BAIXA DE BENS OU DIREITOS

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1 1 de 7 31/01/ :42 BAIXA DE BENS OU DIREITOS A alienação, baixa ou obsolescência de bens ou direitos registrados no Ativo Não Circulante deve ser contabilizada, para apuração do ganho de capital, tributável pelo Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro. VALOR CONTÁBIL DO BEM Para efeito de apuração do ganho de capital, considera-se valor contábil: 1 - INVESTIMENTOS PERMANENTES: Participações societárias avaliadas pelo custo de aquisição: o valor de aquisição. Participações societárias avaliadas pelo valor de Patrimônio Líquido: Soma algébrica dos seguintes valores: valor de Patrimônio Líquido pelo qual o investimento estiver registrado; ágio ou deságio na aquisição do investimento; provisão para perdas, constituídas até , quando dedutível. O valor de aquisição. 2 - OURO NÃO CONSIDERADO ATIVO FINANCEIRO 3 - DEMAIS BENS E DIREITOS O custo de aquisição, diminuído dos encargos de depreciação, amortização ou exaustão acumulada. EMPRESAS QUE NÃO CONTROLAM OS BENS INDIVIDUALMENTE Os bens não controlados individualmente serão agrupados em uma mesma conta ou subconta, desde que tenham idêntica natureza, igual taxa de depreciação e ano de aquisição. Nesse caso, para proceder à baixa de qualquer desses bens, deverá observar o seguinte: O custo a ser baixado será determinado do seguinte modo: BENS OU DIREITOS ADQUIRIDOS ATÉ a) identificar o valor original e a época de aquisição do bem ou direito a ser baixado, inclusive dos acréscimos ao custo e reavaliações anteriores ao início do período de apuração; b) converter o valor do bem para OTN através de sua divisão pelo valor da ORTN/OTN na época da aquisição e de cada acréscimo ao custo ou reavaliação, observando: o valor nominal da ORTN estipulado para o respectivo ano, quando se tratar de aquisições registradas até ; o valor médio trimestral, em função do período de apuração do contribuinte, no caso de adições ocorridas a partir de 1º de janeiro de 1977 e até a data do balanço de encerramento do exercício social iniciado em 1978, sujeito à correção especial do Ativo Imobilizado; o valor médio trimestral ou o valor mensal, conforme o contribuinte tenha optado pelo registro em partidas trimestrais ou mensais, em relação aos bens registrados após o balanço de abertura de exercício social iniciado em 1978 e até o balanço de ; valor mensal, no caso de valores registrados a partir de ; c) corrigir o valor original, até , mediante multiplicação da quantidade em OTN pelo valor de NCz$ 6,92; d) converter o valor corrigido em em quantidade de BTNF através da sua divisão pelo valor do BTNF de NCz$ 1,0000; e) multiplicar a quantidade de BTNF apurado na letra d por CR$ 126,8621 e dividir o resultado pelo FAP de (CR$ 126,8621), convertendo o valor em quantidade de FAP; f) a quantidade de FAP obtida na letra e deve ser multiplicada por CR$ 597,06 (FAP de dezembro/1991) e o resultado dividido por CR$ 597,06 (UFIR de );

