as principais rúbricas que contribuíram para a variação das comissões líquidas no exercício, sendo de destacar pelo lado positivo as comissões relacionadas com a venda de seguros (+ 150,8%), comissões de gestão de ativos (+83%) e comissões relacionadas com meios de cobrança e pagamentos (+30,5%) e pelo lado negativo as comissões relacionadas com operações de crédito (-28,9%). Quadro 4. Comissões Líquidas (milhares de euros) Variação Valor % Comissões de operações de crédito ,9 Comissões de garantias prestadas ,2 Comissões de meios de cobrança e pagamento (liq.) ,5 Comissões de gestão de activos (liq.) ,0 Comissões de venda de seguros ,8 Comissões de manutenção de contas ,1 Comissões de processamento ,5 Outras (liq.) ,7 Total ,9 Quadro 5 Comissões Líquidas Relativamente às restantes componentes do produto bancário, salienta-se a redução de cerca de 2,6 milhões de euros em resultados de operações financeiras e de um agravamento de cerca de 3,1 milhões de euros de alienação de outros ativos, essencialmente menos valias relacionadas com as vendas de ativos imobiliários. O efeito combinado destas rúbricas praticamente anulou o efeito positivo da margem financeira, contribuindo negativamente para um produto bancário de aproximadamente 172,3 milhões de euros, mais 574 mil de euros, ou 0,3% face ao exercício de Resultado operacional O exercício de 2014 foi, mais um ano de consolidação das medidas implementadas nos anos anteriores no que se refere à política de custos. Em 2014, os custos operativos totalizaram 112,7 milhões de euros, representando uma redução de 86 mil euros, ou -0,1% face ao ano anterior. Analisando o quadro 5, observa-se que os custos com pessoal ascenderam a 58,1 milhões de euros, correspondendo a um acréscimo de 3,3%. Este acréscimo deve-se, sobretudo, a uma maior dotação para o Fundo de Pensões em 1,2 milhões de euros, sendo que as restantes rúbricas apresentam variações pouco significativas. 14

16 Os gastos gerais administrativos situaram-se em 50,7 milhões de euros, correspondendo a uma redução de 1,5%, ou 777 mil euros em montante, quando comparado com o ano anterior. Para este controlo de custos contribuíram a redução nas rubricas de avenças e honorários com uma poupança de 877 mil euros (-13,7%), segurança/vigilância e limpeza com uma poupança de 681 mil euros (-58,8%) e judiciais, contencioso e notariado com uma poupança de 541 mil euros (-21,9%). As poupanças referidas foram investidas no reforço da marca Banco Popular, pelo que os custos com publicidade aumentaram 1,3 milhões de euros (+49,1%). Ao nível das dotações para amortizações do imobilizado verificou-se um comportamento positivo (-1,1 milhões de euros, ou -23,4%) para os 3,8 milhões de euros. Foi esta componente que contribuiu para estabilizar os custos neste exercício. Quadro 5. Custos Operativos (milhares de euros) Variação Valor % Custos com pessoal (a) ,3 Remunerações ,4 Encargos sociais ,9 Fundo de pensões ,4 Outros custos ,1 Gastos gerais administrativos (b) ,5 Fornecimentos de terceiros ,0 Rendas e alugueres ,1 Comunicações ,7 Deslocações, est. e representação ,9 Publicidade e ed. de publicações ,1 Conservação e reparação ,8 Transportes ,2 Avenças e honorários ,7 Judiciais, contencioso e notariado ,9 Informática ,6 Segurança e vigilância e limpeza ,8 Mão-de-obra eventual ,8 Consultores e auditores externos ,3 SIBS ,1 Serviços prestados Grupo Banco Popular ,2 Outros serviços ,1 Custos de funcionamento (c=a+b) ,0 Amortizações do exercício (d) ,4 Total (c+d) ,1 Quadro 6 Custos Operativos O rácio de eficiência operativa, que corresponde à parte do produto bancário consumida pelos custos operativos, manteve-se praticamente inalterado (baixou de 65,7% para 65,4%). 15

17 Esta percentagem resulta de uma estabilização quer do produto bancário quer dos custos operativos. Esta evidência está refletida na figura 4. Fig. 4 - Eficiência Operativa (milhões de euros e % escala direita) ,8 65,7 65, ,2 58, Produto bancário ( escala esquerda ) Custos operativos ( escala esquerda ) Eficiência operativa ( escala direita ) 40 Fig. 4 - Eficiência Operativa O peso dos custos com pessoal no produto bancário fixou-se nos 33,8%, acima dos 32,8% verificados no exercício de O resultado operacional ascendeu, assim, a aproximadamente 59,6 milhões de euros, mais 1,1% face ao verificado no exercício de Resultado Líquido e Rendibilidade O Banco Popular Portugal encerrou o exercício de 2014 com um resultado líquido positivo de 2,3 milhões de euros, depois de um resultado líquido negativo verificado em 2013 de 31,7 milhões de euros. Para este resultado contribuiram um melhor desempenho da margem financeira, do controlo de custos e um melhor comportamento das provisões. As provisões para crédito reduziram cerca de 37 milhões de euros, quando comparadas com o exercício anterior e a imparidade e outras provisões líquidas reduziram cerca de 19 milhões de euros. Foi este efeito combinado que permitiu ao Banco Popular voltar aos lucros neste exercício, depois de 3,1 milhões de euros de impostos sobre os lucros. 16

18 A figura 5 mostra a evolução, nos últimos cinco anos, do resultado antes de impostos e do resultado líquido. Fig. 5 - Evolução dos Resultados (milhões de euros) 21,7 24,4 15,9 13,4 6,4 2,7 5,4 2,3-31,7-51, Resultado antes de impostos Resultado líquido Fig. 5 - Evolução dos Resultados Pela análise conjunta da conta de resultados e do balanço é possível avaliar a rendibilidade da atividade financeira do Banco comparando os proveitos e custos e respetivas margens com as aplicações e os recursos que lhes dão origem. No quadro 6, são apresentadas as contas de resultados de 2014 e o homólogo, com indicação das suas componentes em percentagem do ativo médio total. Em 2014, a rendibilidade de exploração foi de 0,63%, menos 2 pontos base face ao ano anterior. 17

19 (valores em milhares de euros e em % do activo líquido médio) Variação valores % valores % em valor %/ p.p. Proveitos das aplicações , , ,62 Custos dos recursos , , ,61 Margem Financeira , , ,01 Comissões líquidas , , ,02 Outros resultados da actividade , , ,07 Produto da Actividade , , ,07 Custos com pessoal , , ,00 Gastos gerais administrativos , , ,03 Amortizações , , ,02 Rendibilidade de Exploração , , ,02 Provisões para crédito líquidas , , ,43 Imparidade e outras provisões líquidas , , ,21 Rendibilidade Antes de Impostos , , ,63 Impostos , , ,25 Rendibilidade Após Impostos , , ,37 Por memória: Quadro 6. Rendibilidade Total Activo líquido médio ( milhões ) ,6 Recursos próprios médios ( milhões) ,1 Rendibilidade líquida dos capitais próprios - ROE (%) 0,32-4,72 5,04 106,8 (resultado líquido/capitais próprios médios) Rendibilidade bruta dos capitais próprios (%) 0,77-7,67 8,44 110,0 (resultado antes de impostos/capitais próprios médios) Cost to income (%) 65,42 65,69-0,27-0,4 Quadro 7 Rendibilidade Total Em 2014, a rendibilidade dos recursos próprios (ROE), definida como a relação entre o resultado líquido e os recursos próprios médios, fixou-se em 0,32%, que compara com os 4,72% negativos verificados no exercício anterior. A figura 6 evidencia a evolução dos indicadores de rendibilidade nos últimos cinco anos. 2,00 Fig. 6 - Rendibilidade do Activo e Capitais Próprios (%) 4,00 2,63 2,61 1,00 0,50 0,32 2,00 0,00 0,17 0,13 0,03-0,35 0,02 0,00-2,00-1,00-4,72-4,00-6,00-2, ,00 ROA ( escala esquerda ) ROE ( escala direita ) do Ativo e Capitais Próprios Fig. 6 - Rendibilidade 18

20 Aplicações e recursos Ativos totais Os balanços relativos ao final do exercício de 2014 e do exercício anterior encontram-se apresentados resumidamente no quadro 7. No capítulo Contas Anuais, os mesmos são apresentados de acordo com o modelo definido pelo Banco de Portugal. A 31 de dezembro de 2014, o ativo líquido do Banco Popular ascendeu a cerca de milhões de euros, menos 816 milhões de euros quando comparado com o exercício de 2013, representando um decréscimo de 8,9%. (milhares de euros) Ativo Quadro 7. Balanço Individual Variação Valor % Caixa e disponibilidades em bancos centrais ,1 Disponibilidades em outras instituições de crédito ,0 Ativos financeiros detidos para negociação ,0 Outros Ativos financ. justo valor através de resultados ,0 Ativos financeiros disponíveis para venda ,3 Aplicações em instituições de crédito ,4 Crédito a clientes ,8 (-) Provisões específicas de Crédito ,3 Derivados de cobertura ,0 Ativos não correntes detidos para venda ,0 Outros Ativos tangíveis ,3 Ativos intangíveis ,7 Ativos por impostos diferidos ,2 Ativos por impostos correntes ,0 Outros Ativos ,5 Total de Ativo ,9 Passivo Recursos de bancos centrais ,1 Passivos financeiros detidos para negociação ,0 Recursos de outras instituições de crédito ,6 Recursos de clientes ,4 Responsabilidades representadas por títulos ,3 Derivados de cobertura ,6 Provisões ,0 Passivos por impostos correntes ,0 Passivos por impostos diferidos ,3 Outros passivos ,7 Total de Passivo ,0 Capital Capital ,0 Prémios de emissão ,0 Reservas de reavaliação ,8 Outras reservas e resultados transitados ,3 Resultado do exercício ,2 Total de Capital ,6 Qua Balanço Individual Total de Passivo + Capital ,9 dro 8 19

21 O Banco Popular faz, igualmente, a gestão de outros recursos de clientes aplicados em instrumentos de investimento, poupança e reforma, cujo montante ascendia, no final do ano de 2014, a 985 milhões de euros, os quais registaram um crescimento superior a 15%, face ao ano de Desta forma, os ativos totais geridos pelo Banco atingiam, no final do exercício de 2014, os milhões de euros, registando um aumento de 6,8%, quando comparado com o exercício anterior. Fig. 7 - Activos Totais sob Gestão (Valores de final de ano) (milhões de euros) Activos Fora de Balanço Activos Totais de Balanço Recursos de clientes Fig. 7 - Ativos Totais sob Gestão Com referência a 31 de dezembro de 2014, o montante global de recursos de clientes dentro e fora de balanço atingiu milhões de euros, mais 0,5% relativamente ao ano anterior. A figura 8 apresenta a evolução dos recursos totais de clientes nos últimos 5 anos. Fig. 8 - Recursos de Clientes (milhões de euros) Recursos de Balanço Produtos de Desintermediação Fig. 8 - Recursos de 20

22 Os recursos de balanço, essencialmente, depósitos de clientes, atingiram um total de aproximadamente milhões de euros, correspondente a um decréscimo de 2,4%, face ao exercício anterior. Os depósitos à Ordem registaram um acréscimo muito significativo de cerca de 163 milhões de euros, ou 21,9% passando de 743,9 milhões de euros para 906,9 milhões de euros. Comportamento contrário foi verificado nos depósitos a Prazo com uma queda de aproximadamente 245,2 milhões de euros, representando uma descida de 7,2%. Quadro 8. Recursos de clientes (milhares de euros) RECURSOS : Variação Valor % Depósitos ,0 Depósitos à ordem ,9 Depósitos a prazo ,2 Depósitos poupança ,8 Cheques e ordens a pagar e outros recursos ,9 Juros a pagar ,5 RECURSOS DE BALANÇO ( a ) ,4 Recursos de desintermediação Fundos de investimento ,6 Seguros de investimento e capitalização ,1 Seguros de reforma ,0 Gestão de carteiras ,9 RECURSOS FORA DE BALANÇO ( b ) ,0 RECURSOS TOTAIS ( a + b ) ,5 Quadro 9 Recursos de Clientes Os recursos fora de balanço, que incluem as aplicações em fundos de investimento, os planos de poupança-reforma, os recursos captados através de seguros de investimento e os patrimónios geridos através da banca privada, registaram um crescimento de 15%, passando de 856,5 milhões de euros em 2013 para cerca de 985,3 milhões de euros no final de A evolução positiva desta componente deveu-se ao crescimento dos seguros financeiros em cerca de 129 milhões de euros, ou mais 30,1% e da gestão de carteiras em 37 milhões de euros, ou 54,9%, conforme pode ser observado no quadro anterior. O Banco Popular Portugal era, a 31 de dezembro de 2014, o banco depositário de 14 fundos de investimento administrados pela Popular Gestão de Ativos, cuja carteira total ascendia, nessa data, a mais de 235 milhões de euros. No quadro 9, são apresentados os patrimónios de cada um dos fundos de investimento geridos, nos últimos dois anos, e na 21

23 figura 9 a evolução, nos últimos 5 anos, do montante sob gestão em fundos de investimentos, bem como das carteiras privadas sob gestão. Quadro 9. Carteira dos Fundos de Investimento ( valor patrimonial ) (milhares de euros) Variação Fundos Valor % Popular Valor ,0 Popular Acções ,2 Popular Euro Obrigações ,5 Popular Global ,3 Popular Global ,4 Popular Global ,9 Popular Tesouraria ,4 Popular Objectivo Rendimento ,2 Popular Economias Emergentes - FEI F ,0 Pop. Economia Emergentes II - FEI F ,0 Popular Private Multiactivos ,9 Pop. Obrig. Ind. Emp. Alem. e EUA ,0 Pop. Obrig. Ind. Ouro (Londres) ,3 Popular Objectivo Rendimento ,0 Popular Predifundo ,0 ImoPopular ,6 ImoPortugal ,0 Imourbe ,9 Popular Arrendamento FIIFAH ,1 Total ,6 Quadro 10 Carteira de Fundos de Investimento O Banco Popular comercializa, igualmente, planos de poupança-reforma e seguros de investimento da Eurovida, na qual detém uma participação no capital. Na figura 10 é apresentada a evolução dos montantes aplicados nesses produtos, nos últimos 5 anos. Fig. 9 - Carteira de Fundos de Investimento e Carteiras Privadas sob Gestão (milhões de euros ) Fig Património Seguros Financeiros (milhões de euros) Carteiras Privadas sob Gestão Património F. Investimento Carteira de Fundos de Investimento Fig Património Seguros Financeiros Planos Poupança Reforma Seguros de Investimento Fig. 9-22

24 Crédito a clientes O crédito concedido a clientes ascendia, no final de 2014, a mais de milhões de euros, representando 68,7% do total do ativo, ou 64,9% se deduzidas as provisões específicas de crédito. O crédito a empresas e administrações públicas situava-se perto dos milhões de euros (excluindo outros crédito titulados e crédito vencido), correspondendo a 62,6% do crédito concedido. No quadro seguinte pode ser observada a composição do crédito concedido a clientes nos dois últimos exercícios. (milhares de euros) Crédito concedido ( a ) Quadro 10. Crédito sobre Clientes Variação Valor % Empresas e Administrações Públicas ,9 Particulares ,7 Habitação ,9 Consumo ,0 Outras finalidades ,4 Total ,5 Outros créditos (Titulados) ( b ) ,1 Juros e comissões a receber ( c ) ,3 Crédito e juros vencidos ( d ) Até 90 dias ,4 Mais de 90 dias ,0 Total ,8 Crédito Total Bruto ( a + b + c + d ) ,8 Provisões Específicas de Crédito ,3 Crédito Total Líquido ,0 Quadro 11 Crédito sobre Clientes O aumento do crédito concedido deve-se a uma subida de cerca de 86 milhões de euros, ou 32,1% nos outros créditos titulados e a uma subida de cerca de 122 milhões de euros, ou 2,5% no crédito concedido, grande parte deste, 74%, a empresas administrações públicas e os restantes 26% a particulares. O crédito a empresas e administrações públicas registou um aumento de superior a 89,8 milhões de euros, ou 2,9%, representando 55,1% do crédito total bruto. O crédito a particulares representava 32,9% do crédito total bruto, tendo registado um crescimento de 1,7%, mais 32 milhões de euros. Para este aumento do crédito a particulares contribuiu, essencialmente, o aumento do crédito à habitação em 2,9%, ou cerca de 42,7 milhões de euros. 23

25 Pela análise da figura 11, verifica-se a evolução do crédito total nos últimos cinco anos. Fig Crédito sobre Clientes (milhões de euros) Fig Crédito O montante do crédito e juros vencidos atingiu, no final de 2014, um valor superior a 329 milhões de euros, mais 20,8% face ao final de Este crédito representava 5,70% do crédito total. Considerando apenas o crédito vencido há mais de 90 dias, este indicador situa-se nos 5,44%. O total do crédito em incumprimento ascendia, no final de 2014, a mais de 447,3 milhões de euros, representando cerca de 7,8% do crédito total. Quadro 12 Crédito Venci Quadro 11. Crédito Vencido e Crédito em Incumprimento (milhares de euros) Valor Variação % / p.p. Crédito e juros vencidos ,8 Crédito vencido há mais de 90 dias (a) ,0 Crédito de cobrança duvidosa reclassificado como vencido (b) ,6 Crédito em incumprimento (a+b) ,8 Crédito vencido / crédito total (%) 5,70 4,95 0,75 Crédito vencido há mais de 90 dias / crédito total (%) 5,44 4,59 0,85 Crédito em incumprimento / crédito total (%) 7,75 7,46 0,29 Crédito em incumprimento líquido / crédito total líquido (%) 2,54 2,91-0,37 Provisões para risco de Crédito (específicas e genéricas) ,1 Rácio de Cobertura (%) 111,1 113,7-2,6 por memória: Crédito total ,8 do e em Incumprimento 24

26 No final de 2014, as provisões para riscos de crédito ascendiam a 366 milhões de euros, garantindo um rácio de cobertura de 111,1%. Proposta de aplicação dos resultados Em conformidade com os Estatutos, o Conselho de Administração propõe que o lucro apurado no exercício de 2014, no valor de ,23 euros tenha a seguinte aplicação: - Para Reserva Legal Euros ,00 - Para Outras Reservas Euros ,23 Perspectivas para 2015 Perspetiva-se que 2015 possa vir a ser um ano de viragem em termos de crescimento do investimento em Portugal. Em termos institucionais a pertença do Banco Popular Portugal a um Grupo sólido confere robustez e solvabilidade para conseguir reforçar os atuais pontos fortes, mitigando as ameaças e os pontos fracos, ao mesmo tempo que se lança o desafio de converter em negócio as oportunidades oferecidas pelo mercado. Será necessário continuar a apostar num incremento sustentado da base de clientes, tanto em empresas como em particulares e aumentar o número de produtos detidos por cliente para potenciar o aumento da rentabilidade dos mesmos. Nestes últimos anos, o Banco Popular tem vindo a reforçar a sua estratégia de proximidade ao cliente, com especial enfoque no apoio às PME. Toda a estrutura tem sido reajustada e orientada para o cumprimento deste propósito, nomeadamente através da gestão separada da área comercial relativamente à área de gestão de ativos pouco rentáveis, libertando a rede para a atividade de captação e gestão da atividade comercial. No entanto, ambicionar ser um Banco de referência para Empresas, não anula o facto de o Banco Popular querer continuar a ser um Banco com uma oferta para as famílias, estando preparado para responder às necessidades de todos os clientes. Aliás, os particulares assumem um papel muito importante do ponto de vista de financiamento da atividade empresarial, pelo facto de constituírem uma fonte de funding estável. 25

27 Por esse motivo o Banco assentará quatro grandes objetivos estratégicos: Incremento do negócio Aumento da base de Clientes Reforço do posicionamento de Banco para Empresas Aumento da vinculação e rentabilidade Esta estratégia assenta muito na potenciação da captação de todos os stakeholders do universo empresarial, nomeadamente, clientes, fornecedores, colaboradores, sócios e parceiros. Em 2015, continuará a aposta na disponibilização de serviços e ferramentas revestidos de portabilidade que permitam ao Cliente Popular estar em contacto com o seu Banco, de forma rápida e simples. No que respeita à comunicação, no ano de 2015 pretende-se dar continuidade à estratégia nos últimos anos, reafirmando da vocação do Banco Popular como um dos melhores bancos para Empresas. A comunicação irá estar assente numa estratégia integrada a 360º, visando aumentar a visibilidade, cobertura e frequência, numa lógica always on. Gestão do risco A gestão de risco para o Banco Popular Portugal tem vindo a assumir uma acrescida importância, em alinhamento com a política corporativa do Grupo em que se encontra inserido, ocorrendo um envolvimento direto da alta direção na definição de políticas de risco destinadas a garantir a estabilidade do Banco, a viabilidade a curto, médio e longo prazo, e quando aplicável a otimização da relação risco versus rentabilidade. O Banco possui um conjunto de linhas orientadoras e políticas para cada categoria de risco que assentam, essencialmente, na identificação dos riscos, na sua avaliação qualitativa e quantitativa e posterior definição de prioridades, na determinação de planos de ação e posterior monitorização do risco desde a análise até ao nível aceite pela instituição. Pretende-se que estas linhas de orientação estejam alinhadas com os seguintes princípios de gestão do risco definidos para o Banco: Estratégia da organização influenciada pelo grau de exposição ao risco; Envolvimento de toda a organização no esforço de gestão de risco; 26

28 Transparência na comunicação interna e externa dos riscos. O objetivo de desenvolver processos de gestão de risco é permitir ao Banco atingir com sucesso a sua missão, através de um controlo adequado dos riscos inerentes à sua atividade. Paralelamente, o Banco procura adaptar a sua estrutura organizativa, visando uma adequada segregação de funções, enquanto mitigadora de risco. Estrutura e linhas de reporte A estrutura de gestão de risco adota a metodologia três linhas de defesa, como ilustra e explica a figura seguinte: Desta forma, as três linhas de defesa são representadas pelas seguintes estruturas internas: (i) primeira linha de defesa pela Gestão de Risco (GR); (ii) segunda linha de defesa pelo Compliance e Controlo Operativo e (iii) como terceira linha de defesa a atuação da Auditoria Interna. A responsabilidade pela definição e implementação do sistema de gestão do risco é do Conselho de Administração, ainda que muitas das atividades inerentes a este processo estejam delegadas a outras áreas da organização. As linhas de reporte são estabelecidas entre as diversas unidades de negócio, incluindo a função de auditoria interna, com reportes mensais à Gestão do Risco em relação ao estado 27

29 dos controlos para gerir os riscos e mudanças nos objetivos e riscos. A GR reporta ao Comité Executivo a monotorização efetuada sobre os diferentes riscos. Risco de Crédito e de Concentração Este risco nasce da possível perda causada pelo incumprimento das obrigações contratuais das contrapartes do Banco. No caso dos financiamentos, é consequência da não recuperação do capital, juros e comissões, nos termos da dívida, prazos e demais condições estabelecidas nos contratos. No que se refere a riscos fora de balanço, deriva do incumprimento pela contraparte das suas obrigações perante terceiros, o que implica que o Banco os assuma como próprios em função do compromisso contraído. O risco de crédito do Banco é resultante essencialmente da sua atividade de banca comercial, a sua principal área de negócio. O total de crédito ascendia a cerca milhões de euros no final de dezembro de 2014, com uma subida intranual de cerca de 4,81%. O crédito a clientes é o principal ativo do Banco, representando cerca de 65% do seu ativo líquido. Em 31 de dezembro de 2014, cerca de 69,8% da carteira dizia respeito a crédito a empresas (maioritariamente PME). Segmentação da carteira por tipo de contraparte A evolução do rácio de crédito em incumprimento, conforme ilustrado abaixo, deve-se essencialmente ao atual contexto macroeconómico e não obstante o efeito do enfoque dado em termos de gestão, à recuperação do crédito, a evolução ainda foi ligeiramente negativa, tendo atingido os 7,8% no final de Por outro lado, face a algum acentuar da antiguidade que a carteira de crédito em situação de incumprimento já apresenta, denota-se um aumento do respectivo nível médio de provisionamento e, consequentemente do rácio de cobertura da mesma. 28

30 Evolução do crédito em incumprimento Principais áreas de atuação em 2014 Ao longo do ano de 2014, a gestão de risco, no que respeita ao risco de crédito, incidiu essencialmente sobre os aspetos enunciados ao longo dos próximos parágrafos. Implementação de modelos internos de avaliação de risco Em articulação com o Grupo, foi dada continuidade ao processo de convergência dos modelos às especificidades portuguesas, que se pretende venha a culminar a curto prazo na apresentação de candidatura, junto da entidade supervisora, à utilização de modelos internos para cálculo de requisitos de fundos próprios para risco de crédito. Como ponto de partida, foi adoptada uma nova definição de default, em conformidade com o Regulamento n.º 575/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de Junho de 2013 (CRR). Esta definição de incumprimento do devedor, que serve igualmente para efeitos do cálculo de ativos ponderados pelo risco (RWA), para além de critérios quantitativos, contempla agora critérios qualitativos, bem como aspectos de contágio ou de materialidade das exposições. A implementação na gestão dos modelos continuou a ser uma ferramenta fundamental de auxílio na decisão de crédito, sendo parte integrante da mesma os poderes de decisão das agências, tendo por base os níveis de risco atribuídos pelos modelos. Em complemento, é ainda de referir que, o processo de decisão de crédito no âmbito dos órgãos centrais já 29

31 considera uma diferenciação de poderes em função do nível de risco atribuído pelos modelos de rating. Por outro lado, além do auxílio na decisão de crédito, os modelos de scoring e de rating continuam a ser utilizados para o acompanhamento do risco de crédito e na elaboração de informação para a gestão sobre o perfil de risco da carteira, uma vez que, face à atualização mensal das respetivas notações de risco, é possível identificar os clientes com risco mais elevado ou com maior degradação num determinado período de tempo, permitindo um acompanhamento mais próximo e rápido de eventuais situações de alerta. Modelo de Imparidade de Crédito O Banco tem implementado um modelo interno de imparidade de crédito, que lhe permite dar resposta à necessidade de apresentação dos relatórios de imparidade, bem como aferir mensalmente da qualidade do crédito que concede e do acompanhamento do mesmo. Este modelo é acompanhado pela Gestão de Risco e, após revisão dos auditores externos, é semestralmente reportado ao Banco de Portugal no âmbito do Relatório de Imparidade, onde é descrita de forma pormenorizada toda a metodologia deste modelo. Desde a sua criação, o Banco tem procedido a revisões regulares do modelo, que visam essencialmente refletir, não só alterações ao contexto macroeconómico, mas também a evolução que a sua carteira de crédito apresenta. Atendendo ao facto do modelo existente contemplar um excelente indicador da qualidade do crédito, o conceito de Probability of Default (PD) é utilizado na gestão corrente do Banco. Em rigor, pode afirmar-se que a PD incorpora dois aspectos fundamentais: a qualidade do crédito concedido e a qualidade do acompanhamento do cliente ao longo do ciclo de vida das operações. De salientar que, durante o primeiro semestre de 2014, o Banco deu início a um processo de revisão substancial do seu modelo de imparidade de crédito, processo este que culminará a curto prazo com um novo modelo de estimativa de LGD s. Estes aspectos, bem como toda a descrição da metodologia, e resultados obtidos, encontram-se detalhadamente descritos na nota 47 a este relatório. 30

32 No âmbito dos exercícios regulares de stress-test, o valor de imparidade estimada para o triénio é sujeito a análise de cenário e de sensibilidade, em função da incorporação no modelo das variáveis macroeconómicas definidas pelo Banco de Portugal. Risco de Concentração A gestão e o acompanhamento do risco de concentração são da responsabilidade da GR, que assegura a manutenção e implementação de políticas e procedimentos apropriados para monitorizar e gerir o risco de concentração de crédito. É igualmente responsável pelo acompanhamento dos poderes delegados em matéria de risco de concentração e reporte regular sobre risco de concentração ao Conselho de Administração. O Banco tem definida uma estrutura de limites com o objetivo de manter um nível de exposição alinhado com o seu perfil de risco e uma adequada diversificação da carteira de crédito. Os limites presentemente instituídos para risco de concentração de crédito são explicitados com rigor na nota 47 a este relatório. Índice de Herfindahl De forma a estimar o capital interno necessário para fazer face ao risco de concentração, o Banco recorre à metodologia publicada pelo Banco de Portugal, na sua Instrução n.º 5/2011, que assenta no cálculo do Índice de Herfindahl. Carteira de títulos A carteira de títulos (incluindo ativos financeiros disponíveis para venda e outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados) ascendia no final de 2014 a cerca de 1,9 mil milhões, representando cerca de 22,8% do total do ativo líquido do Banco. No gráfico abaixo, resumimos a tipologia de ativos que compõe a carteira de títulos: 31

33 Carteira de Títulos Risco de mercado O risco de mercado é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido a movimentos desfavoráveis no preço de mercado dos instrumentos da carteira de negociação, provocados por flutuações em cotações de ações, taxas de juro e taxas de câmbio. Tendo em consideração que a medição e gestão do impacto da variação das taxas de juro no balanço do Banco são realizadas de forma separada, através do Risco de Taxa de Juro Estrutural do Balanço e dada a atividade do Banco e estrutura do seu balanço, o risco de mercado limita-se ao efeito da variação do preço dos títulos que compõem a sua carteira. Em 31 de dezembro de 2014, a carteira de títulos do Banco ascendia a cerca de milhões de euros, dos quais cerca de Milhões de euros estavam classificados como ativos financeiros disponíveis para venda. Risco Cambial O risco cambial é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido a movimentos adversos nas taxas de câmbio, provocados por alterações no preço de instrumentos que correspondam a posições abertas em moeda estrangeira ou pela alteração da posição competitiva da instituição devido a variações significativas das taxas de câmbio. A atividade em moeda estrangeira consiste em efetuar transações com a casa-mãe, na sequência de operações com clientes. Neste contexto, a posição cambial global é tendencialmente nula, pelo que, qualquer impacto nos resultados do Banco como resultado de variações nos preços das moedas (essencialmente o Dólar Americano) é imaterial. O Banco recorre a metodologia VaR como instrumento de gestão da sua posição em moeda estrangeira, utilizando o método padrão para cálculo dos requisitos de fundos próprios. 32

34 Risco operacional O Banco Popular Portugal interpreta o Risco Operacional tal como o define o acordo de Basileia II ou seja, o risco de perdas resultantes da aplicação inadequada ou negligente de procedimentos internos, de comportamentos das pessoas e de inadequado funcionamento de sistemas ou de causas externas. O processo de gestão assenta numa análise por área funcional inventariando os riscos inerentes às funções e tarefas específicas de cada órgão da estrutura. Envolvendo toda a organização, o modelo de gestão é assegurado pelas seguintes estruturas: Comité Executivo (CE) estrutura da alta direção responsável primeiro pelas orientações e políticas de gestão, estabelecimento e acompanhamento dos limites de apetite e tolerância ao risco. Gestão de Risco (GR) Este órgão da estrutura, integra uma unidade orgânica dedicada exclusivamente à gestão do risco operacional. Tem a responsabilidade da dinamização e coordenação das restantes estruturas na aplicação das metodologias e utilização das ferramentas corporativas de suporte ao modelo. Responsáveis de Risco Operacional (RRO) Abrangendo a base da organização, são elementos nomeados pelas hierarquias de cada unidade orgânica aos quais compete o papel de facilitador e dinamizador do modelo de gestão do risco operacional. No processo de gestão do risco operacional, assumem ainda papel relevante as estruturas de auditoria interna, controlo interno e segurança do Banco. A metodologia adoptada, em alinhamento estreito com a da casa-mãe, caracteriza-se pelos seguintes componentes ou fases constituintes do ciclo de gestão do risco: 1. Identificação a. Descritivo de Funções e Mapas de Riscos e Controlos Sob a orientação da GR todas as áreas funcionais do Banco reúnem estes suportes documentais baseados em modelos e questionários especialmente concebidos para este efeito. b. Recolha de eventos de risco operacional Por processos maioritariamente automáticos, todas as perdas verificadas por motivos enquadráveis na definição de risco operacional são registadas e catalogadas em base de dados específica, cumprindo padrões definidos com vista à qualidade e integridade da informação. 33

35 2. Avaliação Com o objetivo de medir a exposição da instituição ao risco operacional, com carácter periódico é efetuado pelos responsáveis de risco operacional um exercício de autoavaliação com vista à atribuição de valores potenciais de frequência e impacto aos riscos identificados em cada área funcional. Da conjugação destes valores com os da avaliação da eficiência e aplicação dos procedimentos de controlos resulta um valor de risco residual que permite à gestão identificar as áreas e processos de maior fragilidade e necessidade de intervenção. Desta avaliação, em função dos impactos médios estimados para cada um dos fatores de risco, entende-se que o Banco apresenta um perfil de Risco moderado. Riscos por impacto esperado 3. Monitorização a. Indicadores de risco (KRI s) Na medida em que se revele pertinente são desenvolvidos mecanismos de alerta sobre indicadores que possam permitir identificar situações de risco b. Reporte Estão implementados circuitos regulares de reporte do Risco Operacional aos diversos intervenientes na sua gestão, nomeadamente à alta direção e aos responsáveis de Risco Operacional relativamente às suas áreas funcionais com o objetivo de dar a conhecer as principais causas e origens das perdas verificadas. Mensalmente são apresentados em Comité de Controlo Interno e Risco Operacional as situações mais relevantes permitindo a respectiva análise e a adoção das mais adequadas medidas mitigantes. 34

36 O Banco Popular Portugal calcula desde 31 de dezembro de 2014 os seus requisitos de fundos próprios para cobertura de risco operacional segundo o método padrão, ou método standard (TSA). Situação quantitativa No final de 2014 as perdas identificadas e enquadradas em Risco Operacional no Banco atingiram cerca de 9% da sua capacidade de absorção de perdas desta natureza, considerando esta o valor de fundos próprios para cobertura de Risco Operacional apurados segundo a metodologia standard no final do mesmo ano. As perdas verificadas distribuem-se da seguinte forma pelas tipologias definidas por Basileia II: Frequência da ocorrência: Distribuição dos impactos (perdas liquidas): 35

