Imagem da Semana: Tomografia Computadorizada (TC)

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Imagem da Semana: Tomografia Computadorizada (TC)"

Transcrição

1 Imagem da Semana: Tomografia Computadorizada (TC) Imagem 01. Tomografia computadorizada de abdome Criança de 3 anos e 8 meses com dor abdominal há 2 semanas e massa abdominal, sem outros sinais e sintomas. Foi realizada uma ultrassonografia e posteriormente a tomografia computadorizada acima. Qual seria o diagnóstico mais provável? a) Carcinoma de células renais b) Tumor de Wilms c) Neuroblastoma d) Doença policística renal infantil

2 Análise da Imagem Imagem 2: Tomografia Computadorizada de Abdome (com contraste). Presença de massas renais bilaterais, hipoatenuantes, heterogêneas, com áreas esparsas de necrose, contornos regulares, limites parcialmente definidos, com realce pelo meio de contraste, localizadas no pólo inferior do rim direito e em porção anterior dos dois terços inferiores do rim esquerdo, medindo respectivamente 8,0 x 7,2 x 7,1 cm e 7,3 x 6,1 x 6,0 cm. Observam-se ainda formações nodulares com algumas características semelhantes no pólo superior do rim direito medindo 1,6 x 1,5 cm e 1,0 x 0,7 cm, ambas impregnando-se de meio de contraste. As estruturas vasculares têm aspecto normal. Diagnóstico Os dados clínicos e a imagem sugerem o diagnóstico de Tumor de Wilms (TW), o tumor renal maligno mais comum na infância. O Carcinoma de células renais predomina na faixa etária de 50 e 70 anos, com pico na sexta década. É extremamente raro na infância. Tabagismo, obesidade e condições renais preexistentes estão entre os fatores de risco. Os sintomas iniciais mais comuns são: anemia, perda de peso e mal-estar. Com o aumento do uso de métodos de imagem para condições não relacionadas, menos de 5% tem massa palpável no momento do diagnóstico.

3 A medular da adrenal é a sede habitual do Neuroblastoma, embora possa surgir em outros locais como gânglios do sistema nervoso autônomo, principalmente na cadeia paravertebral. Pode ser diferenciado do TW pela tomografia computadorizada (TC) com contraste por diferenciar tecido renal de não-renal. Áreas de calcificação e pontos de hemorragia são mais proeminentes. Apresentam-se, na maioria das vezes, como massa abdominal dura e com sinais de disseminação sistêmica como dor óssea, anemia e emagrecimento. A Doença policística renal infantil é rara e sempre bilateral, causando o óbito nas primeiras horas por insuficiência renal (forma perinatal), nas primeiras semanas (forma neonatal), ou mais raramente nos primeiros anos de vida (forma infantil e juvenil). Ambos os rins são volumosos com forma normal. Habitualmente, diagnosticada pela ultrassonografia (US). Discussão do caso O Tumor de Wilms (TW) é o tumor renal maligno mais comum na infância e corresponde a 5 a 10% dos tumores malignos pediátricos. Dois terços dos casos ocorrem antes dos 5 anos de idade, sendo infrequente após 10 anos e com distribuição semelhante entre os sexos. Cerca de 4 a 7% dos casos apresentam doença bilateral e tendem a ser mais associados a anomalias congênitas. Entre os genes envolvidos, o mais conhecido é o WT1, que é um gene supressor de tumor. A apresentação clínica mais comum é a presença de uma massa abdominal sem outros sinais ou sintomas, os quais, se presentes, incluem dor abdominal (30 a 40% dos pacientes), hematúria (12 a 25%), hipertensão arterial (25%) e febre. Apesar de o pulmão ser o local mais comum de metástases, as crianças raramente apresentam sintomas respiratórios. O TW pode ocorrer como parte de síndromes congênitas: síndrome WAGR (aniridia, anormalidades genitourinárias e retardo mental), síndrome de Denys-Drash (pseudohermafroditismo e esclerose mesangial) e síndrome de Beckwith-Wiedemann (visceromegalia, macroglossia, hemihipertrofia, onfalocele). Estudos de imagem são úteis para diferenciar o TW de outras causas de massa abdominal, determinando o tamanho e extensão do tumor e a presença de metástases. A US para avaliar massa abdominal é importante como primeira abordagem por se tratar de um exame não-

4 invasivo e sem exposição à radiação ionizante. Esse exame demonstra a localização renal do tumor, diferenciando-o da doença policística e hidronefrose, e é capaz de revelar invasão vascular (com o uso do Doppler), principalmente o acometimento da veia cava inferior que pode apresentar trombo tumoral. A TC com contraste venoso é superior à US em confirmar a natureza e a extensão da massa no rim, além de detectar pequenas lesões do tumor e restos nefrogênicos no rim contralateral e avaliar o comprometimento da veia cava inferior e da veia renal. A propedêutica inclui radiografia do tórax (para avaliar metástases pulmonares) e testes laboratoriais de função renal, urina rotina, cálcio, hemograma, coagulograma e outros. O diagnóstico definitivo é feito com a confirmação histológica após a excisão cirúrgica ou biópsia, sendo esta nem sempre indicada devido ao risco de disseminação peritoneal e recidiva abdominal, agravando o prognóstico. O tratamento do TW, principalmente quando bilateral (estadiamento V), deve ser realizado em centros de referência para o tratamento de câncer na infância, devido à necessidade de equipe multidisciplinar. Requer radiologistas treinados para o diagnóstico diferencial imaginológico, oncologista pediátrico para adequada indicação do esquema quimio e/ou radioterápico, cirurgião pediátrico experiente em realizar a nefrectomia parcial e patologista treinado para avaliação adequada do estádio e fatores prognósticos. É feito com quimioterapia neoadjuvante para reduzir o tumor antes da nefrectomia parcial, que pode ser feita bilateral ou unilateralmente, empregando a nefrectomia radical no que for localmente mais avançado. O prognóstico depende da idade, do estadiamento e da intensidade da anaplasia celular (histologia desfavorável). Com o emprego de terapêutica combinada (cirurgia, radio e quiomioterapia), inclusive nas recidivas, tem sido possível aumentar significativamente a sobrevida dos pacientes, atualmente acima de 85% em 5 anos. Aspectos relevantes - O Tumor de Wilms é o tumor renal maligno mais comum na infância, ocorrendo geralmente antes dos 5 anos de idade. - Cerca de 4 a 7% dos casos apresentam doença bilateral. - Pode ocorrer como parte das síndromes: WAGR, Denys-Drash e Beckwith-Wiedemann. - A apresentação clínica mais comum é a presença de uma massa abdominal sem outros sinais ou sintomas. - O diagnóstico definitivo é feito com a confirmação histológica.

