Política de Gerenciamento de Risco de Crédito Outubro 2015

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1 Política de Gerenciamento de Risco de Crédito Outubro 2015 Elaboração: Risco Aprovação: Comex Classificação do Documento: Público

2 ÍNDICE 1. OBJETIVO ABRANGÊNCIA DEFINIÇÕES RESPONSABILIDADES Do Comitê Executivo (COMEX) Do Chief Risk Officer ( CRO ) Da Unidade de Gerenciamento de Risco de Crédito (Análise de Crédito, Risco e Comitê de Crédito) DIRETRIZES Carteira de Crédito Metodologias APROVAÇÃO E REVISÃO

3 1. OBJETIVO Esta política tem por objetivo estabelecer os fundamentos associados ao processo de gerenciamento de risco de crédito em conformidade com a Resolução CMN 3.721, de 30 de abril de 2009, observando a natureza das suas operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos proporcional à dimensão da exposição a risco de crédito, as melhores práticas, normas e demais regulamentações aplicáveis. 2. ABRANGÊNCIA Instituições do conglomerado Brasil Plural. 3. DEFINIÇÕES Para efeitos desta política, define-se risco de crédito como a possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento, pelo tomador ou contraparte, de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na negociação e aos custos de recuperação. A definição de risco de crédito compreende também (i) o risco de crédito de contraparte, entendido como a possibilidade de não cumprimento, por determinada contraparte, de obrigações relativas à liquidação de operações que envolvam a negociação de ativos financeiros, incluindo aquelas relativas à liquidação de instrumentos financeiros derivativos, (ii) o risco país, entendido como a possibilidade de perdas associadas ao não cumprimento de obrigações financeiras nos termos pactuados por tomador ou contraparte localizada fora do país, em decorrência de ações realizadas pelo governo do país onde localizado o tomador ou contraparte, e o risco de transferência entendido como a possibilidade de ocorrência de entraves na conversão cambial dos valores recebidos, (iii) a possibilidade de ocorrência de desembolsos para honrar avais, fianças, coobrigações, compromissos de crédito ou outras operações de natureza semelhante e (iv) a possibilidade de perdas associadas ao não cumprimento de obrigações financeiras nos termos pactuados por parte intermediadora ou convenente de operações de crédito. Define-se o gerenciamento de risco de crédito como o processo contínuo de identificação, avaliação, mensuração, controle e mitigação dos riscos associados a cada instituição individualmente e ao conglomerado prudencial Brasil Plural, bem como identificar e acompanhar os riscos associados às demais empresas controladas por integrantes do conglomerado prudencial. 4. RESPONSABILIDADES Em linha com o escopo desta política, seguem abaixo transcritas as responsabilidades detalhadas e segmentadas. 3

4 4.1. Do Comitê Executivo (COMEX) Acompanhar tempestivamente o nível de risco de crédito assumido no âmbito do conglomerado Brasil Plural; Indicar o diretor responsável pela Unidade de Gerenciamento de Risco de Crédito; Garantir que o diretor responsável pela Unidade de Gerenciamento de Risco de Mercado não desempenhe funções relativas à administração de recursos de terceiros, operações de tesouraria e operações sujeitas ao risco de crédito; Manter a segregação da Unidade de Gerenciamento de Risco de Crédito das unidades de negociação e da área de Auditoria Interna; Aprovar e revisar a Política de Gerenciamento de Risco de Crédito anualmente, a fim de determinar sua compatibilidade com os objetivos da instituição e com as condições de mercado; Garantir que o conglomerado Brasil Plural mantenha a quantidade suficiente de profissionais tecnicamente qualificados nas áreas de concessão de crédito e intermediação de títulos, valores mobiliários e derivativos; Garantir que a estrutura remuneratória adotada não incentive comportamentos incompatíveis com um nível de risco considerado prudente nas políticas e estratégias de longo prazo adotadas no conglomerado Brasil Plural; Fazer constar a descrição da estrutura de gerenciamento de risco de crédito em relatório de acesso público divulgado com periodicidade mínima anual; Fazer constar a descrição da estrutura de gerenciamento de risco de mercado nas publicações das demonstrações contábeis semestrais Do Chief Risk Officer ( CRO ) Dirigir a Unidade de Gerenciamento de Risco de Crédito com o objetivo de garantir que os processos sejam aderentes aos controles de risco de crédito do conglomerado Brasil Plural; Desenvolver, aprimorar, testar e implantar as metodologias, modelos, procedimentos e estratégias utilizados na Unidade de Gerenciamento de Risco de Crédito; Solicitar aos gestores a adequação das exposições a risco de crédito incorridas em suas estratégias aos limites estabelecidos em regulamentos, normas e no conglomerado Brasil Plural; Informar ao COMEX os eventos perda efetiva decorrentes de risco de crédito; Manter a conformidade da Unidade de Gerenciamento de Risco de Crédito com a estrutura prevista na regulação vigente. 4

