TRABALHO DE DISCERNIMENTO PASTORAL

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1 M O V I M E N T O A P O S T Ó L I C O D E S C H O E N S T A T T REPENSAR JUNTOS A PASTORAL DA IGREJA EM PORTUGAL TRABALHO DE DISCERNIMENTO PASTORAL L I S B O A, M A R Ç O D E

2 ÍNDICE INTRODUÇÃO...3 PRIMEIRA PARTE - SINAIS DE DEUS, NECESSIDADES E DESAFIOS...4 CAPÍTULO I - SINAIS DE DEUS NA NOSSA SOCIEDADE A mudança de época A desintegração Pluralismo e relativismo A globalização A perda do valor e do sentido da vida Novas questões sobre o poder do homem e o seu uso A construção da Europa...13 CAPÍTULO II - NECESSIDADES E DESAFIOS Do que precisam as pessoas de hoje Reconhecer e ver reconhecida a sua dignidade Participação na vida social Uma sociedade de valores Desenvolvimento pessoal Desenvolvimento social Sentido para a vida, encontro pessoal com Deus Necessidades e desafios que se colocam aos cristãos de hoje Situar-se no mundo e no tempo Aprofundar a sua vocação cristã Assumir a sua missão Cuidar da formação integral e permanente Valorizar a família cristã...17 SEGUNDA PARTE CAMINHOS PARA A MISSÃO CAPÍTULO I - RUMORES DO ESPÍRITO SOBRE COMO SER IGREJA HOJE A experiência de Deus Comunhão e comunidade Ao serviço da pessoa e da vida Leigos na Igreja e no mundo A dimensão carismática Maria e Fátima Missão no mundo de hoje...20 CAPÍTULO II - CAMINHOS PASTORAIS O caminho do encontro com Deus O caminho da comunidade O caminho da pessoa e da família O caminho dos leigos e da missão O caminho dos carismas O caminho de Maria O caminho da Nova Evangelização

3 INTRODUÇÃO O presente documento é a resposta do Movimento Apostólico de Schoenstatt em Portugal às Questões para o discernimento pastoral constantes do texto intitulado Repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal. Instrumento de trabalho, enviado pela Conferência Episcopal Portuguesa às Dioceses e às diversas Comunidades e instâncias eclesiais presentes actualmente na Igreja em Portugal, em Abril de Foi elaborado conforme decisão da Presidência Nacional do Movimento, por um grupo de trabalho constituído por um padre e quatro leigos (duas senhoras e dois homens), de idades compreendidas entre 34 e 66 anos, nomeado para o efeito pelo referido órgão. O Movimento Apostólico de Schoenstatt em Portugal saúda a Conferência Episcopal Portuguesa e agradece-lhe por esta iniciativa. O Movimento manifesta a sua adesão aos objectivos definidos pela Conferência Episcopal, e procurará contribuir para que eles sejam alcançados. Este documento é uma expressão da participação co-responsável do Movimento no caminho agora iniciado. Este documento tem como referência a acção pastoral desenvolvida pelo Movimento, com a sua originalidade, e a reflexão que habitualmente diversos círculos realizam em diálogo com o mundo e o tempo actual. Uma fonte importante para o documento aqui apresentado foi o trabalho de reflexão sobre Os sinais de Deus no tempo e na Igreja que se tem feito dentro do Movimento, designadamente em Lisboa, desde Por sua vez, esse trabalho partiu da reflexão que o Fundador do Movimento, P. José Kentenich ( ), foi fazendo continuamente, ao longo da História do Movimento, desde o início, actualizando-a e adaptando-a à situação portuguesa. Este texto é constituído por duas partes, referidas às questões propostas para o discernimento pastoral. A primeira intitula-se Sinais de Deus, necessidades e desafios, sendo constituída por dois capítulos: Sinais de Deus na nossa sociedade e Necessidades e desafios. A segunda intitula-se Caminhos para a missão, dividida em dois capítulos: Rumores do Espírito sobre como ser Igreja hoje e Caminhos pastorais. Lisboa, 15 de Março de

4 PRIMEIRA PARTE - SINAIS DE DEUS, NECESSIDADES E DESAFIOS A primeira parte visa dar resposta às perguntas da primeira questão para o discernimento, a saber: Questão 1: a) Igreja em Portugal, que vês na noite da sociedade em que vives (cf. Is 21,11)? b) Quais os sinais de Deus e os desafios para a tua missão? c) O que verdadeiramente precisam as pessoas de hoje, a nível espiritual e humano, e o que podes tu (Igreja em Portugal) oferecer-lhes? Apresenta-se composta por dois capítulos: Sinais de Deus na nossa sociedade e Necessidades e desafios. CAPÍTULO I - SINAIS DE DEUS NA NOSSA SOCIEDADE Este capítulo procura dar resposta às perguntas a) e b) da primeira questão para o discernimento. Vemos sete sinais de Deus, os dois primeiros (a mudança de época e a desintegração) de âmbito mais geral, de nível de maior abstracção e profundidade, dotados de maior capacidade explicativa do que os outros cinco (pluralismo e relativismo, a globalização, a perda do valor e do sentido da vida, novas questões sobre o poder do homem e o seu uso, a construção da Europa). Trata-se de uma síntese de um exercício de leitura da realidade social portuguesa, já orientado para uma procura, à luz da fé, de sinais de Deus nessa realidade; as vozes de Deus identificadas constituem apelos à missão. É construído, principalmente, a partir de elementos da doutrina social da Igreja, do pensamento do P. José Kentenich e de análise social. 1. A MUDANÇA DE ÉPOCA A história da humanidade tem assistido a profundas mudanças mas, provavelmente, não há outra época que tenha sofrido tantas, tão variadas e tão rápidas como a actual. Esse facto leva a que a nossa época se caracterize por uma dinâmica social e cultural como nunca antes se viveu, a qual gera a probabilidade elevada de a vida pessoal e social passar por novas experiências e possibilidades que alargam o espaço das potencialidades do humano, e, simultaneamente, a alta probabilidade de ser introduzido na nossa vida um maior grau de instabilidade e insegurança, com todos os seus custos e riscos. Nas actuais circunstâncias, a mudança encontra-se tanto na nossa vida pessoal e quotidiana, na qual temos espaço de intervenção directa e imediata, como em áreas estruturais da organização da sociedade, nas quais a generalidade das pessoas só pode 4

