CPFL ENERGIAS RENOVÁVEIS S.A. CONTRIBUIÇÃO AO PROCESSO DE. CONSULTA PÚBLICA n o 008/2013

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1 CPFL ENERGIAS RENOVÁVEIS S.A. CONTRIBUIÇÃO AO PROCESSO DE CONSULTA PÚBLICA n o 008/2013 ESTABELECER CONDIÇÕES E PROCEDIMENTOS A SEREM OBSERVADOS PARA INSTALAÇÃO, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE ESTAÇÕES DE MEDIÇÃO ANEMOMÉTRICAS, SOLARIMÉTRICAS E CLIMATOLÓGICAS PELAS EMPRESAS DETENTORAS DE OUTORGAS DE GERAÇÃO DE ENERGIA A PARTIR DE FONTE EÓLICA E SOLAR FOTOVOLTAICA. 21 de maio de 2013

2 A CPFL Renováveis, na qualidade de empresa produtora independente de energia, com foco exclusivo no mercado brasileiro de geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis vem, por meio desta, expor suas contribuições acerca da Consulta Pública 008/2013. Em conformidade com as respostas apresentadas abaixo, a CPFL Renováveis entende que a melhor referência para se responder às perguntas apresentadas, encontra-se na Nota Técnica EPE DEA 04/12, de abril de 2012, que estabelece as instruções para as medições anemométricas e climatológicas em parques eólicos que participam em leilões de III.I ESTAÇÕES ANEMOMÉTRICAS E CLIMATOLÓGICAS A) MEDIÇÃO ANEMOMÉTRICA E CLIMATOLÓGICA. A1. Tendo como base a instalação de torres anemométricas para se definir e monitorar o potencial eólico de um conjunto de empreendimentos em operação, qual é o limite territorial que melhor define esse potencial eólico? Seria aquele constante no art. 6º-A da Portaria MME 21, de 18 de janeiro de 2008, ou cada empreendimento outorgado deve instalar sua própria estação de medição, vedado o compartilhamento? O Limite territorial que melhor define o potencial eólico é o constante no art. 6º-A da Portaria MME 21, de 18 de janeiro de 2008, não devendo cada empreendimento outorgado instalar sua própria torre. Pode-se definir os limites como àreas circulares com raio de até dez quilômetros em torno das torres de medição anemométrica, no caso de terrenos de superfície plana com rugosidade homogênea, e com raio de até seis quilômetros, no caso de terrenos complexos (NOTA TÉCNICA DEA 04/12). Assim, para os empreendimentos delimitados pela mesma área circular deve ser permitido o compartilhamento de torres pelos mesmos.

3 A2. Nos termos exigidos pela Portaria MME nº 29, de 28 de janeiro de 2011, qual o prazo e o custo aproximados para a construção de uma estação anemométrica? Qual tempo hábil para um agente já em operação instalar a estação e iniciar as medições de vento? O prazo aproximando para a contratação, construção e licenciamento de uma estação anemométrica é de 6 meses com um custo aproximando de R$ ,00. O tempo hábil para um agente já em operação instalar a estação e iniciar as medições de vento é de 4 meses.. A3. Com que frequência os registros da medição devem ser encaminhados à ANEEL: mensalmente, semestralmente ou anualmente? Qual a melhor forma de transmissão desses dados, por meio de sistema pela internet, por encaminhamento por correio eletrônico, ou por meio do protocolo de mídia física? A cada 3 meses, através de arquivo digital no formato texto (extensão.txt). Este arquivo digital pode ser inserido no sistema ANEEL ou enviado por . Ressalta-se que os custos de implantação de sistema de envio de dados online são extremamente relevantes comparados ao investimento da própria torre. Desta forma, flexibilizar esta exigência para os termos propostos, reduziriam significativamente estes custos.a4. Para que haja confiabilidade na medição, qual o limite de índice de perda de dados? Qual seria o período máximo de interrupções que deve ser permitido? A cada ano calendário (01 de janeiro a 31 de dezembro), os registros das medições não poderão ter índice de perda de dados superior a 10% e o período contínuo máximo de interrupção das medições não poderá ser superior a 45 dias.