2 2 de 7 31/01/ :42 g) multiplicar o valor em UFIR determinado conforme a letra f pelo valor de R$ 0,8287 (UFIR vigente em ); h) baixar na contabilidade e no controle do Ativo Imobilizado adotado o valor apurado na letra g, bem como os acréscimos posteriores a BENS OU DIREITOS ADQUIRIDOS DE A O custo a ser baixado corresponderá ao resultado das seguintes operações: a) identificar o valor original e a época de aquisição do bem a ser baixado, inclusive os acréscimos ao custo e reavaliações posteriores; b) converter o valor para BTN Fiscal através de sua divisão pelo valor do BTN Fiscal do dia de aquisição ou acréscimo; c) multiplicar a quantidade de BTNF determinada na letra b pelo BTNF de (Cr$ 126,8621); d) converter o valor apurado na letra c em quantidade de FAP, mediante a sua divisão pelo FAP de janeiro/1991 (Cr$ 126,8621); e) multiplicar a quantidade de FAP obtida na letra d pelo FAP de Cr$ 597,06 (FAP de dezembro/1991); f) converter em UFIR DIÁRIA o valor apurado na letra e, dividindo-o pela UFIR do dia (Cr$ 597,06); g) multiplicar a quantidade de UFIR apurada na letra f pelo valor de R$ 0,8287 (UFIR vigente em ); h) baixar, na contabilidade e no controle do Ativo Imobilizado adotado, o valor apurado na letra g bem como os acréscimos posteriores a CORREÇÃO COMPLEMENTAR PELO IPC/90 No caso de bens e direitos adquiridos até , também deve ser baixado o valor da correção complementar pela diferença entre o IPC e o BTNF em 1990, procedida de acordo com o artigo 3º da Lei 8.200/91. Nesse caso, para determinar o valor a ser baixado, procede-se do seguinte modo: a) determina-se o valor que serviu de base à correção complementar, que corresponderá: ao valor corrigido até , no caso de bens adquiridos até aquela data. A quantidade de BTNF correspondente ao bem baixado deve ser multiplicada por NCz$ 10,9518 (BTNF de ); ao valor original em cruzeiros do custo de aquisição, no caso de bens adquiridos no período de apuração de 1990; b) multiplica-se o valor obtido em a pelo índice do IPC correspondente: a , ou seja, 18,9472, se o bem foi adquirido até ; ao mês da aquisição ou acréscimo, no caso de bens adquiridos ou acrescidos em Os coeficientes do IPC são os seguintes: MÊS Coeficiente dezembro-89 18,9472 janeiro-90 18,9472 fevereiro-90 12,1371 março-90 7,0246 abril-90 3,8111 maio-90 2,6320 junho-90 2,4400 julho-90 2,2273 agosto-90 1,9725 setembro-90 1,7607 outubro-90 1,5615 novembro-90 1,3673 dezembro-90 1,1830 c) multiplica-se a quantidade de BTNF do bem a ser baixado, bem como dos respectivos acréscimos ou reavaliações, pelo BTNF de (Cr$ 103,5081); d) o valor determinado na forma da letra b deve ser diminuído do valor corrigido até (letra c ); e) a diferença obtida na letra d deve ser convertida em quantidade de BTNF, mediante sua divisão por Cr$ 103,5081

3 3 de 7 31/01/ :42 (BTNF de ); f) a quantidade de BTNF obtida em e deve ser multiplicada por Cr$ 126,8621 (BTNF de ) e convertida em quantidade de Fator de Atualização Patrimonial - FAP, com base no valor de Cr$ 126,8621 (FAP de ); g) o valor obtido em f deve ser multiplicado pelo FAP do mês de dezembro/1991 (Cr$ 597,06); h) o valor obtido em g deve ser convertido pela UFIR de (Cr$ 597,06); i) o valor em quantidade de UFIR apurado na letra h será multiplicado por R$ 0,8287 (UFIR vigente em ), obtendo-se assim o valor da correção complementar pelo IPC/90, a ser acrescido ao custo de aquisição, para efeito de apuração do ganho ou perda de capital. BENS OU DIREITOS ADQUIRIDOS A PARTIR DE ATÉ Os valores adquiridos a partir de e até devem ser baixados do seguinte modo: a) converter o valor adquirido ou acrescido pela UFIR do dia da aquisição ou do acréscimo; b) multiplicar a quantidade de UFIR apurada na letra a pelo valor de R$ 0,8287 (UFIR vigente em ); c) baixar, na contabilidade e no controle do Ativo Imobilizado adotado, o valor apurado na letra b, bem como os acréscimos posteriores a BENS OU DIREITOS ADQUIRIDOS A PARTIR DE ATÉ Os valores adquiridos a partir de até devem ser baixados do seguinte modo: a) converter o valor adquirido ou acrescido pela UFIR do mês da aquisição ou acréscimo; b) multiplicar a quantidade de UFIR apurada na letra a pelo valor de R$ 0,8287 (UFIR vigente em ); c) baixar, na contabilidade e no controle do Ativo Imobilizado adotado, o valor apurado na letra b, bem como os acréscimos posteriores a BENS OU DIREITOS ADQUIRIDOS DE A Os valores adquiridos nesse período devem ser baixados da seguinte maneira: a) converter o valor adquirido ou acrescido pela UFIR do trimestre da aquisição ou do acréscimo; b) multiplicar a quantidade de UFIR apurada na letra a pelo valor de R$ 0,8287 (UFIR vigente em ); c) baixar, na contabilidade e no controle do Ativo Imobilizado adotado, o valor apurado na letra b, bem como os acréscimos posteriores a CORREÇÃO ESPECIAL A Lei 8.200/91, em seu artigo 2º, facultou às empresas corrigir monetariamente as contas do então Ativo Permanente, com base em índice à sua escolha, que refletisse, em nível nacional, variação geral de preços. Se a empresa efetuou a correção especial do artigo 2º da Lei 8.200/91 sobre o bem a ser baixado, deve determinar o valor dessa correção, a fim de proceder à sua baixa. A dificuldade para baixa dessa correção especial somente existirá se houve correção de diversos bens e não se procedeu ao registro individualizado. Nesse caso, deve proceder do seguinte modo: a) determinar o valor que serviu de base à correção especial; b) aplicar sobre o valor da letra a o índice de variação escolhido pela empresa; c) dividir o valor determinado em b por Cr$ 126,8621, convertendo-o em quantidade de FAP; d) multiplicar a quantidade de FAP por Cr$ 597,06 (FAP de dezembro/1991); e) converter, em quantidade de UFIR, o valor obtido na letra d, mediante a sua divisão por Cr$ 597,06 (UFIR de ); f) multiplicar a quantidade de UFIR obtida em e pelo valor de R$ 0,8287 (UFIR vigente em ); g) baixar na contabilidade e no controle do Ativo Imobilizado adotado, o valor apurado na letra f ; h) o valor corrigido até será acrescido ao custo de aquisição do bem a ser baixado para apuração do ganho ou perda de capital.

