Excertos de legislação sobre Recolhimento (Guarda Permanente, Preservação, Proteção especial a documentos de arquivos públicos e privados)

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1 Excertos de legislação sobre Recolhimento (Guarda Permanente, Preservação, Proteção especial a documentos de arquivos públicos e privados) Legislação Municipal Lei nº de 5/06/ Dispõe sobre a política municipal de arquivos Públicos e privados, o acesso aos documentos Públicos municipais e dá outras providências. Decreto n.º de 30/01/ Regulamenta a Lei n de 06 de junho de 2002, que dispõe sobre a Política Municipal de Arquivos Públicos e Privados. Decreto n.º de 5/03/ Institui o Sistema Municipal de Gestão de Arquivos SIMARQ e dá outras providências. Lei nº 3.261, de 23/08/ Câmara Municipal - Institui o Projeto Memória Fotográfica e dá outras providências. Legislação Federal Resolução CFM nº 1.639/ Conselho Federal de Medicina - Aprova as "Normas Técnicas para o Uso de Sistemas Informatizados para a Guarda e Manuseio do Prontuário Médico", dispõe sobre tempo de guarda dos prontuários, estabelece critérios para certificação dos sistemas de informação e dá outras providências. 1.1 Objeto Consideram-se arquivos, para os fins desta Lei, os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por órgãos da Administração Direta, Indireta, Autárquica e Fundacional e Instituições municipais de caráter público e entidades privadas, em decorrência do exercício de suas atividades específicas, bem como por pessoas físicas, qualquer que seja o suporte da informação ou a natureza dos documentos. (Art. 3º, Lei nº 1.2 Abrangência São arquivos públicos os conjuntos de documentos: I - produzidos e recebidos por órgãos públicos do Poder Executivo Municipal em decorrência de suas funções administrativas e legislativas; II - produzidos e recebidos por agentes do Poder Público, no exercício de seu cargo e/ou função; III - produzidos e recebidos por pessoas físicas e jurídicas que, embora se submetam a regime jurídico de direito privado, desenvolvam atividades públicas, por força de lei; IV - produzidos e recebidos pelas empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações privadas instituídas por entes políticos e territoriais; e V - produzidos e recebidos pelas concessionárias e permissionárias de serviços públicos referentes a atos praticados no exercício das funções delegadas pelo Poder Público Municipal. (Art. 7º, Lei nº 1.3 Política Municipal de Arquivos Art. 5º Considera-se política municipal de arquivos o conjunto de objetivos, princípios, diretrizes e programas elaborados e executados pelo Poder Executivo Municipal de forma a garantir a gestão, preservação e acesso aos documentos dos arquivos públicos municipais, bem como a proteção especial a arquivos privados, considerados de interesse público e social para a Cidade do Rio de Janeiro. (Lei nº

2 1.3.1 Gestão de documentos Art. 4º - Considera-se gestão de documentos públicos municipais o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento, em fase corrente e intermediária, visando à sua eliminação ou recolhimento para a guarda permanente. (Lei nº 3.404/02; art. 12 do Decreto Operacionalização a) A Rede Municipal de Arquivos - ARQ-RIO - criada pelo art. 22 da lei nº de 5 de junho de 2002, tem por finalidade implementar a Política Municipal de Arquivos Públicos e Privados no Município do Rio de Janeiro, visando à gestão, à preservação e ao acesso aos documentos de arquivo. Parágrafo único. A Rede Municipal de Arquivos (ARQ-RIO) é vinculada ao Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. (Art. 14, Decreto b) O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro é o órgão gestor da ARQ-RIO. (Art. 16, inciso I, Decreto n.º /03). c) O Sistema Municipal de Gestão de Arquivos - SIMARQ tem por finalidades: - definir e disseminar normas relativas à gestão de arquivos, tendo por fim a integração das informações produzidas pelo Poder Executivo Municipal contidas em documentos de arquivo, podendo arbitrar sobre a caracterização de documentos específicos, em face da importância histórico-cultural, para sua preservação. (Art. 3º, incisos II, Decreto n.º /04). - preservar o patrimônio documental arquivístico do Poder Executivo Municipal. (Art. 3º, incisos IV, Decreto n.º /04). d) Compete aos órgãos ou agentes setoriais e seccionais do SIMARQ - elaborar o planejamento das atividades do Sistema, no nível dos respectivos órgãos municipais, visando à padronização dos procedimentos técnicos relativos às atividades de produção, classificação, registro, tramitação, arquivamento, preservação, consulta, expedição, avaliação, transferência e recolhimento de documentos. (Art. 8º, inciso II, Decreto n.º /04). 1.4 Documentos públicos municipais de valor permanente Os documentos públicos municipais são identificados como correntes, intermediários e permanentes. (Art. 11, Lei nº Consideram-se permanentes os conjuntos de documentos de valor histórico, probatório e informativo, que devem ser definitivamente preservados. (Art. 11, 3º, Lei nº Os documentos de valor permanente são inalienáveis e imprescritíveis. (Art. 15, Lei nº Os integrantes da ARQ-RIO deverão garantir tratamento especial aos documentos correntes que já nasçam com valor permanente, assegurando sua preservação para fins de recolhimento. (Art. 19, inciso IV, Decreto Os documentos de valor permanente, ao serem recolhidos ao Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro deverão estar avaliados, organizados, higienizados e acondicionados, bem como acompanhados de instrumento descritivo que permita sua identificação e controle. (Art. 25, Decreto As atividades técnicas referidas no caput, que precedem à transferência ou ao recolhimento de documentos, assim como o transporte, serão custeadas pelos órgãos e entidades produtoras e/ou detentoras de arquivos. (Art. 25, 1.º, Decreto Os órgãos e entidades detentores dos arquivos poderão solicitar orientação técnica do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro para a realização das atividades que precedem ao recolhimento de acervos. (Art. 25, 2.º, Decreto Os acervos de órgãos e entidades extintas não absorvidos, deverão solicitar ao Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro a assistência técnica para a orientação necessária à preservação e à destinação do patrimônio documental acumulado, nos termos do art. 10 da Lei nº de 5 de junho de (Art. 26, Decreto n.º /03).