5 - O tratamento é fundamentalmente cirúrgico e quimioterápico, com aumento significativo da sobrevida. Referências - Dome JS, Perlman EJ, Ritchey ML, Coppes MJ, Kalapurakal J, Grundy PE. Renal tumors. In: Pizzo PA, Poplack DG, editors. Principles and practice of pediatric oncology. 5th ed. Philadelphia: Lippincont-Raven; p Bogliolo L, Brasileiro Filho G. Patologia. 8a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, Takamatu EE. Tumor de Wilms: características clínicas e cirúrgicas [dissertação]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Chintagumpala M, Muscal MA. Presentation, diagnosis, and staging of Wilms tumor. Waltham: UpToDate; [acesso em fevereiro de 2012]. Disponível em: Responsável Rafael Mattos Tavares acadêmico do 10º período de Medicina da FM-UFMG. rafaelmattostavares[arroba]gmail.com Orientadoras Profa. Karla Emília de Sá Rodrigues Pediatra e Oncologista Pediátrica, Professora Adjunta do Departamento de Pediatria da FM-UFMG. karla.emilia[arroba]uol.com.br Profa. Viviane Parisotto Pediatra e Médica Nuclear, Professora do Departamento de Propedêutica Complementar da FM-UFMG. parisottoviviane[arroba]yahoo.com.br Revisores Daniel Moore e Emília Valle

Imagem da Semana: Ressonância nuclear magnética

Imagem da Semana: Ressonância nuclear magnética Imagem da Semana: Ressonância nuclear magnética Imagem 01. Ressonância Margnética do Abdomen Imagem 02. Angiorressonância Abdominal Paciente masculino, 54 anos, obeso, assintomático, em acompanhamento

Leia mais

Diagnóstico e Seguimento em Urologia Oncológica RIM

Diagnóstico e Seguimento em Urologia Oncológica RIM 13 AS JORNADAS DE UROLOGIA DA ZONA CENTRO EM MEDICINA FAMILIAR Diagnóstico e Seguimento em Urologia Oncológica RIM João Carvalho Interno de Formação Específica do 3ºAno Serviço de Urologia e Transplantação

Leia mais

GUILHERME SUCHARD TUMOR DE WILMS EM CRIANÇAS ATENDIDAS NO HOSPITAL INFANTIL JOANA DE GUSMÃO EM FLORIANÓPOLIS - SC

GUILHERME SUCHARD TUMOR DE WILMS EM CRIANÇAS ATENDIDAS NO HOSPITAL INFANTIL JOANA DE GUSMÃO EM FLORIANÓPOLIS - SC GUILHERME SUCHARD TUMOR DE WILMS EM CRIANÇAS ATENDIDAS NO HOSPITAL INFANTIL JOANA DE GUSMÃO EM FLORIANÓPOLIS - SC Trabalho apresentado à Universidade Federal de Santa Catarina, como requisito para a conclusão

Leia mais

VISÕES GERAIS DO HEPATOBLASTOMA PEDIÁTRICO

VISÕES GERAIS DO HEPATOBLASTOMA PEDIÁTRICO VISÕES GERAIS DO HEPATOBLASTOMA PEDIÁTRICO Layslla Caroline Araujo Almeida¹, Elâine Barbosa Da Silva Gomes¹, Mônica Nayara Batista Barbosa¹, Natália Feitosa Laurentino¹, Cristiane Miranda Furtado² Faculdade

Leia mais

Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina Liga de Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Jônatas Catunda de Freitas

Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina Liga de Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Jônatas Catunda de Freitas Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina Liga de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Jônatas Catunda de Freitas Fortaleza 2010 Lesões raras, acometendo principalmente mandíbula e maxila Quadro clínico

Leia mais

Radioterapia no tumor de Wilms: indicações e resultados

Radioterapia no tumor de Wilms: indicações e resultados Radioterapia no tumor de Wilms: indicações e resultados Drª Paula Monteiro Amorim Residente do 3 ano de radio-oncologia Hospital Araújo Jorge Goiânia- GO Introdução 5-7% das neoplasias infantis 6-9 casos/milhão

Leia mais

11º Imagem da Semana: Ultrassonografia dos rins e vias urinárias

11º Imagem da Semana: Ultrassonografia dos rins e vias urinárias 11º Imagem da Semana: Ultrassonografia dos rins e vias urinárias Enunciado Paciente do sexo feminino, 8 anos, há 2 dias com hematúria macroscópica e dor abdominal difusa leve à esclarecer. Pressão arterial

Leia mais

O DESAFIO DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE MAMA ASSOCIADO A GESTAÇÃO: ENSAIO PICTÓRICO

O DESAFIO DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE MAMA ASSOCIADO A GESTAÇÃO: ENSAIO PICTÓRICO O DESAFIO DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE MAMA ASSOCIADO A GESTAÇÃO: ENSAIO PICTÓRICO DRA MARINA PORTIOLLI HOFFMANN DRA MARIA HELENA LOUVEIRA DR GUILBERTO MINGUETTI INTRODUÇÃO: O câncer de mama associado a gestação

Leia mais

Curso Carcinoma Células Renais Coimbra Setembro 2013

Curso Carcinoma Células Renais Coimbra Setembro 2013 Tumores de Células Renais Tiago Saldanha José Durães Serviço de Radiologia HEM - CHLO Curso Carcinoma Células Renais Coimbra Setembro 2013 Tumores de Células Renais Tríade Clássica: Dor Hematúria Massa

Leia mais

Trabalho de biologia

Trabalho de biologia câncer Trabalho de biologia neste livro darei exemplos de dois tipos de câncer, que são eles: Câncer de esôfago E Pulmão. A quais falei e seguida. Câncer de esôfago O câncer de esôfago pode ter duas linhagens,

Leia mais

XVI Reunião Clínico - Radiológica. Dr. RosalinoDalasen.