4 4 de 7 31/01/ :42 O valor da correção especial do bem objeto da baixa poderá ser deduzido normalmente na determinação do resultado do período de apuração em que ocorreu a baixa. No entanto, cabe observar que a baixa de bens que foram objeto da correção especial do Art. 2º da Lei 8.200/91, implica a realização da Reserva Especial constituída em , ainda que ela já tenha sido incorporada ao Capital Social. BAIXA DOS ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO ACUMULADOS BENS OU DIREITOS ADQUIRIDOS ATÉ O valor da depreciação, amortização ou exaustão acumulada, a ser baixado no Razão Auxiliar e na contabilidade, deve ser determinado do seguinte modo: a) determinar a percentagem total do encargo acumulado até o último balanço. Para tanto, devem ser tomadas por base a taxa do encargo e a época da aquisição e dos acréscimos ao custo, assim como as reavaliações do bem a ser baixado; b) aplicar a percentagem mencionada sobre o valor em UFIR do bem a ser baixado; c) proceder à baixa do encargo na escrituração e no controle do Ativo Imobilizado adotado, do valor correspondente à multiplicação do valor em UFIR, determinado de acordo com a letra b deste subitem, pelo valor de R$ 0,8287 (UFIR vigente em ), bem como do valor dos encargos apropriados a partir de CORREÇÃO COMPLEMENTAR PELO IPC/90 LEI 8.200/91, Art. 3º No caso de bens adquiridos até 1990, também será necessário baixar a correção complementar pela diferença entre o BTNF e o IPC em 1990, referente ao encargo de depreciação, amortização ou exaustão porventura registrado. O valor da correção complementar do encargo, corrigido até , será determinado como segue: a) determinar o valor em quantidade de UFIR da correção complementar do IPC/90, relativa ao bem a ser baixado. b) a percentagem total do encargo acumulado, deve ser aplicada sobre o valor em UFIR da correção complementar do bem a ser baixado; c) proceder à baixa do encargo na escrituração e no controle do Ativo Imobilizado adotado. CORREÇÃO ESPECIAL Se houve contabilização da correção especial prevista no artigo 2º da Lei 8.200/91 sobre o bem que está sendo baixado, deve realizar as seguintes operações: a) determinar o valor, em quantidade de UFIR, da correção especial relativa ao bem a ser baixado; b) a percentagem total do encargo acumulado deve ser aplicada sobre o valor em UFIR da correção especial relativa ao bem a ser baixado; c) multiplicar a quantidade de UFIR obtida na forma da letra b pelo valor de R$ 0,8287 (UFIR vigente em ); d) proceder à baixa do encargo na escrituração e no controle do Ativo Imobilizado adotado, no valor correspondente ao apurado na letra c, bem como aos encargos apropriados a partir de ; e) realizar a Reserva Especial constituída no Patrimônio Líquido na mesma proporção dos encargos baixados. BENS ADQUIRIDOS A PARTIR DE Para a baixa dos encargos acumulados referentes aos bens adquiridos a partir de serão observados os seguintes procedimentos: a) determinar a percentagem total do encargo acumulado até o balanço anterior; b) aplicar a percentagem mencionada na letra a sobre o custo de aquisição do bem a ser baixado; c) proceder à baixa do encargo acumulado na escrituração contábil. Exemplo 1: Empresa enquadrada no lucro real anual em 2003 aliena um bem de seu ativo imobilizado, contabilizado em móveis e utensílios. Valor original de aquisição: CR$ ,00;