3 1.4.2 Penalidades pela destruição de documentos de valor permanente Ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da legislação em vigor, aquele que desfigurar ou destruir, no todo ou em parte, documento de valor permanente ou considerado como de interesse público e social. (Art. 25, Lei nº Destruir, inutilizar ou deteriorar: arquivo, registro, museu, biblioteca, pinacoteca, instalação científica ou similar protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial. Pena - reclusão, de um a três anos, e multa. Parágrafo único. Se o crime for culposo, a pena é de seis meses a um ano de detenção, sem prejuízo da multa. (Lei Federal n.º 8.191/91; Art. 62, inciso II, Lei Federal n.º de 12/02/ CAPÍTULO V. Dos crimes contra o meio ambiente. Seção IV. Dos Crimes contra o Ordenamento Urbano e o Patrimônio Cultural). 1.5 Responsabilidades do Poder Executivo Municipal É dever do Poder Público Municipal a gestão documental e a proteção especial a documentos de arquivos, como instrumentos de apoio à administração, à cultura, ao desenvolvimento científico e tecnológico e como elementos de prova e informação. (Art. 2º, Lei nº Rede Municipal de Arquivos - ARQ-RIO Compete aos integrantes da ARQ-RIO comunicarem ao órgão gestor, para as devidas providências, atos lesivos ao patrimônio arquivístico municipal. (Art. 19, inciso X, Decreto Sistema Municipal de Gestão de Arquivos - SIMARQ - tem por finalidades: a) definir e disseminar normas relativas à gestão de arquivos, tendo por fim a integração das informações produzidas pelo Poder Executivo Municipal contidas em documentos de arquivo, podendo arbitrar sobre a caracterização de documentos específicos, em face da importância histórico-cultural, para sua preservação. (Art. 3º, inciso II, Decreto n.º /04). b) preservar o patrimônio documental arquivístico do Poder Executivo Municipal. (Art. 3º, inciso IV, Decreto n.º /04). c) Aos órgãos ou agentes setoriais e seccionais, compete elaborar o planejamento das atividades do Sistema, no nível dos respectivos órgãos municipais, visando à padronização dos procedimentos técnicos relativos às atividades de produção, classificação, registro, tramitação, arquivamento, preservação, consulta, expedição, avaliação, transferência e recolhimento de documentos. (Art. 8º, inciso II, Decreto n.º /04) das Pessoas Físicas e Jurídicas Às pessoas físicas e jurídicas mencionadas no art. 7º, compete a responsabilidade pela preservação adequada dos documentos produzidos e recebidos no exercício de atividades públicas. (Art. 8º, Lei nº 1.6 Do recolhimento de documentos Poder Executivo Municipal (Administração Direta, Indireta, Autarquias e Fundações) Os documentos de valor permanente, ao serem recolhidos ao Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro deverão estar avaliados, organizados, higienizados e acondicionados, bem como acompanhados de instrumento descritivo que permita sua identificação e controle. (Art. 25, Lei nº Entidades públicas e de caráter público A cessação de atividades de entidade pública e de caráter público implica o recolhimento de seus arquivos ao Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, ou sua transferência à instituição sucessora. (Art. 10, Lei nº