37 Tendo presente a orientação do Banco de Portugal na Instrução 4/2011 que refere que as instituições devem considerar o Risco Operacional nos seus de testes de esforço e não se tendo identificado na base de dados de eventos, uma correlação direta com um ambiente macroeconómico adverso, o Banco Popular optou por efetuar um exercício de stress-test assente no tratamento estatístico do seu histórico de eventos, apresentando-o no âmbito do reporte regular ao Banco de Portugal. Risco e taxa de juro estrutural de balanço Este risco define-se como o risco originado pelas flutuações das taxas de juro e é estimado através da análise aos vencimentos e reapreciações das operações de ativo e passivo do balanço. O risco de taxa de juro no Banco Popular Portugal é medido utilizando a metodologia Repricing GAP. Esta metodologia consiste em medir as exposições, por prazos desfasados de vencimento e reapreciações entre os fluxos de caixa de ativo e de passivo. De um modo sucinto, este modelo agrupa aqueles ativos e passivos em intervalos temporais fixos (datas de vencimento ou de próxima revisão de taxa de juro, quando indexada), a partir dos quais calcula um impacto potencial sobre a margem financeira. Neste quadro, este modelo considera um cenário em que existe um impacto imediato nas taxas de juro, pelo que, na data de revisão das taxas de juro, quer das operações ativas, quer das operações passivas, as novas taxas passam a incorporar esse efeito. Para além do exercício regular de avaliação de risco de taxa de juro de acordo com a Instrução n.º 19/2005 do Banco de Portugal, na qual são medidos os impactos provocados por uma deslocação da curva de rendimentos em 200 pontos base (p.b.), quer na situação líquida, quer na margem, no âmbito do exercício de stress-test, o Banco efetua análises de sensibilidade aos seguintes parâmetros: Deslocamento paralelo da curva de rendimentos em 100 p.b.; Alteração da inclinação da curva de rendimentos em 100 p.b.. Risco de liquidez Através do controlo do risco de liquidez, o Banco procura assegurar que dispõe de fundos para fazer face, em cada momento, às suas obrigações de pagamento e, dessa forma, minimizar o risco de incorrer em perdas por não conseguir cumprir essas obrigações. O Banco está exposto a desembolsos diários de recursos monetários decorrentes de contas correntes, empréstimos e garantias, necessidades de contas margem e outras relacionadas com o normal funcionamento de uma instituição bancária. 36

38 A fonte privilegiada de financiamento do Banco são os depósitos de clientes, complementada pelo recurso ao mercado de capitais através de emissões obrigacionistas e pelo mercado interbancário, onde privilegiamos operações com o Grupo Banco Popular. O Banco procura assegurar, em paralelo, a existência de outras fontes de financiamento, selecionadas cuidadosamente para cada prazo em função do seu pricing, estabilidade, rapidez de acesso, profundidade e em conformidade com as políticas de gestão do risco definidas. O processo de gestão de liquidez, como efetuado no Banco, inclui: - As necessidades de funding diárias são geridas pela monitorização dos fluxos de caixa futuros de modo a garantir que os requisitos são cumpridos. Isto inclui reposição de fundos à medida que maturam ou são emprestados a clientes; - Manutenção de uma carteira de ativos com elevada liquidez que possam ser facilmente liquidados como proteção contra qualquer interrupção imprevista de fluxos de caixa; - Monitorização de rácios de liquidez tendo em conta os requisitos externos e internos; - Gestão da concentração e perfil das maturidades da dívida, recorrendo ao GAP de liquidez. A monitorização e relato assumem a forma de mensuração de fluxos de caixa e projeções para o dia, semana e mês seguinte, uma vez que estes são períodos importantes na gestão de liquidez. O ponto de partida para estas projeções é uma análise da maturidade contratual dos passivos financeiros e da data expectável de realização dos fluxos de caixa dos ativos. A tesouraria também monitoriza o grau de compromissos de concessão de crédito não utilizados, o uso de facilidades de descoberto e o impacto de passivos contingentes como cartas de crédito e garantias. No que diz respeito à análise ao risco de liquidez, para além das obrigações a que está sujeito para com o Banco de Portugal, nos termos da instrução nº 13/2009, o Banco recorre ainda ao conceito de GAP de liquidez, ou seja, a partir do balanço do Banco, em 31 de dezembro de 2014, tendo por base os vencimentos das operações ativas e passivas, obtémse um diferencial entre os vencimentos referidos (positivo ou negativo) segundo os prazos residuais de vencimento das operações que se denominam GAP s de Liquidez. O Banco calcula igualmente o LCR (Liquidity Coverage Ratio) e o NSFR (Net Stable Funding Ratio), com o objetivo de monitorizar a evolução da liquidez e de efetuar o respetivo reporte às autoridades de supervisão. Risco de Reputação O risco de reputação é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, decorrente duma percepção negativa da imagem pública da 37

39 instituição, fundamentada ou não, por parte de clientes, fornecedores, analistas financeiros, colaboradores, investidores ou pela opinião pública em geral. Potenciais impactos negativos na reputação do Banco poderão advir de falhas na gestão e controlo dos riscos explicitados anteriormente. Neste âmbito, o Banco considera que o sistema de governo interno instituído, as politicas e procedimentos em vigor são adequadas e permitem prevenir e minimizar o risco de reputação nas suas diversas vertentes. A principal fonte e mais facilmente identificável, deste tipo de risco, é o risco legal. Neste âmbito, no Banco Popular Portugal, as áreas de Compliance e de Controlo preocupam-se pelo cumprimento do normativo legal vigente, avaliando e procurando prevenir os possíveis riscos de incumprimento relevantes, desde o ponto de vista económico ou de reputação. Risco Imobiliário O risco imobiliário é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido a eventuais contingências sobre os ativos imobiliários registados na carteira própria e inerente volatilidade do mercado imobiliário. O Banco incorre em risco imobiliário decorrente da carteira própria de ativos imobiliários cujo valor líquido, em 31 de dezembro de 2014, ascende a cerca de 112,1 milhões de euros, representando cerca de 1,3% do ativo líquido do Banco. Trata-se de ativos que vieram para a posse do Banco, no seguimento de execuções judiciais ou dações em pagamento, para liquidação de dívidas de crédito (essencialmente crédito à construção/promoção imobiliária e crédito à habitação). No momento da dação ou aquisição ou adjudicação judicial, para liquidação da divida, para as operações materialmente relevantes são sempre solicitadas avaliações independentes a empresas externas. Posteriormente, são efetuadas avaliações de acordo com a periodicidade definida pelo Banco de Portugal ou em período intercalar se houver alguma indicação de desvalorização do imóvel. No âmbito do exercício de stress-test é efetuada a análise de sensibilidade e impacto no consumo de capital provocado pela descida dos preços do mercado imobiliário. 38

40 Qualidade e Inovação Qualidade de Serviço - Uma Cultura de Compromisso com os Clientes O Banco Popular Portugal, ciente de que uma instituição financeira que opera num mercado competitivo no qual a oferta dos diferentes concorrentes é pouco diferenciada, considera a qualidade do serviço prestado como o fator que proporciona maior valor acrescentado ao cliente, pelo que tem a preocupação de desenvolver um conjunto de iniciativas tendentes à implementação destas práticas. Métricas de Qualidade - Para o Banco Popular é importante que a percepção dos clientes supere as suas expectativas iniciais sobre o Banco, oferecendo-lhes produtos e serviços adequados às suas reais necessidades e respondendo a todos os pedidos de uma forma célere e eficiente com um maior envolvimento entre colaboradores e clientes em todas as interações. É neste pressuposto que o Banco continua a monitorizar de forma detalhada os resultados de qualidade assente em métricas como: - Inquéritos internos sobre a qualidade do atendimento dos serviços centrais; - Inquéritos internos sobre a oferta comercial; - Programas de cliente mistério direcionados à avaliação de momentos chave nas experiências do cliente com o Banco; - Ações de formação e sessões de interação com a rede comercial, com vista a melhorar o nível de atendimento efetuado aos clientes; - Atribuição de prémios internos, para a rede comercial e serviços centrais, para os serviços que atingem níveis elevados nas métricas definidas. O objetivo é avaliar, de forma permanente, os aspetos que requerem ajustamentos e respetivas ações de melhoria, sempre com o objetivo de aumentar a satisfação dos clientes e a qualidade de serviço prestada. Apoio ao Cliente - A gestão de reclamações é igualmente um ponto-chave na estratégia da qualidade de serviço do Banco Popular Portugal, sendo entendida por todos os colaboradores como uma oportunidade para recuperar a relação de confiança com os clientes e potenciar ações de melhoria. Reconhecimento da Qualidade de Serviço do Banco Popular - O Banco Popular Portugal foi escolhido como a marca Escolha do Consumidor no segmento de pequenos e médios 39

41 bancos. Trata-se de um sistema de avaliação e classificação de marcas, em função da satisfação e aceitabilidade que geram nos consumidores. Projeto Erasmus - O Banco criou um programa destinado aos colaboradores dos departamentos centrais, com o objetivo de dar a conhecer a forma como as agências atuam junto dos clientes e mostrando o quanto é importante o apoio e o contributo dos diversos departamentos para o desenvolvimento da atividade comercial e para a melhoria da qualidade de serviço junto dos clientes. Responsabilidade Social e Corporativa Em 2014, o Banco Popular continuou a sua aposta na área de Responsabilidade Social, procurando-se envolver os colaboradores e os clientes no apoio a várias instituições de solidariedade social. O início do ano ficou marcado pela entrada do Banco Popular no GRACE (Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial), associação sem fins lucrativos, que reúne mais de 100 empresas e que se dedica exclusivamente à promoção da Responsabilidade Social Corporativa. Assim, durante o ano, o Banco participou em várias iniciativas promovidas pelo GRACE: a participação de dois colaboradores do Popular no programa formativo Novos Líderes, que teve como objetivo desenvolver novos líderes para a cidadania empresarial; a participação de cerca de duas dezenas de colaboradores na 9ª edição do GIRO (GRACE, Intervir, Recuperar, Organizar), iniciativa de voluntariado corporativo com maior dimensão nacional; a participação de um colaborador num grupo de trabalho, dinamizado pelo GRACE em parceria com a Everis, que teve como objetivo identificar os desafios e as oportunidades da responsabilidade social na Banca. Durante este ano foi, ainda, criada a Bolsa de Voluntariado, a partir da qual são desenhadas e criadas iniciativas de voluntariado promovidas em conjunto com o GRACE ou com outras instituições de solidariedade. Uma das mais significativas campanhas internas de responsabilidade social foi realizada durante a época natalícia e teve como nome Dê colo a este projeto. Esta campanha abrangeu todos os colaboradores e consistiu na recolha de alimentos para a Ajuda de Berço, sendo que, ao todo, foi angariada mais de uma tonelada de bens. O Banco promoveu também uma ação para membros da Bolsa de Voluntariado (em Lisboa e no Porto), em parceria com a Operação Nariz Vermelho, que consistiu na montagem e embalamento de narizes vermelhos por parte dos colaboradores. Outra das iniciativas realizadas ao nível interno foi uma ação de doação de tampas de plástico, em que cada tonelada de tampas correspondeu a 250 euros. Esta ação continua ativa, tendo já sido 40

42 angariada mais de uma tonelada de tampas. Ainda durante o mês de dezembro, o Banco Popular voltou a disponibilizar aos seus clientes o Depósito Solidário no qual, por cada euros depositados num Depósito a Prazo especial, 1 euro foi doado a instituições de solidariedade. No ano de 2014, o Banco Popular Portugal teve, também, um papel ativo ao nível dos patrocínios a projetos de âmbito social. O Quarteto Gastronómico, iniciativa para dar resposta à emergência académica causada pela guerra da Síria, foi uma das organizações apoiadas pelo Banco. Outra, e tal como vem acontecendo nos últimos anos, foi o patrocínio aos Prémios Alexandre Herculano (História), Pedro Nunes (Matemática) e Pe. António Vieira (Português), promovidos pela Academia das Ciências de Lisboa, que distinguiram os melhores alunos do ensino secundário do ano lectivo Através de uma parceria com o Ministério da Educação foi também lançado o Concurso Ler é uma Festa do Plano Nacional de Leitura. O concurso foi aberto a todas as crianças e jovens do ensino público. Por último, o escritório de advogados Vieira de Almeida desenvolveu uma iniciativa, patrocinada pelo Banco e que reverteu a favor da Ajuda de Berço, que teve como objectivo subir até ao Monte Chimborazo no Equador para ajudar três instituições de solidariedade. Eficiência Energética: Redução de Custos e Sustentabilidade Ambiental O Banco Popular adoptou políticas de sustentabilidade ambiental, através da implementação de práticas de eficiência energética, que passam pela utilização da energia na forma mais racional possível, sem prejuízo do nível de conforto e da qualidade das condições de trabalho dos colaboradores. Tratou-se, essencialmente, de minimizar o desperdício de energia, através da alteração comportamental dos utilizadores dos edifícios e do recurso e utilização de equipamentos mais modernos e eficientes, com menos consumo de energia e menor emissão de poluentes. Em 2014 foi dada continuidade ao projeto de eficiência energética em curso desde 2012, no sentido de se obterem poupanças na fatura de energia, e reduzir o impacto negativo no meio ambiente. Para tal acentuou-se a implementação de medidas geradoras de poupança, especialmente nos equipamentos mais consumidores de energia eléctrica do edifício Sede, como sejam o sistema de iluminação, o sistema de ar condicionado, os elevadores e os reclamos luminosos. Relativamente à iluminação nos espaços de trabalho e nos seis pisos de estacionamento, em complemento ao apagamento automático na quase totalidade dos pisos por volta das 19 41

43 horas, foram instalados sensores de movimento que reagem à presença e ausência dos colaboradores nos respetivos postos de trabalho, acendendo e apagando automaticamente a iluminação circundante. As medidas implementadas têm tido um impacto bastante positivo no consumo de eletricidade e, consequentemente, nos respetivos custos, os quais reduziram cerca de 20% nos últimos dois exercícios. Em 2014 o consumo de eletricidade registou uma descida de 11% relativamente a 2013, o que representa menos Kw consumidos e menos 202 toneladas de CO2 lançadas para a atmosfera. Embora com menor impacto económico, esta preocupação aplica-se também à racionalização do consumo de água, pelo que, no segundo semestre de 2014, foram instalados redutores de caudal, capazes de gerar poupanças no consumo da ordem dos 60%. Em consequência, em 2014 registou-se uma poupança de custos de 7% de água resultante da redução do consumo na ordem dos 12%. Às iniciativas acima referidas acresce que o Popular para o processo de recolha, separação e destruição de resíduos sólidos não orgânicos recorre apenas a empresas certificadas em termos ambientais. Nota final O Conselho de Administração expressa o seu reconhecimento às autoridades monetárias e de supervisão, ao seu acionista, o Banco Popular Español e ao Conselho Fiscal, pela valiosa cooperação no acompanhamento da atividade do Banco Popular Portugal, SA. O Conselho manifesta, igualmente, o seu agradecimento aos clientes pela confiança depositada e o seu apreço aos colaboradores pelo empenho e profissionalismo demonstrado diariamente no exercício das suas funções, e a sua contribuição para o desenvolvimento do Banco. Lisboa, 26 de fevereiro de 2015 O Conselho de Administração 42

44 Anexo 1 - Posição acionista dos membros dos órgãos de administração e fiscalização (Artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais) Nada a reportar Anexo 2 - Participações qualificadas (Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais e Artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários) Accionistas Nº Acções Participação no Capital Social Direitos de voto Banco Popular Español, SA % 100% 43

45 Contas Anuais Balanço Balanço em base individual em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 (milhares de euros) Valo r antes N o tas/ de pro visõ es, P ro visõ es, Quadro s imparidade e imparidade e Valo r lí quido anexo s amo rtizaçõ es amo rtizaçõ es = 1-2 Ativo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Outros ativos financ. justo valor através de resultados Ativos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Derivados de cobertura Activos não correntes detidos para venda Outros ativos tangíveis Ativos intangíveis Ativos por impostos correntes Ativos por impostos diferidos Outros ativos Total de Ativo Passivo Recursos de bancos centrais Passivos financeiros detidos para negociação Recursos de outras instituições de crédito Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos Derivados de cobertura Provisões Passivos por impostos correntes Passivos por impostos diferidos Outros passivos Total de Passivo Capital Capital Prémios de emissão Reservas de reavaliação Outras reservas e resultados transitados Resultado do exercício Total de capital Total de Passivo + Capital O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS 0 0 O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 44

46 Demonstração de Resultados Demonstração de Resultados em base individual em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 (milhares de euros) N o tas/ Quadro s anexo s Juros e rendimentos similares Juros e encargos similares Margem financeira Rendimento de instrumentos de capital Rendimentos de serviços e comissões Encargos com serviços e comissões Resultados de ativos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados (líquido) Resultados de ativos financeiros disponíveis para venda (líquido) Resultados de reavaliação cambial (líquido) Resultados de alienação de outros ativos Outros resultados de exploração Produto bancário Custos com pessoal Gastos gerais administrativos Depreciações e amortizações 26/ Provisões líquidas de reposições e anulações Correcções de valor associadas ao crédito a clientes e valores a receber de outros devedores (líq. de reposições e anulações) Imparidades de outros ativos líquida de reversões e recuperações Resultado antes de impostos Impostos Correntes Diferidos Resultado após impostos Do qual: Resultado após impostos de operações descontinuadas 0 0 Resultado líquido do exercício Resultado por ação (euro) 0,00-0,07 O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 45

47 Demonstração do Rendimento Integral Demonstração em base individual dos movimentos nas contas de Capital Próprio Demonstração em base individual dos movimentos nas contas de Capital Próprio Capital Social Prémio de Emissão Reservas de Justo Valor Outras Reservas e Resultados Transitados Resultado Líquido (milhares de euros) Total do Capital Próprio Balanço em 01 de Janeiro de Constituição de reservas Ganhos / Perdas atuariais 0 Outros movimentos Resultado integral do exercício Saldo a 31 de Dezembro de Constituição de reservas Ganhos / Perdas atuariais 0 Outros movimentos Resultado integral do exercício Saldo em 31 de Dezembro de O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 46

48 Demonstração dos Fluxos de Caixa Demonstração dos Fluxos de Caixa dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 (em milhares de euros) Notas Fluxos de caixa das actividades operacionais Juros, comissões e outros proveitos recebidos Juros, comissões e outros custos pagos Recuperações de crédito e juros vencidos Pagamentos a empregados e fornecedores Contribuições para o fundo de pensões Sub-total Variações nos activos e passivos operacionais Aplicações em bancos centrais Ativos financeiros detidos p/ negociação e ao justo valor através de resultados Aplicações em instituições de crédito Recursos de instituições de crédito Crédito a clientes Recursos de clientes Derivados para gestão do risco Outros activos e passivos operacionais Fluxos de caixa líquidos das actividades operacionais, antes de impostos sobre lucros Pagamento de impostos sobre lucros Fluxos de caixa líquidos das actividades operacionais Fluxos de caixa das actividades de investimento Dividendos recebidos Compra de ativos financeiros disponíveis para venda Venda de ativos financeiros disponíveis para venda Investimentos detidos até à maturidade Ativos tangíveis não correntes detidos para venda Compra e venda de imobilizações Fluxos de caixa líquidos das actividades de investimento Fluxos de caixa das actividades de financiamento Emissão de obrigações e outros passivos titulados Reembolso de obrigações e outros passivos titulados Fluxos de caixa líquidos das actividades de financiamento Variação líquida em caixa e seus equivalentes Caixa e equivalentes no início do período Efeito da alteração da taxa de câmbio em caixa e seus equivalentes Variação líquida em caixa e seus equivalentes Caixa e equivalentes no fim do período O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 47

49 Notas às Demonstrações Financeiras NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS EM 31 de DEZEMBRO de 2014 e 2013 (Valores expressos em milhares de euros) 1. INTRODUÇÃO 1.1 Atividade O Banco, sob a designação de BNC Banco Nacional de Crédito Imobiliário, foi constituído em 2 de Julho de 1991, na sequência de autorização concedida pela Portaria do Ministério das Finanças n.º 155/91, de 26 de Abril. Em 12 de Setembro de 2005, alterou a sua designação para Banco Popular Portugal, S.A.. O Banco está autorizado a operar de acordo com as diretrizes reguladoras da atividade bancária, vigentes em Portugal, tendo por objecto a obtenção de recursos de terceiros, sob a forma de depósitos ou outros, os quais aplica, conjuntamente com os seus recursos próprios, na concessão de crédito ou em outros ativos, prestando ainda outros serviços bancários no País e no estrangeiro. As contas do Banco são consolidadas ao nível da empresa mãe, Banco Popular Español, S.A., ( BPE ) com sede em Madrid, na Calle Velázquez nº 34, Espanha. As contas do BPE estão disponíveis na respectiva sede social e na página do BPE na internet (www.bancopopular.es). O Banco não está cotado em bolsa. 1.2 Estrutura do Banco Em corolário do processo de reestruturação iniciado em exercícios anteriores, o Banco, no decorrer do exercício de 2011, deixou de deter qualquer participação financeira em entidades subsidiárias e decidiu proceder à reclassificação das obrigações subordinadas Class D Notes, emitidas pelo Navigator Mortgage Finance Nº 1 Plc ( Navigator ), para a carteira de Ativos financeiros disponíveis para venda. Tendo por base o facto de o Banco ter considerado imaterial o investimento no Navigator e os potenciais impactos nas suas demonstrações financeiras, o Banco, em conformidade com o disposto na IAS 1 revised, decidiu não preparar demonstrações consolidadas a partir do exercício de 2011, na medida em que essa informação não é materialmente relevante para efeitos da apresentação de contas do Banco nem influencia a decisão dos leitores das mesmas. Assim, em 31 de Dezembro de 2014, o Banco detinha apenas uma participação financeira na empresa associada Eurovida Companhia de Seguros de Vida, S.A. (ver Nota 25). 2. Resumo das Principais Políticas Contabilísticas As principais políticas contabilísticas e critérios valorimétricos aplicados na preparação destas demonstrações financeiras são indicados abaixo. Estas políticas foram aplicadas, consistentemente, a todos os anos apresentados, excepto nos casos devidamente assinalados. 48

50 2.1 Bases de apresentação Demonstrações financeiras individuais As demonstrações financeiras individuais do Banco Popular Portugal foram preparadas de acordo com as Normas de Contabilidade Ajustadas (NCA) estabelecidas pelo Banco de Portugal no Aviso nº 1/2005, de 21 de Fevereiro e definidas nas instruções nº 9/2005 e nº 23/2004. As NCA correspondem em geral às Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adoptadas pela União Europeia (EU) no âmbito do disposto no Regulamento (CE) n.º 1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho, excepto quanto às seguintes matérias: Valorimetria dos créditos a clientes e outros valores a receber Na data do reconhecimento inicial são registados pelo valor nominal, sendo a componente de juros, comissões e custos externos imputáveis às respectivas operações subjacentes reconhecida segundo a regra de pró rata temporis, quando se trate de operações que produzam fluxos redituais ao longo de um período superior a um mês; Provisionamento de créditos a clientes e outros valores a receber As provisões para esta classe de ativos financeiros encontram-se sujeitas a um quadro mínimo de referência para constituição de provisões específicas, gerais e risco-país, nos termos definidos no Aviso n.º 3/95 do Banco de Portugal; Ativos tangíveis Na data do reconhecimento inicial são registados ao custo de aquisição, mantendo-se subsequentemente ao custo histórico, salvo quando se verifiquem reavaliações legalmente autorizadas. IFRS Divulgações - Novas normas a 31 de Dezembro de 2014: a) Impacto de adoção de normas e interpretações que se tornaram efetivas a 1 de Janeiro de 2014: IAS 32 (alteração), Compensação de ativos e passivos financeiros. Esta alteração faz parte do projeto de compensação de ativos e passivos do IASB, o qual visa clarificar o conceito de deter atualmente o direito legal de compensação, e clarifica que alguns sistemas de regularização pelos montantes brutos (as câmaras de compensação) podem ser equivalentes à compensação por montantes líquidos. A adoção desta alteração não teve impacto nas demonstrações financeiras do Banco. IAS 36 (alteração), Divulgação do valor recuperável para ativos não financeiros. Esta alteração trata da divulgação de informação sobre o valor recuperável de ativos em imparidade, quando este tenha sido mensurado através do modelo do justo valor menos custos de vender. A adoção desta alteração não teve impacto nas demonstrações financeiras do Banco. IAS 39 (alteração), Novação de derivados e continuidade da contabilidade de cobertura. A alteração à IAS 39 permite que uma Entidade mantenha a contabilização de cobertura, quando a contraparte de um derivado que tenha sido designado como instrumento de cobertura, seja alterada para uma câmara de compensação, ou equivalente, como consequência da aplicação de uma lei ou regulamentação. A adoção desta alteração não teve impacto nas demonstrações financeiras do Banco. 49

51 Alterações à IFRS 10, 12 e IAS 27 - Entidades de investimento. A alteração define uma Entidade de investimento ( Investment entities ) e introduz uma exceção à aplicação da consolidação no âmbito da IFRS 10, para as entidades que qualifiquem como Entidades de investimento, cujos investimentos em subsidiárias devem ser mensurados ao justo valor através de resultados do exercício, por referência à IAS 39. Divulgação específicas exigidas pela IFRS 12. A adoção destas alterações não teve impacto nas demonstrações financeiras do Banco. IFRS 10 (nova), Demonstrações financeiras consolidadas. A IFRS 10 substitui todos os procedimentos e orientações contabilísticas relativas a controlo e consolidação, incluídas na IAS 27 e na SIC 12, alterando a definição de controlo e os critérios aplicados para determinar o controlo. O princípio fundamental de que uma entidade consolidada apresenta a empresa-mãe e as suas subsidiárias como uma única entidade, permanece inalterado. A adoção desta norma não teve impacto nas demonstrações financeiras do Banco. IFRS 11 (nova), Acordos conjuntos. A IFRS 11 foca-se nos direitos e obrigações dos acordos conjuntos em detrimento da sua forma legal. Os acordos conjuntos podem ser operações conjuntas (direitos sobre os ativos e obrigações) ou empreendimentos conjuntos (direitos sobre os ativos líquidos pela aplicação do método de equivalência patrimonial). A consolidação proporcional de empreendimentos conjuntos deixa de ser permitida. A adoção desta norma não teve impacto nas demonstrações financeiras do Banco. IFRS 12 (nova), Divulgação de interesses em outras entidades. Esta norma estabelece os requisitos de divulgação para todas as naturezas de interesses em outras entidades, como: subsidiárias, acordos conjuntos, associadas e entidades estruturadas, de forma a permitir a avaliação da natureza, riscos e efeitos financeiros associados aos interesses da Entidade. A adoção desta norma não teve impacto nas demonstrações financeiras do Banco. Alterações à IFRS 10, 11 e 12, Regime de transição. Esta alteração clarifica que, quando um tratamento contabilístico diferente das orientações da IAS 27/SIC 12 resultar da adoção da IFRS 10, os comparativos apenas devem ser ajustados para o período contabilístico imediatamente precedente, sendo as diferenças apuradas reconhecidas no início do período comparativo, em Capitais próprios. A alteração introduzida na IFRS 11, refere-se à obrigação de testar para imparidade o investimento financeiro que resulte da descontinuação da consolidação proporcional. Os requisitos de divulgação específicos estão incluídos na IFRS 12. A adoção destas alterações não teve impacto nas demonstrações financeiras do Banco. IAS 27 (revisão 2011), Demonstrações financeiras separadas. A IAS 27 foi revista, na sequência da emissão da IFRS 10, e contém os requisitos de contabilização e divulgação para os investimentos em subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas, quando a Entidade prepara demonstrações financeiras separadas. A adoção desta alteração não teve impacto nas demonstrações financeiras do Banco. IAS 28 (revisão 2011), Investimentos em associadas e empreendimentos conjuntos. A IAS 28 foi revista, na sequência da emissão da IFRS 11, e prescreve o tratamento contabilístico para investimentos em associadas e empreendimentos conjuntos, definindo ainda os requisitos de aplicação do método de equivalência patrimonial. A adoção desta alteração não teve impacto nas demonstrações financeiras do Banco. 50

52 b) Normas, alterações a normas existentes e interpretações que já foram publicadas e cuja aplicação é obrigatória para o Banco, para períodos anuais que se iniciem em ou após 1 de Julho de 2014, ou em data posterior, que o Banco não adotou antecipadamente: Normas IAS 1 (alteração), Revisão às divulgações (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2016). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso da União Europeia. A alteração dá indicação relativamente à materialidade e agregação, a apresentação de subtotais, a estrutura das demonstrações financeiras e a divulgação das políticas contabilísticas. Não se esperam impactos materialmente relevantes nas demonstrações financeiras do Banco com a adoção desta alteração. IAS 16 e IAS 38 (alteração), Métodos de cálculo de amortização e depreciação permitidos (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2016). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. Esta alteração clarifica que a utilização de métodos de cálculo das depreciações/ amortizações de ativos com base no rédito obtido, não são por regra consideradas adequadas para a mensuração do padrão de consumo dos benefícios económicos associados ao ativo. É de aplicação prospetiva. Não se esperam impactos materialmente relevantes nas demonstrações financeiras do Banco com a adoção desta alteração. IAS 19 (alteração), Planos de benefícios definidos Contribuições dos empregados (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de julho de 2014). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso da União Europeia. A alteração à IAS 19 aplica-se a contribuições de empregados ou entidades terceiras para planos de benefícios definidos, e pretende simplificar a sua contabilização, quando as contribuições são independentes do número de anos de serviço. Não se esperam impactos materialmente relevantes nas demonstrações financeiras do Banco com a adoção desta alteração. IAS 27 (alteração), Método da equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras separadas (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2016). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. Esta alteração permite que uma entidade aplique o método da equivalência patrimonial na mensuração dos investimentos em subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas, nas demonstrações financeiras separadas. Esta alteração é de aplicação retrospetiva. Não se esperam impactos materialmente relevantes nas demonstrações financeiras com a adoção desta alteração. Alterações à IFRS 10 e IAS 28, Venda ou contribuição de ativos entre um investidor e uma sua Associada ou Empreendimento conjunto (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2016). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. Esta alteração clarifica que na venda ou contribuição de ativos entre um investidor e uma sua associada ou empreendimento conjunto, o ganho/perda apurado é reconhecido na totalidade quando os ativos transferidos constituem um negócio, e apenas parcialmente (na quota-parte detida por terceiros) quando os ativos transferidos não constituem um negócio. Não se esperam impactos materialmente relevantes nas demonstrações financeiras do Banco com a adoção desta alteração. Alterações às IFRS 10, 12 e IAS 28, Entidades de investimento: aplicação da isenção à obrigação de consolidar (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2016). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. Esta 51

53 alteração clarifica que a isenção à obrigação de consolidar aplica-se a uma empresa holding intermédia que constitua uma subsidiária de uma entidade de investimento. Adicionalmente, a opção de aplicar o método da equivalência patrimonial, de acordo com a IAS 28, é extensível a uma entidade, que não é uma entidade de investimento, mas que detém um interesse numa associada ou empreendimento conjunto que é uma Entidade de investimento. Não se esperam impactos materialmente relevantes nas demonstrações financeiras do Banco com a adoção desta alteração. IFRS 11 (alteração), Contabilização da aquisição de interesse numa operação conjunta (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2016).Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. Esta alteração introduz orientação acerca da contabilização da aquisição do interesse numa operação conjunta que qualifica como um negócio, sendo aplicáveis os princípios da IFRS 3 concentrações de atividades empresariais. Não se esperam impactos materialmente relevantes nas demonstrações financeiras do Banco com a adoção desta alteração. Melhorias às normas , (a aplicar, em geral, nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de julho de 2014). Estas melhorias ainda estão sujeitas ao processo de endosso pela União Europeia. Este ciclo de melhorias afeta os seguintes normativos: IFRS 2, IFRS 3, IFRS 8, IFRS 13, IAS 16, IAS 24 e IAS 38. Não se esperam impactos materialmente relevantes nas demonstrações financeiras do Banco com a adoção desta alteração. Melhorias às normas , (a aplicar na União Europeia nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2015). Este ciclo de melhorias afeta os seguintes normativos: IFRS 1, IFRS 3, IFRS 13, e IAS 40. Não se esperam impactos materialmente relevantes nas demonstrações financeiras do Banco com a adoção desta alteração. Melhorias às normas , (a aplicar, em geral, nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2016). Estas melhorias ainda estão sujeitas ao processo de endosso pela União Europeia. Este ciclo de melhorias afeta os seguintes normativos: IFRS 5, IFRS 7, IAS 19 e IAS 34. Não se esperam impactos materialmente relevantes nas demonstrações financeiras do Banco com a adoção desta alteração. IFRS 9 (nova), Instrumentos financeiros (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2018). Esta norma ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. A IFRS 9 substitui os requisitos da IAS 39, relativamente: (i) à classificação e mensuração dos ativos e passivos financeiros; (ii) ao reconhecimento de imparidade sobre créditos a receber (através do modelo da perda esperada); e (iii) aos requisitos para o reconhecimento e classificação da contabilidade de cobertura. Não se esperam impactos materialmente relevantes nas demonstrações financeiras do Banco com a adoção desta norma. IFRS 15 (nova), Rédito de contratos com clientes (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2017). Esta norma ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. Esta nova norma aplica-se apenas a contratos para a entrega de produtos ou prestação de serviços, e exige que a entidade reconheça o rédito quando a obrigação contratual de entregar ativos ou prestar serviços é satisfeita e pelo montante que reflete a contraprestação a que a entidade tem direito, conforme previsto na metodologia dos 5 passos. Não se esperam impactos materialmente relevantes nas demonstrações financeiras do Banco com a adoção desta norma. Interpretações 52