XVI Reunião Clínico - Radiológica. Dr. RosalinoDalasen. XVI Reunião Clínico - Radiológica Dr. RosalinoDalasen www.digimaxdiagnostico.com.br CASO 1 Paciente: M. G. A., 38 anos, sexo feminino. Queixa: Infecção do trato urinário de repetição. Realizou ultrassonografia

Leia mais

Reunião de Casos. www.digimaxdiagnostico.com.br. Camilla Burgate Lima Oliveira Aperfeiçoando de RDI da DIGIMAX (A2)

Reunião de Casos. www.digimaxdiagnostico.com.br. Camilla Burgate Lima Oliveira Aperfeiçoando de RDI da DIGIMAX (A2) Reunião de Casos www.digimaxdiagnostico.com.br Camilla Burgate Lima Oliveira Aperfeiçoando de RDI da DIGIMAX (A2) CASO Paciente S. A., 26 anos. US Morfológico do 2º Trimestre G4 P1 A2 DUM: 20/03/2014 24

Leia mais

Imagem da Semana: Ultrassonografia, Tomografia Computadorizada

Imagem da Semana: Ultrassonografia, Tomografia Computadorizada Imagem da Semana: Ultrassonografia, Tomografia Computadorizada Imagem 01. Ultrassonografia Cervical (região de espaço carotídeo direito) Imagem 02. Ultrassonografia Cervical com Doppler (região de espaço

Leia mais

Imagem da Semana: Ressonância magnética (RM)

Imagem da Semana: Ressonância magnética (RM) Imagem da Semana: Ressonância magnética (RM) Imagem 01. Tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste, corte transversal. Imagem 02: TC de crânio, corte transversal, realizada cinco dias após

Leia mais

CÂNCER COLORRETAL. Prof. Dr. João Gomes Netinho. Disciplina de Coloproctologia Hospital de Base - FAMERP

CÂNCER COLORRETAL. Prof. Dr. João Gomes Netinho. Disciplina de Coloproctologia Hospital de Base - FAMERP CÂNCER COLORRETAL Prof. Dr. João Gomes Netinho Disciplina de Coloproctologia Hospital de Base - FAMERP Sintomas variáveis veis Principais sintomas: sangramento retal Quadro Clínico alteração do hábito

Leia mais

PET-CT NO NÓDULO PULMONAR SOLITÁRIO. Dr. Mauro Esteves -

PET-CT NO NÓDULO PULMONAR SOLITÁRIO. Dr. Mauro Esteves - PET-CT NO NÓDULO PULMONAR SOLITÁRIO Dr. Mauro Esteves - mauro.rad@hotmail.com PET-CT no nódulo pulmonar solitário nódulo pulmonar - definição opacidade nodular 3 cm de diâmetro circundada por tecido pulmonar

Leia mais

16º Imagem da Semana: Radiografia do Joelho

16º Imagem da Semana: Radiografia do Joelho 16º Imagem da Semana: Radiografia do Joelho Enunciado Paciente do sexo masculino, 15 anos, previamente hígido, iniciou com quadro de dor e edema na região distal da coxa direita há três meses, que evoluiu

Leia mais

IMAGIOLOGIA NOS TUMORES DE CÉLULAS RENAIS

IMAGIOLOGIA NOS TUMORES DE CÉLULAS RENAIS IMAGIOLOGIA NOS TUMORES DE CÉLULAS RENAIS Tiago Saldanha José Durães Serviço de Radiologia HEM - CHLO Curso de carcinoma de células renais Lisboa 2015 PAPEL DOS MÉTODOS DE IMAGEM Diagnóstico Estadiamento

Leia mais

Mauricio Zapparoli Departamento de Clínica Médica Hospital de Clínicas Universidade Federal do Paraná. DAPI Diagnóstico Avançado por Imagem

Mauricio Zapparoli Departamento de Clínica Médica Hospital de Clínicas Universidade Federal do Paraná. DAPI Diagnóstico Avançado por Imagem Mauricio Zapparoli Departamento de Clínica Médica Hospital de Clínicas Universidade Federal do Paraná DAPI Diagnóstico Avançado por Imagem Urografia Excretora Necessita Contraste Iodado (alergias/função

Leia mais

Câncer: sinais, sintomas e diagnóstico

Câncer: sinais, sintomas e diagnóstico Câncer: sinais, sintomas e diagnóstico ROSA, LM; SOUZA, AIJS; ANDERS, JC; TOURINHO, F; RADÜNZ, V.; ANDRADE, A. E.; BERNDT, L. K Departamento de Enfermagem - Projeto de Extensão: Atenção Oncológica na Atenção

Leia mais

19º Imagem da Semana: Radiografia de Tórax

19º Imagem da Semana: Radiografia de Tórax 19º Imagem da Semana: Radiografia de Tórax Enunciado Paciente de 61 anos, sexo feminino, sem queixas no momento, foi submetida à radiografia de tórax como avaliação pré-cirúrgica. Qual achado pode ser

Leia mais

UTILIZAÇÃO DE PET CT NO DIAGNÓSTICO DE NEOPLASIA PULMONAR

UTILIZAÇÃO DE PET CT NO DIAGNÓSTICO DE NEOPLASIA PULMONAR UTILIZAÇÃO DE PET CT NO DIAGNÓSTICO DE NEOPLASIA PULMONAR Michele Vidotto Rosa 1, Marjorie do Val Ietsugu 2 1 Tecnóloga em Radiologia Faculdade de Tecnologia de Botucatu. E-mail: mizinha-86@hotmail.com.

Leia mais

Caracterização de lesões Nódulos Hepá8cos. Aula Prá8ca Abdome 2

Caracterização de lesões Nódulos Hepá8cos. Aula Prá8ca Abdome 2 Caracterização de lesões Nódulos Hepá8cos Aula Prá8ca Abdome 2 Obje8vos Qual a importância da caracterização de lesões através de exames de imagem? Como podemos caracterizar nódulos hepá8cos? Revisar os

Leia mais

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM. Profa Dra Sandra Zeitoun UNIP

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM. Profa Dra Sandra Zeitoun UNIP DIAGNÓSTICO POR IMAGEM Profa Dra Sandra Zeitoun UNIP TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA A neurociência teve que esperar mais de 70 anos, até que aparecesse um método de imagens por raios X que realmente fosse

Leia mais

Câncer de Rim. Diagnóstico Escore Biópsia percutânea. João Manzano Prof. Afiliado de Urologia Escola Paulista de Medicina UNIFESP

Câncer de Rim. Diagnóstico Escore Biópsia percutânea. João Manzano Prof. Afiliado de Urologia Escola Paulista de Medicina UNIFESP Câncer de Rim Diagnóstico Escore Biópsia percutânea João Manzano Prof. Afiliado de Urologia Escola Paulista de Medicina UNIFESP 2016 Mortalidade Epidemiologia 2-3 % dos Tumores (Menos frequente no Oriente)

Leia mais

Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso.

Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. INSTRUÇÕES 1 Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. 2 3 4 Caso se identifique em qualquer outro local deste Caderno,

Leia mais

Módulo: Câncer de Rim Metastático

Módulo: Câncer de Rim Metastático Módulo: Câncer de Rim Metastático Caso 1 RKG, 54 anos, masculino Assintomático Hipertensão arterial e Diabetes controlados Lesão observada em USG de rotina Nov/2009: RM de abdômen a seguir... RKG, 54 anos,

Leia mais

Prostatic Stromal Neoplasms: Differential Diagnosis of Cystic and Solid Prostatic and Periprostatic Masses

Prostatic Stromal Neoplasms: Differential Diagnosis of Cystic and Solid Prostatic and Periprostatic Masses Universidade Federal de São Paulo Escola Paulista de Medicina Departamento de Diagnóstico por Imagem Setor Abdome Prostatic Stromal Neoplasms: Differential Diagnosis of Cystic and Solid Prostatic and Periprostatic

Leia mais

Imagem da Semana: Tomografia computadorizada (TC)

Imagem da Semana: Tomografia computadorizada (TC) Imagem da Semana: Tomografia computadorizada (TC) Imagem 01. Tomografia computadorizada multislice abdominal, em corte axial, após administração de contraste iodado oral e endovenoso. Fase venosa portal

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia

Imagem da Semana: Radiografia Imagem da Semana: Radiografia Imagem 01. Radiografia de tórax e abdome em AP Recém-nascido (RN), a termo, sexo masculino e parto vaginal. Foi reanimado na sala de parto devido a apneia e frequência cardíaca

Leia mais

TESTE DE AVALIAÇÃO. 02 novembro 2013 Duração: 30 minutos. Organização NOME: Escolha, por favor, a resposta que considera correta.

TESTE DE AVALIAÇÃO. 02 novembro 2013 Duração: 30 minutos. Organização NOME: Escolha, por favor, a resposta que considera correta. TESTE DE AVALIAÇÃO 02 novembro 2013 Duração: 30 minutos NOME: Escolha, por favor, a resposta que considera correta. 1. São indicação para a realização de RM todas as situações, excepto: ( 1 ) Mulher com

Leia mais

Imagem da Semana: Ressonância magnética (RM)

Imagem da Semana: Ressonância magnética (RM) Imagem da Semana: Ressonância magnética (RM) Imagem 01. Ressonância Magnética de abdome ponderada em T1 após injeção do contraste, em fase arterial. Imagem 02. Ressonância Magnética de abdome ponderada

Leia mais

CARCINOMA DE CÉLULAS RENAIS DESAFIO TERAPÊUTICO

CARCINOMA DE CÉLULAS RENAIS DESAFIO TERAPÊUTICO CARCINOMA DE CÉLULAS RENAIS DESAFIO TERAPÊUTICO Curso de RIM 20 de Setembro de 2014 Gabriela Sousa Identificação Doente Data nascimento: 1949(58 anos à data do diagnóstico) Casada,aviverapenascomomarido

Leia mais

XXIII Jornadas ROR-SUL. 15, 16 e 17 Fevereiro 2016 Lisboa

XXIII Jornadas ROR-SUL. 15, 16 e 17 Fevereiro 2016 Lisboa XXIII Jornadas ROR-SUL 15, 16 e 17 Fevereiro 2016 Lisboa Estudo de Alta Resolução Tumores Malignos do Pulmão Maria Teresa Almodovar Objetivos 1. Detectar as diferenças na sobrevivência do cancro do pulmão

Leia mais

Câncer de Próstata. Dr.Adolfo Oliveira

Câncer de Próstata. Dr.Adolfo Oliveira Câncer de Próstata Dr.Adolfo Oliveira Câncer de Próstata Aproximadamente 46 mil casos/ano Cerca 24% de chance de desenvolver Câncer de Próstata durante a vida Aproximadamente 30% não são avaliadas para

Leia mais

XIV Reunião Clínico - Radiológica Dr. RosalinoDalazen.

XIV Reunião Clínico - Radiológica Dr. RosalinoDalazen. XIV Reunião Clínico - Radiológica Dr. RosalinoDalazen www.digimaxdiagnostico.com.br CASO CLÍNICO 1 Pcte do sexo feminino com queixa de dor abdominal difusa. Coronal Sagital Laudo Aspecto compatível

Leia mais

Imagem da Semana: Tomografia computadorizada (TC)

Imagem da Semana: Tomografia computadorizada (TC) Imagem da Semana: Tomografia computadorizada (TC) Imagem 01. Tomografia computadorizada de tórax/mediastino sem contraste: corte axial. Imagem 02. Tomografia computadorizada de tórax/mediastino sem contraste:

Leia mais

A RELAÇÃO ENTRE O DIAGNÓSTICO PRECOCE E A MELHORIA NO PROGNÓSTICO DE CRIANÇAS COM CÂNCER

A RELAÇÃO ENTRE O DIAGNÓSTICO PRECOCE E A MELHORIA NO PROGNÓSTICO DE CRIANÇAS COM CÂNCER A RELAÇÃO ENTRE O DIAGNÓSTICO PRECOCE E A MELHORIA NO PROGNÓSTICO DE CRIANÇAS COM CÂNCER Débora V M A Duarte 1 ; Maine V A Confessor 2 1- Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande 2- DOCENTE/ ORIENTADOR

Leia mais

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR EMERGÊNCIAS AÓRTICAS. Leonardo Oliveira Moura

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR EMERGÊNCIAS AÓRTICAS. Leonardo Oliveira Moura TROMBOEMBOLISMO PULMONAR EMERGÊNCIAS AÓRTICAS Leonardo Oliveira Moura Dissecção da Aorta Emergência aórtica mais comum Pode ser aguda ou crônica, quando os sintomas duram mais que 2 semanas Cerca de 75%

Leia mais

36º Imagem da Semana: Radiografia de tórax

36º Imagem da Semana: Radiografia de tórax 36º Imagem da Semana: Radiografia de tórax Radiografia de tórax, incidência anteroposterior Radiografia de tórax, perfil esquerdo Enunciado Criança de 8 anos, masculino, previamente hígida, foi levada