5 intervir pelas vias da participação política, ou por meio de associações e movimentos sociais. Sejacomo for, uma coisa é certa: num tempo assim, quem não intervém, põe-se na situação de objecto, ou vítima, da mudança. Isto é, tempo de mudança apela à participação inteligente e generosa na mudança. Os rumos e as formas da mudança dependem dos que a geram e conduzem, ou, pelo menos, nela participam. De facto, apesar de, muitas vezes não ser possível identificar os seus autores e responsáveis, a verdade é que toda a mudança tem agentes e circunstâncias ou condições mais ou menos propícias para que ocorram. Uma questão relevante é a de saber quem faz a mudança. Actualmente, a inovação científico-tecnológica tem sido um dos maiores motores da mudança, fruto de uma colaboração entre a economia, a ciência e a tecnologia, a que, por vezes, se junta o poder político. A ciência e a tecnologia têm fornecido vários contributos significativos para a cultura própria das sociedades mais desenvolvidas, entre os quais a sobrevalorização da ideia de que não há verdades absolutas, sendo todo o conhecimento relativo e provisório, o que reforça e como que legitima o próprio valor da mudança. Em épocas passadas, os conhecimentos e técnicas aprendidos por uma geração eram recebidos, experimentados e adaptados pela geração seguinte, num processo em que a família tinha um papel importante. Hoje, os conhecimentos dos pais e avós já não têm validade incontestada. São considerados mais importantes os conhecimentos aprendidos na escola, ou no trabalho, ou através da comunicação social; perante a contínua especialização e maior complexidade do conhecimento, a família perde uma boa parte da sua capacidade transmissora do saber e do fazer necessários para uma plena participação no mundo do trabalho e da economia, e na própria sociedade. Pode surgir, assim um conflito entre tradição e mudança sóciocultural. Ele tende a agravar-se quando se seguem as vias redutoras e simplistas para o querer resolver: ou rejeitando o passado e a tradição porque são necessariamente nocivos ao progresso, ou o contrário, ou seja, combatendo, por sistema, tudo o que é novo, porque é uma ameaça ao mundo como está estabelecido. Mais úteis e promissoras são as vias, nem sempre fáceis, de redescobrir o perene nas coisas novas. Está já à nossa frente uma nova era civilizacional, com novas áreas científicas, como a biotecnologia; novos estilos de vida, incluindo grandes possibilidades de escolha que permitem seleccionar, comparar e exigem discernir e optar com capacidade crítica; os avanços da informática e robotização; novas tecnologias da informação; uma crescente individualização, muitas vezes a resvalar para o individualismo. Estamos também perante novos riscos, como a manipulação genética, a invasão da privacidade, a limitação da liberdade, a dificuldade em evitar tensões e resolver conflitos de forma pacífica. Um tempo em que há mudanças significativas na relação dos homens com a natureza, dos homens entre si, do homem consigo próprio, e com Deus. Todos estes sintomas indicam que estamos em processo de mudança de época. Segundo uma terminologia actual, estamos a passar da sociedade industrial ou moderna para outra a que se tem chamado pós-moderna, e alguns chamam sociedade do conhecimento ou da informação, processo a que se junta a globalização e o aprofundamento do pluralismo. Trata-se de um processo social muito complexo, em desenvolvimento, não planeado, de contornos ainda pouco claros. Para já, está mais perceptível na desintegração progressiva da ordem social que ainda vai vigorando, apoiada nas principais instituições sociais, como a família, a escola, e a política, as quais, entretanto, já estão a dar claros sinais de dificuldade de continuarem a assumir, da mesma forma, as funções que lhes têm sido 5

6 atribuídas. Nestes tempos, pode haver instituições e grupos políticos, económicos, culturais e até religiosos, que se sentem ameaçados e tentam resistir à mudança de época. Ficam entrincheirados, fecham-se aos outros, e diante da dificuldade de lidar com a realidade, movidos pelo medo de ser engolidos, decidem coagi-la, para que ela ceda às suas exigências, por vezes de natureza secundária. Mas a par do desmoronamento, também já é possível encontrar novos modos de viver as relações familiares e sociais, novos modos de participar na vida política e cívica, novas formas de viver valores antigos, alguns com dois mil anos de História. As mudanças na sociedade reflectem-se no interior do homem, nas suas maneiras de pensar, viver e amar, isto é, o homem muda-se com o mundo que ele próprio vai mudando; a mudança interior do homem, por sua vez, contribui para mudanças na sociedade. Envolvido no turbilhão da mudança por que estamos a passar, o homem actual é atingido pela complexidade deste momento histórico. Está perplexo e inseguro, incapaz de prever e organizar o seu futuro, como estava habituado a fazer até há pouco tempo. Mergulhado num mar revolto de riscos, desafios e oportunidades, está a perceber que tem de descobrir novas formas de pensar e conhecer, novas formas de viver e de organizar os espaços de sociabilidade com outros que vivem e pensam de maneira diferente, a uma escala global, assim como tem de descobrir uma relação mais responsável com todos os outros seres vivos e toda a natureza. E terá de tomar melhor consciência de que os seus actos têm consequências que podem atingir a própria sobrevivência da espécie humana à face da Terra. Em tal situação de encruzilhada histórica, o mundo actual parece ignorar qualquer dependência e responsabilidade diante de Deus, esquecendo-se que é Deus quem, no seu Amor, pode e quer conduzir a mudança rumo à salvação, ou seja, à plena realização do homem em Cristo, na configuração histórica do tempo. 2.A DESINTEGRAÇÃO A densa malha de interacções entre natureza, homem e Deus, ou entre sociedade e indivíduo, ou entre os povos, ou entre os membros de uma família, ou entre homem e mulher, corresponde, em qualquer caso, a um processo de vida que tende para um equilíbrio dinâmico, em busca da unidade, complementaridade, integração. Tal não obsta a que seja também um caminho atravessado por desajustamentos e reajustamentos sucessivos, momentos de tensão, conflito, um certo grau de desintegração, nos quais se vai construindo a vida natural, a vida de cada ser humano e da sociedade, assim como as relações de todo este sistema com o Criador. Neste processo global, acontece que, em certos momentos, sobressaem os desequilíbrios, irrompem as crises; a partir daí, a vida pessoal, ou social pode encontrar razões e dinamismos para aceder positivamente a outro patamar da existência, com a introdução de novidades e abertura para novos horizontes e caminhos, ou criam-se bloqueios paralisadores, ou desencadeiam-se rupturas graves. Neste momento, mergulhados num tempo de mudança rápida e profunda, vivemos processos disruptivos fortes, como já sucedeu noutros momentos da história. Porém, estamos a viver esta situação em circunstâncias específicas que elevam o nível da desintegração e os seus riscos: o processo da mudança é de uma rapidez, extensão e 6