54 IFRIC 21 (nova), Taxas do governo (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 17 de junho de 2014). A IFRIC 21 é uma interpretação à IAS 37 e ao reconhecimento de passivos, clarificando que o acontecimento passado que resulta numa obrigação de pagamento de uma taxa ou imposto (que não imposto sobre o rendimento - IRC) corresponde à atividade descrita na legislação relevante que obriga ao pagamento. Não se esperam impactos materialmente relevantes nas demonstrações financeiras com a adoção desta alteração. 2.2 Relato por segmentos Desde 1 de Janeiro de 2009, o Banco adoptou o IFRS 8 Segmentos Operacionais para efeitos de divulgação da informação financeira por segmentos operacionais (ver Nota 5). Um segmento operacional de negócio é um grupo de ativos e operações utilizados para providenciar produtos ou serviços, sujeitos a riscos e a benefícios, diferentes dos verificados noutros segmentos. O Banco determina e apresenta segmentos operacionais baseados na informação de gestão produzida internamente. 2.3 Participações financeiras em associadas Empresas associadas são aquelas em que o Banco exerce, direta ou indiretamente, uma influência significativa sobre a sua gestão e a sua política financeira mas não detém o controlo da empresa. Presume-se que o Banco exerce influência significativa quando detém o poder de exercer mais de 20% dos direitos de voto da associada. Mesmo quando os direitos de voto sejam inferiores a 20%, o Banco pode exercer influência significativa através da participação na gestão ou na composição dos Conselhos de Administração com poderes executivos. Nas demonstrações financeiras individuais do Banco, as empresas associadas são valorizadas ao custo histórico. Os dividendos de empresas associadas são reconhecidos nos resultados individuais do Banco na data em que são atribuídos ou recebidos. Em caso de evidência objectiva de imparidade, a perda por imparidade é reconhecida em resultados. 2.4 Operações em moeda estrangeira a) Moeda funcional e moeda de apresentação As demonstrações financeiras são apresentadas em euros, sendo esta a moeda funcional e de apresentação do Banco. b) Transações e Saldos Transações em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional com base nas taxas de câmbio indicativas à data das transações. Ganhos e perdas resultantes da conversão de transações em moeda estrangeira, resultantes da sua liquidação e da conversão de ativos e passivos monetários denominados em moedas estrangeiras à taxa de câmbio do final de cada exercício, são reconhecidos na demonstração de resultados, excepto quando façam parte de relações de cobertura de fluxos de caixa ou investimento líquido em moeda estrangeira, que são diferidas em capital. As diferenças de conversão em itens não monetários, tais como instrumentos de capital mensurados ao justo valor com variações reconhecidas em resultados, são registadas como ganhos e perdas de justo valor. Em itens não monetários como sejam instrumentos de capital, classificados como 53

55 disponíveis para venda, as diferenças de conversão são registadas em capital, na reserva de justo valor. 2.5 Instrumentos financeiros derivados Os Instrumentos financeiros derivados são registados ao justo valor, na data em que o Banco negoceia os contratos e subsequentemente são remensurados ao justo valor. Os justos valores são obtidos através de preços de mercados cotados em mercado ativos, incluindo transações de mercado recentes, e modelos de avaliação, nomeadamente: modelos de fluxos de caixa descontados e modelos de valorização de opções. Os derivados são considerados como ativos quando o seu justo valor é positivo e como passivos quando o seu justo valor é negativo. Certos derivados embutidos em outros instrumentos financeiros, como seja a indexação da rendibilidade de instrumentos de dívida ao valor das ações ou índices de ações, são bifurcados e tratados como derivados, quando o seu risco e características económicas não sejam íntima e claramente relacionadas com os do contrato hospedeiro e este não for mensurado ao justo valor com variações reconhecidas em resultados. Estes derivados embutidos são mensurados ao justo valor, com as variações subsequentes reconhecidas na demonstração de resultados. O Banco possui: (i) derivados de negociação, os quais são mensurados ao justo valor, sendo as alterações no seu valor reconhecidas imediatamente em resultados e (ii) derivados de cobertura de justo valor contabilizados em conformidade com o descrito na nota 3.1. a). 2.6 Reconhecimento de juros e rendimentos similares e juros e encargos similares Os proveitos e custos relacionados com juros são reconhecidos na demonstração de resultados para todos os instrumentos mensurados ao custo amortizado, de acordo com o princípio dos acréscimos, utilizando o método de pro rata temporis. Quando for identificada imparidade num ativo ou num conjunto de ativos financeiros, os juros recebidos desse ativo, ou conjunto de ativos, devem ser reconhecidos usando a taxa de juro utilizada para descontar os fluxos de caixa futuros, aquando da mensuração da perda de imparidade. 2.7 Proveitos com comissões As comissões são geralmente reconhecidas de acordo com o princípio dos acréscimos, à medida em que os serviços vão sendo prestados. As comissões das linhas de crédito concedidas, em que é provável que o crédito seja originado, são diferidas (conjuntamente com quaisquer custos diretamente relacionados) e reconhecidas como um ajustamento à taxa de juro efetiva. As comissões resultantes de negociações, ou participações na negociação de uma transação por uma terceira parte tais como a compra de ações ou venda ou compra de um negócio são reconhecidas quando a transação subjacente se encontra finalizada. As comissões de gestão de carteiras e outros aconselhamentos de gestão são reconhecidas de acordo com os serviços contratados normalmente são reconhecidas numa base proporcional de acordo com o tempo decorrido. As comissões de gestão de ativos relacionados com os fundos de investimento são especializadas durante o período em que o serviço é prestado. 2.8 Ativos financeiros Os ativos financeiros são reconhecidos no balanço do Banco na data de negociação ou contratação, que é a data em que o Banco se compromete a adquirir ou a alienar o ativo. No momento inicial, os 54

56 ativos financeiros são reconhecidos pelo justo valor acrescido de custos de transação diretamente atribuíveis, excepto para os ativos ao justo valor através de resultados em que os custos de transação são imediatamente reconhecidos em resultados. Estes ativos são desreconhecidos quando (i) expiram os direitos contratuais do Banco ao recebimento dos seus fluxos de caixa, (ii) o Banco tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção ou (iii) não obstante retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, o Banco tenha transferido o controlo sobre os ativos. Os ativos e passivos financeiros são compensados e apresentados pelo valor líquido, quando e só quando, o Banco tem o direito a compensar os montantes reconhecidos e tem a intenção de liquidar pelo valor líquido. O Banco classifica os seus ativos financeiros nas seguintes categorias: ativos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados, créditos e contas a receber, investimentos detidos até à maturidade e ativos financeiros disponíveis para venda. A gestão determina a classificação dos seus investimentos no reconhecimento inicial. a) Ativos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados Esta categoria está subdividida em duas categorias: Ativos financeiros detidos para negociação e Ativos financeiros designados na opção de justo valor. Um ativo financeiro é classificado nesta categoria, se o principal objectivo associado à sua aquisição for a venda no curto prazo ou se for designado na opção de justo valor pela gestão. Os instrumentos financeiros derivados também são classificados nesta categoria, como ativos financeiros detidos para negociação, excepto quando fazem parte de uma relação de cobertura. Apenas podem ser considerados na opção de justo valor, os Ativos e Passivos financeiros que cumpram um dos seguintes requisitos: Permite a redução de inconsistências significativas na mensuração, no caso em que derivados associados fossem tratados como detidos para negociação e os instrumentos financeiros subjacentes estiverem ao custo amortizado, tal como empréstimos e adiantamentos de clientes ou bancos e títulos de dívida; Alguns investimentos, tais como investimentos de capital, que são geridos e avaliados ao justo valor de acordo com a gestão do risco ou a estratégia de investimento e são reportados à gestão nessa base; e Instrumentos financeiros, como títulos de dívida detidos, contendo um ou mais derivados embutidos que modificam significativamente os fluxos de caixa, são designados pelo justo valor através de resultados. A avaliação destes ativos é efectuada diariamente ou em cada data de reporte, com base no justo valor. No caso das obrigações e outros títulos de rendimento fixo, o valor de balanço inclui o montante de juros corridos e não pagos. Os ganhos e perdas resultantes da alteração de justo valor são reconhecidos em resultados, onde se incluem os montantes de rendimentos de juros e o recebimento de dividendos para os ativos de negociação e para os passivos ao justo valor. Os rendimentos de juros de ativos financeiros ao justo valor através de resultados estão registados na margem financeira. 55

57 Os ganhos e perdas resultantes de alterações no justo valor dos derivados que são geridos em conjunto com os ativos e passivos financeiros designados são incluídos na rubrica Resultados de ativos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados. b) Créditos e contas a receber O crédito e valores a receber abrange os créditos concedidos pelo Banco a Clientes e a Instituições de Crédito, operações de locação financeira, operações de factoring, participações em empréstimos sindicados e créditos titulados (papel comercial e obrigações emitidas por Empresas) que não sejam transaccionadas num mercado ativo e para os quais não haja intenção de venda. Os empréstimos e créditos titulados transaccionados num mercado ativo são classificados como ativos financeiros disponíveis para venda. No momento inicial os créditos e valores a receber são registados ao justo valor. Em geral, o justo valor no momento inicial corresponde ao valor de transação e inclui comissões, taxas ou outros custos e proveitos associados às operações de crédito. Posteriormente, os empréstimos e contas a receber são valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa de juro efetiva e sujeitos a testes de imparidade. Os juros, comissões e outros custos e proveitos associados a operações de crédito são periodificados ao longo da vida das operações, independentemente do momento em que são cobrados ou pagos. As comissões recebidas por compromissos de crédito são reconhecidas de forma diferida e linear durante a vida do compromisso. O Banco classifica em crédito vencido as prestações vencidas de capital ou juros decorridos que sejam, no máximo, trinta dias após o seu vencimento. Nos créditos em contencioso são consideradas vencidas todas as prestações de capital (vincendas e vencidas). Factoring O crédito a clientes inclui os adiantamentos efectuados nas operações de factoring com recurso e o valor das facturas cedidas para cobrança sem recurso, cuja intenção não é a venda no curto prazo, sendo registado na data de aceitação das facturas cedidas pelos Aderentes. As facturas ou outros documentos cedidos pelos Aderentes para cobrança sem recurso bem como a parte adiantada das facturas tomadas com recurso, são registadas no ativo, na rubrica de Créditos sobre clientes. Como contrapartida, é movimentada a rubrica de Outros passivos. As tomadas de facturas com recurso em que o adiantamento de fundos por conta dos respectivos contratos ainda não se verificou, são registadas nas contas extrapatrimoniais pelo valor das facturas tomadas. A conta extrapatrimonial vai sendo regularizada à medida que o adiantamento das facturas for realizado. Os compromissos resultantes de linhas de créditos concedidas a aderentes e ainda não utilizadas são registados nas contas extrapatrimoniais. 56

58 Garantias prestadas e compromissos irrevogáveis As responsabilidades por garantias prestadas e compromissos irrevogáveis são registadas em contas extrapatrimoniais pelo valor em risco, sendo os fluxos de juros, comissões ou outros proveitos registados em contas de resultados ao longo da vida das operações. Estas operações são sujeitas a testes de imparidade. c) Investimentos detidos até à maturidade Esta rubrica inclui ativos financeiros, não derivados, com pagamentos fixados, ou determináveis, e maturidades definidas, que o Banco tem intenção e capacidade de deter até à maturidade. No reconhecimento inicial estes ativos são registados pelo justo valor, deduzido de eventuais comissões incluídas na taxa efetiva, e acrescido de todos os custos incrementais diretamente atribuíveis à transação. Subsequentemente, estes investimentos são valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa de juro efetiva e sujeitos a testes de imparidade. Se num período subsequente o montante da perda de imparidade diminui, e essa diminuição pode ser objectivamente relacionada com um evento que ocorreu após o reconhecimento da imparidade, esta é revertida por contrapartida de resultados do exercício. d) Ativos financeiros disponíveis para venda Os ativos financeiros disponíveis para venda são ativos financeiros não derivados que: (i) o Banco tem intenção de manter por tempo indeterminado, (ii) são designados como disponíveis para venda no momento do seu reconhecimento inicial ou (iii) não se enquadram nas categorias acima referidas. Esta rubrica inclui: Títulos de rendimento fixo que não tenham sido classificados como carteira de negociação nem carteira de crédito ou investimentos detidos até à maturidade; Títulos de rendimento variável disponíveis para venda; e Suprimentos e prestações suplementares de capital em ativos financeiros disponíveis para venda. Os ativos classificados como disponíveis para venda são avaliados ao justo valor, excepto no caso de instrumentos de capital próprio não cotados num mercado ativo e cujo justo valor não pode ser fiavelmente mensurado ou estimado, que permanecem registados ao custo. Os ganhos e perdas resultantes de alterações ao justo valor de ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos diretamente nos capitais próprios na rubrica Reservas de reavaliação de justo valor, excepto no caso de perdas por imparidade e de ganhos e perdas cambiais de ativos monetários, até que o ativo seja vendido, no momento em que o ganho ou perda anteriormente reconhecido no capital próprio é registado em resultados. Os juros corridos de obrigações e outros títulos de rendimento fixo e as diferenças entre o custo de aquisição e o valor nominal (prémio ou desconto), são registados em resultados, de acordo com o método da taxa efetiva. Os rendimentos de títulos de rendimento variável (dividendos no caso de ações) são registados em resultados, na data em que são atribuídos ou recebidos. De acordo com este critério, os dividendos antecipados são registados como proveitos no exercício em que é deliberada a sua distribuição. 57

59 Em caso de evidência objectiva de imparidade, resultante de diminuição significativa e prolongada do justo valor do título ou de dificuldade financeira do emitente, a perda acumulada na reserva de reavaliação de justo valor é removida do capital próprio e reconhecida nos resultados. As perdas por imparidade registadas em títulos de rendimento fixo podem ser revertidas através de resultados, se houver uma alteração positiva no justo valor do título resultante de um evento ocorrido após a determinação da imparidade. As perdas por imparidades relativas a títulos de rendimento variável não podem ser revertidas. No caso de títulos para os quais tenha sido reconhecida imparidade, posteriores variações negativas de justo valor são sempre reconhecidas em resultados. As variações cambiais de ativos não monetários (instrumentos de capital próprio) classificados na carteira de disponíveis para venda são registadas em reservas de justo valor. As variações cambiais dos restantes títulos são registadas em resultados. 2.9 Imparidade de ativos financeiros a) Ativos mensurados ao custo amortizado O Banco avalia a cada data de balanço, se existe evidência objectiva de imparidade num ativo ou grupo de ativos financeiros. Um ativo ou grupo de ativos financeiros encontra-se em imparidade e as perdas de imparidade já foram incorridas, se e só se, existir evidência objectiva de imparidade em resultado de um ou mais eventos ocorridos após a mensuração inicial do ativo, e esse evento (ou eventos) tem impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo ou grupo de ativos financeiros e estes podem ser estimados com fiabilidade. Evidência objectiva que um ativo ou grupo de ativos financeiros se encontra em imparidade, inclui dados observáveis, que o Banco tenha conhecimento, sobre os seguintes eventos de perda: (i) dificuldades financeiras significativas do emitente; (ii) incumprimento do contrato, como por exemplo atraso no pagamento do capital e/ou juros; (iii) facilidades concedidas ao devedor decorrentes das suas dificuldades financeiras, que não existiriam noutras circunstâncias; (iv) probabilidade elevada de falência ou de reorganização financeira do devedor; (v) desaparecimento de mercado ativo para um ativo financeiro devido a dificuldades financeiras; (vi) informação indicativa que ocorrerá uma diminuição mensurável nos fluxos de caixa futuros estimados de um conjunto de ativos financeiros desde o seu reconhecimento inicial, embora essa diminuição não seja ainda identificável individualmente nos ativos do Banco, incluindo: alterações adversas nas condições e/ou capacidade de pagamentos do grupo; as condições económicas nacionais ou locais correlacionáveis com o incumprimento de ativos de um grupo. Inicialmente, o Banco avalia se existe evidência objectiva de imparidade, para ativos financeiros que individualmente sejam significativos, e individualmente ou em grupo para ativos financeiros que não são individualmente significativos. Se o Banco determinar que não existe evidência objectiva de imparidade para um ativo financeiro analisado individualmente, seja este significativo ou não, inclui esse ativo num grupo de ativos financeiros com risco de crédito similar e analisa em grupo a existência de imparidade. 58

60 Se existir evidência objectiva de que o Banco incorreu numa perda de imparidade em créditos e contas a receber, ou investimentos detidos até à maturidade, o montante das perdas é determinado através da diferença entre o valor de balanço desses ativos e o valor atual dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo perdas de imparidade futuras que ainda não tenham sido incorridas), descontados à taxa de juro efetiva original do ativo financeiro. O valor de balanço do ativo é reduzido através da utilização de uma conta de provisões e o montante da perda é reconhecido na demonstração de resultados. O Banco pode ainda determinar as perdas de imparidade, através do justo valor dos instrumentos, recorrendo a preços de mercado observáveis. Na análise da existência de imparidade em base de portfólio, o Banco estima a probabilidade de uma operação ou cliente em situação regular entrar em incumprimento durante o período emergente (período estimado entre a ocorrência da perda e a sua identificação). Para a análise de existência de imparidade em grupos de ativos, os ativos financeiros são agrupados tendo por base características de risco de crédito similares (ie, tendo por base o processo de classificação do Banco que considera o tipo de ativos, localização geográfica, tipo de garantia recebida, incumprimento e outros factores considerados relevantes). Essas características são relevantes para a estimativa dos fluxos de caixa futuros de grupos de ativos financeiros, uma vez que são indicativos da capacidade do devedor fazer face aos montantes a pagar, de acordo com os termos contratuais dos ativos a serem avaliados. Os fluxos de caixa futuros de um grupo de ativos financeiros, avaliados em conjunto para efeitos de imparidade, são estimados tendo por base os fluxos de caixa contratuais dos ativos do grupo e dados históricos relativos a perdas em ativos com características de risco de crédito similares aos que integram o grupo. Os dados históricos são ajustados tendo por base dados correntes observáveis, afim destes refletirem os efeitos das condições correntes que não afectaram o período em que os dados históricos foram recolhidos e para remover os efeitos de condições que existiam quando os dados históricos foram recolhidos, mas que não existem correntemente. Se, num período subsequente, o montante das perdas de imparidade diminuir e essa diminuição possa ser atribuída a um evento que tenha ocorrido depois de ter sido registada a imparidade (como por exemplo uma melhoria no rating de crédito do devedor), o montante previamente reconhecido é revertido através do ajustamento da conta de provisões. O montante da reversão é reconhecido diretamente na demonstração de resultados. Os créditos concedidos a clientes cujos termos tenham sido renegociados, deixam de ser considerados como vencidos e passam a ser tratados como novos créditos. Os procedimentos de reestruturação incluem: alargamento das condições de pagamento, planos de gestão aprovados, alteração e diferimento de pagamentos. As práticas e políticas de reestruturação são baseadas em critérios que, do ponto de vista da gestão do Banco, indiciam que os pagamentos têm elevada probabilidade de continuar a ocorrer. b) Ativos mensurados ao justo valor O Banco avalia, a cada data de balanço, se existe evidência objectiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos está em imparidade. No caso dos investimentos em instrumentos de capital classificados como disponíveis para venda, um declínio no justo valor, abaixo do seu custo de aquisição, significativo ou prolongado é tido em consideração para determinar se os mesmos se encontram em imparidade. Se existir evidência de imparidade em ativos classificados como disponíveis para venda, as perdas acumuladas determinadas através da diferença entre o custo de aquisição e o justo valor, menos qualquer perda de imparidade nesse ativo financeiro, que tenha sido 59

61 reconhecida anteriormente em resultados é transferida de capitais próprios para a demonstração de resultados. Perdas de imparidade em instrumentos de capital próprio, que tenham sido reconhecidas na demonstração de resultados, não são reversíveis. Se num período posterior, o justo valor de um instrumento de dívida classificado como disponível para venda, aumentar e esse acréscimo estiver objectivamente relacionado com um evento ocorrido depois da perda de imparidade ter sido reconhecida em resultados, a perda de imparidade é revertida através do seu registo na demonstração de resultados Ativos intangíveis - Software informático As licenças de software adquiridas são capitalizadas de acordo com os custos incorridos para a sua aquisição e para a sua entrada em funcionamento. Estes custos são amortizados segundo a vida útil esperada. Os custos associados ao desenvolvimento ou manutenção de software são reconhecidos como custos do exercício quando incorridos. Os custos diretamente associados à produção de produtos de software únicos e identificáveis, controlados pelo Banco e que provavelmente irão gerar benefícios económicos futuros, por mais de um ano e que excedem os custos, são reconhecidos como ativos intangíveis. Os custos de desenvolvimento de software reconhecidos como ativos são amortizados durante a sua vida útil, utilizando o método das quotas constantes Ativos tangíveis Os imóveis são compostos essencialmente por escritórios e balcões do Banco. Todos os ativos tangíveis são mensurados ao custo histórico menos amortizações. O custo histórico inclui despesas diretamente atribuíveis à aquisição dos ativos. Os custos subsequentes são incluídos no valor de balanço do ativo ou reconhecidos como outro ativo, apenas se for provável que associado à detenção desse ativo, o Banco tenha benefícios económicos futuros e ainda que o custo do ativo possa ser mensurado com fiabilidade. Todos os restantes custos associados a operações de manutenção e reparação são imputados à demonstração de resultados, no período em que são incorridos. Os terrenos não são amortizados. A amortização dos restantes ativos tangíveis é calculada seguindo o método das quotas constantes, durante a sua vida útil estimada, de modo a reduzir o seu custo até ao seu valor residual, como segue: Anos de vida útil Edifícios de uso próprio 50 Obras em edifícios arrendados 10, ou durante o período de arrendamento se este for inferior a 10 anos Mobiliário e material 5 a 8 Equipamento informático 3 e 4 Equipamento de transporte 4 Outro equipamento 4 a 10 60

62 Os ativos tangíveis sujeitos a amortização são submetidos a testes de imparidade sempre que eventos ou alterações em certas circunstâncias indiquem que o seu valor de balanço poderá não ser recuperável. O valor de balanço de um ativo é imediatamente ajustado para o seu valor recuperável, se o seu valor de balanço for superior ao valor estimado de recuperação. O montante recuperável é o maior entre o valor de uso e o justo valor do ativo, menos os custos de venda. Os ganhos e perdas resultantes de alienações resultam da comparação do valor de realização e o valor de balanço. Estes ganhos e perdas são registados na demonstração de resultados Ativos tangíveis detidos para venda Os ativos (imóveis, equipamentos e outros bens) recebidos em dação em cumprimento de operações de crédito são registados na rubrica Ativos tangíveis detidos para venda pelo valor acordado no contrato de dação, o qual corresponde ao menor dos valores da dívida existente ou da avaliação do imóvel, à data da dação. A política do Banco para este tipo de ativos é de proceder à sua alienação, no prazo mais curto em que tal seja praticável. Estes imóveis são objecto de avaliações periódicas que dão lugar a perdas por imparidade sempre que o valor decorrente dessas avaliações seja inferior ao valor por que se encontram contabilizados (ver nota 29). As mais-valias potenciais nestes ativos não são reconhecidas no balanço Locações a) Como locatário As locações efectuadas pelo Banco são essencialmente realizadas sobre equipamentos de transporte, sendo que existem contratos classificados como locações financeiras e outros como locações operacionais. Os pagamentos efectuados nas locações operacionais são registados na demonstração de resultados. Quando uma locação operacional é cessada antes que o período de locação tenha expirado, qualquer pagamento requerido pelo locador, a título de indemnização, é reconhecido como um custo no período em que a operação seja cessada. Os contratos de locação financeira são registados nas datas do seu início, na respectiva rubrica de ativos tangíveis ou intangíveis, por contrapartida da rubrica de Outros passivos, pelo mínimo entre (i) o justo valor do ativo e (ii) valor atual dos pagamentos mínimos da locação financeira. Os custos incrementais pagos na locação são adicionados ao ativo reconhecido. Os ativos tangíveis são amortizados de acordo com o definido na Nota As rendas são constituídas (i) pelo encargo financeiro que é debitado em custos e (ii) pela amortização financeira do capital que é deduzido à rubrica Outros passivos. Os encargos financeiros são reconhecidos como custos ao longo do período de locação, a fim de produzir uma taxa de juro periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo para cada período. No entanto, se não houver certeza razoável de que o Banco obterá a posse no fim do prazo da locação, o ativo deve ser totalmente depreciado durante o prazo da locação ou da sua vida útil, o que for mais curto. 61

63 b) Como locador Os ativos detidos sob locação financeira são registados como créditos concedidos, pelo valor atual dos pagamentos a efetuar na locação. A diferença entre o valor bruto a receber e o valor atual do saldo a receber é reconhecido como um proveito financeiro a receber. Os juros incluídos nas rendas debitadas aos clientes são registados em proveitos, enquanto que as amortizações de capital, também incluídas nas rendas, são deduzidas ao valor global do crédito inicialmente concedido. O reconhecimento do resultado financeiro reflecte uma taxa de retorno periódica constante sobre o investimento líquido remanescente do locador Provisões Provisões para outros riscos e encargos As provisões para custos de reestruturação e processos legais, são reconhecidas sempre que: o Banco tenha uma obrigação legal ou construtiva resultante de acontecimentos passados; sempre que for mais provável existir uma saída de recursos (do que não existir essa saída de recursos), para liquidar uma obrigação; e o montante possa ser estimado com fiabilidade. Provisões para riscos específicos e gerais de crédito Nas demonstrações financeiras, a carteira de crédito e garantias está sujeita à constituição de provisões nos termos do Aviso do Banco de Portugal nº 3/95, nomeadamente para: crédito vencido e crédito de cobrança duvidosa; riscos gerais de crédito; risco-país. Estas provisões incluem: (i) uma provisão específica para crédito e juros vencidos apresentada no ativo como dedução à rubrica Créditos a clientes, calculada mediante a aplicação de taxas que variam entre 0,5% e 100% sobre os saldos de crédito e juros vencidos, em função da classe de risco e da existência ou não de garantias (ver nota 23); (ii) uma provisão específica para créditos de cobrança duvidosa, apresentada no ativo a deduzir à rubrica Créditos a clientes, que corresponde à aplicação das taxas previstas para as classes de incumprimento, às prestações reclassificadas como vencidas de uma mesma operação de crédito, assim como a aplicação, aos créditos vincendos de um mesmo cliente em que se verifique que as prestações em mora de capital e juros excedem 25% do capital em dívida acrescido dos juros vencidos, de metade das taxas de provisionamento aplicáveis aos créditos vencidos (ver nota 23); (iii) uma provisão genérica para riscos gerais de crédito, evidenciada no passivo, na rubrica provisões para riscos e encargos, correspondente a um mínimo de 1% do total do crédito não vencido pelo Banco, incluindo o representado por garantias e avales prestados, excepto para o crédito ao consumo em que a taxa de provisão ascende a um mínimo de 1,5% do referido crédito e para o crédito garantido por hipoteca sobre imóvel destinado à habitação do mutuário, em que se aplica a taxa mínima de 0,5% (ver nota 35); e 62

64 (iv) uma provisão para risco-país, constituída para fazer face ao risco imputado aos ativos financeiro e elementos extra patrimoniais sobre residentes de países considerados de risco, conforme Instrução do Banco de Portugal nº 94/96 (ver nota 23 e 35) Benefícios a empregados a) Responsabilidades com pensões de reforma e sobrevivência Face às responsabilidades assumidas no âmbito do Acordo Colectivo de Trabalho do Sector Bancário, o Banco constituiu um Fundo de Pensões destinado a cobrir as responsabilidades com pensões de reforma por velhice, invalidez e sobrevivência, relativamente à totalidade do pessoal, calculadas em função dos salários projetados do pessoal no ativo. O fundo de pensões é suportado através de contribuições efectuadas, com base nos montantes determinados por cálculos atuariais periódicos. Um plano de pensões de benefícios definidos é um plano de pensões que define o montante de benefícios com pensões que um empregado irá receber quando se reformar, estando normalmente dependente de um ou mais factores nomeadamente, idade, anos de serviço e compensações. O Banco determina anualmente o valor das responsabilidades com serviços passados através de cálculos atuariais pelo método Projected Unit Credit para as responsabilidades com serviços passados por velhice e método de Prémios Únicos Sucessivos para o cálculo dos benefícios de invalidez e sobrevivência. Os pressupostos atuariais (financeiros e demográficos) têm por base expectativas à data de balanço para o crescimento dos salários e das pensões e baseiam-se em tábuas de mortalidade adaptadas à população do Banco. A taxa de desconto é determinada com base em taxas de mercado de obrigações de empresas de baixo risco, de prazo semelhante ao da liquidação das responsabilidades. Os pressupostos são mutuamente compatíveis. O valor das responsabilidades inclui, para além dos benefícios com pensões de reforma, os benefícios com cuidados médicos pós-emprego (SAMS) e com subsídio de morte na reforma. Até 31 de Dezembro de 2012, o Banco reconhecia o valor acumulado líquido (após 1 de Janeiro de 2004) dos ganhos e perdas atuariais resultantes de alterações nos pressupostos atuariais e financeiros e de diferenças entre os pressupostos atuariais e financeiros utilizados e os valores efetivamente verificados, na rubrica Outros ativos ou Outros passivos Desvios atuariais. Eram enquadráveis no corredor, os ganhos ou perdas atuariais acumuladas que não excediam 10% do valor das responsabilidades com serviços passados ou 10% do valor do fundo de pensões, dos dois o maior. Os valores que excediam o corredor eram amortizados em resultados pelo período de tempo médio até à idade esperada de reforma dos trabalhadores abrangidos pelo plano. Em 1 de Janeiro de 2013, o BAPOP alterou a sua política contabilística de reconhecimento de desvios atuariais e financeiros de planos de pensões e outros benefícios pós-emprego de benefício definido, de acordo com as disposições da IAS 19 Revised. Os ganhos e perdas atuariais e financeiras passam a ser reconhecidos no período em que ocorrem directamente nos capitais próprios, na Demonstração de Rendimento Integral. Os acréscimos de responsabilidades por serviços passados decorrente da passagem de trabalhadores à situação de reforma antecipada são integralmente reconhecidos como custo nos resultados do exercício em que se verificam. Os acréscimos de responsabilidades por serviços passados decorrentes de alterações das condições dos Planos de Pensões são integralmente reconhecidos como custo no caso de benefícios 63

65 adquiridos, ou amortizados durante o período que decorre até os benefícios se tornarem adquiridos. O saldo dos acréscimos de responsabilidades ainda não relevados como custo está registado na rubrica de Outros ativos. A cobertura das responsabilidades com serviços passados (benefícios pós-emprego) é assegurada por um fundo de pensões. O valor dos fundos de pensões corresponde ao justo valor dos seus ativos à data do balanço. O regime de financiamento pelo fundo de pensões está definido no Aviso n.º 4/2005, do Banco de Portugal, que determina a obrigatoriedade de financiamento integral das responsabilidades por pensões em pagamento e de um nível mínimo de financiamento de 95% das responsabilidades por serviços passados de pessoal no ativo. Nas demonstrações financeiras do Banco, o valor das responsabilidades com serviços passados por pensões de reforma, líquido do valor do fundo de pensões, está registado na rubrica Outros passivos. Os resultados do Banco incluem os seguintes custos relativos a pensões de reforma e sobrevivência: Custo do serviço corrente; Custo dos juros da totalidade das responsabilidades; Rendimento esperado dos fundos de pensões; Custos com acréscimo de responsabilidades por reformas antecipadas; Prémio de seguro de seguro de vida Multiprotecção (ver nota 37); Comissão de gestão da sociedade gestora do fundo. Na data da transição, o Banco adoptou a possibilidade permitida pela IFRS 1 de não recalcular os ganhos e perdas atuariais diferidos desde o início dos planos (opção designada por reset). Deste modo, os ganhos e perdas atuariais diferidos registados nas contas do Banco em 31 de Dezembro de 2003, foram integralmente anulados por contrapartida de resultados transitados na data da transição 1 de Janeiro de b) Prémios de antiguidade O Banco ao aderir ao Acordo Colectivo de Trabalho para o Sector Bancário Português assume o compromisso de atribuir aos trabalhadores no ativo que completem quinze, vinte e cinco e trinta anos de bom e efetivo serviço, um prémio de antiguidade de valor igual, respectivamente, a um, dois ou três meses da sua retribuição mensal efetiva no ano da atribuição. O Banco determina anualmente o valor atual dos benefícios com prémios de antiguidade através de cálculos atuariais pelo método Projected Unit Credit. Os pressupostos atuariais (financeiros e demográficos) têm por base expectativas à data de balanço para o crescimento dos salários e baseiam-se em tábuas de mortalidade adaptadas à população do Banco. A taxa de desconto é determinada com base em taxas de mercado de obrigações de empresas de baixo risco, de prazo semelhante ao da liquidação das responsabilidades. Os pressupostos são mutuamente compatíveis. As responsabilidades por prémios de antiguidade são registadas na rubrica Outros passivos. Os resultados do Banco incluem os seguintes custos relativos a responsabilidades por prémios de antiguidade: custo do serviço corrente (custo do ano); custo dos juros; 64

66 ganhos e perdas resultantes de desvios atuariais, de alterações de pressupostos ou da alteração das condições dos benefícios Impostos diferidos Os impostos diferidos são registados utilizando o método da dívida de balanço, baseado nas diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos ativos e passivos para preparação de demonstrações financeiras e os montantes apurados para tributação. Os impostos diferidos são calculados utilizando a taxa efetiva de imposto sobre os lucros apurada à data de balanço e que é expectável que venha a ser aplicada quando os referidos impostos diferidos ativos sejam realizados ou os impostos diferidos passivos sejam liquidados. São reconhecidos impostos diferidos ativos, se for provável que no futuro existam impostos sobre lucros suficientes para que possam ser utilizados. Os impostos sobre os lucros, baseados na aplicação das taxas legais em cada jurisdição são reconhecidos como custo no período em que os lucros sejam originados. Os efeitos fiscais dos prejuízos fiscais reportáveis são reconhecidos como um ativo quando é provável que os futuros lucros tributáveis sejam suficientes para que os prejuízos fiscais reportáveis sejam utilizados. Os impostos diferidos relacionados com a reavaliação do justo valor de um investimento disponível para venda, que é debitado ou creditado diretamente em capital próprio, também são creditados ou debitados diretamente em capital próprio e subsequentemente são reconhecidos na demonstração de resultados juntamente com os ganhos ou perdas diferidos Passivos financeiros O Banco classifica os seus passivos financeiros nas seguintes categorias: passivos financeiros detidos para negociação, outros passivos financeiros ao justo valor através de resultados, recursos de bancos centrais, recursos de outras instituições de crédito, recurso de clientes, responsabilidades representadas por títulos e outros passivos subordinados. A gestão determina a classificação dos seus investimentos no reconhecimento inicial. a) Passivos financeiros detidos para negociação e ao justo valor através de resultados Esta rubrica inclui essencialmente depósitos com rendimento indexado a cabazes de ações ou índices e o justo valor negativo dos contratos de derivados. A avaliação destes passivos é efectuada com base no justo valor. O valor de balanço dos depósitos inclui o montante dos juros corridos e não pagos. b) Recursos de bancos centrais, de outras instituições de crédito e de clientes Após o reconhecimento inicial, os depósitos e recursos financeiros de clientes, de bancos centrais e de instituições de crédito são valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa de juro efetiva. c) Responsabilidades representadas por títulos e outros passivos subordinados Estes passivos são reconhecidos inicialmente ao justo valor, sendo este o seu montante de emissão líquido de custos de transação incorridos. Estes passivos são subsequentemente mensurados ao custo amortizado e qualquer diferença entre o montante líquido recebido na transação e o valor de 65