5 5 de 7 31/01/ :42 Data da aquisição: ; Valor da venda: R$ 1.000,00; Data da venda: ; Data do último balanço: ; Apropriação dos encargos: anual; Taxa anual de depreciação: 10%; Não houve acréscimo ao custo original do bem. Passo 1 DETERMINAÇÃO DO CUSTO CORRIGIDO DO BEM Custo corrigido: Valor da aquisição: CR$ ,00 UFIR da data de aquisição: CR$ 633,23 Valor original convertido em UFIR: CR$ ,00 dividido por CR$ 633,23 = 6.316,8201 UFIR Valor corrigido em : 6.316,8201 UFIR x R$ 0,8287 = R$ 5.234,75 Passo 2 DETERMINAÇÃO DOS ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO ACUMULADOS ATÉ : Ano e Taxa de Depreciação do Período (%) , , , , , , , , ,00 Total...87,50 Percentagem total da depreciação sobre o custo de aquisição: 6.316,8201 UFIR x 87,50% = 5.527,2176 UFIR Valor dos encargos de depreciação acumulados, corrigidos até : 5.527,2176 UFIR x R$ 0,8287 = R$ 4.580,41 Passo 3 RESUMO DOS SALDOS DO BEM EM : MÓVEIS E UTENSÍLIOS R$ 5.234,75 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA/MÓVEIS E UTENSÍLIOS R$ 4.580,41 Passo 4 CONTABILIZAÇÃO DA BAIXA: Pelo recebimento do valor da venda: D Caixa/Bancos Conta Movimento (Disponibilidades) R$ 1.000,00 Pela baixa do valor contábil do bem: D Ganhos ou Perdas de Capital (Resultado) C Móveis e Utensílios (Imobilizado) R$ 5.234,75 Pela baixa da depreciação acumulada do bem: D Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios (Imobilizado) R$ 4.580,41

6 6 de 7 31/01/ :42 Resumo para fins de apuração do ganho/perda de capital: Valor da Venda R$ 1.000,00 Menos: custo corrigido do bem R$ 5.234,75 Mais: depreciação do bem R$ 4.580,41 Igual a: ganho ou perda de capital: R$ 345,66 (ganho de capital). Exemplo 2: Empresa enquadrada no lucro real que apura balancetes mensais de suspensão e redução do imposto em 2003 que aliena o seguinte equipamento: Valor original de aquisição: R$ ,00; Data de aquisição: ; Valor da venda: R$ 2.000,00; Data da venda: ; Apropriação dos encargos: mensal Taxa anual de depreciação: 10%; Não houve acréscimos ao custo original do equipamento. Passo 1 DETERMINAÇÃO DOS ENCARGOS ACUMULADOS SOBRE O VALOR DO BEM EM (último balancete levantado antes da baixa): Ano e Taxa de Depreciação do Período (%) Ano ,67 Ano ,00 Ano ,00 Ano ,00 Ano ,00 Ano ,00 Ano ,00 Janeiro a Março/ ,50 Total...64,17 Valor dos encargos de depreciação acumulados: R$ ,00 x 64,17% = R$ 9.625,50 Passo 2 RESUMO DOS SALDOS DO BEM EM : MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS R$ ,00 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA/ MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS R$ 9.625,50 Passo 3 - CONTABILIZAÇÃO DA BAIXA: Pelo recebimento do valor da venda: D Caixa/Bancos Conta Movimento (Disponibilidades) R$ 2.000,00 Pela baixa do valor contábil do bem: D Ganhos ou Perdas de Capital (Resultado) C Máquinas e Equipamentos (Imobilizado) R$ ,00 Pela baixa da depreciação acumulada do bem: D Depreciação Acumulada - Móveis e Utensílios (Imobilizado) R$ 9.625,50

7 7 de 7 31/01/ :42 Resumo para fins de apuração do ganho/perda de capital: Valor da Venda R$ 2.000,00 Menos: custo do bem R$ ,00 Mais: depreciação do bem R$ 9.625,50 Igual a: ganho ou perda de capital: R$ 3.374,50 (perda de capital). Clique aqui se desejar imprimir este material. Clique aqui para retornar. Guia Contábil - Índice

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