7 intensidade inéditas; vivido em contexto global; num mundo marcado por fortes diferenças e desigualdades, por um pluralismo presente e actuante maciçamente; num momento em que estão frágeis ou mesmo pulverizadas as fontes de sentido para a vida pessoal e colectiva, os necessários grandes consensos e pontos de referência, designadamente os valores; e os mecanismos de integração e coesão social e cultural são insuficientes. Nesta situação é frequente observar como têm aumentado os graus de complexidade e de insegurança no pensar e no agir. Atingido pela desintegração, encontramo-nos com o homem frágil, light, de pensamento débil, preso ao efémero, desconjuntado ; decaído, muitas vezes, na animalidade e materialidade, sob o império dos sentidos; o homem que se torna lobo do homem. O homem desvinculado, fruto e factor de desintegração da família e do enfraquecimento da vida comunitária e associativa. No plano social, tendem a aumentar as tensões e a conflitualidade, as inseguranças, demissões e invasões de espaços e responsabilidades nas relações interinstitucionais; a falta de solidariedade, quebra de coesão social e esvaziamento do bem comum e até da noção de serviço público. Concorrem ainda para a desintegração e, por outro lado, são frutos dela, a falta de líderes prestigiados, competentes e fiáveis, aos vários níveis, o aumento da pobreza e das desigualdades sociais e enfraquecimento da solidariedade efectiva, assim como o enfraquecimento do tecido produtivo, a par de concentrações e crescimento de grupos económicos sem aparente benefício para a sociedade. A desintegração pode identificar-se a muitos níveis. Está presente, por exemplo, nas dissociações e desequilíbrios que deram origem a novas concepções e práticas a respeito da identidade e dos papéis específicos do homem e da mulher no casamento, na família e na sociedade: este processo foi, progressivamente, desligando uns dos outros, os planos biológico, afectivo, moral, social, cultural e religioso, para chegar a uma pretensa reconstrução de novos perfis identitários do homem e da mulher, assim como de outras formas de experiências, relações e grupos apresentados como substitutos do modelo tradicional de relações afectivas e sexuais entre homem e mulher, de casamento e de família, incluindo a promoção da homossexualidade. Ainda neste domínio, um processo do mesmo tipo introduziu uma grande insegurança de critérios na moral sexual e na regulação da natalidade, tendo aqui uma grande relevância o modo como o conhecimento científico tem sido entendido e usado. No domínio das relações sociais, os fenómenos observáveis deste tipo são inúmeros. A título de exemplo, refira-se apenas que a desintegração está presente na falta de participação, demissão e irresponsabilidade na vida associativa, cívica e política, o que contribui para que estejam a emergir deficiências e perversões no funcionamento do próprio sistema democrático; por outro lado, agrava-se o vazio de projectos claros de homem e de sociedade, e de propostas político-ideológicas claras, sobretudo ao centro do espectro político; por fim, esta situação leva a perfilar-se o risco de uma ditadura democrática, ou seja de o poder político cair na posse de pequenos grupos que controlam os partidos, e de, ao seu lado, se consolidarem poderes efectivos, ligados a interesses económicos, corporativos ou outros, muitas vezes actuando discreta e subterraneamente na área política, mas não controlados democraticamente. E está actuante na quebra de equilíbrio nas relações do homem com a natureza, situação que se tornou sistemática com o modelo de sociedade, economia, estilos de vida e padrões de consumo dos países do primeiro mundo, e cada vez mais frequente e a atingir 7

8 formas e níveis de grande impacto ambiental, em muitos países em desenvolvimento; acumulam-se, assim, os problemas ambientais a nível global, enquanto faltam soluções eficazes, apesar de uma crescente sensibilidade para o problema em alguns países, estratos sociais, gerações. Segundo o P. Kentenich, estamos a viver uma situação de destruição ou desintegração do organismo natural e sobrenatural de relações, em virtude de se ter instalado o pensar, viver e amar mecanicista. Isto é, estamos expostos, ou já a praticar, um pensar ou mentalidade que separa, de forma mecânica, os elementos de um todo, o que inviabiliza não só a compreensão verdadeira do todo, como das próprias partes separadas do todo e umas das outras; um viver desarticulado e incoerente, incapaz de ligar ideias e vida, fé e vida, ou as diferentes dimensões da vida (por exemplo, família e trabalho); um amar que não integra o amor instintivo e sensível com o amor espiritual e o amor sobrenatural, que confunde o amor às pessoas com o amor às coisas, ou troca um pelo outro, e leva a relações desordenadas, e até doentias, tanto consigo próprio, como com pessoas, com outros seres vivos, ou coisas, ou ideias, ou com o mundo sobrenatural; um amar incapaz de amar Deus nas criaturas. A desintegração pode tocar-nos pela escassez ou falta de qualidade de vínculos pessoais significativos, de relações comunitárias na sociedade, na família, na vizinhança, no local de trabalho, sobretudo nas zonas urbanas, pela solidão, pela extensão das relações funcionais massificadoras; a massificação, com efeito, causa a desintegração, podendo atingir como que a dissolução da personalidade. Pode assumir formas de tensões e conflitos sociais entre povos, religiões, estratos sociais, gerações, géneros, partidos, agentes económicos, etc.; ás vezes, surge como ruptura entre passado, presente e futuro, quer a nível pessoal, quer sócio-cultural. Expande-se por via de um sistema de conhecimento que, em grande parte, compartimentou os vários saberes e sobrevalorizou o conhecimento científico das ciências factuais, muitas vezes sujeito às reduções dos critérios de eficácia tecnológica e dos interesses económicos. A visão do mundo difundida pela comunicação social também contribui para a desintegração, quando privilegia a sucessão incoerente de notícias e versões carregadas de espectacularidade, escândalo, violência, a apelar aos sentidos e aos instintos primários, ou de conotações dramáticas e negativas ou simplesmente anedóticas, fúteis ou superficiais; em geral, fica pouco espaço para um conhecimento crítico, consistente, que apele à inteligência e ao discernimento. Mas a desintegração pode chegar, como se vê hoje, a manifestar-se na falta de ideais e valores, de unidade interior, com as pessoas como que divididas, cheias de lutas e contradições dentro delas próprias, com propensão para atitudes e comportamentos de desinteresse ou demissão, ou então agressivos, atingindo-se um estado de desintegração do intelecto, desintegração da vontade e atrofia do coração. Então, não só a vida pessoal, mas o próprio ambiente pode toldar-se de insegurança, mal-estar, vazio, falta de sentido. Um lugar especialmente importante na luta contra o pensar, amar e viver mecânico, não só porque está muito exposto à doença, mas também porque é fundamental para a cura, ou seja, para o cultivo do pensar, amar e viver orgânico, é a família. É que essa comunidade íntima de vida e amor é a grande e primeira escola do amor, e da experiência radical de ser filho amado, a qual abre o caminho para a relação filial com Deus. Face à complexidade do processo de desintegração em curso, têm-se revelado cada vez mais nítidas as insuficiências do simples saber do senso comum, assim como as dos 8