Leia mais

Imagem na Pleura. Bruno Hochhegger

Imagem na Pleura. Bruno Hochhegger Imagem na Pleura Bruno Hochhegger Médico Radiologista Torácico do Pavilhão Pereira Filho e PUC-RS Pós doutor Radiologia UFRJ e Doutor em Pneumologia UFRGS Professor de Radiologia da UFCSPA e PUC-RS Plano

Leia mais

Residente em Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Residente em Cirurgia de Cabeça e Pescoço Dr. Bruno Pinto Ribeiro Residente em Cirurgia de Cabeça e Pescoço Hospital Universitário Walter Cantídio Introdução Mais de 99% câncer de tireóide tópico Locais ectópicos struma ovarii, pescoço Objetivo

Leia mais

APENDICITE AGUDA O QUE É APÊNCIDE CECAL? O QUE É APENDICITE E PORQUE OCORRE

APENDICITE AGUDA O QUE É APÊNCIDE CECAL? O QUE É APENDICITE E PORQUE OCORRE APENDICITE AGUDA O QUE É APÊNCIDE CECAL? O apêndice vermiforme ou apêndice cecal é uma pequena extensão tubular, com alguns centímetros de extensão, terminada em fundo cego, localizado no ceco, primeira

Leia mais

NÓDULO PULMONAR SOLITÁRIO

NÓDULO PULMONAR SOLITÁRIO Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Faculdade de Medicina Hospital São Lucas SERVIÇO DE CIRURGIA TORÁCICA José Antônio de Figueiredo Pinto DEFINIÇÃO Lesão arredondada, menor que 3.0 cm

Leia mais

Investigação Laboratorial de LLA

Investigação Laboratorial de LLA Investigação Laboratorial de LLA Ana Paula Fadel RESUMO A leucemia linfóide aguda (LLA) é a doença que ocorre principalmente na infância em crianças de 2 e 10 anos correspondendo a 70% dos casos; em adultos

Leia mais

Cistos e doença policística renal

Cistos e doença policística renal Cistos e doença policística renal Introdução Cistos simples (com paredes finais e regulares e conteúdo líquido) são considerados benignos, não sendo necessário nenhum seguimento ou exame complementar para

Leia mais

CÂNCER LARINGE. UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ Hospital Walter Cantídio Residência em Cirurgia de Cabeça e Pescoço CÂNCER DE LARINGE

CÂNCER LARINGE. UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ Hospital Walter Cantídio Residência em Cirurgia de Cabeça e Pescoço CÂNCER DE LARINGE UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ Hospital Walter Cantídio Residência em Cirurgia de Cabeça e Pescoço CÂNCER DE LARINGE GEAMBERG MACÊDO ABRIL - 2006 INTRODUÇÃO Câncer de cabeça e pescoço : 6º lugar. 90% são

Leia mais

Imagem da Semana: Tomografia computadorizada (TC)

Imagem da Semana: Tomografia computadorizada (TC) Imagem da Semana: Tomografia computadorizada (TC) Imagem 01. Tomografia computadorizada abdominal, corte axial, região lombar, após a injeção intravenosa de meio de contraste Imagem 02: Tomografia computadorizada

Leia mais

Os tumores neuroendócrinos retais expressam marcadores como cromogranina e sinaptofisina, embora nem sempre sejam positivo.

Os tumores neuroendócrinos retais expressam marcadores como cromogranina e sinaptofisina, embora nem sempre sejam positivo. Os tumores neuroendócrinos (TNE) retais correspondem a 34% dos tumores neuroendócrinos do TGI, ficando atrás em incidência apenas dos TNE de delgado. A incidência de tumores neuroendócrinos retais tem

Leia mais

Diagnóstico e classificação de cancro do rim

Diagnóstico e classificação de cancro do rim Informação para Doentes Português 32 Diagnóstico e classificação de cancro do rim Os termos sublinhados estão listados no glossário. Na maioria dos casos o cancro renal é assintomático, o que significa

Leia mais

Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética qual a melhor opção para cada caso?

Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética qual a melhor opção para cada caso? Abordagem diagnóstica de um nódulo hepático o que o cirurgião deve saber? Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética qual a melhor opção para cada caso? Maria Fernanda Arruda Almeida Radiologia

Leia mais

Braquiterapia Ginecológica

Braquiterapia Ginecológica Braquiterapia Ginecológica Indicações e recomendações clínicas American Brachytherapy Society (ABS) European Society for Radiotherapy & Oncology (GEC-ESTRO) Rejane Carolina Franco Hospital Erasto Gaertner-

Leia mais

9º Imagem da Semana: Radiografia Tórax

9º Imagem da Semana: Radiografia Tórax 9º Imagem da Semana: Radiografia Tórax Enunciado Paciente do sexo masculino, 39 anos, atendido no Pronto Atendimento com quadro de dor abdominal difusa, intensa e de início súbito, com cerca de 3 horas

Leia mais

Manejo Ambulatorial de Massas Anexiais

Manejo Ambulatorial de Massas Anexiais Instituto Fernandes Figueira FIOCRUZ Departamento de Ginecologia Residência Médica Manejo Ambulatorial de Massas Anexiais Alberto Tavares Freitas Tania da Rocha Santos Abril de 2010 Introdução Representam

Leia mais

Nódulos e massas pulmonares

Nódulos e massas pulmonares Nódulos e massas pulmonares Gustavo de Souza Portes Meirelles 1 1 Doutor em Radiologia pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP A) Nódulo pulmonar solitário 1 Definição O nódulo pulmonar solitário (NPS)

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia e TC. Imagem 01. Radiografia simples do tórax em incidência póstero-anterior.