67 reembolso é reconhecido na demonstração de resultados durante o período do passivo utilizando o método da taxa de juro efetiva. Se o Banco adquirir a sua própria dívida, esse montante é retirado ao valor do balanço e a diferença entre o valor de balanço do passivo e o montante despendido na aquisição é registado em resultados Ativos não correntes detidos para venda Os ativos não correntes, ou grupos para alienação, são classificados como detidos para venda sempre que se determine que o seu valor de balanço será recuperado através de venda. Esta condição apenas se verifica quando a venda seja altamente provável e o ativo esteja disponível para venda imediata no seu estado atual. A operação de venda deverá verificar-se até um período máximo de um ano após a classificação nesta rubrica. Uma extensão do período durante o qual se exige que a venda seja concluída não exclui que um ativo, ou grupo para alienação, seja classificado como detido para venda se o atraso for causado por acontecimentos ou circunstâncias fora do controlo do Banco e se mantiver o compromisso de venda do ativo. Imediatamente antes da classificação inicial do ativo, ou grupo para alienação, como detido para venda, a mensuração dos ativos não correntes (ou de todos os ativos e passivos do grupo) é efectuada de acordo com os IFRS aplicáveis. Subsequentemente, estes ativos ou grupos para alienação, são remensurados ao menor valor entre o valor de reconhecimento inicial e o justo valor deduzido dos custos de venda. 3. Gestão do risco financeiro 3.1 Estratégia usada em instrumentos financeiros Face à atividade que desenvolve, o Banco capta recursos essencialmente através de depósitos de clientes e de operações de mercado monetário. Para além da atividade de concessão de crédito, o Banco aplica ainda os recursos captados em investimentos financeiros, em particular, num conjunto de instrumentos que compõem a atual carteira de títulos do Banco. A carteira de títulos - incluindo ativos financeiros disponíveis para venda e carteira de negociação - ascendia no final de 2014 a cerca de 1,9 mil milhões de euros, representando cerca de 23% do total do ativo líquido do Banco Popular. A tipologia destes ativos apresentava a seguinte composição: 0,7% de dívida pública portuguesa, 73,2% de dívida pública espanhola, 21,6% de instituições financeiras e 4,5% de outros emissores. Para fazer face ao risco de taxa de juro, o Banco efetuou operações de swap de taxa de juro e operações de mercado monetário, procurando assim controlar a variabilidade do risco de taxa de juro e dos fluxos gerados por estes ativos. a) Cobertura do justo valor Os ganhos e perdas resultantes da reavaliação de derivados de cobertura são registados em resultados. Os ganhos e perdas na variação do justo valor de ativos e passivos financeiros cobertos, correspondentes ao risco coberto, são também reconhecidos em resultados, por contrapartida do valor de balanço dos ativos ou passivos cobertos, no caso de operações ao custo amortizado ou por contrapartida da reserva de reavaliação de justo valor, no caso de ativos disponíveis para venda. Os testes de eficácia de cobertura são devidamente documentados numa base regular, assegurandose a existência de comprovativos durante a vida das operações cobertas. Se a cobertura deixar de 66

68 cumprir com os critérios exigidos pela contabilidade de cobertura, esta deverá ser descontinuada prospectivamente. b) Cobertura de cash flow Numa operação de cobertura da exposição à variabilidade de fluxos de caixa futuros de elevada probabilidade (cash-flow hedge), a parte efetiva das variações de justo valor do derivado de cobertura são reconhecidas em reservas, sendo transferidas para resultados nos períodos em que o respectivo item coberto afectar resultados. Se for previsível que a operação coberta não se efetuará, os montantes ainda registados em capital próprio são imediatamente reconhecidos em resultados e o instrumento de cobertura é transferido para a carteira de negociação. O Banco possui algum risco de cash-flow no que se refere a posições em aberto em moeda estrangeira. No entanto, face à escassa materialidade da posição global normalmente existente, não são efectuadas quaisquer operações de cobertura da mesma. 3.2 Ativos e passivos financeiros mensurados ao justo valor A Administração do Banco considera que à data de 31 de Dezembro de 2014, o justo valor dos ativos e passivos financeiros ao custo amortizado não difere significativamente do correspondente valor de balanço. Na determinação do justo valor de um ativo ou passivo financeiro, se existir um mercado ativo, o preço de mercado é aplicado. No caso de não existir um mercado ativo, o que é o caso para alguns dos ativos e passivos financeiros, são utilizadas técnicas de valorização geralmente aceites no mercado, baseadas em pressupostos de mercado. Os resultados financeiros líquidos de ativos e passivos financeiros ao justo valor não qualificados como de cobertura, inclui um valor de milhares de euros (2013: milhares de euros). Assim, a variação de justo valor reconhecida em resultados no período analisa-se como segue: Ativos financeiros ao justo valor através de resultados Justo Valor Variação Justo Valor Variação Derivados de negociação Sw aps de taxa de juro Futuros Opções Ativos financeiros disponíveis para venda Instrumentos de dívida emitidos por residentes Instrumentos de capital emitidos por residentes Outros instrumentos de capital emitidos por residentes Instrumentos de dívida emitidos por não residentes Instrumentos de capital emitidos por não residentes Passivos financeiros ao justo valor através de resultados Derivados de negociação Sw aps de taxa de juro Futuros Opções

69 O quadro seguinte classifica as mensurações do justo valor dos ativos e passivos financeiros do Banco, baseando-se numa hierarquia do justo valor que reflete o significado dos inputs utilizados na mensuração, conforme os seguintes níveis: - Nível 1: preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos; - Nível 2: inputs diferentes dos preços cotados incluídos no Nível 1 que sejam observáveis para o ativo ou passivo, quer diretamente (i.e., como preços), quer indiretamente (i.e., derivados dos preços); - Nível 3: inputs para o ativo ou passivo que não se baseiam em dados de mercado observáveis (inputs não observáveis). Ativos e Passivos mensurados ao justo valor Nível 1 Nível 2 Nível 3 Total Nível 1 Nível 2 Nível 3 Total Ativos financeiros detidos para negociação Títulos de rendimento variável Derivados Outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados Títulos de rendimento fixo Ativos financeiros disponíveis para venda Títulos de dívida Títulos de capital Derivados de cobertura Total dos Ativos mensurados ao justo valor Passivos financeiros detidos para negociação (Derivados) Derivados de cobertura Total dos Passivos mensurados ao justo valor Risco de crédito O Banco assume exposições de risco de crédito, que é o risco da possível perda causada pelo incumprimento das obrigações contratuais das contrapartes da entidade. No caso dos financiamentos produz-se como consequência da não recuperação do capital, juros e comissões, nos termos da dívida, prazos e demais condições estabelecidas nos contratos. No que se refere a riscos fora de balanço, deriva do incumprimento pela contraparte das suas obrigações perante terceiros, o que implica que a entidade os assuma como próprios em função do compromisso contraído. O Banco estrutura os níveis de risco de crédito que assume através de limites estabelecidos de montantes de risco aceitável em relação ao mutuário ou grupo de mutuários e a segmentos geográficos e industriais. A exposição ao risco de crédito é gerida através de uma análise regular da capacidade de mutuários e potenciais mutuários de satisfazer obrigações de pagamento de capital e juros, e por alterar estes limites de empréstimos quando apropriado. Exposições a risco de crédito são também geridas em parte pela obtenção de colaterais e garantias pessoais ou empresariais. 68

70 - Colaterais O Banco utiliza uma diversidade de políticas e práticas de forma a mitigar o risco de crédito. A mais tradicional é a obtenção de garantias colaterais aquando do adiantamento de fundos. O Banco implementa orientações em relação à aceitabilidade de classes específicas de colateral ou de mitigação do risco de crédito. Os principais tipos de colateral para créditos e valores a receber são: - Hipotecas sobre imóveis; - Penhores de aplicações efectuadas no Banco; - Penhor de ativos como instalações, inventários e contas a receber; - Penhor sobre instrumentos financeiros, como títulos de dívida e ações. Financiamentos de longo prazo a entidades empresariais e individuais, são geralmente garantidos; créditos individuais de baixo valor e recorrentes geralmente não têm garantia. Adicionalmente, com o intuito de minimizar a perda, no momento em que existem indicadores de imparidade para os créditos e valores a receber, o Banco procura colaterais adicionais das contrapartes relevantes. O colateral detido para ativos financeiros, que não empréstimos e adiantamentos, é determinado pela natureza do instrumento. Instrumentos de dívida, tesouro e outros títulos geralmente não se encontram colaterizados. - Compromissos de concessão de crédito O objectivo principal destes instrumentos é assegurar que os fundos são disponibilizados a um cliente à medida que este os requisite. Compromissos de extensão de crédito representam partes não utilizadas de autorizações para estender o crédito na forma de empréstimos, garantias ou letras de crédito. Relativamente ao risco de crédito em compromissos de extensão de crédito, o Banco está potencialmente exposto a uma perda no montante igual ao total dos seus compromissos não utilizados. Contudo, o montante provável de perda é muito menor que a soma dos compromissos não utilizados em virtude dos compromissos de extensão de crédito serem revogáveis e estarem dependentes dos clientes manterem uma qualidade de crédito específica. O Banco monitoriza o prazo de vencimento de compromissos de crédito pois os compromissos de longo-prazo têm geralmente um maior grau de risco de crédito do que compromissos a curto-prazo. - Exposição máxima ao risco de crédito Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, a exposição máxima ao risco de crédito analisa-se como segue: Balanço Disponib. em outras instit. de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Outros ativos fin. justo valor através resultados Ativos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Outros ativos Fora de Balanço Garantias financeiras Outras garantias Compromissos de concessão de crédito Créditos documentários Total

71 O quadro acima representa o pior cenário a nível de exposição do Banco a risco de crédito a 31 de Dezembro de 2014 e 2013, sem ter em consideração qualquer colateral detido ou outras melhorias de crédito. Para ativos no balanço, a exposição acima é baseada na sua quantia escriturada como reportada na face do Balanço. Tal como se pode verificar no quadro acima, 68,7 % do total da exposição máxima resulta de crédito a clientes (2013: 60,0%). A gestão está confiante na sua capacidade de continuar a controlar e manter uma exposição mínima ao risco de crédito do Banco, que resulta maioritariamente da sua carteira de crédito a clientes, baseando-se no seguinte: - 60,3% do montante de crédito a clientes possui garantias reais; - 94,3% do portfólio de crédito a clientes não se encontra vencido. - Concentração por sector de atividade de ativos financeiros com risco de crédito Os quadros abaixo apresentam a exposição do Banco de acordo com os valores de balanço dos ativos (excluindo juros corridos), discriminados por sector de atividade: Instituições Sector Construção Outras Particulares Financeiras Público e Act. Imob. Indústrias Serviços Habitação O. Créditos Disponib. em outras instit. de crédito Ativos financeiros detidos p/ negociação Ativos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Ativos não correntes detidos para venda Outros ativos Instituições Sector Construção Outras Particulares Financeiras Público e Act. Imob. Indústrias Serviços Habitação O. Créditos Disponib. em outras instit. de crédito Ativos financeiros detidos p/ negociação Out. at. fin. justo valor através resultados Ativos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Ativos não correntes detidos p/ venda Outros ativos Segmentação geográfica de ativos, passivos e extra patrimoniais O Banco opera na sua totalidade no mercado nacional, não sendo relevante a apresentação por segmento geográfico, visto que não existe uma componente identificável dentro de um ambiente económico específico e que esteja sujeito a riscos ou benefícios diferenciáveis de outros. 70

72 3.5 Risco de mercado O risco de mercado é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido a movimentos desfavoráveis no preço de mercado dos instrumentos da carteira de negociação, provocados por flutuações em cotações de ações, taxas de juro e taxas de câmbio. Em 31 de Dezembro de 2014, a carteira de títulos do Banco ascendia a cerca de 1,9 mil milhões de euros, dos quais apenas cerca de 39 milhões de euros estavam classificados como ativos financeiros detidos para negociação. - Análise de sensibilidade No âmbito do exercício de stress-test o Banco Popular efetua uma análise de sensibilidade a oscilações de 30% dos índices acionistas. No caso de ocorrência de uma desvalorização com esta ordem de grandeza, conclui-se da não necessidade de capital adicional. Refira-se adicionalmente que, à data de referência, o risco de mercado representava apenas cerca de 0,002% do total dos ativos ponderados por risco (RWA) calculados de acordo com as regras do CRD IV/CRR. 3.6 Risco de taxa de câmbio O contravalor, em milhares de euros, dos elementos à vista do ativo e do passivo expresso em moeda estrangeira decompõe-se como segue: Ativos USD GBP CHF JPY CAD AUD NOK Outros Caixa Disponib. em O.I.C.'s Ativos financ. dispon. p/ venda Aplicações em instit. de crédito Crédito a clientes Outros ativos Passivos Recursos de O.I.C.'s Recursos de clientes Outros passivos Posições de balanço líquidas Cambiais a prazo Posições líquidas Total de ativos Total de passivos Posições de balanço líquidas Cambiais a prazo Posições líquidas

73 - Análise de sensibilidade A atividade do Banco Popular Portugal em moeda estrangeira consiste em efetuar transações tendo por base operações com clientes. Neste quadro, a posição cambial global do Banco é tendencialmente nula. Assim, como se pode constatar, qualquer que seja o impacto em termos cambiais nos preços das moedas, o impacto em termos de resultados para o Banco é financeiramente imaterial, razão pela qual não são efectuadas análises de sensibilidade. 3.7 Risco de taxa de juro O risco avalia o impacto na margem financeira e nos fundos próprios como resultado de variações nas taxas de juro do mercado. O risco de taxa de juro do balanço é medido por um modelo de repricing gap sobre os ativos e passivos susceptíveis a variações de taxa de juro, em consonância com a instrução nº 19/2005 do Banco de Portugal. De um modo sucinto, este modelo agrupa os ativos e passivos sensíveis a variações em intervalos de tempo fixos (datas de vencimento ou de primeira revisão de taxa de juro, quando a mesma está indexada), a partir dos quais se calcula um impacto potencial sobre a margem de intermediação. Gap de vencimentos e reapreciações da Atividade do Banco em 31 de Dezembro de 2014 Até 1 mês De 1 a 3 meses De 3 a 12 meses Mais de 12 meses Insensível Disponibilidades e Mercado monetário Crédito a clientes Mercado de títulos Outros ativos Total do Ativo Mercado monetário Mercado de depósitos Mercado de títulos Outros passivos Total do Passivo Gap Gap Acumulado Total Gap de vencimentos e reapreciações em 31 de Dezembro de 2013 Gap Gap Acumulado Análise de sensibilidade De acordo com o modelo acima referido, o Banco calcula o impacto potencial sobre a margem financeira e sobre a situação líquida. No quadro seguinte, o modelo considera um cenário em que existe um impacto imediato de 1% nas taxas de juro, i.e., na data de revisão das taxas de juro, pelo que, quer das operações ativas quer das operações passivas, as novas taxas passam a incorporar este efeito. 72

74 Até 1 mês De 1 a 3 meses De 3 a 12 meses Mais de 12 meses Insensível Total Disponibilidades e Mercado monetário Crédito a clientes Mercado de títulos Outros ativos Total do Ativo Mercado monetário Mercado de depósitos Mercado de títulos Outros passivos Total do Passivo Gap Gap acumulado Impacto com aumento de 1% Impacto Acumulado Efeito Acumulado Margem Financeira Gap Acumulado 7,24% 3.8 Risco de liquidez O Banco acompanha em permanência a evolução da sua liquidez, monitorizando em cada momento as entradas e saídas de fundos. São efectuadas projeções de liquidez que têm por objectivo permitir planear a estratégia de financiamento de curto e de médio prazo. A fonte privilegiada de financiamento do Banco são os depósitos de clientes, complementada pelo recurso ao mercado de capitais através de emissões obrigacionistas e pelo mercado interbancário, onde privilegiamos operações com o Grupo Banco Popular. O Banco procura assegurar, em paralelo, a existência de outras fontes de financiamento, selecionadas cuidadosamente para cada prazo em função do seu pricing, estabilidade, rapidez de acesso, profundidade e em conformidade com as políticas de gestão do risco definidas. O processo de gestão de liquidez, como efectuado no Banco, inclui: - As necessidades de funding diárias que são geridas pela monitorização dos fluxos de caixa futuros de modo a garantir que os requisitos são cumpridos. Isto inclui reposição de fundos à medida que maturam ou são emprestados a clientes; - Manutenção de uma carteira de ativos com elevada liquidez que possam ser facilmente liquidados como proteção contra qualquer interrupção imprevista de fluxos de caixa; - Monitorização de rácios de liquidez tendo em conta os requisitos externos e internos; - Gestão da concentração e perfil das maturidades da dívida, recorrendo ao Gap de liquidez. Para além das obrigações a que está sujeito para com o Banco de Portugal, nos termos da instrução nº 13/2009, o Banco recorre ainda ao conceito de Gap de liquidez, ou seja, a partir do balanço do Banco, em 31 de Dezembro de 2014, tendo por base os vencimentos das operações ativas e passivas, obtém-se um diferencial entre os vencimentos referidos (positivo ou negativo) segundo os prazos residuais de vencimento das operações que se denominam GAP s de Liquidez. O Banco calcula igualmente o LCR (Liquidity Coverage Ratio) e o NSFR (Net Stable Funding Ratio), com o 73

75 objetivo de monitorizar a evolução da liquidez e de efetuar o respetivo reporte às autoridades de supervisão. O quadro seguinte apresenta o balanço do Banco (sem juros corridos), no final do mês de Dezembro de 2014, com as principais classes agrupadas por prazos de vencimento: Gap de liquidez do Balanço em 31 de Dezembro de 2014 Até 1 mês De 1 a 3 meses De 3 a 12 meses de 1 a 5 anos Mais de 5 anos Caixa e saldos em bancos centrais Disponibilidades em outras I.C.'s Ativos financeiros detidos p/ negociação Ativos financeiros disponíveis para venda Aplicações em I.C.'s Crédito a clientes Outros ativos Total do Ativo Recursos de bancos centrais Recursos de outras I.C.'s Recursos de clientes Responsabilidades represent. por títulos Passivos por impostos correntes Outros passivos Total do Passivo Gap Gap Acumulado Gap de liquidez a 31 de Dezembro de 2013 Gap Gap Acumulado Exposições fora de Balanço (Risco de liquidez) Com referência a 31 de Dezembro de 2014, os prazos dos montantes contratuais dos instrumentos financeiros fora de Balanço do Banco que o comprometem a estender o crédito a clientes e outras facilidades, analisam-se como segue: Até 1 mês De 1 a 3 meses De 3 a 12 meses de 1 a 5 anos Mais de 5 anos Sem Prazo Passivos eventuais: Créditos documentários Garantias e avales Compromissos: Irrevogáveis Revogáveis Total

76 Até 1 mês De 1 a 3 meses De 3 a 12 meses de 1 a 5 anos Mais de 5 anos Sem Prazo Passivos eventuais: Créditos documentários Garantias e avales Compromissos: Irrevogáveis Revogáveis Total Risco operacional O Banco Popular Portugal, interpreta o Risco Operacional tal como o define o acordo de Basileia II ou seja, o risco de perdas resultantes da aplicação inadequada ou negligente de procedimentos internos, de comportamentos das pessoas e de inadequado funcionamento de sistemas ou de causas externas. O processo de gestão assenta numa análise por área funcional inventariando os riscos inerentes às funções e tarefas específicas de cada órgão da estrutura. Envolvendo toda a organização, o método de gestão é assegurado pelas seguintes estruturas: Comité Executivo (CE) estrutura de alta direção responsável primeiro pelas orientações e políticas de gestão, estabelecimento e acompanhamento dos limites de apetite e tolerância ao risco. Gestão de Risco (DGR) integra unidade dedicada exclusivamente à gestão do risco operacional. Tem a responsabilidade da dinamização e coordenação das restantes estruturas na aplicação das metodologias e utilização das ferramentas corporativas de suporte ao modelo. Responsáveis de Risco Operacional (RRO) abrangendo a base da organização, são elementos nomeados pelas hierarquias de cada unidade orgânica aos quais compete o papel de facilitador e dinamizador do modelo de gestão do risco operacional. No processo de gestão do risco operacional, assumem ainda papel relevante as estruturas de auditoria, controlo interno e segurança do Banco Atividades fiduciárias O Banco fornece custódias, garantias, serviços de administração empresarial, gestão de investimentos e serviços de aconselhamento a terceiras partes. Estas atividades exigem a alocação de ativos e transações de compra e venda em relação a uma vasta gama de instrumentos financeiros. Esses ativos, que são mantidos em capacidade fiduciária, não são incluídos nestas demonstrações financeiras. À data de 31 de Dezembro de 2014, o Banco mantinha custódia de contas de investimento no montante de milhares de euros (2013: milhares de euros) e ativos financeiros administrados, estimados em milhares de euros (2013: milhares de euros). 75

77 3.11 Gestão e divulgações de capital Os principais objectivos da gestão de capital no Banco são cumprir os requisitos mínimos definidos pelas entidades de supervisão em termos de adequação de capital e assegurar o cumprimento dos objectivos estratégicos do Banco em matéria de adequação de capital. A definição da estratégia a adoptar em termos de gestão de capital é da competência do Conselho de Administração do Banco. Em termos prudenciais, o Banco está sujeito à supervisão do Banco de Portugal, que estabelece as regras que a este nível deverão ser observadas pelas diversas instituições sob a sua supervisão. Estas regras determinam um rácio mínimo de fundos próprios totais em relação aos requisitos exigidos pelos riscos assumidos, que as instituições deverão cumprir. Em 31 de Dezembro de 2014, o rácio de fundos próprios principais de nível 1, calculado de acordo com as regras da CRD IV/CRR, para 2014, atingiu o valor de 11,5%, largamente acima do valor mínimo exigido pelo Banco de Portugal de 7% Fundos próprios Common Equity Tier 1 (CET1) Recursos próprios de base (Tier 1) Recursos próprios elegíveis (Total) Ativos ponderados por risco (RWA) Rácios de Solvabilidade CET1 11,5% Tier 1 11,5% Total 12,1% 4. Estimativas e assunções na aplicação de políticas contabilísticas O Banco efetua estimativas e assunções que têm impacto nos valores reportados de ativos e passivos durante o próximo exercício financeiro. Estas estimativas e julgamentos são avaliados continuadamente e concebidos com base em dados históricos e outros factores, como expectativas de eventos futuros. a) Perdas de imparidade em empréstimos O Banco analisa, numa base mensal, a sua carteira de crédito para avaliar eventuais perdas de imparidade. Na determinação do registo, ou não, de perdas de imparidade em resultados, o Banco analisa dados observáveis que indiquem um decréscimo mensurável nos futuros cash flows estimados quer da carteira de empréstimos, quer individualmente para casos específicos dessa mesma carteira. A análise pode indicar, por exemplo, um evento adverso na capacidade do cliente cumprir o pagamento do empréstimo, ou deterioração das condições e indicadores macroeconómicos correlacionados. A gestão usa estimativas baseadas em dados históricos de ativos com riscos de crédito semelhantes e possíveis perdas de imparidade, nesses mesmos ativos. A metodologia e 76

78 assunções utilizadas nestas estimativas são revistas regularmente para se reduzir quaisquer diferenças entre perdas estimadas e perdas realizadas. b) Justo valor de derivados e de ativos financeiros não cotados O justo valor dos derivados e ativos financeiros não cotados foi determinado com base em métodos de avaliação e teorias financeiras, cujos resultados dependem dos pressupostos utilizados. c) Imparidade de investimentos em capital na carteira de Ativos financeiros disponíveis para venda O Banco determina que existe imparidade em investimentos em capital de ativos financeiros disponíveis para venda, quando se tenha verificado um decréscimo significativo ou prolongado do justo valor, abaixo do seu custo. A quantificação necessária das expressões, significativa e prolongado, exigem juízo profissional. Na realização deste juízo, o Banco avalia entre outros factores, a volatilidade normal no preço da ação. Em complemento, deve ser considerada imparidade quando se verificarem eventos que evidenciem a deterioração da viabilidade do investimento, a performance da indústria e do sector, alterações tecnológicas e cash flows operacionais e financeiros. d) Pensões de reforma e sobrevivência As responsabilidades com pensões de reforma e sobrevivência são estimadas com base em tábuas atuariais e pressupostos de crescimento das pensões e dos salários. Estes pressupostos são baseados nas expectativas do Banco para o período durante o qual irão ser liquidadas as responsabilidades. e) Impostos diferidos O reconhecimento de impostos diferidos ativos pressupõe a existência de resultados e matéria colectável futura. Os impostos diferidos ativos e passivos foram determinados com base na legislação fiscal atualmente em vigor ou em legislação já publicada para aplicação futura. Alterações na interpretação da legislação fiscal podem influenciar o valor dos impostos diferidos reconhecidos. 5. Reporte por Segmentos O Banco desenvolve a sua atividade essencialmente do sector financeiro e direccionada para as empresas, institucionais e clientes particulares. Os produtos e serviços prestados incluem a captação de depósitos, a concessão de crédito a empresas e particulares, serviços de corretagem e custódia, serviços de banca de investimento e ainda a comercialização de fundos de investimento e de seguros de vida e não vida. Adicionalmente, o Banco realiza investimentos de curto, médio e longo prazo nos mercados financeiro e cambial como forma de tirar vantagens das oscilações de preços ou como meio para rendibilizar os recursos financeiros disponíveis. O Banco Popular apresenta a sua atividade através dos seguintes segmentos operacionais: (1) Banca de Retalho, que inclui os subsegmentos de Particulares, Empresários em Nome Individual, Pequenas e Médias Empresas e Instituições Particulares de Solidariedade Social; (2) Banca Comercial, que engloba as Grandes Empresas, as Instituições Financeiras e o Sector Público Administrativo; 77

79 (3) Outros Segmentos, que agrupa as operações não incluídas nos outros segmentos, designadamente as operações e a gestão referentes à Carteira Própria de Títulos e às Aplicações em Instituições de Crédito. Em termos geográficos o Banco Popular apenas exerce a sua atividade em Portugal. O reporte por segmentos apresenta-se como segue: Banca de Retalho Banca Comercial Outros Segmentos Total Juros e rendimentos similares Juros e encargos similares Rendimento de instrumentos de capital Rendimentos de serviços e comissões Encargos com serviços e comissões Resultados de Op.Financeiras (líq.) Resultados alienação outros ativos Outros Result. de Exploração (líq.) Ativo líquido Passivo Banca de Retalho Banca Comercial Outros Segmentos Total Juros e rendimentos similares Juros e encargos similares Rendimento de instrumentos de capital Rendimentos de serviços e comissões Encargos com serviços e comissões Resultados de Op.Financeiras (líq.) Resultados alienação outros ativos Outros Result. de Exploração (líq.) Ativo líquido Passivo

80 6. Margem Financeira Esta rubrica decompõe-se como segue: Juros e rendimentos similares de : Disponibilidades Aplicações em IC'S Crédito a clientes Outros ativos fin. ao justo valor Outros ativos fin. disp.para venda Investimentos detidos até à maturidade Outros Juros e encargos similares de : Recursos de Bancos Centrais Recursos de OIC'S Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos Juros de derivados de cobertura Outros Margem Financeira Rendimento de instrumentos de capital O saldo desta rubrica é composto como segue: Ativos financeiros disponíveis para venda Rendimentos e encargos com serviços e comissões Estas rubricas decompõem-se como segue: Rendimentos de serviços e Comissões Comissões e serviços relac. c/ crédito Comissões de garantias e avales Comissões de meios de cob. e pagamento Comissões de gestão de ativos Comissões de angariação de seguros Comissões de manutenção de contas Comissões de processamento Montagem de operações Outros Encargos com serviços e Comissões Comissões de meios de cob. e pagamento Comissões de gestão de ativos Comissões a promotores e angariadores Outros

81 9. Resultados líquidos em operações financeiras Esta rubrica é analisada como segue: Ativos e passivos financeiros detidos para negociação Ganhos Perdas Ganhos Perdas Títulos de rendimento variável Instrumentos financeiros derivados Ativos e passivos financ. ao justo valor através de resultados Títulos de rendimento fixo Derivados de cobertura ao justo valor Ativos e passivos financ. disponíveis para venda Títulos de rendimento fixo Resultados de ativos e passivos financeiros de negociação e ao justo valor através de resultados No decorrer do exercício de 2014 o Banco recebeu 46,4 milhares de euros de dividendos em ativos financeiros detidos para negociação (2013: 52,2 milhares de euros). Em 2014 e 2013 o Banco não recebeu quaisquer dividendos de ativos financeiros designados ao justo valor através de resultados. O efeito registado na rubrica de Derivados de cobertura ao justo valor resulta da variação do justo valor dos instrumentos de cobertura (swap de taxa de juro) e das variações de justo valor dos ativos cobertos, decorrentes do risco coberto (taxa de juro). Na medida em que o instrumento coberto se encontra contabilizado na carteira de Ativos financeiros disponíveis para venda, essa variação de justo valor é transferida da Reserva de reavaliação de justo valor para resultados. 10. Resultados de reavaliação cambial Estas rubricas decompõem-se como segue: Ganhos em diferenças cambiais Na posição à vista Na posição a prazo Perdas em diferenças cambiais Na posição à vista Na posição a prazo Resultados de reavaliação cambial (liq.)