9 saberes racionais especializados quando se mantêm isolados, ou pouco comunicáveis entre si. Tudo indica que devem prosseguir os esforços que já estão a ser feitos em prol de uma maior capacidade de pensar em termos globais, com maior intercomunicação dos vários tipos e formas do conhecimento, algo que caminha para um pensar orgânico. Esta circunstância alia-se a outros factores para a justificação da necessidade de incrementar os processos de renovação dos sistemas de ensino e de formação contínua, com o concurso de vários agentes, de modo a atingir o máximo de pessoas, ao longo de toda a vida. A luz de Cristo permite que os cristãos reconheçam que, no meio da desintegração, assim como da mudança, neste tempo que nos é dado viver, Deus está a actuar como Criador e Redentor, semeando anseios, esperanças de um Homem novo numa nova Comunidade, de uma Civilização do Amor. 3. PLURALISMO E RELATIVISMO Verifica-se que o mundo actual está profundamente marcado pelo pluralismo. Em todas as dimensões da vida, estamos, em regra, perante um grande variedade de concepções, valores, atitudes e comportamentos. Tende, assim, a criar-se uma situação e um modo de reacção que está de acordo com o que se pode chamar paradigma do supermercado : estão imensas hipóteses à nossa frente, e cada um escolhe o que lhe apetece, dentro das suas possibilidades. Um dos recursos mais importantes para gerir esta situação vai ser o conhecimento disponível e a capacidade de discernir e decidir; mas há que ter em conta que também no que respeita à informação e aos vários tipos de conhecimento, se verifica o pluralismo, e que é frequente que o acesso a muita informação e ao conhecimento especializado não garanta a capacidade de construir uma leitura consistente da realidade plural; muitas vezes, sucede que o conhecimento que se usa é desconexo, em pedaços, incoerente, próprio do homem-filme que pode captar muitas imagens e até conceitos, mas tem dificuldade em os relacionar e integrar. Viver numa sociedade plural é mais exigente, por um lado, mas, por outro lado, cria oportunidades de uma participação mais activa e responsável. Por um lado, compromete a concepção e a experiência de vivermos num mundo, ou, pelo menos, num ambiente coeso, seguro, e contribui para que se produzam desigualdades, tensões e conflitos. Por outro lado, revela a riqueza da humanidade, e abre os caminhos da interdependência, solidariedade, complementaridade e cooperação, e da permanente busca dos caminhos da justiça e da paz. Por um lado, produz riscos de enfraquecimento da coesão social e anomia, e de perda de identidade pessoal e colectiva. Por outro lado, estimula a aprofundar, reforçar a identidade, como tarefa constante, como processo contínuo e à altura dos desafios que forem surgindo. Promove o relativismo, isto é, o deixar-se levar ao sabor de quaisquer ideias, doutrinas, ou comportamentos morais, pondo tudo ao mesmo nível, nada reconhecendo como definitivo, mas tudo dependente das circunstâncias, e acabando por seguir o eu e as suas vontades como critério último. Aumenta a complexidade ao nível do conhecimento e a insegurança ao nível do julgar e do agir, o que faz com que alguns se sintam como que perdidos. Os que não compreendem a sociedade plural, ou não têm os meios necessários para nela ter um papel social reconhecido, correm riscos de marginalização, ou mesmo exclusão. 9

10 As sociedades plurais tendem a sobrevalorizar a diferença, defrontando-se com a reivindicação do direito à diferença e a elevar ao estatuto de princípio estruturante e indiscutível o conceito muito ambíguo e escorregadio de tolerância. A tolerância tem sido invocada, por vezes, como defesa contra a opressão da fé, da verdade, da norma moral; e esgrimida contra quem tem, ou procura ter ideias claras e diferentes dos dogmas apregoados pelos que se regem pelo pensar e viver dominantes nas nossas sociedades, sobretudo da Europa. Assim, de várias formas, têm-se criado situações de descriminação e até perseguição religiosa, designadamente contra os cristãos. 4. A GLOBALIZAÇÃO Na verdade, a globalização é um dos principais factores da evolução da cultura, da política, da economia do mundo actual, designadamente por via da expansão actual do liberalismo económico e político e dos seus valores. Embora o liberalismo tenha vencido, ele apresenta fragilidades e contradições. É do conhecimento geral que em muitos países a democracia é ainda pouco democrática, tendo sido muitas vezes uma democracia imposta e não propriamente construída pelos cidadãos do país. Outro motivo de preocupação é o da tendência para uma reduzida participação cívica dos cidadãos de muitas democracias mais estáveis. Se o liberalismo trouxe consigo mais direitos para as pessoas, muitas das vezes sucede que estes direitos e, principalmente, os deveres, não são efectivamente exercidos, num contexto de vazio de projectos e de valores, com a ideologia dominante, débil e cinzenta, a aparecer como uma espécie de fatalidade histórica para a qual sempre caminhámos. Parece existir um vazio de projectos alternativos. E assim é também na economia: à economia de mercado já não se contrapõe nenhuma outra lógica. Todos parecem participar do mesmo campo, tomar o estado actual das coisas como o estado natural. Algo de totalitário paira sobre nós. A recente crise financeira e económica mundial pôs a nu as fragilidades do sistema vigente e os efeitos terríveis de ele funcionar à margem de critérios éticos e dos valores e regras que garantam a prioridade dos direitos do homem e dos povos. Actualmente, a globalização contribui para que não só as instituições económicas de cariz liberal se expandam, mas também para que os seus valores economicistas atinjam todos os povos e culturas. Na ausência de mecanismos eficazes de regulação das relações económicas (e até, da própria ordem internacional ), o resultado tem sido o aumento da assimetria na distribuição da riqueza e da exploração dos países mais pobres. De facto, o actual modelo de globalização tem imposto a muitos países e povos, sobretudo do hemisfério Sul, uma lógica de desenvolvimento exógena, e um modelo subordinado de inserção na economia global. Porém, a ideia do desenvolvimento próprio das comunidades e sociedades humanas, e de cada uma e um dos seus membros, pode ser levada à prática no interior mesmo da globalização actual, se as práticas paternalistas e assistencialistas forem superadas por uma cultura do auto-desenvolvimento, da autoajuda e da complementaridade solidária. Face à complexidade do actual processo e à gravidade do que está em causa, acontece que estamos perante uma gestão global sem governo global, em que algumas instituições, designadamente mercados, bolsas, bancos, fundos financeiros, ou países dominam a cena internacional, com falta de respeito pela honestidade, pela justiça, pelo 10