4 O índice de perda de dados será calculado por equipamento de medição, considerados os sensores de pressão, temperatura e umidade como um único equipamento, com base na relação entre o número total de medidas inválidas e o numero total de medidas esperadas por ano (6 x 144 x número de dias do ano). A interrupção do registro de medições por período de até 90 (noventa) dias, motivada por de atos de vandalismo, necessidade de substituição ou de relocação da torre de medição, desde que comunicada à EPE, não será computada para efeito de cálculo dos índices de perdas de dados. (NOTA TÉCNICA DEA 04/12). A5. Qual a frequência de medição, em Hz, que devem ser registradas as amostras? Qual seria o intervalo, em minutos, para que esses registros sejam integralizados? As medições de velocidade e direção dos ventos devem ser realizadas a cada segundo (frequência de 1 Hz) e integralizadas em intervalo de 10 (dez) minutos (NOTA TÉCNICA DEA 04/12). A6. Existe algum custo adicional relevante aos agentes que encaminham tais informações à EPE, dentro dos padrões definidos pela Nota Técnica DEA 04/12, atender a padrões distintos de frequência de medição e integralização dos dados para envio à ANEEL? Sim. Seria necessário duplicar toda instrumentação da torre para se obter duas séries de dados com frequência e/ou integralizações distintas. Assim, os custos com instalações/manutenções seriam duplicados. Conforme já mencionado acima, os custos com transmissão de dados são bastante significativos. Desta forma, deve-se, preferencialmente, manter-se a padronização. B) ESTAÇÃO DE MEDIÇÃO ANEMOMÉTRICA E CLIMATOLÓGICA E EQUIPAMENTOS DE MEDIÇÃO.

5 B1. A estação de medição deve ser posicionada em algum lugar específico do parque eólico? A estação de medição deve ser posicionada na parte frontal do parque eólico tendo como referência a direção predominante dos ventos, em local representativo do parque e onde a interferência por obstáculos naturais ou turbulência produzida por aerogeradores de parques adjacentes seja mínima. Excepcionalmente, em razão de acidentes topográficos na parte frontal do parque, a estação pode ser instalada em local alternativo, buscando-se, sempre, aqueles onde as interferências nas medições sejam mínimas (NOTA TÉCNICA DEA 04/12). B3. A que altura em relação ao solo deve ser posicionado cada um dos equipamentos de medição de uma estação anemométrica e climatológica, a saber: anemômetro, medidor de direção de vento, barômetro, termômetro e higrômetro? O posicionamento dos equipamentos de medição deve estar em conformidade com as recomendações das Normas e publicações (ou suas versões mais atuais): a. IEA - INTERNATIONAL ENERGY AGENCY: 11. Wind speed measurement and use ofcup anemometry; 1. Edition; Glasgow; b. MEASNET: Cup Anemometer Calibration Procedure; Version 1; Sep c. IEC INTERNATIONAL ELECTROTECHNICAL COMISSION: Wind turbines - Part 12-1: Power performance measurements of electricity producing wind turbines (IEC :2005); d. MEASNET: Evaluation of site-specific Wind conditions; Version 1, Nov 2009;e e. MINISTÉRIO DA DEFESA, Comando da Aeronáutica Portaria Nº 256/GC5, de 13 de maio de 2011.

6 Em especial deve-se observar: Um anemômetro deverá ser instalado no topo da estação de medição (anemômetro superior), em altura do solo igual à do eixo das turbinas do parque eólico e, no mínimo, a 50 (cinquenta) metros de altura do solo; O anemômetro superior deve estar livre de perturbações e interferências causadas por outros instrumentos de medição ou de sinalização; O segundo anemômetro (anemômetro intermediário) deve ser instalado à distância de até 2,5 (dois vírgula cinco) metros abaixo do anemômetro superior; O terceiro anemômetro (anemômetro inferior) deve ser instalado à distância mínima de 20 (vinte) metros abaixo do anemômetro superior e, preferencialmente, na altura inferior da ponta da pá das turbinas; O medidor superior de direção de vento deve ser instalado à distância mínima de 1,5 (um vírgula cinco) metros abaixo do anemômetro superior e máxima de 10% da altura do eixo das turbinas do parque eólico; O barômetro, o medidor de umidade relativa do ar e o termômetro devem ser instalados preferencialmente entre 1,5 metros e 10 metros abaixo do topo da estação de medição; A estação de medição deve ter sua verticalidade verificada (NOTA TÉCNICA DEA 04/12). B4. Tendo em vista a necessidade de se obter, com confiabilidade necessária, o perfil de vento local, qual o número mínimo de anemômetros e de medidores de direção do vento a serem exigidos em uma estação anemométrica, e em quais distâncias devem ser posicionados em relação aos seus pares?