82 11. Resultados de alienação de outros ativos Esta rubrica é analisada como segue: Ganhos na alienação de ativos tangíveis detidos para venda Ganhos em outros ativos tangíveis Ganhos em investimentos detidos até à maturidade Perdas na alienação de crédito a clientes Perdas na alienação de ativos tangíveis detidos para venda Perdas na alienação de outros ativos tangíveis Outros resultados de exploração Esta rubrica é analisada como segue: Contribuições para o FGD Contribuições para o Fundo de Resolução Outros encargos operacionais Imposto municipal sobre imóveis Outros impostos Contribuição sobre o sector bancário Remunerações por cedência de pessoal Rendimento de imóveis Outros rendimentos e receitas operacionais Custos com pessoal Esta rubrica é analisada como segue: Remunerações Encargos sociais obrigatórios: - Encargos relativos a remunerações Fundo de Pensões Outros encargos sociais obrigatórios Outros custos Gastos gerais administrativos Esta rubrica é analisada como segue: 81

83 Com fornecimentos Água energia e combustíveis Material de consumo corrente Licenças de softw are Outros fornecimentos de terceiros Com serviços Rendas e alugueres Comunicações Deslocações, estadas e representação Publicidade e edição de publicações Conservação e reparação Transportes Avenças e honorários Judiciais, contencioso e notariado Informática Segurança, vigilância e limpeza Mão-de-obra eventual Consultores e auditores externos SIBS Serviços prestados pela empresa mãe Outros serviços de terceiros Impostos O cálculo do IRC do exercício de 2014, foi apurado com base numa taxa nominal de 23% sobre a matéria colectável (25% no exercício de 2013). Tanto em 2014 como em 2013 à taxa nominal acresce a taxa da derrama de 1,5%, que incide sobre o lucro tributável e uma taxa de derrama estadual a uma taxa variável de acordo com os escalões abaixo indicados: - Menor do que 1,5 Meuros 0% - Entre 1,5 Meuros e 7,5 Meuros 3% - Entre 7,5 Meuros e 35 Meuros 5% - Maior do que 35 Meuros 7% Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o custo com impostos sobre os lucros reconhecidos em resultados, bem como a carga fiscal, medida pela relação entre a dotação para impostos e o lucro do exercício antes daquela dotação, podem ser resumidos como segue: Impostos correntes sobre os lucros Do exercício Correção de exercícios anteriores Impostos diferidos Registo e reversão de diferenças temporárias Total do imposto registado em resultados Resultado antes de impostos Carga fiscal 58,1% -38,4% 82

84 A reconciliação entre a taxa nominal de imposto e a carga fiscal registada em 2014 e 2013, bem como a reconciliação entre o custo / proveito de imposto e o produto do lucro contabilístico pela taxa nominal de imposto, após dedução dos impostos diferidos, analisam-se como segue: Taxa de imposto Valor Taxa de imposto Valor Resultado antes de impostos Imposto calculado à taxa nominal 23,0% ,0% 0 Derrama após efeito dos impostos diferidos 0,0% 0 0,0% 0 Tributações autónomas 15,8% 860 1,3% 662 Benefícios Fiscais -23,7% ,0% 0 Efeito das provisões não aceites como custo 21,4% ,1% Mais e menos valias -46,1% ,0% 0 Outras correções líquidas 34,6% ,5% Contribuição sobre o sector bancário 18,0% 979 0,0% 0 Reporte de prejuízo fiscal -4,9% ,0% Impostos de exercícios anteriores 19,9% ,1% ,1% ,4% Informação adicional sobre impostos diferidos ativos e passivos é apresentada na nota Ativos e passivos financeiros classificados de acordo com as categorias da IAS 39 A classificação dos ativos e passivos financeiros de acordo com as categorias da IAS 39 apresenta a seguinte estrutura: Registados justo valor Créditos At. Financ. Ativos Negoc. Op. jº valor a receber disp. venda não financ. Total Activos Caixa e disponi. em bancos centrais Disponib. em outras inst. de crédito Ativos financ. detidos p/ negociação Out. ativos fin. justo valor atr. result. 0 Ativos financ. disponíveis p/ venda Aplicações em instit. de crédito Crédito a clientes Ativos não correntes detidos p/ venda Outros ativos Reg. a justo valor Out. Passivos Derivados Passivos Negociação Financeiros cobertura não financ. Total Passivos Recursos de bancos centrais Recursos de outras inst. crédito Passivos financ. det. p/ negociação Recursos de clientes Responsabilidades repres. por títulos Derivados de cobertura Outros passivos

85 Registados justo valor Créditos At. Financ. Derivados Ativos Negoc. Op. jº valor a receber disp. venda Cobertura não financ. Total Activos Caixa e disponi. em bancos centrais Disponib. em outras inst. de crédito Ativos financ. detidos p/ negociação Out. ativos fin. justo valor atr. result Ativos financ. disponíveis p/ venda Aplicações em instit. de crédito Crédito a clientes Derivados de cobertura Ativos não correntes detidos p/ venda Outros ativos Reg. a justo valor Out. Passivos Derivados Passivos Negociação Financeiros cobertura não financ. Total Passivos Recursos de bancos centrais Recursos de outras inst. crédito Passivos financ. det. p/ negociação Recursos de clientes Responsabilidades repres. por títulos Derivados de cobertura Outros passivos Caixa e disponibilidades em Bancos Centrais O saldo desta rubrica analisa-se como segue: Caixa Depósitos à ordem no Banco de Portugal Os depósitos à ordem no Banco de Portugal, de carácter obrigatório, têm por objectivo satisfazer os requisitos legais de constituição de disponibilidades mínimas de caixa. 18. Disponibilidades em outras instituições de crédito O saldo desta rubrica é composto como segue: 84

86 Disponib. sobre instit. de crédito no país Depósitos à ordem Cheques a cobrar Outras disponibilidades Disponib. sobre instit. de crédito no estrang. Depósitos à ordem Cheques a cobrar Os cheques a cobrar sobre instituições de crédito no País e no estrangeiro foram enviados para cobrança nos primeiros dias úteis subsequentes às datas em referência. 19. Ativos e passivos financeiros detidos para negociação O Banco utiliza, essencialmente, os seguintes instrumentos derivados: Forward cambial ou câmbio a prazo representa um contrato realizado entre duas partes para a compra ou venda de uma moeda contra outra, a uma determinada taxa de câmbio estabelecida no momento de realização do contrato (preço forward) para uma data futura determinada. A sua finalidade é a de cobertura/gestão do risco cambial, através da eliminação da incerteza quanto ao valor futuro de determinada taxa de câmbio, que através do forward é imediatamente fixada. Swap de taxa de juro em termos conceptuais pode ser perspectivado como um acordo pelo qual duas partes se obrigam a trocar um diferencial de taxas de juro, sobre um montante nocional, durante um determinado período de tempo. Envolve uma única moeda e consiste na troca de cash flows fixos por cash flows variáveis ou vice-versa. A sua finalidade é a de cobertura/gestão do risco de taxa de juro, relativamente ao rendimento de uma aplicação financeira ou ao custo de um financiamento que uma determinada entidade pretenda realizar num determinado momento futuro. O justo valor de instrumentos derivados detidos são discriminados como segue: 31-Dez-2014 Valor contrato Justo Valor (Valor nocional) Ativos Passivos Derivados de negociação a) Derivados de moedas estrangeiras Forw ards cambiais b) Derivados de taxas de juro Sw aps de taxa de juro Opções Total derivados negociação (activos/passivos)

87 31-Dez-2013 Valor contrato Justo Valor (Valor nocional) Ativos Passivos Derivados de negociação a) Derivados de moedas estrangeiras Forw ards cambiais b) Derivados de taxas de juro Sw aps de taxa de juro Opções Total derivados negociação (activos/passivos) Em 31 de Dezembro de 2014, o justo valor dos outros ativos e passivos financeiros detidos para negociação são apresentados como segue: Outros ativos financeiros Títulos de rendimento variável Unidades de participação Total Total ativos financeiros para negociação Total passivos financeiros para negociação Ativos e passivos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados O saldo desta rubrica analisa-se como segue: Ativos Títulos de rendimento fixo Títulos de dívida pública portuguesa - - Outros títulos de dívida estrangeiros

88 21. Ativos financeiros disponíveis para venda O saldo desta rubrica analisa-se como segue: Títulos emitidos por residentes Títulos de dívida pública - ao justo valor Títulos de dívida de outras entidades - ao justo valor Títulos de capital - ao justo valor Unidades de Participação Títulos emitidos por não residentes Títulos de dívida pública - ao justo valor Títulos de dívida de outras entidades - ao justo valor Outros títulos Total Em 31 de Dezembro de 2014, o Banco não possuía instrumentos de capital não cotados classificados como ativos financeiros disponíveis para venda que, pelo facto do justo valor não ser mensurado com fiabilidade, estivessem reconhecidos ao custo (2013: 0 milhares de euros). O Banco possui na carteira de ativos financeiros disponíveis para venda um investimento de milhares de euros relativo às obrigações subordinadas (Class D Notes) adquiridas em Junho de 2002, aquando da realização pelo Banco de uma operação de titularização de crédito à habitação, no valor de 250 milhões de euros, denominada Navigator Mortgage Finance Number 1. No âmbito da referida titularização, os ativos foram adquiridos por um fundo de titularização de créditos, denominado Navigator Mortgage Finance nº 1 Fundo, que, em simultâneo, emitiu unidades de titularização totalmente subscritas pelo Navigator Mortgage Finance Nº 1 Plc, o qual, também emitiu obrigações, cujas características foram as seguintes: Valor nominal Rating Taxa de juro mil euros Standard & Poors Moody's (até Maio de 2035) Class A Notes (Senior) AAA Aaa Euribor 3 meses+0,21% Class B Notes (Senior) AA Aa2 Euribor 3 meses+0,38% Class C Notes (Senior) A A2 Euribor 3 meses+0,55% Class D notes (Subordinada) n.a. n.a. n.a. O Banco, nos termos dos contratos assinados, não assumiu qualquer compromisso respeitante a disponibilidades de caixa do emitente, assim como linhas de liquidez, financiamentos, garantias, direitos e proveitos residuais ou quaisquer outros riscos, para além das obrigações subordinadas (Class D Notes). Entidades intervenientes: Navigator Mortgage Finance Nº 1 Fundo, fundo de titularização de créditos português que adquiriu os créditos; 87

89 Navigator, SGFTC, sociedade gestora de fundos de titularização de créditos que gere o fundo; Navigator Mortgage Finance Nº 1 Plc, sociedade que adquiriu as unidades de titularização e que emitiu as obrigações (Notes). Os dados financeiros mais significativos extraídos das demonstrações financeiras não auditadas do Navigator em 31 de Dezembro de 2014, são como segue: Ativo líquido Passivo Capital próprio Resultado do exercício Aplicações em instituições de crédito Quanto à sua natureza, os créditos sobre instituições de crédito analisam-se como segue: Aplicações em instit. de crédito no país Depósitos a prazo Empréstimos Outras aplicações Juros a receber Aplicações em instit. de crédito no estrang. Depósitos a prazo Opções de compra com acordo de revenda Outras aplicações Juros a receber O escalonamento destes créditos por prazos de vencimento é o seguinte: Até 3 meses De 3 meses a 1 ano Mais de 5 anos Juros a receber Crédito a clientes O crédito é concedido mediante contratos de empréstimo, incluindo descobertos em depósitos à ordem, e através do desconto de efeitos. O total em balanço é composto, quanto à sua natureza, como segue: 88

90 Crédito interno Empresas e administrações públicas Particulares Habitação Consumo Outras finalidades Crédito ao exterior Empresas e administrações públicas Particulares Habitação Consumo Outras finalidades Outros créditos (Titulados) Juros e comissões a receber Crédito e juros vencidos Até 90 dias Mais de 90 dias Total Bruto Menos: Provisão para créditos de cob. Duvidosa Provisão para crédito e juros vencidos Provisão para risco país Total Líquido Em 31 de Dezembro de 2014, o crédito inclui milhares de euros de créditos com garantia hipotecária afectos à emissão de obrigações hipotecárias (2013: milhares de euros) (nota 33). O escalonamento dos créditos sobre clientes por prazos de vencimento é o seguinte: Até 3 meses De 3 meses a 1 ano De 1 a 5 anos Mais de 5 anos Duração indeterminada (vencidos) Juros e comissões a receber No decorrer do exercício de 2013, Banco realizou quatro cessões de créditos com a empresa Consulteam (subsidiária do BPE e na qual o Banco não possui qualquer participação), no montante bruto global de 166,5 milhões de euros pelo valor total de 152,8 milhões de euros. Nestas operações foi obtido um resultado global negativo no montante de 2,6 milhões de euros. Ainda no decorrer do exercício de 2013, Banco realizou mais quatro cessões de créditos com o Banco Popular Español, no montante bruto global de 411,8 milhões de euros pelo valor total de 396,4 milhões de euros. Nestas operações foi obtido um resultado positivo no montante de 0,4 milhões de euros devido à anulação de provisões já constituídas. No decorrer do 1º semestre de 2014, o Banco efetuou uma venda de crédito ao Banco Popular Español, no montante bruto de 8,06 milhões de euros pelo valor de 7,50 milhões de euros. Nesta operação foi obtido um resultado negativo de 0,56 milhões de euros. 89

91 Provisões para perdas de crédito a clientes Os saldos e movimentos das contas de provisões para riscos específicos de crédito, decompõem-se como segue: Saldo em 1 de Janeiro Dotações Utilizações Anulações Saldo em 31 de Dezembro Dotações para provisões Reposição e anulações Recuperações de crédito Provisões líquidas de anulações e recuperações Investimentos detidos até à maturidade No mês de Junho de 2013, o Banco procedeu à venda de 210 milhões de títulos de dívida espanhola que se encontravam classificados como investimentos detidos até à maturidade. Em virtude desta venda, e de acordo com o disposto na IAS 39, o Banco no final do mês de Junho reclassificou a restante carteira a vencimento para disponíveis para venda sem passar pela conta de resultados. Ainda de acordo com o disposto na IAS 39, o Banco só poderá voltar a ter títulos ao vencimento no decorrer do exercício de Ativos não correntes detidos para venda Em 31 de Dezembro de 2014, o Banco apenas detinha uma participação financeira na empresa associada Eurovida Companhia de Seguros de Vida, S.A., reconhecida por milhares de euros (2013: milhares de euros). Os dados financeiros mais significativos extraídos das demonstrações financeiras consolidadas da Eurovida, preparadas segundo as normas IFRS, bem como o impacto da aplicação do método da equivalência patrimonial em 31 de Dezembro de 2014, apresentam-se como segue: Dados financeiros consolidados Impacto da aplicação do método da Eurovida em da equivalência patrimonial Participação Ativo Capital Resultado Em reservas No resultado efetiva (%) líquido próprio líquido de consolidação líquido 15,9348%

92 26. Outros ativos tangíveis Esta rubrica é analisada como segue: Património Imobiliz. Imóveis Equipam. artístico em curso Total Total Saldo em 01 de Janeiro Custo de aquisição Amortizações acumuladas Imparidade acumulada Aquisições Transferências Custo de aquisição Amortizações acumuladas Alienações / Abates Custo de aquisição Amortizações acumuladas Amortizações de imparidade Amortizações do exercício Saldo em 31 de Dezembro Custo de aquisição Amortizações acumuladas Imparidade acumulada Valor líquido Ativos intangíveis Esta rubrica é analisada como segue: Softw are Diversos Total Total Saldo em 01 de Janeiro Custo de aquisição Amortizações acumuladas Aquisições Transferências Custo de aquisição 0 0 Amortizações do exercício Saldo em 31 de Dezembro Custo de aquisição Amortizações acumuladas Valor líquido Impostos diferidos Os impostos diferidos são calculados sobre todas as diferenças temporais usando uma taxa efetiva de 22,5%, com exceção das relativas ao prejuízo fiscal em que a taxa utilizada foi de 21%. Os saldos e os movimentos destas rubricas decompõem-se como segue: 91

93 Saldo em Por Resultados Por Reservas Saldo em Custos Proveitos Aumentos Diminuições Impostos diferidos Ativos Títulos disponíveis para venda Ativos tangíveis Provisões tributadas Comissões Prémio de antiguidade Provisões RGC Outros ativos/passivos Prejuízo fiscal Impostos diferidos Passivos Títulos disponíveis para venda Reavaliação de imóveis Outros ativos Esta rubrica tem a seguinte composição: Bonificações a receber do Estado Impostos a recuperar Contas caução Outros devedores diversos Outros rendimentos a receber Despesas com encargo diferido Operações ativas a regularizar - Diversos Ativos recebidos por recuperação de crédito Outros ativos tangíveis detidos para venda Responsabilidades c/ pensões Outras operações a regularizar Imparidade para Ativos recebidos por recuperação de crédito Imparidade para Outros ativos tangíveis detidos para venda Provisões para outros ativos Os saldos e movimentos das contas de provisões para outros ativos decompõem-se como segue: Provisões para outros ativos Saldo em 1 de Janeiro Dotações Utilizações Anulações Saldo em 31 de Dezembro

94 O movimento ocorrido nos Ativos recebidos por recuperação de crédito em 2014 foi o seguinte: Imóveis disponíveis para venda Imóveis não disponíveis Equipam. Total Total para venda Saldo em 01 de Janeiro Valor bruto Imparidade acumulada Valor líquido Adições Aquisições Outras Alienações Valor bruto Transferências Perdas de imparidade Utilizações Reversões Saldo em 31 de Dezembro Valor bruto Imparidade acumulada Valor líquido Recursos de bancos centrais Esta rubrica tem a seguinte composição: Recursos de bancos centrais Depósitos Juros a pagar Quanto à sua duração residual estes recursos decompõem-se como segue: Exigível a prazo Até 3 meses De 1 a 5 anos Juros a pagar

95 31. Recursos de outras instituições de crédito O saldo desta rubrica, à vista e a prazo, é composto quanto à natureza, como segue: Recursos de instituições de crédito no país Depósitos Juros a pagar Recursos de instituições de crédito no estrangeiro Empréstimos Depósitos Oper. venda com acordo recompra Outros recursos Juros a pagar A rubrica de Instituições de crédito no estrangeiro Depósitos inclui essencialmente aplicações efectuadas pelo acionista BPE. Quanto à sua duração residual estes recursos decompõem-se como segue: Exigível à vista Exigível a prazo Até 3 meses De 3 meses a 1 ano De 1 a 5 anos Juros a pagar Recursos de clientes O saldo desta rubrica é composto, quanto à sua natureza, como segue: Recursos de residentes Depósitos à ordem Depósitos a prazo Depósitos de poupança Cheques e ordens a pagar Outros recursos Recursos de não residentes Depósitos à ordem Depósitos a prazo Cheques e ordens a pagar Juros a pagar

96 Quanto à sua duração residual estes recursos decompõem-se como segue: Exigível à vista Exigível a prazo Até 3 meses De 3 meses a 1 ano De 1 a 5 anos Juros a pagar Responsabilidades representadas por títulos O saldo desta rubrica decompõe-se como segue: Obrigações Obrigações hipotecárias Euro Medium Term Note Juros a pagar Durante o exercício de 2010, o Banco Popular Portugal constituiu um Programa de Emissão de Obrigações Hipotecárias cujo montante máximo é de milhões de euros. No âmbito deste programa, o Banco, em 20 de Dezembro de 2010, procedeu à emissão da 1ª Série de obrigações hipotecárias no valor de 130 milhões de euros, em 30 de Junho de 2011, à emissão da 2ª Série de obrigações hipotecárias no valor de 225 milhões de euros, em 30 de Dezembro de 2011, à emissão da 3ª Série de obrigações hipotecárias no valor de 160 milhões de euros, e em 26 de Setembro à emissão da 4ª Série de obrigações hipotecárias no valor de 300 milhões de euros. Esta última emissão foi readquirida, na sua totalidade, pelo Banco. Estas obrigações são garantidas por um conjunto de créditos à habitação e outros ativos que se encontram segregados como património autónomo nas contas do Banco, conferindo assim privilégios creditórios especiais aos detentores destes títulos sobre quaisquer outros credores. As condições da referida emissão enquadram-se no Decreto-Lei nº 59/2006, e nos Avisos nºs 5/2006, 6/2006, 7/2006 e 8/2006 e na Instrução nº 13/2006 do Banco de Portugal. Em 31 de Dezembro de 2014, as características destas emissões eram as seguintes: D esig nação V alo r N o minal V alo r d e B alanço D at a d e Emissão D at a d e R eemb o lso Perio d o pagº juros Taxa de juro R at ing DBRS BAPOP Obrgs hipotecárias 30/06/ M ensal Euribor 1M +1,20% BBB (high) BAPOP Obrgs hipotecárias 26/09/ M ensal Euribor 1M +1,20% BBB (high) BAPOP Obrgs hipotecárias 30/12/ M ensal Euribor 1M +1,20% BBB (high) De referir ainda que o Banco exerceu sobre a 2ª emissão de obrigações hipotecárias a opção de extended maturity date tendo prolongado o prazo de emissão por mais um ano, passando a data de maturidade para Junho de Em 31 de Dezembro de 2014, o património autónomo afecto a estas emissões ascendia a milhares de euros (2013: milhares de euros) (ver Nota 23). 95

97 Durante o exercício de 2011, o Banco Popular Portugal constituiu um Programa de Emissão de Euro Medium Terms Notes cujo montante máximo é de 2,5 mil milhões de euros. No âmbito deste programa, o Banco já procedeu a 36 emissões e em 31 de Dezembro de 2014 o saldo do mesmo decompõe-se como segue: Data de Emissão Nº de Série Montante Nº de Títulos Valor nominal unitário Data de Reembolso ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª Derivados de cobertura A rubrica de derivados detidos para cobertura tem a seguinte composição: Valor Valor de Balanço Valor Valor de Balanço nocional Ativos Passivos nocional Ativos Passivos Contratos de taxas de juro Sw aps Como referido anteriormente, o Banco cobre parte do seu risco de taxa de juro, resultante de qualquer potencial decréscimo no justo valor de ativos de taxa de juro fixa, usando swaps de taxa de juro. Em 31 de Dezembro de 2014, o justo valor líquido dos swaps de taxa de juro de cobertura (ver acima) e de negociação (ver Nota 19) era negativo, no montante de milhares de euros (2013: milhares de euros). As variações de justo valor associadas aos ativos cobertos e aos respectivos derivados de cobertura encontram-se registadas em resultados do exercício na rubrica de Resultados líquidos em operações financeiras (ver Nota 9). 96

98 35. Outras Provisões Os saldos e movimentos das contas de provisões, decompõem-se como segue: Outras Provisões (Passivo) - Movimentos Saldo em 1 de Janeiro Dotações Utilizações Anulações Saldo em 31 de Dezembro Outras Provisões (Passivo) - Saldos Provisões para risco país Provisões para riscos gerais de crédito Outras provisões Outros passivos Esta rubrica tem a seguinte composição: Credores por fornecimento de bens Retenção de impostos na fonte Encargos a pagar com o pessoal Outros encargos a pagar Outras receitas com rendimento diferido Operações passivas a regularizar Outras contas de regularização Pensões de reforma O Plano de Pensões do Banco Popular Portugal é um plano de benefício definido que contempla os benefícios previstos no ACT que regulamenta a atividade bancária em Portugal. O fundo assume as responsabilidades com serviços passados dos ex-colaboradores, na proporção do tempo em que tenham estado ao serviço do Banco Popular Portugal. Em contrapartida, é abatido, ao valor das responsabilidades, o valor das responsabilidades com serviços passados dos atuais colaboradores, respeitante ao tempo de serviço prestado noutras instituições do sector bancário. Estas responsabilidades por serviços passados são calculadas em conformidade com as disposições da IAS 19 Revised. Constitui objectivo do Plano de Pensões dos Membros Executivos do Conselho de Administração assegurar o pagamento de pensões de velhice, invalidez e sobrevivência para os membros Executivos do Conselho de Administração do Banco. Com a publicação do Decreto-Lei nº. 1-A/2011, de 3 de Janeiro, os colaboradores abrangidos pelo ACT que se encontravam em idade ativa em 4 de Janeiro de 2011, passaram a estar abrangidos pelo Regime Geral da Segurança Social (RGSS), no que se refere ao benefício de reforma de velhice. Assim, a partir dessa data, o plano de benefícios definido para os colaboradores abrangidos pelo 97

99 ACT, no que se refere ao benefício de reforma de velhice, passa a ser financiado pelo Fundo de Pensões e pela Segurança Social. No entanto, mantém-se como responsabilidade do Fundo de Pensões após 4 de Janeiro de 2011, a cobertura das responsabilidades por morte, invalidez e sobrevivência, bem como o complemento de velhice de modo a equiparar a reforma dos participantes no Fundo de Pensões aos valores do atual plano de pensões. Seguindo a orientação da nota emitida em 26 de Janeiro de 2011, pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, o Banco manteve com referência a 31 de Dezembro de 2010, a metodologia de mensuração e reconhecimento das responsabilidades por serviços passados dos colaboradores no ativo, relativas às eventualidades transferidas para o RGSS, utilizada nos anos anteriores. De acordo com o disposto no Decreto-Lei nº. 127/2011, de 31 de Dezembro, o Banco Popular Portugal transferiu para a Segurança Social as responsabilidades pelas pensões em pagamento à data de 31 de Dezembro de 2011, bem como da parte dos ativos do fundo de pensões que cobriam as referidas responsabilidades. As responsabilidades transferidas ascenderam a 6,3 milhões de euros, tendo já sido integralmente pagas (55% em Dezembro de 2011 e 45% em Março de 2012). Esta transferência originou o registo na conta de resultados do montante de 795 mil euros devido à afectação da parte proporcional dos desvios atuariais acumulados e dos desvios atuariais originados pela diferença de pressupostos atuariais utilizados no cálculo das responsabilidades transferidas. De acordo com o Decreto-Lei nº. 127/2011, de 31 de Dezembro, este valor será dedutível para efeitos de apuramento do lucro tributável, em partes iguais, a partir do exercício iniciado em 1 de Janeiro de 2012, em função da média do número de anos de esperança de vida dos pensionistas cujas responsabilidades foram transferidas, tendo sido registados os respectivos impostos diferidos sobre o montante da liquidação reconhecido no resultado do exercício. Até Dezembro de 2012, o Banco reconhecia o valor acumulado líquido (após 1 de Janeiro de 2004) dos ganhos e perdas atuariais resultantes de alterações nos pressupostos atuariais e financeiros e de diferenças entre os pressupostos atuariais e financeiros utilizados e os valores efetivamente verificados, na rubrica Outros ativos ou Outros passivos Desvios atuariais. Eram enquadráveis no corredor os ganhos ou perdas atuariais acumuladas que não excedessem 10% do valor das responsabilidades com serviços passados ou 10% do valor do fundo de pensões, dos dois o maior. Os valores em excesso do corredor eram amortizados em resultados pelo período de tempo médio até à idade esperada de reforma dos trabalhadores abrangidos pelo plano. Em 1 de Janeiro de 2013, o Banco Popular alterou a sua política contabilística de reconhecimento de desvios atuariais e financeiros de planos de pensões e outros benefícios pós-emprego de benefício definido, de acordo com as disposições da IAS 19 Revised. Os ganhos e perdas atuariais e financeiras passam a ser reconhecidos no período em que ocorrem diretamente nos capitais próprios, na Demonstração de Rendimento Integral. Em 31 de Dezembro de 2014, o número de participantes no fundo era de (2013: 1 141). A esta data existiam 41 reformados e 15 pensionistas, constituindo o restante colaboradores em atividade. 98

100 Valor atual das Responsabilidades As responsabilidades assumidas por pensões de reforma e de sobrevivência apresentam-se como segue: Serviços Passados Responsabilidades no início do exercício Custo do serviço corrente: Banco Trabalhadores Custo dos juros Pensões pagas Desvios atuariais Responsabilidades em 31 de Dezembro Valor atual das responsabilidades Serviços Passados - Velhice Pensões em pagamento Serviços Futuros - Velhice O Banco determina anualmente o valor das responsabilidades com serviços passados através de cálculos atuariais pelo método Projected Unit Credit para as responsabilidades com serviços passados por velhice e método de Prémios Únicos Sucessivos para o cálculo dos benefícios de invalidez e sobrevivência. A taxa de desconto é determinada com base em taxas de mercado de obrigações de empresas de baixo risco, de prazo semelhante ao da liquidação das responsabilidades. As responsabilidades de sobrevivência e invalidez, previstas no ACT e seguráveis, estão cobertas através da subscrição de um seguro de vida Multiprotecção para o universo populacional, à exceção daqueles cuja premência de invalidez ou sobrevivência seja considerada imprópria para segurar. Trata-se de um contrato temporário anual renovável em que a Seguradora garante ao Fundo de Pensões do Banco Popular Portugal, SA, em caso de morte ou invalidez de grau igual ou superior a 66%, de acordo com a Tabela Nacional de Incapacidade, verificadas em qualquer das pessoas aderentes constantes do grupo seguro, o pagamento dos capitais contratados. O contrato de seguro foi celebrado com a seguradora Eurovida Companhia de Seguros de Vida S.A., que é uma entidade relacionada com o Banco Popular Portugal, SA. 99

101 Valor Patrimonial do Fundo Os movimentos ocorridos no valor patrimonial do fundo de pensões foram os seguintes: Valor Patrimonial do Fundo Valor no início do exercício Contribuições entregues: Entidade Patronal Trabalhadores Rendimento do Fundo Pensões pagas Outras variações líquidas Valor do Fundo em 31 de Dezembro Responsabilidades por serviços passados atuais Nível de Cobertura 100,1% 100,1% Evolução do Valor das Responsabilidades e do Valor Patrimonial do Fundo A evolução das responsabilidades e do valor patrimonial do fundo de pensões nos últimos cinco exercícios foi a seguinte: Valor atual das responsabilidades Valor Patrimonial do Fundo Ativos/(Responsabilidades) líquidos Nível de cobertura 100,1% 100,1% 111,8% 120,1% 115,1% O Banco Popular Portugal avalia, a cada data de reporte, a recuperabilidade do eventual excesso do justo valor dos ativos do fundo de pensões face às responsabilidades com as pensões de reforma, tendo por base a expectativa de redução em futuras contribuições necessárias. Estrutura dos Ativos do Fundo Em 31 de Dezembro, a estrutura da carteira do Fundo de Pensões por classe de ativos era a seguinte: Classes de Ativos Títulos de Rendimento Fixo 46,73% 60,49% Títulos de Rendimento Variável 35,35% 33,49% Imobiliário 3,94% 5,04% Liquidez 13,98% 0,98% 100,00% 100,00% 100

102 Exposição ao Risco de Crédito No que se refere ao risco de crédito dos ativos com características de dívida que compõem os ativos do fundo, a exposição por rating apresentava a seguinte estrutura: Notações AAA 12,32% 5,35% AA 11,75% 10,42% A 27,07% 19,74% BBB 31,75% 24,95% Outros (NR) 17,11% 39,54% 100,00% 100,00% Em 31 de Dezembro de 2014, o Fundo possuía de obrigações BPE Financiaciones, emitidas pelo Banco Popular Espanõl, no montante de milhares de euros. Durante o ano de 2014, estas obrigações registaram uma variação de justo valor positiva de 579 euros. Custos do exercício Os montantes reconhecidos como custos do exercício decompõem-se como segue: Custos do exercício Custo do serviço corrente Custo dos juros Rendimento esperado do Fundo Outros Total Ganhos e Perdas Actuariais O montante dos ganhos e perdas actuariais durante os exercícios de 2014 e 2013 decompõem-se como segue: Ganhos e Perdas Actuariais Ganhos / Perdas actuariais a 1 de Janeiro Perdas actuariais do ano - responsabilidades Ganhos actuariais do ano - Fundo Ganhos / Perdas actuariais a 31 de Dezembro

103 Pressupostos Atuariais Os principais pressupostos atuariais e financeiros utilizados apresentam-se como segue: Pressup. Real Pressup. Real Taxa de desconto 2,40% 2,40% 3,63% 3,63% Taxa de rendimento esperado dos ativos do Fundo 2,40% 4,85% 3,63% 6,57% Taxa de crescimento dos salários e outros benefícios 0,8% 0,0% 1,5% 0,0% Taxa de crescimento das pensões 0,5% 0,0% 1,0% 0,0% Tábua de mortalidade TV 88/90 TV 88/90 Tábua de invalidez ERC Frankona ERC Frankona Turnover n.a. n.a. n.a. n.a. Os ganhos e perdas decorrentes dos ajustamentos de experiência e alterações nos pressupostos atuariais são reconhecidos em outro rendimento integral, nos Resultados Transitados, no período em que ocorrem. Análise de sensibilidade aos Principais Pressupostos que contribuem para o Valor das responsabilidades Considerando os impactos mais significativos no valor das responsabilidades, procedeu-se a uma análise de sensibilidade, através de uma variação positiva e negativa dos principais pressupostos que contribuem para o valor das responsabilidades, cujo impacto é analisado como segue: Impacto no valor atual das responsabilidades Variação no pressuposto Aumento no pressuposto Diminuição no pressuposto Taxa de desconto 0,25% Diminuição de 6,2% Aumento de 6,7% Taxa de crescimento dos salários e outros benefícios 0,25% Aumento de 5,1% Diminuição de 4,8% Taxa de crescimento das pensões 0,25% Aumento de 2,6% Diminuição de 2,5% Aumento de 1 ano Diminuição de 1 ano Esperança média de vida Aumento de 3,5% Diminuição de 3,5% As análises de sensibilidade acima são baseadas na alteração de um dado pressuposto, mantendo todas as outras variáveis constantes. Na prática, é improvável que isso ocorra, dado a correlação existente entre os diferentes pressupostos. Ao calcular a sensibilidade do valor das responsabilidades para os pressupostos atuariais significativos foram aplicados os mesmos métodos utilizados para o cálculo das posições de balanço. A metodologia aplicada na realização da análise de sensibilidade não foi alterada face ao anterior período. 102

104 Quantificação dos impactos na carteira do Fundo das oscilações nas taxas de juro e nos mercados acionistas e imobiliário Com data de referência de 31 de Dezembro de 2014, quantificou-se o impacto na carteira do fundo de pensões, através da realização de um stress test, que possa refletir os riscos mais significativos que o fundo de pensões se encontra exposto, considerando oscilações nas taxas de juro e nos mercados acionista e imobiliário e comparou-se o valor do fundo resultante desse impacto com o montante do nível mínimo de solvência. Para o efeito, consideramos dois tipos de choques instantâneos: um choque moderado e um choque severo. Os vários choques são caracterizados da seguinte forma: o risco de taxa de juro é medido através da deslocação paralela da estrutura temporal das taxas de juro, o risco de crédito é avaliado com base na utilização do método standart preconizado pelo acordo de Basileia III e risco de mercado pela alteração do valor das ações e dos fundos de investimento imobiliário. No caso do risco de taxa de juro, o fator de risco consiste, no choque moderado, na subida das taxas em 20% da taxa spot a cinco anos e no choque severo, uma subida de 30%. No que se refere ao risco de mercado, considerou-se, no choque moderado uma desvalorização da carteira de ações em 20% e do imobiliário em 15%, e no choque severo, considerou-se uma queda de 35% nas ações e de 25% no imobiliário. O impacto na carteira do fundo de pensões, de um choque moderado para os diversos riscos é o que a seguir se apresenta: Choque Moderado Fator de risco Impacto % Risco de Taxa de juro +20% ,14 Risco de Crédito: (Basileia III) ,06 Risco de Mercado Ações -20% ,1 Imobiliário -15% ,59 O impacto, no conjunto dos vários riscos, no valor da carteira de ativos é de -9,89%, o que representa milhares de euros (tendo em conta o valor do fundo em 31 de Dezembro de 2014). Neste sentido o nível de financiamento das responsabilidades, considerando o nível mínimo de solvência do Instituto de Seguros de Portugal, seria de 196,39%. Para um choque severo, o cenário seria: 103

105 Choque Severo Fator de risco Impacto % Risco de Taxa de juro +30% ,21 Risco de Crédito: (Basileia III) ,11 Risco de Mercado Ações -35% ,43 Imobiliário -25% ,99 O impacto, no conjunto dos vários riscos, no valor da carteira de ativos é de -17,73%, o que representa milhares de euros. Neste sentido, o nível de financiamento das responsabilidades, considerando o nível mínimo de solvência do Instituto de Seguros de Portugal, seria de 179,31%. Relativamente ao ano anterior, assistiu-se para os 2 cenários, a uma descida do risco de taxa de juro e a um aumento dos riscos de crédito (ligeiro) e de mercado. Adequação entre os ativos financeiros e as responsabilidades Com o objetivo de avaliar a adequação entre os ativos financeiros e as responsabilidades, foi efetuado um ALM de fluxos financeiros. Para o efeito projetaram-se as responsabilidades no cenário de financiamento, assumindo-se os pressupostos da avaliação atuarial atual. Assumiu-se que a população atual é um grupo fechado. Com base no valor das responsabilidades a 31/12/2014, nos custos normais esperados para fazer face ao acréscimo de responsabilidade e no valor esperado das pensões a pagar em cada ano, foram estimadas as responsabilidades esperadas futuras para cada um dos grupos populacionais atualmente existentes, para um horizonte temporal de 20 anos. Assumiu-se igualmente que as saídas em termos de pagamento de pensões, ocorrem em média a meio do ano. Projetaram-se de igual modo os ativos do fundo, para cada um dos anos do referido horizonte temporal, tendo-se estimado para o efeito, os valores esperados dos cash-flows, nomeadamente as contribuições, rendimentos, prémios de seguros, valores de pensões pagas e as comissões do fundo em cada ano. Foi assumida uma rentabilidade futura de 2,4%, correspondente ao pressuposto assumido na avaliação. Os resultados obtidos foram os seguintes: 104

106 A análise dos resultados permite concluir, assumindo os pressupostos indicados, que poderá haver necessidade do Associado efetuar contribuições extraordinárias futuras, por forma a assegurar o financiamento das responsabilidades do fundo de pensões. Fluxos de caixa futuros esperados Os fluxos de caixa futuros não descontados dos benefícios de pensões apresentam-se como segue: Até 1 ano De 1 a 3 anos De 3 a 5 anos Mais de 5 anos Total Benefício (mensal) Passivos e compromissos contingentes O quadro seguinte indica o montante contratual dos instrumentos financeiros extrapatrimoniais do Banco, que obriga à concessão de crédito a clientes Passivos eventuais Garantias e avales prestados Créditos documentários Compromissos Créditos irrevogáveis Créditos revogáveis Em 31 de Dezembro de 2014, a rubrica de Compromissos irrevogáveis inclui o montante de milhares de euros (2013: milhares de euros), referente a responsabilidades a prazo para com o Fundo de Garantia de Depósitos em relação à parte das contribuições anuais que, de acordo com as deliberações do Fundo, não foram pagas em numerário Ativos dados em garantia O montante da rubrica de Ativos dados em garantia inclui milhares de euros de títulos da carteira própria do Banco destinados, na sua quase totalidade a colaterizar uma linha de crédito irrevogável junto do Banco de Portugal, no âmbito do Sistema de Pagamentos de Grandes Transações (SPGT) e do Mercado de Operações de Intervenção (MOI) (2013: milhares de euros). Adicionalmente existiam em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 os seguintes saldos relativos a contas extra patrimoniais: Depósito e guarda de valores Valores recebidos para cobrança