11 bem comum e pelos direitos humanos, de uma forma tal que muitos daqueles que são afectados pelas suas decisões quase não têm voz, sendo reduzidos a situações desumanas, como a pobreza e o desemprego. A par destes riscos, não obstante, não podem negar-se as potencialidades e os resultados positivos que já recebemos da globalização. Perante os rumos actuais deste grande processo histórico, há, pois, que discernir, com base em critérios de justiça e solidariedade, de modo assegurar-se o bem de todos os homens de hoje e de amanhã, todos membros da mesma e única família humana que habita o mesmo planeta. 5. A PERDA DO VALOR E DO SENTIDO DA VIDA Na nossa sociedade, frequentemente verificamos, a muitos níveis e de modos diversos, sinais de que o valor e o sentido dados à vida se vão alterando, a ponto de se poder dizer que, pelo menos em alguns casos, eles se estão a perder, em comparação com o padrão tradicional, de raiz cristã. No âmbito do casamento e da família, podemos encontrar, por exemplo, as convivências sem casamento, o aborto e a falta de luta contra os factores que o propiciam, a baixa da natalidade, a violência conjugal e familiar, os maus tratos e abandonos, a eutanásia, e muitos outros comportamentos ditados pelo egoísmo, pela incapacidade de dar espaço à vida e de cuidar dela, e pela falta de esperança. A vontade de ter sempre mais domina a vida económica e deteriora o valor, as relações e as condições de trabalho. Sobretudo em certas circunstâncias, a luta pelo emprego tornase degradante da dignidade das pessoas, e leva a que muitos fiquem expostos a um injusto processo de exclusão social. Ao mesmo tempo, outros estão aprisionados pelo consumismo, vivendo num materialismo prático, sendo muitos enredados nas teias do endividamento crónico. No dia a dia das relações interpessoais, de vizinhança, de trabalho, somos tocados por casos ou notícias de quem conhece atitudes de individualismo, falta de civismo, falta de respeito pelos outros e pelos seus direitos, de violação impune das regras do direito e da moral. Para muitos, tudo se justifica porque buscam o seu divertimento, prazer, a excitação, o êxtase, sozinhos ou com a sua tribo ; o corpo, o próprio e o dos outros, pode passar então a mero instrumento de prazer físico, ou objecto de culto. Sem atingir tais extremos, mas muito mais frequentes, são os processos quotidianos, tantos sofridos em silêncio e às escondidas, de exclusão social, às vezes na própria família, dos mais frágeis, pobres, doentes, desempregados, idosos, e dos que, de algum modo, se afastam dos padrões de êxito dominantes. E há os estrangeiros que não são integrados na sociedade, a não ser como mão-de-obra barata e sem direitos, expostos a muitas e ignominiosas formas de exploração. Uma forma subtil, mas eloquente, de falta de valor e de sentido da vida, na nossa sociedade, está no modo como vivemos a frustração, a dor e a morte, ou seja, no afã em as ocultar, em fugirmos delas a sete pés, ou então em mergulharmos nelas como se caíssemos no vazio e fossem o fim de tudo, e nada mais houvesse para além delas. 11

12 Neste momento, estes fenómenos tocam a vida de muitos homens e mulheres, instalando um clima de perplexidade, insegurança e falta de esperança. Deixam no ar perguntas tão essenciais como a de saber se vale a pena ter filhos, ou tirar um curso, ou fazer algum sacrifício, ou para que é que serve viver, afinal. Para alguns, o sentido da vida parece reduzir-se, apenas, a lutar para ter cada vez mais dinheiro, ou coisas, ou poder, ou prestígio. 6. NOVAS QUESTÕES SOBRE O PODER DO HOMEM E O SEU USO Uma das consequências do uso das capacidades e poderes actuais do homem é o crescimento dos níveis e padrões de vida, em busca de um crescente bem-estar, como nunca antes havia sido experimentado. Porém, ao mesmo tempo, uma grande parte dos habitantes da Terra, nossa casa comum, é atormentada pela fome e pela miséria, inúmeros são os analfabetos, e muitos são aqueles a quem nunca se propuseram maiores horizontes de transcendência, nem lhes falaram de um Pai Criador, ou então estão fechados a esta Boa Nova. Muitos homens procuram, com todo o empenho, uma ordem temporal mais perfeita, mas, muitas vezes, sem que a acompanhe o necessário progresso espiritual. Em consequência, o homem actual apresenta-se simultaneamente poderoso e débil, capaz do melhor e do pior. De facto, verifica-se que o homem, que tão imensamente alarga o próprio poder, nem sempre é capaz de o sujeitar a critérios éticos, e de o pôr ao serviço do seu verdadeiro bem, e do bem de todos os homens. Na sociedade economicista, materialista, o homem tornou-se num eterno trabalhador em busca de bens materiais, que já não tem tempo nem para os outros, nem para si, nem para Deus. Falta-lhe força para resistir às seduções da ambição, do lucro, da vaidade, falta-lhe capacidade para ir ao mais profundo, falta-lhe a força própria da vontade criadora. E no entanto, o homem pode exercer grande parte do seu poder por meio da actividade, tanto manual como intelectual, que ele realiza quotidianamente, enquanto ser humano, pessoal e social, a que chamamos trabalho. À imagem e semelhança de Deus, o homem continua, de facto, o trabalho da Criação. Porém, esse poder que devia estar ao serviço dos planos de Deus, para a plena realização de cada homem e da sociedade, torna-se factor de empobrecimento pessoal, luta social e destruição da natureza, sempre que o homem se arroga a ser como o Criador, substituindo-se a Deus. E os que não trabalham por não terem emprego ficam feridos nos seus direitos fundamentais porque os seus dons não são postos a render e, assim, também não se desenvolvem, de que resulta uma perda não só para eles, mas para toda a sociedade. Nos nossos dias, o homem, ainda que cheio de admiração e ambição ante a sua inteligência e actividade criadora, face às suas próprias descobertas e poder, debate-se com perturbações e angústias profundas relativas à evolução do mundo, ao lugar do homem neste mundo, ao significado do seu esforço individual e colectivo. Marcado por circunstâncias complexas, é difícil ao homem discernir os valores verdadeiramente permanentes e harmonizá-los com as suas descobertas. O deslumbramento e o abuso do poder obscurecem ou chegam mesmo a negar o dom e a responsabilidade que Deus dá ao homem de ser colaborador, administrador, 12