5 4.3. Da Unidade de Gerenciamento de Risco de Crédito As responsabilidades pela execução atividades da Unidade de Gerenciamento de Risco de Crédito na Brasil Plural estão divididas nas áreas de Análise de Crédito, Risco e Comitê de Crédito. Análise de Crédito: Estabelecer critérios e procedimentos claramente definidos e documentados, acessíveis aos envolvidos no processo de concessão e gestão de crédito, para: a) Análise prévia, realização e repactuação de operações sujeitas ao risco de crédito; b) Coleta e documentação das informações necessárias para a completa compreensão do risco de crédito envolvido nas operações; c) Avaliação periódica do grau de suficiência das garantias; d) Detecção de indícios e prevenção da deterioração da qualidade de operações, com base no risco de crédito; e) Tratamento das exceções aos limites estabelecidos para a realização de operações sujeitas ao risco de crédito; Classificar as operações sujeitas ao risco de crédito em categorias, com base em critérios consistentes e passíveis de verificação, segundo os seguintes aspectos: a) Situação econômico-financeira, bem como outras informações cadastrais atualizadas do tomador ou contraparte; b) Utilização de instrumentos que proporcionem efetiva mitigação do risco de crédito associado à operação; c) Período de atraso no cumprimento das obrigações financeiras nos termos pactuados; Registrar os procedimentos adotados para recuperação de créditos no Comitê de Crédito. Risco: Elaborar e documentar as políticas e estratégias para o gerenciamento do risco de crédito que estabeleçam limites operacionais, mecanismos de mitigação de risco e procedimentos destinados a manter a exposição ao risco de crédito em níveis considerados aceitáveis no âmbito do conglomerado Brasil Plural; Validar sistemas, modelos e procedimentos internos utilizados para gestão de risco de crédito; Estimar, segundo critérios consistentes e prudentes, as perdas associadas ao risco de crédito, bem como comparação dos valores estimados com perdas efetivamente observadas; Utilizar sistemas, rotinas e procedimentos para identificar, mensurar, controlar e mitigar a exposição ao risco de crédito, tanto em nível individual quanto em nível 5

6 agregado de operações com características semelhantes, os quais devem abranger, no mínimo, as fontes relevantes de risco de crédito, a identificação do tomador ou contraparte, a concentração do risco e a forma de agregação das operações; Reportar tempestivamente ao COMEX a exposição ao risco de crédito (RWAcpad) do conglomerado Brasil Plural; Avaliar adequadamente a retenção de riscos em operações de venda ou de transferência de ativos financeiros; Mensurar adequadamente o risco de crédito de contraparte advindo de instrumentos financeiros derivativos e demais instrumentos financeiros complexos; Avaliar previamente as novas modalidades de operação com respeito ao risco de crédito e verificar a adequação dos procedimentos e controles adotados no conglomerado Brasil Plural; Realizar simulações de condições extremas (Stress Test), englobando ciclos econômicos, alteração das condições de mercado e de liquidez, inclusive da quebra de premissas, cujos resultados devem ser considerados quando do estabelecimento ou revisão das políticas e limites; Emitir relatórios gerenciais periódicos para o COMEX, acerca do desempenho do gerenciamento do risco em decorrência das políticas e estratégias adotadas; Registrar as exceções à política de crédito nos relatórios de crédito e aprova-las no Comitê de Crédito com a presença de pelo menos três membros do COMEX; Documentar e armazenar as informações referentes às perdas associadas ao risco de crédito, inclusive aquelas relacionadas à recuperação de crédito; Garantir que os sistemas e modelos utilizados no gerenciamento do risco de crédito sejam adequadamente compreendidos pelos integrantes da Unidade de Gerenciamento de Risco de Crédito, mesmo que desenvolvidos por terceiros. Comitê de Crédito: Aprovar provisões compatíveis com o risco de crédito assumido no conglomerado Brasil Plural; Avaliar as operações sujeitas ao risco de crédito, que levem em conta as condições de mercado, as perspectivas macroeconômicas, as mudanças em mercados e produtos e os efeitos de concentração setorial e geográfica, entre outros; Estabelecer limites para a realização de operações sujeitas ao risco de crédito, tanto em nível individual quanto em nível agregado de grupo com interesse econômico comum e de tomadores ou contrapartes com características semelhantes. 6

7 4.4. Da Auditoria Interna Verificar o cumprimento desta política e dos procedimentos utilizados no gerenciamento de risco de crédito com o objetivo de verificar a aderência aos fundamentos estabelecidos nesta política. 5. DIRETRIZES A estrutura de gerenciamento de risco de crédito segue as diretrizes abaixo descritas na execução de suas atividades Carteira de Crédito Fica estabelecido que a estrutura de gerenciamento de risco de crédito deve possibilitar o gerenciamento contínuo e integrado tanto das operações classificadas na carteira de negociação, de que trata a Resolução 3.464, de 26 de junho de 2007, quanto das operações não classificadas na carteira de negociação; As operações detidas com intenção de negociação são aquelas destinadas a: (i) revenda; (ii) obtenção de benefício dos movimentos de preços, efetivos ou esperados; ou (iii) realização de arbitragem Metodologias A parcela de risco de crédito (RWAcpad) do conglomerado Brasil Plural é calculada utilizando o modelo padronizado definido pelo Banco Central do Brasil; A metodologia utilizada no gerenciamento de risco de crédito está descrita no Manual de Crédito do grupo Brasil Plural. 6. APROVAÇÃO E REVISÃO Esta política será aprovada e revisada no mínimo anualmente pelo COMEX. 7

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