107 39. Capital social e Prémios de emissão Em 31 de Dezembro de 2014, o capital do Banco era representado por milhares de ações com o valor nominal de 1 euro cada, integralmente detidas pelo Banco Popular Español, SA, estando totalmente subscrito e realizado. O montante registado na rubrica Prémios de emissão tem origem nos prémios pagos pelos acionistas nos aumentos de capital social efectuado nos exercícios de 2000, 2003 e Reservas de reavaliação Os movimentos ocorridos na rubrica de reservas de reavaliação foram os seguintes: Reservas de reavaliação e Justo Valor Investimentos disponíveis p/ venda Saldo líq. em 1 de Janeiro Reaval. ao justo valor Impostos diferidos Saldo em 31 de Dezembro Reservas de reavaliação ( Diplomas legais ) Saldo em 31 de Dezembro A reserva de reavaliação relativa aos títulos disponíveis para venda resulta da adequação ao justo valor dos títulos em carteira. Estes saldos serão movimentados por contrapartida de resultados no momento da alienação dos títulos que lhes deram origem ou caso se verifique imparidade. A reserva de reavaliação referente à adequação ao justo valor de ativos tangíveis de uso próprio está relacionada com o imóvel da Rua Ramalho Ortigão (Nota 26). A reserva de reavaliação do imobilizado corpóreo, apurada de acordo com o Decreto-Lei nº 31/98, apenas poderá ser movimentada quando se considerar realizada, total ou parcialmente, e de acordo com a seguinte ordem de prioridades: (i) Para corrigir qualquer excedente que se verifique, à data da reavaliação, entre o valor líquido contabilístico dos elementos reavaliados e o seu valor real atual; (ii) Para cobrir prejuízos acumulados até à data a que se reporta a reavaliação, inclusive; (iii) Para incorporação no capital social, na parte remanescente. 41. Outras reservas e resultados transitados Os saldos das contas de reservas e resultados transitados, decompõem-se como segue: Reserva legal Outras reservas Resultados transitados

108 Os movimentos ocorridos nas rubricas de reservas e resultados transitados foram os seguintes: Reserva legal Saldo em 1 de Janeiro Transf. Resultados transitados Saldo em 31 de Dezembro Outras reservas Saldo em 1 de Janeiro Transf. Resultados transitados Transf. Reservas de reavaliação Saldo em 31 de Dezembro Resultados transitados Saldo em 1 de Janeiro Resultado líquido ano anterior Ganhos/Perdas atuariais Fundo de Pensões Transf. p/ reserva legal Transf. p/ outras reservas Saldo em 31 de Dezembro Reserva legal A reserva legal só pode ser utilizada para cobrir prejuízos acumulados ou para aumentar o capital. A legislação portuguesa aplicável ao sector bancário (Artigo 97.º do Decreto-Lei nº 298/92, de 31 de Dezembro) exige que a reserva legal seja anualmente creditada com pelo menos 10% do lucro líquido anual, até à concorrência do capital social. 42. Pessoal O número de colaboradores ao serviço do Banco, distribuído por grandes categorias profissionais, analisa-se como segue: Funções diretivas Funções de enquadramento Funções técnicas e específicas Funções administrativas e auxiliares Remunerações dos órgãos de administração e fiscalização e dos colaboradores com funções com responsabilidade de assunção de riscos e controlo Os montantes anuais das remunerações auferidas pelos membros dos órgãos de gestão e de fiscalização, encontram-se discriminados, de forma individual e agregada no quadro em seguida transcrito: 107

109 Remun. Rem. Var. Remun. Fixa Pecuniária Total Conselho de Administração Rui Manuel Morganho Semedo - Presidente Carlos Manuel Sobral Cid da Costa Álvares Conselho Fiscal Rui Manuel Ferreira de Oliveira - Presidente António José Marques Centúrio Monzelo - Vogal Telmo Francisco Salvador Vieira - Vogal As remunerações auferidas e o número de beneficiários dos colaboradores que desempenham funções com responsabilidade na assunção de riscos por conta do Banco ou dos seus clientes e bem assim aqueles que exercem as funções de controlo previstas no Aviso nº 5/2008 do Banco de Portugal apresentam-se como segue: Número Remun. Rem. Var. Remun. Benef. Fixa Pecuniária Total Comité Executivo Gestão do Risco Compliance Gestão de Activos Auditoria Honorários da sociedade de revisores oficiais de contas Os montantes pagos à sociedade de revisores oficiais de contas, PricewaterhouseCoopers, durante os exercícios de 2014 e 2013, foram os seguintes: Revisão legal de contas Outros serviços de garantia e fiabilidade Relações com entidades relacionadas Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o montante dos créditos e débitos e dos resultados do Banco relativos a entidades relacionadas é o seguinte: 108

110 Créditos Débitos Proveitos Custos Eurovida, SA Popular Gestão de Activos, SA Popular Factoring, SA Imopopular Fundo Especial I.I Popular Arrendamento Popular Seguros, SA Popular Predifundo SPE-Special Pourpuse Entities Banco Popular Español, SA Em 31 de Dezembro de 2014, as Garantias Prestadas pelo Banco a entidades relacionadas ascendia ao montante de milhares de euros (2013: milhares de euros). Em 31 de Dezembro de 2014 o Banco recebeu depósitos do BPE a garantir o risco de crédito de operações concedidas pelo Banco no montante de milhares de euros (2013: milhares de euros). As operações com entidades relacionadas são efectuadas a condições normais de mercado. Em 31 de Dezembro de 2014, os membros do Conselho de Administração do Banco não possuíam aplicações nem créditos no Banco Popular. 46. Caixa e equivalentes de caixa Para efeitos de demonstrações de fluxos de caixa, caixa e equivalentes de caixa compreendem os seguintes saldos com menos de 90 dias de maturidade: Caixa (Nota 17) Disponib. à vista em outros bancos (Nota 18) Aplicações em I.C.'s com prazo inferior a 3 meses Mensuração da imparidade da carteira de crédito e respectivas divulgações (Carta Circular n.º 02/2014/DSP do Banco de Portugal) Divulgações qualitativas: a) Política de gestão de risco de crédito O Banco está exposto a risco de crédito, que é o risco da possível perda causada pelo incumprimento das obrigações contratuais das contrapartes da entidade. No caso dos financiamentos, decorre da não recuperação do capital, juros e comissões, nos termos da dívida, prazos e demais condições estabelecidas nos contratos. No que se refere a riscos fora de balanço, deriva do incumprimento pela contraparte das suas obrigações perante terceiros, o que implica que a entidade os assuma como próprios em função do compromisso contraído. 109

111 O Banco estrutura os níveis de risco de crédito que assume através de limites de risco aceitável em relação ao mutuário ou grupo de mutuários e a segmentos geográficos e industriais. A exposição ao risco de crédito é gerida através de uma análise regular da capacidade de mutuários e potenciais mutuários de satisfazer obrigações de pagamento de capital e juros, e por alterar estes limites de crédito quando apropriado. Exposições a risco de crédito são também geridas em parte pela obtenção de colaterais e garantias pessoais ou empresariais. Colaterais O Banco utiliza uma diversidade de políticas e práticas de forma a mitigar o risco de crédito. A mais tradicional é a obtenção de garantias colaterais aquando do desembolso de fundos. O Banco implementa orientações em relação à aceitabilidade de classes específicas de colateral ou de mitigação do risco de crédito. Os principais tipos de colateral para créditos e valores a receber são os seguintes: - Hipotecas sobre imóveis; - Penhores de aplicações efectuadas no Banco; - Penhor de ativos como instalações, inventários e contas a receber; - Penhor sobre instrumentos financeiros, como títulos de dívida e ações. Financiamentos de longo prazo a entidades empresariais e individuais são geralmente garantidos; créditos individuais de baixo valor e recorrentes, geralmente não têm garantia. Adicionalmente, com o intuito de minimizar a perda, no momento em que existem indicadores de imparidade para os créditos e valores a receber, o Banco procura colaterais adicionais das contrapartes relevantes. O colateral detido para ativos financeiros, que não empréstimos e adiantamentos, é determinado pela natureza do instrumento. Instrumentos de dívida pública e outros títulos de dívida geralmente não se encontram colaterizados. Compromissos de concessão de crédito O objectivo principal destes instrumentos é assegurar que os fundos são disponibilizados a um cliente à medida que este os requisite. Compromissos de extensão de crédito representam partes não utilizadas de autorizações para estender o crédito na forma de empréstimos, garantias ou letras de crédito. Relativamente ao risco de crédito em compromissos de extensão de crédito, o Banco está potencialmente exposto a uma perda no montante igual ao total dos seus compromissos não utilizados. Contudo, o montante provável de perda é muito menor que a soma dos compromissos não utilizados em virtude dos compromissos de extensão de crédito serem revogáveis e estarem dependentes dos clientes manterem uma qualidade de crédito específica. O Banco monitoriza o prazo de vencimento de compromissos de crédito pois os compromissos de longo-prazo têm geralmente um maior grau de risco de crédito do que compromissos a curto-prazo. Risco de Concentração A gestão e o acompanhamento do risco de concentração são da responsabilidade da Gestão de Risco, que assegura a manutenção e implementação de políticas e procedimentos apropriados para monitorizar e gerir o risco de concentração de crédito. É igualmente responsável pelo acompanhamento dos poderes delegados em matéria de risco de concentração e reporte regular sobre risco de concentração ao Conselho de Administração. O Banco tem definida uma estrutura de limites com o objectivo de manter um nível de exposição alinhado com o seu perfil de risco e uma adequada diversificação da carteira de crédito. 110

112 Os limites presentemente instituídos para risco de concentração de crédito são os seguintes: i) Limite de riscos com um Grupo/Cliente Nos termos das delegações atribuídas pelo Grupo ao BAPOP, o limite máximo de exposição total com um Grupo/Cliente é de 10% do Tier I do GBP. O limite máximo com um Grupo/Cliente, exceptuando garantias e avales técnicos e operações garantidas com depósitos é de 5% do Tier I do GBP. ii) Limite de riscos por montante de operação Encontra-se definido um montante máximo de uma operação de crédito. No caso de operações de financiamento de capital circulante ou sem um destino específico serão agregados todos os riscos com essas características. Para financiamentos sindicados e em project finance, a participação do BAPOP não poderá será superior a 25% do total, naqueles em que a operação seja superior ao limite definido para este tipo de financiamentos. iii) Limite de participação na Central de Riscos de Crédito (CRC) O limite máximo de participação na CRC com um Grupo/Cliente será o seguinte: Grupo/Cliente com riscos superiores a 500 milhões - Inferior a 10% CRC. Grupo/Cliente com riscos superiores a 250 milhões - Inferior a 15% CRC. Grupo/Cliente com riscos superiores a 100 milhões - Inferior a 25% CRC. Grupo/Cliente com riscos superiores a 20 milhões - Inferior a 50% CRC. iv) Limite de concentração de riscos por sector de atividade Os limites máximos de concentração de risco total por sector são os seguintes: Construção e atividades Imobiliárias: 25%; Indústria transformadora e extractiva: 15%; Informação e comunicações, educação e outros serviços: 5%; Restantes sectores: 10% (Agricultura, silvicultura e pesca; Abastecimento de energia e água; Comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos; Hotelaria; Transporte e armazenamento; Atividades financeiras e de seguros; Atividades administrativas, profissionais, sanitárias e artísticas). v) Limite de concentração de riscos em grandes empresas Encontra-se estabelecido um limite máximo de 30% do risco total no segmento de Grandes Empresas. vi) Limite de Concentração de Risco por Produtos Encontram-se ainda definidos limites de acordo com a tipologia de produtos: Operações com garantia hipotecária sobre terrenos; Promoção Imobiliária; 111

113 vii) Crédito para compra de valores mobiliários. Avaliação de Garantias Hipotecárias Encontra-se ainda definido um conjunto de limites de acordo com o Loan-to-value (LTV) das operações de crédito colateralizadas com garantias hipotecárias. b) Política de Write-Off de créditos Em termos de política de write-off de créditos, encontra-se definido que apenas poderão ser realizados quando os créditos não possuam qualquer colateral real, estejam provisionados a 100% e, simultaneamente, a Gestão estime que não existirá qualquer recuperação decorrente do facto de já terem sido tomadas todas as diligências de cobrança e recuperação dos créditos. c) Política de reversão de imparidade A análise e determinação subsequente de imparidade individual de um cliente com imparidade registada em períodos anteriores, apenas poderá resultar numa reversão no caso da mesma estar relacionada com a ocorrência de um evento após o reconhecimento inicial (e.g. melhoria da qualidade do rating do cliente ou reforço de garantias). Adicionalmente, poderão ocorrer reversões implícitas de imparidade, resultantes de nova estimativa de parâmetros colectivos ou alterações no tipo de análise do cliente (individual ou colectiva). O montante da reversão não poderá ser superior aos montantes de imparidade acumulados registados anteriormente. d) Política de conversão de dívida em capital do devedor O Banco não utiliza normalmente este tipo de solução e apenas detém exposição sobre um grupo económico que foi objecto desta forma de reestruturação de crédito. Neste caso, o crédito foi substituído por uma posição em unidades de participação de um Fundo de Reestruturação. Estas posições são sujeitas a teste de imparidade com uma periodicidade de revisão semestral a partir da valorização das unidades de participação do Fundo de Reestruturação. Para a posição de dívida júnior que seja mantida em empresas detidas por estes Fundos é estimada uma imparidade de 100% da respectiva exposição. e) Descrição das medidas de reestruturação aplicadas e respectivos riscos associados, bem como os mecanismos de controlo e monitorização dos mesmos O Banco tem definido um vasto conjunto de soluções de reestruturação, as quais são negociadas por um conjunto alargado de Agências, especializadas na recuperação de crédito, sendo as medidas mais comuns a extensão do prazo da operação ou a inclusão de período de carência. Em termos de características das reestruturações, estas dividem-se em grandes grupos: sem crédito vencido (com ou sem reforço de garantias) e; com crédito vencido (com ou sem reforço de garantias). Compete ao órgão decisor de crédito a identificação de reestruturações que derivam de dificuldades financeiras dos clientes, sendo as mesmas posteriormente classificadas no sistema informático do Banco. Os clientes com operações de crédito objecto de medida de reestruturação são ainda sujeitos à definição interna de uma classificação restritiva de crédito, obrigando por esta via as Agências a ser consequentes nessa política, que poderá ser de manter, reduzir, ou extinguir riscos. 112

114 No que se refere ao acompanhamento em termos de modelo de imparidade de crédito, estas operações ficam com a marca de reestruturação durante um período de cura de dois anos, em cumprimento com a Instrução nº 32/2013 do Banco de Portugal. f) Descrição do processo de avaliação e de gestão de colaterais Para situações em que é admissível que a recuperação do crédito ocorra via execução do colateral imobiliário, encontra-se igualmente definido em normativo interno quais os valores que deverão ser considerados (valor de mercado da última avaliação conhecida com aplicação de haircut temporal). As reavaliações destes colaterais decorrem essencialmente dos períodos temporais definidos nos Avisos nº 3/95 e nº 5/2006 do Banco de Portugal. Contudo, para os imóveis afectos a operações de clientes com exposições significativas (superiores a 1 milhão de euros), as reavaliações são realizadas com maior frequência. Não obstante as periodicidades definidas, são realizadas avaliações sempre que se considere relevante para o acompanhamento do valor do colateral. O valor dos imóveis considerados para efeitos de colateral é ajustado à atual conjuntura macroeconómica, através da aplicação de haircuts, determinada com base em análises da Gestão e práticas de mercado. Antiguidade da avaliação >= 50% Obra concluída Haircut < 50% Obra concluída inferior a 6 meses 0% 0% igual a 6 meses 5% 5% de 6 meses e até 1 ano 10% 10% de 1 e até 2 anos 15% 20% de 2 e até 3 anos 25% 35% mais de 3 anos 50% 60% No que se refere a colaterais financeiros e títulos, encontra-se definido o acompanhamento periódico das operações de crédito garantidas com estes ativos, realizando-se reporte regular à Gestão. São indicados quais os ativos que servem de colateral, bem como rácio global de cobertura face ao crédito. Estes valores são considerados no âmbito da análise individual de imparidade. g) Natureza dos principais julgamentos, estimativas e hipóteses utilizados na determinação da imparidade As perdas por imparidade correspondem a estimativas determinadas com base em julgamentos da gestão, dados os factos e circunstâncias numa determinada data. Com tal, é expectável que, em alguns casos, eventos e desenvolvimentos futuros confluam num resultado diferente face ao montante estimado. Para que o modelo de imparidade tenha a maior adequação possível ao contexto macroeconómico, o Banco efetua mensalmente a revisão de imparidade aos clientes de análise individual, bem como semestralmente efetua a revisão dos parâmetros aplicados à parte colectiva da sua carteira de crédito. 113

115 Ao nível da análise individual, a determinação da imparidade é função da capacidade de reembolso do devedor e/ou respectivos garantes, ou dos colaterais que o Banco dispõe a garantir as operações de crédito, aplicando-se os critérios de referência constantes da Carta Circular nº 02/2014/DSP do Banco de Portugal. No que se refere à parte colectiva da carteira de crédito e, em particular, para a estimativa de LGD s, os mesmos são calculados a partir de todo o histórico de recuperações efetivas, bem como da assunção de pressupostos conservadores, definidos e aprovados pela Gestão, para estimativas futuras. h) Descrição das metodologias de cálculo da imparidade, incluindo a forma como os portefólios são segmentados para refletir as diferentes características dos créditos De acordo com o modelo conceptual que serve de base ao cálculo da imparidade, é efectuada mensalmente uma análise da carteira global de crédito segmentada em sete grupos principais: (i) créditos em default, (ii) créditos com atraso entre 30 e 90 dias, (iii) créditos reestruturados, (iv) créditos com outros indícios de imparidade, (v) créditos em cura (vi) créditos curados e (vii) créditos regulares. Definição de default Um crédito é considerado como em situação de default sempre que apresente pelo menos um dos seguintes indicadores: Crédito com atraso superior a 90 dias; Clientes em situação de insolvência/falência ou PER; ou Garantias bancárias prestadas executadas pelo beneficiário. Toda a exposição do cliente é considerada em default, sempre que a soma das suas operações com atraso superior a 90 dias exceda 20% do total da exposição. Os segmentos homogéneos resultam da criação de grupos de operações com risco de crédito semelhante, tendo em conta o modelo de gestão do Banco. Para esse efeito são definidos como factores relevantes de segmentação algumas características das operações de crédito tais como o tipo de cliente, materialidade da exposição, tipo de produto e tipo de garantia associada. 114

116 A segmentação vigente, distingue-se entre segmentação específica para PD e segmentação específica para LGD: Segmentação PD Segmentação LGD Estado e Outras Entidades Públicas Grupo Banco Popular Empregados Clientes Corporate Clientes Relevantes Cartões de Crédito - Particulares Crédito à Habitação com LTV <=80% Crédito à Habitação Crédito à Habitação com LTV >80% Particulares com garantia real Crédito ao Consumo Crédito ao Consumo Particulares sem garantia real Promoção Imobiliária Construção Construção com garantia real Construção sem garantia real Cartões de Crédito - Empresas Empresas Empresas com garantia real Empresas sem garantia real As probabilidades de default (PD s) representam a estimativa, com base nos últimos 5 anos de histórico do Banco, do número de operações com ou sem indícios de imparidade entrarem em default durante um determinado período de tempo (período emergente). De forma ao histórico refletir as condições económicas actuais, as observações obtidas são ajustadas pelos seguintes ponderadores: Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ponderação 10% 15% 15% 30% 30% As PD s são ainda diferenciadas consoante a classificação de cada crédito: (i) créditos com atraso entre 30 e 90 dias, (ii) créditos reestruturados, (iii) créditos com outros indícios de imparidade, (iv) em cura (v) curados e (vi) regulares. i) Indicação dos indícios de imparidade por segmentos de crédito O Banco considera um crédito como tendo indícios de imparidade, quando se verifica um dos seguintes eventos: Cliente com pelo menos 1 crédito de montante não imaterial com atrasos no pagamento superiores a 30 dias; Cliente em contencioso; 115

117 Cliente com pelo menos 1 crédito de montante não imaterial reestruturado por dificuldades financeiras do cliente ou perspectiva/pedido de reestruturação; Cliente com pelo menos 1 crédito em PERSI. Cliente com pelo menos 1 crédito de montante não imaterial no sistema bancário em situação de incumprimento, capital e juros abatidos/anulados ou contencioso, de acordo com a informação disponível na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal; Cliente com operações de crédito abatidas ao ativo no BAPOP, nos últimos 12 meses. Cliente com garantias bancárias prestadas pelo Banco que tenham sido executadas nos últimos 24 meses; Cliente com dações ou adjudicações ao Banco nos últimos 24 meses; Cliente com incumprimentos em outras entidades do Grupo Popular; Quaisquer outros indicadores que provoquem uma probabilidade acrescida de entrada em default, detectados na análise individual. j) Indicação dos limiares definidos para análise individual A cada data de reporte, é selecionado um conjunto de clientes, que pela materialidade da sua exposição ao Banco são considerados como significativos. Os referidos clientes são sujeitos a um procedimento de análise individual, de forma a concluir sobre a existência de evidência de imparidade e, eventualmente, a determinação do montante de imparidade. São analisados individualmente: Clientes em default ou com indícios de imparidade, com responsabilidades totais acima de euros. Carteira de clientes significativos sem indícios de imparidade, com responsabilidades totais acima de euros. Os créditos de clientes sujeitos a análise individual, em que não seja identificada evidência objectiva de imparidade, serão incluídos em segmentos homogéneos de risco de forma a serem alvo de imparidade colectiva. k) Política relativa aos graus de risco internos, especificando o tratamento dado a um mutuário classificado como em incumprimento As operações que se encontrem numa situação de default, com incumprimentos há mais de 90 dias, em situação de PER ou insolvência ou que careçam de um acompanhamento mais especializado, são regularmente migradas para um conjunto de Agências, denominado de RNE-Rede de Negócio Especializado. A missão e objectivos desta Rede são a análise rigorosa, o acompanhamento e a gestão dos clientes e riscos, por Gestores Especializados que se distribuem por 3 segmentos (Particulares, Empresas e Grandes Riscos). A partir de uma visão global de todo o processo de recuperação, procura-se encontrar e concretizar as soluções mais adequadas com vista à recuperação célere dos créditos. 116

118 l) Descrição genérica da forma de cálculo do valor atual dos fluxos de caixa futuros no apuramento das perdas de imparidade avaliadas individual e colectivamente De acordo com o modelo de imparidade em vigor no Banco, se for identificada evidência objectiva que ocorreu um evento que originou uma perda por imparidade, o valor da perda deverá ser determinado como a diferença entre o valor de balanço e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo perdas por eventos que ainda não ocorreram), descontados à taxa de juro efetiva original do contrato. Os fluxos de caixa futuros estimados incluídos no cálculo dizem respeito aos montantes contratuais dos créditos, ajustados por eventuais valores que o Banco espera não recuperar e pelo prazo temporal em que é expectável que os mesmos se venham a concretizar. O prazo temporal de recuperação dos fluxos de caixa é uma variável muito significativa do cálculo da imparidade, uma vez que, mesmo nos casos em que seja expectável o recebimento total dos fluxos de caixa contratuais em dívida, mas que os mesmos ocorram em datas posteriores ao que foi contratado, é reconhecida uma perda de imparidade. Esta situação só não se verificará nos casos em que o Banco receba uma compensação por inteiro (por exemplo, na forma de juros ou juros de mora) para o período em que o crédito se encontrou vencido. A realização de uma estimativa do valor e do momento de recuperação dos fluxos de caixa futuros de um crédito envolve um julgamento profissional. A melhor estimativa dos mesmos, tendo em consideração os guidelines definidos na Carta Circular n.º 02/2014/DSP, é baseada em pressupostos razoáveis/suportáveis e em dados observáveis na data da mensuração da imparidade, sobre a capacidade do cliente efetuar pagamentos ou serem realizadas execuções/recebimentos em dação de colaterais. Para as carteiras colectivas, a cada segmento homogéneo, é aplicada uma probabilidade de default (PD), e uma taxa de perda dado o default (LGD). Para os créditos em default, a PD é de 100% e o saldo é fixado no momento que que cada crédito entrou em incumprimento. A LGD é uma estimativa de perda dado o default de um cliente. Para o cálculo desta variável é utilizada uma amostra aleatória do histórico do Banco, com base num intervalo de confiança de 95%, relativo a todos os clientes que entraram em default. Deste modo, é apurada a perda média em cada segmento registada tendo por base todas as recuperações descontadas, à taxa efetiva, para o mês em que essa operação entrou em default, até ao seu vencimento/liquidação, bem como eventuais estimativas futuras para os casos em que as operações no momento da análise não se apresentem liquidadas. As recuperações dos créditos incluídos na amostra são verificadas caso a caso, incluindo: Recuperações históricas por via de pagamentos do devedor (recuperações desde a entrada em default até à data de análise); Recuperações históricas por via de execução ou dação de colaterais, deduzidas de custos suportados; Estimativas de recuperações posteriores às datas de referência de análise; Recuperações posteriores a abates contabilísticos. 117

119 De salientar que se encontra em fase terminal o projecto de cálculo da LGD para o BAPOP com base em toda a carteira e não apenas com base em amostra. Este projecto está a se desenvolvido internamente com o apoio do Grupo e será alvo de validação independente. m) Descrição do (s) período (s) emergente utilizado para os diferentes segmentos e justificação da sua adequação Os períodos emergentes, que resultam de estudos internos e a estimativa da Gestão do tempo que decorre entre o evento e o default, são os seguintes: Crédito com 30 a 90 dias de atraso 3 Créditos reestruturados 12 Outros indícios de imparidade 6 Em cura 12 Regulares e curados Estado e Outras Entidades Públicas, Corporate, Clientes Relevantes, Crédito à Habitação, Promoção imobiliária, Construção e Empresas Grupo Banco Popular, Empregados, Crédito ao Consumo e Cartões de Crédito de Particulares 9 7 n) Descrição detalhada do custo associado ao risco de crédito, incluindo divulgação das PD, EAD, LGD e taxas de cura Para os créditos reestruturados ou em cura, as PD s médias são determinadas para cada um dos meses da fase de desmarcação (24 ou 12 meses respectivamente), sendo posteriormente construídas e aplicadas curvas temporais. Nos segmentos em que no processo de construção dessas curvas não se obtenham correlações consideradas como suficientemente explicativas, as PD s a aplicar durante a fase de desmarcação resultam da média ponderada pelo número de todos os créditos reestruturados ou em cura de cada segmento e de cada mês (sem atribuir pesos diferenciados pelo período em que foram observadas as PD s). Adicionalmente, numa óptica conservadora, o ponto mínimo de cada curva nunca poderá ser inferior às PD s obtidas para créditos regulares do mesmo segmento. No quadro seguinte apresentamos as PD s atualmente em vigor: 118

120 Segmento Carteira normal Carteira em Indício Regulares Curados Em cura > 30 dias Outros Indícios Reestruturados Cartões de Crédito - Particulares 1,5% 0,0% [35,1% - 35,1%] 55,9% 9,2% [1,5% - 24,5%] Clientes Corporate 1,2% 0,0% [27,1% - 27,1%] 64,2% 12,1% [1,2% - 45,2%] Clientes Relevantes 1,5% 10,1% [43,6% - 43,6%] 59,6% 17,4% [1,5% - 52,8%] Construção 4,0% 3,7% [4% - 69,6%] 61,6% 27,9% [4% - 47,7%] Crédito à Habitação 0,8% 3,0% [0,8% - 39,7%] 43,8% 11,8% [0,8% - 42,4%] Crédito ao Consumo 3,5% 6,2% [12,2% - 40,7%] 55,1% 18,1% [3,5% - 44,5%] Empregados 0,0% 0,0% [3% - 3%] 36,9% 2,0% [0% - 0%] Empresas 3,0% 3,9% [9% - 62,2%] 62,6% 23,7% [3% - 50,5%] Estado e Outras entidades Públicas 0,0% 0,0% [0% - 0%] 54,0% 0,0% [0% - 9,3%] Grupo Banco Popular 0,0% 0,0% [0% - 0%] 0,0% 0,0% [0% - 0%] Promoção Imobiliária 7,0% 5,5% [7% - 52,8%] 56,0% 28,7% [7% - 39,2%] As LGD s aplicadas a 31 de Dezembro de 2014 são as seguintes: Segmento LGD Cartões de Crédito - Empresas 57,8% Cartões de Crédito - Particulares 45,0% Clientes Corporate 10,1% Clientes Relevantes 10,8% Construção - Com Garantia Real 19,5% Construção - Sem Garantia Real 37,2% Crédito à Habitação - LTV <= 80% 8,3% Crédito à Habitação - LTV > 80% 10,5% Crédito ao Consumo 47,9% Empregados 6,3% Empresas - Com Garantia Real 20,5% Empresas - Sem Garantia Real 30,8% Estado e Outras Entidades Públicas 0,0% Grupo Banco Popular 0,0% Particulares - Com Garantia Real 8,6% Particulares - Sem Garantia Real 32,1% Promoção Imobiliária 8,8% Salientamos novamente o facto de se encontrar na fase final o projeto de cálculo da LGD com base em toda a carteira e não em amostra conforme referido na anterior alínea l). o) Conclusões sobre as análises de sensibilidade ao montante de imparidade a alterações nos principais pressupostos A 31 de Dezembro de 2014, o acréscimo em 10% nas PD s implicaria um aumento 3.6 milhões de euros no montante total de imparidade. Um acréscimo semelhante nas LGD s implicaria um aumento de 17,9 milhões de euros. Um acréscimo de 10% em ambas as variáveis implicaria um aumento 21.8 milhões de euros no montante total de imparidade. 119

121 Divulgações quantitativas: a) Detalhe das exposições e imparidade por segmento Segmento: Exposição Total Crédito em cumprimento Exposição em : Imparidade em : Do qual: curado Do qual: reestruturado Crédito em incumprimento Do qual: reestruturado Imparidade Total Crédito em cumprimento Crédito em incumprimento Corporate Construção e CRE Habitação Relevantes Empresas Outros Total Da Exposição Total em : Da Imparidade Total em : Crédito em cumprimento Crédito em incumprimento Crédito em cumprimento Crédito em incumprimento Exposição Dias de atraso < 30 Dias de atraso Dias de atraso Imparidade Dias de atraso Dias de atraso Segmento: Total Sem indícios Com indícios entre <= 90 > 90 Total < 30 entre <= 90 > 90 Corporate Construção e CRE Habitação Relevantes Empresas Outros Total b) Detalhe da carteira de crédito por segmento e ano de produção Ano de produção Número de operações Corporate Construção e CRE Habitação Montante Imparidade Número de Imparidade Número de Montante constituída operações constituída operações Montante Imparidade constituída <= Total

122 Relevantes Empresas Outros Ano de produção Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída <= Total c) Detalhe do valor de exposição bruta de crédito e imparidade avaliada individualmente e coletivamente, por segmento, sector (CAE a dois dígitos) e geografia c.1) Por segmento: Corporate Construção e CRE Habitação Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Avaliação Individual Colectiva Total Relevantes Empresas Outros Total Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Avaliação Individual Colectiva Total c.2) Por sector de atividade: Construção Indústrias Comércio Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Avaliação Individual Colectiva Total

123 Financeiras/Seguros Imobiliárias Outras Total Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Avaliação Individual Colectiva Total c.3) Por geografia: Portugal Exposição Imparidade Avaliação Individual Colectiva Total d) Detalhe da carteira de créditos reestruturados por medida de reestruturação aplicada Medida Número de operações Crédito em cumprimento Crédito em incumprimento Total Exposição Imparidade Número de operações Exposição Imparidade Número de operações Exposição Imparidade Extensão de prazo Período de carência Outras medidas Total e) Movimentos de entradas e saídas na carteira de crédito reestruturado Saldo inicial da carteira de reestruturados (bruto de imparidade) Créditos reestruturados no período Juros corridos da carteira reestruturada Liquidação de créditos reestruturados (parcial ou total) Créditos reclassificados de "reestruturado" para "normal" Outros Saldo final da carteira de reestruturados (bruto de imparidade)

124 f) Detalhe do justo valor dos colaterais subjacentes à carteira de crédito dos segmentos de Corporate, Construção e Commercial Real Estate (CRE) e Habitação Corporate Construção e CRE Habitação Imóveis Outros Colat. Reais Imóveis Outros Colat. Reais Imóveis Outros Colat. Reais Justo valor Número Montante Número Montante Número Montante Número Montante Número Montante Número Montante < 0,5 M >= 0,5 M e < 1 M >= 1 M e < 5 M >= 5 M e < 10 M >= 10 M e < 20 M >= 20 M e < 50 M >= 50 M Total g) Rácio LTV dos segmentos de Corporate, Construção, CRE e Habitação Segmento / Rácio Número de imóveis Crédito em cumprimento Crédito em incumprimento Imparidade Corporate Sem colateral associado n.a < 60% >= 60% e < 80% >= 80% e < 100% >= 100% Construção e CRE Sem colateral associado n.a < 60% >= 60% e < 80% >= 80% e < 100% >= 100% Habitação Sem colateral associado n.a < 60% >= 60% e < 80% >= 80% e < 100% >= 100%

125 h) Detalhe do justo valor e valor líquido contabilístico dos imóveis recebidos em dação ou execução, por tipo de ativo e por antiguidade Ativo Número de imóveis Justo valor do ativo Valor contabilístico Terreno Urbano Rural Edifícios em desenvolvimento Habitação Comerciais Outros Edifícios construídos Habitação Comerciais Outros Outros Tempo decorrido desde a dação / execução < 1 ano >= 1 ano e < 2,5 anos >=2,5 anos e < 5 anos >= 5 anos Total Terreno Urbano Rural Edifícios em desenvolvimento Habitação Comerciais Outros Edifícios construídos Habitação Comerciais Outros Outros i) Distribuição da carteira de crédito medida por graus de risco internos O Banco Popular não utiliza ratings de crédito internos. j) Divulgação dos parâmetros de risco associados ao modelo de imparidade por segmento Os parâmetros de risco associados ao modelo de imparidade por segmento encontram-se explicitados na alínea n) das divulgações qualitativas desta nota. 124

