Sociedade. O homem é, por natureza, um animal político Aristóteles.

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1 Sociedade O homem é, por natureza, um animal político Aristóteles. É impossível saber, historicamente, qual foi a primeira sociedade. O Homem vive em sociedade desde sua existência. A sociedade é uma necessidade humana. Apesar de não sabermos qual a primeira sociedade, podemos analisar antigas sociedades, e acompanhar sua evolução. Grandes sociedades desenvolvidas intelectualmente como a Grécia, com alto desenvolvimento de organização e estratégia como Roma, ou até mesmo com grande desenvolvimento tecnológico como o Egito, são estudadas até hoje, e nossa sociedade moderna atual tem ainda muitas características dessas antigas civilizações. O conceito básico de uma sociedade é o compartilhamento. Integrantes de uma mesma sociedade compartilham a terra, os deveres, os ideais, as leis, os interesses, etc. Porém, o mais interessante a se estudar, são as formas de organização de uma sociedade, que é o principal intuito deste blog. Da Organização O homem é um ser dotado de raciocínio e comunicação, e por isso é um animal político, logo, está inclinado a fazer parte de uma sociedade política. Somente aí o homem pode realizar plenamente suas potencialidades. Já que o homem necessita da sociedade para viver, ele necessita também de uma forma de organização para tal sociedade. Tal organização chama-se política. A política nada mais é do que a organização dos fatores importantes da sociedade, como a divisão do trabalho, a constituição (leis), pessoas ou departamentos que garantam que as leis sejam cumpridas, pessoas ou departamentos para criar leis, exército, diplomacia, condições básicas de vida, justiça, economia organizada, entre outros. Mas, como já é de se esperar, nenhuma sociedade é igual à outra, uma das principais diferenças entre elas é a necessidade, para isso existem diversas formas de organização.

2 Das formas de organização Segundo Aristóteles, é função do Estado garantir a política de uma sociedade. O Estado deve usufruir da ciência política para analisar os problemas, as condições, as necessidades e as virtudes da sociedade para determinar qual a melhor forma de governo. A melhor forma de política deve ser adotada, mas não precisa ser definitiva, pois assim como a sociedade muda, suas necessidades mudam com ela, e a política acompanha tal transformação. Para que se entenda melhor o sistema de adoção de políticas para uma sociedade, utilizarei uma analogia muito simples feita pelo próprio Aristóteles: Imagine a sociedade como sendo sua família. Quando você é menor de idade, o poder de seus pais sobre você é absoluto. Ora, um garoto de 12 anos de idade não tem maturidade o suficiente para administrar a própria vida! Quando você entra na adolescência seus pais começam a lhe dar mais votos de confianças, com 16 anos você já pode sair na rua sozinho à noite, já sabe se cuidar, mas ainda deve satisfações aos seus pais. Quando atinge a maior idade, você se torna responsável pelos próprios atos, porém ainda deve contas aos seus pais, afinal você ainda mora com eles, e não paga todas as suas contas sozinho. Quando adulto, lá pelos seus 30 anos, você já tem sua família, suas próprias dívidas, seus próprios meios de sobreviver e não depende mais de seus pais, a única coisa que você deve a eles é respeito. Perceba que a política adotada pelos pais em relação aos filhos muda com o passar do tempo. As circunstâncias que cercam a vida do filho, as coisas que ele aprende e as suas necessidades mudam, exigindo assim, uma abordagem diferente dos seus pais. Na sociedade ocorre a mesma coisa. A função de pai é exercida pelo Estado/Governo, a função de filho é exercida pela sociedade e as atitudes dos pais em relação aos filhos (Estado em relação à sociedade) é a política. Como já foi citado, o Estado precisa impor à sociedade o tipo de governo que ela necessita. Mas, como descobrir qual o governo necessário? Para isto, é usada a chamada ciência política, tal ciência estuda os diversos tipos de governo de pontos de vista histórico, filosófico, sociológico e antropológico. O Estado deve analisar da mesma forma a sociedade atual, e deduzir qual a melhor política para a evolução da mesma. Existem diversas formas de política para se estudar, dentre elas, citarei as três mais importantes e mais famosas, estudadas por Montesquieu.