13 instrumento nas mãos do Autor e Senhor da vida, a única fonte do poder e autoridade que são parte integrante da dignidade de todos os filhos de Deus. 7. A CONSTRUÇÃO DA EUROPA Na origem e desenvolvimento do processo da construção da Europa estiveram presentes valores éticos, de clara raiz e inspiração cristã, que deram sentido a acordos de ordem económica e política, e lhes abriram um horizonte mais amplo, mais importante para o bem dos homens da Europa, daquele momento e do futuro. Há que reconhecer, contudo, que esse património se tem deteriorado à medida que a situação espiritual e ética dos países da Europa Ocidental tem evoluído no sentido da difusão do secularismo e do laicismo. Assim, os interesses económicos e geo-estratégicos dos países mais poderosos começam a ter um peso cada vez maior na construção da Europa, o que pode alterar e tornar mais problemático este processo. A construção da Europa tem-se revelado um processo complexo. A sua complexidade aumenta à medida que entram novos parceiros, sobretudo países com características mais diferentes, e à medida que o âmbito das instituições europeias se vai estendendo a mais temas e assuntos. Além do alargamento do âmbito dos assuntos sob a jurisdição europeia, verifica-se que se geram expectativas, ou se vão criando padrões que, apesar de não estarem contidos nos limites definidos pelos tratados e outros instrumentos legais, tendem a exercer uma certa pressão sobre a maneira de pensar e viver dos europeus. Frequentemente, estamos a procurar saber, ou está-nos a ser dito que na Europa se faz, se pensa, se vota, se projecta, se acha bem desta ou daquela maneira. É um processo aberto que obriga a conhecer e a exercer um pensamento crítico sobre o que está em causa, designadamente as questões do património cultural comum e da identidade europeia, do papel da Europa no mundo, da constituição para a Europa, da adesão da Turquia à União Europeia, da sua capacidade de responder à actual crise financeira e económica. Frequentemente, tem-se observado que há falta de determinação e sentido de rumo de uma Europa social e economicamente coesa, assim como a falta de concordância na afirmação e missão no mundo, não se tendo encontrado uma posição da União Europeia em muitas questões internacionais. Está claro que a construção da Europa não pode tratar-se como se fosse apenas uma questão técnica, a ser resolvida pelos técnicos e decidida pelos políticos. Estão em causa visões do homem e da sociedade, escolhas de projectos de vida, opções por valores, buscas de sentido referidas a cosmovisões. Em Portugal, a reflexão sobre o tema tem sido escassa, ou centrada apenas em alguns aspectos que tocam mais directa e imediatamente os interesses portugueses. Persiste uma grande ambivalência perante a construção da Europa: é boa enquanto traz benefícios imediatos, principalmente subsídios e acesso a fundos europeus; é má quando nos obriga a sair dos nossos hábitos e costumes sobre o trabalho, a governação, a exigência de rigor e qualidade, e reclama a satisfação dos compromissos decorrentes da nossa qualidade de membros da União, designadamente os de ordem financeira. E, no entanto, o que está em causa, neste processo, é decisivo para o futuro de Portugal. 13

14 O processo de construção da Europa tem-se revelado, não só para os europeus, mas para todo o mundo, contraditório: foi um sinal de esperança, mas agora começa a ser um sinal negativo em ordem à construção de um mundo mais justo e fraterno. O esmorecimento do sinal de esperança está associado à perda do espírito e dos valores cristãos, e o que se vive actualmente já mostra que, sem esse espírito e valores, surgem sérios riscos de desumanização. A Europa está a deixar de ser um sinal da vitalidade, fecundidade e beleza da civilização cristã, para começar a ser um sinal de uma sociedade que se perde das suas raízes, do seu ser e missão, e caminha para a negação e destruição de si mesma. É inadiável a nova evangelização da Europa, para bem dela e de todo o mundo, e para o bem da Igreja. CAPÍTULO II - NECESSIDADES E DESAFIOS Este capítulo procura dar resposta à pergunta c) da primeira questão para o discernimento. É constituída por duas secções. A primeira intitula-se Do que precisam as pessoas de hoje, apresentando seis necessidades (reconhecer e ver reconhecida a sua dignidade, participação na vida social, uma sociedade de valores, desenvolvimento pessoal, desenvolvimento social, sentido para a vida e encontro pessoal com Deus). A segunda intitula-se Necessidades e desafios que se colocam aos cristãos de hoje, sintetizando a reflexão em cinco necessidades (situar-se no mundo e no tempo, aprofundar a sua vocação cristã, assumir a sua missão, cuidar da formação integral e permanente, valorizar a família cristã). É construído a partir de elementos do Magistério da Igreja, designadamente da Igreja em Portugal, de análise sócio-pastoral e de uma recolha de ordem mais pessoal, intuitiva e espiritual de anseios, necessidades e impulsos na vida das pessoas deste tempo e lugar, e dos cristãos desta Igreja, em especial junto de membros do Movimento e de pessoas e meios sociais e eclesiais com que o Movimento tem mais contacto. 1. DO QUE PRECISAM AS PESSOAS DE HOJE 1.1. Reconhecer e ver reconhecida a sua dignidade Reconhecer, respeitar e defender a sua dignidade, os seus direitos e deveres e os de todos os outros seres humanos, designadamente o direito de aderir a uma fé e professá-la. Ver a sua condição humana e dignidade protegidas e respeitadas Participação na vida social Ter a consciência e os meios para participar livre e responsavelmente na construção da sua vida, da sua família e da sociedade, designadamente por meio do trabalho, do associativismo, do voluntariado e das práticas próprias de um Estado de direito Uma sociedade de valores Viver numa sociedade rectamente ordenada que respeite os valores da verdade, liberdade, justiça, amor e paz, centrada na procura e realização do bem comum, servida por líderes 14

15 honestos, competentes e confiáveis. Uma sociedade acolhedora que valorize a individualidade de cada um, como ele é, e se constitua terreno fértil para a plena realização humana, onde são valorizadas as experiências humanas básicas da fraternidade, filialidade, paternidade e maternidade. Uma sociedade capaz de cuidar dos que estão em situação de risco ou carência, designadamente as crianças e os idosos, os pobres, os imigrantes, os desempregados, os que vivem sós Desenvolvimento pessoal Poder contar com pessoas, lugares, organizações e iniciativas que apoiem o desenvolvimento pessoal nos planos natural e sobrenatural de modo a reforçar a identidade, unidade e maturidade pessoais, os processos de relação inter-pessoal e de projecção coerente na construção do mundo, segundo valores e ideais assumidos; que reforcem as relações comunitárias e a vida familiar; que dêem apoio e estímulo para a luta contra as muitas formas de alienação e opressão que ameaçam as pessoas, designadamente o individualismo e a busca desenfreada do ter, do poder e do prazer Desenvolvimento social Haver instâncias que promovam o desenvolvimento social e o protagonismo de todos os participantes, designadamente por meio da educação e a formação contínuas, do uso crítico da comunicação social e das novas tecnologias da informação, de uma cultura de estudo, crítica e reflexão rigorosos, da promoção das boas práticas de um estilo de vida sóbria, saudável, amiga da natureza, solidária e criadora de relações comunitárias Sentido para a vida, encontro pessoal com Deus Descobrir o sentido para a vida; abertura ao mundo espiritual e à transcendência. Viver o encontro pessoal com Deus Uno e Trino. 2. NECESSIDADES E DESAFIOS QUE SE COLOCAM AOS CRISTÃOS DE HOJE 2.1. Situar-se no mundo e no tempo O cristão precisa de saber situar-se no mundo actual onde vigora um contexto que poderá questionar as razões e os fundamentos da fé, da maneira de ser e do estilo de vida cristãos, onde se encontra, frequentemente, o secularismo e o afastamento de Deus, e o rol de consequências que geram na cultura e na vida da sociedade portuguesa e nas sociedades do Ocidente, designadamente da Europa. Os cristãos devem estar preparados para ver a actual mudança de época à luz da fé, reconhecendo-a como uma oportunidade para aceitar desafios e participar cordialmente na actividade criadora e salvadora de Deus, crescendo em doação e abandono filial nas mãos do Pai. Se a Igreja e cada cristão se deixarem conduzir pelo Espírito Santo, também a actual experiência de desintegração, a muitos níveis, se tornará uma oportunidade para um novo encontro do homem de hoje com o Deus Pai, cheio de misericórdia, que o liberta para uma vida nova, uma vida em plenitude. 15