Imagem da Semana: Radiografia e TC. Imagem 01. Radiografia simples do tórax em incidência póstero-anterior. Imagem da Semana: Radiografia e TC Imagem 01. Radiografia simples do tórax em incidência póstero-anterior. Imagem 02: Radiografia simples do tórax em perfil direito. Imagem 03: Tomografia computadorizada

Leia mais

Relato de Caso. Gabriela Azevedo Foinquinos

Relato de Caso. Gabriela Azevedo Foinquinos Relato de Caso Gabriela Azevedo Foinquinos Relato de Caso Paciente 64 anos, sexo masculino, branco, casado, natural e procedente de João Pessoa, HAS, DM e com diagnóstico de Doença Hepática Crônica por

Leia mais

QuímioRadioterapia nos tumores de cabeça e pescoço. Guy Pedro Vieira

QuímioRadioterapia nos tumores de cabeça e pescoço. Guy Pedro Vieira diagnóstico: lesões na maioria das vezes, são facilmente: observáveis. avaliadas. palpáveis. biópsiadas. história natural da doença: quase sempre seguem um padrão escalonado bem definido de crescimento:

Leia mais

Terapêutica Cirúrgica. Cancro do Rim. Fernando Calais da Silva

Terapêutica Cirúrgica. Cancro do Rim. Fernando Calais da Silva Terapêutica Cirúrgica no Cancro do Rim Fernando Calais da Silva HISTÓRIA ERASTUS WOLCOTT (1)DIVULGOU NA LITERATURA, EM 1861, A PRIMEIRA NEFRECTOMIA POR TUMOR EM 1876, KOCHER (1) REALIZOU PELA PRIMEIRA

Leia mais

Indicações e passo-a-passo para realização de SBRT

Indicações e passo-a-passo para realização de SBRT Indicações e passo-a-passo para realização de SBRT Heloisa de Andrade Carvalho heloisa.carvalho@hc.fm.usp.br heloisa.carvalho@hsl.org.br SBRT O que é? Porquê? Para quê? Passo-a-passo SBRT O que é? Stereotactic

Leia mais

Secretaria Municipal da Saúde Coordenação de Integração e Regulação do Sistema

Secretaria Municipal da Saúde Coordenação de Integração e Regulação do Sistema PROTOCOLO DE ACESSO A EXAMES DE ANGIOGRAFIA RADIODIAGNÓSTICA GRUPO 13 SUBGRUPO DEZEMBRO 2007 1 A ANGIOGRAFIA RADIODIAGNÓSTICA CARACTERIZA-SE POR SER EXAME DE ALTA COMPLEXIDADE E ALTO CUSTO, PORTANTO DEVE

Leia mais

Imagenologia das Lesões Hepáticas

Imagenologia das Lesões Hepáticas Curso Continuado em Cirurgia Geral do CBCSP 2014 Imagenologia das Lesões Hepáticas Dr. Lucas Scatigno Saad 26/07/2014 Fígado Maior órgão parenquimatoso do corpo 1.000-2.500 g no adulto saudável Hipocôndrio

Leia mais

Imagem da Semana: Fotografia

Imagem da Semana: Fotografia Imagem da Semana: Fotografia Figura 1: Lesão cutânea em membro inferior Figura 2: Lesão cutânea em região frontal Enunciado Criança, sexo masculino, 3 anos e 6 meses, portador de leucemia linfoide aguda,

Leia mais

Está indicada no diagnóstico etiológico do hipotireoidismo congênito.

Está indicada no diagnóstico etiológico do hipotireoidismo congênito. 108 Tireoide Debora L. Seguro Danilovic, Rosalinda Y Camargo, Suemi Marui 1. ULTRASSONOGRAFIA O melhor método de imagem para avaliação da glândula tireoide é a ultrassonografia. Ela está indicada para

Leia mais

Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina. Jônatas Catunda de Freitas

Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina. Jônatas Catunda de Freitas Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina Jônatas Catunda de Freitas Fortaleza 2009 Derivam da terceira e quarta bolsa faríngea Terceira bolsa dá origem as PT inferiores e o timo Quarta bolsa

Leia mais

Cistos e cavidades pulmonares

Cistos e cavidades pulmonares Cistos e cavidades pulmonares Gustavo de Souza Portes Meirelles 1 1 Doutor em Radiologia pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP 1 Definições Cistos e cavidades são condições em que há aumento da transparência

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia e Cintilografia. Imagem 01. Radiografia simples de tórax na incidência anteroposterior (AP) na primeira avaliação

Imagem da Semana: Radiografia e Cintilografia. Imagem 01. Radiografia simples de tórax na incidência anteroposterior (AP) na primeira avaliação Imagem da Semana: Radiografia e Cintilografia Imagem 01. Radiografia simples de tórax na incidência anteroposterior (AP) na primeira avaliação Imagem 02: Radiografia simples do tórax em AP após diálise

Leia mais

Ultra-sonografia nas Lesões Hepáticas Focais Benignas. Dr. Daniel Bekhor DDI - Radiologia do Abdome - UNIFESP

Ultra-sonografia nas Lesões Hepáticas Focais Benignas. Dr. Daniel Bekhor DDI - Radiologia do Abdome - UNIFESP Ultra-sonografia nas Lesões Hepáticas Focais Benignas Dr. Daniel Bekhor DDI - Radiologia do Abdome - UNIFESP Hemangioma Típico Prevalência: 1 a 20%. F: M até 5:1 Assintomático. Hiperecogênico bem definido

Leia mais

Imagem da Semana: Ultrassonografia e Tomografia Computadorizada (TC)

Imagem da Semana: Ultrassonografia e Tomografia Computadorizada (TC) Imagem da Semana: Ultrassonografia e Tomografia Computadorizada (TC) Imagem 01. Ultrassonografia de rins e vias biliares, evidenciando a bexiga. Imagem 02. Tomografia Computadorizada (TC) de abdome e pelve,

Leia mais

Métodos de imagem. Radiologia do fígado. Radiologia do fígado 12/03/2012

Métodos de imagem. Radiologia do fígado. Radiologia do fígado 12/03/2012 Radiologia do fígado Prof. Jorge Elias Jr Radiologia do fígado Revisão anatômica Métodos de imagem na avaliação do fígado Anatomia seccional hepática pelos métodos de imagem Exemplo da utilização dos métodos:

Leia mais

Sessão TOMOGRAFIA. Diego S. Ribeiro Porto Alegre - RS

Sessão TOMOGRAFIA. Diego S. Ribeiro Porto Alegre - RS Sessão TOMOGRAFIA Diego S. Ribeiro Porto Alegre - RS Caso 1 Feminino, 48 anos, história de HAS, DM e pancreatite prévia recente (há 1 mês), reinternou com dor abdominal, náuseas e vômitos. Nega história

Leia mais

Sarcomas de partes moles do adulto Estudo Populacional/Institucional Regiões do Alentejo e Algarve