3 Das formas de política Montesquieu produziu um estudo denominado Do Espírito das Leis, e dentre os diversos conceitos estudados nesta obra, irei citar as três formas de governo trabalhadas pelo filósofo: Governo Despótico, Monarquia e República. Montesquieu definiu um princípio básico para definir as principais diferenças entre os tipos de governo. Cada governo funciona como uma máquina que precisa de engrenagens para funcionar. É exatamente essa engrenagem que torna cada máquina, ou governo, diferente das demais. Governo Despótico Vejamos primeiramente o Governo Despótico. Neste governo, toda a força, todas as leis e todas as decisões se resumem a um único homem: o déspota. O déspota está acima de qualquer lei e de qualquer julgamento, tem o poder de julgar e condenar qualquer um, mas ninguém pode julgá-lo e condená-lo. Perceba, portanto, que numa sociedade regida por um governo despótico, se dispensa o emprego de constituição e qualquer órgão público de poder, como senado ou ministério. A engrenagem essencial para este governo é o medo. O déspota, acima de tudo, precisa impor o medo à população. O temor é o ingrediente básico deste governo. É fácil de imaginar um governo despótico dominado pelo medo, quando pensamos na Alemanha nazista de Hitler, ou na Itália fascista de Mussolini. Neste governo, o déspota pode escolher qualquer um para lhe substituir no governo, não precisando da opinião do povo. Monarquia Na monarquia também podem ser dispensados órgãos públicos de poder, e apenas um homem tem o poder de governar o Estado: o Rei. A diferença entre o Rei e o Déspota, é que o Rei não está acima das leis e não está acima do julgamento. O monarca, para controlar o seu país, precisa se basear num conjunto de leis de uma constituição, seu poder não é livre e absoluto como o do déspota. A engrenagem necessária para o governo monárquico é a honra. Os cidadãos de uma monarquia precisam se deixar tomar pela honra. Mas, afinal, o que seria essa honra? A honra necessária entre a população é a consciência do justo com relação ao individual, ou seja, o nobre precisa honrar sua nobreza, o comerciante honrar seu capital, etc...

4 Neste governo, o trono normalmente é passado de forma hierárquica, ou seja, quando o Rei morre, o príncipe mais velho assume o comando. P.S.: Perceba que o nobre honra a sua nobreza e as suas terras, mas não honra o capital do comerciante, e vice-versa. Entender este individualismo será importante para prosseguirmos com o próximo governo. A república Na república, diferente dos outros governos, o poder é totalmente fragmentado. Não existe um soberano, existe o chefe de Estado, mas este precisa da aprovação de toda a população (República Democrática) ou de parte dela (República Aristocrática) para tomar suas decisões. A engrenagem básica para este governo é a chamada virtude política. Entenda como virtude política o amor pela república, o amor pelo seu país, o altruísmo, o conhecimento e a busca pelo bem coletivo. A população busca conhecimento para poder ajudar a governar seu país, suas atitudes são honradas, mas não como na monarquia. Neste caso, a honra é coletiva, o empresário se preocupa com o seu capital, mas se preocupa também com o cidadão que passa fome. Pelo fato de a população ajudar nas decisões políticas, ela precisa ter a consciência coletiva, pois o seu voto numa decisão não irá afetar a sua vida individual, mas a vida de todos os membros da sociedade. votos. Na república, os governantes são escolhidos pelo povo, ou parte dele, através de Uma breve conclusão Vimos que o homem precisa viver em sociedade, e a sociedade por sua vez precisa de uma forma de organização (de política). Conforme a sociedade evolui, a política precisa acompanhar a sua evolução, adotando novas formas de governo que melhor atendam às suas necessidades. Estudamos as formas de governo propostas por Montesquieu, e as suas engrenagens : Governo Despótico Medo; Monarquia Honra; República Virtude Política. Em resumo, esse foi o conteúdo estudado por este trabalho, mas eu gostaria de deixar com o leitor a principal conclusão:

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