126 48. Reconciliação das contas em NCA com as IAS/IFRS (conforme disposto na alínea d) do nº 2 da Instrução nº 18/2005 do Banco de Portugal) Caso as demonstrações financeiras individuais do Banco fossem elaboradas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS) apresentariam as seguintes alterações: 1) Descrição das alterações de políticas contabilísticas Com a aplicação das IFRS as políticas contabilísticas registariam as seguintes alterações: a) Créditos a clientes As políticas contabilísticas para o crédito a clientes, de acordo com as IFRS, correspondem ao descrito no ponto 2.1 do Anexo às Demonstrações Financeiras, com exceção do regime de provisionamento de crédito do Aviso 3/95 do Banco de Portugal, que é substituído por imparidade determinada de acordo com o modelo descrito na nota 47. b) Outros ativos tangíveis Em relação aos imóveis de serviço próprio, na data da transição para as IFRS (1 de Janeiro de 2006) foi utilizada a opção prevista na IFRS 1 de considerar como custo estimado o respectivo justo valor, obtido através de avaliações de peritos independentes, considerando-se a diferença para o anterior valor de balanço em resultados transitados como ajustamentos de transição, corrigida de impostos diferidos, passando aquele valor a ser o valor de custo nessa data sujeito a depreciação futura. 2) Estimativas dos ajustamentos materiais e reconciliação do balanço, da demonstração de resultados e demonstração de variações em capitais próprios As estimativas dos ajustamentos materiais que decorreriam das alterações de políticas contabilísticas, referidas no ponto anterior, e a reconciliação do balanço, da demonstração de resultados e da demonstração de variações nos capitais próprios em base NCA para as que resultam da aplicação das IFRS são apresentadas nos quadros seguintes: 125

127 Reconciliação do Balanço em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 Ativo (milhares de euros) NCA IFRS NCA IFRS Valor liq. Ajust. Valor. Liq. Valor liq. Ajust. Valor. Liq. Caix a e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Ativ os financeiros detidos para negociação Outros ativ os financ. justo v alor atrav és de resultados Ativ os financeiros disponív eis para v enda Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Deriv ados de cobertura Ativ os não correntes detidos para v enda Outros ativ os tangív eis Ativ os intangív eis Ativ os por impostos correntes Ativ os por impostos diferidos Outros ativ os Passivo Total de Ativo Recursos de bancos centrais Passiv os financeiros detidos para negociação Recursos de outras instituições de crédito Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos Deriv ados de cobertura Prov isões Passiv os por impostos correntes Passiv os por impostos diferidos Outros passiv os Capital Total de Passivo Capital Prémios de emissão Reserv as de reav aliação Outras reserv as e resultados transitados Resultado do ex ercício Total de capital Total de Passivo + Capital

128 Reconciliação da Demonstração de Resultados em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 (milhares de euros) NCA Ajust. IFRS NCA Ajust. IFRS Juros e rendimentos similares Juros e encargos similares Margem financeira Rendimento de instrumentos de capital Rendimentos de serv iços e comissões Encargos com serv iços e comissões Resultados de ativ os e passiv os av aliados ao justo v alor 0 atrav és de resultados (líquido) Resultados de ativ os financeiros disponív eis para v enda (líquido) Resultados de reav aliação cambial (líquido) Resultados de alienação de outros ativ os Outros resultados de ex ploração Produto bancário Custos com pessoal Gastos gerais administrativ os Depreciações e amortizações Prov isões líquidas de reposições e anulações Correções de v alor associadas ao crédito a clientes e v alores a receber de outros dev edores (líq. de reposições e anulações) Imparidades de outros ativ os líquida de rev ersões e recuperações Resultado antes de impostos Impostos Correntes Diferidos Resultado líquido do exercício

129 Reconciliação de variações em capitais próprios, em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 (milhares de euros) Outras Capital Social Prémio de emissão Reservas de justo valor reservas e Resultados transitados Resultado líquido Total Saldos em NCA Imparidade de crédito - Ajustamento prov isões regulamentares Impostos diferidos Valorização de imóv eis de serv iço próprio - Aplicação do justo v alor Impostos diferidos Saldos em IFRS Outras Capital Social Prémio de emissão Reservas de reavaliação reservas e Resultados transitados Resultado líquido Total Saldos em NCA Imparidade de crédito - Ajustamento prov isões regulamentares Impostos diferidos Valorização de imóv eis de serv iço próprio - Aplicação do justo v alor Impostos diferidos Saldos em IFRS Divulgação de informação relativa ao ónus sobre ativos (Instrução nº 28/2014 do Banco de Portugal) Em 31 de Dezembro de 2014, os ativos onerados e não onerados apresentam-se como segue: Modelo A - Ativos Quantia escriturada dos ativos onerados Valor justo dos ativos onerados Quantia escriturada dos ativos não onerados Valor justo dos ativos não onerados Ativos da Instituição que presta a informação Instrumentos de capital próprio Títulos de dívida Outros ativos

130 Modelo B - Colateral recebido Valor justo do colateral recebido onerado ou de títulos de dívida própria emitidos Valor justo do colateral recebido ou de títulos de dívida própria emitidos e oneráveis Colateral recebido pela Instituição que presta a informação Instrumentos de capital próprio Títulos de dívida Outro colateral recebido Títulos de dívida própria emitidos que não covered bonds próprias ou ABS 0 0 Modelo C - Ativos onerados, colateral recebido onerado e passivos associados Ativos, colateral Passivos recebido e títulos associados, de dívida própria passivos emitidos que não contingentes e covered bond s títulos próprias ou ABS emprestados oneradas Quantia escriturada dos passivos financeiros selecionados Modelo D - Informação relativa à importância do ónus sobre ativos a) A maioria dos ónus sobre os ativos do Banco repartem-se em três tipos: acordos de recompra, penhores de títulos ou de cash (para financiamento junto do BCE decorrentes de exigências legais ou regulamentares para o normal exercício de diversas atividades bancárias) e a constituição de colateral para a emissão de covered bonds. b) Durante o ano de 2014, o valor dos colaterais reduziu-se substancialmente em função da redução das responsabilidades junto do BCE e da diminuição do financiamento via Repos. O Banco também efetuou durante 2014 diversos "Reverse Repos", tendo porém chegado ao final do ano sem nenhuma operação deste tipo em balanço. c) Com exceção do financiamento do BCE e das obrigações hipotecárias, a generalidade dos ónus são resultado de operações intragrupo, em virtude da tesouraria do Banco ser gerida de forma integrada e serem também realizadas as operações intragrupo que espelham as coberturas feitas pelo Grupo com terceiros. d) Há uma evidente sobrecolateralização quer nos colaterais junto do BCE (aproximadamente 112%) quer nas obrigações hipotecárias (acima de 109%). e) O colateral das obrigações hipotecárias é constituído ao abrigo do D.L. n.º 59/2006; relativamente ao colateral para as operações de política monetária, os mesmos são constituídos conforme descrito pela Instrução n.º 1/99 do Banco de Portugal; os colaterais constituídos para garantir passivos resultantes de operações com derivados são realizados ao abrigo do ISDA Master Agreement e respectivos protocolos. O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 129

131 Relatório sobre a Estrutura e as Práticas do Governo Societário (Nos termos da alínea b), do nº 2, do artigo 70º do Código das Sociedades Comerciais) Exercício de 2014 O Banco Popular Portugal, S.A. (também designado por Banco Popular ou BAPOP) é detido, a 100%, por um único acionista, o Banco Popular Español, S.A. com sede em Madrid, Espanha. As ações do Banco Popular, não estão admitidas à negociação em mercado regulamentado situado ou a funcionar em Portugal. Os órgãos que compõem o governo da Sociedade são a Mesa da Assembleia Geral, o Conselho de Administração, o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas. I Assembleia Geral I.1 Membros da Mesa Constituição da Mesa da Assembleia Geral Augusto Fernando Correia Aguiar-Branco - Presidente João Carlos de Albuquerque de Moura Navega - Secretário I.2 Mandatos dos membros da Mesa Os atuais membros da Mesa da Assembleia Geral foram eleitos pela primeira vez em 7 de maio de 2007 e reeleitos para o quadriénio de , em 30 de maio de 2011, a terminar com a aprovação das contas de I.3 Remuneração do Presidente da Mesa O Presidente da Mesa da Assembleia Geral auferiu uma retribuição mensal de 500,00 euros, num total anual de 6.000,00 euros; o Secretário auferiu uma retribuição mensal de 300,00 euros, num total anual de 3.600,00 euros. I.4 Voto A cada 500 ações corresponde um voto. 130

132 I.5 Acionistas titulares de direitos especiais O Banco Popular não tem acionistas titulares de direitos especiais. I.6 Regras estatutárias sobre o exercício do direito de voto Os Estatutos do Banco Popular, no seu artigo 11º, estipulam que só tem direito a voto os acionistas detentores de 500 ou mais ações, não havendo outras limitações aos direitos de voto nem é estipulado qualquer prazo para o exercício do direito de voto. De acordo com o artigo 14º, as deliberações serão tomadas por maioria absoluta de votos, salvo no caso da dissolução do Banco, em que a deliberação da Assembleia Geral deve ser tomada por uma maioria de três quartas partes do capital social, e naqueles em que a lei exija maioria qualificada. I.7 Voto por correspondência Não existem quaisquer restrições estatutárias nem regras definidas para o exercício do direito de voto por correspondência. I.8 Intervenção da Assembleia Geral sobre a política de remuneração e avaliação do desempenho dos membros do órgão de administração A Assembleia Geral aprova anualmente a declaração sobre a política de remuneração dos órgãos de administrações e fiscalização apresentada pelo Conselho de Administração nos termos do nº 1, do art. 2º, da Lei nº 28/2009, de 19 de junho de De igual modo, a Assembleia Geral procede anualmente à apreciação geral da Administração com base na avaliação sobre a evolução da atividade do Banco no exercício anterior. II Órgãos de administração e fiscalização II.1 Identificação e composição dos órgãos da Sociedade Os órgãos de administração e fiscalização da Sociedade são o Conselho de Administração, o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas ou Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, órgãos estes eleitos para o quadriénio de , em 30 de maio de 2011, a terminar com a aprovação das contas de dois mil e catorze. À exceção de Carlos Manuel Sobral Cid da Costa Álvares e de José Ramón Alonso Lobo que foram eleitos em 3 de maio de 2013 e em 21 de março de 2013, respetivamente, cujos mandatos terminam com a aprovação das contas de Composição: Conselho de Administração Rui Manuel Morganho Semedo - Presidente Carlos Manuel Sobral Cid da Costa Álvares - Vogal Tomás Pereira Pena Vogal José Ramón Alonso Lobo - Vogal 131

133 Conselho Fiscal Rui Manuel Ferreira de Oliveira Presidente Telmo Francisco Salvador Vieira Vogal António José Marques Centúrio Monzelo Vogal Ana Cristina Freitas Rebelo Gouveia - Suplente Revisor Oficial de Contas PricewaterhouseCoopers & Associados, SROC, Lda. Representada por Aurélio Adriano Rangel Amado ou José Manuel Henriques Bernardo Revisor Oficial de Contas suplente Jorge Manuel Santos Costa II.2 Delegação de poderes e organograma da Sociedade O Conselho de Administração delegou a gestão corrente de todos os negócios do Banco Popular no seu Presidente, Rui Manuel Morganho Semedo, e no Administrador, Carlos Manuel Sobral Cid da Costa Álvares, nos termos e com os poderes para deliberarem e praticarem, com respeito dos limites legais, todos os atos compreendidos no seu objecto social, designadamente os seguintes: a) Aquisição, alienação ou oneração de bens móveis ou imóveis, bem como constituição e alteração da propriedade horizontal de imóveis propriedade do Banco; b) Abertura ou encerramento de estabelecimentos; c) Extensões ou reduções importantes da atividade do Banco; d) Modificações importantes na organização do Banco; e) Estabelecimento ou cessação de cooperação duradoura com outra empresa; f) Gestão de participações do Banco noutras sociedades, nomeadamente designando os representantes do Banco nos respectivos órgãos sociais e definindo orientações para a atuação desses representantes; g) Contratação, celebração, alteração e rescisão de contratos de trabalho e exercício dos correspondentes poderes diretivo e disciplinar; h) Aprovação das nomeações de funcionários e alterações de condições salariais com exceção de nomeações que respeitem ao último nível da tabela do ACTV; l) Contratação, celebração, alteração e rescisão de contratos de seguro, de empreitada e outros de prestação de serviços; j) Contratação, celebração, alteração e rescisão de contratos de arrendamento e locação financeira, imobiliária ou mobiliária; l) Representação do Banco em juízo e em litígios extrajudiciais, apresentando queixas-crime, comprometendo-se em arbitragens, propondo pleitos judiciais ou defendendo-se deles, podendo confessar, desistir ou transigir em quaisquer processos; m) Constituição de mandatários do Banco para a prática de determinados atos, ou categorias de atos definindo a extensão dos respectivos mandatos; n) Aquisição, alienação e oneração de participações noutras sociedades, desde que as operações em causa estejam incluídas nos planos de negócios aprovados; 132

134 o) Delineação da organização e os métodos de trabalho do Banco, incluindo elaboração de regulamentos e determinação das instruções que julguem convenientes. Os poderes delegados acima referidos devem ser exercidos, pelo Presidente do Conselho de Administração, Rui Manuel Morganho Semedo, conjuntamente com o Administrador Carlos Manuel Sobral Cid da Costa Álvares. Sempre que entenda ou se justifique, durante o ano, o Presidente, Rui Manuel Morganho Semedo, informará o Conselho de Administração das decisões, atos ou contratos estabelecidos ao abrigo da delegação de poderes. A nível do Governo do Banco Popular, foi criado em 1 de janeiro de 2011, o Comité Executivo no quadro do processo de aperfeiçoamento permanente do modelo de gestão do Banco enquanto unidade do Grupo Banco Popular. Sem prejuízo do papel reservado ao Conselho de Administração como órgão de gestão estatutário, o Comité Executivo, órgão não estatutário, assegurará, enquadrado pelas grandes orientações do Grupo e do Conselho de Administração, a gestão quotidiana do Banco. A criação deste Comité, que reúne semanalmente, visa agilizar o processo de formação das decisões e tornar mais efetiva a sua execução e seguimento, para responder com maior eficácia às muito exigentes circunstâncias em que o Banco atua. O Comité Executivo é constituído por Rui Manuel Morganho Semedo, Presidente do Conselho de Administração, que coordena, Carlos Manuel Sobral Cid da Costa Álvares, Administrador e Diretor Geral de Negócio, José António Matos dos Santos Coutinho, Carla Maria da Luz Gouveia, Jorge Miguel Santos Roldão Gomes, Pedro Miguel da Gama Cunha, Carlos Miguel de Paula Martins Roballo e José Luis Castro Cortizo, todos Diretores Centrais. A atual distribuição dos pelouros pelos membros do Comité Executivo é efectuada conforme o Organograma da Sociedade a seguir apresentado: 133

135 II.3 Comités de acompanhamento da atividade da Sociedade Para além da criação do Comité Executivo, que apoia o Conselho de Administração na gestão corrente, foram constituídos diversos comités especializados de acompanhamento da atividade do Banco Popular, designadamente: Comité de Controlo Interno e Risco Operacional O Comité de Controlo Interno e Risco Operacional é um órgão de natureza consultiva, sendo constituído pelos responsáveis dos órgãos de Auditoria, Gestão do Risco, Tecnologia e Sistemas de Informação, Provedoria do Cliente, Assessoria Jurídica, Recursos Humanos e Compliance/Controlo Interno, sendo coordenado pelo Presidente do Conselho de Administração. Este Comité, reúne, no mínimo, mensalmente, e tem como principais funções: - proteger a reputação do Banco e minimizar o respectivo risco; - identificar e analisar sistematicamente a legislação relevante de aplicação à atividade corrente do Banco, detectando as deficiências existentes e o modo de as ultrapassar; 134

136 - propor políticas, planeamento e estratégias de atuação, de forma a serem rigorosamente cumpridos os regulamentos e Instruções do Banco de Portugal, CMVM e ISP, para evitar que seja alvo de sanções. Comité de Gestão da Continuidade de Negócio Este Comité, de natureza consultiva, é constituído pelos responsáveis dos órgãos de Recursos Humanos, Tecnologia e Sistemas de Informação, Operacional, Gestão de Risco e Compliance, sendo coordenado pelo Presidente do Conselho de Administração, reunindo, no mínimo, trimestralmente, podendo reunir excepcionalmente, sempre que se torne necessário. Tem como funções zelar por um conjunto de boas práticas genéricas que devem ser implementadas e aprofundadas pelo Banco, de acordo com as características em termos de perfil de risco, tendo em consideração a natureza, a dimensão, a complexidade de negócio e o modelo organizativo, as quais estão reflectidas nas Recomendações prudenciais sobre Gestão da Continuidade de Negócio, aprovadas pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros. II.4 Relatório anual do órgão de fiscalização O Relatório e Parecer do Conselho Fiscal elaborado anualmente faz uma breve descrição sobre a atividade de fiscalização desenvolvida relativamente à prestação de contas anual. Este Relatório é divulgado no sítio da internet da Sociedade conjuntamente com os documentos de prestação de contas. II.5 Sistemas de controlo interno e de gestão de risco O sistema de controlo interno do Banco Popular é um processo tornado efectivo pelo Conselho de Administração, demais órgãos de gestão e colaboradores, parte integrante de um planeamento estratégico, sustentável a longo prazo e concebido para proporcionar uma garantia razoável de que se atinjam objectivos nas seguintes categorias: - Eficácia e eficiência das operações; - Fiabilidade do relato financeiro; - Cumprimento das leis e regulamentos aplicáveis. O sistema de controlo interno do Banco Popular, em consonância com a legislação e regulamentação aplicáveis, está descrito em normativo interno, designadamente em relação às responsabilidades que no seu âmbito estão acometidas ao Conselho de Administração e aos demais órgãos de estrutura de controlo. Ao Conselho de Administração compete, nomeadamente, aprovar a estratégia do Banco e zelar pela sua adequada implementação, assim como definir, aprovar e rever a estrutura organizacional e assegurar a sua adequada implementação e manutenção. Compete sobretudo ao Conselho de Administração, a promoção de uma cultura de controlo interno sustentada em elevados padrões de ética e de integridade, mediante a definição e aprovação de códigos de conduta apropriados, 135

137 assegurando-se de que todos os colaboradores compreendem o seu papel no sistema e de que podem contribuir de forma efectiva para o mesmo. A responsabilidade do Conselho Fiscal consiste em assegurar a realização dos procedimentos considerados necessários para verificar se existiu aderência, nos aspectos materialmente relevantes, do sistema de controlo interno do Banco aos requisitos descritos no Aviso do Banco de Portugal n.º 5/2008, assentes designadamente nos princípios da existência de um adequado ambiente de controlo, de um sólido sistema de gestão de riscos, de um eficiente sistema de informação e comunicação e de um efectivo processo de monitorização, que garanta o cumprimento dos objectivos estabelecidos nas categorias supra indicadas. Designadamente em relação à fiabilidade do relato financeiro, o sistema de controlo interno proporciona uma garantia razoável de que a preparação dos correspondentes relatórios obedece a princípios contabilísticos reconhecidamente aceites e cumpre os preceitos legais e regulamentares aplicáveis, que a informação neles contida reflecte as transações e eventos subjacentes por forma a apresentar uma posição patrimonial e financeira fiável e verdadeira, e que os mesmos são claros e informativos nas questões que possam influenciar a sua utilização, compreensão e interpretação. A função de gestão de risco procura identificar, avaliar, acompanhar e controlar todos os riscos materialmente relevantes a que o Banco se encontra exposto, tanto de forma interna como por forma externa, de modo a que não afectem negativamente a situação financeira da instituição. Trata-se de uma área que contribui igualmente para a criação de valor através do aperfeiçoamento de ferramentas de apoio: (i) à decisão de crédito, (ii) à definição de pricing ajustado ao risco das operações e (iii) à alocação de capital. A estrutura de gestão de risco adopta a metodologia três linhas de defesa, como ilustra e explica a figura seguinte: 136

138 Desta forma, as três linhas de defesa são representadas pelas seguintes estruturas internas: (i) primeira linha de defesa pela Gestão de Risco (GR); (ii) segunda linha de defesa pelo Compliance e Controlo Operativo e (iii) como terceira linha de defesa a actuação da Auditoria. A responsabilidade pela definição e implementação do sistema de gestão do risco é do Conselho de Administração, ainda que muitas das actividades inerentes a este processo estejam delegadas a outras áreas da organização. Linhas de reporte e comunicação As linhas de reporte são estabelecidas entre as diversas unidades de negócio, incluindo a função de auditoria, com reportes mensais à Gestão do Risco em relação ao estado dos controlos para gerir os riscos e mudanças nos objectivos e riscos. A GR reporta ao Comité Executivo a monotorização efectuadas sobre os diferentes riscos. Funções e responsabilidades As principais funções e responsabilidades dos distintos intervenientes no processo de gestão do risco são as apresentadas abaixo: a) Conselho de Administração As responsabilidades incluem: i. Definir e rever as políticas com os objectivos globais e os objectivos específicos para cada área funcional, no que respeita ao perfil de risco e ao grau de tolerância face ao risco; ii. Aprovar políticas e procedimentos, concretos, eficazes e adequados, para a identificação, avaliação, acompanhamento e controlo dos riscos a que o Banco está exposto, assegurando a sua implementação e cumprimento; iii. Aprovar, previamente à sua introdução, os novos produtos e atividades do Banco, bem como as respetivas políticas de gestão do risco; iv. Verificar, de forma regular, o cumprimento dos níveis de tolerância ao risco e das políticas e procedimentos de gestão do risco, avaliando a sua eficácia e contínua adequação à atividade do Banco, no sentido de possibilitar a detecção e correção de quaisquer deficiências; v. Requerer que sejam elaborados e apreciar reportes periódicos, precisos e tempestivos sobre os principais riscos a que o Banco se encontra exposto e que identifiquem os procedimentos de controlo implementados para gerir esses riscos; vi. Assegurar e monitorizar a efetiva implementação das suas orientações e recomendações na estrutura da gestão do risco no sentido de introduzir correções e/ou melhorias no sistema de gestão do risco; vii. Assegurar que as atividades de gestão do risco têm uma independência, estatuto e visibilidade suficientes e que são sujeitas a revisões periódicas; viii. Designar o responsável pela função de gestão do risco e o responsável pela função de Compliance e assegurar que estas funções têm autoridade suficiente para desempenhar as respetivas competências de forma objectiva e independente, bem como que possuem os recursos materiais e humanos adequados ao desempenho das respetivas tarefas; 137

139 ix. Supervisionar a monitorização da conformidade regulamentar; x. Coordenar a tomada de decisões e assegurar a consistência nas respostas da gestão do risco; xi. Assegurar que o plano de continuidade de negócio é revisto e monitorizado com uma periodicidade regular (e.g. anualmente). b) Função de Gestão do Risco Tem a responsabilidade de centralizar a gestão do risco, designadamente: i. Definir as políticas de risco do Banco, mediante aprovação da Administração; ii. Propor à Administração níveis de apetite e tolerância aos principais riscos a que a instituição se encontra exposta; iii. Analisar, acompanhar e propor orientações para o risco de crédito; iv. Analisar, acompanhar e propor orientações para o risco de taxa de juro, risco de liquidez, risco cambial, risco de mercado, risco de estratégia, risco de reputação e risco de compliance, tendo por base a metodologia disponível para o Grupo; v. Tratar a informação relativa aos diferentes riscos no Banco; vi. Utilizar os dados existentes para propor melhorias ao nível de boas práticas de risco de crédito e financeiros no Banco; vii. Gerir o processo de integração dos modelos de crédito (decisão, acompanhamento e imparidade) na gestão; viii. Acompanhar e controlar as delegações de poderes de crédito no Banco. ix. Controlar a qualidade da informação que é disponibilizada e que serve de base aos modelos de scoring e de rating ; x. Colaborar com o Grupo no desenvolvimento de metodologias comuns relativas à implementação de modelos para o risco de crédito; xi. Participar com outras áreas do Banco em Comités e grupos de trabalho para apoio à Gestão do Risco; c) Função Compliance A função de Compliance é a função que controla o cumprimento das obrigações legais e dos deveres a que se encontram sujeitas. Assim as suas responsabilidades são: i. Manter um conhecimento profundo da atividade do Banco, identificar e aferir da aplicabilidade e impacto das disposições legais e regulamentação em vigor, em articulação com os demais órgãos do Banco e o auditor externo; ii. Assegurar o correto e regular funcionamento do sistema de controlo interno no âmbito da prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento de actividades terroristas (BC/FT), privilegiando o eficaz cumprimento dos requisitos da Lei n.º 25/2008, de 5 de Junho e os objectivos descritos no Aviso n.º 5/2008, bem como do Aviso 5/2013, ambos do Banco de Portugal; iii. Assegurar, no contexto da atividade desenvolvida pelo Banco, a aplicação de requisitos legais e regulamentares e de boas práticas, conciliando as perspectivas de cumprimento normativo por um lado, e de negócio por outro; 138

140 iv. Acompanhar as alterações e desenvolvimentos em matéria de regulação e avaliar a adequação e eficácia das normas e procedimentos internos, com vista a prevenir o incumprimento das obrigações legais e deveres a que a instituição se encontra sujeita, no âmbito da sua atividade; v. Promover junto dos órgãos de estrutura as medidas para corrigir eventuais deficiências detectadas no cumprimento normativo e efetuar ações de prevenção e verificação para assegurar o continuado cumprimento das leis, regulamentos e boas práticas estabelecidas e assistir à implementação de medidas corretivas; vi. Aconselhar e assessorar os órgãos de administração e de gestão, para efeitos do cumprimento das obrigações legais e dos deveres a que a instituição se encontra sujeita, bem como informar, de imediato, os mesmos, de quaisquer indícios de violação de obrigações legais, de regras de conduta e de relacionamento com clientes ou de outros deveres que possam fazer incorrer a instituição ou os seus colaboradores num ilícito de natureza contraordenacional; vii. Desenvolver trabalho de aconselhamento, dando orientações, às áreas funcionais, relativamente ao cumprimento de requisitos que sejam relevantes no contexto de questões concretas, levantados no decorrer do normal desenvolvimento da atividade do Banco; viii. Manter registo de incumprimentos e das medidas propostas e adotadas para os sanar; ix. Elaborar e apresentar ao órgão de administração e ao órgão de fiscalização um relatório, de periodicidade anual, identificando os incumprimentos verificados e as medidas adotadas para corrigir eventuais deficiências; x. Assistir, e na vertente de controlo interno promover, a elaboração de reportes às entidades de supervisão, em articulação, nomeadamente, com as funções de gestão de riscos e de auditoria interna; xi. Ser o interlocutor com as entidades reguladoras no sentido de assegurar uma boa articulação no acompanhamento dos desenvolvimentos e evolução em matéria regulamentar, bem como na resolução da sanação de irregularidades detectadas; xii. Participar em ações de formação e sensibilização, promovidas pelo DRH, contribuindo para uma ampla tomada de consciência sobre a importância das leis, regulamentos e boas práticas a que o Banco se encontra vinculado, sobre a atuação e conduta a ter para a sua observância e das consequências do seu incumprimento. d) Área de Controlo Operativo Tem como principais atividades: i. Desenvolver e acompanhar controlos operativos, da contratação e de proveitos ligados à atividade diária da instituição, sempre que necessário; ii. Assegurar, em articulação com as demais áreas funcionais do Banco a adequação e o melhoramento continuado dos procedimentos de controlo, procurando mitigar o risco operativo. e) Função de Auditoria Interna Tem um papel chave na avaliação da efetividade da gestão do risco e sistemas de controlo. Os auditores internos têm as seguintes responsabilidades: i. Analisar, por amostragem, processos operativos, avaliando o seu grau de conformidade com as normas internas em vigor no Banco, normativo das Entidades de Supervisão e outra legislação aplicável; 139

141 ii. Verificar o correto e regular exercício dos mecanismos de controlo interno implementados em termos de circuitos e rotinas; iii. Relatar ao Conselho de Administração as deficiências detectadas nos respectivos trabalhos de Auditoria, indicando as recomendações que se deveriam seguir para a sua subsanação, contribuindo a uma melhoria dos procedimentos de controlo interno da Instituição; iv. Assegurar, no âmbito das suas atribuições, a relação do Banco com Autoridades Judiciais e Policiais e com as Entidades de Supervisão, mediante recolha, análise e fornecimento de informação/documentação solicitada pelas referidas entidades, necessários ao acompanhamento de processos de natureza criminal instaurados por entidades policiais ou em curso nos tribunais contra clientes do Banco; v. Proceder às averiguações e inquéritos que se mostrem necessários ao apuramento e imputação de responsabilidades individuais, em todas as circunstâncias em que a ocorrência de factos indicie ou consubstancie incidências graves ou práticas contrárias às normas internas, à legislação em vigor, às boas práticas bancárias, à ética da Instituição e do Sector Financeiro, que afectem negativamente os interesses do Banco e das Sociedades do Grupo e dos seus clientes; vi. Elaborar relatórios das atividades desenvolvidas e, pelo menos com periodicidade anual, um relatório com a síntese das principais deficiências detectadas nas ações de auditoria, com indicação e identificação das recomendações apresentadas e que foram seguidas. f) Coordenadores de risco São os colaboradores chave, que identificam os riscos no Banco, em particular ao nível do negócio/unidade/departamento/função. As suas funções e responsabilidades incluem: i. Identificar e avaliar riscos e obter respostas aos riscos; ii. Assegurar a consistência da aplicação dos procedimentos à tolerância do risco; iii. Elaboração de recomendações às atividades de controlo; iv. Reportar à GR os resultados e recomendações da identificação e avaliação dos eventos de risco no Banco. II.6 Identificação dos principais riscos a que o Banco Popular se expõe no exercício da atividade Em termos de riscos acompanhados são de referir os seguintes: Risco de Crédito Este risco nasce da possível perda causada pelo incumprimento das obrigações contratuais das contrapartes do Banco. No caso dos financiamentos produz-se como consequência da não recuperação do capital, juros e comissões, nos termos da dívida, prazos e demais condições estabelecidas nos contratos. No que se refere a riscos fora de balanço, deriva do incumprimento pela contraparte das suas obrigações perante terceiros, o que implica que o Banco as assuma como próprios em função do compromisso contraído. 140

142 A estrutura organizacional instituída para a gestão e acompanhamento do risco de crédito no Banco Popular Portugal, numa perspectiva macro resume-se como segue: O Banco tem implementado um circuito de análise e avaliação do risco, mediante um sistema formal de atribuição de poderes para a autorização de operações, os quais dependem, entre outros, dos seguintes factores: Natureza, montante, prazo e taxa de juro da operação; Titular da operação; Sector de atividade; Posição atual e histórica da relação com o Banco e sistema financeiro; Existência e qualidade de colaterais; e Indicadores de alerta. As pessoas com competência delegada para autorização de operações estão integradas nas seguintes áreas e órgãos do Banco: Agências de Retalho, Grandes Empresas e Banca Privada; Comercial Sul e Comercial Norte; Decisão, Análise e Acompanhamento de Risco; Comité Executivo/Conselho de Administração. O acompanhamento do risco é um processo fundamental na gestão do risco de crédito, uma vez que permite conhecer a evolução da capacidade de reembolso dos clientes e atempadamente tomar ações corretivas a fim de evitar situações de incumprimento. A metodologia de acompanhamento baseia-se fundamentalmente na análise de um conjunto de variáveis associadas às operações e clientes, que permitem medir a incidência que as mesmas podem ter sobre o risco assumido, determinando assim a conveniência de manter, aumentar, reduzir ou extinguir os riscos. Neste 141

Banco Popular Portugal, SA. Relatório e Contas

Banco Popular Portugal, SA. Relatório e Contas Banco Popular Portugal, SA Relatório e Contas 2013 Sumário Página Índice de Quadros e Figuras... 3 Informação Geral... 4 Órgãos Sociais... 5 O Banco Popular Portugal em números... 6 Relatório de Gestão...

Leia mais

Relatório Intercalar e Contas

Relatório Intercalar e Contas Banco Popular Portugal, SA Relatório Intercalar e Contas 1º semestre 2015 Sumário Página Informação Geral... 2 Órgãos Sociais... 3 O Banco Popular Portugal em números... 4 Relatório de Gestão Intercalar...

Leia mais

COMUNICADO 9M 2015 COMUNICADO 9M 2015. (Contas não auditadas)

COMUNICADO 9M 2015 COMUNICADO 9M 2015. (Contas não auditadas) COMUNICADO 9M 2015 (Contas não auditadas) 30 novembro 2015 1 1. EVOLUÇÃO DOS NEGÓCIOS 1.1. ÁREA FINANCEIRA A Área Financeira do Grupo concentra as atividades financeiras, incluindo a Orey Financial e as

Leia mais

SUMÁRIO. 3º Trimestre 2009 RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO DA ACTIVIDADE SEGURADORA. Produção de seguro directo. Custos com sinistros

SUMÁRIO. 3º Trimestre 2009 RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO DA ACTIVIDADE SEGURADORA. Produção de seguro directo. Custos com sinistros SUMÁRIO Produção de seguro directo No terceiro trimestre de, seguindo a tendência evidenciada ao longo do ano, assistiu-se a uma contracção na produção de seguro directo das empresas de seguros sob a supervisão

Leia mais

Reuters: BANIF.LS Bloomberg: BANIF PL ISIN: PTBAF0AM0002 www.banif.pt/investidores 1S2015 RESULTADOS CONSOLIDADOS. Informação não auditada.

Reuters: BANIF.LS Bloomberg: BANIF PL ISIN: PTBAF0AM0002 www.banif.pt/investidores 1S2015 RESULTADOS CONSOLIDADOS. Informação não auditada. Reuters: BANIF.LS Bloomberg: BANIF PL ISIN: PTBAF0AM0002 www.banif.pt/investidores 2015 1S2015 RESULTADOS CONSOLIDADOS Lisboa, 7 de Agosto de 2015 Informação não auditada. RESULTADOS CONSOLIDADOS: Janeiro

Leia mais

RESULTADOS CONSOLIDADOS

RESULTADOS CONSOLIDADOS 2012 RESULTADOS CONSOLIDADOS Lisboa, 8 de Fevereiro de 2013 A presente informação anual não foi sujeita a auditoria. Processo de Recapitalização A 31 de Dezembro de 2012 foi anunciada a aprovação por parte

Leia mais

Comunicado Reuters>bcp.Is Exchange>MCP Bloomberg>bcp pl ISIN PTBCP0AM00007

Comunicado Reuters>bcp.Is Exchange>MCP Bloomberg>bcp pl ISIN PTBCP0AM00007 26 de Outubro de 2010 Actividade do Bank Millennium (Polónia) no 3º Trimestre de 2010 O Banco Comercial Português, S.A. informa que o Bank Millennium S.A. com sede em Varsóvia, Polónia, entidade na qual

Leia mais

Relatório de evolução da atividade seguradora

Relatório de evolução da atividade seguradora Relatório de evolução da atividade seguradora 1.º Semestre 214 I. Produção e custos com sinistros 1. Análise global 2. Ramo Vida 3. Ramos Não Vida a. Acidentes de Trabalho b. Doença c. Incêndio e Outros

Leia mais

COMUNICADO RESULTADOS TRIMESTRAIS (Não auditados) 28 de Maio de 2015

COMUNICADO RESULTADOS TRIMESTRAIS (Não auditados) 28 de Maio de 2015 COMUNICADO RESULTADOS TRIMESTRAIS (Não auditados) 28 de Maio de 2015 Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A. Sociedade Aberta Rua Carlos Alberto da Mota Pinto, nº 17 6A, 1070-313 Lisboa Portugal Capital

Leia mais

BNI Banco de Negócios Internacional, S.A.