Sarcomas de partes moles do adulto Estudo Populacional/Institucional Regiões do Alentejo e Algarve Sarcomas de partes moles do adulto Estudo Populacional/Institucional Regiões do Alentejo e Algarve Jornadas do ROR Sul Teresa Alexandre Oncologia Médica IPO Lisboa 17 Fevereiro 2016 Introdução Sarcomas

Leia mais

22 - Como se diagnostica um câncer? nódulos Nódulos: Endoscopia digestiva alta e colonoscopia

22 - Como se diagnostica um câncer? nódulos Nódulos: Endoscopia digestiva alta e colonoscopia 22 - Como se diagnostica um câncer? Antes de responder tecnicamente sobre métodos usados para o diagnóstico do câncer, é importante destacar como se suspeita de sua presença. As situações mais comuns que

Leia mais

RESIDENCIA MÉDICA UFRJ

RESIDENCIA MÉDICA UFRJ 1. Homem 54 anos, em uso regular de diclofenaco sódico por dor lombar. Há 24h com náuseas, vômitos e soluços. Normocorado, hálito urêmico, pressão arterial (PA) = 140x72mmHg, frequência cardíaca (FC)=

Leia mais

Módulo 1 ABORDAGEM E OPÇÕES TERAPÊUTICAS NO DOENTE COM LITÍASE RENAL AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA CÓLICA RENAL 3 OBSERVAÇÃO 4 OPÇÕES TERAPÊUTICAS

Módulo 1 ABORDAGEM E OPÇÕES TERAPÊUTICAS NO DOENTE COM LITÍASE RENAL AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA CÓLICA RENAL 3 OBSERVAÇÃO 4 OPÇÕES TERAPÊUTICAS ABORDAGEM E OPÇÕES TERAPÊUTICAS NO DOENTE COM LITÍASE RENAL Módulo 1 Palestrante: Dr. Luis Miguel Abranches Monteiro Urologia Moderador: Prof. Carlos Martins Medicina Geral e Familiar 01 Abril 2017 URO/2017/0010/PTp,

Leia mais

RADIOTERAPIA ESTEREOTÁXICA CORPÓREA

RADIOTERAPIA ESTEREOTÁXICA CORPÓREA RADIOTERAPIA ESTEREOTÁXICA CORPÓREA Bases da Radioterapia Tipos de Radioterapia Efeitos Colaterais Enf. Alexandre Barros Departamento de Radioterapia Hospital Israelita Albert Einstein - SP Paciente :

Leia mais

Múltiplos nódulos pulmonares, que diagnóstico?

Múltiplos nódulos pulmonares, que diagnóstico? Múltiplos nódulos pulmonares, que diagnóstico? Cecília Pacheco, João F Cruz, Daniela Alves, Rui Rolo, João Cunha 44º Curso Pneumologia para Pós-Graduados Lisboa, 07 de Abril de 2011 Identificação -A.F.O,

Leia mais

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM NEOPLASIA DE MAMA EM TRATAMENTO COM TRANSTUZUMABE EM HOSPITAL NO INTERIOR DE ALAGOAS

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM NEOPLASIA DE MAMA EM TRATAMENTO COM TRANSTUZUMABE EM HOSPITAL NO INTERIOR DE ALAGOAS PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM NEOPLASIA DE MAMA EM TRATAMENTO COM TRANSTUZUMABE EM HOSPITAL NO INTERIOR DE ALAGOAS Andreia Herculano da Silva Casa de Saúde e Maternidade Afra Barbosa Andreiah.silva@hotmail.com

Leia mais

Audiência Pública Projeto de Lei 3.661/2012 Projeto de Lei do Senado 26/2008

Audiência Pública Projeto de Lei 3.661/2012 Projeto de Lei do Senado 26/2008 Audiência Pública Projeto de Lei 3.661/2012 Projeto de Lei do Senado 26/2008 Lei nº 7.394, de 29 de outubro de 1985 Regula o exercício da profissão de Técnico em Radiologia, conceituando-se como tal todos

Leia mais

Caso Clínico. Paciente do sexo masculino, 41 anos. Clínica: Dor em FID e região lombar direita. HPP: Nefrolitíase. Solicitado TC de abdome.

Caso Clínico. Paciente do sexo masculino, 41 anos. Clínica: Dor em FID e região lombar direita. HPP: Nefrolitíase. Solicitado TC de abdome. Caso Clínico Paciente do sexo masculino, 41 anos. Clínica: Dor em FID e região lombar direita. HPP: Nefrolitíase. Solicitado TC de abdome. Apendicite.

Leia mais

Tumores do Mediastino

Tumores do Mediastino Anatomia do Mediastino Anatomia do Mediastino Anatomia do Mediastino Anatomia do Mediastino Classificação dos tumores mediastinais Tumores Neurogênicos Timomas Linfomas Tumor de Cels. Germinativas Carcinomas

Leia mais

TUSS 3.02 - Modificações

TUSS 3.02 - Modificações 40813185 Angioplastia transluminal percutânea para tratamento de obstrução arterial MÉTODOS DIAGNÓSTICOS POR IMAGEM 13/02/09 15/10/10 SIM Alteração 40901068 Ecodopplercardiograma com contraste para perfusão

Leia mais

VARIZES DE MEMBROS INFERIORES. Dr Otacilio Camargo Junior Dr George Kalil Ferreira

VARIZES DE MEMBROS INFERIORES. Dr Otacilio Camargo Junior Dr George Kalil Ferreira VARIZES DE MEMBROS INFERIORES Dr Otacilio Camargo Junior Dr George Kalil Ferreira Definição Dilatação, alongamento, tortuosidade com perda funcional, com insuficiência valvular Incidência: 3/1 sexo feminino;75%

Leia mais

A PREVENÇÃO faz a diferença

A PREVENÇÃO faz a diferença O cancro do colón e reto é um dos cancros mais comuns a nível mundial. A maioria está associada à idade avançada e a fatores dietéticos/ambientais e só uma pequena percentagem está associada a fatores

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO COMISSÃO DE EXAMES DE RESIDÊNCIA MÉDICA. Ano Opcional em Cirurgia do Aparelho Digestivo

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO COMISSÃO DE EXAMES DE RESIDÊNCIA MÉDICA. Ano Opcional em Cirurgia do Aparelho Digestivo UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO COMISSÃO DE EXAMES DE RESIDÊNCIA MÉDICA Novembro/2010 10 - Processo Seletivo para Residência Médica - 2011 Ano Opcional em Cirurgia do Aparelho Digestivo Nome do Candidato

Leia mais

[ESTUDO REFERENTE À ENCF - JOELHO]

[ESTUDO REFERENTE À ENCF - JOELHO] 2011 IMPOL Instrumentais e Implantes Samuel de Castro Bonfim Brito [ESTUDO REFERENTE À ENCF - JOELHO] Casos apresentados neste estudo foram operados e pertencem à Fundação Pio XII Hospital do Câncer de

Leia mais

PAREDE ABDOMINAL E RETROPERITONEO

PAREDE ABDOMINAL E RETROPERITONEO PAREDE ABDOMINAL E RETROPERITONEO PAREDE ABDOMINAL Definição estrutura músculo aponeurotica fixada na coluna vertebral, ossos da pelve e costelas Funções: protege e restringe as vísceras abdominais flexão

Leia mais

Metástases ósseas em Câncer de Próstata Há algo além dos bisfosfonatos?