4 1.6.3 Acervos submetidos à legislação específica Projeto Memória Fotográfica a) Formação de arquivos fotográficos de locais e imóveis, particulares ou públicos, do território municipal, que se encontrem na iminência de sofrer alterações de grande monta. (Art. 1º, Lei nº 3.261/01). b) O Poder Executivo, por seus órgãos técnicos competentes, promoverá a formação de arquivos para guarda das fotografias resultantes do cumprimento desta Lei, observando as modernas técnicas de arquivologia. (Art. 4º, Lei nº 3.261/01) Prontuários Médicos Guarda permanente - para prontuários médicos arquivados eletronicamente em meio óptico ou magnético, e microfilmados. (Art. 2º, Resolução CFM nº 1.639/2002). Prazo mínimo para preservação - 20 (vinte) anos, a partir do último registro, para a preservação dos prontuários médicos em suporte de papel. (Art. 4º, Resolução CFM nº 1.639/2002). Findo o prazo estabelecido no caput, e considerando o valor secundário dos prontuários, a Comissão Permanente de Avaliação de Documentos, após consulta à Comissão de Revisão de Prontuários, deverá elaborar e aplicar critérios de amostragem para a preservação definitiva dos documentos em papel que apresentem informações relevantes do ponto de vista médico-científico, histórico e social. (Parágrafo único, Resolução CFM nº 1.639/2002) Arquivos privados Objeto Consideram-se arquivos privados os conjuntos de documentos produzidos ou recebidos por pessoas físicas ou jurídicas em decorrência de suas atividades. (Art. 16, Lei n. º 3404/02). Os arquivos privados poderão ser classificados como de interesse público e social, desde que sejam considerados como conjuntos de fontes relevantes para a História e o desenvolvimento científico e tecnológico da Cidade do Rio de Janeiro. (Art. 17, Lei n. º 3404/02; Art. 31, Decreto Abrangência - São automaticamente considerados documentos privados de interesse público e social os arquivos de extitulares dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário dos extintos Distrito Federal e Estado da Guanabara, bem como do atual Município do Rio de Janeiro. (Art. 3º, inciso II, Lei n.º 3404/02; Art. 31, 2º do Decreto - Os arquivos de entidades privadas encarregadas de gestão de serviços públicos municipais ficam classificados como de interesse público e social. (Art. 17, 1º, Lei n. º 3404/02; Art. 31, parágrafo 2º, Decreto Responsabilidade dos proprietários Os proprietários ou detentores de arquivos privados declarados de interesse público e social devem manter preservados os acervos sob sua custódia, ficando sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da legislação em vigor, aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente. (Art. 35, Decreto A alienação de arquivos privados declarados de interesse público e social deve ser precedida de notificação ao Município, titular do direito de preferência, para que manifeste, no prazo máximo de sessenta dias, interesse na aquisição. (Art. 18, Lei n. º 3404/02).

5 Custódia dos arquivos A declaração de interesse público e social de que trata este artigo não implica a transferência do respectivo acervo para guarda em instituição arquivística pública, nem exclui a responsabilidade por parte de seus detentores, pela guarda e preservação do acervo. (Art. 17, 2º, Lei n. º 3404/02; Art. 31, parágrafo 1º, Decreto Os arquivos privados classificados como de interesse público e social poderão ser depositados, a título revogável, no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, ou doados a este. (Art. 17, 5º, Lei n. º 3404/02) Empresas em processo de desestatização, concessionárias e permissionárias de serviços públicos Recolhimento Os documentos públicos de valor permanente que integram o acervo arquivístico das empresas em processo de desestatização, parcial ou total, serão recolhidos a instituições arquivísticas públicas, na sua esfera de competência, por serem inalienáveis e imprescritíveis. (Art. 9º, Lei nº O recolhimento de que trata este artigo constituirá cláusula específica de edital nos processos de desestatização. (Art. 9º, 1º, Lei nº A cessação de atividades de entidade pública e de caráter público implica o recolhimento de seus arquivos ao Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, ou sua transferência à instituição sucessora. (Art.10, Lei nº Responsabilidade dos proprietários Os documentos de valor permanente poderão ficar sob a guarda das empresas mencionadas no 2º, enquanto necessários ao desempenho de suas atividades. (Art. 9º, 3º, Lei nº Observações 1. Recolhimento: passagem para a guarda permanente do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro de documentos produzidos e acumulados por órgãos ou entidades públicas, sendo assegurado ao Arquivo Geral da Cidade, conforme disposto na Lei nº3.404, de 5 de junho de 2002, promover o acesso, a divulgação e a publicação de quaisquer documentos do acervo recolhido, vedado no entanto o empréstimo de originais, exceto nos casos previstos em lei. O Recolhimento (guarda para fins de preservação) de documentos considerados de valor permanente somente poderá ser efetuado apenas após o acervo houver sido classificado e avaliado como tal. Para isso, é indispensável que o assunto/conteúdo dos documentos tenha sido considerado como de valor permanente, registrado em Tabela de Temporalidade do organismo produtor e publicado em Diário Oficial para ciência de toa a sociedade. 2. Documentos nascidos permanentes Em casos excepcionais, determinados conjuntos poderão ser classificados "a priori" como de valor permanente, em função de sua importância probatória, histórica, artístico-cultural, científica ou informativa. Decreto n..º de 30/01/2003, Art. 16, inciso IV - "Garantir tratamento especial aos documentos correntes que já nasçam com valor permanente, assegurando sua preservação para fins de recolhimento." Exemplos: Processos de construção de imóveis públicos e privados; PAA, PAL, Cadastros Municipais (Logradouros, IPTU, Cadernetas de Numeração); Censos; Levantamentos aerofotogramétricos; Criação de Escolas Municipais; Criação de Hospitais e Postos de Saúde; Campanhas, acervos classificados como de interesse público e social (arquivos privados de ex-governantes do Distrito Federal, Estado da Guanabara, Estado do Rio de Janeiro) etc.

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