16 Neste tempo, o cristão precisa de saber que a sua vida não pode ser um correr atrás dos tempos e das mudanças, em que o momentâneo triunfa, antes é convidado, em cada momento, a ser fiel no seguimento de Jesus Cristo, comprometendo-se na História. Deverá saber fazê-lo com todo o seu ser, o seu intelecto, a sua vontade, o seu coração, o seu espírito e a sua alma, pois só assim terá e dará vida, em plenitude e profundidade, com interioridade, riqueza e beleza. Precisa de reconhecer a acção de Deus e detectar a Sua vontade na sua vida quotidiana e na vida do mundo, numa atitude aberta e confiante Aprofundar a sua vocação cristã Cada cristão precisa de ter consciência clara da sua vocação à santidade, a que todos estão chamados, e do que isso significa, em concreto, na sua maneira de pensar, amar e agir, de acordo com a sua vocação específica na Igreja e no mundo. Precisa de viver e anunciar, sobretudo pelo testemunho, que Deus é o Senhor douniverso, o Senhor da História, o Pai que criou e ama todos e cada um dos seres humanos, e deu a cada homem um papel de colaborador da obra da Criação; e também que, sem a sua própria, livre e responsável cooperação a este chamamento e tarefa, o homem não pode cumprir a sua verdadeira vocação humana, e o cristão também não pode cumprir a sua vocação à santidade Assumir a sua missão Hoje, os cristãos precisam de ouvir, conhecer e aceitar como especialmente necessários e oportunos os apelos de João Paulo II e de Bento XVI para que a Igreja se mobilize para uma nova evangelização. Precisam de saber de que maneira é que cada um se deve assumir e actuar como agente da nova evangelização nas condições concretas da sua vida. É preciso que cada cristão deste tempo e lugar saiba aprofundar a sua consciência de missão e transformá-la em vida, de modo que se torne testemunha, no mundo, da união entre fé e vida, fé e razão, fé e cultura Cuidar da formação integral e permanente O tempo que vivemos obriga o cristão a precisar de aprofundar a formação da sua consciência para estar apto a fazer a leitura crente da realidade da vida actual, na procura dos sinais dos tempos, e o discernimento moral à luz do Evangelho e do Magistério social da Igreja, e a ter critérios de vida claros que lhe permitam tomar posições, fazer escolhas, tomar decisões, intervir. A par disso, será preciso ter mais força interior, coragem, carácter para dar um testemunho coerente em todas as dimensões da vida do cristão. Muitas vezes deverá actualizar a sua formação cristã, designadamente sobre certas questões doutrinais e teológicas mais relevantes; nessas circunstâncias, precisa de informação, estímulo e apoio oportunos da parte da comunidade cristã, na variedade das suas componentes e formas. 16

17 De muitos modos, a identidade cristã, pessoal, da família, dos grupos, é posta à prova, o que reclama o seu constante cultivo e reforço, em função das circunstâncias e desafios. O actual contexto de relativismo torna esta tarefa especialmente necessária, urgente e difícil. Aliás, vários factores contribuem, actualmente, para que os cristãos dos países mais desenvolvidos do Ocidente, em especial da Europa, se tenham de preparar para viver um cristianismo de diáspora: é um desafio urgente, também em Portugal. A desintegração em curso na nossa sociedade, e os seus múltiplos efeitos e manifestações apelam à Igreja para que se assuma, explicitamente, como escola de desenvolvimento humano, rumo à santidade, através das formas e dos meios mais adequados às circunstâncias, valorizando-se, para isso, os carismas, experiências, espaços, grupos, pessoas que se ponham ao serviço do crescimento da vida: além de Mãe, a Igreja tem de ser Educadora, Educadora do homem novo. Perante os sinais de Deus no mundo e na Igreja deste tempo, os cristãos precisam de desenvolver uma espiritualidade própria do tempo, atenta, organicamente, aos desenvolvimentos, sombras e luzes, que vão ocorrendo nos domínios da racionalidade, afectividade e percepção cultural da realidade. Uma espiritualidade que estimule os cristãos a cultivar o conhecimento e a escuta filial da Palavra de Deus, a oração e a meditação, e sustente um crescimento da fé na vida, e da vida toda à luz da fé. Na tarefa de cuidar da formação integral e permanente, cada vez mais necessária para a missão, hoje, os Movimentos têm um papel muito importante. De facto, são cada vez mais necessários espaços onde seja possível ao cristão aprender a ser diferente e a crescer e a actuar num contexto de insegurança, onde possa estar espiritualmente ancorado e integrado eclesialmente, cultivar a esperança, educar a firmeza de carácter, e ser formado e enviado para actuar na sociedade à luz da fé Valorizar a família cristã Os cristãos precisam de pôr em realce, no meio do mundo, a importância e urgência de salvaguardar a família dos riscos da desintegração interna, ou do seu fechamento à sociedade, e de a reforçar na consciência e exercício dos seus direitos e deveres na sociedade e na Igreja. Para isso é preciso expandir e aprofundar a pastoral familiar. 17

