COLÉGIO CEC 24/08/2015. Conceito de Dialética. Professor: Carlos Eduardo Foganholo DIALÉTICA. Originalmente, é a arte do diálogo, da contraposição de

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1 COLÉGIO CEC Professor: Carlos Eduardo Foganholo Conceito de Dialética DIALÉTICA Originalmente, é a arte do diálogo, da contraposição de ideias que leva a outras ideias. O conceito de dialética, porém, é utilizado por diferentes doutrinas filosóficas e, de acordo com cada uma, assume um significado distinto Dialética é sinônimo de filosofia. Para Platão é o método mais eficaz de aproximação entre as ideias particulares e as ideias universais ou puras. Éatécnicadeperguntar,respondererefutarqueeleteria aprendido com Sócrates(470 a.c.-399 a.c.). 1

2 Platão considera que apenas através do diálogo o filósofo deve procurar atingir o verdadeiro conhecimento, partindo do mundo sensível e chegando ao mundo das ideias. Pela decomposição e investigação racional de um conceito, chega-se a uma síntese, que também deve ser examinada, num processo infinito que busca a verdade. Aristóteles define a dialética como a lógica do provável, do processo racional que não pode ser demonstrado. "Provável éoquepareceaceitável atodos, ouàmaioria, ou aos mais conhecidos e ilustres", diz o filósofo. 2

3 O alemão Immanuel Kant define a dialética como a "lógica da aparência". Para ele, a dialética é uma ilusão, pois baseia-se em princípios que, na verdade, são subjetivos. DIALÉTICA E HISTÓRIA No início do século XIX Georg Wilhelm Hegel ( ), desejando solucionar o problema das transformações às quais a realidade está submetida, apresenta a dialética como um movimento racional que permite transpor uma contradição. Uma tese inicial contradiz-se e é ultrapassada por sua antítese. Essa antítese, que conserva elementos da tese, é superada pela síntese, que combina elementos das duas primeiras, num progressivo enriquecimento. 3

4 A dialética hegeliana não é um método, mas um movimento conjunto do pensamento e da realidade. Segundo Hegel, a história da humanidade cumpre uma trajetória dialética marcada por três momentos: tese, antítese e síntese. O primeiro vai das civilizações orientais antigas até o surgimento da filosofia na Grécia. Hegel o classifica como objetivo, porque considera que o espírito está imerso na natureza. 4

5 O segundo é influenciado pelos gregos, mas começa efetivamente com o cristianismo e termina comdescartes.éummomentosubjetivo,noqualo espírito toma consciência de sua existência e surge o desejo de liberdade. O terceiro, ou a síntese absoluta, acontece a partir da Revolução Francesa, quando o espírito consciente controla a natureza e o desejo de liberdade concretiza-se na concepção do Estado moderno. Dialética marxista Karl Marx e Friedrich Engels ( ) reformam o conceito hegeliano de dialética: utilizam a mesma forma, mas introduzem um novo conteúdo. 5

6 Chamam essa nova dialética de materialista, porque o movimento histórico, para eles, é derivado das condições materiais da vida. Mas Marx criticou Hegel, pois Hegel não viveu nessa realidade, apenas em sala de aula e bibliotecas, não enxergando problemas como a alienação nesse trabalho. Otrabalhoéaatividadequeohomemdominaas forças naturais, se cria a si mesmo, e tornou-se seu algoz. Tudo isso devido à divisão do trabalho, propriedade privada e o agravamento da exploração do trabalho sob o capitalismo. 6

7 A dialética materialista analisa a história do ponto de vista dosprocessos econômicosesociaiseadivideem quatro momentos: Antiguidade, feudalismo, capitalismo e socialismo.. Cada um dos três primeiros é superado por uma contradição interna, chamada"germe da destruição". A contradição da Antiguidade é a escravidão; do feudalismo, os servos; e do capitalismo, o proletariado. 7

8 O socialismo seria a síntese final, em que a história cumpre seu desenvolvimento dialético. Para a dialética, as coisas não são analisadas na qualidade de objetos fixos, mas em movimento: nenhuma coisa está "acabada", encontrando-se sempre em vias de se transformar, desenvolver; o fim de um processo é sempre o começo de outro. 8

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