Metástases ósseas em Câncer de Próstata Há algo além dos bisfosfonatos? Metástases ósseas em Câncer de Próstata Há algo além dos bisfosfonatos? Dr. João Paulo Solar Vasconcelos Oncologista Clínico Conflito de Interesses De acordo com a Norma 1595/2000 do Conselho Federal de

Leia mais

Imagem da Semana: Ressonância magnética (RM) Imagem 01. Ressonância Nuclear Magnética (RM) de crânio, corte axial, ponderada em T1, sem contraste.

Imagem da Semana: Ressonância magnética (RM) Imagem 01. Ressonância Nuclear Magnética (RM) de crânio, corte axial, ponderada em T1, sem contraste. Imagem da Semana: Ressonância magnética (RM) Imagem 01. Ressonância Nuclear Magnética (RM) de crânio, corte axial, ponderada em T1, sem contraste. Imagem 02: Detalhe de Ressonância Nuclear Magnética (RM)

Leia mais

- termo utilizado para designar uma Dilatação Permanente de um. - Considerado aneurisma dilatação de mais de 50% num segmento vascular

- termo utilizado para designar uma Dilatação Permanente de um. - Considerado aneurisma dilatação de mais de 50% num segmento vascular Doenças Vasculares Aneurisma A palavra aneurisma é de origem grega e significa Alargamento. - termo utilizado para designar uma Dilatação Permanente de um segmento vascular. - Considerado aneurisma dilatação

Leia mais

21ª Imagem da Semana: Cintilografia cervical e torácica com 99 mtc-sestamib

21ª Imagem da Semana: Cintilografia cervical e torácica com 99 mtc-sestamib 21ª Imagem da Semana: Cintilografia cervical e torácica com 99 mtc-sestamib Enunciado Paciente do sexo feminino, 58 anos, há 4 anos com fraqueza e dores inespecíficas na coluna lombar e membros inferiores.

Leia mais

Câncer Medular de Tireóide Diagnóstico e Tratamento

Câncer Medular de Tireóide Diagnóstico e Tratamento Câncer Medular de Tireóide Diagnóstico e Tratamento Universidade Federal do Ceará Hospital Universitário Walter Cantídio Residência de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Dr. Wendell Leite Fortaleza 2006 Câncer

Leia mais

Journal Club (set/2010)

Journal Club (set/2010) Journal Club (set/2010) van Werven et al Academic Medical Center University of Amsterdam Netherland Thiago Franchi Nunes Orientador: Dr. Rogério Caldana Escola Paulista de Medicina Universidade Federal

Leia mais

Valéria Mika Massunaga Enfermeira do setor da Radioterapia do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein

Valéria Mika Massunaga Enfermeira do setor da Radioterapia do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein Câncer de pulmão Valéria Mika Massunaga Enfermeira do setor da Radioterapia do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein QUIMIOTERAPIA Introdução O câncer de pulmão é um dos

Leia mais

Manejo da Coinfecção TB-HIV

Manejo da Coinfecção TB-HIV Transcrição da Videoaula Curso: Manejo da coinfecção TB-HIV Unidade: 2 - Manejo Clínico da Coinfecção TB-HIV Atividade: 2.3 - Diagnóstico da tuberculose extrapulmonar em PVHA Docente: Denise Arakaki-Sanchez

Leia mais

manejo do nódulo pulmonar subsólido Dr. Mauro Esteves -

manejo do nódulo pulmonar subsólido Dr. Mauro Esteves - manejo do nódulo pulmonar subsólido Dr. Mauro Esteves - mauro.rad@hotmail.com NPS no RX de Tórax história - exame físico - RX de Tórax antigos definitivamente benigno definitivamente maligno interromper

Leia mais

Local de realização do exame: Unidade Morumbi. Elastografia US Fígado e Tireóide

Local de realização do exame: Unidade Morumbi. Elastografia US Fígado e Tireóide Local de realização do exame: Unidade Morumbi Elastografia US Fígado e Tireóide O que é Elastografia Hepática por Ultrassonografia? É uma técnica avançada e não invasiva associada à ultrassonografia convencional,

Leia mais

Responda às perguntas seguintes usando exclusivamente o glossário.

Responda às perguntas seguintes usando exclusivamente o glossário. Responda às perguntas seguintes usando exclusivamente o glossário. 1 - Um homem de 50 anos com queixas de fadiga muito acentuada fez um exame médico completo que incluiu RX do tórax. Identificaram-se lesões

Leia mais

Processo Seletivo Unificado de Residência Médica 2017 PADRÃO DE RESPOSTAS ANGIORRADIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR

Processo Seletivo Unificado de Residência Médica 2017 PADRÃO DE RESPOSTAS ANGIORRADIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR Processo Seletivo Unificado de Residência Médica 2017 PADRÃO DE RESPOSTAS ANGIORRADIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR Situação-Problema 1 A) Tromboembolismo Pulmonar Tromboembolismo Pulmonar maciço TEP TEP maciço

Leia mais

Câncer de Pulmão. Tratamento Cirúrgico DR. RAFAEL PANOSSO CADORE

Câncer de Pulmão. Tratamento Cirúrgico DR. RAFAEL PANOSSO CADORE Câncer de Pulmão Tratamento Cirúrgico DR. RAFAEL PANOSSO CADORE Epidemiologia! O câncer de pulmão é a neoplasia que mais mata no mundo desde 1953 ( mulheres 1985). No Brasil, para 2014, foram 16.400 casos

Leia mais