18 SEGUNDA PARTE CAMINHOS PARA A MISSÃO A segunda parte, estruturada em dois capítulos, visa dar resposta às perguntas da segunda questão para o discernimento, a saber: Questão 2: a) Igreja em Portugal, que indicações ou rumores do Espírito encontras hoje em ti (experiências, carismas, dinamismos existentes...) a apontar-te o estilo de vida cristã e a nova maneira de ser Igreja adequada aos tempos de hoje? b) Que caminhos pastorais te assinalam os sinais e os dons do Espírito para viveres e testemunhares o Evangelho de Cristo? Nestes dois capítulos apresentamos 7 aspectos que são ao mesmo tempo a riqueza da Igreja de hoje, os rumores do Espírito (a experiência de Deus, comunhão e comunidade, ao serviço da pessoa e da vida, leigos na Igreja e no mundo, a dimensão carismática, Maria e Fátima, missão no mundo de hoje) e pontos de orientação para realizar hoje a sua missão, os caminhos pastorais (O caminho do encontro com Deus,o caminho da comunidade, o caminho da pessoa e da família, o caminho dos leigos e da missão, o caminho dos carismas, o caminho de Maria, o caminho da Nova Evangelização). Neles procuramos trazer à acção pastoral a reflexão feita na 1ª parte. Os aspectos aqui assinalados estão em sintonia com as observações fundamentais feitas e têm a marca da originalidade do Movimento de Schoenstatt cuja espiritualidade, pedagogia e ascética foise construindo no diálogo permanente com a voz de Deus que fala através das características próprias de cada época da história. CAPÍTULO I - RUMORES DO ESPÍRITO SOBRE COMO SER IGREJA HOJE 1. A EXPERIÊNCIA DE DEUS É património da Igreja reconhecer que a fonte da vitalidade das comunidades e dos cristãos é a experiência do encontro com Deus, encontro com o Deus vivo, que nos abre horizontes muito para além do espaço próprio da razão. Este é o nosso maior tesouro, a nossa fonte que pode saciar a sede do Homem de hoje. Esse encontro permite clarificar e reforçar a essência da natureza humana e da História humana como História de Aliança entre Deus e a humanidade. Se for desenvolvido, conduz ao reconhecimento de cada homem como filho de Deus, o que gera felicidade, alegria, confiança, amor e paz. Esta presença de Deus na Igreja e na história da humanidade é o fundamento da esperança cristã, permitindo-nos olhar para os sinais do nosso tempo com sentido positivo. 18

19 2. COMUNHÃO E COMUNIDADE A igreja na sua essência é comunidade e as vivências de comunidade tornam a fé mais viva. Hoje de um modo ainda mais intenso, há que reconhecer que já não basta a grande assembleia dominical, pois, no dia-a-dia, as instâncias de acolhimento e de vivência da fé em pequenas comunidades, são sinal da presença de Deus e apelam a uma participação mais activa e responsável dos seus membros na Igreja e no mundo. Em Portugal herdámos uma densa rede de Paróquias, comunidades, grupos, lugares de culto que cobre todo o país, havendo, no entanto, que cuidar sempre da qualidade cristã da vida comunitária que nelas ocorre. 3. AO SERVIÇO DA PESSOA E DA VIDA Tem surgido uma procura crescente de formação humana e de resposta às necessidades e problemas das pessoas, dirigida à Igreja, em Portugal. De facto, os problemas sociais têm aumentado, por exemplo, as famílias estão fragilizadas na educação dos filhos e no relacionamento familiar, procurando ajudas concretas; as escolas católicas são muito procuradas, não só por católicos. Nesta situação, a Igreja, e cada cristão, seguindo o caminho de Jesus, deve seguir o caminho do homem. A longa e multiforme experiência da Igreja em Portugal no serviço à vida dos mais frágeis e necessitados, desde o início ao fim da vida humana, passando pelo contínuo acompanhamento no desenvolvimento pessoal, familiar e social, é um dom do Espírito e uma tarefa que exige fidelidade criadora e um permanente cultivo da identidade e espírito cristão em tudo o que se faz neste domínio e em todos os seus agentes. 4. LEIGOS NA IGREJA E NO MUNDO Confirmamos, na vida da Igreja em Portugal, a justeza das muitas observações e recomendações pastorais dos últimos Papas (por exemplo, recentemente, de Bento XVI) sobre o facto de que a força da presença na sociedade e o diálogo criativo da Igreja com o mundo de hoje passam, em grande parte, pelos leigos comprometidos na sociedade, nos seus âmbitos mais próprios, como a família, a escola, o trabalho, a economia, a política e a cultura. E também na vida e missão das comunidades cristãs, os leigos, individualmente ou em associações, têm vindo a assumir uma participação mais activa e responsável, estando-lhes confiadas muitas tarefas que, sem eles, não poderiam ser desenvolvidas. 5. A DIMENSÃO CARISMÁTICA Devemos reconhecer que, neste tempo, nas várias dimensões e aspectos já atrás assinalados, a Igreja em Portugal tem recebido um grande contributo dado pelas muitas Comunidades de vida religiosa ou vida consagrada, pelos vários grupos, Associações, Obras, Movimentos e Novas Comunidades eclesiais, assim como pelos diversos centros de espiritualidade e lugares de peregrinação existentes no país. 19

20 Como resposta às ameaças e perante a grandeza dos desafios que a Igreja enfrenta é preciso reconhecer e contar com os diferentes carismas presentes nas referidas realidades eclesiais, para melhor pensar e actuar, em comum, face à situação da Igreja e do mundo, a todos os níveis, desde o mais próximo, passando pelo diocesano, até à dimensão nacional e internacional, nomeadamente a europeia. 6. MARIA E FÁTIMA Sabemos e sentimos que Fátima tem sido o coração da Igreja em Portugal. Como lugar de graças, mas sobretudo pela relação pessoal dos cristãos com Nossa Senhora. Maria para além de ser imagem da Igreja, tem sido Mãe da Igreja, acompanhando, educando na fé e conduzindo a uma fé viva. Esta realidade vai ao encontro do lugar objectivo que Ela ocupa no plano de salvação escolhido por Deus. Por outro lado, constata-se ainda muitas resistências, sobretudo a acolher Maria na própria casa. A verdade, porém, é que ela leva-nos à relação pessoal com Deus e a descobrir o seu rosto. Ela cria comunidade, une e acolhe a diversidade. Ela forma e educa os cristãos e as famílias. Ela torna-nos seus aliados, como instrumentos de Deus. Ela é Rainha dos Apóstolos, unindo, tal como no Pentecostes, a Igreja. 7. MISSÃO NO MUNDO DE HOJE Animada pelo Espírito Santo, a Igreja em Portugal tem vivido uma longa história de evangelização, no território português e em muitas partes do mundo. Porém, a missão que recebeu de Jesus é, hoje, mais urgente e difícil do que noutras épocas. Hoje a missão desafia a Igreja a anunciar a Boa Nova como semente de uma nova cultura, de uma nova comunidade de homens novos: profundamente filiais, com a consciência plena da sua dignidade e liberdade de filhos de Deus; personalidades vinculadas intimamente com Deus, com os outros homens, com o trabalho e a natureza. A missão reclama que o mundo novo anunciado já esteja suficientemente visível no interior da própria Igreja, no seu pensamento, acção, e no amor que habita nela e se espalha por todo o mundo. O testemunho da vida dos cristãos será decisivo na missão da Igreja. Nos tempos actuais, o anúncio do Evangelho será como que confirmado pelo compromisso dos cristãos, especialmente dos leigos, no desenvolvimento de estruturas e práticas sociais, económicas, políticas e culturais que expressem a união entre fé e vida, entre o natural e o sobrenatural. CAPÍTULO II - CAMINHOS PASTORAIS 1. O CAMINHO DO ENCONTRO COM DEUS Que a Igreja seja lugar de encontro com Deus, pelo anúncio do Deus de Jesus, um Deus pessoal, um Deus que é Pai e vive em aliança com o Homem. 20

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