BNI Banco de Negócios Internacional, S.A. Balanço Em 31 de Dezembro de 2006 ACTIVO Notas Caixa e disponibilidades no Banco Central 5 204 460 2 547 Disponibilidades sobre instituições de crédito 6 2 847 256 35 474 Créditos sobre clientes 7 75 154

Leia mais

COMUNICADO 1S 2015. COMUNICADO 1S 2015 (Contas não auditadas)

COMUNICADO 1S 2015. COMUNICADO 1S 2015 (Contas não auditadas) COMUNICADO 1S 2015 (Contas não auditadas) 31 agosto 2015 1. EVOLUÇÃO DOS NEGÓCIOS 1.1. ÁREA FINANCEIRA A Área Financeira do Grupo concentra as atividades financeiras, incluindo a Orey Financial, e as suas

Leia mais

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões SUMÁRIO I PRODUÇÃO E CUSTOS COM SINISTROS 1. Análise global 2. Ramo Vida 3. Ramos Não Vida a. Acidentes de Trabalho b. Doença c. Incêndio e Outros

Leia mais

Relatório de Gestão 2. Balanço 5. Demonstração de Resultados por Naturezas 7. Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados 8

Relatório de Gestão 2. Balanço 5. Demonstração de Resultados por Naturezas 7. Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados 8 ÍNDICE Relatório de Gestão 2 Balanço 5 Demonstração de Resultados por Naturezas 7 Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados 8 Relatório e Parecer do Conselho Fiscal 20 Certificação Legal das Contas

Leia mais

COMUNICADO Resultados Consolidados do BCP no segundo trimestre de 2003

COMUNICADO Resultados Consolidados do BCP no segundo trimestre de 2003 BANCO COMERCIAL PORTUGUÊS, S.A. Sociedade Aberta Sede: Praça D. João I, 28, Porto Mat. CRC do Porto: 40.043 NIPC: 501.525.882 Capital Social Registado: 3.257.400.827 Euros COMUNICADO Resultados Consolidados

Leia mais

Relatório de Gestão 2. Balanço 5. Demonstração de Resultados por Naturezas 7. Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados 8

Relatório de Gestão 2. Balanço 5. Demonstração de Resultados por Naturezas 7. Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados 8 ÍNDICE Relatório de Gestão 2 Balanço 5 Demonstração de Resultados por Naturezas 7 Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados 8 Relatório e Parecer do Conselho Fiscal 20 Certificação Legal das Contas

Leia mais

Resultado Líquido da Reditus aumenta 57,7% no 1º semestre de 2014

Resultado Líquido da Reditus aumenta 57,7% no 1º semestre de 2014 Resultado Líquido da Reditus aumenta 57,7% no 1º semestre de 2014 Proveitos Operacionais de 60,8 milhões de euros (+ 8,1%) EBITDA de 5,6 milhões de euros (+ 11,1%) Margem EBITDA 9,2% (vs. 8,9%) Resultado

Leia mais

INFORMAÇÃO TRIMESTRAL INDIVIDUAL/CONSOLIDADA (Não Auditada)

INFORMAÇÃO TRIMESTRAL INDIVIDUAL/CONSOLIDADA (Não Auditada) INFORMAÇÃO TRIMESTRAL INDIVIDUAL/CONSOLIDADA (Não Auditada) (aplicável às entidades sujeitas à disciplina normativa contabilística das IAS / IFRS) BANCO BPI, S.A. Sociedade com o capital aberto ao investimento

Leia mais

Enquadramento Page 1. Objectivo. Estrutura do documento. Observações. Limitações

Enquadramento Page 1. Objectivo. Estrutura do documento. Observações. Limitações Objectivo No âmbito do processo de adopção plena das Normas Internacionais de Contabilidade e de Relato Financeiro ("IAS/IFRS") e de modo a apoiar as instituições financeiras bancárias ("instituições")

Leia mais

Atividade Consolidada Grupo Caixa Geral de Depósitos. 31 de março de 2015 Contas não auditadas

Atividade Consolidada Grupo Caixa Geral de Depósitos. 31 de março de 2015 Contas não auditadas Atividade Consolidada Grupo Caixa Geral de Depósitos 31 de março de 2015 Contas não auditadas Agenda Resultados Balanço Liquidez Solvência Conclusões NOTA: Os valores relativos a março de 2014 são reexpressos

Leia mais

RELATÓRIO E CONTAS DE

RELATÓRIO E CONTAS DE PORTUGAL RELATÓRIO E CONTAS DE 2011 Informação geral O Banco Popular Portugal, S.A. foi constituído em 2 de Julho de 1991, estando matriculado na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o Número

Leia mais

RELATÓRIO E CONTAS DE

RELATÓRIO E CONTAS DE PORTUGAL RELATÓRIO E CONTAS DE 2008 Informação geral O Banco Popular Portugal, S.A. foi constituído em 2 de Julho de 1991, estando matriculado na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o número

Leia mais

Município de Alcácer do Sal Relatório de prestação de contas consolidadas

Município de Alcácer do Sal Relatório de prestação de contas consolidadas 1- INTRODUÇÃO A lei das Finanças Locais (Lei nº 2/2007, de 15 de Janeiros) veio determinar a obrigatoriedade da consolidação de contas para os Municípios que detenham serviços municipalizados e/ou a totalidade

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Um investimento responsável exige que conheça as suas implicações e que esteja disposto a aceitá-las. TODOS OS INVESTIMENTOS TÊM RISCO

Leia mais

BANCO NACIONAL DE ANGOLA DEPARTAMENTO DE SUPERVISÃO DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

BANCO NACIONAL DE ANGOLA DEPARTAMENTO DE SUPERVISÃO DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS BANCO NACIONAL DE ANGOLA DEPARTAMENTO DE SUPERVISÃO DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DO SISTEMA FINANCEIRO ANGOLANO NO SEGUNDO TRIMESTRE DE 2011 1. INTRODUÇÃO É missão do Banco Nacional

Leia mais

RELATÓRIO & CONTAS Liquidação

RELATÓRIO & CONTAS Liquidação Fundo Especial de Investimento Aberto CAIXA FUNDO RENDIMENTO FIXO IV (em liquidação) RELATÓRIO & CONTAS Liquidação RELATÓRIO DE GESTÃO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS RELATÓRIO DO AUDITOR EXTERNO CAIXAGEST Técnicas

Leia mais

PROJECTO DE NORMA REGULAMENTAR

PROJECTO DE NORMA REGULAMENTAR PROJECTO DE NORMA REGULAMENTAR Princípios aplicáveis ao desenvolvimento dos Sistemas de Gestão de Riscos e de Controlo Interno das Empresas de Seguros As melhores práticas internacionais na regulamentação

Leia mais

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO SUMÁRIO I PRODUÇÃO E CUSTOS COM SINISTROS 1. Análise global 2. Ramo Vida 3. Ramos Não Vida a. Acidentes de Trabalho b. Doença c. Incêndio e Outros Danos d. Automóvel II PROVISÕES TÉCNICAS E ATIVOS REPRESENTATIVOS

Leia mais

Balanço e Demonstração de Resultados. Conheça em detalhe a Avaliação de Risco. Risco Elevado SOCIEDADE EXEMPLO, LDA AVALIAÇÃO DO RISCO COMERCIAL

Balanço e Demonstração de Resultados. Conheça em detalhe a Avaliação de Risco. Risco Elevado SOCIEDADE EXEMPLO, LDA AVALIAÇÃO DO RISCO COMERCIAL Balanço e Demonstração de Resultados Data 26-6-215 SOCIEDADE EXEMPLO, LDA NIF 123456789 DUNS 45339494 RUA BARATA SALGUEIRO, 28 3º, 4º E 5º, 125-44 LISBOA TEL.: 213 5 3 FAX: 214 276 41 ana.figueiredo@ama.pt

Leia mais

1.2 Situação patrimonial dos setores não financeiros

1.2 Situação patrimonial dos setores não financeiros .2 Situação patrimonial dos setores não financeiros No primeiro semestre de 203, prosseguiu o processo de ajustamento gradual dos desequilíbrios no balanço dos particulares 3 Nos primeiros seis meses de

Leia mais

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões SUMÁRIO I PRODUÇÃO E CUSTOS COM SINISTROS 1. Análise global 2. Ramo Vida 3. Ramos Não Vida a. Acidentes de Trabalho b. Doença c. Incêndio e Outros

Leia mais

Nota às demonstrações financeiras relativas ao semestre findo em 30 de Junho de 2010

Nota às demonstrações financeiras relativas ao semestre findo em 30 de Junho de 2010 1. Nota Introdutória Elementos identificativos: Denominação Fortis Lease Instituição Financeira de Crédito, SA NIF 507 426 460 Sede Social Objecto Social A Fortis Lease Portugal Instituição Financeira

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Um investimento responsável exige que conheça as suas implicações e que esteja disposto a aceitá-las. TODOS OS INVESTIMENTOS TÊM RISCO

Leia mais

Nota de Informação Estatística Lisboa, 21 de Abril de 2011

Nota de Informação Estatística Lisboa, 21 de Abril de 2011 Nota de Informação Estatística Lisboa, 21 de Abril de 211 Banco de Portugal divulga Contas Nacionais Financeiras para 21 O Banco de Portugal divulga hoje no Boletim Estatístico e no BPstat Estatísticas

Leia mais

Anexo às Contas Individuais da Sociedade ACCENDO, LDA

Anexo às Contas Individuais da Sociedade ACCENDO, LDA Anexo às Contas Individuais da Sociedade ACCENDO, LDA Exercício de 2011 Notas às Demonstrações Financeiras 31 De Dezembro de 2011 e 2010 1. Identificação da entidade Accendo, Lda, inscrita na conservatória

Leia mais

ABC da Gestão Financeira

ABC da Gestão Financeira ABC da Gestão Financeira As demonstrações financeiras são instrumentos contabilísticos que reflectem a situação económico-financeira da empresa, evidenciando quantitativamente os respectivos pontos fortes

Leia mais

DE 1 DE JANEIRO DE 2014 A 31 DE DEZEMBRO DE

DE 1 DE JANEIRO DE 2014 A 31 DE DEZEMBRO DE CONTA DE GERÊNCIA DE 1 DE JANEIRO DE 2014 A 31 DE DEZEMBRO DE 2014 UNIVERSIDADE DOS AÇORES Relatório de contas Ponta Delgada, Abril de 2015 I INTRODUÇÃO O presente capítulo incide sobre a análise da execução

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Eurovida Companhia de Seguros de Vida, S.A. - Sede Social: 1099-090 Lisboa - Portugal - CRCL / Pes. Col. 504 917 692 Capital Social 7.500.000 Euro Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO

Leia mais

Folha de cálculo para Plano de Negócios. 7 de Novembro 2009

Folha de cálculo para Plano de Negócios. 7 de Novembro 2009 Folha de cálculo para Plano de Negócios 7 de Novembro 2009 9 de Novembro de 2009 Modelo 9 de Novembro de 2009 2 Objectivos ferramenta Disponibilizar uma ferramenta que possibilite a um empreendedor efectuar

Leia mais

Exercício de stress test Europeu: Resultados principais dos bancos portugueses 15 Julho 2011

Exercício de stress test Europeu: Resultados principais dos bancos portugueses 15 Julho 2011 Exercício de stress test Europeu: Resultados principais dos bancos portugueses Julho Esta nota resume as principais características e resultados do exercício de stress test realizado ao nível da União

Leia mais

INFORMAÇÃO TRIMESTRAL relativa à actividade desenvolvida durante o 1º TRIMESTRE DE 2001

INFORMAÇÃO TRIMESTRAL relativa à actividade desenvolvida durante o 1º TRIMESTRE DE 2001 Banif - Banco Internacional do Funchal, SA e Grupo Banif Consolidado INFORMAÇÃO TRIMESTRAL relativa à actividade desenvolvida durante o 1º TRIMESTRE DE 2001 Banif - Banco Internacional do Funchal, SA Sociedade

Leia mais

PLC - CORRETORES DE SEGUROS, S.A. EXERCÍCIO DE 2007 RELATÓRIO DE GESTÃO

PLC - CORRETORES DE SEGUROS, S.A. EXERCÍCIO DE 2007 RELATÓRIO DE GESTÃO PLC - CORRETORES DE SEGUROS, S.A. EXERCÍCIO DE 2007 RELATÓRIO DE GESTÃO De acordo com as disposições legais e estatuárias venho submeter á apreciação dos senhores accionistas o Relatório de Gestão e as

Leia mais

RELATÓRIO ACTIVIDADE SEGURADORA ANO-2008 ÍNDICE GERAL BANCO CENTRAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

RELATÓRIO ACTIVIDADE SEGURADORA ANO-2008 ÍNDICE GERAL BANCO CENTRAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE RELATÓRIO ACTIVIDADE SEGURADORA ANO-2008 BANCO CENTRAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE ÍNDICE GERAL BANCO CENTRAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE ASSUNTO PÁGINA EVOLUÇÃO DA ACTIVIDADE SEGURADORA EM STP 1. ENQUADRAMENTO

Leia mais

IV.2 - LISTA E ÂMBITO DAS CONTAS CLASSE 7 CUSTOS POR NATUREZA. As contas desta classe registam os custos correntes do exercício

IV.2 - LISTA E ÂMBITO DAS CONTAS CLASSE 7 CUSTOS POR NATUREZA. As contas desta classe registam os custos correntes do exercício Anexo à Instrução nº 5/96 IV.2 - LISTA E ÂMBITO DAS CONTAS CLASSE 7 CUSTOS POR NATUREZA As contas desta classe registam os custos correntes do exercício 70 - JUROS E CUSTOS EQUIPARADOS 703 - Juros de recursos

Leia mais

RELATÓRIO DE ATIVIDADE DO FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO

RELATÓRIO DE ATIVIDADE DO FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RELATÓRIO DE ATIVIDADE DO FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO MONTEPIO TAXA FIXA FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO DE OBRIGAÇÕES DE TAXA FIXA 30.06.2015 1. Política de Investimentos O Património do

Leia mais

Relatórios Informa D&B

Relatórios Informa D&B Relatórios Informa D&B RELATÓRIO COMPLETO Toda a informação sobre uma empresa, em comparação com o seu sector, para quem necessite de decidir com plena confiança. - Sumário executivo Novo - Avaliação de

Leia mais

8 - ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS

8 - ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS 8 - ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS 1. Indicação e justificação das disposições do POC que, em casos excepcionais, tenham sido derrogadas e dos respectivos efeitos nas demonstrações financeiras,

Leia mais

19. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

19. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS 19. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS 19.1. INFORMAÇÕES RELATIVAS ÀS ENTIDADES INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO a) O perímetro de consolidação do Município de Pombal integra as seguintes entidades:

Leia mais

Resultados consolidados do Banco BPI no 1.º semestre de 2011

Resultados consolidados do Banco BPI no 1.º semestre de 2011 www.ir.bpi.pt BANCO BPI, S.A. - Sociedade aberta Capital Social: 990 000 000 euros; Pessoa Colectiva n.º 501 214 534 Matrícula na Conservatória do Registo Comercial do Porto, sob o n.º 501 214 534 Sede:

Leia mais

RELATÓRIO INTERCALAR DO EXERCÍCIO DE 2015

RELATÓRIO INTERCALAR DO EXERCÍCIO DE 2015 Sumário executivo No decurso do primeiro semestre de 2015, a Administração do BNI prosseguiu de forma consistente a missão, visão e objectivos do Banco orientados no objectivo central de contribuir para

Leia mais

RELATÓRIO DE RISCO DE CONCENTRAÇÃO DE CRÉDITO

RELATÓRIO DE RISCO DE CONCENTRAÇÃO DE CRÉDITO RELATÓRIO DE RISCO DE CONCENTRAÇÃO DE CRÉDITO 2013 MARÇO DE 2014 2 ÍNDICE NOTA INTRODUTÓRIA... 3 1. RISCO DE CONCENTRAÇÃO DE CRÉDITO... 3 2. RISCO DE CONCENTRAÇÃO DE MERCADO... 4 3. CONCENTRAÇÃO DE RISCO

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Um investimento responsável exige que conheça as suas implicações e que esteja disposto a aceitá-las. Designação: VICTORIA PPR Acções

Leia mais

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO DA ACTIVIDADE SEGURADORA

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO DA ACTIVIDADE SEGURADORA SUMÁRIO No primeiro trimestre de, a produção de seguro directo, relativa à actividade em Portugal das empresas de seguros sob a supervisão do ISP, apresentou, em termos globais, uma quebra de 29,8% face

Leia mais

Análise Financeira 2º semestre

Análise Financeira 2º semestre ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA DE VISEU DEPARTAMENTO DE GESTÃO Análise Financeira 2º semestre Caderno de exercícios CAP II Luís Fernandes Rodrigues António Manuel F Almeida CAPITULO II 2011 2012 Página

Leia mais

Assim, torna-se crucial a utilização de metodologias de avaliação do risco de crédito cada vez mais precisas.

Assim, torna-se crucial a utilização de metodologias de avaliação do risco de crédito cada vez mais precisas. OBJECTIVO O risco de crédito está presente no quotidiano de qualquer empresa, sendo hoje reconhecido, por uma grande parte das organizações, como uma das suas principais preocupações. Também nas empresas

Leia mais

ANEXO. Anexo às Demonstrações Financeiras Individuais Para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014

ANEXO. Anexo às Demonstrações Financeiras Individuais Para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 ANEXO Anexo às Demonstrações Financeiras Individuais Para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 1 - Identificação de entidade: 1.1- Designação da entidade: GATO - Grupo de Ajuda a Toxicodependentes

Leia mais

Instrumentos de Gestão Previsional

Instrumentos de Gestão Previsional Instrumentos de Gestão Previsional Ano 2012 Relatório 1.Introdução Dando cumprimento ao artigo 40º da Lei 53-F/2006 de 29 de Dezembro, a Empresa Municipal, TEGEC Trancoso Eventos, EEM, vem apresentar os

Leia mais

5 Análise Orçamental RELATÓRIO E CONTAS

5 Análise Orçamental RELATÓRIO E CONTAS 5 Análise Orçamental RELATÓRIO E CONTAS 1 PRINCIPAIS DESTAQUES [Indicadores] Indicadores 2010 2011 RECEITA Crescimento da Receita Total 19,8 3,7 Receitas Correntes / Receita Total 61 67,2 Crescimento das

Leia mais

8. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

8. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 8. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Nota Introdutória A Manuel Rodrigues Gouveia, S.A. ( MRG ou Empresa ) tem sede em Seia, foi constituída em 1977 e tem como actividade principal a Construção Civil

Leia mais

RESULTADOS CONSOLIDADOS

RESULTADOS CONSOLIDADOS Reuters: BANIF.LS Bloomberg: BANIF PL ISIN: PTBAF0AM0002 www.banif.pt/investidores 2014 RESULTADOS CONSOLIDADOS Lisboa, 28 de Fevereiro de 2015 Informação não auditada. RESULTADOS CONSOLIDADOS: Janeiro

Leia mais

a) Firma e sede das empresas associadas a empresas incluídas na consolidação;

a) Firma e sede das empresas associadas a empresas incluídas na consolidação; 14.5 - ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS CONSOLIDADOS I - Informações relativas às empresas incluídas na consolidação e a outras 1. Relativamente às empresas incluídas na consolidação a)

Leia mais

IV - 2. LISTA E ÂMBITO DAS CONTAS CLASSE 8 PROVEITOS POR NATUREZA. As contas desta classe registam os proveitos correntes do exercício.

IV - 2. LISTA E ÂMBITO DAS CONTAS CLASSE 8 PROVEITOS POR NATUREZA. As contas desta classe registam os proveitos correntes do exercício. Anexo à Instrução nº 4/96 IV - 2. LISTA E ÂMBITO DAS CONTAS CLASSE 8 PROVEITOS POR NATUREZA As contas desta classe registam os proveitos correntes do exercício. 80 - JUROS E PROVEITOS EQUIPARADOS Proveitos

Leia mais

Relatório de Actividades 1.º Trimestre de 2011

Relatório de Actividades 1.º Trimestre de 2011 Capa 2011 Relatório de Actividades 1.º Trimestre de 2011 Evolução da actividade, aspectos mais relevantes e resultados obtidos pelo Banif - Grupo Financeiro no 1.º Trimestre de 2011 Os resultados líquidos

Leia mais

Resultados consolidados do Banco BPI entre Janeiro e Setembro de 2010

Resultados consolidados do Banco BPI entre Janeiro e Setembro de 2010 www.ir.bpi.pt BANCO BPI, S.A. - Sociedade aberta Capital Social: 900 000 000 euros; Pessoa Colectiva n.º 501 214 534 Matrícula na Conservatória do Registo Comercial do Porto, sob o n.º 501 214 534 Sede:

Leia mais

APRESENTAÇÃO RESULTADOS 1º Trimestre 2015

APRESENTAÇÃO RESULTADOS 1º Trimestre 2015 Grupo Caixa Económica Montepio Geral APRESENTAÇÃO RESULTADOS 1º Trimestre 2015 Atividade Consolidada (Informação financeira não auditada) 12 de maio 2015 CAIXA ECONÓMICA MONTEPIO GERAL A CEMG NO PERÍODO

Leia mais

CÓDIGO DE CONTAS DO SNC

CÓDIGO DE CONTAS DO SNC CÓDIGO DE CONTAS DO SNC 1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS 11 Caixa 12 Depósitos à ordem 13 Outros depósitos bancários 14 Outros instrumentos financeiros 141 Derivados 1411 Potencialmente favoráveis 1412 Potencialmente

Leia mais

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS EM 2009.12.31

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS EM 2009.12.31 00 - Introdução a) Objecto social e identificação da Empresa HABECE Cooperativa de Habitação e Construção de Cedofeita, Crl., tem por objecto a construção ou a sua promoção e a aquisição de fogos para

Leia mais

SOFINLOC, Instituição Financeira de Crédito, S. A. Sede: Rua General Firmino Miguel, N.5-14. - 1600 LISBOA NIPC 501 370 048 / C.R.C.

SOFINLOC, Instituição Financeira de Crédito, S. A. Sede: Rua General Firmino Miguel, N.5-14. - 1600 LISBOA NIPC 501 370 048 / C.R.C. SOFINLOC, Instituição Financeira de Crédito, S. A. Sede: Rua General Firmino Miguel, N.5-14. - 1600 LISBOA NIPC 501 370 048 / C.R.C. Lisboa nº 3 053 BALANÇO EM 31.12.2006 Valores em milhares de Euros Dez-06

Leia mais

NEXPONOR. 30/06/2014 Relatório de gestão 1º semestre 2014

NEXPONOR. 30/06/2014 Relatório de gestão 1º semestre 2014 NEXPONOR 30/06/2014 Relatório de gestão 1º semestre 2014 A NEXPONOR Sociedade Especial de Investimento Imobiliário de Capital Fixo SICAFI, S.A. foi constituída em Maio de 2013 centrando-se a sua atividade

Leia mais

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS A Penafiel Verde, E.M. é uma empresa municipal, com sede em Penafiel, constituída em Maio de 2006 e que tem como actividades principais a gestão e exploração

Leia mais

Fortis Lease Portugal, Instituição Financeira de Crédito, S.A

Fortis Lease Portugal, Instituição Financeira de Crédito, S.A FORTIS LEASE PORTUGAL IFIC S.A. AVISO 10/2007 DISCIPLINA DE MERCADO Disciplina de Mercado - 2010 1 Índice Nota Introdutória 3 1. Declaração de Responsabilidade 3 2. Âmbito de Aplicação e Políticas de Gestão

Leia mais

Carta Circular 2/14/DSPDR do Banco de Portugal Mensuração da imparidade da carteira de crédito

Carta Circular 2/14/DSPDR do Banco de Portugal Mensuração da imparidade da carteira de crédito Carta Circular 2/14/DSPDR do Banco de Portugal Mensuração da imparidade da carteira de crédito 1. Política de Gestão de Risco de Crédito 1.1 Gestão de risco de crédito Em resposta aos diversos requisitos

Leia mais

Balanço e análise setorial

Balanço e análise setorial Balanço e análise setorial Data 2-3-215 Utilizador Utilizador exemplo N.º 51871 Referência Relatório de exemplo SOCIEDADE EXEMPLO, LDA NIF 123456789 DUNS 45339494 RUA BARATA SALGUEIRO, 28 3º, 4º E 5º,

Leia mais

ALTRI, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

ALTRI, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA) 30 de Junho de 2005 ALTRI, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA) Relatório do Conselho de Administração Altri, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) Contas Individuais Rua General Norton de Matos, 68 4050-424

Leia mais

RELATÓRIO E CONTAS BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO

RELATÓRIO E CONTAS BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO RELATÓRIO E CONTAS BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO 30 JUNHO 20 1 BREVE ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 1º semestre de 20 No contexto macroeconómico, o mais relevante no primeiro

Leia mais

MANUAL FORMAÇÃO PME GESTÃO FINANCEIRA. Programa Formação PME Manual de Formação para Empresários 1/22

MANUAL FORMAÇÃO PME GESTÃO FINANCEIRA. Programa Formação PME Manual de Formação para Empresários 1/22 MANUAL FORMAÇÃO PME GESTÃO FINANCEIRA 1/22 INTRODUÇÃO... 3 ANÁLISE DA ACTIVIDADE DA EMPRESA... 4 ESTRUTURA DE CUSTOS... 7 VALOR ACRESCENTADO BRUTO... 7 ANÁLISE DOS FLUXOS DE TESOURARIA... 9 ANÁLISE DOS

Leia mais

8. Gestão dos fundos autónomos. Centro de documentação. Fundo de Garantia Automóvel. Abertura de processos

8. Gestão dos fundos autónomos. Centro de documentação. Fundo de Garantia Automóvel. Abertura de processos Centro de documentação No decurso de 2012, desenvolveram-se várias ações que visaram, mais uma vez, incrementar a qualidade e quantidade dos recursos documentais, atualizar, diversificar e melhorar os

Leia mais

FACTO RELEVANTE INFORMAÇÃO PRÉVIA RELATIVA À ACTIVIDADE E RESULTADOS OBTIDOS PELO GRUPO BANIF NO EXERCÍCIO DE 2005

FACTO RELEVANTE INFORMAÇÃO PRÉVIA RELATIVA À ACTIVIDADE E RESULTADOS OBTIDOS PELO GRUPO BANIF NO EXERCÍCIO DE 2005 BANIF S G P S, S.A. Sociedade com o capital aberto ao investimento do público Sede Social: Rua de João Tavira, 30 - Funchal Capital Social: 200.000.000 Euros Matrícula Nº 3658 Conservatória do Registo

Leia mais

RELATÓRIO E CONTAS EXERCÍCIO 2011

RELATÓRIO E CONTAS EXERCÍCIO 2011 RELATÓRIO E CONTAS EXERCÍCIO 2011 1 ÍNDICE 1. MENSAGEM DO PRESIDENTE DA DIRECÇÃO... 3 2. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS... 4 2.1. BALANÇO (em 31 Dezembro de 2011)... 4 2.2. BALANCETE de 31 Dezembro de 2011...

Leia mais

26 de Junho de 2015 DEPARTAMENTO DE REGULAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO

26 de Junho de 2015 DEPARTAMENTO DE REGULAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO Apresentação ao mercado do modelo de adopção plena das IAS/IFRS e outras matérias inerentes ao processo de adopção plena das IAS/IFRS no sector bancário nacional DEPARTAMENTO DE REGULAÇÃO E ORGANIZAÇÃO

Leia mais

ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO

ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 1 ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 1 Abrandamento da atividade económica mundial ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 1.1. Evolução da conjuntura internacional A atividade económica mundial manteve o abrandamento

Leia mais

DISCIPLINA DE MERCADO

DISCIPLINA DE MERCADO DISCIPLINA DE MERCADO Divulgação Pública de Informação Aviso do Banco de Portugal nº 10/2007 Nota introdutória De acordo com o disposto no Aviso do Banco de Portugal nº 10/2007, o presente documento pretende

Leia mais

JSL Arrendamento Mercantil S/A.

JSL Arrendamento Mercantil S/A. JSL Arrendamento Mercantil S/A. Relatório de Gerenciamento de Riscos 2º Trimestre de 2015 JSL Arrendamento Mercantil S/A Introdução A JSL Arrendamento Mercantil S/A. (Companhia) se preocupa com a manutenção

Leia mais

ALVES RIBEIRO - INVESTIMENTOS FINANCEIROS, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 (Montantes em Euros, excepto quando expressamente indicado) 1. NOTA INTRODUTÓRIA

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Eurovida Companhia de Seguros de Vida, S.A. - Sede Social: 1099-090 Lisboa - Portugal - CRCL / Pes. Col. 504 917 692 Capital Social 7.500.000 Euro Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO

Leia mais

Resultados do 1º trimestre de 2015

Resultados do 1º trimestre de 2015 Resultados do 1º trimestre de 2015 Grupo Media Capital, SGPS, S.A. 11º ano de liderança Liderança em Grupo de canais Número um no digital Novos conteúdos na área da ficção e entretenimento: A Única Mulher,

Leia mais

C O N T A B I L I D A D E

C O N T A B I L I D A D E Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos ISCSP (UTL), Lisboa C O N T A B I L I D A D E Pedro V Matos ISEG-UTL 1 Análise Financeira e Contabilidade 2 1 Função Financeira O que é a Função Financeira? Consiste

Leia mais

Eurovida Companhia de Seguros de Vida, S.A., sociedade anónima pertencente ao Grupo Banco Seguros

Eurovida Companhia de Seguros de Vida, S.A., sociedade anónima pertencente ao Grupo Banco Seguros Data início de comercialização: 2007/05 por tempo indeterminado Empresa de Companhia de Seguros de Vida, S.A., sociedade anónima pertencente ao Grupo Banco Seguros Popular, com sede social na - 1099-090

Leia mais

EUROVIDA PPR (Proposta de Seguro)

EUROVIDA PPR (Proposta de Seguro) Eurovida Companhia de Seguros de Vida, S.A. Sede Social: 1099-090 Lisboa Portugal CRCL / Pes. Col. 504 917 692 Capital Social 7.500.000 Euro 02.01.2013 (Proposta de Seguro) Proposta: Apólice: Cliente:

Leia mais

Pelouro de Supervisão Bancária e de Seguros. Lara Simone Beirão

Pelouro de Supervisão Bancária e de Seguros. Lara Simone Beirão Pelouro de Supervisão Bancária e de Seguros Lara Simone Beirão Dezembro de 2014 1 Introdução Outline 2 Carteira de Activos 3 4 Evolução do Passivo Alguns Indicadores 5 Síntese 6 Desafios do Sistema Financeiro

Leia mais

Banco de Portugal divulga estatísticas de balanço e taxas de juro dos bancos relativas a 2013

Banco de Portugal divulga estatísticas de balanço e taxas de juro dos bancos relativas a 2013 N.º fevereiro Banco de Portugal divulga estatísticas de balanço e taxas de juro dos bancos relativas a Estatísticas de balanço Aplicações Crédito interno Em e pelo terceiro ano consecutivo, o crédito interno

Leia mais

Relatório de Gestão de Riscos 2014

Relatório de Gestão de Riscos 2014 Relatório de Gestão de Riscos 2014 2/16 Sumário 1. Introdução... 3 2. Perfil da Instituição... 3 3. Estrutura de Gerenciamento de Riscos... 4 3.1 Gestão de Risco de Mercado... 5 3.1.1 Instrumentos de monitoramento

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 14 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

GROUPAMA SEGUROS, S.A. RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

GROUPAMA SEGUROS, S.A. RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO GROUPAMA SEGUROS, S.A. RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO EXERCÍCIO DE 2005 ECONOMIA PORTUGUESA A desaceleração da economia portuguesa em 2005 resultou de uma diminuição acentuada do contributo da

Leia mais

Scal - Mediação de Seguros, S. A.

Scal - Mediação de Seguros, S. A. Scal - Mediação de Seguros, S. A. Anexo às Demonstrações Financeiras Individuais para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 1. Nota introdutória A Empresa Scal-Mediação de Seguros foi constituída

Leia mais

SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE ÁGUA E SANEAMENTO DE VISEU Rua Conselheiro Afonso de Melo 3510-024 VISEU N.º de Identificação Fiscal 680.020.

SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE ÁGUA E SANEAMENTO DE VISEU Rua Conselheiro Afonso de Melo 3510-024 VISEU N.º de Identificação Fiscal 680.020. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE ÁGUA E SANEAMENTO DE VISEU Rua Conselheiro Afonso de Melo 3510-024 VISEU N.º de Identificação Fiscal 680.020.063 NOTAS AO BALANÇO E A DEMONSTRAÇÃO

Leia mais

Earnings Release 1s14

Earnings Release 1s14 Earnings Release 1s14 1 Belo Horizonte, 26 de agosto de 2014 O Banco Bonsucesso S.A. ( Banco Bonsucesso, Bonsucesso ou Banco ), Banco múltiplo, de capital privado, com atuação em todo o território brasileiro

Leia mais

HENCORP COMMCOR DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. Parecer dos auditores independentes

HENCORP COMMCOR DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. Parecer dos auditores independentes HENCORP COMMCOR DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. Parecer dos auditores independentes Demonstrações contábeis Em 31 de dezembro de 2009 e 2008 HENCORP COMMCOR DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS

Leia mais

INSTRUTIVO N.º 07/2015 de 28 de Maio

INSTRUTIVO N.º 07/2015 de 28 de Maio INSTRUTIVO N.º 07/2015 de 28 de Maio ASSUNTO: CASAS DE CÂMBIO - Regras Operacionais Considerando a necessidade de se adequar as regras operacionais das casas de câmbio, ao efectivo monitoramento do fluxo

Leia mais