7 A estação de medição deve conter, além do registrador de medições ( data logger ), pelo menos os seguintes medidores: 03 (três) anemômetros de concha; 02 (dois) medidores de direção dos ventos ( wind vanes ); 01 (um) medidor de umidade do ar; 01 (um) medidor de pressão barométrica; e 01 (um) termômetro. O posicionamento dos equipamentos de medição deve estar em conformidade com as recomendações das Normas e publicações citadas no item Em especial deve-se observar: Um anemômetro deverá ser instalado no topo da estação de medição (anemômetro superior), em altura do solo igual à do eixo das turbinas do parque eólico e, no mínimo, a 50 (cinquenta) metros de altura do solo; O anemômetro superior deve estar livre de perturbações e interferências causadas por outros instrumentos de medição ou de sinalização; O segundo anemômetro (anemômetro intermediário) deve ser instalado à distância de até 2,5 (dois vírgula cinco) metros abaixo do anemômetro superior; O terceiro anemômetro (anemômetro inferior) deve ser instalado à distância mínima de 20 (vinte) metros abaixo do anemômetro superior e, preferencialmente, na altura inferior da ponta da pá das turbinas; O medidor superior de direção de vento deve ser instalado à distância mínima de 1,5 (um vírgula cinco) metros abaixo do anemômetro superior e máxima de 10% da altura do eixo das turbinas do parque eólico;

8 O barômetro, o medidor de umidade relativa do ar e o termômetro devem ser instalados preferencialmente entre 1,5 metros e 10 metros abaixo do topo da estação de medição (NOTA TÉCNICA DEA 04/12). B5. Quais são as Normas Técnicas que devem ser atendidas no projeto, montagem, manutenção e operação de estações anemométricas e climatológicas e seus equipamentos de medição? O posicionamento dos equipamentos de medição deve estar em conformidade com as recomendações das Normas e publicações (ou suas versões mais atuais): a. IEA - INTERNATIONAL ENERGY AGENCY: 11. Wind speed measurement and use ofcup anemometry; 1. Edition; Glasgow; b. MEASNET: Cup Anemometer Calibration Procedure; Version 1; Sep c. IEC INTERNATIONAL ELECTROTECHNICAL COMISSION: Wind turbines - Part 12-1: Power performance measurements of electricity producing wind turbines (IEC :2005); d. MEASNET: Evaluation of site-specific Wind conditions; Version 1, Nov 2009;e e. MINISTÉRIO DA DEFESA, Comando da Aeronáutica Portaria Nº 256/GC5, de 13 de maio de 2011 (NOTA TÉCNICA DEA 04/12). B6. Tendo em vista que a ANEEL exigirá, após o terceiro mês de medição, que o agente apresente à área de fiscalização da agência um memorial descritivo sobre cada estação anemométrica, quais as principais informações devem constar obrigatoriamente nesse memorial? O memorial descritivo de instalação da torre deverá conter as seguintes informações: Elementos descritivos da estação de medição;

9 Posição geográfica da estação de medição. A posição geográfica da estação deverá ser referenciada à projeção UTM, vinculado ao Sistema Geodésico Brasileiro - SIRGAS 2000, indicando o meridiano central ou zona; Nome, endereço para correspondência, telefone e endereço eletrônico do responsável pelas medições; Marca, modelo, fabricante e, onde cabível, número de série dos instrumentos de medição e data logger ; Desenho da estação de medição mostrando o tipo da estrutura e suas dimensões, assim como a posição e altura em relação ao solo dos instrumentos de medição; Registro fotográfico da estação de medição (4 fotografias) à distância superior a 10 metros, mostrando a estação a partir das direções Norte, Sul, Leste e Oeste; Registro fotográfico dos arredores da estação (4 fotografias) à partir da estação, em altura próxima de 10 metros, nas direções Norte, Sul, Leste e Oeste; Certificados válidos de calibração dos instrumentos de medição anemométrica emitidos por instituição acreditada MEASNET e fatores de calibração; Off-set dos medidores de direção de vento em relação ao norte geográfico (NOTA TÉCNICA DEA 04/12).

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